Essa, definitivamente não foi uma semana boa. Vou lhes contar porquê.

Como há alguns fins de semanas passados, eu não fiz o que deveria fazer no fim de semana, coisas como terminar freelas, trabalhos de faculdade, ler, postar, fazer coisas. Na segunda-feira já acordei com um arrependimento latente e uma grande preocupação: TIDIR. Essas cinco letrinhas aí, são o meu trabalho final da faculdade. Todo semestre temos isso, que é mais do que um ‘simples’ trabalho final, é também uma matéria do semestre como outra qualquer. Bom, resumindo: é uma merda foda que dá trabalho pra caralho e até hoje a faculdade não sabe aplicá-lo da maneira correta.

Pois bem, na segunda-feira, apresentei o meu trabalho final de Publicidade Interativa, por incrível que pareça, correu tudo bem. Eis que um grandissíssimo filha-da-puta dá a fatídica notícia: “A entrega do trabalho final (TIDIR) é para amanhã e a apresentação é na quarta.” Eu simplesmente disse: PUTA MERDA. Pensei em fugir, voltar na outra semana e dizer que tive amnésia, que tive que operar, que quebrei a perna – talvez devesse quebrar a perna de verdade – tudo isso por um motivo: O trabalho estava LONGE de estar pronto. O grupo se reuniu, dividimos as tarefas e beleza.

Terça-feira cheguei atrasado na agência como de costume e implorei pelamordedeus para que não me passassem nenhuma demanda. Tudo por causa do maldito TIDIR. Eis que fiquei o dia por conta e tudo mais, além de conseguir fazer algumas demandas pequenas da agência. Na hora de entregar o trabalho, lógicamente foi uma correria, xingos, gritos, vontade de matar alguém, vontade de se matar. Entregamos. 5 minutos depois, descobrimos uma pá de erros no trabalho. Ótimo, não vale 40 pontos não é mesmo?

Quarta. Eita, esse dia foi de uma beleza mística incomparável. 4349 e-mails trocados durante o dia acertando a apresentação do trabalho. Mas antes de falar sobre o trabalho tenho que contar sobre o Ataque Dos Motoristas: Eu estava indo de ônibus, maluco pensando no trabalho quando acontece uma freiada brusca (a mulher voando no meio do ônibus foi quase engraçado), até aí tudo bem – o trânsito de BH é uma completa merda – eis que surge do nada outra freada, pior ainda. E eu lá pensando “era só o que me faltava” (pois lógicamente eu estava atrasado). Então, entre gritos das senhoras de idade, o motorista me desce do ônibus – que estava parado no meio da Avenida Cristovão Colombo – e CAI NA PORRADA com o motorista de taxi que tinha fechado o ônibus. Incrível não? Conclusão da história: o motorista do ônibus tomou porrada pra caramba, se ensanguentou todo, e enquanto eu passava (após chingar o trocador para que ele abrisse a porta e eu continuasse meu caminho a pé) 409 policias já ‘cercavam’ o local. Afinal de contas, estávamos quase na praça da liberdade, e ali tem puliça bagarai.

Voltando ao trabalho. Slides sendo feitos, cd’s sendo gravados, mais e-mails enviados e é claro…que deu merda. Os slides tinham erro, a pessoa do grupo escolhida para apresentar ficou LENDO OS MALDITOS SLIDES. No meio da apresentação tive vontades variadas: mato, pulo no pescoço, dou tapa na cara, grito no ouvido ou quebro-lhe os dentes? Não decidi, mas quase pulei pela janela da sala, só não pulei porque não era alto o suficiente. Talvez tenhamos conseguido salvar o trabalho nos últimos 3 minutos e nas perguntas da banca para o grupo. Eu disse talvez…ok?

O trabalho se resumia em criar e ‘produzir’ um evento e fazer uma campanha para vender o mesmo, vê aí o comercial que nós (eu) fizemos (fiz):

Daí pra frente eu pensei, “bah, por bem ou por mal o trabalho está entregue e apresentado. Durante o dia tivemos a visão de dois grandes idiotas: um que tentava colocar o carro em uma vaga igual fazíamos em GTA, batendo no carro da frente e no de trás para ver se dava uma empurradinha – a mulher dona do carro de trás ficou louca da vida. Depois a história na lanchonete, onde um completo energúmeno, foi reclamar a falta de duas empadas no pedido que os colegas de ‘firma’ haviam comprado mais cedo. De recordação fica a brilhante frase: “Você concorda comigo que todo mundo lancha?”. Jovem tolo. Bom pensei assim “Hoje é só ir na faculdade assistir – obrigado – a alguma palestra e chegar cedo em casa”. Fui assistir a palestra que deveria durar no máximo UMA HORA. Durou quase duas e foi uma completa desgraça. O meu ônibus demorou mais uma e eu fiquei puto demais. Cheguei em casa nas mesmas 11 horas da noite que são as usuais.

