Esse é um momento bem legal do ano, quando você reúne todas as tranqueiras que ouviu e resolve fazer as famigeradas listinhas que muitos amam e o resto do mundo odeia. Depois de ouvir quase 20 mil faixas este ano de acordo com meu contador da Last.fm, entre estas ouvi pelo menos uns 300 álbuns novos (não contei e nem pretendo contar, principalmente porque meu PC de casa está o pó).

Sem mais delongas, dividi a lista em duas partes: Rock e Metal, só pra não misturar as coisas. Vamos aos melhores álbuns de rock de 2009:

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1. Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

Esse é o tipo de álbum que quando você ouve logo pensa: que gostoso! Puts, é um som fantástico, cheio de emoção do início ao fim, as músicas são ótimas, não cansam e tem a cara do bom e velho grupo de roqueiros (metaleiros?) durante a década de 90. William DuVall, novo vocalista do grupo, é ótimo. Layne Staley morreu, mas o seu espírito e sua música ainda vivem no Alice in Chains. Destaque para as fantásticas “Check my Brain” e “A Looking in View”, duas super músicas de um álbum genial do início ao fim e por isso fica com a posição número 1 desta lista.

Check my Brain

A Looking in View

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2. Guilt Machine – On This Perfect Day

Mais um trabalho genial do grande compositor Arjen Lucassen (Ayreon, Ambeon, Stream of Passion, Star One, só essa frase já caracteriza todo o potencial presente em “On This Perfect Day”. É um álbum sombrio, bastante intenso, com um vocalista fantástico e com letras marcantes, além da cara do progressivo, possuindo apenas 6 músicas (4 delas com mais de 10 minutos de duração). Não sei se estou exagerando muito, mas depois de “The Human Equation” esse pode ser considerado o trabalho mais arrojado do mestre holandês, que desta vez saiu um pouco das variáveis do Ayreon e pisou em um novo solo, garantindo assim a segunda posição.

Over

Perfection?

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3. Europe – Last Look At Eden

Outra obra fantástica de um grande grupo que fez sucesso no passado. O Europe será eternamente conhecido pelo sucesso “The Final Countdown” do álbum de 1986, mas “Last Look At Eden ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira e fazer os fãs do hard rock verem que ainda podem sair músicas de sucesso deste grupo de suecos. Um dos pontos positivos deste álbum é que ele é muito completo, passando pela sinfônica e cheia de poder “Last Look at Eden”, pelo som leve da balada “New Love in Town” e cheio do puro hard rock em músicas como “U Devil U” e “Mojito Girl”.

New Love in Town

U Devil U

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4. Ace Frehley – Anomaly

Muitos já tinham até mesmo esquecido de Ace Frehley, não da história no Kiss, mas sim de sua capacidade em compor álbuns. O novo álbum do Space Ace, “Anomaly”, é algo bastante diferente que não lembra em quase nada as músicas do Kiss. Em um som cheio de variantes, Ace compôs uma obra fantástica cheia de músicas que lembram o bom e velho rock dos anos 70. Músicas como “Fox on The Run”, “Outer Space” e “Foxy & Free” tem todo um toque especial. Se você não ouviu, vale a pena conferir!

Fox on the Run

Foxy & Free

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5. Anneke van Giersbergen & Agua de Annique – In Your Room

Muitas pessoas pensaram que a talentosa vocalista Anneke van Giersbergen nunca faria sucesso fora do The Gathering, mas desde que ela entrou no Agua de Annique até agora não decepcionou nem um pouco. Primeiro foi com “Air” (2007) e neste ano que passou ela trouxe três ótimos trabalhos: o álbum acústico “Pure Air”, o álbum “In Parallel” em parceria com o vocalista Danny Cavanagh do Anathema e “In Your Room”, acima citado.
O álbum é uma bela peça do rock independente, com músicas que são totalmente a cara da meiga vocalista, como “Hey Okay”, “I Want” e “Pearly”.

Hey Okay!

Wonder

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6. Pearl Jam – Backspacer

É Pearl Jam! Preciso dizer algo? O álbum é muito bom, ao começar por esta capa cheia de desenhos. As músicas estão bastante interessantes com a boa e velha marca registrada do grupo. Como sou fã de algumas músicas do Pearl Jam e considero eles uma das melhores bandas de rock ainda atuante, “Backspacer” não poderia mesmo ficar de fora. Confira por si mesmo.

The Fixer

Just Breathe

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7. Wolfmother – Cosmic Egg

Wolfmother! Cosmic Egg! Uma arte de capa bem doida e uma música de ótima qualidade. Este eu não vou comentar, deixarei o Pedrão explicar para vocês o segundo álbum do Wolfmother.

California Queen

New Moon Rising

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8. Trans-siberian Orchestra – Night Castle

Álbuns como o “Night Castle” sempre me enchem de orgulho. Adoro sinfonias, orquestrações e óperas, se unidas ao rock ou metal conseguem ficar melhores ainda! Este álbum não é uma obra prima, muito menos está perto dos melhores álbuns do Trans-siberian Orchestra, mas algumas músicas no meio das 26 que formam este álbum duplo. Nele você encontra todas as boas e velhas características deste tipo de álbuns: músicas orquestrais fantásticas como “Night Enchanted”, o bom e velho hard rock em músicas como “Sparks”, ótimos remakes de músicas clássicas como “The Mountain” e tantas outras.

