
Depois de vender aqui um muito pouco o Eluveitie e mais outras 14 bandas (com essa não 15), estou aqui para falar do novo álbum do Mastodon, “Crack the Skye”:

O desenho por si só é fantástico! O Mastodon é o tipo de banda que consegue unir com ótima qualidade todos os conteúdos: as capas dos álbuns são bem desenhadas e se encaixam perfeitamente ao conteúdo do álbum, a música é bem feita e marcada pela imprevisibilidade do grupo, os vídeos são muito bem produzidos e eles ao vivo não fazem feio. Uma banda moderna que mostra o que o metal precisa atualmente, grupos que saibam fazer de tudo e que estejam prontos para mexer com a atenção do público não importa o que façam.
O som do último álbum tem um quê de Dream Theater, um bom metal progressivo aliado a uma história que só poderia ter saído da cabeça de um maluco. Porém, diferente do DT, o som do Mastodon tem um extra que o torna realmente superior. Se o Dream Theater é uma banda prog 1.0, o Mastodon sem dúvidas é um upgrade de ótima qualidade, pois funde elementos musicais do hardcore, punk, jazz, heavy metal e progressivo de maneira genial, o que torna o som deles caótico, mas sem deixar em momento algum de ser agradável.
Basicamente o álbum trata de um tetraplégico que descobre como fazer viagens astrais. Em uma de suas viagens ele se aproxima demais do sol, queimando o cordão que o prende a seu corpo, caindo no mundo dos espíritos, sendo enviado ao culto de Rasputin na Rússia czarista. Lá o espírito do tetraplégico prevê a morte do místico russo, que pretende usurpar o trono do czar. Rasputin, após ser morto, tenta guiar o espírito do homem de volta para seu corpo, mas no final eles encontram o Demônio, que tenta roubar suas almas e os levar para o inferno.
No meio desta história louca o som é distribuído de um modo confuso. Me lembra em muito a música clássica de grandes artistas como Beethoven, Mozart e Vivaldi. Realmente a música clássica tinha esse quê do imprevisível, do inesperado, das mudanças bruscas de tom, coisa que não vemos atualmente na música moderna, e o rock e o heavy metal não são diferentes. Isso me chamou muito a atenção para o Mastodon com o lançamento deste último álbum e por isso estou compartilhando aqui os dois clipes de “Crack the Skye”, que é de longe o melhor álbum da banda, vejam abaixo o clipe de “Oblivion”, primeira música do álbum:
Realmente não me lembro da última vez que vi videoclipes tão bons quanto este vindos de bandas norte-americanas. Atualmente são poucas as bandas que realmente conseguem me empolgar com os clipes, que sempre trazem uma história e não são apenas os caras batendo cabeça, todas elas interessantemente são europeias. Abaixo o clipe de “Divinations”, tão bom quanto o “Oblivion”.
Site Oficial: http://www.mastodonrocks.com
MySpace: http://www.myspace.com/mastodon
Last.fm: http://www.lastfm.com.br/music/Mastodon
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1- Se gostou do som, achou a música boa, ruim, uma merda, um lixo ou o que seja, deixe seu comentário. Sua opinião é muito importante para nós
2- O Korpiklaani lançou o videoclipe de seu novo single, “Vodka”, que fará parte do seu mais novo álbum, “Karkelo”, que foi lançado dia 26 deste mês. Vejam ele aqui.
3- Quem gosta de Blind Guardian vai sem dúvidas gostar do Witchking, uma banda polonesa de heavy metal que também toca sobre Senhor dos Anéis. O novo vídeo clipe deles, “And the Bearer Goes”, pode ser visto no YouTube.
4- Obrigado novamente a todos os leitores deste humilde blog pelas respostas que andamos recebendo de vocês nos últimos dias. Vocês são FANTÁSTICOS!
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“Nós literalmente não existiríamos sem nossos fãs. A imprensa e o rádio não nos dão muita ajuda. O mesmo com a MTV. Por sorte, nós temos muitos garotos dizendo: vamos lá ver o Maiden.”
Essa frase foi proferida pelo vocalista Bruce Dickinson em entrevista para o site britânico Mirror em 2008 (parte dela pode ser vista, em português, neste local). Os fãs são a parte mais importante da banda, cada dia mais com o advento da internet e a diminuição na venda de CDs.
