Essa é a história do Homem mais Homem do Mundo. Existe uma brecha na Lei do Homem de Verdade (já comentada nesse texto aqui), que pula todas as etapas e concede ao Mancebo Desprovido de Hombridade o título não só de Homem de Verdade, mas o título de Homem mais Homem do Mundo.

A brecha fica escondida, muitos homens nem sabem que são mais Homens do Mundo, isso faz com que eles não recebam o título, uma vez que não conhecem o tal. De qualquer forma, a comissão julgadora internacional acha melhor dessa forma, poderia ocorrer uma fissura irreparável no tecido da realidade se muitos homens fizessem o que nosso personagem fez.

Quero deixar claro, aqui, que essa é uma história de ficção, qualquer semelhança com a realidade ou com pessoas de verdade, é mera coincidência.

***

Gustavo estava deitado em sua cama pensando pela milésima vez naquela semana, como sua vida era uma merda. Os pais não o entendiam, os irmãos – o mais velho e o mais novo – também não entendiam nada, seus amigos igualmente. Foi quando pela primeira vez, ele pensou que quem estaria não entendendo nada fosse ele.

Apesar de ter apenas 17 anos, Gustavo se imaginava pronto para a vida. Era um rapaz médio, de classe média, com notas médias e sem nenhuma conquista que valesse alguma menção. Não era popular, mas não era nenhum desconhecido ou um Dalton da vida – sorriu pensando que se a vida dele era uma merda, ele não queria nem imaginar como seria a vida de Dalton, ou Shrek, como era carinhosamente chamado por todo mundo.

Gustavo era médio em tudo, até nas garotas. E olha que nem pegava tantas assim, já que também era de médio para ruim na beleza. Era magro, muito magro. De um jeito feio. Era esquisito também, já que preferia Redação e Português ao invés de Física e Matemática como a maioria dos amigos. Gustavo sentia as vezes que a vida estava passando e ele estava no ponto a vendo passar sem dar o sinal para subir também. Às vezes sentia que todas as pessoas no mundo estavam se divertindo enquanto ele estava lá no quarto relendo Watchmen.

Enquanto sentava no computador, ele pensava em como estaria daí a cinco anos. Provavelmente terminando a faculdade, tentando o primeiro emprego, ganhando pouco, morando sozinho em outra cidade, num quarto e sala que ele mal conseguirá pagar e provavelmente conhecerá uma garota – média, como ele – irá namorar, casar, ter dois filhos e viver pra sempre pensando e imaginando como seria ter uma vida diferente. Todos esses pensamentos maduros, duros e por várias vezes um retrato difícil de uma realidade talvez quase certa foram varridos da mente de Gustavo quando viu a janelinha com o nome “Carol” piscando em laranja no MSN. Adolescentes têm o incrível poder de ter a compreensão clara do mundo em que vivem e de deixarem essa compreensão evaporar por qualquer coisa. Se isso não acontecesse, o mundo poderia ser um lugar completamente diferente, não sei de que forma, mas os adolescentes seriam as pessoas mais chatas do mundo.

Ele gostava de conversar com Carol. Ela era uma menina da cidade dele, de um bairro um pouco longe, uma garota legal, que entendia e até gostava de Gustavo – coisa rara, como ele mesmo gostava de repetir para seu consciente. Eles estavam “dando uma ideia” há um bom tempo, nunca conseguiram se encontrar. Em partes por Gustavo não ter muita certeza de como Carol era, já que os ângulos das fotos favoreciam apenas o rosto dela, ele não tinha muito material para trabalhar. Mas ele sentiu, pelo “oiii” com três is que algo iria ocorrer naquela conversa…

- oiii

- eii..

- td bom?

- jóia e vc?

- td bem tb.

- =)

- …

- o que?

- vc ta meio distante, o q q pega?

- acho que é isso, não pego nada…

- como assim?

- nada não

- gu, me fala.. anda.. o que ta acontecendo? vc sabe q eu te adoro, q vc pode me contar td…

- eu tb te adoro

- ownn

- eu tava pensando aqui, chegando a conclusão que minha vida é uma merda, que eu não vou ser nada demais na vida, que não tenho nenhuma conquista que valha alguma menção.

- o gu… n pensa assim n… vc eh lindo.. vc eh tão inteligente, tenho certeza que vai se dar bem..

- vc só tá falando isso pq é minha amiga…

- sou só sua amiga?

- como assim?

- ai gustavo… nada n…

- vc queria ser mais que minha amiga?

Toda vez que Gustavo “chegava” em alguém assim pelo MSN, não agüentava ficar olhando. Fingia que nada estava acontecendo e ficava olhando outras janelas, mas por dentro ele não se agüentava de ansiedade. Viu a janelinha piscando e tentou fingir mais um pouco que não era nada. Até não agüentar mais.

- vc sabe que eu queria ser muito mais que só sua amiga…

Não sabia o que falar. Foram raras vezes que Gustavo tinha recebido uma resposta assim.

- sério?

- sério seu bobo…

- olha, acho que fica estranho continuarmos essa conversa aqui, quando podemos nos encontrar?

- qd vc quiser…

- hoje?

- pode ser

- onde?

- ummm… na porta do teatro, aqui perto de casa, as oito… não posso me demorar muito mais…

- tudo bem, eu vou.

- ain… (L)

- (L)

- bom, vou tomar um banhinho então

- eu também

- como vc vai estar?

- de blusa rosa..

- ok. Beijos então.

- bjuuuus

Gustavo foi pegar a toalha no varal radiante. Iria tomar banho para se encontrar com uma garota que havia conseguido por seus próprios méritos, apenas seu charme e sua beleza. Foi uma punheta memorável – tanto que ele lembra até hoje. Incrível como a masturbação misturada a felicidade e a enorme excitação de um encontro se torna em um momento único. Sabores da adolescência que Gustavo lembrou que se esvaia aos poucos de dentro dele. Já estava quase na hora – Deus me livre – dele virar um adulto.

