
Uma pequena explicação antes de continuar com as desventuras amorosas de Pedro (episódio 1 e episódio 2). Eu tinha começado a postar essa história com a intenção de terminá-la logo, mas como aqui as coisas nunca saem como planejado, não deu. Em parte por eu ter encontrado muitas dificuldades para continuar, já que esse episódio é o clímax infernal de toda história. Em parte por causa dos leitores que não agüentariam uns 4 ou 5 posts dessa história seguidos… nem eu agüentaria.
De qualquer forma, quase abandonei a idéia de escrever tudo, mas estou aqui para o que eu acredito seja o penúltimo episódio, isso se deve aos leitores que me mandaram e-mails e mensagens no blog pedindo para eu terminar a história.
Então, para vocês meus caros, o episódio 3 das desventuras amorosas de um cara legal.

Eu havia dito que aquela noite foi uma das – se não a melhor – melhores noites da vida de nosso querido (des)aventureiro. O outro dia nasceu como um dia mágico. Ele acordou como sempre sonhou em acordar um dia: coração batendo forte após o encontro com a donzela amada e se preparando para um show de rock em um dia que prometia muita alegria!
Era dia de Pop Rock Brasil em Belo Horizonte. Para um cara de 16 anos, aquilo era praticamente um Rock in Rio – bem mais pobre – da sua época. Então foi ele, junto com seu irmão, Mateus. Infelizmente a donzela não poderia acompanhá-lo, mesmo assim ele foi, com um sorriso no rosto pelas histórias que viriam e pela noite que havia passado.
No início foi tudo bem, tudo correu como esperado. Nosso herói, que só tinha pensamentos para sua garota nem pensou em se jogar nos braços de outra, o que em shows do tipo era muito fácil. Já seu irmão queria a esbórnia. Esse irmão de Pedro em particular não se dá muito bem com álcool, o que seria uma lástima para o final da noite que prometia com o show mais esperado. Pedro encontrou amigos, fez novos, quase brigou, se divertiu como nunca. Ou seja, um legítimo show de rock, como era o Pop Rock antigamente.
Mas, o universo estava conspirando… o problema é que conspirava contra nosso amigo. As coisas começaram a desandar, o irmão sumiu por horas, voltou bêbado, sem a carteira e querendo ir embora. Pedro disse que não arredaria o pé enquanto não visse o Angra. Houve briga, e feia. No dia que prometia as maiores alegrias para nosso amigo, cair na porrada literalmente com o próprio irmão não estava nos planos. Ali Pedro desconfiou que alguma coisa estava errada. Mal sabia ele o quão errada estavam as coisas.
Foram embora antes do show acabar. Pedro foi convencido a ir, pois estavam a quilômetros de casa, e ele não conhecia nada da cidade. Já o irmão morava lá há um bom tempo, não poderia ir sem ele. De qualquer forma, Pedro temia mais as besteiras que o irmão idiota poderia cometer no caminho. O ódio foi intenso quando o irmão que perdera a carteira, também descobrira que bebera quase todo o dinheiro que tinham, sobravam-lhe 11 reais para o táxi que cobraria o dobro para largá-los em casa. Foram uma boa parte do caminho a pé, o irmão falando sobre qualquer coisa e Pedro, para não descer-lhe o cacete, apenas pensava na sua garota.
Pedro dormiu com um misto de sentimentos, raiva do irmão que lhe privara de The Number of The Beast tocada pelo Angra, e a felicidade inerente àquele fim de semana. Domingo era Dia dos Pais, seus pais estavam indo para BH para almoçarem em família, junto com seus Tios. Pensando no pouco tempo que teria para se despedir de Bárbara (Pedro iria embora no mesmo domingo para Monlevade) ele resolveu que mandaria uma mensagem logo cedo combinando alguma coisa. Dormiu feliz e tranqüilo no fim das contas, teria logo um novo encontro com a garota dos seus sonhos.
Pedro acordou e mandou a mensagem. Não obteve resposta. “Tudo bem, dia dos pais, mais tarde ela responde” pensou ele. Encontrou os pais, deu um abraço forte no homem que mais admira no mundo, o seu pai. Foi um ótimo dia. Almoçaram com os primos e tios, mas enquanto o dia ia acabando – o Atlético ia perdendo – Pedro começou a se preocupar com a não resposta de Bárbara. Voltaram então para casa dos irmãos e enquanto Pedro arrumava suas coisas para voltar a sua vida normal, mandou outra mensagem, dizendo que iria embora e queria se despedir dela.
Eis que ele recebe uma mensagem dizendo mais ou menos assim: “Estou na casa de uma amiga, não vou poder te encontrar”. Foi o primeiro soco no estômago do dia. Na mesma hora ele soube que algo estava muitíssimo errado. Primeiro: difícil ela estar na casa de uma amiga em pleno domingo dia dos pais. Segundo: a frieza da mensagem.
Foram embora. No caminho Pedro amargurado e angustiado disse que estava “daquele jeito” por causa das peripécias do irmão na noite passada. Mas o humor dele nada tinha a ver com isso. Chegando em Monlevade, a primeira coisa a se fazer foi jogar as malas para um lado e correr para o computador e para o mIRC. Ao conectar, logo achou o que procurava. O nick dela. Abriu a janela, mas por algum motivo não conseguiu escrever nada. O momento de hesitação foi o tempo para que ela dissesse, “Pedro, a gente não tá namorando.”
O que diabos significava aquilo, ele não fez idéia, apenas disse:
- Uai, claro que não. Pq?
- Pq eu sou mto nova para namorar.
- Mas ninguém falou em namoro. Não to entendendo.
- Olha, eu pensei muito ontem e hoje e acho que devíamos continuar só amigos.
Segundo soco no estômago, esse mais forte. Nesse momento, ele só sentiu raiva, por não entender o que havia acontecido para tão repentina mudança, o que haveria acontecido para do cara fantástico que havia levado ela em casa para o idiota “amigo”. Os outros sentimentos viriam depois.
Ele apenas se limitou a dizer.
- Tudo bem então.
Dali em diante não conversaram por muito tempo. Não havia a menor possibilidade de ter amizade ali. Por ambas partes. Uma por seus motivos até hoje não revelados, outra por não entender como alguém poderia ser tão má, por brincar com ele dessa maneira. Ele se sentiu muito mal, se sentiu um mero qualquer, um cachorrinho que quando o dono está de bom humor chama para brincar e quando não está nem aí bate a porta na cara.
Posso resumir aqueles meses em duas palavras: Foi foda. É clichê, aliás, a história toda é um grande clichê adolescente, apesar de eles mesmos acharem que aquilo só acontece com eles. De qualquer forma, Pedro não havia perdido somente a garota que ele de certo amava, mas havia perdido uma amiga, uma companheira, uma parceira. Havia perdido tardes de sábado e domingo conversando e rindo sobre qualquer coisa conversando com a pessoa que ele mais adorava conversar. Mesmo assim, não havia raiva. Havia mágoa. E havia aquele sentimento estranho que Pedro, apesar de tentar – e muito – explicar, não conseguia. Um sentimento de não saber o que havia feito de errado. Pois era certo que de alguma forma ele havia feito merda durante o processo.
Como todo adolescente ele tinha a certeza de que nunca acharia uma garota como aquela, como todo adolescente ele tinha a certeza de que nunca iria superar aquilo. Mas como todo adolescente, depois de um tempo já havia desencanado e estava tocando a bola pra frente. Feliz e despreocupado.
Mas como isso aqui é uma Desventura, e como não podia deixar de ser, essa história tem um “até que…”. Então.
