Nossa! Vim tirar algumas teias de aranha da minha conta, na verdade eu estou a ponto de ser demitida do blog caso não escrevesse, com toda razão, alias não cumpri a promessa de escrever pelo menos duas vezes na semana.

Na verdade sinto uma falta de inspiração, falta brilho para escrever, mas nem por isso quero parar.

Bem, essa semana comprei vários livros e quando chegou fiquei pasma! O livro veio com uma baita publicidade no verso. Fiquei decepcionada, e com vontade de reclamar – Sr. Turambar feelins – o que problema foi que o livro custou um preço consideravelmente caro e a propaganda do livro foi pra onde?

Sei que publicitários aceitam bem propaganda, mas quando é boa publicidade, provavelmente essa pagava a impressão ou a tradução do livro, mas podia ser algo diferente pelo menos pelo preço do livro.

Aproveitando a onda de reclamação quero deixar minha indignação com o Cinemark que já deu problema no filme duas vezes e nunca respondeu nem se importou com nenhuma reclamação que eu fiz.

Deixe sua indignação ai.

revolta

Dica: Quando você tem uma rotina e uma hora “certa” que acorda todo dia, NÃO MUDE ESSE HORÁRIO.

Motivo: Você vai acordar mais cedo e vai descobrir que os motoristas de ônibus da sua cidade resolveram entrar em greve por tempo indeterminado.

Na boa, continue chegando atrasado.

***

1 – Como eu disse no Twitter, um Salve para os motoristas de ônibus em BH por me foderem hoje.

2 – Só pra constar, eu acordo normalmente às 7:10. Hoje acordei às 6:00.

3 – Foda-se se você acorda às 5. Imagine que você acordou às 4 por NADA.

desespero

Tenho a ligeira impressão de que a foto é um tanto pesada para o tipo de post, mas ilustra o sentimento. Não se precupe, daqui a pouco vou pedir para você subir o post e olhar a foto novamente. Você irá rir e depois você também irá para o inferno.

Meu caro leitor, prepare-se. Esse é mais um daqueles textos que você adora ler, ou seja, do tipo em que eu me ferro de verdade a história inteira, mas que no final dá tudo mais ou menos certo.

Como você sabe, pelo menos deveria saber (já que você se diz um leitor fiel a essa bagaça #brimks), que eu estou estudando de manhã neste período da faculdade. O motivo, é que eu tenho hora pra entrar no meu trabalho, mas como um bom diretor de arte fudido, jamais tenho hora pra sair. Então, ou era de manhã, ou não era. A mudança foi deveras repentina, e eu lógicamente me ferrei pelo fato de que acordar cedo pra mim é mais difícil do que estudar física quântica.

Bom, a minha Universidade tem um negócio que chama TIDIR (Trabalho Interdisciplinar Maldito Filha da Puta Dirigido) como eu estou indo pro último ano de faculdade e a partir de agora o negócio é o tal do TCC, fiz meu úlitmo TIDIR esse semestre. (Faça um teste: se você conhece alguém da UNA aqui em BH ou da Unimonte de Santos, diga a palavra “TIDIR” perto dele. Você vai entender o que eu estou falando) Então, o tidir é sempre… vamos dizer… desesperador. Principalmente pra mim, que tudo dá muita merda antes de dar certo na maioria das vezes.

Levei o tal tidir como sempre, na interfemural (leia-se nas coxas), última hora e tudo mais. Só que havia um problema, estudando de manhã, eu teria que terminar o trabalho em um horário que me possibilitasse imprimí-lo em uma gráfica. O problema é que como eu tinha que apresentar e entregar o trabalho ontem (terça-feira), eu tinha que terminá-lo na segunda no máximo até meio-dia. Coitado de mim.

Trocando 2 mil e-mails com o pessoal do grupo – tudo isso no meio do meu horário de trabalho – completa daqui, escreve um textinho ali, sobe duas páginas lá. Quando eu vi. 18h. TCHAM! Eu tinha que entregar o trabalho e aprentar no outro dia às 8 da matina. EAGORACARALHO!? Comecei a ligar para gráficas como louco, as que atendiam diziam que não estavam atendendo mais. Não perdi a calma. Mas mandei um e-mail pro grupo para avisar. Falando que talvez não conseguiríamos imprimir o trabalho.

A reação deles? Bem, olha a foto lá em cima de novo.

Fim do mundo, e-mails desesperados e eu nem tinha começado a pensar em talvez como iria fazer a apresentação para o outro dia. Caro leitor, não aprenda a ser diretor de arte, sua vida estará condenada. Falo sério. Bom, voltando a história, vi uma luz no fim do túnel. Cléber da CTRL P, mas conhecido hoje – por mim – como São Cléber O Santo das Impressões Impossíveis. [Aqui vale lembrar que eu já tinha ligado para a CTRL P - que é uma gráfica parceira do Grupo Open aqui, eles realmente fazem coisas impossíveis -, mas o cara de lá disse que era impossível e tal, que eles estavam garrados que não ia ter jeito]. Eu tenho o Cléber no msn, então fui falar com ele. Ele realmente disse que não iria dar e tal. Aí sim eu fiquei desesperado. (veja a foto novamente). 

Já estava inventando as mais sinistras mentiras para os professores da banca no outro dia. Quando resolvi tentar de novo com o Cléber, em lágrimas é claro. Expliquei como seria a impressão (já eram 19h30), e São Cléber, vendo o meu desespero disse que faria.

Foi gol mano. Golaço. Mandei um e-mail tranquilizando a galera. E mandei o arquivo pro Cléber por MSN. Como eu tinha que sair para levar uns pacotes pro povo lá, deixei enviando o arquivo e saí. Deixei meu celular com ele caso acontecesse algo. Alguns minutos depois, já voltando para Open, o Cléber me liga dizendo que o arquivo cancelou, e que era pra eu enviar de novo. Merda de MSN, pensei. Voltei pra Open e constatei o pior: a internet tinha caído.

aimeudeus

- GENTEAINTERNETCAIU!~?!??!?!

- Caiu.

- PUTAQUROAPARELPORRA!A??A?A FODEUFODEU

- Pois é…

A internet não voltava por nada. E São Cléber me ligando dizendo que seus outros fiéis não poderiam ficar na mão por minha causa. Eu não posso ser tão azarado assim! A solução foi ligar pro meu irmão, pedir pra ele entrar no meu e-mail, e ecaminhar o e-mail com o arquivo pro São Cléber. Deu certo. Logo depois disso, a internet volta.

AMURPHYSEUVIADO!

O problema, é que meu problema ainda não estava resolvido. Eu tinha que fazer a apresentação do trabalho. Fui pra casa, sentei no computador e soltei um.. “Ah neeeem”. Tirei um cochilo, fui acordado pelo meu irmão chegando da rua com um “Vai dormir na sua cama velho…” “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse”.

Comecei a fazer a apresentação era uma da manhã. Terminei às 5. AGORA EU TE PERGUNTO! COMO DIABOS EU IRIA ACORDAR PRA APRESENTAR O TRABALHO!?!?>!>!

Quando fui dormir, mandei uma mensagem desesperada pro Tiago e pro Rodrigo. Pedindo pelo amor de Deus para me ligarem até eu acordar. Bom, me ligaram só 20 vezes até eu conseguir acordar, e sem motivo aparente eu estava com o celular na mão em baixo do travesseiro. Sim, eu não comando meu próprio corpo 100% do tempo. Já era 7:30 quando consegui acordar, tive que pegar um táxi até a Serraria Souza Pinto no maldito evento da faculdade para as apresentações do TIDIR. Entreguei tudo, apresentamos o trabalho.

Nem preciso dizer que passei o dia de ontem (quarta) como um zumbi.