Disse para a mãe que ia sair com os amigos e foi em direção ao Teatro. O Teatro antigamente ficava lotado todos os dias, tanto dentro quanto fora. Jovens, velhos, crianças, famílias inteiras iam para lá se divertir durante a noite. Era chamado de Teatro, mas era um bingo que duas vezes por ano apresentava uma peça. Hoje em dia o bingo comporta dois ou três gatos pingados que vão lá a noite jogar os torneios de dama, xadrez e gamão.

Chegando lá, Gustavo foi andando devagar. Queria ver de longe sua ficante antes de qualquer coisa. Olhando de longe ele viu os porteiros, uma mulher gigante vestindo rosa, um ou outro transeunte entrando e saindo do bingo, um carro arrancando. Ele olhou de novo para o celular onde via a mensagem de Carol, dizendo que estava na porta do bingo. Estranhou. Olhou de novo: Porteiros, mulher gigante, traunseuntes… até que a cor da blusa da mulher chamou a atenção de Gustavo.

Ficou estático. Paralisado.

Não era possível. Ele sabia que Carol era uma gordinha, ele gostava e muito de gordinhas. Pegara uma magrela – como ele – uma vez. Pelas fotos ele imaginava mais ou menos como ela era. Gustavo nem tinha tantos preconceitos assim, havia pegado umas que é melhor nem comentar, se não esse conto vira um conto de horror barato. Ela era enorme. Foi nessa hora que várias coisas mudaram dentro de Gustavo.

Em frações de segundo seguiu-se o seguinte pensamento: “Eu ainda posso ir embora. Ela não me viu, está de costas. Eu posso simplesmente me virar e fingir que nunca estive aqui. Digo pra ela que caí descendo o morro e que havia machucado e o encontro poderia ficar pra depois… tipo depois que ela perder uns 300 quilos.” Assim que terminou esse pensamento, Gustavo teve nojo dele mesmo. Ele estava sendo tudo aquilo que não gostava nas pessoas. Estava prestes a pisar em um pobre coração que talvez, assim como ele, tivesse uma vida amorosa complicada, provavelmente muito pior. As vistas da sociedade, melhor e mais fácil ser um magrelo que uma gorda.

Gustavo percebeu ali, naquele momento que ele jamais conseguiria suportar sua consciência se não se portasse como um homem de verdade. Não um garoto, mas um homem. Ele não poderia se tornar um tipo de pessoa que odiava, mesmo que ninguém nunca soubesse daquele dia, ele sempre seria superior à maioria dos mortais.

Deu um passo a frente, e foi.

Chegou por trás de Carol e disse com o sorriso mais galanteador que poderia colocar:

- Oi

O sorriso que recebeu de volta e o abraço mais “fofo” do mundo, fizeram todos os questionamentos saírem da sua cabeça.

Duas horas depois, durante todo o longo caminho até sua casa, Gustavo pensava em como nunca tinha tido tanto orgulho de si mesmo. Foi o melhor homem do mundo durante aquelas duas horas. Mesmo que agora alguns pontos de preconceito e incredulidade aparecessem na sua mente – coisas como “sem dúvida alguma eu tenho meu lugar no céu” e “MEEEEEUUUU DEEEEUUSS” – ele se sentia diferente. Sentia-se mais maduro, mais homem. Pronto para toda a vida que tinha pela frente.

Mal sabia ele, que de fato havia conquistado um lugar no céu, e que agora era considerado pelo Clube, o Homem mais Homem do Mundo, e que mais do que isso, foi o mais jovem a conseguir tal honraria.

***

1 – Espero, de verdade que tenham entendido o texto.

2 – Pessoal, algumas pessoas fazem um pouco de confusão sobre quem escreveu qual texto. Como temos algumas pessoas escrevendo, as vezes fica complicado. Lembrem sempre de conferir em baixo do título o nome do autor do post.

3 – =D

Eu não acredito em príncipe encantado, nem em contos de fadas. Não acredito que alguém realmente pode se apaixonar e se entregar.

Conheço mais casos de frustrações do que finais felizes. Nunca vivi um happy end e acredito que isso nunca irá acontecer. Pessimismo da minha parte? Realidade! Caras fofos demais sufocam e te fazem querer correr, caras nem aí maltratam e te fazem desacreditar no amor.

Promessas não cumpridas, beijos que perdem o sabor…

Carinhos, romance e promessas viraram tática de conquista para levar alguém pra cama. Depois fingir que não disse nada disso é muito simples. Magoar faz parte do dia-a-dia, da mesma maneira como todos deveriam estar acostumados com a solidão.

Infidelidade, falta de compromisso e infantilidade. É…infantilidade. Só pode ser essa a razão de gostar de sempre “ganhar”, sair por cima, conquistar, pisar em cima. É o ego inchado ao falar que alguém está correndo atrás, por dizer que tem uma legião de fãs afoitos. Ridiculo.

Posso parecer injusta com os românticos e até mesmo ouvir que eu nunca amei ou fui amada, mas deixo claro que o “eterno enquanto dure” passou e acabou. Eu já vivi o que achei ser um amor para a vida toda, e descobri que depois de tanto tempo o meu sentimento por ele é bom, mas não é paixão, não é amor…é apenas algo que me manteria ao lado dessa pessoa, porém não me mataria caso terminasse.

Eu acredito em sintonia, em afinidades. Acredito que relacionamentos que dão certo são aqueles que vivemos como verdadeiros amigos, e acredito que muitos fogem disso por medo de “confundir as coisas”. Não é uma confusão, é o necessário para manter o carinho e o respeito.

Se você apenas ama, você tem medo de contar certas coisas por medo de ciúme, por mais que não signifique nada. Quer maior relação de confiança do que poder se abrir e dar risada junto? Você tem medo de perder e não de acrescentar, tem medo de sofrer, medo de mudar. Você até muda e se torna aquilo que você não quer apenas para agradar a outra pessoa.

Eu não acredito no romance que te prende, que mata e que morre. Eu acredito na relação saudável e em um, quem sabe, um final feliz.