Até que um dia, enquanto Pedro – esquecido como é – fora tomar banho e esquecera a toalha. Já nu, foi até o varal, se enrolou na toalha e foi em direção ao banho precedente do sono tranqüilo até às 7. Assim que ele passou pelo telefone que ficava numa mesinha da sala (incrível como eles insistem em ficar ali, não é?), o danado tocou. Pedro, que odiava – ainda odeia – telefones (principalmente aqueles em que você não quer atender) resolveu atender. Dez da noite, não poderia ser para ele, e muito menos demorado. No certo alguma Tia querendo pegar sua mãe ainda acordada para bater um papinho rápido.
Não era uma tia, não era para sua mãe. Era a última pessoa que Pedro esperava. E o que ele menos esperava era a frase que o fez sentar na cadeira:
- Alôôô
- Alô Pedro, sabe quem tá falando?
Sim ele sabia. Sabia tanto que sua reação foi dizer com a voz mais impassível do mundo, não imaginando nem de longe o que viria a seguir.
- Sei.
-Tava com saudade de você.
***
Pelo ponto em que estamos, esse foi realmente o penúltimo episódio. O quarto e derradeiro não tem data para sair, mas se esse saiu, ele não vai demorar.
Sobre esse episódio, apenas gostaria de levantar alguns pontos. Talvez você que lê esse blog, ou gosta e quer ver o fim dessa história pode nesse momento ter raiva ou querer de alguma forma apontar Bárbara como isso ou aquilo. Só lembre que eu tinha 16 anos e ela 15. E essa é apenas mais uma desventura amorosa adolescente.
De nenhuma forma, meu objetivo de escrever essa história é colocar ninguém como vilão ou mocinho, muito menos querer resolver uma história postando no blog e abrindo uma coisa tão pessoal. Bárbara é uma das leitoras do blog, ela não só sabe que estou contando a história como me incentivou a terminá-la.
É como eu disse antes, é uma boa história. E contar história é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida.

Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. Se eu te pedisse um beijo qual seria a resposta? Isso é puramente hipotético né? A resposta seria depende? Nunca se pede um beijo. Então eu a puxei pra perto e a beijei e depois sorvi o conteúdo do copo e a beijei de novo e sorvi o conteúdo dos lábios dela. Não necessariamente nesta ordem. Noite ébria aquela. E depois sentamos em uma escada qualquer e eu a olhava com aquela cara de me convida pra entrar e ela me olhava com aquela cara de quem convida pra entrar na primeira noite é puta ou pelo menos parece puta e eu não quero parecer puta. Eu a abraçava tão forte que parecia querer juntar os dois corpos num só enquanto apalpava toda extensão do corpo dela numa enorme pressa de conhecer toda aquela pele branca. Ela entrou e eu fui embora com aquela cara de amigos de verdade não se beijam na boca ou pelo menos não deveriam. Acenei com a mão. No outro dia eu acordei e acenei com a mão em direção ao despertardor. O já famoso gosto de cabo de guarda-chuva na boca e uma vontade icontrolável de prosseguir com aquela amizade. Hoje às nove? Hoje às nove. Falei pro porteiro vou no apartamento tal. Chama a fulana e fala que o Fulano tá aqui. Subi. Sofá e uns negões dançando e tremendo na emitivi. Mais beijos mais pele branca e mais abraços fortes e peraí que eu tenho um segredo. É bom ou ruim? Depende do seu ponto de vista. Dependia. Ou era lésbica ou tinha um namorado. Tinha um namorado. Era ruim, quer dizer, mais ou menos ele mora aqui? Mora longe. Então era bom, quer dizer, me beija. Se sente culpada? Não, quer dizer, me sinto culpada por não sentir culpa nenhuma. Pensei no pierrot e no harlequim e na colombina quando uma só ama dois e dois só amam uma. Mas eu não amava ninguém ainda naquele tempo e não falei porra nenhuma sobre pierrot nem sobre harlequim nem sobre colombina. Então foi uma sucessão de convites primeiro para o apartamento depois para a varanda e depois para o sofá numa sucessão infinita de ofertas e convites até ser convidado para entrar entre as pernas dela e dizer deslumbrado nossa, como sua pele é branca. Branca como? Como baunilha. Queta, baunilha é horrível e eu pensei em discorrer durante toda a noite sobre a imensidão de brancura da pele dela feito folha branca nova ou leite ou nuvens ou cocaína ou heroína que de tão branca parecia artificial mas não falei porra nenhuma. Baunilha foi uma analogia infeliz mesmo. E depois de noites e mais noite após noite mais noites e manhãs sucessivamente numa lua de mel sem fim porque tudo era novo e cada toque e cada olhar era novo como ouvir uma música pela primeira vez enchemos a cara de álcool e intimidade mais luas-de-mel mais eu estou apaixonado. Pô! Você disse o que eu estava querendo dizer há duas semanas mas não tinha coragem porque não tinha garantias da sua resposta. Pô! Porque não disse logo então diz agora. Não digo diz não digo diz não digo diz. Tô apaixonada. Aquilo soou extremamente maligno e sensual e eu gostei. Quem diria eu, um destruidor de relacionamentos. Mais beijos. Descobri a parte do seu corpo que mais gosto e coloquei a mão no peito dela. Você gosta mais do meu peito? Não, do seu coração. Não sei onde você arruma essas frases tão ridículas mas ao mesmo tempo tão fofas. Respondi que que achava as frases em filmes de quinta categoria, que só passavam de madrugada. Nosso filme só passaria de madrugada. Mas isso eu não disse. Noutro dia ela não tinha mais namorado e eu tinha um relacionamento aberto. A vida é assim meu bem, sexo é liberdade e amor é culpa. Uma culpa gostosa e safada e uma grande responsabilidade também. Estar com alguém apaixonado é estar responsável pelo sofrimento potencial de outra pessoa. E a cada dia mais ossos e carne coberta de brancura infinita e a cada olhar um abismo cheio de cumplicidade. Eu adoro seu cheiro. E eu lá tenho cheiro? Tem, claro que tem. Você tem cheiro de você. No colo dela eu reclamo o dia inteiro de coisas banais como merda, tenho que aprender francês ou merda, tenho que terminar de escrever uma coisa que comecei a escrever ontem. E agora vou vivendo cada dia como se fosse o último e ficamos sem vergonha de sentir, de tocar, cheirar. Resolvemos que não somos normais e que não temos que ser e que somos especiais porque somos nós. Porque nos encontramos.
Falhei na descrição da brancura da pele dela mas o Rubem Fonseca fala por mim. “A cor da pele [...] tem a brancura do lírio das heroínas dos romances antigos, um lírio branco, profundo, camadas de branco superpostas, um abismo de alvura sem fundo. Como o branco do meu sonho, um sonho em que não há pessoas nem tramas, nem objetos, só a cor branca e a cor preta, no sonho tudo começa em trevas profundas e nada se vê na escuridão. Subitamente tudo fica claro, mas também nada se vê na luz cegante“.
***
1 – Pedido especial do Neto. Continuo com minhas crônicas experimentais ou elas estão chatas? Gostou? Diz aí.
2 -Descobri uma banda que eu gosto e que você provavelmente não vai gostar.
3 – Todo dia eu descubro uma música nova legal do Chico Buarque.

Há alguns anos eu venho realizando uma pesquisa em parceria com o Instituto Myhro de Pesquisas sobre relacionamentos amorosos interpessoais entre seres humanos. Elfos, orcs e anões não estão incluídos, portanto, se encontrar um, não aplique essas leis à eles (animais também não estão incluídos seus zóofilos safadenhos [sua mão também não]).
As Leis do Amor são irrevogáveis e universais e podem se mostrar muito cruéis para os mais sensíveis. Entendendo como funciona o mecanismo do amor e do interesse interpessoal você pode se tornar a parte dominante (o alpha) da relação. Qualquer relação (menos com a sua mão, como já disse) se aplica. Durante a fase inicial da pesquisa chegamos a primeira lei do amor:
1. Lei da Oferta e da Procura: todo ser humano está sempre em busca do ser mais inalcançável possível. Um dos lados tem um nível de inalcançabilidade sempre maior que o outro. Seres humanos sempre tem uma tendência a querer conquistar o outro ser humano mais inalcançável próximo.
