robertocarlos

A primeira coisa que eu queria dizer é que sempre quis fazer essa seção de sessão de cinema no blog. Mas nunca fiz. Sei que já falamos sobre cinema aqui, mas até hoje não tínhamos uma seção própria para isso.

A segunda coisa, é do orgulho que eu tenho de estrear a seção falando desse cara aí ó. Roberto Carlos Ramos. Muita gente já ouviu falar dele, mas o principal é que muita gente já ouviu as histórias dele. A primeira vez que ouvi falar nele, foi na primeira entrevista que ele deu no Jô. Eu era novo, e me emocionei pra caramba com a história de vida dele e morri de rir dele contando.

Para você ter noção de como esse cara aí é incrível, estréia hoje nos cinemas de todo o Brasil o filme sobre a vida de Roberto Carlos de Ramos. O filme se chama O Contador de Histórias.Veja o trailer logo abaixo.

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Me dá mais orgulho ainda, por esse post ter sido uma sugestão do Leornardo Sacco do Blog do Governo de Minas Gerais, mais precisamente da coluna Orgulho de Minas – vale a pena visitar a coluna. Gostei tanto da idéia, e de com o maior prazer não só fazer um post para divulgar o filme, como também assistí-lo e fazer uma resenha aqui, que vou reproduzir o texto do pessoal do Blog do Governo de Minas sobre o filme.

De tanto contar sua história, Roberto Carlos Ramos teve sua vida retratada na telona no filme O Contador de Histórias que estreia dia 7  de agosto.

Tentar contar a história de Roberto Carlos Ramos é quase uma ousadia. Ele, um verdadeiro contador de histórias, mudou sua vida quando começou a compartilhar com as pessoas suas aventuras e desafios. A primeira a ouvi-lo foi a francesa Margherit Duvas, que o conheçou na Febem de Belo Horizonte, com 13 anos. A história que ela ouviu começava com um menino soltador de pipa, nascido numa favela da capital, caçula de 12 irmãos, que foi levado para a Febem aos 6 anos pela mãe, que acreditava estar dando uma vida melhor ao filho. E que naquela idade, já havia fugido mais 100 vezes da instituição, tinha sido violentado, havia cheirado cola, fumado maconha, roubado, vivido na rua etc.

O pequeno Roberto, com muita resistência de sua parte e persistência de Margherit, acabou aceitando conviver e compartilhar sua história com aquela moça de sotaque estranho. Ali nasceu uma relação de amor, de mãe e filho. Roberto acabou adotado pela francesa e foi morar na Europa onde completou seus estudos. Formado, ele voltou ao Brasil e foi estagiar na mesma Febem. Reencontrou a mãe, ajudou os irmãos e começou a contar sua história em palestras pelo país, sempre com um sorriso no rosto. “Minha mãe francesa me ensinou que poderia ser ordinário ou extraordinário. Esse extra faria toda a diferença. Eu tinha passado por dificuldades, mas estava ali formado e vivendo uma boa vida. Podia optar por contar minha história chorando ou distribuindo lenços.”

Sua história, que já é quase um roteiro pronto para o cinema, ganha as telonas no dia 7 de agosto, no filme O Contador de Histórias do diretor Luiz Villaça. “Luiz estava lendo um dos meus livros para o filho e acabou lendo a minha história e me procurou. Primeiro fiquei preocupado, eles vão contar a minha história? Ela é minha!”, diverte-se. “Começamos a conversar e trabalhar. Foram sete anos até a conclusão do filme”, lembra ele, que mesmo sendo o narrador do filme, só teve permissão de vê-lo depois de pronto.

Na obra, os personagens que interpretam Roberto aos 7, 13 e 18 anos são crianças e jovens da periferia de Belo Horizonte selecionadas especialmente para o filme. Marco Antônio Ribeiro dos Santos, Paulo Henrique Cândido Mendes e Cleiton dos Santos respectivamente. Os três dividiram o prêmio de melhor ator no primeiro festival em que o filme foi exibido, em Paulínia, no interior de São Paulo.

Hoje, com 43 anos, 13 filhos (adotados em idade tardia, quando ninguém mais se interessa, como faz questão de ressaltar), Roberto vive em Ibirité, é autor de livros infantis e continua a contar histórias em palestras pelo mundo, com o mesmo bom humor. “Estou contribuindo com o  melhor que faço para ajudar a mudar a realidade a minha volta.”

Garanto que você ficou no mínimo curioso para conhecer mais sobre Roberto Carlos Ramos e também para ver o filme. O trailer já é impagável, das melhores cenas de roubo a banco que eu já vi. Eu conheço a história e sempre que ouvia a história pensava em como isso daria um bom filme. E deve ter dado, porque vale a pena. Roberto é um brasileiro, um mineiro, um belo horizontino, vencedor. Como tantos outros que temos por aqui.

Tenho certeza que vou começar o post da resenha parafraseando o próprio Roberto quando garoto: Puta que na merda! Que filme! Que história!

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3 – Lembra daquela campanha O Melhor do Brasil é o Brasileiro? Veja o comercial que fala do Roberto Carlos Ramos.