textos-cronicas-crepusculo

“É esse o bar que falei” disse Amico. “E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar” disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão “manda uma dose de uísque camarada”. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de remédio pra garganta e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os efeitos adversos do remédio caso misturado ao álcool “em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.

Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei “essa turma não era boa”. Um dos caras ficou me encarando e eu falei “como é meu chapa, quer levar uma bolacha?”. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou “cadeira em mim não, meu bem” e veio com a veadada toda pra cima da turma do atirador de cadeiras já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também plaft crash prim tóf e eu me escondi atrás de uma pilastra e CRASH uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia “não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar”.

Como eu não sou bobo e o Amico era um puta jumento ignorante e forte eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei “como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois” e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. “Durão hein, durão…” eu disse mas o Amico me cortou “tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta” e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.

Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma cidade muito bonita porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma  grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de Shakespeare. Depois me lembrei de Hamlet. Peguei a caveira na mão e falei “ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?”. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.

Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar “tá procurando a festa do Feitosa?”. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um copo de uísque para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei “foi você que apertou a minha bunda?” e ela respondeu “foi” num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela bunda grande, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse “vais fazer só isso meu bem?” no que eu respondi “é, só isso” e completei ” também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu”. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.

Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do Fernando Sabino e depois lembrei do grande mentecapto Raimundo Giramundo e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho “roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara”. Como o velho não se mexeu eu disse “fica parado que eu vou te revistar” mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma garrafa de pimenta e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.

Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um café e um pão com salame. Pela porta entrou o  sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do Marquês de Sade e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei ” se abrir a boca eu te cubro na porrada” e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.

Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, fim de carnaval pra mim.

***

1 – Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?

2 – Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. Site do evento aqui. =)

3 – O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos 16 tipos de personalidades humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).

4 – Comercial japonês bizarro do inferno.

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Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. Se eu te pedisse um beijo qual seria a resposta? Isso é puramente hipotético né? A resposta seria depende? Nunca se pede um beijo. Então eu a puxei pra perto e a beijei e depois sorvi o conteúdo do copo e a beijei de novo e sorvi o conteúdo dos lábios dela. Não necessariamente nesta ordem. Noite ébria aquela. E depois sentamos em uma escada qualquer e eu a olhava com aquela cara de me convida pra entrar e ela me olhava com aquela cara de quem convida pra entrar na primeira noite é puta ou pelo menos parece puta e eu não quero parecer puta. Eu a abraçava tão forte que parecia querer juntar os dois corpos num só enquanto apalpava toda extensão do corpo dela numa enorme pressa de conhecer toda aquela pele branca. Ela entrou e eu fui embora com aquela cara de amigos de verdade não se beijam na boca ou pelo menos não deveriam. Acenei com a mão. No outro dia eu acordei e acenei com a mão em direção ao despertardor. O já famoso gosto de cabo de guarda-chuva na boca e uma vontade icontrolável de prosseguir com aquela amizade. Hoje às nove? Hoje às nove. Falei pro porteiro vou no apartamento tal. Chama a fulana e fala que o Fulano tá aqui. Subi. Sofá e uns negões dançando e tremendo na emitivi. Mais beijos mais pele branca e mais abraços fortes e peraí que eu tenho um segredo. É bom ou ruim? Depende do seu ponto de vista. Dependia. Ou era lésbica ou tinha um namorado. Tinha um namorado. Era ruim, quer dizer, mais ou menos ele mora aqui? Mora longe. Então era bom, quer dizer, me beija. Se sente culpada? Não, quer dizer, me sinto culpada por não sentir culpa nenhuma. Pensei no pierrot e no harlequim e na colombina quando uma só ama dois e dois só amam uma. Mas eu não amava ninguém ainda naquele tempo e não falei porra nenhuma sobre pierrot nem sobre harlequim nem sobre colombina. Então foi uma sucessão de convites primeiro para o apartamento depois para a varanda e depois para o sofá numa sucessão infinita de ofertas e convites até ser convidado para entrar entre as pernas dela e dizer deslumbrado nossa, como sua pele é branca. Branca como? Como baunilha. Queta, baunilha é horrível e eu pensei em discorrer durante toda a noite sobre a imensidão de brancura da pele dela feito folha branca nova ou leite ou nuvens ou cocaína ou heroína que de tão branca parecia artificial mas não falei porra nenhuma. Baunilha foi uma analogia infeliz mesmo. E depois de noites e mais noite após noite mais noites e manhãs sucessivamente numa lua de mel sem fim porque tudo era novo e cada toque e cada olhar era novo como ouvir uma música pela primeira vez enchemos a cara de álcool e intimidade mais luas-de-mel mais eu estou apaixonado. Pô! Você disse o que eu estava querendo dizer há duas semanas mas não tinha coragem porque não tinha garantias da sua resposta. Pô! Porque não disse logo então diz agora. Não digo diz não digo diz não digo diz. Tô apaixonada. Aquilo soou extremamente maligno e sensual e eu gostei. Quem diria eu, um destruidor de relacionamentos. Mais beijos. Descobri a parte do seu corpo que mais gosto e coloquei a mão no peito dela. Você gosta mais do meu peito? Não, do seu coração. Não sei onde você arruma essas frases tão ridículas mas ao mesmo tempo tão fofas. Respondi que que achava as frases em filmes de quinta categoria, que só passavam de madrugada. Nosso filme só passaria de madrugada. Mas isso eu não disse. Noutro dia ela não tinha mais namorado e eu tinha um relacionamento aberto. A vida é assim meu bem, sexo é liberdade e amor é culpa. Uma culpa gostosa e safada e uma grande responsabilidade também. Estar com alguém apaixonado é estar responsável pelo sofrimento potencial de outra pessoa. E a cada dia mais ossos e carne coberta de brancura infinita e a cada olhar um abismo cheio de cumplicidade. Eu adoro seu cheiro. E eu lá tenho cheiro? Tem, claro que tem. Você tem cheiro de você. No colo dela eu reclamo o dia inteiro de coisas banais como merda, tenho que aprender francês ou merda, tenho que terminar de escrever uma coisa que comecei a escrever ontem. E agora vou vivendo cada dia como se fosse o último e ficamos sem vergonha de sentir, de tocar, cheirar. Resolvemos que não somos normais e que não temos que ser e que somos especiais porque somos nós. Porque nos encontramos.