A relevância da sua banda sempre é medida pelo número de fãs que você tem. Se você consegue encher um clube, parabéns, você está lá. E agora quando você consegue encher um autódromo inteiro? O Iron colocou 63 mil pessoas em Interlagos no dia 15 de março, de acordo com o Estadão, em um dos maiores shows de Heavy Metal de todos os tempos – para vocês terem uma ideia, o maior show pago de todos os tempos foi feito por Paul McCartney, que reuniu em torno de 180 mil pagantes no Maracanã, de acordo com o Guiness.
Mas não basta ter apenas número, tem que ter adesão. Não adianta ter 1 bilhão de fãs se eles não gostam de você o bastante para perder umas boas horas das suas vidas indo no seu show e passando nervoso para poder te ouvir tocar (principalmente aqui no Brasil, onde você passa mais nervoso que qualquer coisa).
Que tipo de fã faria alguma coisa ridícula ou estranha para ganhar um prêmio que nem sequer sabe o que é? A revista Metal Hammer – uma das maiores revistas de música do mundo, que passou a NME no início deste ano em vendas chupa NME! – fez um concurso onde você deve recriar uma das artes de capa do Iron Maiden e concorrer a um belíssimo prêmio que ninguém sabe o que é.
É aí que você vê quem realmente gosta da banda. Veja algumas das capas divulgadas pela revista:
Iron Maiden – “The Trooper” (1983)

Iron Maiden – “Killers” (1981)
Iron Maiden – “Dance of Death” (2003)

Como faz tempo que eles divulgaram estas, acredito que tenham outras muito melhores. Por enquanto a revista ainda não divulgou os cinco vencedores, quando fizerem isto colocarei no ar o resultado.
Se brasileiros podem participar? Não tenho ideia, eles não deixaram isto claro. Se você estiver interessado mande um e-mail para metalhammer@futurenet.co.uk e pergunte para eles.
Bem que o Pedro poderia fazer uma não?
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1- Teste seus conhecimentos sobre o Iron Maiden neste Quiz.
2- Tudo que já foi publicado até agora no Dossiê pode ser visto nesta página.
3- Se você é um fã do Heavy Metal tem que conhecer este cara: o superfã do Black Sabbath. (só faltou arrancar o que sobrou dos dedos do Iommi).
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Acho que não preciso vir aqui declarar meu amor por capas de álbuns. Todo fã de metal – e alguns de rock – adoram imagens de capa. Os desenhos das capas dos álbuns não são qualquer coisa, não são idiotas e nem inúteis, eles sempre estão lá para alguma coisa, sempre tem um motivo, uma lógica com o tema do álbum, uma singularidade com seu conteúdo ou com o estado de espírito da banda, as vezes passam até por si mesmas mensagens, como a clássica “Holy Diver” do Dio, sem dúvida nenhuma uma das capas mais fantásticas do metal de todos os tempos.
Eu poderia passar horas e horas escrevendo um texto falando o quanto as capas são importantes em um álbum de verdade para nós fãs de metal, mas acho isso completamente desnecessário. Quem ouviu metal uma vez na vida e teve a chance de pegar um álbum nas mãos e observar bem a capa dele enquanto ouve a música sabe do que estou falando. Se você curte Calypso ou qualquer tranqueira velha com capas onde só aparecem a cara dos músicos, você nunca irá entender como a arte de capa faz a diferença. Aqui no Brasil as capas nunca foram muito exploradas em sua totalidade.
No caso mais específico do Iron Maiden, as artes de capa trazem emoção, vibração, sentimento, elas quase chegam, em alguns álbuns, a falar com você! E não, não estou ficando louco, ok? Aquela capa conversou comigo, tenho certeza!
Este é um artigo duplo, como aqueles ótimos álbuns ao vivo. Neste primeiro texto irei falar sobre as minhas capas preferidas, uma pequena viagem sobre a história do grupo britânico entre as capas de seus álbuns, singles, ao vivos e coletâneas, e no outro vou mostrar como os fãs de metal são diferenciados e adoram não apenas a música, mas o conjunto completo do álbum. Chupa indústria fonográfica!
Running Free (1980)
A capa do primeiro single do Iron em 1980, dois meses antes do lançamento do debut “Iron Maiden”. A imagem foi feita já por Derek Riggs, criador de Eddie, um dos maiores mascotes do Heavy Metal de todos os tempos.