Em março eu escrevi um texto com umas opiniões sobre o amor. O texto já perguntava no título (Love is overated?) se o amor era supervalorizado, pela quantidade de tempo que gastamos pensando nele, falando dele, lendo ele, vendo ele e escutando ele. O tempo que se gasta sentindo ele é infinitamente menor. Pelo menos é assim que apontam as pesquisas de “mercado”.

Na época eu ainda disse que o texto devia ser por causa da minha solidão exacerbada na época, o que me levava a desacreditar totalmente no que diziam os filmes de guerra, as canções de amor e os filmes que minha mãe aluga. Naquela época, era um ultraje pensar que sem que você soubesse, você poderia simplesmente um dia descobrir estar apaixonado por… sei lá, uma colega de trabalho em quem você não imaginava que poderia se apaixonar. Pior ainda, acreditar que uma pessoa que tem no máximo uma amizade ou simpatia por você também sinta a mesma coisa.

Impossível acreditar nisso não é?

É.

Até acontecer de verdade.

Está tudo ali. É como nos filmes que sua mãe aluga e que você assiste e dorme pensando em quando, ou se isso algum dia aconteceu de verdade com alguém e se remotamente um dia, vai saber, isso poderia acontecer com você. Por incrível que pareça e por mais que você não acredite em mim, essas coisas acontecem. Os olhares, o nervoso, o frio na barriga, o brilho nos olhos, os sorrisos, aquela dor insuportável de querer pelo menos tocar na mão de uma pessoa e não conseguir, os primeiros carinhos, as descobertas, os problemas, as dificuldades, as intermináveis noites sem dormir, as mensagens trocadas, as conversas – também intermináveis – com os amigos, as suposições, os medos, a vergonha, o pedido de namoro, o primeiro eu te amo, os sininhos, borboletas no estômago. Está tudo ali. Como nos filmes que sua mãe aluga.

Eu tenho certeza que você deve estar fazendo uma cara de “Ahhh, tá!”. Não tiro o seu direito. Lá no fundo você acredita que essas coisas acontecem, ou você quer acreditar. Se você for uma garota, você tem certeza que os homens são uns canalhas, que você nunca vai achar um cara bacana, um cara que te entenda, que seja romântico mas que tenha pegada, que seja inteligente mas que aceite o fútil, que seja bem-humaro mas sem ser bobo. Se você for um cara, sei lá, gordo, careca, mal-humorado… bem, até pra você existe salvação.

Não existe fórmula, ou regra. Com cada um acontece de um jeito. Você só tem que estar aberto para que isso aconteça com você, você tem que se dar a chance. E contar um pouquinho com a sorte. A mulher, ou o homem da sua vida pode estar ali, do seu lado. Você só não percebeu isso ainda, ou ela/ele ainda não apareceu. Mas um dia vai.

Meu irmão me disse uma vez, que a primeira coisa que uma pessoa tem que sentir por outra antes de se apaixonar é admiração. Essa é a minha deixa, para que você acredite em mim. Não existe maior verdade que essa. Você faz algo ou tem características que uma outra pessoa possa te admirar? Todo mundo tem. Todo mundo é, de certa forma, único. Exclui-se aqui, se você é um babaca, ou se você não quer nada com o tal do amor.

Faça as pessoas te admirarem, por uma coisa pelo menos. Amor de verdade não vê e não precisa de certas coisas. Como eu disse uma vez, amor é um misto de paixão, convivência, confiança, amizade, segurança, química, valores, caráter, história, dedicação. Amor é poesia e prosa. Amor são pequenos atos, moviventos que denunciam, atitudes e fatos, olhares que reverenciam. Amor, caro leitor, ou cara leitora, é simples assim.

Dê-se a chance. E acredite em um cara que chegou a desacreditar. Que achou que não merecia, que jamais teria.

Não é quem você é ou sua imagem que importa. São suas atitudes. Elas definem quem você é. É por suas atitudes e por atos e conquistas que as pessoas te admiram e te amam.

Acredite nos filmes, nas canções e nos textos.

Mas duvide sempre dos desfiles e editoriais de moda. Duvide do photoshop. Duvide dos comerciais e das revistas. Duvide do padrão.

Espero de verdade que você encontre o que quer que esteja buscando.

***

1 – Não seria diferente se eu não dedicasse esse texto a pessoa que o inspirou e que me faz ser um dos caras mais felizes do mundo.

2 – Tempo né?

3 – Seguinte, eu estou trabalhando feito um Mineiro Chileno. E ainda tenho TCC pra fazer. Ou seja, esse blog só terá postagens regulares a partir de janeiro.

4 – Assine o feed, qualquer dia aparece um texto aqui e você vê lá.

5 – Estava com saudade.

Eu sei que é errado pensar assim, mas preciso perguntar se é real. Você chegou com tantas declarações, tanto carinho; me encantou logo de primeira e eu rapidamente passei a pensar em você a cada segundo do meu dia. Mas junto com todo esse bom sentimento veio um aperto no coração e uma dúvida: É mesmo real?

Já sofri tanto na mão de outros caras que me prometeram o céu e não tive nem a terra! Sempre ouvi declarações demais, fofuras demais, demonstrações até então reais de carinho que acabaram tão rápido como surgiram! Já imaginei uma vida toda ao lados deles e me vi cada vez mais distante da idéia de viver com alguém, me apaixonar todo dia pela mesma pessoa e ser feliz.

Passei a acreditar que todos os homens agiam assim por impulso, para conquistar a qualquer custo essas mulheres tão vulneráveis e emotivas, fáceis de levar apenas com um agrado. E assim tinham o tão precioso retorno: atenção, amor, carinho e sexo.

Sendo assim deixei de acreditar, de ver a beleza da conquista, meu coração se tornou frio e mantive meu pé atrás ao te conhecer. E eu juro que não é por maldade, é instinto de proteção. Medo de sofrer de novo. Mas como eu poderia sofrer com alguém que faz de tudo pra me conquistar a cada segundo, que demonstra realmente gostar de mim, que tem interesse na minha vida? Ninguém faz tudo isso pra enganar outra pessoa!