A primeira lei é simples. Ela simplesmente assume que os seres humanos sempre estão atrás de conquistas. Quanto mais inalcançável uma pessoa é, mais ela se torna interessante aos olhos dos potenciais parceiros sexuais/amorosos. Se você for um mega star bonitão pegador galã comedor de hollywood, parabéns, você está no nível máximo de inalcançabilidade (termo cunhado por mim). O problema é que se um lado é mais inalcançável que o outro, o outro lado automaticamente corre mais atrás, e se fica correndo mais atrás do, se torna automaticamente menos interessante para o outro lado. O lado mais fácil sempre sofre mais. Vejamos um pequeno gráfico:

O gráfico é simples e mostra muito bem como funciona a lei da oferta e da procura. O ponto ideal demonstrado no gráfico é o ponto onde os dois lados se querem 50% . Óbvio, é a utopia e você seria idealista em acreditar na existência disso. Mas é claro, você pode chegar perto dele. Nunca seja o lado que procura mais. Queira 45% e deixe o outro lado querendo 55%. Quanto mais blasé você conseguir ser, mais inalcançável você será e automaticamente terá mais gente correndo atrás de você. Assim você se defende de ter que correr atrás dos outros e acabar sofrendo por isso. Eu sei, é cruel, mas a vida é assim.
Eu pessoalmente recomendo tentar manter um nível de inalcançabilidade próximo ao do parceiro (caso você queira uma coisa duradoura) para que ele não canse de correr atrás de você e vá correr atrás de outro. Ou seja, se quiser continuar o relaciomento, não seja inalcançável demais. Resumindo a lei? Quanto menos você procurar mais a outra pessoa te procura. O legal é que funciona, quer ver? Pense: a pessoa que menos te quer é a que mais você deseja.
A segunda lei do amor dispõe sobre os elementos necessários para se criar um amor ou interesse mútuo.
2. Lei da Fórmula do Amor: se existe vontade mútua de se encontrar várias vezes, atividade sexual satisfatória e intelectualidade/papo legal nos dois parceiros, ali estarás o amor verdadeiro.
Outra lei simples que funciona como uma poção química. Pegue os ingredientes necessários e terá a fórmula do amor (não, ele não é eterno, infelizmente). Sabendo administrar e não deixando tudo virar uma rotina, você será um experiente criador de amores (tanto em você mesmo como nos outros). Deixe faltar qualquer um destes ingredientes e a relação muda completamente para outro tipo. O gráfico de conjuntos abaixo representa bem isso:

Explicando para leigos, como você querido leitor. Se as duas partes têm um papo interessante e e se encontram muitas vezes, teremos uma amizade. Se você se encontra muitas vezes só para trepar, transar, fazer sexo (ou como queira chamar) temos uma nítida relação de putaria, sacanagem, etc. Se os dois fazem sexo e possuem um papo legal temos uma relação de PA ou BA ou, como se fala nos Estados Unidos no Institudo de Pesquisa do Massachusetts, o MIT (onde eu estudei dez anos e concluí minha tese de doutorado), um Fuck Buddy. Um relacionamento aberto (<mensagem secreta> essa do relacionamento aberto é pra você pessoa. Um beijo do Neto. </mensagem secreta>). Se o interesse em se encontrar é mútuo e grande nos dois, o papo é legal e interessante para os dois e o sexo é satisfatório, parabéns (ou não)! Você está apaixonado (e a outra pessoa também).
Estudando a fundo as leis do amor você corre o mínimo risco de sofrer. Além disso você poderá adminstrar seus relacionamentos de maneira que você sempre possa criar a situação de relacionamento desejada. Aprenda a ter conversas interessantes (leia bastante), aprenda a regular o número de encontros e, porra! amigo, aprenda fazer sexo de maneira satisfatória (eu mesmo sou péssimo em todos os aspectos, só sei na teoria mesmo).
Ou seja querido leitor! Deixe de ser um banana! Seja o senhor(a) do seu destino. Uma pessoa total e absolutamente racional. Esqueça seus sentimentos e seus desejos. Seja uma rocha fria e dura que só tem vontade de estar com alguém quando e na hora que quiser. Tenha o mundo do amor às suas mãos. Chega de sofrimentos não-calculáveis e derrotas amorosas. Calcule todos os seus passos dentro de um relacionamento e pense em cada ato que fizer e o que ele te dará em troca. Controle seus impulsos. No começo você irá apanhar mas depois de aplicar e ser aplicado nas leis do amor você se tornará um mestre, assim como eu, que passei anos pesquisando o assunto e tenho agora o título de doutor.
E sim. Ninfetinhas lésbicas japonesas com tetinhas rosadas se beijando também amam (<<< VEM NE MIM GOOGLE. CACHING!).
Nota do autor: o texto é humorístico e mais ou menos irreal para o autor, que quando gosta de alguém, se entrega completamente e inteiramente, quase sempre sem medir as consequências nem se preocupando com qualquer sorte de sofrimento vindouro. Resumindo: quebro a cara sempre. Só me fodo nessa merda. Coração burro da porra. Doutor de araque.
CONVITE AO LEITOR: comente se você já conhecia as leis do amor e se já utilizou elas a seu favor. Aguardo sua opinião pra gente levantar um debate legal e relevante aqui no Crepúsculo.
***
1 – Pergunta pra pessoa da mensagem secreta inserida no texto: você aplica a lei da oferta e da procura em mim? Eu já respondo por mim: não. E você?
2 – Bye bye Birdie! Lindo. France Gall, linda. Pirkko Mannola, maravilhosa.
3 – Think different.
4 – Leitores, voltei a compor. Em breve posto as músicas aqui no blog mais o link do meu myspace. Espero que gostem (e dêem opinião, né?). =)
5 – Já está sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha em São Paulo? Não????? Que absurdo. Palestras de profissionais renomados do mercado publicitário por um preço de congresso de fundo de quintal. Se você é publicitário e gosta de criação, confira as informações no site do evento (é, tem um site).

Como eu terminei dizendo na Parte 1 o que parecia ser uma noite cheia de acontecimentos ainda estava longe de acabar.
Pois bem, a festa já havia acabado, a música havia cessado e ainda restavam algus gladiadores na arena. Pelo menos é o que eles pensavam. Na verdade, todo mundo já tinha ido embora. Todo mundo com um veículo motorizado pelo menos, quando foram perceber, dos convidados – tirando a familia da aniversariante – restaram apenas Pedro, Hudson, Wadson e Juliender. E olha que eles nem eram uma turma, a “galera” dos nossos antigos personagem já estavam na mão do palhaço há muito tempo, em suas casas. Á, antes que eu me esqueça, haviam dois seguranças também.
Os quatro – completamente bêbados – se despediram da familia, e se viram em uma situação um “pouquinho” complicada. Eram umas 5 da manhã, estavam em um sítio no meio da BR-381 – perto do Pesque & Pague do Two – próximos à João Monlevade, sem nenhum transporte e nenhuma esperança de conseguir chegar em casa. Um senhor que aparentemente trabalhava no sítio disse que passava um ôns da Gontijo 6 horas. Fomos os quatro então para a entrada do sítio e ficamos lá conversando. Não tenho certeza, mas acho que um deles acabou dizendo
- Bom, pelo menos não tem jeito de ficar pior né?
Tinha. Começou a chover.
Acolhidos embaixo de umas árvores que não protegiam nada da chuva eles percebem a chegada de dois sujeitos vestidos de preto. Seguranças da festa. Apesar da situação, eles até acharam engraçado, os seguranças vinham usando um banner imenso da Skol como guarda-chuva. O melhor de tudo era que cabiam todos eles lá embaixo, lado a lado. Firmes e fortes. Eis que no meio de tudo, passa a familia da aniversariante no carro da familia, buzinando e se despedindo da gente. O que não devem ter pensado daqueles pobres coitados embaixo do banner da Skol. Seria engraçado se não fosse trágico.
