A combinação do Halloween e o heavy metal é um belo casamento feito no inferno. Desde o início do século XX, uma indústria inteira foi construída em torno da data de 31 de outubro. Quer se trate de livros, filmes, a indústria milionária de fantasias, o Halloween fez um monte de pessoas ricas. Os músicos acharam infinitas inspirações na imagem sombria desta data, e lendas e alguns dos maiores artistas do heavy metal também não ficaram de fora.
Para ajudar na celebração desta data, o site Noisecreep colocou no ar uma lista de 10 músicas de metal para o Halloween que eu assino embaixo! Confira:
HELLOWEEN – “Halloween” do “Keepers of the Seven Keys, Pt. One” (1987)
O quinteto alemão é uma das bandas mais adoradas do gênero. A saga do “Keeper of the Seven Keys” fez deles uma das maiores bandas de power metal de todos os tempos. Inspirado por músicas como “Rime of the Ancient Mariner” do Iron Maiden, o Helloween escreveu essa música de 13 minutos. Apesar de ser um clichê para um jornalista de rock, a palavra “épico” se encaixa perfeitamente na música. Os vocais de Michael Kiske são a cereja do bolo, mas o time de guitarras formado por Kai Hansen e Michael Weikarth são os heróis desta canção.
THE MISFITS – “Halloween” do single “Halloween” (1981)
Ok, o Misfits não é exatamente metal, mas a influência desta banda em grupos como o Metallica não pode ser negada. No dia do Halloween em 1981, o grupo lançou o single “Halloween” e a música teve uma vida longa e ilustre na coleção de discos de muitos músicos. Há algo positivamente assustador nos vocais de Glenn Danzig e nos riffs de guitarra de Bobby Steele. Essa música ainda merece um espaço dentre os clássicos do 31 de outubro.
KING DIAMOND – “Halloween” do “Fatal Portrait” (1986)
Tudo em Kim Petersen cheira a esta data. Mais conhecido por King Diamond, o Halloween é o pano de fundo perfeito para o metal deste dinamarquês. “Halloween” é parte do primeiro álbum solo do vocalista do Mercyful Fate, “Fatal Portrait”. Ela tem um pouco de hard rock nos vocais contagiantes e no ritmo, mas a letra é o que coloca esta música na lista. A aberta com a frase “Every night to me is Halloween” (Toda noite para mim é Halloween) diz tudo, e se você conhece a extensa discografia de King você sabe o que ele quis dizer com isso.
ENTOMBED – “Left Hand Path” do “Left Hand Path” (1990)
No início da década de 90, Uffe Cederlund e Alex Hellid eram como KK Downing e Glenn Tipton do death metal. O jovem dueto de guitarristas do Entombed trouxe um maligno riff atrás do outro. “Left Hand Path”, a música de abertura do álbum de estreia com o mesmo nome, introduziu boa parte do mundo do metal ao death metal. A primeira metade da canção serviu de modelo para grande parte da cena do metal sueco durante os anos que se seguiram, mas é o final da música que fez com que ela entrasse na nossa lista. Na marca de 3:38, a canção se rompe e um coro de gritos maníacos, e isso é apenas o começo das coisas boas! Alguns segundos depois a banda entra no tema do filme cult de terror “Phantasm” de Fred Myrow. Escutar as guitarras de Cederlund e Hellid durante o refrão é um prazer puramente assustador.
ALICE COOPER – “Welcome to My Nightmare” do “Welcome to My Nightmare” (1975)
Para alguns dos leitores mais jovens, Alice Cooper pode ser apenas um cara velho que joga golfe e “era cantor ou algo do tipo”. Apesar do nativo de Detroit ter atenuado sua imagem pública nos últimos anos, você não deve subestimar o trabalho de Cooper na década de 70. Álbuns como “Killer” e “Billion Dollar Babies” ajudaram a dar nascimento a um estilo de rock que seria adotado por incontáveis bandas em torno do globo. A música título do “Welcome to My Nightmare” é cinemática em sua produção, letras e vocais. Ela é como uma versão de áudio de 5 minutos de um daqueles filmes clássicos de horror do Reino Unido. Golfe ou não, essa música ainda provoca arrepios!
BLACK SABBATH – “Black Sabbath” do “Black Sabbath” (1970)
Em três notas simples, Tony Iommi criou algo mais assustador do que qualquer coisa que George Romero ou Thomas Harris jamais inventaram.
SLAYER – “Dead Skin Mask” do “Seasons in the Abyss” (1990)
O serial killer Ed Gein foi a inspiração de incontáveis filmes, livros e programas de televisão. Já foi dito que os ícones Norman Bates e Leatherface foram baseados nesse infame maníaco real. Durante os anos, o medonho assassino também alimentou o trabalho de muitas bandas de metal. De todos os artistas do mundo que se influenciaram na história dele, “Dead Skin Mask” do SLAYER é a que chega mais próxima da mística mortal de Gein. Os riffs de guitarra na introdução dão o tom e os vocais quase monótonos de Tom Araya selam o acordo, mas há uma outra seção na canção que leva ela a um novo nível de depravação. Até a conclusão da música, a voz de uma garotinha aparece do nada pedindo por misericórdia. Aqui estamos há quase 20 anos e “Dead Skin Mask” ainda soa descomunal tanto quando ela apareceu pela primeira vez na loja de discos local.