E mais uma vez eu pergunto se é real, pois parece que estou sonhando. Se você não existisse, eu juro que teria te inventado só pra mim. Você é o que sempre pedi, com todas as suas qualidades e até mesmo defeitos, você sabe como me deixar com as bochechas doendo de tanto sorrir, quer me fazer feliz e eu mereço isso.

Em troca te dou todo o meu amor, mas me responde mais uma vez. É real?

Eu sei que hoje é terça quase meia-noite e que você provavelmente estará lendo isso na quarta. Convenhamos, quando é que nós aqui do Crepúsculo cumprimos alguma data?

Bom, sobre essa nova sub-seção (mais uma), digo que toda “segunda” vamos – ou eu vou – postar alguns clipes, conhecidos também como clips – que pra mim é aquele coisinha de metal que prende papel. Sempre divididos por tema. E o tema de hoje meus queridos, é o amor. Só para vocês não acharem que eu estou de mal com a vida e que faço cortes nos meus braços com navalha.

Á… para não esquecer de avisar, serão sempre 5 clipes.

Espero que gostem da seleção.

***

Marvin Gaye – Let`s Get it On[bb]

Porra, olha o nome da música. Veja a letra aqui.

*Trilha sonora do filme High Fidelity[bb].

Wolfmother – Vagabond[bb]

É tem uma levada mais rock n` roll mas é foda demais, muita gente vai se identificar com a letra. Veja a letra aqui.

*Trilha sonora do filme 500 days of Summer[bb]

Regina Spector – Us[bb]

Linda música. Veja a letra aqui.

*Trilha sonora do filme 500 days of Summer

Stewie Griffin[bb] – (Everything I Do) I Do It For You

Pela música maravilhosa, tema do verdadeiro Robin Hood e pelo clip IMPAGÁVEL na voz do Stewie (reparem na mãozinha no joelho na cena da lareira). Veja a letra aqui.

Guns N` Roses[bb] – Estranged

Eu sei que postei isso outro dia, mas porra, uma música que diz “I never find anyone to replace you”, merece estar nessa seleção. Veja a letra aqui.

***

1 – Pode pedir música Pedro? Pode, e deve. Nos comentários.

2 – Só não mande dicas para o mesmo tema, dê dicas de novos temas também, vale qualquer um, desde que seja música boa né?

3 – Saiu mel misturado com lágrimas da sua caixa de som? Aqui saiu.

(Everything I Do) I Do It For You

É nos momentos mais solitários que tecemos a maioria das nossas teorias sobre tudo. Principalmente se for domingo a noite. Criamos teorias sobre a vida, o universo, tudo e mais um pouco, e ainda defendemos essas teorias para as portas janelas e a meia garrafa de vodka que nos faz companhia. Dizem às pesquisas mais ou menos confiáveis que a chamada Teoria do Amor está mais de 80 pontos percentuais a frente de qualquer outra teoria. Já as pesquisas confiáveis dizem que ninguém faz teoria domingo a noite, só os solitários.

Todo tipo de pessoa cria uma teoria sobre o amor, isso é claro, sem ter a mínima ideia do que é amor. Eu mesmo me peguei pensando outro dia, o que é amor? Ok, vamos partir do princípio: Ver a definição no dicionário (é, eu sei que isso é idiota).

No Priberam on line vem assim:

amor (ô)
(latim amor, -oris) s. m.

1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou !atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFETO ? ÓDIO, REPULSA

2. Sentimento intenso de atracção!atração entre duas pessoas. = PAIXÃO

3. Ligação!afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = CASO, NAMORO, RELACIONAMENTO, ROMANCE

4. Ser que é amado.

5. Disposição dos!afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ? DESPREZO, INDIFERENÇA

6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = PAIXÃO ? AVERSÃO, DESINTERESSE, FOBIA, HORROR, ÓDIO, REPULSA

7. Coisa que é!objeto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos!eletrónicos são o meu amor mais recente). = PAIXÃO

8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = BRANDURA, DELICADEZA, SUAVIDADE

9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = QUERIDO

10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos miúdos está um amor).

11. Ligação intensa de caráter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ? DESRESPEITO

12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = ZELO ? DESCUIDO, NEGLIGÊNCIA

amor cortês: sentimento, frequente na literatura medieval, que se caracteriza por uma relação de vassalagem entre o cavaleiro e a sua amada.

amor livre: ligação!afetiva que recusa as convenções sociais e as instituições legais, nomeadamente o casamento.

fazer amor: ter relações sexuais. = COPULAR, FORNICAR

morrer de amor(es): gostar muito.

não morrer de amor(es): não gostar.

por amor à arte: de forma desinteressada.

ter amor a: dar importância a (ex.: se tens amor ao dinheiro, pensa melhor).

Sabe qual foi a conclusão que eu tirei lendo essas definições? Que os Portugueses não entendem nada de amor. Nem eles, e nem ninguém.

Foi aí que cheguei a conclusão que o amor é muito superestimado. Veja só quanta coisa é feita por causa desse sentimento: filmes, música pop, livros, livros de auto-ajuda, terapia, remédios contra o amor, remédios a favor do amor, papéis ridículos que as pessoas se prestam a fazer por outra pessoa, flores, bombons, presentes e mais uma quantidade imensurável de coisas. Existe até um dia só pra isso. O amor gera muito dinheiro, tristeza, e suicídios. E como bem disse o @netomacedo, essa coisa de amor perfeito é muito 1983, coisa de poetas tuberculosos.

Chega a ser engraçado pensar em como somos movidos por isso. Quem ama e é amado, no sentido sexual-romântico da coisa, sabe que aquilo vai acabar e projeta toda sua vida em manter a todo custo o relacionamento porque ela não agüenta mais aquela tia-avó dizendo que ela vai viver sozinha num apartamento com infiltração. Que não ama projeta sua vida em encontrar um amor a cada esquina, ponto de ônibus, fila do banco e porque não, na internet. E quando sopra as 42 velinhas do seu aniversário repletos de tias, primos solteiros como ele e colegas da firma ele percebe que deveria ter feito outra coisa da vida… sei lá, tipo… viver.