A imagem mostra um beco para onde corre uma pessoa – aparentemente um Headbanger – para as mãos de Eddie. No fundo, escrito na parede, estão os nomes de algumas das maiores bandas de sucesso da época (dá para se ver claramente o nome do Scorpions, Led Zeppelin, AC/DC, Judas Priest, um King (King Crimson?), entre outros.
Nada mais do que o chamado: “Venham para o Maiden, fãs do rock!”
The Number of the Beast (1982)
Em 1982 foi lançado o álbum que daria toda a fama internacional ao Iron Maiden, que já havia conquistado nos seus dois primeiros álbuns uma boa fama em países como Suécia e Noruega, além do Reino Unido.
O que se pode esperar do álbum mais polêmico de todos os tempos em termos de capa? A mesma polêmica.
A capa causou uma repercussão enorme na mídia internacional e criou aquela velha história da ligação da banda com o demônio (bla bla bla).
Ela mostra claramente Eddie dominando o diabo por meio de cordas de marionete, enquanto também, ali embaixo, é dominado. O objetivo da banda era mostrar as influências que as pessoas sofrem em suas vidas – você domina e é dominado, pelo bem e pelo mal, todos os dias de sua vida.
A capa do single “Run to The Hills”, deste mesmo álbum, tem o mesmo objetivo. Nela é mostrado Eddie confrontando o diabo em meio a um vale cheio de conflitos lá embaixo. A capa do single “Number of the Beast” traz a vitória de Eddie, carregando a cabeça do diabo, declarando sua vitória contra as “forças do mal”.
The Trooper (1983)
Este single, que já faz parte do famoso álbum “Piece of Mind”, pode ser considerada uma das jóias do Iron Maiden.
A imagem dela, do guerreiro, com a morte em suas costas e os corpos mostra bem a vida de um soldado, do genocídio e da destruição da guerra, realmente unida ao conceito da música.
A capa também imortalizou um gesto famoso de Bruce Dickinson com a bandeira britânica em mãos, coisa qual ele faz em boa parte dos shows por onde passa. Eles tem orgulho de suas origens, e com esta capa fizeram questão de retratar isso para todo o mundo.
Powerslave (1984)
A capa preferida de Bruce Dickinson e Dave Murray não poderia ficar de fora. “Powerslave” é um álbum fantástico, e o desenho de sua capa representa a imponência do Império Egípcio, com um grande simbolismo histórico facilmente perceptível, afinal uma capa destas, apresentando um dos grandes impérios da história da humanidade, um povo imponente, grandioso, e um título de “Escravos do Poder”, você deve imaginar onde estou tentando chegar, não?
Fora isso, também é meu desenho preferido, os detalhes, cada centímetro foram desenhados com técnica precisa, desde a imponente pirâmide até os sacerdotes que carregam o que parece ser o sarcófago de um poderoso faraó logo abaixo.
2 Minutes to Midnight (1984)
“Powerslave” é um álbum tão forte que merece dupla citação. O single “2 Minutes to Midnight” – diga-se de passagem, uma das minhas músicas preferidas – apresenta uma capa cheia de simbolismos. A guerra fria, o medo nuclear e a bipolaridade entre comunismo X capitalismo estão presentes nela com grande força.
As bandeiras apresentadas (na extrema esquerda a União Soviética, a terceira o Iraque, depois mais ao fundo há o Reino Unido, Estados Unidos, Israel e no fundo Cuba), mostram bem o teor político da música, que fala sobre o Relógio do Apocalipse e os testes nucleares de 1953, quando o relógio atingiu o ponto mais próximo da meia-noite (2 minutos faltando). Eddie faz uma posição já bem conhecida e famosa, do Tio Sam na recruta por soldados (o famoso cartaz “I Want You to the U.S. Army”).
O horário também é mostrado na capa de outros dois singles do grupo. Em “Wasted Years” e “Stranger in a Strange Land”, os dois do sucessor de “Somewhere in Time”, há dois relógios. O primeiro marca o horário 23:58 (canto inferior direito), e o segundo marca 11:58 (no fundo, ao lado do ombro de Eddie).
Somewhere in Time (1986)
A capa preferida do baterista Nicko McBrain e do baixista Steve Harris, a imagem futurista de “Somewhere in Time” realmente chama a atenção pela perfeição do desenho, mostrando, juntamente com a do “Powerslave” a evolução do desenhista Derek Riggs.
