
Esses dias peguei um CD velho (CD já seria velho o bastante) e coloquei no som do carro (isso, de CD) , amigos, escutei Legião Urbana amigos. Descobri de forma brusca que não sou mais adolescente. Eu escutava Música para Acampamento em uma roda, tomando Skol (quando não era apenas água). Se você não entendeu o que disse, sorria, ainda é bem jovem.
Bem, nos meus quase 30 anos (27) decorei todas as músicas dessa saudosa banda. Muitos vão dizer que era uma bosta, o que pode ser verdade, mas foda-se. Eu curti uma fossa escutando Vento no Litoral e valeu a pena.
Legião urbana é um caso intimo, não vinculei a banda a nenhuma mulher ou amigo, vinculei simplesmente a mim, a meus momentos e minhas reflexões. Renato Russo era pra mim o cara, o cara que escrevia as letras mais inteligentes, que me fazia pensar e que dizia fodas para o que pensam de mim.
O que penso hoje? Brega. Acho muito brega, mas é bom. Quando o Cd começou a rodar no meu carro, era o CD Descobrimento do Brasil, pra mim o melhor. A música Vinte e Nove soou como um elo perdido, quase chorei, mas minha masculinidade anos 90 não permitiu. Descobri que Legião Urbana não tem nada mais haver comigo, mas, mais uma vez, foda-se. As letras que antes me faziam “mais intelectual” hoje apenas me trazem diversão e saudades. Verdade é que gosto mais da minha vida hoje, é assim que deve ser.
Quando olhei para o lado pude ver pessoas usando o orelhão com fichas, na parte de fora estava escrito “Telemig”, eu dirigia o Monza Tubarão 94 do meu pai (isso é verdade). Por um breve instante fui aos anos 90 da minha adolescia e pude olhar para isso com a certeza de que fiz o que precisava para sentir saudades e não arrependimento. Muitos dizem que a geração de 90 foi perdida, muitos falam merda mesmo.
Foi na década de 90 que a música acabou pra mim. Também terminei com minha coleção de latinhas e de cartão telefônico (tinha um do Japão foda) e virei a década sem bagagens marcantes. Mas não foi perdida, só porque o mundo não viu nada muito interessante não quer dizer que foi a década perdida. Sei que os historiadores de plantão estão nesse momento pensado em vários acontecimentos importantes da década, mas não precisa me dizer, eu acesso Wikipédia daqui.
Onde quero chegar? Simples, foi nos anos 90 que eu, e minha geração perdida, se construiu. Aí vem esses fdp e chama a gente de perdidos!? Bem, não queria comprar essa briga, mas minha geração gostava de pensar , nessa época homem não chorava e foi quando tinha 11 anos que o país fez alguma coisa coletiva, derrubaram o Collor (sim a Globo ajudou).
Para todas as gerações queria deixar uma mensagem. Gosto é, foi e será, igual bunda. Eu curti muito Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Raimundos, Paralamas do sucesso… Não gosta, foda-se.
………………………………………..
- Falei muito fodas e derivamos nesse post. Fodas!
- Gostaria que alguém comentasse esse post, assim ele pode ficar até bom;
- Qual CD do Legião que você gosta mais?

É isso. Acabou.
A música decididamente morreu, no instante em que esse vídeo foi feito.
Não existe a MENOR desculpa que me faça aceitar isso. Justin Bieber parece uma dádiva divina perto dessa garota. Restart é digno de ser chamado o novo “Beatles” perto dessa menina.
Corram para as montanhas. O fim do mundo, feliz ou infelizmente chegou.
Se existe algum Deus, de alguma religião, ou de nenhuma, ele não aceitará isso. O ser humano não merece viver depois disso.
***
1 – HOJE É SEXTA, AMANHÃ É SÁBADO E DOMINGO VEM DEPOIS!!!! PUTAQUEOPARILPUTAQUEOPARIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
2 – E A MENINA AINDA É HORROROSA!!!!!!!!
3 – PUTAQUEPARIL!

