Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!

Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric

Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One

Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind

Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations

Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.

Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon

Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies

O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound

O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear

Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)

Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal

Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo

O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants

Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls

Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs

O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante  intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man

Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love

Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time

Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven

E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.


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1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @(&#(!*@#&(#&@&#@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?

- Como você sabe que Deus não existe? Que tipo de prova você possui?

-  Como você sabe que não existe Coelho da Páscoa? Como você sabe que não existe Papai Noel? Você achou provas que provam a inexistência de Thor e Osiris?

- Tá brincando?! Estes são só mitos produzidos pelos homens. Eu estou falando sobre Deus!

- Na verdade, oobrigação de provar algo recai sobre que afirma a existência deste algo. Eu não tenho que provar uma negativa universal. O ônus da prova recai sempre naquela pessoa que alega a existência de alguma coisa.

- Não vou cair nessa. Você tem que provar que meu Deus não existe.

- Seu Deus? Singular? Como você sabe que não há vários Deuses? Você provou a não-existência de Deusas?

- Não seja ridículo! Eu estou falando da existência de Deus, o criador do universo.

- Ah! Agora estamos chegando ao ponto! Você está falando sobre mim!

- Desde quando você é Deus?

- Há um pouco mais que uma quantidade infinita de tempo. E Claro, eu criei você três minutos atrás.

- O que?! Whatafuck?! Isso é loucura! Eu tenho 57 anos de idade!

- É claro que você tem: eu criei essas memórias em você, e também alterei a memória de todas as pessoas, para fazer parecer que você estava andando por aí antes de três minutos atrás.

- Eu suponho que você tenha criado minha certidão de nascimento também! Que evidência você tem para sustentar tamanho absurdo?

- Ah! Então você está começando a entender que o ônus da prova é de quem alega a existência de algo. Você não acha que deveria tentar “desprovar” a alegação de que eu sou Deus?

- Bom, talvez, se você é Deus, porque não realiza um milagre?

- Boa pergunta. Infelizmente, eu não faço milagres mais. Eu poderia se quisesse, mas eu decido que de agora em diante, as pessoas tem de acreditar em mim através da fé. Sendo um Deus, eu acabei de ler a sua mente e eu vejo que você está pensando que pode ser capaz de me torturar e me forçar a confessar que não sou Deus. Bom, execute esta idéia! Eu posso muito bem decidir fingir estar com dor e “confessar” todo tipo de bobagens. Mas acredite em mim, eu puniria você pela eternidade depois que você morrer!

- Isto não é argumentação válida. Não haverá nada que eu possa fazer para sua alegação de divindade. Você sempre poderá se desviar dela alegando que só vai me mostrar a verdade depois que eu morrer!

- Exato! Você está aprendendo o quão difícil é provar uma negativa universal. Mas você está aprendendo uma lição ainda mais importante.

- E qual é?

- Você está aprendendo que é burrice argumentar sobre proposições que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação. Para cada teste que você puder imaginar fazer, eu poderia vir com uma maneira de me desviar de seu argumento – da mesma maneira que todos os pregadores me falam que seu Deus não quer se envolver em meus testes. Minha alegação de ser uma divindade não pode ser testada. Sua alegação da divindade de Jeová, ou Jesus não pode ser testada também. Se eu pedir a seu Deus para me acertar com um raio na cabeça se eu estiver errado, posso garantir que nada vai acontecer. Seu Deus não se interferirá mais da mesma maneira que eu não interferiria. Hipóteses que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação são inúteis, sem significado. Elas não podem nem mesmo ser falsas. Não precisamos perder nosso tempo tentando “desprovar” elas. Você não irá perder seu tempo tentando provar que eu não sou um deus, e nenhuma pessoa em sã consciência irá tentar perder tempo tentando provar a não-existência do seu Deus não testável e improvável. E é claro, quando você fazer uma afirmação sobre seu Deus escolhido, e que for testável, pessoas sãs podem tirar tempo para mostrar como os resultados do teste se mostram negativos. Mas no geral, ninguém irá perder tempo tentando provar que Jeová e eu não somos Deus.

Então pare de se preocupar com Deuses e outros conceitos impossíveis de ser testados. Foque-se no mundo real. Diferentemente de deuses e mulas-sem-cabeça, o mundo real pode afetar a sua vida para o bem ou para o mal. Somente o ideal de deuses pode afetar você. Se deuses, eles mesmos, pudessem afetar nosso mundo, nós não precisaríamos debater a sua existência.

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1 – Garoto americano dizendo à mãe que não acredita mais em Deus. Pense numa mulher que pegou ar.

2 – Sinfonia da Ciência. Lindo, quase chorei.

3 – Criação de Identidade visual em promoção.