Estavam todos lá, sem nenhuma certeza sobre nada que iria acontecer. Para Pedro, a única coisa que ao mesmo tempo o consumia, o confortava. Não teria que sentir a situação adversa acontecendo, ele tinha alguma noção de que estava no meio do nada, bêbado – talvez até por isso não sentia tanta coisa – e sem nenhuma certeza de como (e se) iria voltar pra casa. Ele tinha outras preocupações adolescentes para ocupar a cabeça. O que o tirou do tormento alguns segundos foi uma caminhonete (neste momento todo o sítio já estava apagado) e um senhor falando:
- O ôns vai parar aqui não. Sobe aí que eu levo ocês no ponto.
Subiram todos na caminhote, inclusive o banner.
O tempo foi passando, o dia foi nascendo e o que todos temiam foi acontecendo. A “onda” tava passando. O frio, para alguns, era muito maior do que para outros. Logo viriam o sono, o cansaço, a ressaca e com ela a melhor amiga do bêbado, a dor de cabeça. A fria manhã daquele domingo chegou com tudo, ela não estava nem aí para aqueles quatro, mais dois seguranças e um banner que ainda estavam no sábado. Com ela, veio o tão esperando ônibus. Entramos rezando para que a rala quantia em seus bolsos fossem suficientes e para que tudo acabasse logo, o que é claro, não aconteceu.
Quando chegaram em Monlevade, logo ao descer do Gontijão, avistaram um ônibus azul arrancando do ponto e indo embora. A pouca esperança que eles tinham de pegar o ônibus para irem para o centro da cidade se esvaiu rapidamente. Do bando, apenas os quatro iniciais restaram – não se sabe o que foi feito dos seguranças e do banner – desses, dois estavam com um celular. Dois dois, um estava funcionando, mas sem crédito. Wadson tinha o celular que funcionava mas o pai dele não atendia. O jeito, era andar – e andar para caralho.
No meio de tudo, acabou sendo divertido. Estavam aqueles quatro idiotas vestidos na fina estampa, andando por uma parte pobre da cidade às 7 da manhã, molhados, gritando, rindo e reclamando. Dessa parte, a única coisa que vale a pena contar é da esperança que os pobres coitados tinham em passar em frente ao velório e ver lá um morto. Velório queria dizer comida – um pãozinho com salame e um café estariam de bom tamanho – e (com sorte) uma carona.
Não tinha morto, mas tivemos a sorte. Wadson conseguiu falar com o pai dele. Ele viria resgatar os soldados. Tá certo que depois daquilo tudo o sentimento foi quase que “porra, nem precisa”. Precisava. Depois de uma jornada incrível, Pedro chegou em casa nada são e muito menos salvo. A sanidade anteriormente lhe roubada pelo álcool fora devolvida, a lhe roubada pela baixinha sorridente não.
Até chegar ao acontecimento a seguir, várias coisas aconteceram envolvendo os acontecimentos na festa. Os mais importantes foram a conversa que Pedro teve com Hudson, sobre as intenções dele com a moça. Basicamente, para ele havia sido coisa de uma noite apenas, o que Pedro mal pode acreditar mas tudo bem, conversaram e ficou decidido que nosso herói tinha sinal verde para avançar. Homens leais aos amigos tratam a coisa dessa forma. Acontece que nem todos os homens tem os mesmos valores, ou acreditam nas mesmas coisas. Um “amigo” dos dois também ficou interessado na moça – ao que parece, junto com a torcida do flamengo – e ele simplesmente pouco se lixou para qualquer coisa. Ao mesmo tempo em que Pedro se abria para Bárbara o outro já estava em cima. O problema é que Pedro havia entrado na Zona do Amigo, pior invenção dos tempos modernos em que homens se deram a amigos de mulheres, o que você bem sabe impediu completamente as ações de nosso amigo e cortou pela raiz suas esperanças de amor infinito.
O que era difícil, se tornou praticamente impossível. Numa dessas cavalgadas da vida, o outro “amigo” – vulgo bestfriend – também se valeu dos lábios da moça. Ou seja, era mais um no caminho. Um soldado inimigo cai, logo aparece outro. É uma máxima da batalha de campo, não há o que fazer se não lutar ou levantar bandeira branca. E foi o que Pedro fez. O problema, é que o gostar e querer uma pessoa, no caso desta história quer aquela garota era muito mais do que ficar de mãos dadas na praça e pagar de namorado para todo mundo. A questão é que para Pedro, Bárbara era de fato uma pessoa da qual não poderia se afastar. A conversa entre os dois fluia como água em pedra. Não havia aquela história de conversar coisas visando o objetivo de pegar a garota. O objetivo era conversar – mesmo que por internet – passar um tempo com a pessoa que mais o fazia sentir bem. E subitamente abandonar isso foi extramamente difícil e complicado. Eram acima de tudo grandes amigos, se adoravam.
Abaixo seguem os devaneios de Pedro – e meus também – sobre a tal Zona do Amigo.
Mas quando a amizade chega a um certo nível, é inevitável um dos dois ou os dois quererem estar ao lado um do outro ainda mais. E é aí que o amor de amigo, vira amor de homem e mulher, é aí que uma coisa vira outra coisa. E é aí que nem eu nem o Pedro entende o que diabos “Mas somos amigos…” quer dizer. Na verdade eu, ele e você sabemos. Significa “Não rola por motivo x”, o problema é o que o motivo x nunca é dito, e às vezes as mulheres colhem o que plantam justamente por não nos dizer com todas as letras o que querem realmente dizer.
Pense bem em como isso é idiota. Se “somos amigos” realmente fosse o motivo, a garota estaria dizendo para você o seguinte:
- Olha só, não rola. É porque tipo, eu te conheço pra caramba sabe? Você é meu amigo, amo você… você me diverte, você me faz rir, você sabe o que eu gosto e o que eu não gosto. Você me protege, gosta das mesmas coisas que eu, nunca vamos enjoar um do outro. Você conhece meus pais, irmãos… vem aqui em casa sempre. Você me dá bons conselhos, só quer o melhor pra mim. Me dá atenção, gosta de mim pelo que eu sou de verdade, e não pelo que eu aparento ser. Sabe… então, por isso… não vai rolar.
A sua cara de incredulidade em pensar como isso seria um motivo para NÃO ficar com alguma pessoa é a mesma que a minha.
Fim do devaneio.
É óbvio que “somos amigos” quer dizer outra coisa, tudo bem… não vem ao caso agora. Agora eu como narrador tenho que continuar a história.
A bandeira branca foi levantada, as tropas aliadas se retiraram do campo de batalha, mas nem todas as tropas, é claro. Havia um ou dois agentes disfarçados em campo. O tempo foi passando até que um certo dia – pouco mais de um ano depois se eu não me engano – Pedro e Bárbara conversavam no mIRC, e por tabela ambos conversavam com Caio (que entra na história agora mas acaba tento um papel importante no restante dela), eis que sem que Pedro esperasse, Bárbara lhe disse que o queria da mesma forma que ela a queria. Com todas as palavras.
Como narrador peço desculpas a você leitor e ao Pedro por não conseguir traduzir aqui o sentimento daquele dia. Você pode imaginar. Eu, de vez em quando, lembro como ele se sentiu. Tenho certeza que ele se sentiu a pessoa mais feliz do mundo.
Mas… (sempre tem um “mas”)
Nem tudo são flores.
***
Você saberá mais no próximo capítulo.
Espero que vocês estejam entendendo um pouco mais agora, e que fique bem claro, eu só quero contar a história. Porque acho que ela vale a pena ser contada, e porque acho que vai me ajudar a encontrar algumas respostas. Além de me forçar a escrever de uma forma da qual eu já estava esquecendo.
