revolta

Dica: Quando você tem uma rotina e uma hora “certa” que acorda todo dia, NÃO MUDE ESSE HORÁRIO.

Motivo: Você vai acordar mais cedo e vai descobrir que os motoristas de ônibus da sua cidade resolveram entrar em greve por tempo indeterminado.

Na boa, continue chegando atrasado.

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1 – Como eu disse no Twitter, um Salve para os motoristas de ônibus em BH por me foderem hoje.

2 – Só pra constar, eu acordo normalmente às 7:10. Hoje acordei às 6:00.

3 – Foda-se se você acorda às 5. Imagine que você acordou às 4 por NADA.

copa

Não, esse não é mais um texto sobre futebol. E sim sobre os prós e contras de um evento do tamanho da copa do mundo ser feito no Brasil, mais especificamente nas cidades sedes e mais ainda em Belo Horizonte.

Logo quando anunciaram as cidades que sediaram os jogos e divulgados os orçamentos para construção e reforma dos maiores estádios brasileiros, aconteceu o que eu havia previsto. O povo cool que não pode ser cool sem protestar começou a pipocar comentários no twitter. Eu escolhi dois aqui, um do Felipe Neto e um do Dorly Neto (seriam parentes?) que foi diretamente a mim.

twitter felipeE após eu dizer que o Mineirão ficaria foda após a reforma, o Dorly disse:

twitterdorly

Eu perguntei para o Dorly quantas escolas são reformadas hoje em dia. Ele não respondeu.

A questão toda do negócio é: Porque gastar com a Copa se tem tanta gente passando fome* (*troque por gente doente, gente sem terra, gente sem teto e pelo que quiser). Eu respondi no twitter, Porque quem tem dinheiro – investidores, iniciativa privada – está se lixando para criancinhas sem estudo, está se lixando para o povo que morre nas filas dos pronto socorros e mais ainda para quem vive na rua e por outras mazelas do Brasil ou do mundo.

Eles não ligam por que são maus? Não. Eles não ligam porque investir nisso não dá retorno financeiro. Investir nisso dá uma imagem bacana pra empresa, mas investir numa Copa do Mundo traz muito e MUITO dinheiro. E é só nisso que eles pensam. Bem vindo ao mundo. Pois é assim que ele funciona desde que trocaram o escambo pela venda e pelo lucro. Ou melhor, desde que os “malditos” ingleses (sempre eles inventando moda, nem a tal Copa do Mundo iria existir sem eles) cismaram com aquela tal de Revolução Industrial.

Ninguém vai reformar estádio para o povo se sentir melhor, até porque os ingressos ficaram bem mais caros depois disso – e eu nem estou falando dos ingressos para a copa. Ninguém vai melhorar os transportes, rede hoteleira e irá treinar a polícia das cidades sede por causa do povo. Ninguém. Irão fazer isso para os gringos e porque a FIFA exige. Ponto final. Como o ser humano é nojento não?

O meu ponto é que não importa para quem irão fazer, importa é que irão melhorar o transporte, a rede hoteleira, polícia mais bem treinada e muito, mas muito investimento, além de criação de milhares de empregos diretos e indiretos justamente por causa da “maldita” Copa. É, é meio maquiavélico sim, se é que você me entende. Eu vou fazer o quê? Esperar para que o Congresso faça isso pelo povo brasileiro? Não. Graças aos súditos da rainha temos o futebol e teremos a Copa no Brasil. Só assim para melhorar alguma coisa de verdade.

Não tenho dúvidas que algumas obras serão superfaturadas, não tenho dúvidas de que haverá muita reclamação e confusões homéricas por causa dos ingressos. Esses então que serão caríssimos, provando mais uma vez que estão se lixando para o povo. Na verdade, a Copa do Mundo não é um evento para o povo… esse “só serve” para ficar bem nas filmagens de praças, casas e qualquer lugar onde tenha aglomeração, uma televisão e gente comemorando. Afinal de contas, o que é um evento esportivo sem os links ao vivo da Globo.