E pensar que ainda tenho 3807u298 trabalhos da faculdade pra terminar…

Tremo só de pensar nas merdas que podem acontecer.

***

1 – Visitem o Palavra Ácida do Will que está de Mimimi comigo.

2 – E visite também o Blog do Grupo Open.

Eu estou aqui, de madrugada, cansado para caralho e sem sono. Lendo alguns feeds aqui tentando resgatar o sono perdido eu pensei na possibilidade de escrever, ultimamente – tenho que admitir – só de pensar em escrever eu já fico esgotado. Mas isso, acabo de descobrir, é porque ultimamente não ando com boas idéias sobre o que escrever aqui, até que agora surgiu uma coisa que eu queria falar há muito tempo mas não tive a oportunidade, vamos lá.

É fato que eu não sou uma das pessoas mais normais desse planeta, na verdade… ninguém é normal, mas alguns se sobressaem. Eu não estou tirando onda de doidão, mas as vezes me pego pensando numas coisas e me acho um maluco do caralho. Uma dessas coisas é um tipo de brincadeira que eu desenvolvi desde pequeno – figura no top five das minhas maluquices – que é inventar palavras incompreensíveis no meio de frases a qualquer momento.

Tempos depois de “inventar” essa besteira, foi que eu descobri que é uma forma um tanto besta de dar gargalhadas sozinho. Vou explicar melhor. Imagine o seguinte cenário: Você está no escritório onde trabalha e precisa explicar para o novo estagiário como você aplicou aquele efeito na foto que você estava tratando, só que no meio da explicação você vai jogando uns neologismos, tipo assim:

- Então, pra fazer isso aqui é só clicar com o botão direito do mouse e arrastar um wastenflavours pra esquerda.

- HÃ!? (seguido de um olhar de profundo desconhecimento)

Aproveitando o gancho, você completa…

- É o wastenflavours… tipo o plostenflovers do Ilustrator.

- … (a expressão beira o desespero e o choro)

Algumas pessoas são imunes é claro, e nem sempre você pode usar isso. Com o seu chefe por exemplo pode ser muito bom, ou muito ruim. Mas na maioria dos casos funciona. Tenho que deixar claro, que você tem que continuar até a pessoa sacar que você está só fazendo hora com a cara dela. É incrível como as pessoas não se tocam, principalmente se para elas você é uma figura respeitada. Ao invés de te achar um retardado, a pessoa vai se sentir uma estúpida foda por não estar entendendo aquilo que você diz com tanta naturalidade – diga sempre assim, como se aquilo fosse a coisa mais conhecida do mundo.

O desafio nem é fazer a pessoa cair na sua, o grande desafio é saber até que ponto você consegue segurar a risada das expressões faciais do seu alvo. Se você tiver um irmão mais novo, tente com ele.

Eu por exemplo tenho crises de riso quando faço isso com minha mãe. Isso porque ela tem a mania de ouvir coisas completamente diferentes do que você falou, tipo:

- Mãe, você trouxe o abacaxi?

- Hã? Mateus saiu daqui? (seguido de expressão –>  o_O)

Falando da minha querida mãe, tenho que – antes de continuar – contar um pequeno detalhe sobre ela. Ela nunca diz meu nome quando quer falar comigo. Não ache estranho, minha mãe me chama de Pedro lá pela terceira ou quarta tentativa. Na boa, não é engraçado. Na verdade é, mas não pra mim. Outro dia, estava eu em Monlevade, deitado no sofá vendo TV quando escuto ela gritar:

- OZZZYYY, PEDRO MIJOU NO SEU QUARTO TODO TÁ!

Ozzy – se você não sabe, é o nome do meu cachorro. Isso é pouco… outro dia tinha algumas visitas lá em casa e minha mãe foi logo falando sobre o “cachorro”…

- Iiiih menina… você tem que ver, se deixar Pedro mija na casa toda.

- PORRA MÃE! EU sou Pedro, o nome do cachorro é Ozzy pô!

O pior é que o maldito cachorro olha pra mim com uma cara de pilantra, do tipo “Eu faço a bagunça e você leva a culpa, hihihihi”.

Bom, continuando com o post que são dicas para você rir sozinho e não rir de mim.

Eu uso esse pequeno desvio de atenção de mamãe para minha inocente brincadeira. Com ela eu faço isso em momentos em que ela está prestando atenção em qualquer coisa, por exemplo cozinhando alguma coisa.

- Mãããe!

- Que foi Mateus?.. é.. Fernando… Daniel.. menino.. Pedro! (é assim mesmo)

- Cê viu meu joguerplot?

- Hein? Onde cê pôs o pote?

- Não mãe! O joguerplot, deixei do lato do sponemflovi.

- Deixou pra Ozzy? (cara de WTF?!)

- (Rindo descontroladamente) Mãããe, wastenflavours… (deitando no chão pra rir)

- VANDERLEI (meu pai)! Olha esse menino fazendo hora comigo!

Eu nunca consegui segurar a risada com ela. Ela é tipo o último chefão, nível de dificuldade God Mode.

De qualquer forma, peço que experimente fazer isso. Você com certeza vai passar de idiota na maioria das vezes, no início pelo menos. Ter essa habilidade é como ter a habilidade de iniciar uma salva de palmas – nem todo mundo consegue. Tem que saber a hora certa, tem que ter o timing correto.

Mantenha-se sério e controlado o tempo todo. A pessoa vai acabar caindo.

Mudando de assunto, se você gostou desse post, você é um maluco (a) do caralho. Se você odiou, perdoe-me, eu sou maluco e prometo um post melhor da próxima vez.

***

1 – Essa semana vai rolar alguns posts de divulgação de uns eventos bacas. Principalmente para a galera de BH. Em um deles terá até sorteio de pares de ingressos para shows. Fiquem atentos.

2 – EU NÃO VOU DEVOLVER PORRA NENHUMA DE CHIP! Não entendeu? Clique aqui. [/kibelocoschool]

3 – Coitado do @rafabarbosa, enquanto o Hélio dos Anjos estiver no Goiás, ele nunca terá a chance de jogar lá.

4 – Como sei que eles vão rir desse post, vou agradecê-los aqui. Saibam que se não fosse pelo Matheus (@xrango) e pela Bruninha (@brunaboosales) este blog não estaria no ar hoje. Agradeçam a eles, ou não.

Então, por causa do primeiro post e do post do Neto dessa que agora parece virar uma série, eu fui convidado pela Camilla Conde do A Melhor Das Intenções (o texto era para ser postado lá, mas a Camilla tá me enrolando tanto que eu to dando uma de ejaculador precoce e postando aqui primeiro, Camilla, não me xinga!) para fazer um misto de Parte 3 com “A volta” ou Novas Dicas. Eu fiquei pensando durante um bom tempo qual seria o tema principal deste, já que no primeiro eu classifiquei a nós homens em três classes simples.

Eu comprei o livro Alta Fidelidade – do autor Nick Hornby – hoje (dia em que estou escrevendo esse texto) – queria dizer que esse livro tem o melhor início de todos os livros que eu já li.( E já que eu terminei o livro agora que estou postando, tenho que dizer que é de longe um dos 5 melhores livros que eu já li). Bom, no início do livro Rob Fleming – personagem principal – faz uma lista das cinco primeiras chutadas que levou. E ele fala uma coisa que para mim foi como se a vida inteira fizesse sentido. Eu praticamente descobri o que diabos aquele computador maldito quis dizer com 42 (papo de nerd, favor ler Guia do Mochileiro das Galáxias, grato).

