Não importa o estado. Nem, solteiros e nem compromissados são melhores ou piores. Bem estar, felicidade e tranquilidade independem de situação conjugal da pessoa. Existem solteiros bem resolvidos, como solteiros enlouquecidos; da mesma forma que existem casais felizes e casais que só brigam.

Eu estou solteira um pouco por opção minha, um pouco por opção deles. Se eu quiser começo a namorar amanhã, mas eu sou chata, eu escolho, eu me prendo a detalhes inúteis. Na verdade eu faço isso justamente porque eu sei que minha condição de vida atual não suportaria um compromisso. Junto com os beijos e declarações de amor, existem também as cobranças, responsabilidades etc. Da mesma maneira como existem homens que eu desejo, mas que não estão nem aí pra pra mim por diversos fatores. Ninguém é obrigado a gostar só porque o outro gosta. Mas voltando..

O que eu acho engraçado são pessoas que entraram em um relacionamento e esqueceram como foi estar solteiro. Foi bom? Foi ruim? Legal. Se você estava triste e arrumou a tampa da sua panela: Parabéns! Se você estava ótimo e agora está melhor ainda: Parabéns! Se estava bom e agora só tem dor de cabeça: Se Fudeu! Se estava ruim e agora está pior ainda: Amigo, acorda e termina!

“Aproveitei minha fase solteiro, mas prefiro minha atual fase namorando.” Meu, que legal! Mas cabe a você agora julgar os solteiros? Como se os solteiros fossem o lado negro da força? Ah, pára! Como se solteiros e felizes não existissem.

“Ah, mas você foi chutado(a)”. E isso significa que a pessoa deve sofrer para o resto da vida? Ela nunca poderá superar essa situação e passar a vivenciar uma época bem resolvida? Engraçado que eu vejo poucos solteiros julgando solteiros ou recém solteiros, mas vejo muito “casados” apontando o dedo e condenando a pessoa ao sofrimento. Adianta ter um relacionamento de aparências onde frente aos outros é tudo lindo e em casa nem se olham?

resolver

v. tr.
1. Dissolver pouco a pouco.
2. Reduzir, mudar, transformar em.
3. Achar a solução de; explicar.
4. Decidir, determinar.
5. Desempatar, terminar a dúvida.
6. Med. Fazer desaparecer (tumores, inchações, etc.).
v. intr. e pron.
7. Desembaraçar-se, desimpedir-se.
8. Reduzir-se, desfazer-se.
9. Transformar-se, converter-se.
10. Tomar uma resolução, determinar-se.

Ou seja, você transformou uma situação ruim em algo bom. Se você tomou um pé na bunda algum motivo tem. E o que fazer? Analisar como foi o relacionamento e aprender com os erros para evitar que os mesmos aconteçam em um novo relacionamento. E se quiser ficar solteiro, ótimo. Ninguém paga a conta de ninguém, então sem julgamentos.

Somos errados em sempre apontar nossos dedos às pessoas e julgar as suas vidas, mas estamos preparados para olhar para os nossos próprios umbigos e nos tornarmos pessoas melhores? A partir do momento que aprendemos a nos atentar mais as nossas vidas podemos superar barreiras pessoais que não nos tornam bem resolvidos, e achar a solução para estes problemas pode e vai tornar nossa solteirice/compromisso cada vez melhor.


  1. Você já se inscreveu para o evento mais sem vergonha do ano? Ainda dá tempo

textos-cronicas-crepusculo

“É esse o bar que falei” disse Amico. “E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar” disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão “manda uma dose de uísque camarada”. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de remédio pra garganta e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os efeitos adversos do remédio caso misturado ao álcool “em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.

Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei “essa turma não era boa”. Um dos caras ficou me encarando e eu falei “como é meu chapa, quer levar uma bolacha?”. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou “cadeira em mim não, meu bem” e veio com a veadada toda pra cima da turma do atirador de cadeiras já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também plaft crash prim tóf e eu me escondi atrás de uma pilastra e CRASH uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia “não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar”.

Como eu não sou bobo e o Amico era um puta jumento ignorante e forte eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei “como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois” e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. “Durão hein, durão…” eu disse mas o Amico me cortou “tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta” e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.

Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma cidade muito bonita porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma  grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de Shakespeare. Depois me lembrei de Hamlet. Peguei a caveira na mão e falei “ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?”. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.

Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar “tá procurando a festa do Feitosa?”. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um copo de uísque para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei “foi você que apertou a minha bunda?” e ela respondeu “foi” num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela bunda grande, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse “vais fazer só isso meu bem?” no que eu respondi “é, só isso” e completei ” também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu”. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.

Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do Fernando Sabino e depois lembrei do grande mentecapto Raimundo Giramundo e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho “roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara”. Como o velho não se mexeu eu disse “fica parado que eu vou te revistar” mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma garrafa de pimenta e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.

Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um café e um pão com salame. Pela porta entrou o  sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do Marquês de Sade e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei ” se abrir a boca eu te cubro na porrada” e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.

Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, fim de carnaval pra mim.

***

1 – Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?

2 – Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. Site do evento aqui. =)

3 – O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos 16 tipos de personalidades humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).

4 – Comercial japonês bizarro do inferno.