Várias pessoas que fazem parte desta história leram e gostaram, inclusive os personagens principais. Além disso, essa história entra para a sessão de como entender os homens, que nada mais é que teorias acerca dos relacionamentos entre homens e mulheres.
E sim, eu sei que estou devendo muitos posts… mas quero acabar essa história antes.
Acredito que mais um ou dois capítulos no máximo e terei contado a história até onde ela parou.
Um abraço.

Era alguma coisa de Março do saudoso ano de 2003 – o Brasil ainda tinha a melhor seleção do mundo, Michael Jackson ainda não havia morrido e os emos não existiam – quando o nosso cara legal entra em cena. Não em cena propriamente dita, ele vem caminhando grotescamente para a última carteira da segunda fila na aula de qualquer coisa no segundo ano do colegial. Eram 7 e pouca da manhã, você não queria que ele se lembrasse de tantos detalhes assim, ou queria?
Tenho que dizer que essa época foi o auge do ódio do nosso padawan contra a madrugada – nessa época uma boa manhã começava lá pelas 11. Após o ritual de parar a aula – ele sempre chegava atrasado – jogar a mochila num canto e desabar na carteira, o professor retomar sua (provável) chatice sem método do terrível sistema educacional brasileiro, um amigo lhe chama a atenção. Estava ele também com os olhos inchados de sono, mas lia uma carta (sim, ainda existiam cartas nessa época) com um sorriso bobo na cara.
- Ou.. Hudim, que porra é essa?
- …
- Ou..psss!
- Quê?
- Porraéssa?
- Uma carta de Lorinha Jones
- Han!?
- Lorinha… do canal… – Talvez você não saiba, mas na época de adolescente desses caras em Monlevade só conhecíamos outra pessoa pelo nick que ela usava no canal de Monlevade no eterno mIRC.
- Não conheço…
- Entra no Chefia, cê precisa prestar mais atenção Pedrão.
- E quem é essa retardada?
- Aahahahaha, Pedrão, pelamordedeus bicho, cê tem que parar com esse mal humor, cê é grosso demais, ahahahahha.
- Putaquelpariu Hudim, fala logo.
- Lorinha Jones sô. Maria de Lourdes – Ah, a “retardada” ganhou um nome – lá de Piracicaba – e um lugar! -, amigassa minha. Vai fazer 15 anos mês que vem. – após ele dizer isso deu aquele olhar que sinceramente dizia “Eu se fosse você, escreveria uma página para colocar no final da minha carta de resposta, ficava amigo dela e ganhava o convite pra festa.”
E foi exatamente o que ele fez. E fez bem, afinal escrever é uma das poucas coisas que nosso cara sabe fazer, e uma das únicas que ele faz bem. Logo aconteceu de Pedro e Lorinha Jones ficarem amigos. Bons amigos até. Agora me ocorre (desculpe a memória fraca do autor) que ele até ficou com uma garota que era amiga de Maria (melhor que o nick não é?) uma tal de Drielle, que (vocês não irão ficar surpresos) se apaixonou pelas palavras – no inicio pelo menos – de Pedro, mas depois de um tempo enjoou. Talvez pelo fato dele querer apressar um pouco as coisas. Foi quando ele aprendeu que “Eu te amo” só é bonitinho em Hollywood.
Vale contar que por causa de uma conversa no “canal” ela largou o namorado (foi mal Thiago… se bem que eu acho que eu te fiz um baita favor) para ficar com o tal Pedro. O mais incrível ainda foi nosso Maximus encontrar a mesma Drielle nos corredores da faculdade. O que fez ele (não pela primeira – e se Deus quiser –, não pela última vez) se arrepender de falar bonito por uns amassos e depois se “apaixonar” pelos lábios e curvas da primeira que aparecesse.
Ele tinha 15 anos, que culpa ele poderia ter?
Continuando. Pedro e Maria ficaram amigos, ela ficou amiga dos amigos de Pedro e Hudson (acabou namorando por um bom tempo com o Roia) e claro, convidou todo mundo para sua festa de 15 anos. Você ainda se lembra do que significa uma festa de 15 anos para uma turma de 16? Significa comida e, principalmente, bebida de graça. Aniversários de 15 anos querem dizer mais duas coisas para um jovem mancebo, garotas em vestidos minúsculos (ah, as meninas de 15 anos) e roupa social.
Nosso personagem, apesar de detestar esse tipo de roupa – talvez pelo fato de ser gordo e ser gordo e comprar roupas é uma merda – ele até que ficou… digamos, bem apresentável. Todo de preto, é claro, como convêm a um bom rockeiro e um bom gordo, a gravata do Mickey (estava na moda) deu um toque especial. Ele já até usava a sua marca registrada, o alargador – na época era só um, na orelha esquerda -, tenho que dizer que uma garota poderia facilmente ficar com ele naquela noite. Ele sinceramente esperava isso, esperava ainda que fosse a tal Drielle.
Pedro só havia esquecido uma coisa naquela noite inesquecível (ninguém deixa que o dia em que conheceu seu primeiro – e até hoje o grande – amor da sua vida e anda uns 8 quilômetros na chuva às 6 da manhã, cair no esquecimento). Ele havia esquecido o fato de que a tal amiga-irmã de Belo Horizonte estaria na festa e todos iriam finalmente conhecê-la. A garota havia surgido em uma das cartas que ele e Hudson continuavam trocando com Maria, que não parava de falar em Bárbara, a amiga-irmã-superfofa-linda-simplesmente-de-mais que ela tinha e que estaria na festa.
Hudson já estava de olho, já até conversava com ela no ICQ – lembra disso? – Pedro até chegou a trocar algumas palavras, mas havia se esquecido completamente do fato, só pensava noutra moça. Eis que entre vários copos de cerveja e vinho, uma mão no ombro e um “Pedrão, olha só quem tá aqui!” mudou a vida de nosso Bilbo Bolseiro. Aquela coisinha morena, radiante, com olhos imensos brilhando simplesmente nocauteou nosso amigo. O mundo todo simplesmente ficou cinza. Só ela tinha cor, só dela saíam sons. O resto era uma nuvem difusa preta e branca. Era como Frodo colocando o Anel. As tais borboletas no estômago eram dignas de um documentário no Discovery Channel, e o sinos facilmente poderiam entrar naquelas músicas de 20 minutos do Pink Floyd. Em 5 minutos de conversa, ambos já tinham certeza de que se conheceram lá no berçário. Ele se esqueceu de fumar, de beber, esqueceu o nome, onde estava. Esqueceu tudo. Aquilo era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido. E aquele era definitivamente os seios mais estonteantes que ele já vira em um decote. Aquele momento foi atemporal – quero acreditar que tenha sido assim para os dois –, e ele ainda está acontecendo, em algum lugar perdido no tempo e espaço das pessoas mais felizes do mundo.
O que eu odeio no Mundo Real é que sem nenhum remorso ou sutileza ele volta como um balde (Caro Microsoft Word, eu NÃO quero dizer “uma balde”, grato) de água fria. A conversa teve que parar um pouco e a vida tinha que continuar, e como eu disse lá em cima, Hudson já estava de olho. Você talvez não saiba também, mas existem homens que são Paladinos honrados. Eu não poderia então, pelo código de honra, estar a frente do meu amigo e atirar a flecha na presa dele. Isso matava de verdade o nosso amigo Pedro.
Sabe o que é pior de tudo? Essa maldita condição de ser um cara legal. Essa condição fez com que Pedro negasse veementemente (veja bem) a oferta do amigo para ficar ele com ela, ao invés dele mesmo. Homens podem ser bem desprezíveis minha cara. Eu até hoje chamo Pedro de burro por isso. Ele fica bem puto comigo, mas ele sabe que é verdade.