Ele diz exatamente assim, após contar como tentou arduamente colocar as mãos nos pequenos seios da sua segunda namorada, tinham algo em torno de 14 anos:

“Leia qualquer revista feminina e você verá a mesma queixa várias e várias vezes: os homens – esses garotinhos com dez ou vinte ou trinta anos a mais – são um caso perdido na cama. Não estão interessados nas “preliminares”: não têm nenhum desejo de estimular as zonas erógenas do sexo oposto; são egoístas, ávidos, desajeitados, sem sofisticação. Essas queixas, você não pode deixar de perceber são algo irônicas. Naquela época, tudo que nós queríamos eram as preliminares, e as garotas não estavam interessadas. Elas não queriam ser tocadas, estimuladas, excitadas; na verdade, costumavam nos bater se tentássemos isso. Não é na realidade muito surpreendente, então, que não sejamos muito bons na coisa. (…) O par perfeito, na minha opinião, é aquele formado pela leitora de revistas femininas e um garoto de catorze anos.”

Agora me fala. Gênio esse cara, ou não? Fui obrigado a rabiscar o livro e grifar a parte que está em negrito aí em cima e tacar um “genial” lá.

Olhem só, todas aquelas investidas frustradas, todas as vezes em que você tocou um seio por cima ou por baixo da blusa por aqueles mesmos milissegundos, toda aquela frustração foi revertida em foda-se depois. Apesar de ser um cara que gosta de passar um bom tempo – e gosto mesmo, sem obrigação – “explorando” o corpo do sexo oposto que esquenta a cama, na minha opinião as mulheres teriam muito mais orgasmos hoje se tivessem deixado a gente dar umas belas treinadas naquela época em que nós tínhamos tanto medo quanto elas de ir para o velho entra-e-sai (favor ver laranja mecânica, grato). Além é claro do fato de que as preliminares não seriam nem um tabu e nem uma reclamação recorrente.

Tenho certeza que agora você mulher vai se lembrar daquele dia em que seu namoradinho sorrateiramente desceu a mão do seu pescoço para seu seio direito e você apesar de querer muito disse “tiramãodaíô, tálôco?” e vai juntar essa cena com todas as vezes que o cara lá não teve a manha de acender você e vai saber que fez besteira. Longe de mim querer dar mais essa culpa (se é que você já anda com montes delas, tenho certeza que você acha que sim). A culpa é de vocês, mas não é de vocês. Sacou?

Meu caro amigo, que está lendo isso e pensando “Pronto. Tenho um belo argumento para ser um merda nas preliminares e ruim de cama”. SHAME ON YOU. Primeiro, se você pensou isso, merece a vida inteira de solidão e masturbação em frente ao computador. Segundo, você é um idiota. Não é por isso que você não pode aprender né?

Da próxima vez que arrumar uma namorada, (lembre-se, em um one night only você não tem tanto tempo assim para “aprender” o que ela gosta) procure saber o que ela gosta. E deixe de ser um banana de pijamas e faça, sem medo e sem pudores. Á, para concluir a dica para você, saiba que saber o que uma mulher gosta, não quer dizer nada. Elas são iguais e diferentes ao mesmo tempo. Difícil de entender né? Pois é assim mesmo.

Para você querida leitora, desencane, dê uma conversada, diga as coisas. Sem essa de “eu gosto” sair da boca e você pensar “umm, acho que vou ligar pro Carlinhos…”.

Na verdade, entre esse pensamento e “Será que eu tranquei a porta?” escolha ligar para o Carlinhos. Ser rejeitado é melhor do que ser ignorado.

***

1 – Um beijo, um pedaço de queijo e mil perdões por ter postado antes aqui. Visitem o blog A Melhor das Intenções, você vai aprender tudo sobre relacionamentos lá. Bem escrito e bem humorado.

2 – Um agradecimento especial à Odilly Campos, láá do Rio que é leitora fiel do blog!

3 – GENTE! E A PROMOCETA EM!? Extendi o prazo! Vamos lá, mandem os textos, fotos, vídeos e afins!

psp 3000

Digamos que tenha sido em Dezembro de 93 ou Janeiro de 94 um dos dias mais felizes e importantes da minha vida. O dia em que eu e meus irmãos ganhamos o nosso Super Nintendo. Assim como eu, milhões de meninos de 6 anos se sentiam no paraíso da modernidade e da diversão. Nós estávamos entre os grandes. Nós tínhamos um SNES novinho e com uma porrada de jogo.

Foi um dos dias mais felizes não precisa nem explicar. Dê um videogame de última geração para um garoto de 6 anos para você entender o que eu estou falando. Na época o SNES era o PS3 de hoje. Um marco na nossa geração. Me lembro como se fosse hoje. Meu pai iria trazê-lo, tava vindo de viagem, os três rebentos de minha mãe acordados até altas horas – tipo umas onze e meia da noite – esperando a tão esperada caixa mágica.

Eu sei que dormimos, sentados em algum canto, um encostado no outro e acordamos na cama. Eu como sempre o mais dorminhoco, acordei com um barulho de scharakrichetch pra cá, scharakrichetch pra lá. Além de exclamações de puro prazer e alegria, coisas como “nossinhora!”, “abre esse trem logo”, “meu deus do céu”, essas coisas. Ainda de olhos fechados fui ficando com raiva da barulhera e por estarem me acordando – já nessa época eu odiava que me acordassem, abs – até que… até que tico bateu em teco, teco ficou louco e começou a dar tapas na cara de tico que deu o grito.

Me lembrei o porque daquela balbúrdia toda. Em 2 segundos eu já estava arrancando pedaços de qualquer coisa e soltando as mesmas interjeições como se estivesse lá desde o começo. E meus irmãos encararam o fato da mesma forma. Eis que colocamos o SNES em um tamborete e nos afastamos para dar uma olhada.

Lá estava ele, o Santo Graal de nosso tempo. A maravilha. Todo montado, com fita, manetes e tudo mais. Eu até hoje juro que ele brilhava, meus irmãos me disseram que foi o sono. Ninguém deve passar de “estar dormindo” para “atirando e lançando granada” em dois segundos. Mas que para mim até hoje ele brilhava, brilhava.

Eu falo pra todo mundo, se eu não tivesse ganhado um SNES eu nunca aprenderia inglês, eu nunca escreveria, eu nunca teria imaginação. Papo sério.

Eu tô contando tudo isso, só para contar que eu – desde a última sexta-feira – sou possuidor de um novíssimo (e bloqueadíssimo) Play Station Portable, vulgo PSP. E por dois dias – sábado e domingo – eu fui novamente aquele garoto de 6 anos que acordava às 6 e meia da manhã para abrir seu Super Nintendo. O coração bate forte, dores no estômago, ansiedade elevada a décima potência para poder zerar o primeiro joguinho.

“Um mundo de emoções por causa de um videogame? Get a life.” Você pode dizer. Eu digo, sim! Um mundo de emoções para isso. Foi jogando joguinhos que eu aprendi muita coisa, como eu já disse ali. É jogando joguinhos que eu me desligo desse mundo maluco, é jogando joguinhos que eu volto a ser criança e esqueço como o mundo aqui fora é cruel. Meu refúgio não é uma carreira de cocaína, nem um baseado. Meu refúgio não é ira ao shopping. Meu refúgio não é sumir do mapa. Meu refúgio vai de voar com o Super Mário a tocar Free Bird no hard e fazer 5 estrelas, passando pelo Protoman e matando – finalmente! – o Dr. Willy.

***

1 – Dica! Dê um videogame para seu filho/irmão/whatever enquanto há tempo. É uma dica séria.

2 – Por causa do PSP não se assuste ao entrar no blog e ver alguns reviews de jogos.

3 – Visitem o blog do maior fanático por joguinhos que eu já vi – Kid, do Hoje é Um Bom Dia.

***

[Zica do Dia - Edição ExtraORDINÁRIA]

Dica: Ao comprar um PSP, NÃO ATUALIZE SEU FIRMWARE PARA 5.51!!!!

