Paul Bruce Dickinson, mais conhecido como Bruce Dickinson, nasceu no dia 7 de Agosto de 1958 em Worksop, Nottinghamshire, na Inglaterra. Ontem ele completou 51 anos, destes 22 anos a frente de uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos.

A trajetória de Bruce se confunde com a própria história do metal. “Number of the Beast”, o primeiro álbum do Iron Maiden com ele nos vocais, abriu a cena do heavy metal para os fãs e ajudou a popularizar o estilo durante a década de 80. Músicas poderosas como “2 Minutes to Midnight”, “Aces High” e “The Trooper” não seriam as mesmas sem a voz poderosa deste inglês.

Se caras como Ozzy Osbourne e Tony Iommi do Black Sabbath pavimentaram o caminho para o estilo, Bruce e o Iron retiraram o metal do esconderijo e colocaram no campanário para o mundo ver eternamente!

Em carreira solo criou outros trabalhos memoráveis como o poderoso “The Chemical Wedding”, para este humilde fã que vos fala um dos melhores álbuns de metal de todos os tempos.

Por tudo isso, e muito mais, parabéns Bruce Dickinson por mais um ano de vida e que venham muitos outros com ótimas composições e as músicas de sempre! Up the Irons!

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1- O blog mais completo sobre o Iron Maiden, o Flight 666, também colocou uma homenagem ao mestre, veja aqui.

2- Nesta página do YouTube você encontra vários clipes oficiais do Iron Maiden em ótima qualidade com versões HD!

3- No dia 8 de Agosto o Discovery Channel publicou um episódio de “Heavy Metal no Ar”, onde Bruce fala por outra de suas paixões: a aviação. Confira aqui.

“Nós literalmente não existiríamos sem nossos fãs. A imprensa e o rádio não nos dão muita ajuda. O mesmo com a MTV. Por sorte, nós temos muitos garotos dizendo: vamos lá ver o Maiden.”

Essa frase foi proferida pelo vocalista Bruce Dickinson em entrevista para o site britânico Mirror em 2008 (parte dela pode ser vista, em português, neste local). Os fãs são a parte mais importante da banda, cada dia mais com o advento da internet e a diminuição na venda de CDs.

A relevância da sua banda sempre é medida pelo número de fãs que você tem. Se você consegue encher um clube, parabéns, você está lá. E agora quando você consegue encher um autódromo inteiro? O Iron colocou 63 mil pessoas em Interlagos no dia 15 de março, de acordo com o Estadão, em um dos maiores shows de Heavy Metal de todos os tempos – para vocês terem uma ideia, o maior show pago de todos os tempos foi feito por Paul McCartney, que reuniu em torno de 180 mil pagantes no Maracanã, de acordo com o Guiness.

Mas não basta ter apenas número, tem que ter adesão. Não adianta ter 1 bilhão de fãs se eles não gostam de você o bastante para perder umas boas horas das suas vidas indo no seu show e passando nervoso para poder te ouvir tocar (principalmente aqui no Brasil, onde você passa mais nervoso que qualquer coisa).

Que tipo de fã faria alguma coisa ridícula ou estranha para ganhar um prêmio que nem sequer sabe o que é? A revista Metal Hammer – uma das maiores revistas de música do mundo, que passou a NME no início deste ano em vendas chupa NME! – fez um concurso onde você deve recriar uma das artes de capa do Iron Maiden e concorrer a um belíssimo prêmio que ninguém sabe o que é.

É aí que você vê quem realmente gosta da banda. Veja algumas das capas divulgadas pela revista:

Iron Maiden – “The Trooper” (1983)

Iron Maiden – “Killers” (1981)

Iron Maiden – “Dance of Death” (2003)

Como faz tempo que eles divulgaram estas, acredito que tenham outras muito melhores. Por enquanto a revista ainda não divulgou os cinco vencedores, quando fizerem isto colocarei no ar o resultado.

Se brasileiros podem participar? Não tenho ideia, eles não deixaram isto claro. Se você estiver interessado mande um e-mail para metalhammer@futurenet.co.uk e pergunte para eles.

Bem que o Pedro poderia fazer uma não?

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1- Teste seus conhecimentos sobre o Iron Maiden neste Quiz.

2- Tudo que já foi publicado até agora no Dossiê pode ser visto nesta página.

3- Se você é um fã do Heavy Metal tem que conhecer este cara: o superfã do Black Sabbath. (só faltou arrancar o que sobrou dos dedos do Iommi).

Acho que não preciso vir aqui declarar meu amor por capas de álbuns. Todo fã de metal – e alguns de rock – adoram imagens de capa. Os desenhos das capas dos álbuns não são qualquer coisa, não são idiotas e nem inúteis, eles sempre estão lá para alguma coisa, sempre tem um motivo, uma lógica com o tema do álbum, uma singularidade com seu conteúdo ou com o estado de espírito da banda, as vezes passam até por si mesmas mensagens, como a clássica “Holy Diver” do Dio, sem dúvida nenhuma uma das capas mais fantásticas do metal de todos os tempos.

Eu poderia passar horas e horas escrevendo um texto falando o quanto as capas são importantes em um álbum de verdade para nós fãs de metal, mas acho isso completamente desnecessário. Quem ouviu metal uma vez na vida e teve a chance de pegar um álbum nas mãos e observar bem a capa dele enquanto ouve a música sabe do que estou falando. Se você curte Calypso ou qualquer tranqueira velha com capas onde só aparecem a cara dos músicos, você nunca irá entender como a arte de capa faz a diferença. Aqui no Brasil as capas nunca foram muito exploradas em sua totalidade.

No caso mais específico do Iron Maiden, as artes de capa trazem emoção, vibração, sentimento, elas quase chegam, em alguns álbuns, a falar com você! E não, não estou ficando louco, ok? Aquela capa conversou comigo, tenho certeza!

Este é um artigo duplo, como aqueles ótimos álbuns ao vivo. Neste primeiro texto irei falar sobre as minhas capas preferidas, uma pequena viagem sobre a história do grupo britânico entre as capas de seus álbuns, singles, ao vivos e coletâneas, e no outro vou mostrar como os fãs de metal são diferenciados e adoram não apenas a música, mas o conjunto completo do álbum. Chupa indústria fonográfica!