E antes que você pense que eu sou um idiota sem coração eu digo que também não gosto disso. Não acho que deveriam ‘melhorar’ o país por causa da Copa, mas melhorar para o povo, melhorar a qualidade de vida… etc, etc. Mas é assim que as coisas funcionam por aqui e em grande parte do mundo. Ou você acha horrível o mundo olhar um pouco para a África? Mesmo que seja para a Copa do Mundo de 2010, vão olhar um pouco para lá.

E não me venham com, “esse dinheiro podia ser gasto com isso, com aquilo”. Quanto custou a guerra do Iraque? E também não me venham com ditados romanos de César dando Circo ao povo. Deus sabe o quanto o povo brasileiro sofre o ano todo – metade dele só para dar uma montanha de dinheiro para o governo –, por que não um pouco de circo?

E não se iluda, quem teoricamente mais sofre com isso tudo, é quem mais se mata por causa de uma copa do mundo. O povo. E outra, o país já para em ano de copa do mundo de qualquer jeito, me acompanhe: Férias, Carnaval, Copa do Mundo e Eleições para Presidente.

E que o Brasil seja Hexa ou Hepta.

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1 – Você conhece Os Piores Briefings do Mundo?

2 – Todo publicitário tem o direito de fazer isso em qualquer lugar.

3 – Já que estamos na ‘área’ conheça o sensacional Puta Sacada

4 – E antes que o Neto me torre o saco. Acesse e participe do Portfolio Sem Vergonha

Esse é de longe o Eddie mais foda

Este será um post grande, prolixo e é claro sobre a maior banda de metal da história. Se você não gosta da Donzela e principalmente de rock pesado, pule para o próximo texto. Se não gosta de textos grandes pode pul… bom, se não gosta de textos grandes, pule para o próximo blog.

Bom, agora que nesta linha só temos os interessados… vamos lá! Esse será o primeiro de uma série de posts que eu (e o Diego, ai dele se não fizer) farei faremos sobre o Iron Maiden. Esse Dossiê não será uma coisa linear e nem vai seguir uma regra. Ou seja, não vou contar a história da banda do começo até hoje, não da maneira que eu mesmo esperaria ver. Espero aqui juntar e passar informações sobre como diabos o Iron Maiden se tornou a mega, super, ultra, power twist carpado banda que é hoje.

Tive a idéia do post hoje (dia 21 de Abril) exatamente às 9:30 da noite. Momento em que eu e o Rafael Japa começávamos a ouvir os estrondos e a ver o ínicio do documentário Flight 666, que passou em sessão única em alguns cinemas de BH. Eu mesmo me perguntei “Mas por que fazer isso? Tem tanta coisa escrita e feita sobre o Iron…” eu mesmo respondi a essa voz na minha cabeça “Porque eu posso, eu consigo e eu sou capaz” “Porque eu tenho um blog, que fala também sobre música, que tem o seu público de metaleiros, e que se foda, quero escrever e vou escrever sobre o Iron do meu jeito”

A voz se calou e eu estou aqui. Estou escrevendo isso para os fãs, os seguidores, os fiés súditos dessa Religião do Messias Eddie e também para aqueles que não conhecem o Iron e que possa ter uma idéia (com acento) um pouco deturpada do que é a Donzela de Ferro.

Vou começar respondendo a primeira pergunta que me vem a cabeça quando vejo o sucesso que a banda fez durante toda sua história. “Como pode uma banda, que nunca foi apoiada pela mídia mainstream, penou a vida toda para ter suas músicas tocadas nas rádios, fazer um sucesso inimaginável? Como pode uma banda assim, ter um público tão fiel e fanático em qualquer lugar do mundo?”. Eu respondo, até porque não são muitos fatores, os principais são:

1. As capas dos dicos – inclui-se aí todo tipo de arte feita para a banda.

2. A genialidade de Steve Harris como músico, compositor e baixista.

3. Bruce Dickinson

4. A música

5. Eddie

Veja bem, não são tópicos com gradação. Nada ali é mais ou menos importante, é o conjunto disso aí que faz o Iron Maiden ser o que é.

Me lembro perfeitamente da primeira vez que vi um disco do Iron Maiden, sim era um disco, vinilzão mesmo. Era o Live After Death

Tem como não sentir nada ao ver isso?