Ela parece apenas um desenho legal sem nenhuma ligação, mas olhe bem no lado direito, não é a capa do álbum “Iron Maiden”? Escrito por cima dela ainda está “Eddie Live”? (pelo menos é o que parece) E logo acima não temos o nome Acacia, referência à música “22 Acacia Avenue” do “Number of the Beast”?
Bring Your Daughter… To The Slaughter (1990)
O único single da banda que alcançou o topo das paradas do Reino Unido.
Uma parte do sucesso desta música se deu pelo filme “A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy”, pois ela foi gravada por Bruce especialmente para a trilha sonora do filme.
As referências na arte de capa são enormes, tantas que muitas eu sequer consegui saber de onde vem. Visível é o simbolo do Batman na lua ao fundo, o que parece ser o Geleia dos Caça Fantasmas no chão, o diabinho com medo do pôster do Iron atrás na parede e um personagem do Vila Sesamo (desenterrei esse!) na lata do lixo no canto direito, além do fato de que ele está abraçando a Jéssica Rabbit, morram de inveja.
Rock in Rio (2002)
Essa capa está aqui mais pela sua importância que por sua estética. A fusão do palco do Rock in Rio com a face nos céus do “Brave New World” é algo que mostra domínio, controle.
Não preciso ficar aqui dizendo o quanto esse show foi importante, sem dúvidas quem assistiu (eu não tive o prazer, infelizmente) deve saber bem o que foi. Está escrito na história, e dela ninguém tira.
Interessante reparar que, com a saída de Bruce, Derek e a chegada de Blaze, as capas do Iron Maiden conseguiram ficar péssimas e horrorosas. A era sombria da banda, da qual muitos dos fãs sequer querem acreditar que tenha existido, também não pode ser marcada por qualidade nas artes de capa.
The Reincarnation of Benjamin Breeg (2006)
Este single, lançado no último álbum do grupo, trouxe um grande mistério. Nele Eddie escava o túmulo de Benjamin Breeg, onde está o epitafio: “Aici zace un om despre care nu se ?tie prea mult“, sentença em romeno que significa: “Aqui jaz um homem de que pouco se sabe”.
Ninguém sabe bem quem seria o tão misterioso homem, e os integrantes do Iron dizem que os fãs tem que descobrir por si. Algumas teorias podem ser encontradas no Whiplash e no Cifra Club.
Seria Benjamin Breeg o ex-vocalista do Maiden, Paul Di’Anno?
Somewhere Back in Time (2008)
Seria o retorno às raízes? A arte de capa desta coletânea une realmente o melhor do Iron Maiden (os maiores clássicos da banda da década de 80).
Não poderia faltar na capa as duas melhores artes da banda da mesma década, além de resgatar os desenhos de capa que fizeram tanto sucesso e que sumiram por mais de 15 anos (as capas do Maiden andam sofríveis, o último álbum ainda deu para engolir, mas não é a mesma coisa).
No final, o “Somewhere Back in Time”, a turnê fantástica e o “Flight 666” enchem o público de esperança para o novo álbum em 2010, que conforme disse Nick McBrain, baterista do grupo, afirmou em entrevista.
E você? O que acha das artes do Iron Maiden? Tem alguma preferida? Está apreensivo para o próximo álbum? Acha que faltou alguma capa importante nesta lista? Deixe seu comentário!
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1- Você quer ver as outras capas dos álbuns? Passear pelos desenhos em alta resolução? O site Iron Maiden Wallpapers possui todas as capas da banda em alta qualidade – dentre elas as colocadas neste artigo. Só visitar a sessão de singles e álbuns.
2- Em uma entrevista concedida em 2008, Derek Riggs falou um pouco sobre seu trabalho com o Iron Maiden e como surgiu Eddie. A tradução desta entrevista pode ser vista no Whiplash.
3- Na época do show do Maiden aqui no Brasil, o G1 criou um joguinho no qual o objetivo era encontrar o desenho de assinatura de Derek em diversas capas da banda.
4- Em uma entrevista concedida este mês, o baterista Nicko McBrain falou como começou a ideia para o filme “Flight 666″. Veja aqui. (observe o número da matéria no endereço… estou com medo e mandarei arredondarem ele)
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