Running Free (1980)

A capa do primeiro single do Iron em 1980, dois meses antes do lançamento do debut “Iron Maiden”. A imagem foi feita já por Derek Riggs, criador de Eddie, um dos maiores mascotes do Heavy Metal de todos os tempos.
A imagem mostra um beco para onde corre uma pessoa – aparentemente um Headbanger – para as mãos de Eddie. No fundo, escrito na parede, estão os nomes de algumas das maiores bandas de sucesso da época (dá para se ver claramente o nome do Scorpions, Led Zeppelin, AC/DC, Judas Priest, um King (King Crimson?), entre outros.
Nada mais do que o chamado: “Venham para o Maiden, fãs do rock!”

The Number of the Beast (1982)

Em 1982 foi lançado o álbum que daria toda a fama internacional ao Iron Maiden, que já havia conquistado nos seus dois primeiros álbuns uma boa fama em países como Suécia e Noruega, além do Reino Unido.
O que se pode esperar do álbum mais polêmico de todos os tempos em termos de capa? A mesma polêmica.
A capa causou uma repercussão enorme na mídia internacional e criou aquela velha história da ligação da banda com o demônio (bla bla bla).
Ela mostra claramente Eddie dominando o diabo por meio de cordas de marionete, enquanto também, ali embaixo, é dominado. O objetivo da banda era mostrar as influências que as pessoas sofrem em suas vidas – você domina e é dominado, pelo bem e pelo mal, todos os dias de sua vida.

A capa do single “Run to The Hills”, deste mesmo álbum, tem o mesmo objetivo. Nela é mostrado Eddie confrontando o diabo em meio a um vale cheio de conflitos lá embaixo. A capa do single “Number of the Beast” traz a vitória de Eddie, carregando a cabeça do diabo, declarando sua vitória contra as “forças do mal”.

The Trooper (1983)

Este single, que já faz parte do famoso álbum “Piece of Mind”, pode ser considerada uma das jóias do Iron Maiden.
A imagem dela, do guerreiro, com a morte em suas costas e os corpos mostra bem a vida de um soldado, do genocídio e da destruição da guerra, realmente unida ao conceito da música.
A capa também imortalizou um gesto famoso de Bruce Dickinson com a bandeira britânica em mãos, coisa qual ele faz em boa parte dos shows por onde passa. Eles tem orgulho de suas origens, e com esta capa fizeram questão de retratar isso para todo o mundo.

Powerslave (1984)

A capa preferida de Bruce Dickinson e Dave Murray não poderia ficar de fora. “Powerslave” é um álbum fantástico, e o desenho de sua capa representa a imponência do Império Egípcio, com um grande simbolismo histórico facilmente perceptível, afinal uma capa destas, apresentando um dos grandes impérios da história da humanidade, um povo imponente, grandioso, e um título de “Escravos do Poder”, você deve imaginar onde estou tentando chegar, não?
Fora isso, também é meu desenho preferido, os detalhes, cada centímetro foram desenhados com técnica precisa, desde a imponente pirâmide até os sacerdotes que carregam o que parece ser o sarcófago de um poderoso faraó logo abaixo.

2 Minutes to Midnight (1984)

“Powerslave” é um álbum tão forte que merece dupla citação. O single “2 Minutes to Midnight” – diga-se de passagem, uma das minhas músicas preferidas – apresenta uma capa cheia de simbolismos. A guerra fria, o medo nuclear e a bipolaridade entre comunismo X capitalismo estão presentes nela com grande força.
As bandeiras apresentadas (na extrema esquerda a União Soviética, a terceira o Iraque, depois mais ao fundo há o Reino Unido, Estados Unidos, Israel e no fundo Cuba), mostram bem o teor político da música, que fala sobre o Relógio do Apocalipse e os testes nucleares de 1953, quando o relógio atingiu o ponto mais próximo da meia-noite (2 minutos faltando). Eddie faz uma posição já bem conhecida e famosa, do Tio Sam na recruta por soldados (o famoso cartaz “I Want You to the U.S. Army”).
O horário também é mostrado na capa de outros dois singles do grupo. Em “Wasted Years” e “Stranger in a Strange Land”, os dois do sucessor de “Somewhere in Time”, há dois relógios. O primeiro marca o horário 23:58 (canto inferior direito), e o segundo marca 11:58 (no fundo, ao lado do ombro de Eddie).

Somewhere in Time (1986)

A capa preferida do baterista Nicko McBrain e do baixista Steve Harris, a imagem futurista de “Somewhere in Time” realmente chama a atenção pela perfeição do desenho, mostrando, juntamente com a do “Powerslave” a evolução do desenhista Derek Riggs.
Ela parece apenas um desenho legal sem nenhuma ligação, mas olhe bem no lado direito, não é a capa do álbum “Iron Maiden”? Escrito por cima dela ainda está “Eddie Live”? (pelo menos é o que parece) E logo acima não temos o nome Acacia, referência à música “22 Acacia Avenue” do “Number of the Beast”?

Bring Your Daughter… To The Slaughter (1990)

O único single da banda que alcançou o topo das paradas do Reino Unido.
Uma parte do sucesso desta música se deu pelo filme “A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy”, pois ela foi gravada por Bruce especialmente para a trilha sonora do filme.
As referências na arte de capa são enormes, tantas que muitas eu sequer consegui saber de onde vem. Visível é o simbolo do Batman na lua ao fundo, o que parece ser o Geleia dos Caça Fantasmas no chão, o diabinho com medo do pôster do Iron atrás na parede e um personagem do Vila Sesamo (desenterrei esse!) na lata do lixo no canto direito, além do fato de que ele está abraçando a Jéssica Rabbit, morram de inveja.