Ontem foi o único dia legal da semana, assisti apenas a meia hora de uma palestra (que por sinal essa meia hora foi infinitamente melhor que as duas horas da outra – vai render até post aqui), encontrei pessoas bacanas que eu não via há muito tempo. Passei umas horas conversando com o Jorge, professor de Publicidade Interativa, depois, já indo para casa, encontrei com o “pessoal” na mesa do bar com dois gringos! Sim, a noite estava feita. Gringos, mais bebida, só pode dar em muita risada. Os gringos eram: Derrick “Phil Collins” Lee – Inglês e Allen “não-sei” – Francês. Dois velhinos bem bacanas. Nem tão velhinhos assim. Usei todo o meu inglês auto ditada “Egotrip: Aprendi inglês sozinho mesmo, e meu amigo torcedor do West Ham, Derrick ficou abismado por meu inglês ser auto ditada e ser muito bom”

Melhores Momentos com os gringos – Lembrando que apenas Eu, Felipinho e Isabella sabíamos falar inglês:

- Yo hablo a little – By: Jean Pierre (o João Pedro que não sabia falar era merda nenhuma)

- Mi Father – Adivinhem

- Eu entendia mais os gringos falando do que meu amigo Felipinho, que falava um inglês mais difícil que dos ingleses

- A conta: 266 Reais  (¬¬’)

- Eu dizendo para o Derrick que se eu tivesse carro iria levá-los para uma Casa da Luz Vermelha e ele ficando abismado. Lógicamente consertei a besteira dizendo que apenas iria levá-los para outro lugar, com mais mulheres

- Fizemos os dois gritarem “GALO” e ainda prometeram ir no jogo de amanhã

- Felipinho conversando em inglês com todos da mesa, inclusive os brasileiros.

- João conversando em qualquer língua e todas misturadas com todo mundo

- O Derrick escondendo dinheiro na meia

- “O joão, então vai dar 15 reais pra cada um?” – “Yeah!” ( AHAHAHAHAHHAHAHA)

Com certeza teve mais, mas eu não me lembro.

***

1 – Espero que a próxima semana seja melhor.

A rodovia 381 é conhecida como “Estrada da Morte” não é atoa. A Estrada que liga Belo Horizonte à Vitória no Espírito Santo, mata mais do que qualquer outra no país. O trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade, é conhecido como os ’100 km mais perigosos do país’. E são exatamente esses 100 quilômetros que eu tenho que percorrer toda vez que eu vou “para casa”.

Como podem imaginar, 100 km, são feitos em média em uma hora e meia de carro, e duas horas de ônibus. Mas são raríssimas as vezes que você não fica parado no mínimo uma hora por conta de algum acidente mais leve ou umas cinco horas, por conta de um mais grave. Já fiquei parado nesta estrada todo o espaço de tempo que você pode imaginar.

Agora, porquê diabos eu estou falando isso tudo.

Por que há muito tempo tramita pelas câmaras da vida, projetos de duplicação, modernização e não sei o que. Dizem que já foram desponibilizados mais de R$2 bilhões de reais do PAC para a obra. O problema é que parece, que a primeira obra na rodovia foi mais que superfaturada, então o projeto de duplicação está parado e só Deus sabe quando é que vão duplicá-la. Equanto isso, mais e mais mortes vão acontecendo. Sábado mais uma vez foi assim.

Dois carros bateram de frente em uma curva, próxima ao Gauchão. Uma hora de espera. A 381 é assim. Eu admito que tenho medo desta estrada, medo do que ela é. Em feriados, férias, qualquer dia mais especial. Pode ter certeza, que ou você fica não sei quantas horas parado ou…bem..vocês podem imaginar. Quando chove então, aí é certo. Agora não é só isso, o que vemos de idiotas suicidas não é brincadeira. Nego ultrapassando nas curvas, já vi muito nego quase pegando caminhão de frente. Ali naquela estrada é cada um por si e a estrada contra todos. Todo cuidado é pouco.

Acabando com a seriedade da questão, a horas paradas por causa de algum acidente, ocasionam histórias interessantes. Gravei dois vídeos sábado, para vocês terem alguma noção. O povo se diverte, crianças correm para ver o acidente, mamães trocam a fralda dos filhos, helicópteros (aviões?!), ambulâncias, guinchos, movimentação…é praticamente carnaval para essas pessoas. O brasileiro é realmente um ser impressionante.

Antes do vídeo, quero que saibam que não. Não tenho Mal de Parkinson. Sou péssimo pra gravar mesmo.


Só vou fazer um comentário.

Aviãão?!?! AVIÃO?!?!?!

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1 – Nobres deputados, senadores e afins…vamo lá. Pensem na 381, pensem no título dela. Não é legal ter a “Estrada da Morte” ligando sua cidade natal com a cidade em que mora. Sem contar as inúmeras vantagens da duplicação.
2 – A ‘tia’ não quis me dar carona.

Pedro Américo