
A primeira coisa que eu quero dizer é que esse é o post 500 do blog. E isso não quer dizer nada, talvez que esse post já deveria ter saído há muito tempo.
A segunda coisa que eu quero dizer pra você meu caro leitor, é que estou feliz pra caralho! É, simples assim. E o motivo dessa felicidade toda, eu vos conto agora.
Como você sabe – eu acho – eu me mudei lá pelo dia 13 de Outubro de 2009, sai de um bairro bom para um melhor ainda. O melhor vem pelo fato de eu agora morar praticamente do lado de onde trabalho, e sim, isso é FODA! Até porque enquanto eu escrevo aqui confortável na minha cadeira, tomando minha cerveja e fumando meu cigarro (crianças, não fumem, ou fumem e se matem se quiserem, mas vocês vão se arrepender… ouçam o titio) eu ouço centenas de pessoas estressadas buzinando loucamente tentando chegar em casa antes das 9.
Agora que eu já tirei minha onda com você que pega três ônibus para ir trabalhar, ou pior, nem trabalha, vou continuar meu texto. Já você que trabalha em casa, sim, eu invejo você (oi Adriana, oi Janaína!). Então, não sei se você sabe, mas se mudar significa uma e somente uma coisa: DOR DE CABEÇA. Além de fazer toda a mudança, você tem que reformar o apartamento em que morava, e isso meu caro leitor ou leitora, é uma das coisas mais horrendas do mundo.
Só para você ter uma idéia (foda-se a reforma), eu passei os últimos 5 meses pagando o aluguel de um apartamento que eu já não morava mais no valor de R$774,00. Eu sei que você arregalou o olho, eu também não acredito, calcule esta merda para você ver o tanto de dinheiro que eu joguei no lixo. Sem contar que além disso eu tinha que sobreviver, e depois de crescer e virar um adulto (Peter Pan, cara eu te entendo foda) eu realizei que sobreviver custa caro.
Resumindo, eu simplesmente não conseguia resolver o negócio da reforma. Até que contratei uma empresa para fazer o serviço, fizemos umas cagadas, a coisa parou e todo mundo sumiu. Empresa, pintor, tinta, e principalmente minha saúde mental. Dormia e acordava todo dia com esse fantasma sobre mim, e eu ainda tinha que estudar e trabalhar como nunca. Sem contar o dono do apartamento me ligando todo dia para dizer que a mulher dele estava doente e que ele precisava do dinheiro e blá blá blá.
Ou seja, eu já estava a beira da loucura. Logicamente, tudo começou a dar merda. Me tornei uma pessoa extremamente estressada, nervosa, mau humorada (na verdade, eu sou assim, só que tudo aflorou), não me relacionava bem com ninguém. Não trabalhava direito, não conseguia criar nada. Sentava centenas de vezes para escrever aqui no blog e não saia nada. E como de costume, eu não contava isso para ninguém, e ninguém tinha idéia do que eu estava passando. Além do bloqueio criativo que eu tinha, por mais que eu tentasse, não conseguia resolver a reforma. E para pagar tudo, ia me ferrando no banco, não podia sair de casa, não podia comprar nada.
O meu erro, no caso, entra aqui. Eu fiquei completamente cego. Eu simplesmente resolvi não aceitar que tinha alguma coisa errada comigo. No trabalho eu realmente estava me tornando um profissional que eu detesto: arrogante, chato, que não sabe trabalhar com outras pessoas, egoísta e etc.
A hora que eu mais precisei de apoio, eu fugi dele. A hora que eu mais precisava relaxar, eu me trancava em casa. Eu já estava a beira da loucura total. Até que algumas coisas aconteceram, conversas, arranjos, um ombro muito amigo, uns tapas na cara e tudo foi se acertando. Foi aí que eu vi o quanto eu estava errado e o quanto eu vinha sendo orgulhoso. É amigos, pedir ajuda e pedir desculpas é a coisa mais difícil que existe. Principalmente quando você errou feio e quando é uma pessoa orgulhosa. E isso, eu sou.