Motivo: Você não conseguirá desbloqueá-lo.

***

Burro, burro, burro, burro…

[/por enquanto... por enquanto...

revolta

A vontade de matar é grande. Gigante. Mas eu vou tentar controlar os ânimos enquanto escrevo. Será difícil, mas vamo lá.

Negóssiguinte. Outro dia, eu estava na pequena metrópole de Monlevade. Quando estou lá é fato que sinto falta de algumas coisas básicas a um pequeno – nem tão pequeno assim – nerd, coisas como: internet rápida, tv a cabo, videogame (que eu esqueci de levar)… coisas normais. Até então, meu irmão que mora lá usava a internet discada (sooo stone age), mas eis que ele colocou velox rapá! 100k. 100 é melhor que 56 né? E sem a chatisse da minha mãe de “Sai da internet aí que eu preciso ligar para…”

Eu até tava conseguindo fazer as coisas – bem poucas – que eu faço normalmente, twitter, MSN, Feeds, e até pra postar era mais tranquilo. Fotos +18 do e-mail e porns, nem fudendo. Literalmente e com trocadilho. Bom, até que um dia, o MSN resolveu não entrar mais. Ok, tranquilo, fui ver o que era. Falou lá que o Proxy tava de conchavo com o Firewall e os dois não queriam dividir os brinquedinhos com o resto da turma. Eu soltei meu sonoro “Que Porra é ESSA?!”

Meu irmão – coitado – usa o AVG como antivírus. Quem já instalou essa titica no pc, sabe que grande caralho é essa porra (merda já ultrapassei a cota de palavrões deste parágrafo). Eu achei que o AVG resolveu soltar a franga e não deixar eu conversar no msn. Ele sabia que eu queria deletar ele. Tudo bem. Eu iria para BH em poucos dias, ficaria sem msn, qualquer contato urgente eu faria pelo Gtalk.

Chego em BH ontem, de ressaca, cansado, puto pelas ‘férias’ de uma semana, mas por outro lado feliz por voltar a usar minha internet rapidinha, poder ver os porns ler os blogs, abrir vídeos e fotos e é claro, jogar conversa fora no MSN. #MEGAFAIL. O MSN não entrou… pelo mesmo motivo. Outro QPE bem alto. Fiquei encucado, mas estava sem saco para resolver aquilo.

Hoje, fui trabalhar na parte da tarde no meu cliente. Chegando lá, os MSN de todo mundo funcionando normalmente. Eu fiquei seriamente encucado e prometi que quando chegasse em casa resolveria esta merda de uma vez por todas. Chego em casa, faço as coisas que toda criança deve fazer antes de brincar, e fui abrir o MSN. Nada.

Como eu sou curioso, e agora eu não deixo mais as coisas pra depois – postergação 15, pq Zero é complicado – fui xafurdar nesta merda para resolver o problema. Fui clicando num tanto de trem, procurando outros trens no Santo Pai…. eis que eu descubro o problema. VOCÊ ACREDITA QUE O PROBLEMA ERA NO INTERNET EXPLORER? Sabe por que eu fico puto? PORQUE EU NÃO USO A MERRRRRRRRRRDA DO INTERNET EXPLORER HÁ NÃO SEI QUANTOS ANOS.

[Mais calmo agora] Ok, vamos enfrentar o monstro. Entro no IE (me perdoem), fucei, fucei, marquei caixinha, desmarquei caixinha, rezei pra Ilúvatar, pedi pra mãe do guarda e nada. Por curiosidade, resolvi olhar a versão do IE que eu tinha instalado aqui na máquina. Veja você:

ie6 fail

Sim. Eu tenho o Internet Explorer 6 instalado aqui.

Isso prova duas coisas. Uma que eu não uso esta merda de verdade. Outra que o Internet Explorer 6 é tão maldito, tão filha da puta, tão merda que mesmo eu não usando ele, ele me fode de algum jeito. Agora eu pergunto. PODE UMA COISA DESSA!?

Tentei resolver de toda forma, mas não deu. A solução óbvia então seria baixar a mais nova versão do IE. E aqui começa outra novela. Fui no Santo Pai denovo, e cai no site Baixaki. Até aí tudo normal, cliquei para fazer o download e… 4,3 kbytes. EM!? Minha internet é de 3 megas. Como diabos eu poderia estar baixando algo a 4 k? Maldição do Internet Explorer 6 meu caro leitor. Ele sabe que eu não dou a mínima para ele. Ele sabe que por mim eu varria ele da face da terra. Ele sabe. Aí ele resolveu me ferrar.

Cancelei o download e fui na fonte. O Site da Microsoft. Para fazer um download lá, você tem que escolher a conexão. Que aliás é uma coisa que eu nunca entendi a serventia. Então, fui lá, escolhi a conexão compatível com a minha e.. merda. 14 k. Resolvi testar a velocidade e ver quanto tava, eis que vem a revelação:

velocidade fail

Viu só? Maldição do IE. Não ria, é sério isso.

Se você reparar, é a segunda vez ali que eu tentei baixar o IE8. Essa aí deu biziu e eu tive que baixar denovo, vamo que vamo e beleza. Dessa vez foi mais rápido e eu consegui baixar e instalar o IE8. Só lembrando e reiterando que eu odeio programas que me obrigam a reiniciar o pc logo depois de instalá-lo. Reiniciei.

Abri o IE8 e…NADA. Deu na mesma merda. O IE não abre nenhum site, o MSN não entra e eu não sei mais que merda eu posso fazer para isso tudo funcionar e eu esconder o ícone do IE e ficar em paz. Eu só sei que o tal do proxy continua fazendo suas tripulias com o firewall (que está disativado – o do windows). Eu acho que os dois estão fazendo troca-troca e resolveram assumir e tão de viadagem comigo.

Agora eu pergunto, alguma alma pode me ajudar?

[UPDATE] – Eu descobri que a culpa é do RETARDADO do meu irmão Mateus que ficou brincando de utilizar proxy dos EUA aqui para ver LOST. Maheuvodaunstapasnele. E não, ainda não consegui resolver.

[UPDATE] – Só para você ter idéia de como eu sou cagado. Eu não precisava ter passado por nada disso. Era só desabilitar uma merdinha no IE que tudo voltava a funcionar. Agora, que meu irmão vai tomar porrada ele vai. E Mateus, se você estiver lendo isso antes de nos encontrarmos denovo. Prepare-se.

***

1 – Você conhece o Blog de Brinquedo?

2 – Você já viu o novo layout do Triplo Sentido?

3 – E o novo layout do Manicômio S/A? Você já viu?

Não?! Que vergonha em…

Presumo que todos vocês já conheçam o Twitter. Afinal, depois de sair na Época, Fantástico e em outros buracos malignos da relevância da meritocracia formal da imprensa brasileira, não é possível que alguém ainda não conheça o site de relacionamentos que mais cresce no mundo (e também no Brasil). Se você não conhece não precisa ler este texto, vá ler um livro, jogar sinuca, cheirar gatinhos, pois ele é só para aqueles que tem relevância na meritocracia informal da internet.

Conversando com a @kakah, que está aplicando algumas técnicas de monetização e propondo um #TwitterCamp para discutirmos melhor isso com os especialistas em mídias sociais, vi que um texto decente sobre isto era necessário. Estou aqui para solucionar as dúvidas e propor 5 dicas para todos aqueles que querem ficar milionários com o Twitter e não sabem como.

Monetize seu plano de fundo

A Kakah, no início de sua campanha de monetização, começou muito bem! Colocou no ar um plano de fundo convocando todos os que estiverem interessados em patrocinar seu perfil.

