
Aqui estou eu novamente para um post mais que especial. Este autor que vos fala foi gentilmente convidado para ver a cabine de Exterminador do Futuro 4: A Salvação, e trazer para vocês com exclusividade um pouco sobre este super filme que será lançado, sem spoilers claro.

O Exterminador do Futuro 4 – A Salvação deveria ser o recomeço da franquia Terminator, mas nele vemos mais uma continuação dos últimos três filmes do que qualquer outra coisa. Quem conhece bem a história, pelo menos dos outros três filmes da série, já verá em Salvation muitas coisas no que se aparar, começando pelos caracteres iniciais, onde um pequeno texto coloca o espectador a par da história anterior ao filme.
Juntamente com esta apresentação conhecemos Marcus Wright, um prisioneiro no corredor da morte que é convencido pela Dra. Serena Kogan a doar seu corpo para pesquisas médicas. Um ano depois acontece a ativação da Skynet e o Dia do Julgamento (Terminator 3).
A passagem então leva a 2018, onde John Connor (agora já como o herói da humanidade) ataca com um grupo da Resistência uma base da Skynet. O grupo descobre na base diversos prisioneiros humanos e planos para fazer um exterminador com tecidos humanos. A base é atacada e John é o único sobrevivente, porém Marcus depois do resgate de John aparece entre os destroços, caminhando aparentemente sem rumo.
Os lÃderes da Resistência descobrem uma frequência que pode desativar as máquinas da Skynet e planejam uma invasão a base central da rede em São Francisco. Eles também descobrem os planos da Skynet de matar todos os lÃderes da Resistência em quatro dias, John é o segundo da lista e Kyle Reese o primeiro.
Assim começa o filme, em um roteiro bem elaborado e estruturado fortemente na história da série. O roteiro, vale a pena dizer, é no meu ver a parte mais fraca do filme. Ele se torna um pouco – para não dizer bastante – previsÃvel no decorrer do filme, mas isso também acontece por você já conhecer mais ou menos como é a história da série e onde ela pretende chegar.
Os efeitos especiais são fantásticos, mostrando como sempre a qualidade da produção do filme e não deixa nada a desejar para os outros filmes da franquia ou qualquer dos lançamentos mais recentes do cinema. O filme é cheio de ação e emoção do inÃcio ao fim, com muitas explosões, reviravoltas e combates. A cenografia também foi muito bem elaborada, e não pouparam os detalhes para mostrar um mundo completamente destruÃdo após a guerra nuclear.
O famoso diretor Joseph McGinty Nichol, mais conhecido como McG, famoso pelos seus clipes musicais de bandas famosas e pelo filme As Panteras, fez um ótimo trabalho no comando de Terminator, que sem dúvidas deve criar uma sobrevida a franquia e uma espectativa para o próximo filme da série (pelo menos em mim criou, e muito, coisa que não aconteceu após eu assistir Terminator 3).
Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a filmagem e o uso das câmeras. Se tem algo que atualmente pode trazer emoção ao cinema é a mudança dos padrões quadrados de filmagem. McG usou em Salvation algumas técnicas interessantes que eu não me lembro de ter visto em filmes deste gabarito. A filmagem coloca o público dentro da cena de uma maneira que eu considero genial e fora dos padrões clichês dos filmes de ação. Veja as cenas de perseguição e conflito no decorrer do filme, principalmente a cena do helicóptero e o confronto com o exterminador logo no inÃcio e você entenderá o que estou tentando dizer.
As referências da história também estão presentes e muito bem colocadas. As fitas que Sarah Connor faz para seu filho estão presentes, e John as ouve no decorrer do filme. Outra presença genial é do bom e velho Governator que faz uma pontinha no filme, mesmo que seja por CGI (imagem gerada por computador). O ponto baixo é o uso dos outros personagens fora Marcus, John e Kyle. Nem mesmo a mulher de John, Kate Connor, teve uma participação satisfatória no filme. A história acaba girando tanto em torno destes três personagens que sentimos falta de um pouco mais de enredo.
Outro ponto que senti falta foi do bom e velho humor, marca dos filmes da série. Até em T3 tinhamos algumas tiradas engraçadas que foram completamente esquecidas neste filme e farão falta para muitos dos fãs. Faltou como um todo algumas quebras entre as cenas de ação para “descansar” o público. Existem, mas são poucas.
Resumindo: o filme é ótimo! Muito bem elaborado e realmente superior ao seu antecessor (Terminator 3). Não é nem será nenhum clássico do cinema como T1 e T2, mas T4 traz uma proposta totalmente nova a série em termos técnicos que acredito que mereça ser vista. McG fez um bom trabalho e merece o voto de confiança dos amantes da história. Terminator 4 é sem dúvidas um dos ótimos lançamentos cinematográficos deste ano.
Trailer do filme em HD legendado:
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1- Você pode utilizar de muitos recursos para assistir o filme ou esperar ele sair em DVD, mas T4 é o tipo de filme que é muito melhor se assistido em um telão. Vá por mim, você não irá se arrepender.
2- Se você quiser alguns spoilers do filme leia o texto mais que completo do Denis Pacheco no blog Goma de Mascar (tem spoilers, o clique e a leitura é por sua conta e risco e não adianta me processar depois)
3- Agradecimentos ao grande mestre Inagaki.

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