Quando você finalmente vê que está errado, tudo fica muito mais fácil. Pensei em algumas coisas que devia fazer, vi que era o único caminho que eu poderia tomar, e entrei de cabeça. Pedi desculpas a quem tinha que pedir, pedi ajuda a quem tinha que pedir, levantei bandeira branca mesmo e voltei a ser o que eu sempre fui.
Nessa segunda-feira, o pesadelo finalmente terminou. Paguei o que tinha que pagar, terminei a reforma e devolvi o apartamento. Parece brincadeira, mas foi instantânea a minha felicidade. Liguei para todo mundo que sabia da história, contei a novidade. Não me contive. Essa semana trabalhei com outra cara, com outro clima, e muito muito feliz. Eu voltei a amar o que eu faço, voltei a gostar de trabalhar, voltei a ser um cara feliz. Voltei a ser um cara engraçado, voltei a ser um cara bacana e principalmente, as idéias começaram a explodir na minha cabeça.
Está indo tudo muito bem no meu trabalho – melhorei absurdamente nessa semana – meu humor é outro. Estou com várias idéias para o blog, vou voltar a postar como antigamente, tenho certeza. Além disso finalmente estou realizando o antigo sonho de ter um site com os meus trabalhos – pedroamerico.com – já já ele entra no ar com todo conteúdo. Estou com vários desafios e com muita vontade de trabalhar.
A Life é Hard sim, mas se você ajudar, ela fica pior ainda.
As lições que eu tiro disso:
- Tenha sempre um telefone de um pintor e se relacione bem com ele
- RESOLVA as coisas antes que elas se tornem um pesadelo
- Nunca é tarde demais para reconhecer seus erros
- Nunca é tarde demais para pedir desculpas
- Mudar é difícil, mas faz um bem enorme
- Agradeça a quem te ajudou
***
1 – Daniel, meu irmão, tivemos boas brigas por causa dessa merda, tivemos boas discussões sobre isso. Aprendemos juntos a lidar com tudo. Eu reconheci meus erros e você reconheceu os seus. Crescemos, amadurecemos, e mais do que nunca somos irmãos, parceiros e amigos. Obrigado por tudo. Te amo cara.
2 – Caio, que conversa cara, que noite! Tomamos uma garrafa de Absolut sozinhos em algumas horas, mas valeu a pena. Você me ajudou muito e acredito que eu também te ajudei com os seus problemas. Você sabe que pra mim você é muito mais que um amigo. Você é o irmão mais novo que eu não tive. Obrigado por tudo. Te amo velho. E amanhã vamos nos embebedar como loucos, porque merecemos. Só nós sabemos o tanto.
3 – Leitor ou Leitora, obrigado por escutar toda essa ladainha. Obrigado por continuar lendo esse blog mesmo com a nossa falta. E obrigado por confiar na gente. =D

O título – do post – não é apenas um trocadalho do carilho, é sério. E antes de começar a dizer o que eu quero dizer vamos rever alguns pontos:
- Cruzeirense, não perca seu tempo me chamando de invejoso, não perca seu tempo nos comentários com #mimimi de “Eu tenho duas libertadores”, “só perde quem chega”, “gozar com pau dos outros é fácil”. Isso não é argumento. Leia o texto antes de vir atirando pedras.
- LEIA o texto antes de comentar, por favor. (só para reforçar)
- Escreveria o texto praticamente da mesma maneira se não fosse atleticano. É sério. Se você ler o texto, antes de vir me enxer o saco pelos títulos que meu time não tem, veja o que eu tenho a dizer. Você irá concordar.
Vamos ao dito cujo então.

Primeiro, quero dizer que respeito o Cruzeiro. Respeito a história vitoriosa. Respeito sim, sou torcedor de futebol, a rivalidade é intensa, mas eu pelo menos respeito. (Só não respeito o hino e a torcida). É fato que o Cruzeiro tem mais títulos e blá blá blá. Mas eu estou aqui para falar da final não é? Ok.