Só pra explicar, essa é minha primeira tentativa de fazer uma matéria jornalística, só que aquele jornalismo estilo revista cruzeiro, anos 70, conhecem? Conte uma história, ao invés de dar a notícia. Espero que gostem. Fiz as fotos também, pra ver todas, clique aqui.
***
Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais dos anos 70 e 80; escutam música ruim e bebem coca-cola. Estudantes na praça Dr. Carlos gritam palavras de ordem e usam apitos de festa infantil, fazendo um barulho ensurdecedor. Nas lojas e prédios do centro de Montes Claros curiosos olham pelas janelas e portas para saber o que está acontecendo. Também, o movimento só foi divulgado na internet, principalmente no twitter, site que a maioria das pessoas não têm acesso ou não conhecem.

Seu Genesco, nascido num tempo onde as pessoas sabiam fazer bagunça. Concorda com o movimento e não gosta do atual prefeito, mas hoje em dia prefere ver a banda passar.
O movimento #ForaTadeu iniciou na internet e teve sua segunda visita às ruas no dia 19 de março, um sábado qualquer. Até então solenemente ignorado pela imprensa local, mesmo tendo alcançando o Trending Topics Brasil semanas atrás, desta vez contou com a presença tímida de alguns jornais televisivos, como o Canal20 (Mastercabo) e InterTV (Globo). O maior lucro do evento foi para o seu Zé, ambulante vendedor de picolés, que aumentou em 100% as vendas no dia. “Hoje tem churrasco em casa”.
Por volta de oito horas e dez minutos da manhã já exisitia um tapete de cartazes contra a atual administração extendido no chão da praça. Pessoas seguindo para o trabalho paravam para ler e perguntar o que estava acontecendo logo que desciam do ônibus, mas não ficavam muito: passeata é divertido e cívico mas o que paga as contas é o trabalho e este não aceita atrasos.

Precavida, a manifestante tem escrito no rosto o objetivo de sua presença, caso perca a voz por causa do esforço gritando.
Enquanto o protesto se desenrolava, manifestantes se aproximavam de ônibus e carros parados no sinal vermelho pra mostrar cartazes aos motoristas e passageiros. Alguns buzinavam, alguns fechavam o vidro. Aparentemete, nenhum dos curiosos que ali assistiam ao protesto discordam dos manifestantes. Todos, quando perguntados, acham mesmo que o trabalho do governo não vem correspondendo às expectativas. Fabrício, lavador de carros na praça da Matriz, concorda com o protesto por ter sido demitido do antigo trabalho na prefeitura. Concorda com os manifestantes e dá um grito de “Fora Tadeu” enquanto responde à pergunta.
Num dado momento a massa de gente começa uma romaria pelas ruas do centro da cidade. Mais curiosos saem nas portas e janelas para se inteirar do que está acontecendo e assistir ao “apitaço” e o trânsito lento. Alguns olham pela fresta e ao terem a câmera apontada para seus rostos, entram rápidamente pra dentro de casa. Medo? Talvez timidez.

Manifestante puxa o coro "putaquepariu, é o pior prefeito do Brasil" mesmo sem meios de mensurar o valor qualitativo da eficiência da administração
Ao chegar à Praça de Esportes, famoso reduto de prostitutas e malandros durante a noite e camelôs e trabalhadores durante o dia, mais pessoas se juntam à massa e acompanham o coro. Palavras de ordem são ditas e o negócio todo estava realmente muito ordenado. Não houveram incidentes com a polícia e a manifestação seguiu calma. De acordo com algumas placas o movimento #ForaTadeu é apartidário e apolítico. Apartidário talvez, apolítico nunca. O ser humano é político em todas as suas relações.
O tão esperado Programa CQC (Custe o que custar) da Band não deu as caras no evento. Provavelmente porque custaria muito. Mesmo assim, era grande a presença de fotógrafos amadores, prontos para levar suas imagens para o twitter e blogs para mostrar como foi aos que não puderam comparecer, e claro, enviar algumas fotos para o queridinho dos jovens com consciência política, Marcelo Tas.