Sparks

Nutrocker

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9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Neste ano tivemos a criação de dois novos supergrupos. Enquanto considero o álbum do Chickenfoot um fracasso – não necessariamente pelo som do álbum, mas sim pelas expectativas que foram criadas em torno de um grupo que prometeu revoluções e maravilhas mas trouxe mais do mesmo – tivemos o Them Crooked Vultures, que veio com mais calma, não vendeu milagres e trouxe um som bem característico do rock. Formado por Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters) e o lendário baixista John Paul Jones (Led Zeppelin), o grupo não decepcionou e trouxe alguns bons sucessos como “New Fang” e “Dead End Friends”. Só pelos nomes citados este álbum já merece fazer parte da sua playlist, nada mais a dizer.

New Fang

Dead End Friends

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10. Kiss – Sonic Boom

Acredito que boa parte de vocês pensou que eles nunca mais lançariam alguma coisa nova e viveriam de passado – bem, muitas bandas famosas andam fazendo isto e tendo ótimo sucesso, cof cof… Rolling Stones… cof cof…
Bem, “Sonic Boom” foi lançado e se mostrou um álbum legal e com a marca registrada do Kiss. Algumas músicas como “Modern Day Delilah” são muito boas, outras infelizmente acabaram deixando a deseja, mas ele vale apena ser ouvido e experimentado.

Modern Day Delilah

Russian Roulette

***

1- Parabéns aos novos integrantes desta bagaça, espero que vocês sobrevivam a primeira semana de torturas.

2- Como sou fã do Blind Guardian, confira as verdades sobre Hansi Kürsch.

3- Em breve a outra lista.

1. Alice in Chains – Black Gives Way To Blue (EUA) (???) – 9

2. Guilt Machine – On This Perfect Day (Holanda) (Prog) – 9

3. Europe – Last Look At Eden (Suécia) (Hard) – 9

4. Ace Frehley – Anomaly (EUA) (Rock) – 9

5. Trans-siberian Orchestra – Night Castle (EUA) (Sym) – 9

6. Kiss – Sonic Boom (EUA) (Hard) – 9

7. Anneke van Giersbergen and Agua de Annique – In Your Room (Holanda) (Indie) – 9

8. Pearl Jam – Backspacer – 8

9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures – 8

10. Wolfmother – Cosmic Egg – 8

Sou fã do Queen! Para mim é uma das 10 maiores bandas de rock de todos os tempos, além de ter influenciado toda uma era com suas músicas. Não preciso dizer que a morte de Freddie Mercury foi um marco de sombras em uma história fantástica, e também não preciso adicionar que Queen com Paul Rodgers não é Queen. Não é, nem nunca será!

Faço minhas palavras as palavras do baixista Billy Sheehan do Mr. Big, que em uma entrevista sobre o retorno do grupo – sim, eles voltaram!!! – falou também sobre os convites que recebeu do Van Halen para substituir o lendário Michael Antony:

Tanto quanto eu gostaria de estar na banda, não queria também que a banda mudasse pois sou fã do Van Halen. Se Michael não está lá, não é a mesma banda, mesmo se fosse eu, entende?

É isso que penso. A formação de uma banda é sagrada, a banda nunca será mais a mesma depois de mudar algum membro, e ponto final.

Mas não vim aqui puxar o saco do Queen, eles não precisam disso e falar sobre eles é perda de tempo – aquela velha história, quem conhece sabe e quem não conhece é porque não quer mesmo saber.

Quando eu li esta notícia sobre a saída de Paul Rodgers foi uma grande felicidade. Francamente ele é um vocalista medíocre que nunca fez nada o bastante para merecer ocupar uma das maiores posições do rock de todos os tempos. Mas logo também lembrei de uma música que ouvi do novo álbum do Ayreon, a coletânea “Timeline”, que apresenta uma nova música gravada por um jovem totalmente desconhecido chamado Jasper Steverlinck, de uma banda de rock completamente desconhecida chamad Arid. Gostaria de compartilhar com vocês a música do álbum do Ayreon: (obs: se não quiser ouvir toda a introdução, a voz começa aos 5 minutos de música)

Ayreon – Epilogue: The Memory Remains

Acho que eu não preciso dizer muito, não é? A voz dele é perfeita, fantástica, monstruosa! Perfeita para pelo menos fazer com que nós lembremos um pouquinho Freddie Mercury.

Brian May, contrata ele! Não é o Freddie Mercury, nem nunca será, mas tem a voz que sem dúvidas faz a todos lembrar um pouco do grande vocalista que ele era. Deixo vocês com um pouco mais da voz de Jasper Steverlinck e da entrevista sobre a música no Ayreon.

***

1- Ando meio atarefado com um belo projeto de conclusão de curso em caminho. Já são 36 páginas sobre Café, Comunicação e História do Brasil, que deve ser entregue nesta próxima quarta-feira. Por isso os posts sobre o Dossiê irão esperar um momentinho pois merecem muito cuidado, irei falar um pouco sobre as capas do Iron Maiden em dois textos.

2- O Accept voltou, mas sem o bom e velho vocalista. Confira aqui.

3- Já conhece o Super Sincero? Clique logo então e não me encha o saco!

4- A pior profissão do mundo é desse cara aqui, massagista de modelos… que dó dele…