Não chegou a acontecer isso aí da foto. Mas foi por pouco. E seria feio.

Você que lê esse blog já conheceu um pouco dos meus vizinhos quando a copasa fudeu o meu dia. Naquela ocasião eu escrevi: “Fui interfonar para a mais maluca de todas, a mulher do atual síndico que é um cara bacana.” Eu estava completamente errrado. O Síndico é um Banana de Pijama e a mulher dele é uma megera desgraçada.

Você pode achar que eu estou pegando pesado, mas não estou. Quase todo mundo tem problemas com vizinhos e comigo e com minha família não é diferente… seja em Monlevade, seja em BH. E quase sempre também os dois lados estão errados. Mas dessa vez foi um pouco diferente e Cuthroat Bitch da mulher do síndico foi longe demais.

Antes de qualquer coisa, só mora maluco nesse prédio caindo aos pedaços. Já teve drogado que querbou a porta do nosso apartamento, já teve mãe que espancava os filhos, temos um mini-traficante filho de uma mãe que acha que o filho é um santo, uma que acha que o varal do prédio é dela, um pai de família banana que chamaremos aqui de Alan Harper e o General Astolfo conhecido também como Cuthroat Bitch (Amber)  que pra ser mais homem que o próprio marido só falta… bem, não falta nada.

Tudo começou com o despertador do meu celular. Eu tenho sérios problemas para acordar cedo, sérios. O volume do meu celular é absurdamente alto e contando que eu coloco o meu celular para começar a me despertar uma hora antes do necessário, causou uma certa nervosia entre os inquilinos. Eu usava o toque de uma sirene de polícia.

Já tem um bom tempo que eu abandonei a sirene, mas mesmo assim meu celular é alto… ou seja, ia dar merda. Mas nunca deu, eles reclamavam e eu não deixo mais o celular tocar a manhã inteira e nem sou louco de voltar a acordar às 6. De qualquer modo já era raiva guardada.

Há umas duas semanas começamos a ter problema com a merda da garagem do prédio. Que é um morro e só, ou seja, quem guarda o carro primeiro tem que tocar na casa do vizinho para pedir a retirada dos carros para poder sair e assim vai. O caso todo girou em torno disso. Banana de Pijama 01 começou a sair cedo de casa e quase todo dia bate aqui em casa para pedir meu irmão para tirar o carro. Até aí tudo bem. Meu irmão também levanta cedo.

Até que um dia, meu irmão demorou um pouco porque estava no banho. Na quinta passada, meu irmão havia trabalhado até alta madrugada e demorou 5 minutos para atender o pedido do Banana. Nesse dia o Alan querendo dar uma de Charlie disse para meu irmão “Cê tá de sacanagem comigo né?”. Puto, meu irmão cantou a jogada “vai dar merda”. Ele não podia estar mais certo. Hoje, tanto eu quanto meu irmão dormimos lá pras 5 e meia da manhã. O que você acha que aconteceu? Merda. Shit Happens, mano.

Meu irmão veio me acordar já dizendo “Velho, aquele merda lá me chamou pra tirar o carro, não acordei e demorei um pouco… sabe o que ele falou? Me chamou de malandro e aquela vadia começou a gritar tudo que é coisa”. Acordei, acendi um cigarro e já comecei a ouvir os gritos da Cuthroat Bitch. Disse que ia chamar Seu Nabi (coitado do Seu Nabi), ia chamar polícia, ia chamar a mãe-do-guarda. Armou o circo com palhaço, malabarista e pipoqueiro.

Como diria o eterno Caco Antibes “TENHO HORROR A POBRE”. Tenho, odeio pobre. Sabe ‘aquelas pobre’ barraqueira? Gritou, sapateou, esganiçou… só faltou coçar o saco e cuspir. Eu e meu irmão tomamos a medida que esse tipo de pessoa mais detesta, fingimos que ela não existia. Eu e ele, como boas pessoas civilizadas, tentamos conversar e resolver a situação tranquilamente, mas a barraqueira deixava? Quando Alan Harper começou a se mostrar tranquilo e começou a conversar como gente… lá veio General Astolfo entrando em cena e mandando ele se calar, colocar o avental, subir logo pra casa para lavar a louça.

Quando eu digo pobre, eu digo pobre de espírito e não de dinheiro. Que fique claro. Porque uma pessoa, que alcançou talvez o topo de sua escalada social, no cargo de Mulher de Síndico, se sinta o Obama… merece simplesmente pena. Eu tenho dó, coitada. Pena mesmo. Quanto a nós, que já fomos roubados (o carro do meu irmão) dentro do prédio, cabe o exercício milenar de paciência e calma (alguém disse Wuuuusaaahhh!?) e antes que a coisa piore, vamos mudar daqui. E tentar dar um pouco de paz ao coitado do Seu Nabi.

Á, e eu terei mais pena ainda quando ela pensar triunfante “Expulsei os dois daqui.”

Tem gente que pensa pequeno demais. Que ela viva a vida medíocre dela aqui enquanto eu e meu irmão vamos buscar um pouco de tranquilidade.

***

1 – Você conhece o OMEDI?

2 – E o Sem Tosquices?

3 – O Buzz eu tenho certeza que você conhece.