DIMMU BORGIR – “Progenies of the Great Apocalypse” do “Death Cult Armageddon” (2003)
Os vocais de Shagrath nesta música soam como se sua garganta estivesse sendo cortada por um milhão de bisturis enferrujados, mesmo assim ainda há uma beleza ímpar na maneira que eles vem juntos da instrumentação maligna da banda. “Progenies of the Great Apocalypse” é uma grande peça do black metal sinfônico e deve estar em qualquer playlist do Halloween.
IRON MAIDEN – “Fear of the Dark” do “Fear of the Dark” (1992)
Ninguém poderia compor uma canção de metal como Steve Harris. O baixista e principal compositor do Iron Maiden foi responsável por sagas essenciais como “Seventh Son of a Seventh Son”, “Sign of the Cross” e a já mencionada “Rime of the Ancient Mariner”. Esta música, do álbum de 1992 do Maiden com o mesmo nome, é um dos momentos mais sinistros dos robustos ingleses. Com 7 minutos, “Fear of the Dark” se tornou um dos pontos altos dos shows ao vivo da banda nos últimos anos.
MORBID ANGEL – “God of Emptiness” do “Covenant” (1993)
Os tons de guitarra de Trey Azagthoth poderiam fazer ele estrear seu próprio filme de horror. A dissonância tensa e assombrosa sempre foi um dos focos dos lançamentos do Morbid Angel. Em “Gof of Emptiness”, o riff principal de Azagthoth soou como um gárgula rastejante, enquanto os vocais de David Vincent evocam imagens de terror e sofrimento. Eles certamente fizeram seus nomes por causa do material rápido, mas essa música lenta é o single mais macabro do grupo.
“Nós literalmente não existiríamos sem nossos fãs. A imprensa e o rádio não nos dão muita ajuda. O mesmo com a MTV. Por sorte, nós temos muitos garotos dizendo: vamos lá ver o Maiden.”
Essa frase foi proferida pelo vocalista Bruce Dickinson em entrevista para o site britânico Mirror em 2008 (parte dela pode ser vista, em português, neste local). Os fãs são a parte mais importante da banda, cada dia mais com o advento da internet e a diminuição na venda de CDs.
A relevância da sua banda sempre é medida pelo número de fãs que você tem. Se você consegue encher um clube, parabéns, você está lá. E agora quando você consegue encher um autódromo inteiro? O Iron colocou 63 mil pessoas em Interlagos no dia 15 de março, de acordo com o Estadão, em um dos maiores shows de Heavy Metal de todos os tempos – para vocês terem uma ideia, o maior show pago de todos os tempos foi feito por Paul McCartney, que reuniu em torno de 180 mil pagantes no Maracanã, de acordo com o Guiness.
Mas não basta ter apenas número, tem que ter adesão. Não adianta ter 1 bilhão de fãs se eles não gostam de você o bastante para perder umas boas horas das suas vidas indo no seu show e passando nervoso para poder te ouvir tocar (principalmente aqui no Brasil, onde você passa mais nervoso que qualquer coisa).
Que tipo de fã faria alguma coisa ridícula ou estranha para ganhar um prêmio que nem sequer sabe o que é? A revista Metal Hammer – uma das maiores revistas de música do mundo, que passou a NME no início deste ano em vendas chupa NME! – fez um concurso onde você deve recriar uma das artes de capa do Iron Maiden e concorrer a um belíssimo prêmio que ninguém sabe o que é.
É aí que você vê quem realmente gosta da banda. Veja algumas das capas divulgadas pela revista:
Iron Maiden – “The Trooper” (1983)
Iron Maiden – “Killers” (1981)
Iron Maiden – “Dance of Death” (2003)
Como faz tempo que eles divulgaram estas, acredito que tenham outras muito melhores. Por enquanto a revista ainda não divulgou os cinco vencedores, quando fizerem isto colocarei no ar o resultado.
Se brasileiros podem participar? Não tenho ideia, eles não deixaram isto claro. Se você estiver interessado mande um e-mail para metalhammer@futurenet.co.uk e pergunte para eles.
Em mais uma ação super bem elaborada pela organização PETA (Pessoas pela Ética e Proteção aos Animais), a dupla britânica de música eletrônica Pet Shop Boys (Garotos do Pet Shop) aceitou mudar seu nome para Rescue Shelter Boys (Garotos Chatos que Protegem animaizinhos indefesos, ou algo do tipo). Leia os principais trechos da carta:
“Caros Neil e Chris: vocês têm muitos fãs leais por aqui. Nós temos um pedido que pode parecer bizarro, mas esperamos que depois de considerar os fatos seguintes vocês entendam por que estamos fazendo isso. Vocês por favor considerariam mudar o nome da banda de Pet Shop Boys para Rescue Shelter Boys?”