Falhei na descrição da brancura da pele dela mas o Rubem Fonseca fala por mim. “A cor da pele [...] tem a brancura do lírio das heroínas dos romances antigos, um lírio branco, profundo, camadas de branco superpostas, um abismo de alvura sem fundo. Como o branco do meu sonho, um sonho em que não há pessoas nem tramas, nem objetos, só a cor branca e a cor preta, no sonho tudo começa em trevas profundas e nada se vê na escuridão. Subitamente tudo fica claro, mas também nada se vê na luz cegante“.

***

1 – Pedido especial do Neto. Continuo com minhas crônicas experimentais ou elas estão chatas? Gostou? Diz aí.

2 -Descobri uma banda que eu gosto e que você provavelmente não vai gostar.

3 – Todo dia eu descubro uma música nova legal do Chico Buarque.

textos-cronicas-crepusculoAcho que a própria fase da adolescência é um trauma pra qualquer indivíduo que tenha que passar por ela. Quer dizer, é um trauma para todos. A não ser que você morra atropelado ou desenvolva algum tipo de câncer terminal ou uma  síndrome desconhecida na infância e morra cedo e  não precise passar pela adolescência.

A adolescência é uma merda porque no fundo, bem no fundo, a verdade é que o adolescente não fede nem cheira. Ele nem sabe o que é. Não tem porra nenhuma de opinião formada sobre nada. Vive se matando para ser aceito pelos grupos sociais que convive, pelos amigos ou na escola. Falando  em escola, nem preciso dizer que ela é um saco e  apesar de tudo, todo adolescente tem que frequentar. Você chega lá no centro de adestramento, geralmente não é bom em nada e não se destaca em porra nenhuma. Sempre tem aquela gostosona que você (e todo o resto da sala) sonha em comer, mas nunca come, porque tem o popularzão bombado-carro-importado da sala que come todas (nclusive a gostosona),  e de quebra ainda te dá umas porradas no recreio. Aí então você vai pra sua casa e morre na punheta, às vezes chegando a arrancar a pele do pinto. Ou a pele dos lábios vaginais, no caso das meninas.

