
- Opa, entraê cara.
- Iae, beleza? Tá tudo pronto?
- Na boa. Quase tudo só falta terminar a torta… sentaí.
- Caralho, que sofá foda!
- Né? Comprei semana passada…
- Pow, e esses CDs aqui?
- Ah é… olhaí.
- The Who, Beatles, Guns…
- Tem a discografia completa do Elton John também…
- Foda… opa, a torta tá pronta?
- Aham, as garotas devem chegar daqui uns 15 minutos…
- He… CARALHO. Não acredito que cê tem esse CD!!!!!
- Ahh… é…
- Porra véi, como cê conseguiu isso?!?!
- … na loja…?
- Mas só tem 1000 cópias NO MUNDO e elas acabaram em questão de segundos…!!!
- É…
- Eu TENHO que por isso pra tocá!!
- Hm…
- Pow, a capa tá quebrada! Como cê OUSA deixar isso cair?!
- Não dexei.. é que me roubaram…

- E como cê conseguiu isso de volta?
- …
- Desembucha maluco!!!!
- Eu fui até o Inferno pegar esse CD.

Quinta-Feira: lançamento do álbum mais aguardado da história da música (e de todas as outras histórias também). Dezeseis horas na fila, só um exemplar na loja: a única do país que o tinha, e pela “bagatela” de “todos os meus salários dos próximos 30 anos + minha mesada pra faculdade”. Foda-se, eu tenho que comprar. Felizmente o dono da loja é um filho da puta e só vai abrir a porta lateral… ter que surrar toda essa gente da fila seria foda…
Três pras dez… Estou à menos de 3 minutos da minha felicidade eterna… e aquela mina alí na fila…? Até que é boa… daqui à cinco minutos eu mostro meu… É AGORA, ELE TÁ ABRINDO A FECHADURA!!!!!
Vuei.
É meu. A cara de decepção das outras setenta e seis dúzias de milhares de pessoas me fez soltar uma risada dígna de bandido de desenho animado… nem acredito que consegui ser o primeiro na fila. No caixa a preocupação com o empréstimo que ia comer meu cu sequer me passava pela cabeça: mandei até embrulhar o CD pra presente, só pra poder rasgar todo o papel, feito criança mesmo. Dalí do caixa vi a garota da fila (já tinham aberto as portas da loja agora, mesmo com 99% da galera já estando longe)… mas era um momento demais especial para perder com joguinhos: tinha a maior obra já produzida, e se não escutasse no talo nos próximos minutos, ficaria loco. Já tava saindo (passei do lado dela de propósito), mandei aquele olhar de canto: dois milhonésimos de segundo, mas ela pegou.
Não sei se ela demorou de propósito, mas só me alcançou alguns quarteirões mais pra frente… pra despistar acho, afinal, saí praticamente jurado de morte da loja. Ela tocou no meu ombro, meio que senti um calafrio (totalmente ocasional, é claro, eu levo jeito com as mulheres), mas nem liguei. Me virei e alí tava ela: morena, botas, peitos incríveis, ropa leve, naquele estilo “underground-cool”, aquelas meias listradas e meu sentido de aranha dizia que a bunda não deixaria à desejar.

