
Hoje pela primeira vez eu acho, me dirijo a poucas pessoas. Aos meus amigos.
Apesar do título, não tenho estado sempre aqui. Pelo contrário aliás, tenho estado sempre lá. Só queria, amigos, dizer que apesar de nem todos vocês entenderem, eu – assim como vocês – tive que crescer e fazer algumas escolhas. Eu fiz as minhas e não me arrependo, mas sofro.
Sofro pela distância, sofro pelo contato perdido, sofro pelos litros de cerveja que deixamos de beber juntos. Sinto falta daquilo tudo, dos momentos bons, ruins e mais ou menos. Tento não admitir, mas sinto falta do Chefia, sinto falta de Monlevade e sinto falta de uma época em que éramos todos um só. Sinto falta do grude na mão.
Assim como entendo as escolhas de vocês, nunca deixei de estar presente nos momentos chave.
E principalmente, nunca deixo de pensar em vocês. Estamos seguindo com as nossas vidas, e temos que seguir em frente, mesmo que tenhamos que fazer alguns sacrifícios.
Amo vocês.
E vocês sabem quem vocês são.
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aquiAmigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aquiOs outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
***
1 – Tenho direito a um post piegas, não?


Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.
Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.
A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.
Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.
Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.
Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação. O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.
Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.
Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).
Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”
***
1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!
2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.
3 – Só para ter o número 3 mesmo.

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