Na sua casa a sua mãe e o seu pai não te deixam fazer nada. Você não pode ir a festa alguma porque não tem idade. Então começa a beber para se incluir mas sempre se fode vomitando e passando mal. Isso quando o seu pai e sua mãe não descobrem que andou bebendo e acabam com a sua vida. Você não tem carro e nem dinheiro. Geralmente nenhuma mulher, além daquele trabuco que mora no fim da sua rua, se interessa por você. Se você for gordo (exagerado), pior (nem o trabuco vai te querer). Tem o irmão mais velho que te desce a porrada todo dia. Você não pode escolher nada pra você porque, afinal de contas, você é adolescente, e não tem direito de escolha. Sempre tem um filho da puta de um amigo que come todas as mulheres do mundo e do universo (bom, pelo menos é isso o que ele diz) e você continua sendo um rodo-sem-borracha que não rapa nada. Se você for mulher vai ter vários outros adolescentes querendo quebrar o seu cabaço e você acha isso um saco.

Até aqui você já percebeu que a vida do adolescente gira completamente em torno de sexo. E como todo bom e velho novo adolescente você chega à fase da fantasia. Então você inventa mentiras. Fala que pega muita mulher e até cita os nomes e descreve como a bunda dela era enorme e os peitos também e como você pegou ela de quatro e levou pra um motel e no motel a cama era quadrada (é, às vezes você é pego na mentira). Quando você completa a escola você tem que escolher uma faculdade no estilo roleta russa.  Enfia seis cursos  superiores numa caixinha e tira um na sorte. Geralmente você escolhe um que você vai odiar para o resto da sua vida.  Fazer o que, é a vida.

Seu pai e sua mãe não te entendem. Na verdade você acha que ninguém te entende. Então você vira rockeiro e vai ouvir bandas que cultuam o capeta. Ou não. Passar pela adolescência já é um trauma. Alguns começam a usar drogas e a quantidade drogas que estes usam é o que vai definir o que eles vão ser para toda a sua vida adulta.

E então você completa 21 anos e descobre que a adolescência foi a melhor época da sua vida, e que sempre vai lembrar dela com saudades dos tempos onde não tinha que trabalhar, ou fazer as próprias decisões. Agora você tem escolha e tem que escolher sozinho. Afinal você já é um homem/mulher e tem que arranjar um emprego. Bons eram os tempos onde a sua única e exclusiva preocupação era se você ia conseguir comer a gostosona, se o Goku ia ganhar do Cell no episódio do próximo dia, e se a net não ia cair a noite na hora da punheta noturna diária.

Enfim. Acaba-se a adolescência, que por si só já é um trauma. Mas são os melhores traumas e os melhores tempos da sua vida, e um dia você chega a conclusão que nunca mais será tão feliz como foi.

Essa é uma visão pessoal minha. Mas acho que no geral é a mesma coisa com todo mundo. Com 22 anos, Estou recém-saído da adolescência. Meus amigos estão casando.  Outros morreram. Ou tanto faz porque casar e morrer dá na mesma. Outros estão se formando e arrumando emprego. Ninguém tem mais tempo pra nada. Nem pra ficar na porta de casa vadiando e falando sobre mulher.  Ou jogando bola com trave de sandália havaiana ou usando o portão da casa de algum como gol.  Ou fumando escondido pois agora a gente pode fumar na frente dos pais e já não há mais graça em beber até cair também. E um dia você descobre que tudo passou e você sobreviveu. O que resta agora é escrever textos inúteis num blog pra lembrar que um dia você esteve no ápice da sua felicidade e que os dias nunca mais vão ser tão leves e inocentes como outrora foram.

CONVITE: E você? Passou por alguma história legal na adolescência? Conta aí?

***

1 – Crônica em homenagem à comunidade Traumas de Adolescência, onde já fui moderador mas hoje encontra-se fechada. Cheguei até a fazer músicas para dois traumas da famosos da comunidade. O trauma do cara que perdeu a virgindade com um ursinho de pelúcia (música aqui). E o trauma da Nathy, que fez sexo anal durante dois anos achando que aquele era o buraco certo (não tenho o print desse mas a música tá aqui). Não aconselhado para menores de 18 anos.

2 – História dos video games (de 1972 a 2007). Quantos você reconhece?

3 – Essa aqui é pra você pessoa.

textos-incriveis

Há alguns anos eu venho realizando uma pesquisa em parceria com o Instituto Myhro de Pesquisas sobre relacionamentos amorosos interpessoais entre seres humanos. Elfos, orcs e anões não estão incluídos, portanto, se encontrar um, não aplique essas leis à eles (animais também não estão incluídos seus zóofilos safadenhos [sua mão também não]).