Se você chegou aqui e está pensando “Puta dor de cotovelo em Pedro!”, você está certo. Mas está errado também. Essa é só uma parte da teoria. Espere até ouvir o resto, aí sim tire suas conclusões.

Pessoas vão dizer que eu estou sendo chato e que só preciso comer alguém para rever meus conceitos, outras pessoas ficarão com pena e algumas até concordaram com o que eu estou dizendo. Eu já digo que eu sou chato e estou realmente precisando do velho entra-e-sai, entra-e-sai, e que se não concorda comigo… bem, um dia você irá. Você que concorda… bem, que pena. O mundo é bem melhor quando se pensa menos. Ingnorance is bliss.

De qualquer modo, ao ver o amor dessa maneira e vejo também que há aqueles momentos em que tudo isso vale a pena. Aquela viagem de ônibus que você faz, meio acordado meio dormindo, ouvindo uma música que retrata a noite passada maravilhosa que você teve com aquela mulher. O cigarro que você fuma olhando ela dormindo com aquela inocência pecadora ao seu lado. A rapidinha nas escadas. Aquela crise de riso. E a certeza que você sempre teve que você era a pessoa mais feliz do mundo.

Pensando em tudo isso, cheguei a conclusão que o amor é como a vida. Há aqueles dias – a maioria deles – em que não acontece nada que você irá lembrar, há os dias que você quer esquecer – mas não consegue -, e há aqueles dias que você gostaria que o tempo parasse.

E isso, é o que eu mais amo no amor.

***

1 – Morri de rir ao ler a palavra “fornicar” no dicionário.

2 – Esse é o tipo de texto que eu amo (sem trocadilhos) escrever.

3 – E você, qual sua teoria sobre o amor?

Não sei bem como começar.  Talvez um “oi, tudo bom?” possa não ser a melhor solução.  Nem preciso explicar acontecimentos anteriores,  razões. Você vai entender, você espera isso. E você não sabe o peso que estou sentindo em entregar essa carta.

Não é medo de um fora e nem é cobrança por um futuro juntos. Na verdade eu tenho medo de perguntar o que acontece entre a gente e você entender isso como paixonite aguda minha. Eu realmente estou confusa, mas queria entender o que foi aquela noite. Uma pegação, um erro, um destino. Saber se nunca mais vai acontecer, se pode acontecer apenas em momentos de carência ou se pode envolver uma relação. Eu quero saber como me comportar quando te encontrar de novo. Se posso falar dos meus romances, se falo da gente ou se não falo nada.

Eu só tenho medo de não saber explicar essa confusão mental que estou passando e tornar isso um problema pra você; vai que era só uma pegação e você entende o meu desabafo como um pedido de namoro, você foge e o que eu mais temo acontece. Eu te perco.

Você é a última pessoa no mundo que eu gostaria de perder, de verdade. Não é por uma questão de paixão. Eu amo você, como sempre amei. Eu sempre gostei de estar do seu lado, de ficar abraçada sem dizer nada, de passar um tempão do seu lado e a gente se tratar como amigos e nada mais. Sempre gostei dessa cumplicidade e da maneira como nos tratamos quando nos encontramos ou reencontramos, afinal, chegamos a passar meses longe e ainda assim a volta é sempre tão íntima, como se nunca tivessemos nos afastado.

Eu tenho medo de te perder, ficar sem esse contato, essa confiança, esse carinho. Tenho medo de te afastar por um mar de pensamentos sobre a nossa relação, sobre você. E realmente admito que não sei o que eu estou sentindo, porque pensar em o você que sente, me fez parar pensar o que eu sinto por você. Eu sei que gosto de estar com você, gosto de você, mas prefiro não pensar exatamente como é esse gostar até descobrir o que você acha de mim. Sei do seu carinho, mas qual o ponto que isso chegou? Ou não?

Fiquei confusa com o pós-encontro. Ao mesmo tempo que senti um envolvimento seu, senti uma dificuldade sua em falar sobre isso. E não sei se é medo passar da amizade para o romance, ou se não foi bom e você não quer mais. São tantas dúvidas que eu não sei por onde começar, e mais, fica declarado o meu medo de te enlouquecer. Já disse, não é pelo fora, mas por você sair correndo me vendo como louca. Claro que imagino que o mesmo pode passar pela sua cabeça agora, você pode ter as mesmas dúvidas e deixar esse assunto todo de lado com medo de perder.

E não arriscamos por que? O possível romance vale o risco de perder a amizade? E se só eu acredito que isso pode ser uma paixão e você viu apenas como uma ficada. Como fica minha cara depois? E se você quer uma relação e acho que não o momento? Não sei o que pensar, não sei o que sinto e muito menos o que eu faço. Me vejo como uma adolescente de 12 anos apaixonada pelo professor. Quero me comportar como uma adulta séria e perfeita pra você, mas sei que não vê desse jeito (até porque você me conhece).

Se foi só um caso, posso arriscar aparecer com alguém na sua frente? Vamos levar isso de uma maneira natural? Vamos ter outros encontros? Vamos voltar apenas para a amizade?

Melhor não mandar isso e deixar como está. Eu na minha insegurança e, assim, talvez perca uma chance de ser feliz ao seu lado e com você!


  1. Não é a maneira como costumo escrever por aqui, mas gostei a experiência. Tenho alguns textos como um desabafo mesmo, em primeira pessoa, e acho o resultado sempre surpreendente. Se gostarem passo a fazer mais alguns…

E se eu quiser colocar só o vídeo de uma música aqui sem falar nada?

Quem me segue no twitter, talvez tenha percebido no último mês, minha fixação por Estranged. Essa, é uma das músicas mais lindas que eu já ouvi. Letra, arranjo e performance. Tudo perfeito.