Só eu lembrei da Copa de 2006 essa semana? Exatamente a mesma coisa. Circo da imprensa. Galvão falando bobagem. Já ganhou. Festa armada. Reportagens especiais de como o time foi campeão outras vezes. Mais circo. Galvão falando mais bobagem. Clima de já ganou crescendo. Antigos craques rindo, falando como o time era fantástico antigamente e como era fantástico hoje. A mesma coisa da Copa de 2006.
E o que aconteceu no Mineirão hoje? A mesma coisa da Copa de 2006. Mas o Cruzeiro parece que não fez o dever de casa. Não revisou todas as matérias.
Ao contrário do que falavam os jogadores do time azul, e sua comissão técnica, dirigentes, líderes de torcida com pom pom, e afins. O time estava nervoso. Nervoso demais. Ramires perdeu a cabeça com as faltas de Verón. O time não foi nem sombra do que vinha mostrando. E jogou muito pior do que na Argentina.
Vale a ressalva do único jogador – que eu admiro – que jogou como sempre. Kléber. Brigou, lutou, mas levou a alcunha de Gladiador ao pé da letra. Ele lutou sozinho no seu coliseu. O Mineirão. Que estava tomado de azul. Sim estava. Mas, mais uma vez, a torcida do celeste decepcionou.
[Aqui entra a parte Atleticana do autor] Torcida MEDÍOCRE. Só apoiou o time de verdade antes do jogo e depois do gol. Ao todo 10 minutos. O tão sonhado tri da libertadores ali no campo e um bando de panaca vendo o jogo calado. Vi 3 mil argentinos fazendo muito mais arruaça do que 60 mil cruzeirenses. Por isso todo mundo respeita a torcida atleticana. 10 mil atleticanos fariam mais festa.
Voltando ao jogo.
Mais uma vez, falta de estudo dos smurfs azuis. Time argentino, velho de guerra, tri campeão da Libertadores NÃO pode ser desrespeitado. É assim que eles gostam, é assim que eles jogam. E o melhor pior, é assim que eles ganham.
Verón foi fantástico. Um autêntico leão no meio-campo. Roubou bola como ninguém e deu um passe de trivela primoroso que resultou no gol de empate. Os Argentinos vieram calados, só ouvindo toda a festa e vendo o circo da imprensa brasileira. Eles é que foram os mineirinhos da final. Eles comeram pelas beiradas, vieram como quem não quer nada e ficou com a taça.
Na minha opinião, faltou o Cruzeiro estudar um pouco de história.
Os dois times mereceram a taça… até o último jogo.
Vale lembrar, que o Cruzeiro sempre foi um time arrogante, prepotente, e muitas vezes entrou de salto alto em campo (com trocadilho, por favor). E sinceramente, nada mais merecido do que tomar de virada, na final, com a casa cheia. (Alguém lembrou das quartas-de-final do brasileiro de 99?). Talvez assim o Cruzeiro aprenda a respeitar mais os seus adversários.
O Cruzeiro só deve tomar cuidado com a DPL – Depressão pós-Libertadores, mais conhecida como Síndome do Fluminense. Porque se recuperar no Brasileiro agora vai ser muito complicado. Ainda mais pela queda imensa que foi a perda do título.
No mais, caros rivais. Relaxem e aceitem as brincadeiras de forma educada. Eu como atleticano tenho que admitir, que preferia mesmo chegar a uma final de libertadores e perder, do que não chegar. Mas isso não me impede nem um pouco de tripudiar.
***
1 – Mais uma vez eu peço. Não perca seu tempo me xingando, fiz o post com o máximo de imparcialidade que eu consegui. Tirando é claro, as partes em itálico e cortadas. Não tenho sangue de barata né?
2 – Só para tripudiar mais um pouco. Vejam esse meu Twitt. Galvão disse na transmissão “A torcida do Cruzeiro é diferenciada, muitas meninas, muita família”. Sabe tudo o Galvão. Tipo uns 98% de meninas na torcida celeste.
3 – Um abraço muito especial aos meus amigos: Hudson, Artur Silva, Thaylon, Kavalinho, Igor, Artuzinho, Charles, Popô, Sthéfane, Sarah, Ignus, Titó… bom, são os mais chatos. =D
4 – Especial para o Frank Martins também.