O final dessa história é fácil de descobrir, Hudson ficou com ela, e a noite acabou sendo na fossa. Ouso dizer que foi literalmente na fossa. O aniversário terminou como toda fossa em festa deve ser. Olhares gulosos e invejosos para o cara que ficou com a mocinha, olhos marejados com as musicas melancólicas de final de festa e obviamente a embriaguez, mãe de todos atolados na maldita fossa.
(Continua nos próximos capítulos)
***
O que parecia ser o suficiente para uma noite, era só o começo. Mas isto meus caros, vocês só saberão quando lerem o próximo capítulo das desventuras amorosas de Pedro, que se você estupidamente não percebeu, sou eu mesmo.
Desde quando isso (e o resto) me aconteceu queria escrever a história. Mas só depois de 6 anos resolvi numa madrugada whatever de sábado escrevê-la. E não me perguntem, eu não sei por que eu fiz isso na terceira pessoa. Talvez por querer ser a consciência daquele Pedro de 16 anos e fazê-lo exorcizar um pouco dos seus demônios. E já que é pra esculhambar com o coitado, decidi publicar isso no blog.
Essa seção, ou este conto autobiográfico, ficará em cartaz por mais ou menos duas semanas. Acredito que seja o tempo que eu vou levar para escrever mais duas vezes para contar a história inteira. Se eu achar que, por algum acaso, o exorcismo funcionou – de algum modo – escreverei pelo menos outra grande desventura amorosa.
E se você quer saber, ela ainda é bárbara.

Um dia nos tornamos adultos – quem sabe responsáveis – e nossa preocupação deixa de ser o que pedir de natal para os nossos pais, os mesmos que sempre nos alertaram para não implorar tanto para crescer. Ah se soubessemos que felicidade de mandar no nosso próprio nariz vinha junto com tantas perguntas, tantos problemas, tanta dor de cabeça, tantas incertezas…
Incertezas essas que são a causa de perguntas, problemas e dor de cabeça. Se com cinco anos a dúvida cruel entre brincar ou ver televisão já nos maltratava, imagina quando mexe com sentimentos difíceis de explicar.
É complicado definir o amor, o carinho, o desejo, a carência…é difícil quando você não tem, pior ainda quando tem.
Como explicar o que sentimos se não sabemos ao menos do que se trata? Você acha que é paixão e no fundo é tesão. Você acha que não se apegou, mas não pára de pensar na pessoa. Você acha que está bem sozinho, mas deseja todas as noites ter alguém para dar um beijo de boa noite.
Quando nós somos crianças parece tão simples amar, gostar. Um beijo é inocente, um eu te amo não traz compromisso; e quando você cresce tem medo que um simples flerte se torne um romance.
Buscamos e fugimos de compromissos o tempo todo. Nunca está bom. Se estamos com alguém, nos sentimos sufocamos, ou até mesmo sufocamos. Se estamos sozinhos, prometemos mudar e deixar de nos envolver para não mais sofrer. Qual o meio termo? Não é possível apenas viver sem culpa, deixar a paixão acontecer, o tesão aparecer, o desejo envolver e a carência desaparecer?
Temos medo de começar um romance, e até mesmo pensamos na possibilidade de nos tornar perfeitos malandros na arte de amar. Que me amem todos e eu não amarei nenhum.
Maltratamos quem se importa com a gente, para depois implorar pela atenção de quem só deseja nossa carne. O difícil é mais interessante, o desafio de fazer uma pessoa gostar da gente é mais prazeroso.
Depois nos arrependemos e ficamos sem nada.

Ah se arrependimento matasse. Hoje estamos soltos na noite, demonstrando total segurança para os paqueras em potencial, e total insegurança para os mais chegados. Os amigos sabem que você sofre de uma doença com a mais difícil e prazerosa cura – o amor.
Queremos nos mostrar livres e independentes; romance só nos livros, amores mexicanos e se um vai logo aparecem oito. No fundo sabemos que não é verdade e nos apegamos ao primeiro que nos abre os braços.
A primeira ligação se torna um pedido informal de casamento e ao mesmo tempo que você vibra por ter essa oportunidade, você chora de medo de se envolver, correr o risco e talvez sofrer uma desilusão.
Adoramos sofrer por antecedência – “não posso me apaixonar” “ele(a) não presta” “só quer me comer/dar” “não é a pessoa certa”
Daí surgem as típicas frases de status de redes sociais e conversas instantâneas – “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também” “eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente” “não quer tem quem queira” “eu prometo te dar carinho, mas gosto de ser sozinho” – elas aparecem aos montes para provar que podemos viver sozinhos, que estamos bem assim e não queremos compromisso. É o século do liberal. Vamos sair com todos e não ficar com ninguém.
E onde fica o “é impossível ser feliz sozinho”?. Sabemos que atrás daquele discurso de independência existe uma pessoa carente que só quer amar e ser amada, mas que morre de vergonha de demonstrar isso justamente porque os outros irão julgar. Mas julgar o que se todos estão no mesmo barco?
Mas seria o fim do romance ou apenas medo?
Temos medo de sofrer, medo que não dê certo, medo que não aprovem. O problema é justamente que enquanto vivemos esse medo, não estamos amando e curtindo os prazeres de um relacionamento. E enquanto não nos entregamos de corpo e alma a estes sentimentos, somos o tipo que julga, recrimina e despreza os apaixonados. Enquanto não tentamos, não nos permitimos o direito de arriscar e talvez errar, não seremos completos e nem saberemos explicar o que é a paixão.
Errar na escolha é muito fácil, mas ter medo de arriscar também não pode.
- Blog da irmã gêmea que a minha escondeu essa vida toda – Babi Arruda é uma jornalista bárbara e tem uns surtos nesse blog
- Outro dia conversei com a Jazz sobre um e-mail que recebi e ela me mandou uma resposta que acalma muito. Leiam mais sobre um e-mail que anda circulando sobre H1N1
- O vídeo é velho (2007), acho que na época eu estava em alguma ilha deserta. Enfim, é muito bom – Leila Lopes – No Limite da Morte

Esses dias eu vi um post antigo do Pedro, aqui no Crepúsculo sobre como entender os homens. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem).
O único problema é que eu acho que o Pedro tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho que ninguém é igual desse jeito e sei lá. O buraco é mais embaixo (calma porra, eu sou macho). Acho que o Pedro foi despretensioso. E o meu post pretende ser o tratado final da natureza masculina. Isso quer dizer que eu quero chegar ao cerne da questão, o ponto crucial que define o comportamento de 99% dos homens, seja o comportamento que for.
O papel do homem na sociedade sempre foi o de provedor (o speedy mesmo é naturalmente um homem. Até na incompetência). O homem sempre foi o desbravador, o bandeirante, o sexo que tinha que ter a coragem, sair de casa, matar uma porrada de bicho e trazer pro pessoal comer. Ele sempre foi o herói, o protetor, o fodão macho e forte matador (nossa, acabei me descrevendo).
Tudo bem. A vida até então era tranquila. Tudo na santa paz e tal. Isso era o século XIX. Aí veio o século XX. O maldito séculozinho safado XX. E as mulheres começaram primeiro a estudar. Depois começaram a trabalhar. Mais uma década e elas já estava saindo de casa, indo na rua. Nos anos 60 houve a liberação feminina [quem nunca assistiu Chaves?]. Elas começaram a ficar independentes. Ocupar cargos de chefia. O homem foi ficando meio de lado na história. Hoje elas chegam ao absurdo de ter e criar filhos sozinhas, sendo provedoras e tudo mais. Uma perversão só.
O papel de provedor e aventureiro era o que o homem tinha para criar sua própria identidade de viril, de macho. Hoje o homem não tem papel (e não é só soltar um grito do banheiro pra ter). O homem não sabe mais como ser homem. Ele não é mais porra nenhuma e tem somente duas coisas para provar sua masculinidade: o sexo ou correr riscos. No sexo ele acha que tem que ser o provedor universal do orgasmo feminino e se sente completamente responsável pelo prazer da parceira. Na parte de correr riscos é aquela hora que ele compra uma Harley Davidson e sai viajando, ou pula de para-quédas, ou larga o emprego para mudar de área (ou veste uma cinta-liga).