Abaixo o vídeo, e no final uma estrofe, que vai te dizer o que faz dessa música uma música perfeita.

“I’ll never find anyone to replace you
Guess I’ll have to make it through
This time, oh this time, without you
I knew the storm was getting closer
And all my friends said I was high
But everything we’ve ever known’s here
I never wanted it to die”

***

1 – O coração partido escreve as melhores canções, os melhores textos, os melhores poemas e os melhores roteiros.

2 – Obrigado Axl Rose.

A primeira coisa que eu quero explicar, é o porque de eu usar essa imagem, no dia das mulheres. Antes, lembre-se que esse post é uma homenagem às mulheres que eu amo.

Essa imagem diz exatamente quem eu sou e como aprendi ao longo dos anos – parece papo de velho, eu sei – sobre esse sentimento tão estranho e tão esquisito que é o amor. Não, não estou monlega ou amolecido, ou estou de mimimi porque as garotas vão comentar dizendo “que lindo!” e achando que eu sou um cara bacana.

Como eu estava dizendo, essa imagem me retrata. Eu sou largado, estou longe de ser o mais bonito, meio desgrenhado, meio bobo, de vez em quando largado de lado, tenho o meu valor, sou nostálgico, demoro um pouco para me acostumar às pessoas. Mas quando acostumo e me identifico, não gosto de largá-las. Apesar de ser meio groxo, fora de moda, embaraçado e claro meio sem graça… gosto das pessoas ao meu jeito. Aquele jeito meio largado, meio esquecido, desapontando muito mais vezes do que agradando, mas ainda sim fiel. Fiel àqueles dias em que vamos lembrar com saudade.

Não sou muito bom de demonstrar sentimentos. Aliás, sou péssimo nisso. Não escolho bem as palavras, não falo coisa com coisa, bobo, até meio infantil. Mas aquelas poucas pessoas que conhecem esse meu lado, sabe que a sinceridade por trás não precisa ter um véu de palavras bonitas e tiradas na hora certa.

Antes que você se pergunte “cadê a porra do dia das mulheres?” – se é que já não se fez essa pergunta – eu digo que aprendi a ser assim, obviamente, com minha mãe e com meu pai. Depois de mais de 30 anos de casados, se amam como adolescentes, e meu pai, assim como eu é meio assim, do jeito que disse lá em cima. Minha mãe teve a sabedoria de nos ensinar – a mim e a meus irmãos – seja falando mesmo, ou nós mesmos observando o relacionamento dos dois. Aprendi a respeitar uma mulher, a ter orgulho de uma mulher, a ser testemunha das maiores loucuras de uma mulher e é claro, a ver a força incomparável que tem uma mulher em relação a seus objetivos.

Aprendi a admirar isso e a respeitar. Aprendi com ela que um homem deve ser sempre cheiroso, carinhoso e bem humorado. Aprendi também, observando ela, que jamais vamos entender a cabeça de uma mulher, e que isso é que é o bom da coisa. Elas sempre vão nos surpreender e nos deixar com cara de bobo.

Somos ainda um bando de Neandhertais perto delas. E se elas quiserem, ainda metem a porrada na gente. Em todos os sentidos. Hora somos meros macacos, hora somos só garotos que não resistem aos seus mistérios, como dizia o Leoni.

O Dia Internacional da Mulher, para mim não significa nada e antes que você vá correndo a caixa de comentários me xingar, espere eu pelo menos me explicar. Para grande parte dos homens e com certeza uma parte das mulheres, precisa do 08 de Março para dar uma rosa, para dizer que ama, para dizer o quão importante ela é para você. No caso das mulheres, algumas realmente precisam desse dia para poder vislumbrar a mulher que ela poderia ter sido se não tivesse aceitado o que a sociedade impôs para ela. Outras gostam mesmo disso, tudo bem.

Agora, amigo, se você faz isso tudo no dia da mulher, você não dá a mínima para as mulheres que você ama. Você quer mais é que ela esquente a barriga no fogão, que ela chegue em casa cansada do trabalho, dê comida aos moleques, ao cachorro, passe o seu uniforme para amanhã, reclama se ela quer ver novela, e ainda por cima nem dá boa noite e muito menos diz que a ama. Você não está nem aí, para aquela pessoa, que provavelmente ganha menos do que seus colegas homens no trabalho – fazendo muito mais que eles -, que pensa em você, que quer estar bonita para você, e que no final do dia tem forças para muito mais enquanto você reclama das suas costas.

Você não costuma lembrar, que historicamente elas conseguiram na raça e na coragem direitos que você teve desde sempre e de lambuja. Você esquece que elas tem que lutar todo dia contra um monte de coisas que nós homens não temos nem noção, e ainda por cima conseguem tempo para fazer a unha, se depilar, e jamais perder a pose.

Chego a conclusão que somos – em maioria – um bando de merdas mesmo. Mas não todos, não todos.

Amo na verdade todas as mulheres que conheci, de certa forma. Ou amo uma parte, aquela parte que me diz que elas são realmente fodas. Algumas é claro, amo em especial. Para duas delas apenas, vou deixar uma mensagem abaixo.

Para os homens, termino como terminei o meu post do Blog do Grupo Open (leiam, que ali está a verdadeira homenagem ao Dia Internacional da Mulher, aqui no meu blog é só devaneio louco)

É por isso que eu digo que não devemos lembrar isso apenas no dia 08 de março, se a batalha delas é diária, o nosso reconhecimento deveria vir da mesma forma. Se você quer de verdade parabenizar as mulheres da sua vida por esse dia, o melhor é demonstrar todos os dias o quão importante elas são para você.

***

É possível amar uma mulher apenas vendo fotos dela e lendo o que ela escreve pra você? Sim, é possível. Aconteceu comigo de verdade duas vezes, a primeira, com a querida Evelin, que eu importunei durante anos, amo como uma grande amiga. Podemos ficar meses sem nos falarmos, mas nunca esqueço dela e posso falar com ela como se tivéssemos conversado ontem. Ela sempre me entendeu, sempre deu bons conselhos, e sempre rendeu conversas maravilhosas. Foi com ela que eu descobri que quando estou conversando, seja por msn, telefone ou cara a cara, com uma mulher e sou extremamente criativo é que eu realmente gosto daquela pessoa. Eu ainda vou conhecê-la pessoalmente e discutir muito sobre música com ela.