Fiquei fascinado, aterrorizado e hipnotizado. Não fazia a menor idéia do som que a banda tinha, aliás no primeiro momento pensei o que a maioria pensa “Coisa do capeta, gritaria”. O que importava na hora era que a capa era maravilhosa. Era moleque ainda, uns 10 anos eu acho. Desde esse dia entrava nas lojas de música para ver as capas do Iron, mas tinha receio de ouvir. Ficava admirando as capas e imaginando milhares de coisas.

Foi quando um belo dia (meses mais tarde) Mateus – meu irmão, sempre ele – me chega com o CD Best of The Beast em casa. Nem cheguei perto. Alguns dias depois, venci o medo de perder aquela magia e fascinação que as capas exerciam em mim, coloquei o cd (com todo o cuidado) no Discman, coloquei os fones e apertei play. Agora imagine: eu com todo aquele sentimento e ansiedade em relação á banda, aperto o play e a primeira música que eu ouço é The Number of The Beast.




O cérebro pregou na parede, despregou e pregou denovo continuamente por exatos 77 minutos e 53 segundos. Fiquei completamente fascinado. Não entendia porra nenhuma do que estava sendo dito, mas a música… putz, a música era incrível.

Depois disso, a coisa tomou as devidas proporções e em pouco tempo eu já era mais um dos milhões de fanáticos. O Iron Maiden é uma banda diferente, sempre foi. O poder da marca, do seu mascote Eddie transcende a música. A única banda que consegue até mesmo ultrapassar é o KISS, tirando Genne Simmons e seus amigos caras-pintadas. Nenhuma banda chega perto do Iron em relação à sua marca. O que para mim faz o Iron estar a anos luz na frente de qualquer banda, é alem de tudo isso que eu falei, o conteúdo, a profundidade e os temas abordados nas músicas.

Roubado do sempre eficaz Wikipedia:

A banda têm diversas canções baseadas em lendas, livros, histórias e filmes, entre as quais The Phantom of the Opera, The Wicker Man, The Prisoner, Stranger in a Strange Land – que é um romance de ficção científica de 1961, escrito por Robert A. Heinlein, Murders In The Rue Morgue, Flight of Icarus, Where Eagles Dare, Rime of the Ancient Mariner – baseada no poema de Samuel Coleridge -, To Tame a Land – da série de ficção científica Duna, de Frank Herbert – e The Trooper – canção baseada no romance The Charge of The Light Brigade. Outros temas bastante recorrentes nas músicas da banda são ocultismo, assassinato e o escuro, por exemplo, nas músicas Murders in the Rue Morgue e Innocent Exile e nas capas dos álbuns Sanctuary, Women in Uniform, Iron Maiden e Bring Your Daughter To The Slaughter.

Olha só, uma banda que tem um som fantástico e ainda por cima as músicas contam histórias baseadas em livros, filmes, lendas e na própria história, não tinha como não ser ela própria uma lenda, um mito vivo.

Ainda tem muito mais para escrever e contar. Contar dos dois shows do Iron que eu fui, contar sobre a história da banda, os grandes hits, curiosidades, números e muito mais (ê varejo). Espere, se você gostou desse post, você nem imagina o que eu estou preparando para os próximos.

UP THE IRONS!

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1 – Site oficial do Iron Maiden

2 – Iron Maiden Brasil

3 – Já que estamos falando sobre música, acesse o Digital Alternativa

Depois de todo o rebuliço que aconteceu com os fãs do Iron Maiden na Colômbia, e da resposta oficial da banda, a revista britânica Metal Hammer parece ter tido a sorte de estar junto com o Iron Maiden na turnê sul-americana, onde eles realizaram a primeira entrevista exclusiva com a banda. O guitarrista Adrian Smith falou sobre o próximo álbum do Iron Maiden e disputas entre os membros na hora da criação das músicas, além de discutir sobre a declaração de que a banda não faria mais de 15 álbuns em sua carreira.