Ela nem se apresentou, foi logo falando do CD, de quanto queria ter comprado e que faria qualquer coisa pra conseguir ouvir. QUALQUER COISA: a frase do sonho de todos os homens do universo e lá estava eu, com o CD mais foda do universo e com uma gostosa implorando pra ouví-lo, porra, tinha a desculpa perfeita pra levar ela pra minha casa.
Durante o caminho a gente mal se falou, tirando alguns comentários sobre a produção do CD e a narração de como eu tinha conseguido comprá-lo. Mesmo com ela falando poco eu notei que ela tava… molhada, pra ouvir as 16 músicas inéditas que eu carrega na sacola como se fosse um galão cheio de nitroglicerina, olhando pros lados pra ver se ninguém tentava praticar um 157.
Depois de 10 minutos chegamos em casa. Foi só quando eu botei a chave na fechadura que lembrei da zona que tava o lugar, abri a porta com medo e só não agradeci de joelhos pela visita da faxineira pra não perder a pose na frente da garota. Falei pra ela sentar no sofá novo (e que felizmente teve todas as migalhas de Ruffles tiradas) enquanto ia no quarto pegar o controle do som. Voltei já fazendo a maior encenação pra tirar o CD do papel de presente e botar pra tocar, tirando alguns sorrisos tímidos dela (pra minha total felicidade e com um toque de perplexidade).
Assim que apertei o “play” só não gozei pra não fazer feio com ela. Foi só os primeiros acordes da “Faixa 01″ tocarem que eu e ela já távamos pulando e cantando junto sem sequer saber a letra. Porra, música foda pra caralho, num tinha nem 30 segundos de música e eu já sabia que vender minha alma pro banco tinha valido à pena. Assim que a primeira música terminou nós dois nos abraçamos no mais puro e simples êxtase, jurando que era a melhor coisa que a gente já tinha ouvido… até começar a “Faixa 02″. A Faixa 2 definitivamente é uma das melhores do CD, e logo no refrão eu e ela já nos considerávamos conhecidos de longa data. Meu sofá já tava virado, vários livros no chão e eu tinha certeza que se eu saísse de casa, todos os vizinhos se ajoelhariam perante mim.
Eis que veio a “Faixa 3″. Foi só o vocalista gritar “NOW EVERYBODY’S GONNA HAVE SEX” que nós dois nos agarramos. Nem existia mais sala, sofá, vizinho, só a música e nós dois. E devo dizer que eu acertei, a bunda também era boa pra caralho, os peitos cabiam certinho nas minhas mãos e putaquepariu, aquela boca… foram os melhores 7 minutos da minha vida: o tempo até começar a “Faixa 4″. Os próximos 30 minutos cê pode até imaginar… quando a gente acabou (na Faixa 15) eu tinha certeza que eu morria se ficasse sem ela e a música. Pra falar da última música só tem uma palavra: PERFEITA. Cara, fazer sexo sem ouvir essa música devia dar pena de morte. Olhei pro lado e lá tava ela: olhando pra mim com um sorriso de canto de boca… só lembro dela me dando mais um beijo e de pegar no sono.

Acordei umas 3 horas depois. Olhei pro lado e ela não tava lá, não tinha nehuma música tocando. Pensei logo de cara que ela tinha me abandonado, mas ouvi o barulho de descarga. Olhei pro aparelho de som e vi o “STOP” piscando pra mim. A sensação de calma foi quase tão boa quan… não, tudo tinha sido muito melhor. Resolvi me juntar à ela prum “banho”… o banheiro tava vazio. Chequei todos os cômodos da casa: nada. Corri pro som, já apertando “Eject”, na bandeja só um bilhete: “Desculpa”.
Desolado… completamente arrasado: perdi a minha coisa mais preciosa e a mulher da minha vida numa tacada só… foi aí que bateu o desespero, corri pela casa toda gritando à plenos pulmões e, admito, chorando feito uma garotinha… aquelas poucas horas que passamos juntos já pareciam uma vida distante… eu tinha decido deixar o mundo pra trás… só até eu ver a enorme entrada de um túnel bem na minha sala.
***
1 – Parte 1 de 3, a parte dois vem só daqui a 15 dias (tá, 14).
2 – Eu sei que vocês gostaram.
3 – O número 3 é importante…