Rock in Rio (2002)

Essa capa está aqui mais pela sua importância que por sua estética. A fusão do palco do Rock in Rio com a face nos céus do “Brave New World” é algo que mostra domínio, controle.
Não preciso ficar aqui dizendo o quanto esse show foi importante, sem dúvidas quem assistiu (eu não tive o prazer, infelizmente) deve saber bem o que foi. Está escrito na história, e dela ninguém tira.
Interessante reparar que, com a saída de Bruce, Derek e a chegada de Blaze, as capas do Iron Maiden conseguiram ficar péssimas e horrorosas. A era sombria da banda, da qual muitos dos fãs sequer querem acreditar que tenha existido, também não pode ser marcada por qualidade nas artes de capa.

The Reincarnation of Benjamin Breeg (2006)

Este single, lançado no último álbum do grupo, trouxe um grande mistério. Nele Eddie escava o túmulo de Benjamin Breeg, onde está o epitafio: “Aici zace un om despre care nu se ?tie prea mult“, sentença em romeno que significa: “Aqui jaz um homem de que pouco se sabe”.
Ninguém sabe bem quem seria o tão misterioso homem, e os integrantes do Iron dizem que os fãs tem que descobrir por si. Algumas teorias podem ser encontradas no Whiplash e no Cifra Club.
Seria Benjamin Breeg o ex-vocalista do Maiden, Paul Di’Anno?

Somewhere Back in Time (2008)

Seria o retorno às raízes? A arte de capa desta coletânea une realmente o melhor do Iron Maiden (os maiores clássicos da banda da década de 80).
Não poderia faltar na capa as duas melhores artes da banda da mesma década, além de resgatar os desenhos de capa que fizeram tanto sucesso e que sumiram por mais de 15 anos (as capas do Maiden andam sofríveis, o último álbum ainda deu para engolir, mas não é a mesma coisa).
No final, o “Somewhere Back in Time”, a turnê fantástica e o “Flight 666” enchem o público de esperança para o novo álbum em 2010, que conforme disse Nick McBrain, baterista do grupo, afirmou em entrevista.

E você? O que acha das artes do Iron Maiden? Tem alguma preferida? Está apreensivo para o próximo álbum? Acha que faltou alguma capa importante nesta lista? Deixe seu comentário!

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1- Você quer ver as outras capas dos álbuns? Passear pelos desenhos em alta resolução? O site Iron Maiden Wallpapers possui todas as capas da banda em alta qualidade – dentre elas as colocadas neste artigo. Só visitar a sessão de singles e álbuns.

2- Em uma entrevista concedida em 2008, Derek Riggs falou um pouco sobre seu trabalho com o Iron Maiden e como surgiu Eddie. A tradução desta entrevista pode ser vista no Whiplash.

3- Na época do show do Maiden aqui no Brasil, o G1 criou um joguinho no qual o objetivo era encontrar o desenho de assinatura de Derek em diversas capas da banda.

4- Em uma entrevista concedida este mês, o baterista Nicko McBrain falou como começou a ideia para o filme “Flight 666″. Veja aqui. (observe o número da matéria no endereço… estou com medo e mandarei arredondarem ele)

A Arts Alliance Media anunciou o sucesso do premiado documentário “Iron Maiden: Flight 666“. 70% do número total de ingressos, que excedeu 100 mil pessoas, foram da exibição especial do filme em sessão única no cinema, no dia 21 de abril. Lançado apenas em cinemas com tecnologia digital, atingiu a marca de maior lançamento simultâneo de um documentário em todo o mundo, cruzando a América do Sul e Central, México, todo o Oeste e grande parte do Leste Europeu, Rússia, Japão, Oceania, Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Índia. “Flight 666″ foi distribuído pela Arts Alliance Media (AAM), em uma sociedade com a EMI Records e o Iron Maiden.

“Flight 666″ alcançou a maior média por sala entre todos os filmes no Reino Unido no dia 21 de Abril, com mais de 12 mil ingressos vendidos para uma única exibição em 80 salas e foi o filme número 1 em mais de 85% dos cinemas aonde foi exibido. O filme atraiu a marca extraordinária de 8 mil ingressos na sessão das 23h58 (“2 Minutes do Midnight”) no Brasil, esgotou ingressos em uma sala de 686 lugares em Finnkino Helsinki, na Finlândia e teve cinco exibições seguidas lotadas no Mann’s Chinese Theater em Hollywood. O filme foi exibido novamente em muitos locais devido à demanda de público e alguns cinemas exibiram o filme outra vez depois do dia 21.

O crescimento do cinema digital e a resultante redução nos custos de distribuição tem possibilitado mais e mais lançamentos não tradicionais com conteúdo alternativo nos cinemas como óperas ao vivo, shows e eventos esportivos que vem abrindo um novo nicho de público. O chefe executivo da AAM, Howard Kiedaisch, comentou, “Nós estamos incrivelmente felizes com esse resultado e o consideramos como uma grande conquista para todos os envolvidos. É uma novidade para o cinema, mostrando as oportunidades que a era digital tem trazido, uma vez que esse lançamento não seria possível com vídeos de 35mm. Meus agradecimentos e parabéns para o Iron Maiden, EMI e todas as empresas de cinema e distribuidoras ao redor do mundo. Veja esse espaço!”

O vice-presidente da EMI, Stefan Demetriou, disse, “O filme mostra mais uma vez que o Iron Maiden (ofertas[bb]) está no topo da inovação audiovisual – trazendo uma memorável experiência na tela para seus leais fãs e os novos convertidos ao MAIDEN ao redor do mundo.”

O evento se mostrou inacreditavelmente popular com as empresas donas dos cinemas e com as audiências em todo o mundo, com Bernie Altan, da Scala Cinema independente de Ludwigsburg, Alemanha, falando sobre a exibição da meia-noite, “Uau, que noite! O filme é muito bom – Eu me senti em um show do MAIDEN na noite passada! Os fãs gritavam ‘Maiden! Maiden! Maiden’ pouco antes de começar o filme, e para resumir, foi realmente ‘O momento!’”

No Reino Unido, o diretor da Odeon Digital Development, Drew Kaza, declarou, “Nós estamos muito satisfeitos com os resultados de ‘Flight 666′. Foi o filme número um em nossos cinemas na terça a noite e foi, de longe, o filme alternativo mais bem-sucedido que a Odeon já exibiu.”