Já pelo fim, o calor e o cansaço é evidente, e comprar um refrigerante pra matar a sede já não parece tão capitalista.
Tereza trabalha como atendente de balcão numa pastelaria qualquer ali nas imediações da Praça. Acha que o pessoal exagerou e estão lutando por uma causa natimorta. Perderam o foco, assim como algumas fotografias apresentadas com este texto. O certo seria #AcordaTadeu, um movimento voltado para a cobrança, e não expulsão. Na prática o protesto mudaria de emprego, ao invés de leão-de-chácara enxotando pessoas pra fora de estabelecimentos, seria firma de cobrança, que liga todos os dias azucrinando a vida do camarada, mas não coloca ninguém na rua. “Mas de qualquer forma, eu não sei de nada não, eu sou uma moça besta, eu nasci foi na roça, não é?”. É Tereza, é verdade. Tirar prefeito é meio complicado.
Como manifestante também cansa, a passeata chega ao fim na mesma praça de inicio, a praça Dr. Carlos. Discursos são feitos e cidadãos falam no púpito para trabalhadores, agora já esperando o ônibus para voltar pra casa. Salva de palmas e o movimento se encerra. Pego meu rumo. Fotógrafo também cansa.
Seu Genesco talvez esteja certo sobre a situação da cidade. Seus dois filhos, formados em economia e letras pela Unimontes, não seguiram carreira pois não acharam emprego. Trabalham hoje como pintores, como o pai trabalhou um dia. Não viram a passeata porque não pegam onibus pra trabalhar. Os tempos estão mudando.
Os fotógrafos lambe-lambe da praça não registraram o evento.
***
1. Fotos por Neto Macedo. Mais fotos do protesto no meu flickr.
2. Se você está em alguma foto e não gostou, é só enviar um email ou comentário que retiro a foto imediatamente. =)
3. Não estou nem a favor nem contra o protesto, nem a favor nem contra o prefeito. Fui só como visitante para registrar minhas próprias impressões do evento.

O ser humano tem o maior complexo de inferioridade já existente na Terra: gostamos de coisas grandes porque coisas grandes são melhores e mais legais. E isso se aplica à praticamente tudo, sério, pense em alguma coisa, qualquer coisa, e verá que se fosse grande (ou maior do que já é) seria mais legal.

Tão fácil de provar.
***
1 – Se você está reclamando do tamanho do post, sua inteligência que é muito pequena para entender a genialidade nele.
2 – Pensem aí… querem tudo de mão beijada?!
3 – Se algum comentário for realmente foda, faço um post grande sobre o assunto.

Hoje procurei no dicionário o que era vivacidade. Vivacidade é muito doido. Nem sempre tenho isso, mas seria bom se tivesse. Porém a vida, veja que antagonismo, tira da gente essa característica. A vida troca a vivacidade pela morticidade, sei que essa palavra não existe, mas inventar palavra é uma demonstração de vivacidade.
Estou em dias de morticidade, é fácil perceber isso se você for um leitor assíduo dessa coluna, o que acho difícil. Não tenho mais posts engraçados, não tenho mais temas divertidos, é a pura morticidade.
Mas uma coisa tenho que admitir, tenho produzido mais textos, o que deve ter feito a qualidade cair. Não, eu nunca gostei dos meus textos. É bem estranho isso, eu não gosto dos meus textos, mesmo assim os escrevo sempre e publico. Me lembra uma parte da musica do Pedra Letícia onde ele fala “Impressionante é ver comé que ocês ainda gosta”.
Morticidade é uma palavra feia, mas que devia existir, assim como putezidão, fomezona, biruteza, magui , alium… Mas o que devia existir mesmo são algumas funções que só existem no computador, eu sei, você logo pensa no Ctrl + Z (eu sempre tenho que ler na tecla para escrever ctrl), mas tem uma função que eu adoraria Crtl + F (procurar). Pelamordedeus, procurara as coisas é sempre uma merda. – Na atualidade meu Ctrl + F, atende pelo nome mãe. Vai treinando aí Lú!
Bem, esse post desandou, o que me deixa num estado de putezidão,que somada a fomezona que estou explica minha biruteza. Não coloquei magui e alium nessa frase porque não sei o que significam. Maqui parece mais um golpe chinês e alium nome de uma metal. Então pode ser: O ninja deu um maqui giratório usando sua espada de alium.
Pra terminar isso vamos voltar ao início. Vivacidade deve ter sido a primeira palavra inventada em português, é uma palavra muito bonita e de um significado muito bacana (veja abaixo). Então vou terminar esse poste desejando a você muita Vivacidade, mesmo que isso não se aplique ao significado da palavra.
…………………………………………..
- vivacidade
vi.va.ci.da.de
sf (lat vivacitate) 1 Caráter ou qualidade de vivaz; viveza. 2Qualidade do que é vivo, ativo, enérgico; viveza, vigor, energia, veemência. 3 Prontidão e ardor com que alguma coisa se faz. 4 Esperteza, finura, solércia. 5 Brilho, brilhantismo. 6Fulgor; grande mobilidade na gesticulação; linguagem muito expressiva; qualidades brilhantes. sf pl Desmandos leves:Reprimir as vivacidades de uma criança. V. de colorido:opulência e brilhantismo de tintas. V. de espírito: prontidão em conceber; penetração rápida. - Que merda, acho que estou ficando louco mesmo, post de pura biruteza;
- Não tenho mais nada para falar, mas é muito estranho terminar no item 2.