Então eles contaram como os animais são tratados nos Pet Shops, ficando depressivos e tudo o mais que vocês devem saber. Pois bem, a ação foi um sucesso, e não somente o nome vai mudar como o próximo álbum do grupo irá ter o nome da organização e todo um lado a favor da proteção dos animais.
O mais interessante desta notícia é toda a repercussão que essa troca de nomes causou em toda a sociedade. Diversas associações no mundo inteiro resolveram entrar na mesma jogada da PETA e lançar suas próprias campanhas, onde alguns dos maiores grupos de rock do mundo irão mudar seus nomes para divulgar melhor essas associações e seus feitos a favor da fraternidade, igualdade e bem estar de todo o mundo, não preciso explicar, vocês sabem disso. Vamos a lista:
Arctic Monkeys: Os famosos “Macacos do Ártico” como são conhecidos ganharam fama e reconhecimento pela internet. Como poucos sabem, o nome da banda já tem todo um lado ecológico: a luta pela preservação dos milenares macacos que vivem nas tundras das regiões do norte do Canadá, Sibéria e Groenlândia. Infelizmente ninguém liga para isso seus insensíveis!, por isso a WWF propôs a mudança do nome da banda para Polar Bears. Ótimo nome, todos pensam na proteção dos ursinhos fofinhos e branquinhos polares. Assim a banda continua sua saga a favor do meio ambiente e da proteção dos animais, além de trazer a tona uma discussão sobre o Aquecimento Global, que todo ano diminui as geleiras onde moram os bichinhos.
O Arctic Monkeys Polar Bears indo fazer uma visita aos seus amiguinhos das neves
Oasis e Coldplay: Os britânicos aderiram em peso as ações ambientais. O Oasis e o Coldplay afirmaram que, juntamente com o Greenpeace, estarão mudando seus nomes para divulgar a todos os seus fãs os males do aquecimento global. O Coldplay daqui para frente se chamará Hotplay, afinal tocar frio agora é impossível com os termômetros ingleses marcando 40º na sombra durante o verão. Já o Oasis ainda foi mais longe, mudando seu nome para Desert. Com o aumento do número e extensão das áreas desérticas do mundo, a banda quer conscientizar a todos os males do aquecimento global, principalmente para as populações de beduínos nas regiões do Oriente Médio, que caso vocês não saibam, são grandes fãs da banda. Além disso tudo, as duas bandas já comunicaram que se unirão para a gravação de um álbum conjunto sobre o aquecimento global, com participação de Michael Jackson e seu “We are the World”, dos Polar Bears e do Snow Patrol (que já tem um nome politicamente correto, então não precisará trocá-lo).
ACDC e U2: As associações de alfabetização e educação entraram também nessa onda. A Associação dos Educadores Irlandeses, de acordo com informações da Cler – uma especialista em U2 – dona do blog Hit na Rede, o U2 irá mudar seu nome para U1,2,3,4… assim auxiliando os fãs mais jovens a dar os primeiros passos na matemática. Os professores australianos fizeram o mesmo caminho, e o ACDC irá mudar seu nome para ABCD, visando o auxílio da banda ao lado educacional e a iniciação da alfabetização do público australiano, além dos seus fãs por todo o mundo.
Bono Vox do U1,2,3,4… ensinando as crianças como cuidar do passarinho
Guns n’ Roses: As organizações a favor do desarmamento e contra a violência dos EUA acham que o nome incita as práticas de violência com armas de fogo por conter o termo Guns (Armas) em seu nome. A banda de Axl Rose irá mudar seu nome, passando a se chamar Waterguns n’ Roses, incitando as pessoas a brincar com arminhas de água ao invés de sair por aí atirando em todo mundo. Esta ação, porém, já tem um grande contratempo. Associações a favor do consumo consciente da água já entraram com recurso, afirmando que o uso de armas de água é “esbanjar desnecessariamente os recursos hídricos do nosso amado planeta”.
Judas Priest e Black Sabbath: Conforme um ordem pedido vindo diretamente do Papa Palpatine Bento XVI, tanto o Judas Priest quanto o Black Sabbath terão que mudar seus nomes para se comportarem melhor com seus fãs cristãos por todo o mundo. Os britânicos do Judas Priest irão mudar o nome para Jesus Apostle, pois Judas é um maldito miserável traidor, logo não pode ser respeitado. O Black Sabbath, (Sábado Negro) por ter seu nome ligado as práticas de bruxaria proibidas pela igreja desde a época da Inquisição, irá mudar seu nome para White Sunday (Domingo Branco), além de utilizar suas músicas para divulgar mensagens de paz e de amor, onde os pais levam as crianças para passear no parque nos finais de semana de sol. Alguns intelectuais brasileiros acham isso uma afronta, dizendo que o Black Sabbath White Sunday estaria se vendendo para as industrias de sorvete, já que todo mundo sabe que isso aqui é um sunday:
2- Mallu Magalhães fez uma entrevista na Rádio Bandeirantes AM tentando atingir o público “mais velho”. Leia a notícia e depois, se tiver estômago, ouça o áudio.
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