Como todo especialista em mídias sociais já sabe, esta técnica é bem web 1.0, mas ela funciona, claro! As empresas irão anunciar em um lugar privilegiado, de boa visualização em um dos maiores sites do mundo!!! Quem não toparia isso?

Porém, eu não recomendo a dica dada pela Kakah. Acho que você deve vender o espaço com exclusividade, e não tentar fazer do seu background uma camiseta do Corinthians ou uma página de classificados eróticos. Fica a dica: valorize seu produto e seus clientes, esse é o principal caminho para ficar milionário com o Twitter e manter sua credibilidade e relevância.

Aproveite o Favoritos para criar um canal de comunicação

“Ok Diego, eu já criei meu espaço para anunciantes no meu background, e agora?” Meu caro leitor, agora você deve comunicar a todo o mundo que seu Twitter está como uma puta paga esperando patrocinadores que irão lhe dar um bom sustento com suas tweetadas super idiotas cheias de conteúdo.

O Twitter é um local complicado para se colocar informações duradouras. A sua Bio – nem venha com logia! – é curta demais para oferecer todos os benefícios que seu perfil pode oferecer aos clientes. Também colocar simples tweets não seria inteligente, pois eles são facilmente descartados e somem na sua timeline – e não queremos que você seja banido por spam, não é?

No Twitter há uma área chamada “Favoritos” que provavelmente nenhum de vocês utiliza, ou se usa é para guardar tranqueiras de links ou coisas inúteis que você nunca irá usar na vida, como eu. Esta área é a única onde os tweets duram algum tempo e podem ser estocados por relevância ou gosto pessoal.

Crie nesta área um mídia kit. Ofereça os benefícios de anunciar no seu Twitter, os serviços que você oferece e os valores para aquisição deles, além de formas de contato rápidas e eficientes para as empresas.

Linke produtos afiliados no seu Twitter

Esse é simples e fácil: faça parte de sistemas de afiliados de sites como o Submarino, Lojas Americanas, Mercado Livre, etc. Esses sistemas são muito úteis nos blogs, e são ótima fonte de receita para muitos blogueiros.

Como ainda não existe um Boo-box para publicidade no Twitter, você deverá ser inteligente e utilizar sua base de followers para criar tweets publicitários que agreguem desejo neles. Falando em linguagem de gente: ofereça no meio dos seus tweets sobre a situação política da Birmânia alguns produtos que possam ser úteis para seus leitores, como o nosso amigo @PedroTurambar aqui em cima fez com o livro “Brumas de Avalon”.

Utilize com moderação e, por favor, não venha me oferecer aqueles iPhones genéricos. Obrigado.

Venda seus tweets

Simples: há os publieditoriais nos blogs e os tweeteditoriais no Twitter. Você é pago para colocar mensagens ou #hashtags patrocinadas, como o Marcelo Tas em sua parceria com a Telefonica. Quem sabe alguma outra coisa como “Tweetando diretamente do meu poderoso smartphone Motorola Luciano Huck”, se bem que isso ocuparia muito espaço. Deixe a cargo dos contratantes decidirem os formatos de suas ações tweeteditoriais quando você receber suas primeiras propostas milionárias.

Faça de seu Follow Friday um mercado negro

Esta é para aqueles que possuem alta relevância na meritocracia informal da internet. Afinal, se sua palavra é lei para pelo menos algumas boas centenas de seguidores, por que não utilizar isso para angariar alguns trocados? Mas fica tudo entre nós, ok? Se bem que vender suas recomendações e vender sua opinião é mais ou menos a mesma coisa.

E por último, mas não menos importante: NUNCA, eu disse NUNCA, venda sua mãe. Obrigado.

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1- O Rafa Barbosa, outro social media guru como eu (cof! cof!) também criou seu plano de monetização no mês de março, você pode vê-lo clicando aqui.

2- Sigam-nos os bons! @diegocamara, @pedroturambar, @fouquet e @netomacedo.

3- Visite o blog da @Kakah, o Meu Veneno.

4- Veja o ótimo comparativo feito pelo @Guzats dentre os navegadores no OxenTI.

Terça-feira, 30 de junho de 2009 ou sexta-feira 13 de um mês e um ano qualquer.

O Pedro é o cara zica do blog, mas hoje foi o MEU dia! Sentem confortavelmente, peguem a pipoca e deliciem-se com a minha saga:

Eu tenho uma rotina. Acordo às 7h00, tomo banho, como meu cereal de fibras (para liberar o fluxo, se é que vocês me entendem), tomo meu cappucino (em pó com leite fervido no microondas) e meus remédios matinais (essa vida agitada, né?). 7h45 minha vó começa a gritar que eu vou me atrasar, eu grito que ainda tem tempo.

Aí começa o caos. É Naya gritando “onde ta meu celular?”. É vó gritando “você colocou água no radiador?”. É vô gritando “eita mania de andar descalça”. E eu pulando pela casa desesperada, escovando o dente ao mesmo tempo que penteio o cabelo e penso na blusa que vou usar.

Até aí tudo normal.

Então eu entro no carro, coloco meus óculos escuros (não é frescura é fotofobia), aperto o controle do portão, ligo o carro, ligo o som, xingo o pessoal que passa de bicicleta na porta de casa, viro a esquerda, entro na rodovia, atravesso o viaduto, dou tchau pra minha cidade, pego a estrada e chego no serviço em 30 minutos. Isso, claro, se hoje não fosse o MEU dia!

Coloquei água no radiador, entrei no carro, coloquei meus óculos escuros, apertei o controle do portão, liguei o carro, liguei o som, xinguei o pessoal que passa de bicicleta na porta da minha casa, virei a esquerda, entrei na rodovia, comecei a atravessar o viaduto e BUM…um barulho estranho vindo da frente do meu carro. Fudeu!

A direção ficou pesada, achei que o pneu tinha ido pro lixo. “Bom, tem um posto logo ali, vou seguir e paro lá”. Dei seta pra direita, o carro ficou mais pesado, tentei baixar a marcha e meu carro parou…parou…PAROU!

Pânico, desespero…

O desenho tosco abaixo mostra a minha situação!

Essa é a situação. eu sou péssima pra fazer essas coisinhas, mas eu finjo que tento e vocês fingem que entendem. A linha azul é meu caminho

o problema é que vem carro de vários lados. Sigam as setas e a indicação de quantas faixas vem de cada lado

o meu carro fez um barulho no viaduto e morreu no ponto especificado abaixo entre DUAS faixas, meio de ladinho

mais de perto é mais legal…

minha cara

Agora imaginem uma loira louca gritando no meio da rua pra alguém ajudar a empurrar o carro!
Eis que meu salvador aparece. Um moço de bicicleta parou e me ajudou. Nisso outros dois moços vieram ajudar, porque o carro tava mais pesado que elefante fazendo birra pra não andar.

Parei no posto, o moço não sabia o que fazer. Agradeci os carinhas da bicicleta, encostaram meu carro num canto do posto. Tava AQUELE vento, AQUELE barulho e eu com o cabelo molhado tomando um banho de areia e morrendo surda com tanto carro passando.

Passei um rádio pra minha mãe, contei a história, ela disse que ia resolver. Liguei pra casa, minha vó já entrou em pânico e eu disse que ia cuidar disso. Liguei pro serviço, avisei que não tinha hora pra chegar.

Minha mãe retornou falando que o mecânico tava atendendo outro carro no meio da rua e que depois ia lá me ver.

Nisso eu já tava toda gostosa, com areia até na calcinha, esperando o salvador da pátria me socorrer. E os frentistas me olhando a cada 5 minutos.

Uma observação…sabe posto que só pára caminhoneiro? Então, é um desses. Agora imagina no nível…eu de calça social e um óculos maior que cara, rezando pro mecânico aparecer logo.