Iae infelizes, como estão? Vou provocar a galera daqui do blog parabenizando o Felipe Ramos e à mim mesmo, afinal, só nós dois postamos (e dessa vez o Chefe se sentirá culpado por estar bebendo enquanto ralamos) aqui. Mas sem mais debates internos, peguem um espelho, uma corda, um pote de sorvete, o filme Titanic e alguns livros de Freud, porque o post começa no próximo parágrafo.
Muito se fala sobre “ser você mesmo“, que isso te ajuda na hora de econtrar um parceiro (ou parceira) para a vida, na hora de arranjar um emprego, de fazer amigos e de se dar bem com sua família. Também se fala bastante sobre hipocrisia, falsidade e moralidade: hipocrisia é crueldade, falsidade é traição e moralidade é pecado.
Outro tópico, pouco comentado, mas que conta com certa popularidade, é “as pessoas não querem sinceridade“. Já pararam para pensar nisso? Pois é, tente ser sincero sobre o gosto musical de alguém, sobre as coisas que as pessoas fazem e que te irritam ou com alguém que você mal conhece. Todos sabemos o resultado.
As pessoas não querem a sinceridade, nem sempre por mal, mas de forma inconsciente, natural… a verdade dói porque, na grande maioria das vezes, não se refere à coisas boas: sobre coisas boas as pessoas não costumam mentir. O ser humano, de forma extremamente sincera, conta com a falsidade, com a hipocrisia e com a moralidade: sim, somos, integralmente, hipócritas, falsos e moralistas.

A sinceridade é uma das coisas mais cruéis do mundo, tanto para quem fala quanto para quem ouve.
Muita gente (me incluo nessa) fala que o mundo hoje é uma merda e que “antigamente” tudo era melhor… é irônico: gostamos mais do mundo quando a hipocrisia, a moralidade e a falsidade eram melhor aceitas, menos comentadas e menos repudiadas. Gostamos das coisas quando estas nos agradam e desgostamos das coisas quando estas nos desagradam: é óbvio dizer, mas a maior busca do ser humano é e sempre será o conforto… não o conforto de um sofá, mas o conforto como vida… buscamos, acima de tudo, a felicidade, independente do que traga essa felicidade e do que seja preciso para alcançá-la.
A sinceridade só pode levar à um caminho, e esse caminho não é nem o mais fácil nem o melhor: escolher a sinceridade é escolher um dos jeitos mais difíceis de viver: com poucos (ou nenhum) amigos, poucos (ou nenhum) familiares, poucas (ou nenhuma) oportunidades na vida (sobre tudo e todos). Feliz ou infelizmente, pessoas necessitam de pessoas: precisamos, de forma física e emocional de outras pessoas, seja por anos seja por segundos.
Voltando ao título do post, as pessoas não querem sinceridade, queremos o que nos faz feliz, queremos apenas o que gostamos… somos escultores que querem que outros escultores façam nossas esculturas, com nossas ferramentas e nossas ideias. A sinceridade acaba por nos tornar escultores com ferramentas quebradas, sem ideias e sem outros escultores por perto: acabamos sem material para esculpir.
E eis que chegamos à uma encruzilhada: escolher entre ser sincero ou ser falso, moralista e hipócrita. Ficamos, gostemos disso ou não, entre a cruz e a espada: temos de escolher entre morrer e ser morto. A ironia é a grande ironia… mas a pergunta principal é “vale à pena?” e sim, tenho a resposta… mas deixarei para vocês pensarem nisso, quem sabe vocês não aprendem algo novo?
***
1 – Fiz esse post no celular e aquela porra apagou inteiro.
2 – Meus melhores posts são o de domingo e ninguém lê (não que alguém leia os posts de quinta-feira).
3 – Já escolhi… boa sorte à todos vocês, vão precisar.