As Leis do Amor são irrevogáveis e universais e podem se mostrar muito cruéis para os mais sensíveis. Entendendo como funciona o mecanismo do amor e do interesse interpessoal você pode se tornar a parte dominante (o alpha) da relação. Qualquer relação (menos com a sua mão, como já disse) se aplica. Durante a fase inicial da pesquisa chegamos a primeira lei do amor:

1. Lei da Oferta e da Procura: todo ser humano está sempre em busca do ser mais inalcançável possível. Um dos lados tem um nível de inalcançabilidade sempre maior que o outro. Seres humanos sempre tem uma tendência a querer conquistar o outro ser humano mais inalcançável próximo.

A primeira lei é simples. Ela simplesmente assume que os seres humanos sempre estão atrás de conquistas. Quanto mais inalcançável uma pessoa é, mais ela se torna interessante aos olhos dos potenciais parceiros sexuais/amorosos. Se você for um mega star bonitão pegador galã comedor de hollywood, parabéns, você está no nível máximo de inalcançabilidade (termo cunhado por mim). O problema é que se um lado é mais inalcançável que o outro, o outro lado automaticamente corre mais atrás, e se fica correndo mais atrás do, se torna automaticamente menos interessante para o outro lado. O lado mais fácil sempre sofre mais. Vejamos um pequeno gráfico:

gráfico_oferta

O gráfico é simples e mostra muito bem como funciona a lei da oferta e da procura. O ponto ideal demonstrado no gráfico é o ponto onde os dois lados se querem 50% . Óbvio, é a utopia e você seria idealista em acreditar na existência disso. Mas é claro, você pode chegar perto dele. Nunca seja o lado que procura mais. Queira 45% e deixe o outro lado querendo 55%. Quanto mais blasé você conseguir ser, mais inalcançável você será e automaticamente terá mais gente correndo atrás de você. Assim você se defende de ter que correr atrás dos outros e acabar sofrendo por isso. Eu sei, é cruel, mas a vida é assim.

Eu pessoalmente recomendo tentar manter um nível de inalcançabilidade próximo ao do parceiro (caso você queira uma coisa duradoura) para que ele não canse de correr atrás de você e vá correr atrás de outro. Ou seja, se quiser continuar o relaciomento, não seja inalcançável demais. Resumindo a lei? Quanto menos você procurar mais a outra pessoa te procura. O legal é que funciona, quer ver? Pense: a pessoa que menos te quer é a que mais você deseja.

A segunda lei do amor dispõe sobre os elementos necessários para se criar um amor ou interesse mútuo.

2. Lei da Fórmula do Amor: se existe vontade mútua de se encontrar várias vezes, atividade sexual satisfatória e intelectualidade/papo legal nos dois parceiros, ali estarás o amor verdadeiro.

Outra lei simples que funciona como uma poção química. Pegue os ingredientes necessários e terá a fórmula do amor (não, ele não é eterno, infelizmente). Sabendo administrar e não deixando tudo virar uma rotina, você será um experiente criador de amores (tanto em você mesmo como nos outros). Deixe faltar qualquer um destes ingredientes e a relação muda completamente para outro tipo. O gráfico de conjuntos abaixo representa bem isso:

gráfico_lei_2

Explicando para leigos, como você querido leitor. Se as duas partes têm um papo interessante e e se encontram muitas vezes, teremos uma amizade. Se você se encontra muitas vezes só para trepar, transar, fazer sexo (ou como queira chamar) temos uma nítida relação de putaria, sacanagem, etc. Se os dois fazem sexo e possuem um papo legal temos uma relação de PA ou BA ou, como se fala nos Estados Unidos no Institudo de Pesquisa do Massachusetts, o MIT (onde eu estudei dez anos e concluí minha tese de doutorado), um Fuck Buddy. Um relacionamento aberto (<mensagem secreta> essa do relacionamento aberto é pra você pessoa. Um beijo do Neto. </mensagem secreta>). Se o interesse em se encontrar é mútuo e grande nos dois, o papo é legal e interessante para os dois e o sexo é satisfatório, parabéns (ou não)! Você está apaixonado (e a outra pessoa também).