O filme foi sub-distribuído pela D&E Entertainment nos Estados Unidos, cujo sócio Evan Saxon comentou, “Nós estamos honrados em ver que o marketing e a distribuição de “Flight 666″ nos Estados Unidos e no resto do mundo foram um sucesso esmagador. As salas de cinema se esgotaram e fizeram exibições extras do filme e os fãs adoraram a experiência. Essa foi uma campanha de primeira classe e nós estamos muito satisfeitos com a Arts Alliance, EMI e o Iron Maiden por escolher a D&E para ser parte do seu time.”

“Flight 666″ venceu o prêmio da audiência para “Melhor Documentário sobre Música” no recente Southwest Festival. O filme foi produzido pelos premiados diretores de Toronto, Scot McFadyen e Sam Dunn da Banger Productions, que receberam elogios da crítica pelos seus filmes anteriores, “Metal: A Headbanger’s Journey” e “Global Metal”. Os produtores executivos foram Rod Smallwood, Stefan Demetriou e Andy Taylor.

Fonte: Aos mestres, Whiplash.

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1- Minha humilde participação no Dossiê. Nada genial, em breve textos de minha autoria.

2- E o TCC também está me matando… quinta-feira tem a entrega, desejem me sorte!

3- Não tenho mais links pois não ando lendo nada de especial… bem… participem da promoção da Dell e concorram a sete Dell Studio Hybrid e sete Nokia E71.

4- E visitem o Seu Estranho e o E Agora José? do AJ.



Janick Gers, Steve Harris, Bruce Dickinson, Adrian Smith, Nick McBrain, Dave Murray


Então meus queridos metaleiros, como prometido, rapidamente estamos de volta com o sensacional Dossiê Iron Maiden. Se você perdeu o primeiro post, #corra, clique aqui e leia. Esse será mais um post gigante, assim como o primeiro, então você já sabe.

O post de hoje é audacioso, corajoso e opinativo, eu sei que estou mexendo com uma coisa que é complicada, ainda mais se tratando da maior banda de metal de todos os tempos. Sim, sou audacioso e corajoso o bastante para fazer uma lista dos 7(+1) melhores CD’s do Iron Maiden… e como eu gosto de ser polêmico – mas nem tanto – teremos uma lista com as 20 (+3) melhores músicas do Iron. Parece idiotice, e é. Mas só para quem conhece e é fã da banda. E eu disse que esse dossiê é também para pessoas conhecerem um pouco mais da Donzela de Ferro, e que espécie de Cara Que Indica Banda eu seria se não indicasse também o melhor material da banda?

De antemão eu aviso: AS LISTAS SÃO BASEADAS NO MEU GOSTO – e no meu limitado conhecimento de música. Então meu caro, não perca seu tempo dizendo que faltou isso ou aquilo, que eu sou um idiota por deixar tal disco de fora – ou música. Never the lass, acredito que tenha feito ambas listas com material para agradar quase todos os fãs e principalmente com o essencial do Iron para que mais e mais pessoas virem adeptos dessa “religião”. À, esqueci de avisar… se você é um xiita, você não é bem vindo neste post… muito menos neste blog.

Prontos?

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Antes, apenas considerações:

- Essa lista é quantitativa, ou seja, o primeiro é melhor que o segundo e assim por diante

- Agradeço ao Diego pelas resenhas de todos os álbuns.

Os 7 (+1) Melhores Álbuns do Iron Maiden


Medalha de Ouro para o primeiro disco da banda


Iron Maiden: O primeiro álbum dos ingleses. Feita com uma produção podre de Will Malone, que não tinha muito interesse no projeto da banda e deixou os integrantes praticamente fazer o que queriam, este álbum esta na lista de muitos fãs pelo som meio roots, mais pobre do álbum, graças a péssima produção feita. O disco foi gravado com o guitarrista Dennis Stratton, que logo depois daria lugar a Adrian Smith.  Antemão
O álbum não possui nenhum tipo de conceito. A música “Phantom of the Opera” é baseada no romance do mesmo nome, a velha história do homem com a face disforme que se apaixona pela mulher da ópera.

“Charlotte, the Harlot” conta a história de uma prostituta, a primeira de uma série de músicas do Iron que fala sobre ela. “Iron Maiden”, a música título do nome do álbum e da banda, fala sobre o instrumento de tortura medieval que Steve Harris viu no filme “O Homem da Máscara de Ferro”.

O álbum foi bastante apreciado pelo público britânico, chegando a atingir a 4ª posição na lista de álbuns mais vendidos no país.

Os destaques do álbum são para as músicas “Phantom of the Opera” e “Iron Maiden”.


Medalha de Prata para o disco com a melhor capa da história


Powerslave: Em 1984 foi lançada uma das maiores lendas do Heavy Metal mundial. O álbum “Powerslave”. Totalmente ambientalizado, como você pode perceber pela capa, nas lendas e histórias egípcias, apresentadas também na música título. Mesmo não tendo o mesmo hype de “Number of the Beast”, ainda é um dos discos preferidos dos fãs.

Foi o último dos discos do grupo a ter uma música totalmente instrumental, “Losfer Words (Big ‘Orra)”. A música “Rime of the Ancient Mariner” é baseada em um poema de Samuel Taylor Coleridge de mesmo nome, com pedaços do original dentro da música, sendo também a música mais comprida já gravada pela banda, com mais de 13 minutos. “The Duelists” é baseado no filme de mesmo nome de Riddley Scott, além de falar sobre a tradição no século XVII e XVIII, quando se alguém apanhasse uma luva jogada no chão estaria aceitando um duelo até a morte em defesa da honra. “Aces High” fala sobre os conflitos da força aérea inglesa com a alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Os destaques do álbum são as músicas “Aces High” e “2 Minutes to Midnight”, que ainda se mantem firmes e fortes dentre as músicas do grupo que são tocadas ao vivo.