Nada e mais retardado do que festa de aniversário. Acho que só porque a gente esta ficando mais velho tem que fazer coisas de criança. Sempre rolam as mesmas e idiotas brincadeiras:
1. Com quem será!? Até em aniversario de 80 anos cantam isso, até nesses;
2. A vela de poucos anos ou de interrogação. Passou dos trinta começam com essa maravilhosa brincadeira;
3. Repetir varias vezes o parabéns. Pra terror dos esfomeados (eu), que estão loucos para comer os doces, tem sempre um engraçadalho que começa a bendita musica novamente;
4. O primeiro pedaço de bolo. Pra acabar com as famílias alguém inventou isso, se o cara não tem filhos ele fica entre a mãe e a esposa, pelamordedeus, isso é filhadaputagem.
5. Discurso. Pra merda com discurso! Nem o cara, nem os convidados querem discurso, querem mesmo é comer e beber.
6. Lembranças da infância: Junta a tia, a mãe e a vizinha e começam a falar coisas constrangedoras do seu passado. É bem comum citarem antigas namoradas e o dia que pegaram os dois no sofá fazendo sexo, na frente da sua atual.
Bem a lista seria enorme se me preocupasse de fato com a completude dos meus posts, mas não, estou me limitando a isso. Mas amigo, pense nisso, ser idiota não nos faz mais novos.
…………………………………….
1. Bem, na semana passada furei pela primeira vez meu post…. A, você nem percebeu!? Ok;
2. Acho que se você pertence a classe A não achará os 6 itens acima familiares;
3. Conta pra gente o que você mais odeia em aniversario.