Evelin, luv ya!

Outra pessoa, vocês conhecem.

Eu conheci ela numa comunidade de Redatores aí. Comecei lá falando algumas coisas aqui e ali, mineiro saca? Comendo quietinho. Sempre tinha reparado naquela que na época era a loira-gostosa da comunidade. Essa foi de verdade uma comunidade ímpar, para você ter uma idéia, uma das mulheres que fazia parte hoje está na Playboy – se você não entendeu, é a capa do mês de março – Uma coisa levou a outra e começamos a conversar, ficamos mais amigos. Até que um belo dia chamei ela para escrever nesse blog aqui. Já senti ciúmes dela, já olhei como bobo pro avatar dela no msn, já pirei com a cruz – bendita cruz! – já passei horas imaginando como seria encontrar com ela, já escrevi um texto e dediquei pra ela. Aqui era a parte em que eu diria “Já encontrei com ela e disse com todas as letras que amava ela pra caralho, porra!”… mas infelizmente isso ainda não aconteceu.

Naya, te amo. (L)

***

1 – Nem vem. Eu sei que prometi e vocês sabem que não deviam acreditar tanto em mim.

2 – Odeio escrever no escuro, e estou realmente com asco de computador quando chego em casa.

3 – Preciso URGENTEMENTE de um notebook. Quando eu comprar um, podem ter certeza que vocês vão me pedir para parar de postar.

4 – Farei um vídeo amanhã, especial para a Babiarruda e para Ingrid. =D

Para quem perdeu, seguem os capítulos 1, 2 e 3.

***

- Tava com saudade de você.

- …

-…

- É… eu.. eu também.

Como disse bem o Leoni, Pedro era só um garoto. Daquele que não resiste aos mistérios de uma mulher. E Pedro na verdade nunca resistiu aos mistérios daquela garota que sempre povoou seus sonhos mais íntimos. Aquela conversa por telefone acendeu todo aquele sentimento que começava a adormecer. Talvez se Pedro soubesse no resultado daquele telefonema, ele nunca o teria atendido, ou no mínimo desligaria logo que soube quem era. Pra dizer a verdade, nem aquele Pedro e nem esse aqui teriam feito o contrário.

Pouco a pouco a amizade foi refeita e novamente eles eram como unha e carne. Madrugadas, fins de semana, não ficavam muito tempo sem se falar. Não preciso nem contar que logo os sonhos de nosso garoto foram povoados por novos sonhos, novas vontades e é claro, novas esperanças. Porém dessa vez seria diferente.

Buscando conselhos dos mais sábios ignorantes da vida amorosa, Pedro viu que realmente o melhor era ficar na dele, esperar o tempo certo e que o tempo ditaria as regras. Ou seja, ele ligou o foda-se. Apesar de tudo ainda sentia por Bárbara, ele não deixaria que isso comandasse suas ações. Essa foi a primeira grande mudança de personalidade desse garoto. Foi ali, talvez, que Pedro tenha aprendido a ser tão fechado com seus sentimentos. É o princípio de todo animal que é exposto à dor. Aprendemos a não nos deixar tão expostos a ela. Falhamos, é claro, na maioria das vezes e cometemos os mesmos erros. O único alento é que como já passamos por isso algumas vezes, nos recuperamos mais rápido.

Pedro só não sabia que esconder seus sentimentos o faria perder outra garota que ele fora tão apaixonado ou mais, anos mais tarde. Mas essa garota não entra nessa história.

Aquela metade final do ano de 2003 fora fantástica em quase todos os sentidos. Como eu disse, Pedro era só um garoto. Cursava o segundo ano do colegial e não tinha preocupação com nada demais. Vivia a vida como a maioria dos jovens da sua idade de cidades do interior, é certo que já tinha suas responsabilidades, com a loja dos pais, as festas que na época eram o júbilo de seu dia-a-dia. Enquanto o irmão produzia as festas, Pedro e seus amigos eram como generais que encabeçavam e lotavam os mais famosos eventos da cidade. Era conhecido, tinha uma ótima turma e estava apaixonado de novo. Foi uma época feliz.

Mas (sempre tem um mas), com a chegada do fim do ano, várias coisas aconteceram ao mesmo tempo e a derradeira parte desta história chegaria a um “final” com cheiro de derrota para nosso guerreiro. Pedro foi mal em 4 matérias e tomara a malfadada recuperação final no Colégio CESP. Física, Química, Literatura e Geometria. Por causa disso, ele teria mais uma semana no colégio por causa das provas. O pai de Pedro não ficara nada feliz com o acontecido, nem tanto pelas notas, mas sim pelo absurdo valor de 200 reais a serem pagos pelas provas.

Nosso desventurado amigo só não sabia o quanto iria lhe custar essas recuperações.

Eis que um dia, uma semana e meia antes das provas, Pedro com o celular do irmão, recebe uma ligação de Bárbara. Nessa época ele atendia o aparelhinho que desejava tanto possuir. Mais uma das já famosas ligações da garota. O papo que foi estendido à rua, culminou na seguinte frase:

- Pedro, olha… eu sei de tudo que aconteceu, eu fiz uma idiotice com você, e queria tentar de novo. Quer ficar comigo?

Choque. Ele poderia esperar por tudo, menos aquilo. Afinal, os sábios ignorantes do amor estavam certos.

- Bárbara… é tudo que eu mais quero – foi a resposta de nosso destinado amigo.