Bronze para um dos CD's mais queridos dos fãs


Piece of Mind: Este grande album do Iron é o primeiro a ter Nicko McBrian no comando das baquetas. “Piece of Mind” é um grande caminho em torno dos mundos da ficção. O objetivo da banda neste álbum foi fazer uma pequena coletânea de composições relativas a livros e filmes que os músicos gostavam. A música “To Tame a Land” foi baseada no romance “Dune” de Frank Herbert. “The Trooper” teve inspiração no poema “Charge of the Light Brigade” de Alfred Lord Tennyson, baseado em um feito da cavalaria inglesa na Guerra da Criméia e “Still Life” foi baseada no escritor de terror Clarke Ashton Smith em seu livro “O Habitante do Lago”. Dentre outras inspirações podemos citar “Where Eagles Dare” filme e romance, “Quest for Fire”, baseada no filme de mesmo nome de Jean-Jacques Annaud e o escritor G. K. Chesterton que é citado no início de “Revelations”.

Outras influências que fogem a este tema incluem a Mitologia Grega na música “Flight of Icarus” e o lendário samurai Miyamoto Musashi em “Sun and Steel”.

O álbum foi aclamado mundialmente e vendeu mais de 1 milhão de cópias nos EUA.

“Oh Deus da Terra e do altar
Curve-se e escute nosso lamento
Nossos governantes terrenos vacilam
Nosso povo definha e morre
As paredes de ouro nos sepultam
As espadas do escárnio dividem
Não nos tome vosso trovão
Mas leve nosso orgulho”
G. K. Chesterton; Oração Inglesa

O maior destaque do álbum é a aclamada música “The Trooper”, uma das músicas de maior sucesso do grupo até hoje, sendo incluída em todas as turnês da banda desde o lançamento do álbum.


Primeiro disco da nova era da banda... e um dos melhores de sua história


Brave New World: O retorno do grande Iron Maiden foi marcado por este álbum. O guitarrista Adrian Smith, que deixou a banda em 1990 e o vocalista Bruce Dickinson retornaram, que fez seu último show em 1993, retornam a banda para “Brave New World”. O álbum teve um retorno fantástico, e vendeu mais de 50 mil cópias apenas no Brasil.

Como o nome indica, “Brave New World” (Admirável Mundo Novo) fala sobre nosso novo mundo, em como agimos e o que fazemos. “Brave” entra em um novo conceito para o Iron Maiden, que deixa a “fantasia do metal” e finca os dois pés na realidade.

“Reis despóticos, rainhas moribundas
Onde está a salvação agora?
Perdi minha vida, meus sonhos
Ossos arrancados da minha carne
Gritos silenciosos gargalhando aqui
Moribundos para te dizerem a verdade
Você é planejado e está condenado
Nesse admirável mundo novo”

De acordo com Adrian Smith em uma entrevista, quatro músicas do “Brave” foram escritas por Steve Harris e Janick Gers (alguns dizem que com a ajuda de Blaze Bayley) para o álbum “Virtual XI”.
Os destaques do álbum ficam para as músicas “Brave New World” e “The Wicker Man”.


Esse disco é o porque do +1, ou seja, impossível ficar de fora.


Seventh Son of a Seventh Son: Este album marcou a saída de Adrian Smith do Iron Maiden. O título do album, Sétimo filho de um sétimo filho, faz parte de uma lenda. Na América Latina este filho se torna um lobisomem, na Irlanda ele ganha poderes de cura e na Inglaterra, país da banda, o sétimo filho recebe poderes mágicos.
Ligadas ao conceito desta lenda estão músicas como “Moonchild”, “Infinite Dreams”, “Seventh Son of a Seventh Son”, “The Prophecy” e “The Clairvoyant”.
A música “The Evil that Man Do” foi inspirada em um texto de William Shakespeare. O personagem Marco Antônio na peça Julio César, diz: “O mal que os homens fazem vive após os homens
morrerem, mas a bondade é enterrada juntamente com seus ossos”.
Os destaques deste album ficam para os clássicos “Can I Play with Madness” e “The Evil that Man Do”.


O disco que colocou a banda no topo em todo o mundo e talvez o mais polêmico


The Number of The Beast: O terceiro album do Maiden. Não se tem muito que falar, sem dúvidas “The Number of the Beast” abriu as portas do mundo para os metaleiros ingleses, que ainda eram desconhecidos na composição de “Iron Maiden” e “Killers”. Igualmente marcou a estréia do lendário vocalista Bruce Dickinson, considerado uma das maiores vozes do metal de todos os tempos.
Algumas curiosidades do álbum são relatadas nas histórias da banda. O produtor Martin Birch sofreu um acidente de carro e quando foi retirá-lo recebeu a conta no valor de 666,66 libras. A música título do álbum alcançou as paradas na Grã-Bretanha na posição 18, ou seja, a soma de três números seis. O disco, além de marcar o nome do Iron Maiden na história da música, também se tornou uma espécie de apelido para a banda e também para Eddie, o mascote, que ainda são chamados de “The Beast”.
As diferenças grandiosas deste álbum para os antecessores se deu, além da troca de Paul Di Anno por Bruce Dickinson, principalmente pela mudança dos compositores do álbum. “Number of the Beast” foi o único álbum que teve o baterista Clive Burr como compositor, além de ser o primeiro álbum com músicas escritas por Adrian Smith e apresentar um “novo” Steve Harris. O álbum também não possui nenhuma música feita por Dave Murray e foi o primeiro a não ter nenhum instrumental.
A recepção do álbum foi mundial, e é muito difícil o “Number of the Beast” não fazer parte das listas de maiores álbuns de todos os tempos no Heavy Metal. Dentre os diversos veículos de comunicação que colocam a importância do álbum, estão:

Guitar World (17º maior álbum de todos os tempos),
Q Magazine (100ª posição de todos os tempos e entre os 50 maiores do Heavy Metal),
IGN (3º maior de todos os tempos),
Metal Rules (O maior álbum do Metal de todos os tempos)
BBC (Documentário sobre os maiores álbuns clássicos)

O álbum é sem dúvidas também um dos mais polêmicos do Metal, principalmente pelos títulos das músicas e a arte de capa, que mostra Eddie controlando um demônio.
Apesar disso, nenhuma das músicas tem alguma ligação com o satanismo. A música título do álbum foi escrita por Steve Harris logo depois dele ter assistido o filme de terror “A Profecia II” e ter tido pesadelos com imagens de satanismo. “Children of the Damned” foi baseada, de acordo com Bruce Dickinson enquanto entrevistava Ronnie James Dio em seu programa de rádio na BBC, na música “Children of the Sea” do lendário álbum “Heaven and Hell” do Black Sabbath, além do filme de mesmo nome. “Run to the Hills”, outro clássico do grupo, foi baseada no combate entre os colonizadores ingleses e os índios na América do Norte.
Os grandes destaques do álbum são as músicas “The Number of the Beast” e “Run to the Hills”.