Essa é a história do Homem mais Homem do Mundo. Existe uma brecha na Lei do Homem de Verdade (já comentada nesse texto aqui), que pula todas as etapas e concede ao Mancebo Desprovido de Hombridade o título não só de Homem de Verdade, mas o título de Homem mais Homem do Mundo.
A brecha fica escondida, muitos homens nem sabem que são mais Homens do Mundo, isso faz com que eles não recebam o título, uma vez que não conhecem o tal. De qualquer forma, a comissão julgadora internacional acha melhor dessa forma, poderia ocorrer uma fissura irreparável no tecido da realidade se muitos homens fizessem o que nosso personagem fez.
Quero deixar claro, aqui, que essa é uma história de ficção, qualquer semelhança com a realidade ou com pessoas de verdade, é mera coincidência.
***
Gustavo estava deitado em sua cama pensando pela milésima vez naquela semana, como sua vida era uma merda. Os pais não o entendiam, os irmãos – o mais velho e o mais novo – também não entendiam nada, seus amigos igualmente. Foi quando pela primeira vez, ele pensou que quem estaria não entendendo nada fosse ele.
Apesar de ter apenas 17 anos, Gustavo se imaginava pronto para a vida. Era um rapaz médio, de classe média, com notas médias e sem nenhuma conquista que valesse alguma menção. Não era popular, mas não era nenhum desconhecido ou um Dalton da vida – sorriu pensando que se a vida dele era uma merda, ele não queria nem imaginar como seria a vida de Dalton, ou Shrek, como era carinhosamente chamado por todo mundo.
Gustavo era médio em tudo, até nas garotas. E olha que nem pegava tantas assim, já que também era de médio para ruim na beleza. Era magro, muito magro. De um jeito feio. Era esquisito também, já que preferia Redação e Português ao invés de Física e Matemática como a maioria dos amigos. Gustavo sentia as vezes que a vida estava passando e ele estava no ponto a vendo passar sem dar o sinal para subir também. Às vezes sentia que todas as pessoas no mundo estavam se divertindo enquanto ele estava lá no quarto relendo Watchmen.
Enquanto sentava no computador, ele pensava em como estaria daí a cinco anos. Provavelmente terminando a faculdade, tentando o primeiro emprego, ganhando pouco, morando sozinho em outra cidade, num quarto e sala que ele mal conseguirá pagar e provavelmente conhecerá uma garota – média, como ele – irá namorar, casar, ter dois filhos e viver pra sempre pensando e imaginando como seria ter uma vida diferente. Todos esses pensamentos maduros, duros e por várias vezes um retrato difícil de uma realidade talvez quase certa foram varridos da mente de Gustavo quando viu a janelinha com o nome “Carol” piscando em laranja no MSN. Adolescentes têm o incrível poder de ter a compreensão clara do mundo em que vivem e de deixarem essa compreensão evaporar por qualquer coisa. Se isso não acontecesse, o mundo poderia ser um lugar completamente diferente, não sei de que forma, mas os adolescentes seriam as pessoas mais chatas do mundo.
Ele gostava de conversar com Carol. Ela era uma menina da cidade dele, de um bairro um pouco longe, uma garota legal, que entendia e até gostava de Gustavo – coisa rara, como ele mesmo gostava de repetir para seu consciente. Eles estavam “dando uma ideia” há um bom tempo, nunca conseguiram se encontrar. Em partes por Gustavo não ter muita certeza de como Carol era, já que os ângulos das fotos favoreciam apenas o rosto dela, ele não tinha muito material para trabalhar. Mas ele sentiu, pelo “oiii” com três is que algo iria ocorrer naquela conversa…
- oiii
- eii..
- td bom?
- jóia e vc?
- td bem tb.
- =)
- …
- o que?
- vc ta meio distante, o q q pega?
- acho que é isso, não pego nada…
- como assim?
- nada não
- gu, me fala.. anda.. o que ta acontecendo? vc sabe q eu te adoro, q vc pode me contar td…
- eu tb te adoro
- ownn
- eu tava pensando aqui, chegando a conclusão que minha vida é uma merda, que eu não vou ser nada demais na vida, que não tenho nenhuma conquista que valha alguma menção.
- o gu… n pensa assim n… vc eh lindo.. vc eh tão inteligente, tenho certeza que vai se dar bem..
- vc só tá falando isso pq é minha amiga…
- sou só sua amiga?
- como assim?
- ai gustavo… nada n…
- vc queria ser mais que minha amiga?
Toda vez que Gustavo “chegava” em alguém assim pelo MSN, não agüentava ficar olhando. Fingia que nada estava acontecendo e ficava olhando outras janelas, mas por dentro ele não se agüentava de ansiedade. Viu a janelinha piscando e tentou fingir mais um pouco que não era nada. Até não agüentar mais.
- vc sabe que eu queria ser muito mais que só sua amiga…
Não sabia o que falar. Foram raras vezes que Gustavo tinha recebido uma resposta assim.
- sério?
- sério seu bobo…
- olha, acho que fica estranho continuarmos essa conversa aqui, quando podemos nos encontrar?
- qd vc quiser…
- hoje?
- pode ser
- onde?
- ummm… na porta do teatro, aqui perto de casa, as oito… não posso me demorar muito mais…
- tudo bem, eu vou.
- ain… (L)
- (L)
- bom, vou tomar um banhinho então
- eu também
- como vc vai estar?
- de blusa rosa..
- ok. Beijos então.
- bjuuuus
Gustavo foi pegar a toalha no varal radiante. Iria tomar banho para se encontrar com uma garota que havia conseguido por seus próprios méritos, apenas seu charme e sua beleza. Foi uma punheta memorável – tanto que ele lembra até hoje. Incrível como a masturbação misturada a felicidade e a enorme excitação de um encontro se torna em um momento único. Sabores da adolescência que Gustavo lembrou que se esvaia aos poucos de dentro dele. Já estava quase na hora – Deus me livre – dele virar um adulto.
Disse para a mãe que ia sair com os amigos e foi em direção ao Teatro. O Teatro antigamente ficava lotado todos os dias, tanto dentro quanto fora. Jovens, velhos, crianças, famílias inteiras iam para lá se divertir durante a noite. Era chamado de Teatro, mas era um bingo que duas vezes por ano apresentava uma peça. Hoje em dia o bingo comporta dois ou três gatos pingados que vão lá a noite jogar os torneios de dama, xadrez e gamão.
Chegando lá, Gustavo foi andando devagar. Queria ver de longe sua ficante antes de qualquer coisa. Olhando de longe ele viu os porteiros, uma mulher gigante vestindo rosa, um ou outro transeunte entrando e saindo do bingo, um carro arrancando. Ele olhou de novo para o celular onde via a mensagem de Carol, dizendo que estava na porta do bingo. Estranhou. Olhou de novo: Porteiros, mulher gigante, traunseuntes… até que a cor da blusa da mulher chamou a atenção de Gustavo.
Ficou estático. Paralisado.
Não era possível. Ele sabia que Carol era uma gordinha, ele gostava e muito de gordinhas. Pegara uma magrela – como ele – uma vez. Pelas fotos ele imaginava mais ou menos como ela era. Gustavo nem tinha tantos preconceitos assim, havia pegado umas que é melhor nem comentar, se não esse conto vira um conto de horror barato. Ela era enorme. Foi nessa hora que várias coisas mudaram dentro de Gustavo.
Em frações de segundo seguiu-se o seguinte pensamento: “Eu ainda posso ir embora. Ela não me viu, está de costas. Eu posso simplesmente me virar e fingir que nunca estive aqui. Digo pra ela que caí descendo o morro e que havia machucado e o encontro poderia ficar pra depois… tipo depois que ela perder uns 300 quilos.” Assim que terminou esse pensamento, Gustavo teve nojo dele mesmo. Ele estava sendo tudo aquilo que não gostava nas pessoas. Estava prestes a pisar em um pobre coração que talvez, assim como ele, tivesse uma vida amorosa complicada, provavelmente muito pior. As vistas da sociedade, melhor e mais fácil ser um magrelo que uma gorda.
Gustavo percebeu ali, naquele momento que ele jamais conseguiria suportar sua consciência se não se portasse como um homem de verdade. Não um garoto, mas um homem. Ele não poderia se tornar um tipo de pessoa que odiava, mesmo que ninguém nunca soubesse daquele dia, ele sempre seria superior à maioria dos mortais.
Deu um passo a frente, e foi.
Chegou por trás de Carol e disse com o sorriso mais galanteador que poderia colocar:
- Oi
O sorriso que recebeu de volta e o abraço mais “fofo” do mundo, fizeram todos os questionamentos saírem da sua cabeça.
Duas horas depois, durante todo o longo caminho até sua casa, Gustavo pensava em como nunca tinha tido tanto orgulho de si mesmo. Foi o melhor homem do mundo durante aquelas duas horas. Mesmo que agora alguns pontos de preconceito e incredulidade aparecessem na sua mente – coisas como “sem dúvida alguma eu tenho meu lugar no céu” e “MEEEEEUUUU DEEEEUUSS” – ele se sentia diferente. Sentia-se mais maduro, mais homem. Pronto para toda a vida que tinha pela frente.
Mal sabia ele, que de fato havia conquistado um lugar no céu, e que agora era considerado pelo Clube, o Homem mais Homem do Mundo, e que mais do que isso, foi o mais jovem a conseguir tal honraria.
***
1 – Espero, de verdade que tenham entendido o texto.
2 – Pessoal, algumas pessoas fazem um pouco de confusão sobre quem escreveu qual texto. Como temos algumas pessoas escrevendo, as vezes fica complicado. Lembrem sempre de conferir em baixo do título o nome do autor do post.
3 – =D