O que você prefere, passar por falso modesto ou arrogante? Sinceramente, prefiro o segundo. Detesto falsa modéstia assim como detesto os falsos modestos. Modéstia a parte, prefiro muito mais aqueles que falem “sou bom mesmo” “faço mesmo”. Por isso, aliás, usei a foto do Romário para ilustrar este post. Um cara que tem a manha de virar para o mundo todo e falar “Quando eu nasci, papai do céu olhou pra mim e disse: Esse é o cara”, merece o meu respeito. Veja bem, ele não foi foda só pelo que disse, mas disse com embasamento, disse porque ele é mesmo o cara, ou foi mesmo O cara.
Muitas pessoas olham feio, criticam, xingam, tomam aversão a pessoas que botam a cara para bater e dizem que são bons. Por que muita gente não gosta de Cristiano Ronaldo? Porque dizem que ele é mascarado, que se acha demais. Mas ele tem todo o direito de “se achar”, ele não desmerece ninguém, não pisa em ninguém, aliás, já vi diversas entrevistas com pessoas que convivem com ele que dizem que ele é um cara muito bacana, longe de ser esse que todos pintam.
Dei exemplo dos dois, mas poderia dar o de muita gente, o que quero falar na verdade é que existe uma grande diferença entre se achar bom ou ser bom, se achar medíocre ou ser medíocre ou pior, se achar foda e ser um medíocre. O falso modesto é o pior arrogante, pois ele se inferioriza para ser mais elogiado e ter o ego ainda mais massageado. O pior arrogante é aquele que usa isso para inferiorizar outras pessoas. E eu estou falando do arrogante com procedência, não o medíocre que se acha o cara.
Estou escrevendo este texto por um motivo, por passar muitas vezes por arrogante, por dizerem que eu me acho o máximo. Primeiro, não tenho motivos para me achar o máximo. Ainda não o sou, mas vou ser. E é essa a grande diferença, sei do meu potencial e sei o que posso alcançar na minha vida. E não, não tenho medo algum de dizer isso. Se por eu saber o que eu quero, por correr atrás disso e por mostrar algumas vezes que tenho chances reais de alcançar meus objetivos, eu sou taxado de arrogante, então que seja assim.
Principalmente por ser publicitário – e isso eu já sou, mesmo não sendo formado, já trabalho com isso há um bom tempo – e por ser blogueiro eu trabalho em dupla, não com o diretor de arte e nem com meus parceiros, mas com meu ego. Quem não gosta de ser elogiado? Quem não gosta de ter o esforço e o trabalho reconhecidos? O problema é que enquanto você se inferioriza e se rebaixa todos continuam te achando um cara muito bacana, mas quando você diz “Obrigado, ficou muito bom mesmo” as pessoas já te chamam de arrogante e não-sei-mais-o-que.
Olha, estou longe mas muuuito longe de ser o profissional que deveria ou que poderia, e muito mais longe de ser o que eu quero ser. Mas estou no caminho e estou trilhando ele da maneira certa, dando passos muito bem pensados. Se eu vou alcançar? Vou. Estou trabalhando para isso. E se você não tem essa determinação, se você não sabe o que quer, me desculpe, mas você vai me achar um prepotente filha da mãe. Admiro as pessoas que aos 20 e poucos sabem o querem e correm atrás, que não esperam as coisas cairem do céu e que sabem reconhecer quando errou e por que não, reconhecer quando acertou.
Aqui neste país aprendemos desde cedo que só podemos lembrar dos nossos erros, e fazem questão de fazerem isto por nós. Eu me lembro dos meu erros – aprendi muito com eles – mas também lembro dos meu acertos, e sei que posso melhorá-los. É muito mais fácil julgar uma pessoa que se arrisca do que se arriscar, é muito mais fácil julgar quem bota a cara a tapa do que botar a própria cara a tapa.
Isso não é ser arrogante, isso é confiar no taco. (ui)
***
1 – Este post foi para duas pessoas em particular, uma delas principalmente. Por nunca esperar isso, principalmente dessa.

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