O último álbum de estúdio da banda e sim, um dos melhores.


A Matter of a Life and Death: O último lançamento de estúdio do Iron Maiden. “A Matter of Life and Death” manteve a formação de sucesso da banda, com Bruce e Adrian Smith. Como o “Brave New World”, o Iron continuou com os temas recorrentes. O album, mesmo não tendo um conceito pré-estabelecido mantem as ideias sobre Guerra e religião fortemente colocadas em todas as músicas.

O álbum obteve um grande sucesso, sendo muito bem resenhado por dúzias de publicações em todo o mundo. As revistas internacionais Kerrang!, Metal Hammer deram nota máxima ao lançamento, e a revista Classic Rock elegeu “A Matter” como o álbum do ano de 2006.

O CD foi vendido no mundo inteiro, e conquistou o topo das paradas em um grande número de países, dentre eles Itália, Finlândia, Alemanha e o próprio Brasil, onde vendeu também mais de 50 mil cópias.
Os destaques do álbum ficam para as músicas “The Reincarnation of Benjamin Breeg” e “Brighter than a Thousand Suns”.


Por último mas não menos importante um dos discos mais injustiçados da história do rock



Somewhere in Time: Este grande álbum do Maiden teve um trabalho duro: se mostrar tão bom quanto seus antecessores, “Powerslave” e o ao vivo “Life After Dead”, para uma grande parte dos fãs dois dos maiores álbuns da banda. Foi o primeiro álbum da banda utilizando sintetizadores de guitarra.

Este álbum também criou alguns conflitos internos na banda, pois o material de Bruce Dickinson foi rejeitado em favor das músicas de Adrian Smith.

“Somewhere”, mesmo sendo um grande disco, não conseguiu alcançar o mesmo nível de sucesso do poderoso “Powerslave”, e acabou tendo grande parte de suas músicas esquecidas pela banda e os fãs.
Este álbum, diferentemente de alguns outros citados anteriormente, não tem nenhum tipo de conceito específico. A música “Alexander The Great” fala sobre o grande imperador da Macedônia, um dos maiores conquistadores de todos os tempos, e duas músicas baseadas em obras do escritor Robert Heinlein, “The Loneliness of the Long Distance Runner” e “Stranger in a Strange Land”, este último baseado em fatos reais.

Os grandes destaques deste álbum são para as músicas “Wasted Years” e “Heaven can Wait”, que foram as únicas duas que ainda se mantêm rígidas dentro da lista de músicas tocadas ao vivo pela banda.

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1 – Como você pôde perceber, a intenção deste post era também colocar a lista das melhores músicas, mas como eu achei grande demais, preferi deixar para um post separado e que será o próximo do Dossiê. Mais uma vez, peço encarecidamente que dê a sua opinião mas não seja um xiita chato.

2 – Você encontra – por enquanto – tudo, mas tudo mesmo sobre o Iron Maiden nesta seção do site Wiplash.

3 – Já conhece o mais novo portal de besteiras humor da blogosfera? Visite o Bobolhando

Nova seção! E é fixa!

Toda segunda vamos passar aqui algumas rapidinhas para começar a semana com ótimas dicas. Não vai ter regra e nem toda semana vão ter as mesmas dicas, mas um vídeo, uma foto uma notícia bizarra, dica de filme, livro e música acredito que sempre vamos passar aqui. (Naya, Diego e Neto… isso é para vocês também ahahah).

Série – Fringe




Se você é daqueles viciados em séries e que está louco por uma novidade, Fringe é de longe a melhor pedida. E se você é daqueles, como eu, que se apega às suas séries favoritas e não quer largar, dou uma dica: Assista Fringe. Quer motivos? Ok.

Fringe é uma série criada por ninguém mais ninguém menos que J.J Abrams, esse cara aí só criou Lost e Alias, além de ser co-roteirista de Transformers. Quer mais? Ok.

Fringe é uma mistura de Arquivo X e o próprio Lost. E dou uma dica, os atores e personagens são simplesmente fantásticos. John Noble (Denethor de Senhor dos Anéis) rouba totalmente a cena, além dele ser um ator fantástico ele deu vida própria a Walter Bishop, o cientista maluco da série. Anna Torv e Joshua Jackson (Olivia Dunham e Peter Bishop) fazem um dupla incrível que conquista facilmente o público. E nos primeiros capítulos você já começa a torcer para Peter dar uns pegas na Agente Dunham. Sem contar que além da série lembrar muito Arquivo X, Olivia e Peter são praticamente espelho de Mulder e Scully.

Fringe já está passando na Warner aqui no Brasil. E vale muito a pena assisir, se você é daqueles que ficam malucos com Lost e morrem de saudades de Arquivo X, certamente essa será sua próxima série favorita.

Música/Clipe – Tears of The Dragon



Carreira solo do Bruce Dickinson. Essa é uma das músicas mas lindas que eu já ouvi.

Foto/Imagem




Compartilhada pelo Diego Jock

Coisas da Umbigosfera



Vídeo



Ahahahaha se fudeu bonito. Eu já disse que gordo faz gordice.

Cortesia do Macacumor

Livro/HQ

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Notícia Estúpida

Mulher Caviar fica ‘brava’ porque Adriano saiu com Panicat.

Nesta segunda-feira, o jornal “Extra” publicou uma foto de Adriano saindo de uma festa ao lado da panicat e disse que, no domingo, Eliza foi procurar o jogador em seu hotel, mas que ele não a autorizou a entrar. “É mentira. Estive com Adriano, sim. Eu soube que ele tinha ficado com essa menina e fiquei aborrecida, então liguei pra ele, que marcou comigo no hotel. Só que ele fica em dois hotéis na Barra, eu fui pro errado. Depois nos encontramos. Estamos ficando”, disse ela.
Adriano terminou um namoro-relâmpago com Ellen Cardoso, a Mulher Moranguinho, na semana passada.