O homem hoje sonha em viver pequenas aventuras, pequenos desafios. E é isso que as mulheres não entendem. Elas tem um senso prático enorme das coisas. Vão ao super mercado fazer feira. Cuidam bem da casa. Trabalham. E levam isso na boa. Elas vivem. Enquanto isso o homem fica sem suas aventuras. Sem seus super-heróis. Para os homens, viver normalmente é viver uma vida que não devia ser a sua. É ser obrigado a se acostumar com essa vidinha de merda. Vivemos entre o trabalho, o bar e a padaria. E a casa, é claro, onde a mulher nos espera com o rolo de macarrão na mão.
No fundo no fundo, o que o homem quer é um pouco de carinho, e um pouco mais de interesse pelas “aventuras” dele. Nem que a aventura seja comprar aquela TV de Plasma de 50 polegadas que é cara pra caralho e você não quer deixar ele comprar de jeito nenhum. Poxa, dê um pouco de carinho pro cara. Dê um pouco de incentivo nessas banalidades. Deixe ele ser o herói da mesa do boteco.
A essência do homem, no final das contas, é uma e sempre será essa uma. É se posicionar como homem e impressionar as mulheres. É igual a uma reportagem, que passou no Jornal Nacional há algum tempo (muito tempo) atrás. Matéria no garimpo de Serra Pelada, e o repórter entrevista um sujeito composto de lama e terra, junto de mais uns 1000 iguais a ele chafurdando atrás de ouro:
- Mas porque o senhor quer tanto achar ouro?
- Pracumemuié uai!
E esse foi o grande gênio que desvendou o sexo masculino. Tudo o que o homem faz no mundo ele o faz pela mulher. Pode ser a até a própria mulher. Nem sempre precisam ser todas. do mundo, pode ser só uma e única mulher. Empresas, carros, doutorados, concursos públicos, acúmulo de riquezas, arte, etc. Tudo que é produzido pelo homem tem, no fundo no fundo, a única e clara intenção de cumemuié. E quando o homem deixa de ser absolutamente importante para a mulher, seu mundo desmorona. Acabou-se o sonho.
No mundo de hoje o sexo frágil e oprimido é o homem. Perdemos nossas referências e não sabemos quem somos. Mulheres, deixem-se impressionar. Nós gostamos. =)
P.S.: Texto baseado na entrevista do cabramacho psicólogo Contardo Calligaris na Veja edição 2115 – ano 42 – nº 22 e numa crônica legal do Mário Prata.
***
1 – Vocês deviam seguir a @lini no twitter. Vamos simplesmente dizer que amanhã ela vai participar beeem ativamente do #lingerieday.
2 – Pessoal, façam uma campanha aqui nos comentários para a @fouquet participar do #lingerieday no twitter também. \o/
3 – Comerciais japoneses são bizarros.

Os Seis Sentidos Sem Sentido
Eu parto do principio que nós temos 6 sentidos, só os cavaleiros atingem o sétimo e o oitavo. Além dos 5 mais famosos, temos o sexto, que é aquele negócio… você não sabe o que, mas é um negócio, que embaralha todos os outros sentidos. Você não sabe o que é, e eu muito menos.
Quando o sexto sentido age, o primeiro sentido que ele irá foder é o da visão. Ficamos cegos, não enxergamos nada até certo ponto, não sabemos mais discernir o que é e não é real. Coisas feias se tornam belas, coisas belas chegam a angustiar de tanta luz. E sempre que o motivo do despertar do sexto sentido para em sua frente, sorri daquele jeito doce, todo o resto se torna preto e branco, difuso, feio. Olho se encontra com olho, e você tem que se segurar, sabe que facilmente irá cair naquela lagoa e se afogar. É ali que a supernova começa a se formar.
Tudo acontece muito rápido. O cheiro do perfume doce invade as narinas e você logo pensa como é sujo, como o mundo deveria se envergonhar por ser do jeito que é e ainda ter a petulância de abrigar um ser como aquele. O cheiro da pele, o cheiro dos seus olhos, o cheiro do som da sua voz, o cheiro do seu movimento embriaga, confunde, hipnotiza. O fluxo se junta.
O que sai dos lábios vermelhos e suculentos não é voz, não é fala, não é som. Você só escuta seu músculo robusto bombear cada vez mais rápido, você não consegue fugir, já foi pego. Não há medo, não há derrota, não há vitória. Há apenas o momento, a suave música que você ouve já não é mais aquela dos seus sonhos, é viva, é poderosa. O fluxo ganha força.
O próximo sentido é ativado e você não entende como é possível sentir o gosto. Mas você sente, e é amargo e doce, doce e amargo, venenoso e reconfortante. Você já está possuído e inebriado pelos sentidos que te traem que querem te jogar para frente. O mundo não importa, você não importa. Nada importa. Você só quer que o gosto seja eterno. O fluxo agora tem vida própria.
Sentimos-nos no direito de tocar o cerne de toda essa confusão. De saber se ele é real, e se ele sabe o que está fazendo com você. Você consegue se aproximar e atinge o objetivo, seu e do sentido que não faz sentido algum. O toque é a centelha que o fluxo precisa para explodir, é um choque, raios e trovões.
A dor. A dor é a delícia. É tão forte e poderoso que chega a doer, é como se uma montanha estivesse em cima do seu peito. Você não consegue se libertar. Você perdeu, desde o primeiro instante. Logo depois você percebe que tudo foi rápido demais. O sexto sentido só deu uma pequena demonstração do que ele é capaz.
Você o admira. É a melhor droga que já inventaram. Aquela foi só a primeira picada. Você já quer mais. Eu quero mais.
E não seja bobo, porque não tem cura.
***
1 – Não me pergunte, mas a maioria dessas palavras já estavam em minha cabeça há um bom tempo. Eu simplesmente não consegui segurar mais. Foi de uma pedrada. Não sei se consegui descrever o que eu queria, nem se ficou bom. Mas me livrei do peso dessas palavras na minha cabeça.
2 – Pode-se considerar a segunda parte deste aqui.
3 – Hoje foi um dia estranho. Mesmo.
Dia dos namorados chegando, love is in the air everywhere I look around.
Ah o amor, bonito quando a gente tem, cafona quando a gente quer e não tem, estranho quando a gente não sabe o que é!
Só sabe o que é paixão quem já tomou um pé na bunda. E eu digo isso pois você só sabe que amou porque dói! Dói muito.
Calma pessoas, sem pânico! Hoje eu vim falar de amor…de dia dos namorados, da “algumnúmeroaqui” data mais consumista entre o Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais…
Mas sabe que é gostoso comprar presente para o(a) namorado(a)? É uma desculpa para você dar aquilo que sempre quis ver seu amado usando e nunca teve coragem de pedir para ele comprar, ou mesmo algo para aproveitar a dois (safadinhoooo)
Então a Titchia Naya fez uma listinha pra TE ajudar a comprar um presente legal, que não vai arrombar tua conta e ainda pode fortalecer/apimentar a relação.
Deixe as roupas básicas, cds e alianças de lado…mas calma, você pode dar, mas vamos usar a criatividade, né?
Aliança dentro da taça é clichê, todo filme água com açúcar usa e você corre o risco de terminar a noite com uma lavagem porque o(a) distraído(a) engoliu sem querer.
Vamos começar pelo “fofo”
Fronha, caixa porta-tudo, caneca, lençol, chaveiro…enfim, qualquer coisa que ele(a) use todo dia com a foto de vocês. É básico, é fofo e a pessoa vai lembrar de você mesmo que exista um oceano entre vocês!
Ah, e não é tão caro quanto você imagina.