Eu prometo o próximo post será de novo um Top 5.
Mas eu não poderia continuar sem antes mostrar isso aqui pra vocês. Por favor, assista até o final.
Sabe o que me dá mais ódio?
É que essa música ficou boa, ficou foda, ficou SENSACIONAL!
Estranho né?
***
1 – E agora?

Iae infeliz, como vão? Pois é, eis que estou aqui para alegrar o final de semana de vocês. Antes de tudo, devo avisá-los que este post pode acabar com casamentos e destruir sonhos, então leiam por sua própria conta e risco. Peguem aí um computador, um roteador, umas camisinhas, um keygen e um cartão de crédito e se preparem para conhecer à fundo a Internet.
Desde o início longínquo da conexão discada, a Internet recebeu muitos nomes e foi alvo de muitas críticas. Mas de todas as funcionalidades da Internet (na época, ainda limitada), a que mais agradou ao público foi (e ainda é) a pornografia. Não, meus caros, nem sempre a Internet não foi dedicada para o pornô. Mas na época em que surgiu, a Internet ainda era limitada à poucos usuários, o que contribuiu muito para que milhares, ou até mesmo milhões de mitos surgissem. Hoje, desbravaremos a Internet, do mesmo modo que muitos nerds solitários já fizeram antes.
Todo adolescente sempre tem uma visão mágica da Internet. Não negue, eu sei que você também teve. A Internet é praticamente El Dorado do campo virtual. Como tudo que não se tem acesso (e por consequência, conhecimento), a Internet é idealizada como a terra prometida: tudo que você puder imaginar está ao seu alcance, pronto para que todas as suas vontades sejam satisfeitas.
Meus caros, no início é assim. No início, a Internet é “a coisa mais foda já criada caralhoooo!!!!!!11″. Mas obviamente não tudo são flores. Na minha época (que provavelmente é a época de muitos de vocês), a Internet tinha apenas uma única função: joguinhos online. Porra, não sei quanto tempo meu telefone ficou mudo para eu poder jogar Xiao Xiao no Fliperama, mas sei que tal experiência me tornou mestre naquele jogo… tempos nostálgicos aqueles.