Mulher OQUÊ?!?!?

Mais conhecida como, Mulher-que-o-Adriano-comeu. E falando nisso, parece que o Adriano quis parar de jogar futebol para comer todas sub-celebridades-ex-putas do Brasil.

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1 – Além de trazer algumas informações, SIM este sempre será um post para caçar alguns paraquedistas e vender alguma coisa no submarino.

2 – Você não vai me repudiar por isso, ou vai?

3 – Sem links aqui, porque já linkei demais no post.

4 – Blogueiros, essa seção do blog será quase como um Links da Semana, então se quiser deixar na comunidade do Crepúsculo, um vídeo, uma foto, uma notícia, resenha de série, de filme, música… bom qualquer coisa, deixe lá no tópico Rapidinhas de Segunda.

Esse é de longe o Eddie mais foda

Este será um post grande, prolixo e é claro sobre a maior banda de metal da história. Se você não gosta da Donzela e principalmente de rock pesado, pule para o próximo texto. Se não gosta de textos grandes pode pul… bom, se não gosta de textos grandes, pule para o próximo blog.

Bom, agora que nesta linha só temos os interessados… vamos lá! Esse será o primeiro de uma série de posts que eu (e o Diego, ai dele se não fizer) farei faremos sobre o Iron Maiden. Esse Dossiê não será uma coisa linear e nem vai seguir uma regra. Ou seja, não vou contar a história da banda do começo até hoje, não da maneira que eu mesmo esperaria ver. Espero aqui juntar e passar informações sobre como diabos o Iron Maiden se tornou a mega, super, ultra, power twist carpado banda que é hoje.

Tive a idéia do post hoje (dia 21 de Abril) exatamente às 9:30 da noite. Momento em que eu e o Rafael Japa começávamos a ouvir os estrondos e a ver o ínicio do documentário Flight 666, que passou em sessão única em alguns cinemas de BH. Eu mesmo me perguntei “Mas por que fazer isso? Tem tanta coisa escrita e feita sobre o Iron…” eu mesmo respondi a essa voz na minha cabeça “Porque eu posso, eu consigo e eu sou capaz” “Porque eu tenho um blog, que fala também sobre música, que tem o seu público de metaleiros, e que se foda, quero escrever e vou escrever sobre o Iron do meu jeito”

A voz se calou e eu estou aqui. Estou escrevendo isso para os fãs, os seguidores, os fiés súditos dessa Religião do Messias Eddie e também para aqueles que não conhecem o Iron e que possa ter uma idéia (com acento) um pouco deturpada do que é a Donzela de Ferro.

Vou começar respondendo a primeira pergunta que me vem a cabeça quando vejo o sucesso que a banda fez durante toda sua história. “Como pode uma banda, que nunca foi apoiada pela mídia mainstream, penou a vida toda para ter suas músicas tocadas nas rádios, fazer um sucesso inimaginável? Como pode uma banda assim, ter um público tão fiel e fanático em qualquer lugar do mundo?”. Eu respondo, até porque não são muitos fatores, os principais são:

1. As capas dos dicos – inclui-se aí todo tipo de arte feita para a banda.

2. A genialidade de Steve Harris como músico, compositor e baixista.

3. Bruce Dickinson

4. A música

5. Eddie

Veja bem, não são tópicos com gradação. Nada ali é mais ou menos importante, é o conjunto disso aí que faz o Iron Maiden ser o que é.

Me lembro perfeitamente da primeira vez que vi um disco do Iron Maiden, sim era um disco, vinilzão mesmo. Era o Live After Death

Tem como não sentir nada ao ver isso?

Fiquei fascinado, aterrorizado e hipnotizado. Não fazia a menor idéia do som que a banda tinha, aliás no primeiro momento pensei o que a maioria pensa “Coisa do capeta, gritaria”. O que importava na hora era que a capa era maravilhosa. Era moleque ainda, uns 10 anos eu acho. Desde esse dia entrava nas lojas de música para ver as capas do Iron, mas tinha receio de ouvir. Ficava admirando as capas e imaginando milhares de coisas.

Foi quando um belo dia (meses mais tarde) Mateus – meu irmão, sempre ele – me chega com o CD Best of The Beast em casa. Nem cheguei perto. Alguns dias depois, venci o medo de perder aquela magia e fascinação que as capas exerciam em mim, coloquei o cd (com todo o cuidado) no Discman, coloquei os fones e apertei play. Agora imagine: eu com todo aquele sentimento e ansiedade em relação á banda, aperto o play e a primeira música que eu ouço é The Number of The Beast.




O cérebro pregou na parede, despregou e pregou denovo continuamente por exatos 77 minutos e 53 segundos. Fiquei completamente fascinado. Não entendia porra nenhuma do que estava sendo dito, mas a música… putz, a música era incrível.

Depois disso, a coisa tomou as devidas proporções e em pouco tempo eu já era mais um dos milhões de fanáticos. O Iron Maiden é uma banda diferente, sempre foi. O poder da marca, do seu mascote Eddie transcende a música. A única banda que consegue até mesmo ultrapassar é o KISS, tirando Genne Simmons e seus amigos caras-pintadas. Nenhuma banda chega perto do Iron em relação à sua marca. O que para mim faz o Iron estar a anos luz na frente de qualquer banda, é alem de tudo isso que eu falei, o conteúdo, a profundidade e os temas abordados nas músicas.

Roubado do sempre eficaz Wikipedia:

A banda têm diversas canções baseadas em lendas, livros, histórias e filmes, entre as quais The Phantom of the Opera, The Wicker Man, The Prisoner, Stranger in a Strange Land – que é um romance de ficção científica de 1961, escrito por Robert A. Heinlein, Murders In The Rue Morgue, Flight of Icarus, Where Eagles Dare, Rime of the Ancient Mariner – baseada no poema de Samuel Coleridge -, To Tame a Land – da série de ficção científica Duna, de Frank Herbert – e The Trooper – canção baseada no romance The Charge of The Light Brigade. Outros temas bastante recorrentes nas músicas da banda são ocultismo, assassinato e o escuro, por exemplo, nas músicas Murders in the Rue Morgue e Innocent Exile e nas capas dos álbuns Sanctuary, Women in Uniform, Iron Maiden e Bring Your Daughter To The Slaughter.