Minha vó liga falando que vai me encontrar no posto, pra ficar com o carro até o mecânico chegar e eu ficar livre pra trabalhar. Só que ela anda devagaaaaaaaaaar.

Meia hora de espera, nada de vó e o tio chega. Um tio mesmo. Ele olhou, olhou, pediu pra eu dar partida, não ligou e ele deu o diagnóstico
- É moça, a correia arrebentou.
- Ah que legal. E?
- O carro não vai sair do lugar, eu tô só com o carro, não posso rebocar. Vou ligar pra tua mãe pra ver se ela consegue um guincho.
- Ela tá em forma, liga pro meu padrasto.
- Hum, beleza.

PI (barulho de rádio, ta?)
- Mariani? É o Jusmar, tô com a do corsinha aqui, perdeu a correia, preciso de um guincho
PI
- Vou falar com os caras da CET pra pegarem pra mim
PI
- Vou perguntar se posso encostar o carro aqui no posto mesmo
PI
- Depois me avisa.

Bom, aí o Jusmar (é, o Jusmar) falou com o frentista que pediu pra ele falar com o outro frentista que falou pra deixar o carro onde tava e deixar a chave lá pra quando fossem buscar.

MASNEMFUDENDOQUEEUDEIXOACHAVEDOMEUCARRONOPOSTODECAMINHONEIRO!

PI
- Mariani, vou levar a chave comigo, quando vierem buscar, pede pra pegar lá na oficina
PI
- Tá ok, vou avisar.

- Moça, pega o que você precisa, tranca o carro. Quer que te deixe em casa?
- Não, deixa, eu vou a pé, vou ver se encontro meus avós no caminho.

Até porque…coitada da velhinha, tava indo se rastejando pra me encontrar e eu ia simplesmente embora?
Liguei e ela tava no ônibus, dando uma volta sensacional. Mandei descer e voltar pra casa que eu encontrava ela por lá

- Ta bom, filha. Mas você ta com o controle e a chave de casa, né?
- Esqueci no carro *tapa na testa*
- Me espera no portão então

Camelei, quase morri atropelada, mas cheguei em casa. E minha vó não estava lá ainda. Fiquei esperando mais uns 10 minutos e ela enfim chegou. Nisso meu horário de entrada no serviço já tinha passado há muito. Bom, tudo bem!

Contei a história toda pra minha vó, ela quase surtou, falou um monte “como você deixa isso acontecer? E agora como eu vou pagar? Você não forçou nada?” e mais um monte de coisa que eu não ouvi.

Fui conferir se tava tudo na minha bolsa, descobri que meu almoço vazou. Peguei outra vasilha, coloquei tudo lá dentro e fui pro ponto de ônibus. Tentei ligar meu mp3 e nada. Não queria ligar. Forcei e ele começou a tocar, fiquei tranquila!

Uns 10 minutos e eu vejo um ponto azul e vermelho vindo na minha direção. Finalmente a lata de sardinha chegou e eu podia sair dali.
R$ 3,25 a menos, o ônibus estava vazio, mas não o suficiente pra eu sentar. Tá bom, eu suporto. Ele subiu no mesmo viaduto que meu carro parou e então eu vejo um trânsito do inferno. Tavam fazendo blitz em cima do viaduto ¬¬

Passamos, eu vi meu carrinho lindo brilhando no posto. Entramos em São Vicente, eu jurei que metade ia descer para eu sentar e nada. Continuo em pé, tudo bem (graças a Deus hoje eu tô de sapato baixo)

Na praia em São Vicente o ônibus parou de novo. Mais trânsito. Os bonitinhos da CET acharam que o dia estava lindo e belo para TESTAR os radares da praia e pra isso fecharam 3 das 4 pistas. Mas pra que tanta pista só pra testar uma porra de radar? Ah, pára!

Andando a 5 km/h finalmente saímos do inferno e entramos no caos total! Das 4 pistas, 4 estavam fechadas e fomos obrigados e entrar no estacionamento da praia pra poder voltar pra pista. Agora alguém me explica o que que passa na cabeça do Einsten que pensou nisso? O cara acordou falando “vou fuder todo mundo hoje”.

Passamos…finalmente.

Algumas pessoas desceram na divisa São Vicente – Santos e eu pude sentar (lá no fundo). As coisas melhoraram? Que nada meu bem, senta que lá vem história!

Meu mp3 parou de funcionar de vez, eu esqueci o fone do meu celular. Guardei tudo na bolsa e começo a escutar o papo de dois moços atrás de mim.

- Porque só tem corno filha da puta. Eu to quieto na minha e cara vem implicar
- É foda. Outro dia um veio falar umas besteiras pra mim na porta da minha casa, mas eu fiz o cara chorar.
- É uma falta de respeito. Tudo filha da puta.

Enfim, eu não sei do que tavam falando, mas falaram sobre isso durante o caminho todo.

Entramos em Santos e o trânsito parou de novo. Outra blitz. Claro que das 431 pistas, 430 estavam fechadas e levamos um tempo ENORME pra passar. Nisso uma senhora entrou no ônibus e sentou do meu lado. Uma portuguesa que falava mais baixo que formiga sussurando no seu ouvido, e ela esperava que eu respondesse. Eu, educada, respondia não sabia o que. Mas não é que ela gostou do papo e continou? E sentou bem colada em mim? E a colônia dela já impregnando em mim? É..é hoje. Eu sou educada, eu converso, mas cara…não hoje…não hoje…

Ela resolveu que era hora de sentar na frente. Suspirei aliviada e logo chegou meu ponto.
Desci na frente do hospital, virei a rua e um moço praticamente me agarra pra falar que gostou de mim. Mandei ele pra putaquepariu e sai andando. Vai cantar outra, hoje eu não tava inspirada.

Cheguei para trabalhar, sentei no meu querido computador já imaginando os 475 emails, mas e a internet? A NET não tava funcionando e meu chefe surtando.

PI
- Filha, você tá com o cartão do seguro? Os caras da CET tão sem guincho, vou ter que pedir pra alguém da seguradora rebocar teu carro.
PI
- Não, mãe, tá com a vó.
PI
- Ela não acha nem a chave reserva e nem o cartão.
PI
- Eu vou resolver isso, perai

Liguei pra minha vó.
- Você não tem ao menos o telefone de lá? Não é possível que não peguem sem a chave. CET tira carro de local proibido com ele todo travado. Ou alguém passa no mecânico.
- Aí, liga pra lá então e resolve, sua mãe não consegue. O número é tal.

PI
- Filha, achou o cartão?
PI
- Não, mãe. Eles não podem pegar a chave no mecânico antes?
PI
- Eu já liguei, falaram que não, tem que ter chave e responsável
PI
- Mas eu mando o vô lá, ele assina, e pegam sem chave mesmo. Qual a dificuldade?
PI
- Olha, é o seguinte. Ou essa chave aparece ou teu carro vai ficar lá, eles não vão tirar sem chave, além do mais você deixou a porra do carro engatado e eu tenho que resolver tudo e o Jusmar tá esperando
PI
- Tá, tá, tá…esquece, deixa ele lá.
PI
- No meu almoço eu vou lá e dou um jeito, caraleo.

Toca o telefone
- Achei a chave, liguei na seguradora, mas só que querem levar o mecânico lá antes
- Mas pra que, vó? Já não falou que é a correia? É só pra levar no mecânico, só isso
- Eles querem.
- Então ta
- Tá nervosa?
- Minha mãe ta descontando a raiva do mundo em mim, quer que eu esteja como?

PI
- Mãe, tão indo com o mecânico pra resolver
PI
- Desculpa meu nervosismo, mas é sua vó ligando, é seu padrasto ligando, é o Jusmar ligando, é você ligando.
PI
- E eu to sorrindo, né? Mas tudo bem.