Dentre as muitas coisas que poderiam ser tema do post de hoje, acredito sinceramente que, para este momento, este tema é o mais correto… sim, eu sei que eu reclamo de tudo, mas se você assistiu a transmissão do Carnaval 2011 pela Globo, você SABE que eu estou certo. Sem mais, vamos ao post.
Eis que Domingo e Segunda-Feira foram os desfiles das escolas de samba lá na Cidade “Maravilhosa” e, como todo ano, a Rede Globo transmitiu a festa. Como não pode deixar de ser, a transmissão contou com vários jornalistas, sendo que a apresentação ficou por parte da Glenda Kozlowski e do Luiz Roberto. Meus caros, nunca, em toda minha vida, vi um trabalho de transmissão ao vivo tão mal feito quanto o deste ano. Se eu fizesse curso de jornalismo (ou algo nesta linha) teria vergonha de dizer que eles também são jornalistas… “felizmente” minha vergonha se resume à minha nacionalidade compartilhada com ambos.
Usemos agora perguntas retóricas para demonstrar minha indignação: o que vocês querem ver durante o Carnaval? E o que vocês querem ver (tirando as mulheres) num desfile de escola de samba? E qual vocês acham que é a intenção de uma transmissão ao vivo? Mesmo não fazendo parte do time de publicitários e jornalistas daqui do blog (que tem maior conhecimento de causa, obviamente), afirmo que as respostas são, respectivamente: “Carnaval”, “ver o desfile” e “não perder os detalhes do show”.
Logo no início da transmissão, nada de diferente: os mesmos comentários idiotas, vinhetas, propagandas toscas e tudo mais. Começa o desfile da São Clemente: a escola foi muito bem (mesmo com o tema sem graça – “O meu, o seu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”), seguida pela Imperatriz Leopoldinense (que, na minha opinião foi a melhor deste ano e tem o tema mais criativo: “A Imperatriz adverte: Sambar faz bem à saúde”), vindo a Mocidade Independente de Padre Miguel (que foi excelente também, principalmente nas fantasias, que foram as melhores deste ano), vindo a Unidos da Tijuca em seguida.
Meus caros, tenho que reserval um parágrafo inteiro para a Unidos da Tijuca. Creio que Paulo Barros (o carnavalesco) se esqueceu que num desfile de carnaval, o que se quer ver é samba, e não coreografias. Nada contra coreografias, aliás, creio que estas ajudam bastante durante um desfile, mas quando em excesso, fica ruim. Os carros alegóricos (todos bonitos, mas meio que levando a escola nos ombros – quase que literalmente) foram o destaque da escola, sendo a comissão de frente o trunfo da escola. Eis um vídeo da comissão de frente e vocês verão (e ouvirão) o que eu (e mais muita gente) viu e ouviu por mais de MEIA HORA (detalhe para os comentários maravilhosos e inteligentes da senhorita Kozlowski, bem como suas risadas):
Meia hora é o tempo que leva para um carro passar pela avenida INTEIRA. O desfile pode ter, no máximo, 1:22 h de duração, o que significa que praticamente um terço do desfile foi, pela Globo, dedicado à um único carro (em meio à 8, no total). E isso se segui em TODAS as escolas: acompanhávamos UM carro por toda a Sapucaí, deixando pouquíssimos minutos para as outras alegorias. Num curso de jornalismo há aulas de edição de imagem e de jornalismo televisivo: aposto minhas pernas de que a Globo só contrata jornalista que fez intensivão de seis meses (nota: um curso de jornalismo dura, no mínimo 3 anos).
A Unidos da Tijuca foi seguida então por Vila Isabel (que trouxe um tema totalmente sem noção e uma comissão de frente divertida) e, para fechar o dia (pois literalmente já era dia), minha escolha de coração (mesmo nunca tendo desfilado), a Mangueira (homenageando Nelson Cavaquinho), que por mais que eu odeie adimitir, não se equipara à Imperatriz Leopoldinense este ano.