Falando com todo mundo, a atenção já parece estar se direcionando para um novo álbum…
Adrian Smith: Sim, estavamos falando brevemente sobre isto outro dia e eu estive pensando nisso todos os dias desde então, pois há tantos caminhos que podemos seguir neste novo álbum. Seria legal se tivéssemos as músicas agora e pudéssemos sair da turnê e ir diretamente para o estúdio. Habitualmente temos sempre algum tempo de folga, e a maneira como tocamos no estúdio é como se fosse ao vivo, por causa disso é sempre um pouco tenso no início pois nós não tocamos juntos há seis meses. Eu gostaria de ir (mais cedo). De novo, é uma coisa de dia-a-dia, você entra, pega o que você conseguiu achar, tenta e faz o melhor que trabalho que você pode.

Temos notado uma coisa diferente. Há 12 meses, quando entrevistamos Steve (Harris) ele disse: “nós sempre dissemos que ‘nós apenas iremos fazer 15 álbuns, estamos chegando neste número, haverá um ponto final’”. Todos estão vendo as coisas de maneira diferente agora?
Adrian Smith: Olhe, nós escrevemos música, nós somos músicos, nós iremos continuar. A coisa mais importante é que claramente temos uma grande audiência lá fora esperando para escutar o que iremos fazer agora, e no mundo real isso não é tão comum, então você tem que apreciar isto. Nunca é fácil fazer um álbum, você tem seis caras e cada um suas ideias, e focar tudo isso em um único trabalho é muito difícil.

Não seria o caso de vocês utilizarem todas as ideias para cada um dos álbuns? Com isso nunca se deixaria alguma ideia para trás.
Adrian Smith: Eu conheço um monte de bandas que gravam demos de 30 músicas ou algo do tipo e então se desmancham quando vão selecionar 10 por causa do ego, cada cara quer colocar suas ideias no álbum. Então nós preferimos tentar escrever 10 ou 12 músicas e deixar entrar as melhores ideias de todos. Você sabe na hora quando começar a tocar se a música irá voar ou não. Você somente tem de fazer o melhor que você pode. É difícil para todos nós ficarmos felizes com o álbum, há sempre os acordos, mas conforme você consegue passar por isso e chegar do outro lado ainda sendo uma banda, é tudo o que importa. Muitas vezes os conflitos de criatividade são bons na composição das músicas, isso traz o melhor de todos.

Existe alguma espécie de competição?
Adrian Smith: Eu estou pensando no álbum agora, então sim, há um pouco de competição, é claro que há. Você quer ver suas ideias incluídas no álbum, mas isso não é mau caráter. Significa muito para mim quando alguém vem e diz: “Eu realmente gostei dessa música” ou “Que ótimo riff!”. Você toca a música que você criou, todos tocam ela e eles se instigam e isso é sensacional para mim. É claro que todos querem suas músicas lá e aqueles tapinhas nas costas. É como qualquer trabalho, ganha-se um pouco de satisfação, há a motivação. Uma coisa que você não pode fazer é virar-se com um monte de ideias mal elaboradas para ensaiar, você tem que aparecer com algo que seja realmente muito bom.

Eu posso imaginar que seus “colegas” devem ser um pouco brutais com ideias mal elaboradas…
Adrian Smith: Eu nunca ousaria levar alguma delas! Mostrar as pessoas suas novas músicas é quando você ganha seu dinheiro de verdade, pois dá um grande nervosismo quando você senta e diz “Eu tenho uma ideia rapazes”. Eu engano um pouco, normalmente faço demos que soam muito bem (risos). Mas eu cresci em uma época antes que você podia fazer isto, então eu já passei por todas essas coisas de se sentar e mostrar sua alma para outro alguém, e é por isso que é sempre um grande tumulto quando você faz isso e dá certo. É como se fosse um alívio.

A entrevista original pode ser vista no site oficial da Revista Metal Hammer, aqui.

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1- Ando meio sumido… mas não será desta vez que irão se livrar de mim BWAHAHAHAHAHAHA (#risadamaligna)

2-Fiz meu primeiro projeto de Review no Whiplash sobre o novo cd do Hammerfall, “No Sacrifice, No Victory”, você pode ver meu texto aqui. Em breve teremos algo mais aprofundado sobre este álbum aqui no OCrepusculo.

3- Você conhece o Bola da Foca? É um blog colaborativo criado por alunos de Jornalismo da Cásper Líbero, dentre eles meu amigo Pedro Zambarda de Araújo, também colaborador do Whiplash.