Ainda conversaram por um tempo, trocaram carinhos verbais e uma promessa. Aquele dia era um dia de pura felicidade. Ou não. Pedro teria uma só oportunidade de ver sua amada, no próximo fim de semana. Ela iria viajar para a cidade em que os pais moravam, a Cidade do Biscoito, Aimorés. O problema, caro leitor, você pode desvendar sozinho, mas eu vou ajudar. Pedro não tinha nem dinheiro muito menos prestígio com o pai para viajar a Belo Horizonte. Além disso, soma-se o fato em que pai e mãe prometeram confinar o filho no fim de semana para que esse estudasse para as provas.

Como você pode imaginar, logicamente ele falhou em todas as tentativas de ir a Belo Horizonte, resolver de uma vez por todas aquele delicioso problema. Ele então ligou para ela e deu a notícia de que não poderiam se encontrar, mas que no fim das férias, ele pegaria um ônibus e iria de qualquer jeito a BH.

O fim do ano foi como tinha que ser, Pedro passou em todas as provas – não sem antes prometer terminar o terceiro ano sem tomar uma recuperação sequer -, trabalhou como um louco na loja da mãe, trabalhou na melhor festa que já tinham feito e mantinha contato sempre que podia com sua querida Bárbara.

Pedro confiou a poucos amigos o que ocorrera, e o que estava acontecendo entre os dois. Acontece em que em uma festa de despedida dos amigos que completaram o terceiro ano em 2003, ele bêbado acabou falando demais e várias pessoas escutaram a sua história com sua garota. Pelo que ficou sabendo tempos depois, aquele talvez tenha sido um grande erro.

Perto do réveillon, vendo seus e-mails no UOL, Pedro vê uma mensagem de Bárbara. Feliz abriu logo para ver o conteúdo e ali perdeu seu chão. Para resumir, Bárbara colocou um fim em tudo, com palavras um tanto severas. Sem entender absolutamente nada, nosso azarado amigo, tentou de todas as formas conversar com ela, mas falhou. Cheio de ódio, rancor, mágoa e porque não, amor. Pedro escreveu outro e-mail em resposta e colocou de vez fim àquela tão dolorosa amizade. Terminou com um “eu te amo”, eu acho que foi errado, ele também. Mas ambos, hoje e na época, estávamos pouco nos fodendo. Nada poderia piorar.

É claro que poderia.

No e-mail, Pedro levara toda a culpa por ter jogado fora tudo que poderia ter resultado daquele relacionamento. Ele concordara e não se perdoava por isso. Até que uma noite, Pedro e Bárbara conversaram mais uma vez no mIRC. Em inglês, conversaram até altas horas, e Bárbara por fim disse mais uma vez que tudo fora um grande erro, e que ela não conseguiria suportar o que tinha feito. Ela disse que Pedro devia parar de se sentir culpado. Ela declarou que fora egoísta e que sem motivo aparente, colocara a culpa toda nele. Ela, sentindo ainda uma culpa maior pediu desculpas, Pedro disse:

- Espera aí, você primeiro recusa tudo o que eu sentia por você, depois pede para ficar comigo, ficamos, um dia depois você me chuta como um qualquer sem se importar. Depois disso, diz que sente saudades e pede para ficar comigo de novo. Me faz sentir tudo o que sentia ainda mais intensamente, depois me dispensa de novo, colocando a culpa toda em mim e ainda quer que eu te perdoe?

Sim, era isso. Acredito que ambos realmente choraram naquele dia. Foi o que disseram. Pedro, apesar de tudo, apesar da mágoa que sentia, perdoou. De tudo que tinha feito até então, esse momento, o último, foi o que Pedro teve a certeza de que aquela não era uma paixonite adolescente, muito menos um sentimento menor. Era amor. Pedro enfim provara de todas as agruras desse sentimento que tanto instiga os seres humanos.

O gosto, bem, você sabe tanto quanto eu, tanto quanto o Pedro daquela época, que o sabor é doce e amargo. Impossível de esquecer. Principalmente quando o experimenta pela primeira vez.

O Pedro daquela época, cresceu, amadureceu, e se tornou este aqui que vos escreve. Amei de novo – acredito nisso -, sofri de novo, vivi, aprendi. Mas nunca deixei de ser aquele garoto que ama amar, que gosta do frio na barriga ao conversar com a pessoa que gosta, aquele jogo que envolve as relações entre um homem e uma mulher. Apesar de ter mudado tanto, em algum lugar aqui ainda existe um garoto que sonha e que acreditará sempre no amor.

***

UFA!

Finalmente querido leitor, cheguei ao fim da história. Essa história fala muito do que eu fui e do que eu sou hoje. A minha sina em ser azarento e tudo mais. Porque afinal, você acha que eu escolhi para mim a alcunha de Turambar? Não foi a toa, Túrin foi de fato um personagem incrível, mas eu escolhi Turambar – que significa em élfico “Senhor do Destino” – pela ironia do que se segue ao nome.

Túrin Turambar a Turun AmbartanemTúrin, Senhor do Destino e pelo Destino, Destinado. Sou sim senhor do meu destino, mas estou sempre ligado às desventuras que ele me traz. Não é uma coisa que eu consiga controlar. Aprendi muito com isso. Aprendi a esperar, aprendi a não ficar me culpando pelo meu “azar” que você que lê este blog tanto conhece.

Foi ótimo e horrível ao mesmo tempo voltar a essa história. Me vi adolescente de novo, senti várias coisas que sentia na época, o medo, a felicidade, a tranqüilidade e os sonhos. Não sei por que, mas desde o início achei bacana dividir isso com vocês. Como eu disse lá em cima, essa história está diretamente ligada a outra Desventura Amorosa que tive.

Mas não vou prometer contá-la aqui. Se alguém que lê o blog me encontrar, posso contar pessoalmente.

Resta falar que feliz ou infelizmente esse é o capítulo final dessa história, mas que talvez ainda possa ter mais um capítulo. Acredito realmente que não voltarei a tocar nesse assunto aqui. Nos últimos tempos, até por causa dessa história, vários sentimentos até então esquecidos voltaram, mas acho que tudo aconteceu só para me provar que essa história teve sim um fim, e foi naquele dezembro de 2003.

Um abraço e obrigado por agüentar toda essa lamúria adolescente.