E faço mais uma parada aqui: entendo totalmente que ninguém tem a obrigação de conhecer a história do Carnaval e nem as figuras que fizeram do Carnaval o que ele é hoje (Incluindo aí, Nelson Cavaquinho, Gonzaguinha, Joãosinho Trinta e tantos outros), mas ter que procurar em internet (lê-se “Wikipédia“) para comentar um Carnaval é simplesmente ridículo. São não é mais ridículo que chamar gente que também não entende porra nenhuma de Carnaval para comentar o mesmo (sim, Hélio de La Peña, estou falando de você).
Segunda-Feira (após a maravilhosa transmissão do dia anterior) começou com União da Ilha (cujo tema falou de Darwin e foi muito bem nisso, principalmente o primeiro carro), indo para a Salgueiro (já falo sobre ela), passando para a Portela (que não apresentou nada de mais, falando sobre o Rio de Janeiro), depois veio a Grande Rio (que mesmo tendo perdito a maior parte de suas coisas, mandou muito bem, principalmente no samba enredo – Sobre Floripa), então a Porto da Pedra (Com um tema que eu, um mal amado infeliz, achei sem graça – Falava sobre a obra da Maria Clara Machado) e, por fim, a Beija Flor, que veio homenageando o “Rei Roberto Carlos” (poucas coisas me irritam tanto quanto esta frase), num desfile bonito e bem feito, mas que não chamou a atenção (não levem à mal, eu gosto das músicas do Roberto Carlos mas… na real, a Globo fode tudo).