Olha só, uma banda que tem um som fantástico e ainda por cima as músicas contam histórias baseadas em livros, filmes, lendas e na própria história, não tinha como não ser ela própria uma lenda, um mito vivo.

Ainda tem muito mais para escrever e contar. Contar dos dois shows do Iron que eu fui, contar sobre a história da banda, os grandes hits, curiosidades, números e muito mais (ê varejo). Espere, se você gostou desse post, você nem imagina o que eu estou preparando para os próximos.

UP THE IRONS!

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1 – Site oficial do Iron Maiden

2 – Iron Maiden Brasil

3 – Já que estamos falando sobre música, acesse o Digital Alternativa

Depois de todo o rebuliço que aconteceu com os fãs do Iron Maiden na Colômbia, e da resposta oficial da banda, a revista britânica Metal Hammer parece ter tido a sorte de estar junto com o Iron Maiden na turnê sul-americana, onde eles realizaram a primeira entrevista exclusiva com a banda. O guitarrista Adrian Smith falou sobre o próximo álbum do Iron Maiden e disputas entre os membros na hora da criação das músicas, além de discutir sobre a declaração de que a banda não faria mais de 15 álbuns em sua carreira.

Falando com todo mundo, a atenção já parece estar se direcionando para um novo álbum…
Adrian Smith: Sim, estavamos falando brevemente sobre isto outro dia e eu estive pensando nisso todos os dias desde então, pois há tantos caminhos que podemos seguir neste novo álbum. Seria legal se tivéssemos as músicas agora e pudéssemos sair da turnê e ir diretamente para o estúdio. Habitualmente temos sempre algum tempo de folga, e a maneira como tocamos no estúdio é como se fosse ao vivo, por causa disso é sempre um pouco tenso no início pois nós não tocamos juntos há seis meses. Eu gostaria de ir (mais cedo). De novo, é uma coisa de dia-a-dia, você entra, pega o que você conseguiu achar, tenta e faz o melhor que trabalho que você pode.

Temos notado uma coisa diferente. Há 12 meses, quando entrevistamos Steve (Harris) ele disse: “nós sempre dissemos que ‘nós apenas iremos fazer 15 álbuns, estamos chegando neste número, haverá um ponto final’”. Todos estão vendo as coisas de maneira diferente agora?
Adrian Smith: Olhe, nós escrevemos música, nós somos músicos, nós iremos continuar. A coisa mais importante é que claramente temos uma grande audiência lá fora esperando para escutar o que iremos fazer agora, e no mundo real isso não é tão comum, então você tem que apreciar isto. Nunca é fácil fazer um álbum, você tem seis caras e cada um suas ideias, e focar tudo isso em um único trabalho é muito difícil.

Não seria o caso de vocês utilizarem todas as ideias para cada um dos álbuns? Com isso nunca se deixaria alguma ideia para trás.
Adrian Smith: Eu conheço um monte de bandas que gravam demos de 30 músicas ou algo do tipo e então se desmancham quando vão selecionar 10 por causa do ego, cada cara quer colocar suas ideias no álbum. Então nós preferimos tentar escrever 10 ou 12 músicas e deixar entrar as melhores ideias de todos. Você sabe na hora quando começar a tocar se a música irá voar ou não. Você somente tem de fazer o melhor que você pode. É difícil para todos nós ficarmos felizes com o álbum, há sempre os acordos, mas conforme você consegue passar por isso e chegar do outro lado ainda sendo uma banda, é tudo o que importa. Muitas vezes os conflitos de criatividade são bons na composição das músicas, isso traz o melhor de todos.

Existe alguma espécie de competição?
Adrian Smith: Eu estou pensando no álbum agora, então sim, há um pouco de competição, é claro que há. Você quer ver suas ideias incluídas no álbum, mas isso não é mau caráter. Significa muito para mim quando alguém vem e diz: “Eu realmente gostei dessa música” ou “Que ótimo riff!”. Você toca a música que você criou, todos tocam ela e eles se instigam e isso é sensacional para mim. É claro que todos querem suas músicas lá e aqueles tapinhas nas costas. É como qualquer trabalho, ganha-se um pouco de satisfação, há a motivação. Uma coisa que você não pode fazer é virar-se com um monte de ideias mal elaboradas para ensaiar, você tem que aparecer com algo que seja realmente muito bom.

Eu posso imaginar que seus “colegas” devem ser um pouco brutais com ideias mal elaboradas…
Adrian Smith: Eu nunca ousaria levar alguma delas! Mostrar as pessoas suas novas músicas é quando você ganha seu dinheiro de verdade, pois dá um grande nervosismo quando você senta e diz “Eu tenho uma ideia rapazes”. Eu engano um pouco, normalmente faço demos que soam muito bem (risos). Mas eu cresci em uma época antes que você podia fazer isto, então eu já passei por todas essas coisas de se sentar e mostrar sua alma para outro alguém, e é por isso que é sempre um grande tumulto quando você faz isso e dá certo. É como se fosse um alívio.

A entrevista original pode ser vista no site oficial da Revista Metal Hammer, aqui.

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1- Ando meio sumido… mas não será desta vez que irão se livrar de mim BWAHAHAHAHAHAHA (#risadamaligna)

2-Fiz meu primeiro projeto de Review no Whiplash sobre o novo cd do Hammerfall, “No Sacrifice, No Victory”, você pode ver meu texto aqui. Em breve teremos algo mais aprofundado sobre este álbum aqui no OCrepusculo.

3- Você conhece o Bola da Foca? É um blog colaborativo criado por alunos de Jornalismo da Cásper Líbero, dentre eles meu amigo Pedro Zambarda de Araújo, também colaborador do Whiplash.