A Internet é muito menos espetacular do que os adolescentes pensam. Lembre-se de sua adolescência e verá que tenho razão: a Internet não é o local mágico que te dá toda a informação do mundo, não é o que te ensina a “dar 3 bimbadas numa só”, não é o te que faz conhecer milhões de pessoas e também não te torna mais legal (ou menos merda).
Claro que tem de tudo no campo da pornografia, mas acredite, cedo ou tarde você trocará o sexo num caiaque ao som de “OHH YES!!!” por… você sabe, sexo. A Internet é extremamente útil para MUITAS coisas mas, não é a maravilha que todo adolescente pensa. Que atire a primeira pedra quem não se decepcionou ao saber que tinha coisas como isso na Internet:

Acreditem, caros adolescentes espinhentos, tem MUITA coisa ruim, chata e tosca na Internet. Sabem quando tem uma quase infinidade de coisas e você não lembra nenhuma? É, é exatamente assim com a Internet. Dos 12 anos que acesso a Internet (sendo os 2 primeiros para Xiao Xiao, Sonic e um outro que eu acho que chama de Stan Skate), já perdi, há muito tempo, a noção de quanta porcaria já vi. Porra, só do ano passado dá um especial de 10 posts… com 10 coisas em cada um… no mínimo.
Mas de todas as fantasias com a Internet, creio que a principal seja “a Internet de madrugada“. Toda criança e muitos adolescentes são obrigados a irem dormir, o que cria a fantasia de que a madrugada é uma das coisas mais fodas do universo. O que pode ser mais perfeito que passar a madrugada toda acordado? Passar a madrugada todo acordado NA INTERNET!!!!!!

Vou lhes contar uma coisa: a Internet de madrugada é um saco. “ELE É UM DELES!!! ELE QUER NOS ENGANAR!!!!”. Não, não quero… não sobre isso: a Internet é realmente chata e sem graça de madrugada por dois motivos bem simples: quem não está dormindo está vendo pornografia e ver pronografia enquanto fala com outras pessoas (seja por MSN, Twitter ou qualquer outra coisa) é totalmente problemático… sem falar que te faz parecer tarado… ou vagabunda.
Para ser totalmente sincero, o custo/benefício da Internet é uma merda. De verdade, a quantidade de coisas chatas e idiotas, de gente burra e imbecil e principalmente o tempo e a energia que você gasta na Internet é totalmente absurdo: sei lá quantos bilhões de terabytes são trocados por segundo na internet, mas aposto minhas pernas de 70% é totalmente inútil, 20% é minimamente relevante e apenas 5% são coisas realmente úteis, com as quais vale à pena se preocupar (os outros 5% são indecisos e nulos).

Mas como todo adolescente só aprende na base da porrada experiência, todos vocês devem sim passar madrugadas acordados na Internet, ver a quantidade estúpida de pornografia ruim, ler blogs horríveis e se perguntar por que tem tanta coisa ruim no mundo. Enfim, aprendam vendo que nem tudo que seus professores, pais e demais adultos falam são mentiras… gostem vocês ou não, vocês também falarão o mesmo para os adolescentes das próximas gerações.
***
1 – Boa sorte… vocês vão precisar.
2 – É realmente incrível como os adultos estão certos sobre as coisas que foderam a vida dos adolescentes.
3 – Tá, eu entedi, vocês não querem saber qual meu podcast favorito.