Eu, com a galere, curtindo o Domingo de Carnaval (notem que não sou homofóbico pela calça do meu amigo Jérçon).
Voltando para a Salgueiro, devo dizer que esta veio com carros e fantasias incríveis, mas com um “espírito de competição” digno de torcida organizada de futebol. Os carros da Salgueiro eram simplesmente enormes: nenhum tinha menos de 12 metros de comprimento e 8 de altura, o que, obviamente, dificultou a manobra dos mesmos pela avenida, o que fez com que a escola atrasasse 10 minutos, além de criar um caos enorme na saída da avenida. A Portela, que veio depois da Salgueiro teve de chamar os seguranças do sambódromo para OBRIGAR a Salgueiro a tirar os carros do caminho: sim, meus caros, a Salgueiro levou 2:54 h para sair da avenida… totalmente merecida a penalidade na nota: espírito de porco tem que sofrer.
Nas mais de 15 horas de desfile no Rio, pouco se viu do Carnaval. A edição totalmente porca, aliada à má distribuição de tempo e (infelizmente) a incompetência dos jornalistas (sem falar que a imprensa mais atrapalha que divulga as escolas) é fizeram deste o pior Carnaval que eu já vi. Pouco se viu realmente do desfile, então posso estar cometendo enormes erros em relação às escolas (menos à Salgueiro, que nem vale à pena comentar mais), mas estou absolutamente certo que a Rede Globo estraga, ano após ano, o maior Carnaval do mundo. Record, Band, SBT, Polishop-TV, agora é o momento de atacar.
***
1 – Curto pra caralho o Carnaval (e isso pegou MUITO mal), mas se continuar assim, serei obrigado a parar de acompanhá-lo pela TV.
2 – Todos os filhos da puta da Ditadura Militar que fizeram negócios com a Globo, favor morrer de forma lenta e agonizante.
3 – Deixem aí seus comentários de apoio à causa.
Bom! Quarta-feira. Fim do carnaval. Meu post atrasado novamente. N]ao que eu estou mais uma vez me descomprometendo com este blog, mas que a minha vida tem sido tão agitada. Mentira. Na verdade é a preguiça que me consome e se Deus não me aceitar no céu é esse o pecado que eu cometi. Preguiça. Mas é tão bom ficar a toa. E bate aquela prig de ligar o computador. Mas hoje, alem disso, tive que resolver alguma coisas mo shopping, as mulheres sabem muito bem o que é…algumas roupas novas não faz mal.
Pois bem, estive bolando a idéia de um post por um mês e ate hoje não escrevi, e acredite, não é hoje que esse post, sobre jogos que ainda não terminei, vai sair. Alias, me corrijam se estiver errada, sempre misturo o esse com este. Que regra chata.
Voltando ao post que eu estou pra escrever e nunca escrevo. Jogos que joguei e nunca terminei, mas um dia vou terminar. Vou escrever, pois sei que muita gente aqui gosta de jogos. Mas como estou com prig não vou escrever ainda e a minha preguiça é justificável já que a lista é vasta.
Mas nem por causa do post que eu não escrevi, não quer dizer que hoje não tem post. Vamos ao carnaval. Pensei bastante em falar da festa da carne, mas depois de tanto pensar conclui que a verdade era que meu assunto sempre voltava à quarta-feira de cinzas. Tá que esse ano poderia ser a quarta-feira cinza e chuvosa que os meteorologistas previram – né Felipe.
O carnaval é um ótimo feriado, as pessoas tendem a se transformar nessa época, elas são mais libertas de suas amarras, tudo pode acontecer, tudo pode rolar, tudo é liberado. Mas como muita gente viu tem gente que não gosta tanto assim do carnaval….vide Sheherazade .
Para mim o carnaval é bom, já passei na praia, já dancei axé – foda-se você que odeia axé, duvido que você na galera não se deixa levar nesse som – eu também não gosto de axé. Voltando. Já passei em bailes de carnaval, em clube, esse ai eu gostei bastante, jogar serpentina e confete é muito legal – não me critique por isso. Nunca passei em uma escola de samba, mas queria, acho bonitos os carros e fantasias, gosto da forma de expressão sobre o assunto e como as escolas de samba abordam assuntos que são melhores para entender que na escola. Também nunca passei em Salvador, meu Rei, mas, se for de camarote eu animo ir. Vê-se que eu topo ir nessas coisas estranhas por pura diversão, até ir ouvir frevo eu iria, mas eu acho que iria mais por que sempre quis saber se existe outra música de frevo além da que sempre passam.
Mas porque falar da quarta-feira? Nem toque nela ate agora. Pois então. A quarta é a grande sacanagem, ela não torna nosso carnaval perfeito. Que inventou esse feriado precisava fazer tudo abrir ao meio dia, precisava que todo mundo voltasse a trabalhar nesse horário. REVOLTA. Se a quarta cristã é um dia de penitencia tem que ser feito pela metade?
Além de tudo grande parte das pessoas que voltaram nesta quarta está só pela metade, no shopping ninguém conseguia atender, tava todo mundo com cara de “O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?”. Essa mesma cara eu fiz hoje quando cheguei ao trabalho, na verdade essa minha cara só foi abafada pelo espanto de sofri ao saber que uma pessoa muito legal virou estatística neste carnaval que bate recorde nas estradas. Fiquei tão triste com isso.
Ah! Vou terminar essas palavras por aqui. Boa recuperação de carnaval.
Ps’s:
- Passei o carnaval bodando em casa. Fiz nada, só comi, joguei, vi TV, filmes…algo tipicamente baiano.
- Esse texto é uma baderna do meu cérebro
- Esse texto é para o Lucas. Foi bom conhecer alguém com tanta felicidade.