Você nem precisa ser tão criativo assim. É só escolher uma foto bonita, pegar uma frase romântica no google, juntar tudo, levar na loja, pagar e entregar para o seu amor.
Ah, mas a gente não é “meloso” assim e eu quero dar uma coisa que ele(a) use sempre sem fotinho.
Também é hora de usar a percepção, o sexto sentido, o feeling…Por que vocês não vão dar uma voltinha no shopping? Mas aquela volta lenta, para olhar vitrines. Esse é o momento para atacar! Perceba o olhar de cachorro molhado pedindo pra entrar. Se rolar essa carinha quando ele(a) olhar aquela blusa, então compre! Assim você não se mata quando comprar uma roupa que ele(a) detestou.
Agora vamos para a parte legal das dicas!
Claro, você pode esquentar um pouco mais com uma lingerie pra ela, uma algema pra ele. Aí vai da sua imaginação. Comprar brinquedinhos PODE, comprar fantasia PODE, ser “fafadinho” PODE e DEVE! Aproveita o clima de romance e bota fogo na cama, meu amigo/minha amiga.
Quem disse que romance é só caminho de pétalas de rosa? No fundo o que a gente gosta é de putaria!
Você não tem experiência com essas coisinhas? Tem vergonha? Então vamos com calma.
Primeiro:
Você não precisa entrar em um sex shop pra comprar determinadas coisas. Você pode apelar para uma loja de lingerie, ou para sites, ou mesmo para lojas de tatuagem e piercing (em Santos tem várias que vendem alguns produtinhos legais de ‘boua’)
Segundo:
Você não precisa “apelar”. Vamos com calma.
Por que não aproveitar o momento pra comprar aquele óleo de massagem comestível e tirar a noite para mostrar as técnicas tailandesas que você aprendeu pela internet?
Ninguém precisa ser um ás da massagem, o que importa é o quanto você pode arrepiar seu(sua) parceiro(a).
Não quer apertar nenhum ponto errado? Então só passa o óleo, espalha, acaricia e depois lambe, chupa, morde, faz o que quiser…mas usa e abusa.
É gostoso, dura e não é caro.
Tem uma bolinha ‘maior legal’ que faz um super sucesso e tá na moda. Ela explode quando você coloca dentro, isso mesmo, dentro. Tem um cheirinho gostoso, lubrifica e esquenta. Mas só coloca uma, peloamordeus! E é uma pra noite toda, não precisa comprar um estoque, uma basta!
E super baratinho e você pode até mesmo comprar os potinhos com dois ou mais, porque eles “duram” bastante – vai depender da freqüência…
Se você quiser abusar um pouquinho mais e gastar um pouquinho mais pode comprar uns brinquedinhos…vale algema, dadinhos, jogos e até mesmo vibradores. Imagine, crie, inove, faça desse dia dos namorados um motivos pra ele(a) lembrar de você até o próximo 12 de junho!
Faz algum tempo que não posto. O Pedro até falou que ia colocar uma teia de aranha por cima da minha foto ali na barra lateral (mentira isso). Bom. O importante é que voltei e vamos ao que interessa. O post.
O primeiro blog que tive foi um blog de contos. Desses blogs de contos que tem aí pela internet aos montes. Na época eu nem tinha essa visão blogueira cheia de pageranks, SEO, tags e WEB 2.0. Era só um blog comum de contos e tal. Eu gostava muito de escrever e tinha até alguns contos muito bons. Aí eu tive a idéia de publicar aqui no Crepúsculo alguns desses contos, de vez em quando. Aí eu lembrei que este blog não é um blog de contos e crônicas. Resolvi fazer o seguinte. Vou postar um conto aqui, e deixar o link deste blog antigo para quem quiser ler o resto dos contos.
- A Atriz -
Ela era assim. Marina tinha mania de atriz. E isso era só um detalhe em sua vida. Não fosse as mentiras que ela criava. E os papéis que inventava para a vida real. Afinal, o trabalho do ator é mentir convincentemente. E isso ela fazia muito bem. Se tornou uma mania. Uma obsessão. Conhecia outras meninas no playground ao lado de casa e inventava nomes diferentes para si mesma. Inventava outras famílias. Mudava até mesmo a idade. Se apresentava e se portava como uma pessoa da idade que dizia ter.
Uma vez fingiu para a família ter perdido a memória. A história durou 4 meses e só não se prolongou por mais tempo porque se cansou do papel. Começou a criar disfarces. E fazia com tanta perfeição que nunca a descobriam. Ai de quem a descobrisse. Isso para ela, não podia acontecer. Conseguia convencer até mesmo o diabo de que ele sim, ele era o bonzinho da história. Ser descoberta não. Nunca.
A mania chegou ao seu ápice quando ingressou na faculdade. Artes Cênicas. Resolveu criar um papel de moça perdidamente apaixonada. Na terceira semana, entrou na sala e se declarou para o colega.
-Arthur! Eu te amo loucamente! Nunca me senti assim durante toda a minha vida. Você é tudo pra mim! Foi amor a primeira vista! Entrego a ti meu corpo e a minha alma! Derrame em mim ou seu líquido sagrado do amor.
E o beijou como nunca tinha beijado ninguém antes. Foi um estouro. Tinha criado o disfarce da sua vida. O de namorada, e futuramente, esposa dedicada somente ao marido. Tinha que manter o disfarçe afinal, ser descoberta não. Nunca.
Transaram no primeiro mês de namoro. Tinha que levar o papel até o final. Mostrou ser a pessoa mais apaixonada e dedicada de todo o mundo. A mais servil. A mais amante. A mais esposa de todas. Se entregou de corpo e alma ao papel. Largou a faculdade. Iria se dedicar somente ao parceiro. Tinha de desempenhar bem o papel. Não poderia falhar. Ser descoberta? De jeito nenhum.
Logo que Arthur se formou, os dois se casaram. Viviam uma vida plena. Tiveram filhos. Ele era extremamente feliz com ela. Nunca conhecera mulher mais dedicada em todo o mundo. O que posso dizer? Viviam bem. Ficaram velhos. Os filhos cresceram. Se casaram. Foi a melhor sogra do mundo.
Como todo papel, o de Marina chegou ao fim. Ela morreu por uma doença qualquer. Casada ainda. Nunca amou o Arthur, nem um pouquinho que seja, mas manteve o papel até o fim. No seus sonhos, tinha sido a melhor atriz do mundo. Desempenhou o papel até o fim. E quando morreu, tinha a certeza. Não seria descoberta nunca. Ser descoberta? Só por cima do próprio cadáver.
No velório só se ouvia choro. O marido estava inconsolável. Os filhos ainda mais. Todos falavam sobre como tinha sido boa esposa, boa mãe, boa mulher. Que vida! Que ser humano ela era! No enterro todos choraram. Fazia sol. Na sua lápide, a família escreveu o epitáfio.
“Aqui jaz Marina. Nasceu atriz, mas abandonou seu sonho para ser a melhor mãe, esposa e mulher do mundo”.
Lá no além Marina resmungava. “Desgraçados! Mãe é o cacete! Eu sou atriz! E o Arthur é um filho da puta. Filho da puta!”. E Deus a acalmava. “Calma Marina. Nós sabemos que você foi uma boa atriz. Juro por mim mesmo que sempre te achei uma excelente atriz”. E ela resmungava cada vez mais.
***
Bem. Esse é um dos melhores contos que eu já escrevi (na minha opinião completamente parcial). Se você não gostou, nem se dê o trabalho de ler o resto.
***
1 – A você mulher bonita e respeitosa. Se estiver disponível, já tentou desencalhar o Wanderson?
2 – Você tem twitter e trabalha com propaganda? Siga o @pedroporto. O cara é foda. E digo por experiência própria. Já assisti a uma palestra dele.
3 – Você já viu o portfolio do Fernando Valente? Olha só esse manual de identidade visual que ele fez. Que primor de trabalho!



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