O negócio do Paraíso, ou Céu, como muitos chamam, é um negócio complicado. Monopolizado a mais de dois mil anos por um cara que se auto-denimina Deus. Leia-se: o chefão, o suprasumo da chefia, o mandante. A máfia do Paraíso começou a 2000 anos atrás, quando Deus mandou à Terra o seu sub-secretário sênior, um rapaz chamado Jesus. Um rapaz muito descolado, barbudo, com umas roupas meio estranhas. Ele tinha umas idéias novas e resolveu espalhá-las, mesmo com o clima ditatorial e a censura rolando solta. Era coisa de vanguarda. Logo ele percebeu que sozinho o trabalho se tornaria impossível e logo contratou uns capangas para ajudá-lo a espalhar as notícias. O negócio foi ficando grande e vários informantes e simpatizantes começaram seguindo o rapaz e sua trupe.

Na sua trupe, tinha um carinha meio obscuro, misterioso, chamado Judas, que estava bem insatisfeito com a divisão do lucro obtido e resolveu caguetar todo mundo. Foi lá no congresso e falou que se o pessoal deixasse ele entrar no esquema do caixa dois ele apontava todo mundo. O pessoal do congresso que precisava mostrar serviço contra o crime e a corrupção, e não queria outros chefiando na área, colocou Judas no esquema e mandou ele falar quem era o sujeito que estava chefiando a maracutaia toda. Pegaram Jesus e o prenderam.

A casa caiu. Só se via apóstolo correndo pra tudo que é lado. A polícia federal chegou já botando pra quebrar. Um dos capangas, o Pedro, ao cair no interrogatório, disse que não sabia de nada e negou tudo:

-Não sei nem vi nada. Se alguém disser que eu vi, vai ter que provar. E se provar, vai ter que se ver com o chefão lá em cima. Não, não e não.

O tal do Jesus foi a julgamento e negou tudo. O chefão não veio ajudar ele e sendo assim Jesus acabou caindo no cacete com a polícia. Espancado e morto. O tal do Pedro Pedreira (vulgo) que negou tudo assumiu os negócios e levantou a máfia novamente. Jesus foi considerado herói que lutou contra o totalitarismo e a censura. Todos o aclamavam e diziam o seu nome. A polícia quis que ele servisse de exemplo contra a rebeldia, o que acabou acontecendo de maneira inversa. O homem virou símbolo de liberdade e salvação raça humana.

Alguns séculos depois o pessoal que tinha matado ele resolveu, devido a sua popularidade, seguir os seus passos, e matou todo mundo que antes era da turma do congresso. A história do homem que pregava a liberdade acabou sendo usada para matar os que não acreditavam nele. Quem não seguia Jesus caía no cacete e ainda não tinha direito aos benefícios governametais do Paraíso. Inventaram uma tal de CPI da Brigada Inquisitorial e pegaram muito malandro aí que queria fazer umas mágicas, depois da publicação da lei “Malleus Malleficarum”.

Depois disso um homem de vulgo Martinho Luta-luta resolveu parar com a matança. Criou o protestantismo e resolveu que iria, ao invés de matar, catequizar e converter todos através da insistência, além de cobrar um dinheirinho dos clientes para mandar para o Paraíso (fiscal). Até hoje você os encontra por aí, de terno, com a bíblia de baixo do braço gritando na rua. O lema deles é “água mole em pedra dura tanto bate até que a pedra se converte ao protestantismo”. Depois que a empresa de faixada do Martinho Luta-luta fez sucesso, vários outros mafiosos resolveram criar outras empresas também, e hoje a palavra do tal do Jesus se difundiu pelo mundo todo.

O livro escrito pelos primeiros apóstolos, que tinham pontos eletrônicos diretamente com O Chefão e escreveram exatamente o que ele disse, é o livro mais vendido no mundo. A empresa se segmentou em vários ramos e nichos de marketing, desde o mais radical, até o mais espiritualista. Sabe como é, esse negócio de globalização é complicado. O coitado do Jesus que foi morto por causa dos negócios foi o que menos lucrou e é o que mais levou fumo na história toda.

A máfia continua na ativa até hoje. A cada morte do sucessor de Pedro, o primeiro presidente da empresa, um novo sucessor é colocado para substituí-lo e fazer a representação comercial do Chefão aqui na Terra. O pessoal protestante cada vez cresce mais e já estão até montando cursos de “Comunicação Exacerbada” e “Exorcismo Teatral” por causa da grande demanda de profissionais na empresa. Os centros de Umbanda e Macumba também crescem exponencialmente por causa da demanda dos evangélicos, afinal, é preciso alguém para encapetar, para que a pessoa possa ser desencapetada. Chuck Norris herdou todos os poderes de Jesus e hoje é o homem mais poderoso do mundo, conseguindo executar até o poderoso round house kick, que trasforma corpos em sangue cor de vinho.

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1 – Tô sem nada pra linkar.