Pois bem, eis que na busca para um assunto para este post, vejo que devo lhes indicar as coisas sobre as quais lerão em seguida. Como já enrolei demais neste primeiro parágrafo introdutório, desejo-lhes uma boa leitura e que a Força esteja convosco.
Primeiro vamos à indicação de podcast. Bem, dos poucos podcasts que me dou ao trabalho de escutar (aliás, alguém quer um post só sobre isso?), um que gosto muito é o NoobCast. Sim, o blog é bem bagunçado e esse novo layout (mudou tem uns meses só) é feio pra caralho, mas o que importa é o programa. O troço é bem editado, falam bem sobre os temas e tem um monte de merda (que, sejamos sinceros, é o que nos faz ouvir um podcast). Os temas são variados, desde sexo com cavalos (COF COF Lyan COF) até as quatro estações do ano… pena que não tem mais a despedida tosca e divertida e os tiros de 12.

Lyan, K2, Neto, Marcus e o Dante aprontam altas aventuras fazem um bom trabalho (mesmo com o Braian falando mais do que devia), sendo, com absoluta certeza, meu segundo podcast favorito (chorem perante a curiosidade). Eles participam também do Mesa Quadrada, mas como não gosto de futebol (é, pois é) não ouço: quem ouve diz aí nos comentários o que acha. Mas para resumir, ouçam o NoobCast, realmente vale à pena.
E a indicação de webcomic vai para o foda Oglaf. Em uma frase: se você não conhece Oglaf, você não conhece webcomic. Sério, Oglaf é o (ou seria “a”?) melhor webcomic já criada. Oglaf tem de tudo, mas voltado para a putaria total e completa. Das coisas mais bizarras até situações que todos já passamos (todas envolvendo algo sexual, é claro), montadas num universo totalmente sonho-de-pivete-problemático-de-12-anos. Todas as histórias (sim, histórias, de várias páginas) são coloridas e excelentemente desenhadas. Resumindo: Oglaf é a melhor coisa já criada em termos de narrativas sexuais… e por incrível que pareça, depois que você conhece a coisa, isso não soa tão repugnante quanto pode parecer.

Deixem aí nos comentários as suas indicações de webcomics e/ou de podcasts e o motivo pelo qual as lê/ouve. Se tudo der certo (lê-se “se vocês comentarem esta porra”) rola mais dois posts, um com os melhores podcasts e outro com as melhores webcomics (é, decidi que é feminino). Por enquanto fiquem com estes dois… ou não, vocês decidem.
***
1 – Já notaram que “feminino” é masculino?
2 – Só saberão qual meu podcast favorito se comentarem. HÁ.
3 – Twitter do NoobCast aqui e do Oglaf aqui.

A saga de Rebeca Black continua…
E depois que eu vi esses dois vídeos aí em baixo, eu vi o quanto a maioria das pessoas não tá nem aí para o que é falado, mas sim se a música é “boa” ou “não”.
Com vocês Bob Dylan, cantando Friday.
Com vocês Matt Muholland, cantando Friday.
***
1 – Eu sei que não é o Bob Dylan.
2 – O título do texto é uma ironia.
3 – Estou explicando, pq né…

Iae infelizes, beleza? Não há muito o que falar neste primeiro parágrafo, então vamos logo à lista de itens: uma poltrona, um abajur, alguma bebida quente de sua preferência e um e-reader, porque quero que todos vocês pensem no que direi nesses próximos parágrafos. Simbora!
Cremos que tudo e todos tem um motuvo para existir e que são muito mais do que vemos: é o tal do julgar pela capa. Das muitas coisas que podemos afirmar, uma deles definitivamente não é o “porquê” de tudo no universo (incluindo o próprio universo).
Apesar de a filosofia se encarregar de tais questionamentos, um vem me fazendo pensar há algum tempo: tudo, absolutamente tudo vem me parecendo totalmente superficial. Quero dizer, nada vem me apresentando motivos (ou motivações) complexos e/ou profundos: tudo se apresenta com consequências simples e diretas, por exemplo, faz-se uma calçada para pessoas andarem nela… sim, eu sei que é um exemplo simplório, mas este é exatamente o ponto: tudo parece simplório, sem profundidade e motivo “real”.