Isso muito resumido em uma manhã. Tô até com medo da tarde uhauhauhauhauhauhauhauhaauhauhauauhauhauha

Claro que desgraça pouca é bobagem.

Logo que eu cheguei no serviço o menino da filial me liga pra avisar que o computador quebrou.

O alarme do carro da guria que trabalha comigo não tá funcionando.

A contato apareceu com uma reunião urgente que ia tinha que ir pra apresentar um layout e claro que eu não tinha a logomarca porque tava no email da menina e não tinha como vir para o meu (estavamos sem internet, lembram?). Acabei escaneando um cartão e redesenhei.

Fala aí, só o Pedro é zicado? =P


  1. Já mandou seu e-mail para a nova seção do blog? Fala que eu te escuto já vai começar a atender quinta-feira agora…corrão!
  2. Sabem a logo que eu redesenhei e fiz a arte correndo? Acabei de ganhar um beijo da contato. Ela vendeu! Finalmente a tarde está mudando ahuhauhauhauhahua
  3. Notícias de última hora: meu carro só fica pronto provavelmente segunda-feira, ou seja, acho que vai rolar stress no busão todo dia e vocês vão ganhar vários textos todos os dias

A Pior Segunda-Feira da Minha Vida

Só para constar. Mais uma Zica do Dia do tamanho do Brasil.

Eu não podia falar mal de uma segunda-feira e não colocar a foto do Garfield. E antes de contar como foi a pior segunda feira da minha vida, tenho que dizer que há mais ou menso um mês meu teclado vinha dando os sinais de que não viveria por muito tempo (meu computador está dando os mesmo sinais. Medo, muito medo).

A minha Segunda do Horror, começa na quarta. Véspera de feriado, aquela pré-tranquilidade, aquela maravilha, resolvi que não iria trabalhar, não iria na aula. Iria viver do ócio. Afinal, eu tinha quatro longos dias pela frente e poderia terminar os trabalhos da faculdade, cumprir os prazos dos clientes de freela e ainda descansar bastante.

Eu só não contava com o poder INFINITO da minha preguiça e da minha postergação (estou cuidando disso com o meu terapeuta, que provavelmente lerá esta epopéia). Você imagina não é? Obviamente não fiz bulhufas nem quinta, nem sexta, nem sábado e muito menos no domingo que era dia do jogo do galo (líder).

Pois então, eu estava tranquilo, certo de que daria conta de tudo na segunda. Não só me fudi para carvalho, como não dei conta de nada. Calma, eu conto.

Meu pai – que está passando uns tempos aqui em BH, trabalhando – sempre me dava uns 30 minutos de “tortura” às 7 da manhã. Na segunda ele não fez isso. E na segunda eu dormi com a janela fechada. Resultado, acordei às 11 da manhã… totalmente DESESPERADO! Coisas que eu tinha que fazer:

- Cortar cabelo

- Comprar um teclado

- Fazer um depósito no Banco.

- Criar uma campanha (Trabalho final da matéria de Redação), eram 6 peças: AD, Outdoor, Empena, Mídia Alternativa, BackBus, Abrigo de ônibus. Tudo aplicado em suas devidas mídias. E tinha que imprimir tudo em A3 e colocar na cartolina preta para apresentar bonitinho.

- Entregar o meu contrato do financiamento na faculdade (era o último dia)

- Finalizar um catálogo gigante para um cliente

- Criar infinitas peças aplicadas e um powerpoint ultra mega para outro cliente

Sacou o porquê do desesperou? Á… ainda tinha o jogo da Seleção.

De cara cortei as três primeiras tarefas. E como um bom filha da puta, assisti o primeiro tempo do jogo da seleção. Só não assisti o segundo tempo porque tinha ficado 3 a 1, ainda bem que eu não vi a merda que deu… tá… vi o finalzinho.

E meu telefone tocando.

Ou seja, eram uma da tarde e eu só tinha feito a tal apresentação do cliente… prometendo entregar o resto no fim do dia, e rezando para todo o Olimpo para que o teclado aguentasse firme. Finalizei o tal catálogo, enquanto começava a fazer a campanha.

E meu telefone gritando.

Descobri que teria a parte escrita da campanha, um cara do meu grupo estava com pedra nos rins… o outro… bem.. mandei ele comprar a maldita cartolina e dele eu falo mais depois. Photoshop, Corel – é Corel mesmo, por que? vai encarar? – Outlook, PowerPoint, Firefox, Msn.. tudo cortando na alta e meu computador gritando (velhinho que ele é coitado e eu fazendo ele correr uma maratona). 15 horas chegaram e foram num piscar de olhos. Tudo começado, nada terminado. Fiquei uns 20 minutos babando nas visitas do blog ( perto das 10 mil visitas na segunda =D ).

E meu telefone apitando.

O tempo ia passando e o desespero só aumentando. Eram 16:30 quando me dei conta que nem um copo de água eu tinha bebido. Fui fazendo umas coisas deixando outras de lado, a qualquer momento ia ter que parar tudo, tomar banho e voar para a faculdade. Uma boa alma abriu uma grande gráfica ao lado do Campus, obrigado!

E meu telefone espatifando na parede (passou pela minha cabeça)

Terminei as peças da campanha. Ficaram boas. Mas faltava uma – Mídia Alternativa – a única coisa que não havia sido elaborada no papel previamente. Eu não tinha nem tempo e muito menos cabeça para criar alguma coisa e ainda fazer o layout. Ia sem. Juntei tudo no pendrive, peguei carteira, cigarro, contrato e sai de casa. Enquanto trancava a porta, o ônibus passou. Não é mentira, eu juro. Fui andando (correndo) até outro ponto para pegar outro busão. Cheguei – finalmente à praça da liberdade – ufa!.

E meu telefone… uai.. CADÊ MEU TELEFONE?!?!?!?

É… tinha esquecido meu telefone em casa. Como diabos eu iria achar o retardado o outro componente do grupo? Desci correndo para a gráfica – já eram 5 para as 18h – e perguntei bufando:

- Quehorasquefechaqui?

- Oi?

- Que horas que fecha?

- Sete.

Saí correndo como um louco para o Campus. Não o que eu estudava, o outro – que graças a outra boa alma, é bem perto do meu – para entregar o maldito contrato. Já suava em bicas. Cheguei ao campus, local exato, a menina disse que os contratos estavam sendo entregues no segundo andar. Subi correndo as escadas, achei a sala, entreguei o contrato e… “Ou, falta a assinatura do aluno” me disse o cara. Assinei correndo as mil páginas, entreguei e comecei a correr em direção a gráfica novamente. Tanto na ida, quanto na volta, parei para ver se encontrava o cara do grupo. Nada.

Cheguei na gráfica, fiz o pedido e finalmente sentei um pouco. Fui tomar uma água, não tinha copo. (Só de lembrar da sede que eu tava, eu já tomei quase dois litros aqui escrevendo). Esperei quase 1 hora e meia até a moça imprimir tudo bonitinho. Fui pagar e… EU TINHA ESQUECIDO A MERDA DO MEU CARTÃO EM CASA!! DESESPERO… mas MUITO desespero. Eu ainda tinha um cartão de crédito. Perguntei animado “Aceita cartão de crédito né?”, “Não, só débito.” respondeu a mocinha. Meu sorriso foi minguando até quase virar cara de choro.

Explorando todo o meu charme de gordinho charmoso, meio que debrucei no balcão e soltei. “Querida, peloamordedeus, eu só tô com o cartão de crédito, esqueci tudo em casa, meu celular também… a loja já está fechada e eu não posso ligar para ninguém… primeiro porque eu não sei o número de ninguém. Tenho que entregar esse trabalho hoje… passa no crédito vai.” Ela olhou pra mim com uma carinha de dó que até eu fiquei com pena de mim.