2 – Sério.

3 – Ah é, tem o “como fazer sucesso nas agências”, mas tô com preguiça de pegar o link no youtube, então vá lá e busque o termo porque o vídeo é de rachar o bico e vale a pena. =)

Pegando carona nessa semana de posts polêmicos no blog, resolvi falar de laicidade do estado e influência da religião nas nossas vidas. Pra quem não sabe (quem entrou no meu orkut viu escrito lá) sou ateu. O fato de eu não acreditar em divindades influi muito na percepção que tenho da nossa sociedade. Acho até que isso ajuda muito a perceber certas coisas com mais clareza. Enfim, eu gosto.

É possível encontrar na nossa constituição o seguinte artigo:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

Eu fiz Direito até o 3º período e deu pra aprender alguma coisa sobre as bases do nosso estado. Ele é um estado laico. Isso quer dizer que ele não apóia nem se envolve (ou pelo menos não deveria se envolver) com nenhum tipo de religião ou crença religiosa.

Mas, como sempre, no Brasil as coisas costumam funcionar de maneira diferente da lei. Basta ir a hospitais, fóruns e outros tipos de repartições públicas que você verá uma cruz pendurada na parede, ou um quadro com uma foto religiosa ou até mesmo um santo de barro.

No nosso país, coisas interessantíssimas acontecem. Crianças tem aulas de ensino religioso em escolas públicas; a igreja católica possui um lobby fortíssimo para coibir o estudo de células-tronco e a legalização do aborto no país; deputados aprovam leis para distribuir bíblias em escolas públicas. Juízas proferem em seus veredictos ordem para o réu “procurar uma igreja cristã”. Todas essas ações, é claro, inconstitucionais.

Não defendo a laicidade do nosso estado como um ateu defendendo seus interesses. Defendo como cidadão, justamente pelo fato de sermos um país de cristãos, muçulmanos, umbandistas, espíritas, descrentes, e tantos outros. O estado não deve nem pode favorecer nenhuma religião. É errado. Vai contra o conceito de democracia que tanto lutamos para conseguir. Sem falar que o próprio conceito de estado laico é o mais correto. Como poderíamos ter um estado que se deixa influenciar por doutrinas que não possuem a mínima evidência de sua veracidade.

Imagine se você fosse paraplégico ou tetraplégico e dependesse do estudo de células-tronco para curar alguma doença? E se você não for cristão? Você vai ter que seguir uma lei que proíbe a sua cura só porque os outros acreditam que é pecado estudar células embrionárias? O que você teria a ver com isso?

E se você fosse mulher e quisesse abortar uma gravidez? De acordo com a nossa constituição todos têm direito à vida, mas o grande problema é definir o que se pode considerar vida.  Para você, um amontoado de células pode ser considerado vida (porque até o 3º mês a gravidez é só isso)? Então não tenha mais arranhões ou tire meleca do nariz, porque você mata um milhares e milhares de células ao fazer isso.

Recorro ao livre arbítrio pregado pelas religiões, principalmente o cristianismo, que é maioria dominante no Brasil. Não encham mais o saco do estado e, consequentemente, das pessoas. Assim como vocês podem estar certos quanto à Jeovah, os muçulmanos podem estar certos quanto a Allah. Coisas que não apresentam evidências não devem influenciar a vida de todas as pessoas. Devem influenciar a vida só das pessoas que acreditam nessas coisas.

A você, que acredita em alguma divindade que rege a sua vida, lembre-se que você é quase tão ateu quanto eu. A diferença é que você só acredita em um Deus a mais do que eu, mas continua sendo ateu em relação a outros Deuses, apesar de não terem encontrado nenhuma prova contra a existência de Thor, Afrodite, Zeus ou Baal.

A mensagem principal desse texto é: não faça a vida dos outros mais difícil do que já é. Deixe que as pessoas sejam felizes da maneira que lhes convém (contanto que não faça mal às outras pessoas). Seja uma pessoa justa e lute também para um estado laico pois ele é um dos pilares da minha, da sua, da nossa liberdade.

***

1 – Já jogou o jogo do Golfinho? O jogo mais besta e mais viciante que eu já vi.

2 – Você sabia que existe uma organização que apóia mulheres que querem fazer aborto em países que proíbem o ato? É a women on web. Eles vendem remédios abortivos pelo correio e fornecem apoio e conselhos para a mulher fazer o aborto sozinha e em casa, com o mínimo de risco (eles mesmo assumem que o melhor é fazer com um médico).

3 – Este site reúne inúmeras revistas em PDF sobre fotogragia, escrita, desenho, design, cultura, filmes, música, jogos, e outras dezenas de categorias. São revistas de vários países sobre inúmeros assuntos. É só filtrar por categoria e ter acesso a informação de qualidade sem ter que pagar nada.