Fiz um texto aqui no trabalho para mulheres, acho que posso usar aqui no blog. Preciso homenagear as mulheres que sempre cercaram a minha vida: Minha mãe, minhas duas irmãs, a minha futura esposa e minha Vózinha (onde ela estiver).
Também quero homenagear meu pai, hoje é aniversário dele. Mas se ele nasceu no dia internacional da mulher não vai se importar se usar o mesmo texto né!? Tá bom, parabéns paizão!
Mulher, a melhor criação de DEUS
Deus precisava criar algo perfeito, um ser que traduzisse para o mundo a própria essência divina. Deus criou o Sol, fonte de luz e de energia, brilhante e forte, mas o sol não emana cheiro, o sol não espalha no ar o aroma de Deus.
Então Deus criou a flor, parecia ter acertado, mas não. A flor tem a essência da beleza, o cheiro que espalha magia pelo ar, a sensibilidade, mas a flor não pode se mover, não pode levar paz pelo mundo.
Em mais uma tentativa, Deus criou a borboleta. A borboleta sim, poderia levar sua beleza pelo mundo, espalhar vida e se mostrar. A borboleta é leve e forte, resistente, símbolo de evolução. Mas a borboleta não tem amor, a borboleta não cuida de seus filhos a custo de sua própria vida. Ainda não era a borboleta o ser que Deus precisava criar.
Finalmente, olhando para o homem, Deus percebeu que para a fórmula perfeita ele precisava de tudo o que o Sol, a flor e a borboleta tinham e mais um pequeno detalhe. Esse detalhe, muito pequeno, poderia ser tirado do homem. Então Deus criou a mulher.
A mulher é de longe a melhor criação de Deus. Poderosa como o sol, bela e suave como uma flor, expansiva como a borboleta e capaz de amar como o homem.
…………………………………
Hoje eu escutei uma citação, não prestei atenção no autor, mas a frase era “Quem reclama já perdeu”. Perdi. Eu sempre reclamo, eu, a mulher do ônibus, o cara da fila do banco, o colega de trabalho, o Brasil. Mas a frase é boa, faz a gente pensar mais uma vez antes de reclamar, mesmo assim a gente reclama.
Reclamar é tão engrandecedor quanto escutar o Bial no BBB (todo mundo reclama dele). A internet , mais precisamente os internautas, recentemente criaram uma nova celebridade tipicamente reclamador, PC Siqueira, eu me incluo nesse grupo. Reclamar faz parte da nossa cultura, temos que prestar mais atenção nesse costume. Muito mais que o “jeitinho brasileiro” nos somos culturalmente reclamadores.
Reclamar é apenas uma forma de desabafar, não leva a nada. Protestar não é reclamar, mas, cá entre nós, protestar é coisa de Francês, Argentino… nos reclamamos mesmo, resmungamos pelos cantos. Em todas as classes sociais, idades, crenças ou sexo, o brasileiro reclama.
……………………………………
Existem coisas na vida que nunca devíamos tentar descobrir, nunca mesmo. Quando falo dessas coisas fico até um pouco apreensivo, mas lá vai:
- Se Deus foi criado do nada, quem criou o nada?
- Como assim nada?
- Porque as pessoas se amontoam na porta do meio do ônibus enquanto na parte de traz tem até lugar para sentar?
- Por que existe o horário de verão no Brasil?
- Por que, de verdade, as mulheres só vão ao banheiro juntas?
- Por que existem tantas formas de escrever “por quê”?
- O que Jesus fez na adolescência?
………………………………………..
A Eva não comeu a maça, transou com o Adão. Desculpe se isso dói em você, mas na boa, não agüento mais ouvir pessoas que acreditam nisso assim, puramente. Tá, eu sei, tem coisa bem pior que a gente acredita, mas olha, você pode não acreditar, mas os esclarecimentos sobre a Eva mudam muita coisa.
A história além de ser uma metáfora, ainda é machista. Hoje não, hoje não vou permitir machismos aqui, aposto que o Adão que ficou enchendo o saco dela, pegando, puxando, implorando. Vocês acham que essa cobra maldita saiu de onde? Esse tarado ficava correndo atrás da coitada por todo o paraíso de pau duro, posso apostar.
Se ela não fosse cristã aposto que até abortaria, sei não em, isso deve ter sido a força. Se abortasse seria até uma boa, vejam no que deu Caim e Abel.



Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR




















Leave A Comment