Resultado. Ela ligou pra mãe-do-guarda que deixou que eu pagasse no crédito. Todo feliz passei o cartão pra ela. Ela passou, digitou tudo e… pííííí. Não passou. Impassível eu disse “Passa denovo”. Píííííí. Vi que estava escrito na máquina que não tinha resposta. Eu ainda com a mesma cara de tranquilidade disse “Sem resposta não quer dizer não autorizada”. Fomos para a loja de cima, tentamos em outra máquina e pela primeira vez no dia eu tive alguma sorte. O Cartão passou. A moça parece que ficou mais aliviada que eu.

Fumando como um louco, encontrei com meu companheiro de grupo com as cartolinas na mão. Colamos tudo. Aí o grande idiota aqui resolveu refilar – cortar – as cartolinas. Arrumei estilete, régua e um lugar para cortar. Como cartolina é um negócio grande e chato parar cortar eu precisava de ajuda. O filha de uma puta me some e eu além de fazer o trabalho inteiro, demorei uma hora para cortar a cartolina. Com a mão doendo mais que tudo, fiquei na esperança de comer alguma coisa antes de ir para a aula.

Não deu. Terminei de cortar às 9:05. Corri para a sala. Nada do cara do meu grupo. Dois minutos depois ele entra. Olhei na cara dele e já suspeitei “O seu viado, onde cê tava?” “Fui resolver uns negócios” Repeti a pergunta 10 vezes, até que ele disse que foi resolver uns negócios com o Fred. Resolver com o Fred era fumar unzinho com o Fred.

A minha vontade era pegar aquele maconheirozinho de merda e encher ele de porrada na sala de aula. Eu estava morto, humilhado, sem comer nada e ainda espumando de ódio. Juro que não sei como consegui pensar direito. Simplesmente me sentei e fiquei lá tremendo de raiva ao lado das meninas – Luíza e Hany, grandes amigas =). Na apresentação, foi tudo bem e o professor disse de cara que era o melhor trabalho, a melhor idéia e que com certeza iria fazer de tudo para inscrever as peças em concurso. Havia luz no fim do túnel.

Detalhe, só não tiramos total porque faltou uma peça. O trabalho escrito nem me dei ao trabalho de falar que não fizemos. É só botar a culpa no filho de Bob que tá tudo certo.

Para terminar minha segunda-feira. Sabendo que estaria cheio de trabalhos atrasados na terça, finalmente comi alguma coisa. Mas constatei que talvez meu teclado não durasse mais um dia.

A História do Teclado

A foto do falecido.

Prometo que essa história não será tão longa. Eu acho.

Como vocês ficaram sabendo, meu teclado estava morrendo. Na terça eu acordei, caminhei, sabendo que tinha que ir no terapeuta às 16. Foi um dia tranquilo. Fiz algumas peças para o cliente, não deu tempo de terminar. A Diarista veio sem avisar e se fodeu porque eu não tinha um puto no bolso para pagar a passagem dela.

Cheguei em casa da aula, sabendo que teria que trabalhar madrugada adentro para entregar tudo para o cliente hoje de manhã. Ao chegar, meu irmão me disse que o computador não estava ligando porque o teclado tinha parado de funcionar. Tremi nas bases, mas fui conferir. Exerci minhas mágicas antigas, fiz o teclado funcionar, liguei o pc, deixei a música tocando e fui ler um pouco. Foi o último suspiro de um grande amigo.

Li até o fim do livro (faltavam poucas páginas), e fui para o computador disposto a trabalhar até o dia nascer. Mexi o mouse e… NADA. Uai, o som funcionava, tudo funcionava… menos o mouse, que provavelmente travou por causa do teclado que de uma vez por todas parara de funcionar. Resetei o pc, e apareceu a mensagem da falha no teclado. Tentei de tudo… tudo mesmo, até a arte mais antiga do conserto de máquinas. A porrada.

Era o fim. O fim de um grande amigo. O conheci há exatos 4 anos, trabalhei com ele durante seis meses no meu primeiro emprego, na primeira empresa do meu irmão (ele ainda tem o adesivo que eu colei, com a logo da empresa). Escrevi vários textos com ele naquela época, ele estava no ponto alto da vida, nunca me deixava na mão. Em pouco tempo me acostumei e viramos grandes amigos. Me separei dele por um tempo… foi duro para ambos. Até que voltei a trabalhar com meu irmão aqui em BH e não tive surpresa ao me deparar com o mesmo computador e teclado de antigamente. Foi com ele que escrevi as primeiras linhas neste blog, foi com ele que escrevi meus melhores textos e foi com ele que comecei a manjar os atalhos do photoshop. Amigo inseparável.

Eis que por obra do destino, nos separamos novamente. Triste até o dia em que meu irmão estava vendendo alguns computadores da empresa. Tinha uma grana e comprei este aqui na mão dele, e em meio a dezenas de teclados e mouses empilhados, logo vi ele lá, olhando para mim. Levei ele, lógico. E finalmente ele era o meu teclado. Trabalhamos juntos e firmes até que ele adoeceu… e… bem… o final vocês já conhecem.

Bom, como não podia deixar de ser. Comprei o novo teclado hoje, me ferrando bastante, já que estava atrasado para carvalho com as peças. Fui até a savassi para comprar um novo companheiro de aventuras. Ia escolher a dedo, um wireless ou airlines (piada interna da empresa do meu irmão). Comprei. Vim para casa louco para estrear o novo teclado e mouse sem fio. Liguei tudo conforme o guia/manual e… NÃO FUNCIONOU. Desespero total. Tinha que trabalhar, o telefone já tocava como louco e sem teclado seria impossível.

Me tranquilizei, já pensando nas possibilidades e decisões. Resolvi exercer as mágicas antigas. Deu certo e tudo começou a funcionar perfeitamente.

Até que… EU COMPREI UM TECLADO GRINGO! Não tem cedilha, acentos nos lugares certos… aquela merdalhada toda que eu estava acostumado. Eu só me ferro mesmo. Perguntei no twitter e o W.C Bush me disse como alterar as paradas. Fiquei o dia todo digitando como antes. Era o fantasma do meu antigo amigo se despedindo. As configurações iriam mudar quando eu reiniciasse o pc. Fiquei um pouco relutante… era difícil dizer adeus de uma vez por todas.

Nem preciso dizer que trabalhei como um louco, não fui a aula e quase finalizei tudo. Faltando alguns retoques nas peças mas nada trabalhoso. Deixei meu pai jogar paciência com o novo mouse e fui ver jogos de futebol. Quando voltei, o pc estava desligado.

Me sentei e vim escrever essa carvalhada de palavras. FOI UMA TORTURA! Sério, é foda escrever no teclado novo. Ainda não somos íntimos. Mas vou me acostumar.

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1 – Sem links hoje. Clique nos mascotes e logomarcas dos blogs amigos aí do lado. Diversão garantida.

2 – Á, só para avisar, estou indo para São Paulo amanhã a noite. Ficarei sexta e sábado, volto no domingo. Se eu conseguir, postarei de lá mesmo. Se não, vou postando aos poucos… farei um Diário de Bordo da viagem. Contando é claro, todas as minhas desventuras. Murphy irá atacar… podem esperar por histórias mais sofríveis para mim e divertidas para você.

3 – O Neto me intimou a atualizar o wordpress. Farei um trato público com ele, e com você leitor de testemunha. Se o Neto, fizer um post por dia, até domingo (4 no total) eu atualizo o wordpress. Se ele não fizer, nada feito. E Neto, nada de dar o seu login para o Diego, ou para a Naya postar usando seu nome. Eu saberei.