Compra-se um carro para ir de um lugar ao outro, conversa-se com alguém para saber sua opinião, faz-se faculdades para ganhar mais dinheiro, ama-se alguém para não viver (ou morrer) sozinho, e só. Vejam bem, não quero diminuir nada, a questão é que nada é grande.
Não há grandes motivos e grandes consequências (sejam estas boas ou ruins), não há motivações, nem congratulações e nem esporros, há: há por haver, simples assim… é porque é. Citando Tolkien, é como Eä, O Mundo que É.
Fazemos coisas pelo fazer, deixamos de fazer coisas por deixar de fazer e seja como for, é raso, simples, é… pouco. “Simplório” e “pouco”… sei que vai parecer pretenção e clichê, mas, da forma mais sincera possível, quero mais. Não mais dinheiro, mais paz, mais amor, mais respeito e nem mais inteligência, quero “mais”, mas não simplesmente “mais”, só “mais”… simploriamente “mais”.

Não sei ao certo se quero motivos e consequências, mas seria extremamente bom ter uma amostra grátis, poder sentir o gostinho… é pedir muito? Ou é um desejo simplório…? Seria aquele tipo de ironia tão genial e filha da puta que seria incrivelmente (e irritantemente) engraçado… Deus é um cara extremamente sádico e cruel (acreditem, todas as religiões falam isso – e eu não estou falando só para sacanear)…
Das poucas muitas coisas que não sei, eis uma que me é prioridade atualmente… é incrível a capacidade do ser humano de acreditar e perseguir causas perdidas… mas e daí? A maioria se conforma com isso (até porque não a percebe), então para que estragar a felicidade delas?
***
1 – Quem disse que nós, filhos da puta, somos cuzões o tempo todo?
2 – Como deu para notar, minha infelicidade dá posts fodas.
3 – Até começar a postar aqui no blog, nunca tinha notado como o número 2 é feio.

Pois é, este sou eu revivendo (mesmo que breviamente) algum tipo de post antigo por aqui (pow, Chefe, bora organizar essa parada aí, fica foda arranjar tema para post sem ter as possibilidades na barra lateral). Como sou um preguiçoso (e acabei de almoçar), todas as fotos nesse post não terão ligação alguma com o assunto. Sem mais delongas, vamos à culinária (ou quase isso).
Sanduíche Preto no Branco

Os ingredientes são muito simples:
- Pão (de qualquer tipo, mas indico o pão francês)
- Margarina (apenas margarina, com manteiga fica diferente)
- Nutella
Todos os ingredientes ficam à sua disposição para escolher a quantidade, pessoalmente, por porção (lê-se “1 pão”) coloco o dobro de Nutella em relação à quantidade de margarina.
Modo de preparo

Prestem atenção, pois é o preparo (que deve ser seguido à risca) que vai definir o gosto do lanche: cortem o pão em duas fatias. Com uma espátula (faca ou qualquer coisa que sirva para passar sólidos maleáveis num pão), coloque a quantidade que quiser de Nutella em ambas as fatias de pão, deixando uma camada homogênea. Com a mesma espátula (sem limpá-la ou lambê-la) passe a margarina em todo o pão, misturando a margarina com a Nutella (ou seria “o” Nutella?), formando uma camada heterogênea, ou seja o suficiente para misturar ambos os ingredientes, mas sem torná-los uma coisa só (fica parecido com Io-iô cream). Feche o pão e deliciem-se com esta obra divida.
***
1 – Vocês sabem que fica bom pelo simples fato de que qualquer coisa com Nutella fica bom.
2 – E não, não estou sendo pago para dizer isso.
3 – Spencer (porque tinha que tem um “spencer”).


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