Estudando a fundo as leis do amor você corre o mínimo risco de sofrer. Além disso você poderá adminstrar seus relacionamentos de maneira que você sempre possa criar a situação de relacionamento desejada. Aprenda a ter conversas interessantes (leia bastante), aprenda a regular o número de encontros e, porra! amigo, aprenda fazer sexo de maneira satisfatória (eu mesmo sou péssimo em todos os aspectos, só sei na teoria mesmo).

Ou seja querido leitor! Deixe de ser um banana! Seja o senhor(a) do seu destino. Uma pessoa total e absolutamente racional. Esqueça seus sentimentos e seus desejos. Seja uma rocha fria e dura que só tem vontade de estar com alguém quando e na hora que quiser. Tenha o mundo do amor às suas mãos. Chega de sofrimentos não-calculáveis e derrotas amorosas. Calcule todos os seus passos dentro de um relacionamento e pense em cada ato que fizer e o que ele te dará em troca. Controle seus impulsos. No começo você irá apanhar mas depois de aplicar e ser aplicado nas leis do amor você se tornará um mestre, assim como eu, que passei anos pesquisando o assunto  e tenho agora o título de doutor.

E sim. Ninfetinhas lésbicas japonesas com tetinhas rosadas se beijando também amam (<<< VEM NE MIM GOOGLE. CACHING!).

Nota do autor: o texto é humorístico e mais ou menos irreal para o autor, que quando gosta de alguém, se entrega completamente e inteiramente, quase sempre sem medir as consequências nem se preocupando com qualquer sorte de sofrimento vindouro. Resumindo: quebro a cara sempre. Só me fodo nessa merda. Coração burro da porra. Doutor de araque.

CONVITE AO LEITOR: comente se você já conhecia as leis do amor e se já utilizou elas a seu favor. Aguardo sua opinião pra gente levantar um debate legal e relevante aqui no Crepúsculo. ;)

***

1 – Pergunta pra pessoa da mensagem secreta inserida no texto: você aplica a lei da oferta e da procura em mim? Eu já respondo por mim: não. E você?

2 – Bye bye Birdie! Lindo. France Gall, linda. Pirkko Mannola, maravilhosa.

3 – Think different.

4 – Leitores, voltei a compor. Em breve posto as músicas aqui no blog mais o link do meu myspace. Espero que gostem (e dêem opinião, né?). =)

5 – Já está sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha em São Paulo? Não????? Que absurdo. Palestras de profissionais renomados do mercado publicitário por um preço de congresso de fundo de quintal. Se você é publicitário e gosta de criação, confira as informações no site do evento (é, tem um site).

Esses dias eu vi um post antigo do Pedro, aqui no Crepúsculo sobre como entender os homens. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem).

O único problema é que eu acho que o Pedro tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho que ninguém é igual desse jeito e sei lá. O buraco é mais embaixo (calma porra, eu sou macho). Acho que o Pedro foi despretensioso. E o meu post pretende ser o tratado final da natureza masculina. Isso quer dizer que eu quero chegar ao cerne da questão, o ponto crucial que define o comportamento de 99% dos homens, seja o comportamento que for.

O papel do homem na sociedade sempre foi o de provedor (o speedy mesmo é naturalmente um homem. Até na incompetência). O homem sempre foi o desbravador, o bandeirante, o sexo que tinha que ter a coragem, sair de casa, matar uma porrada de bicho e trazer pro pessoal comer. Ele sempre foi o herói, o protetor, o fodão macho e forte  matador (nossa, acabei me descrevendo).

Tudo bem. A vida até então era tranquila. Tudo na santa paz e tal. Isso era o século XIX. Aí veio o século XX. O maldito séculozinho safado XX. E as mulheres começaram primeiro a estudar. Depois começaram a trabalhar. Mais uma década e elas já estava saindo de casa, indo na rua. Nos anos 60 houve a liberação feminina [quem nunca assistiu Chaves?]. Elas começaram a ficar independentes. Ocupar cargos de chefia. O homem foi ficando meio de lado na história. Hoje elas chegam ao absurdo de ter e criar filhos sozinhas, sendo provedoras e tudo mais. Uma perversão só.

O papel de provedor e aventureiro era o que o homem tinha para criar sua própria identidade de viril, de macho. Hoje o homem não tem papel (e não é só soltar um grito do banheiro pra ter). O homem não sabe mais como ser homem. Ele não é mais porra nenhuma e tem somente duas coisas para provar sua masculinidade: o sexo ou correr riscos. No sexo ele acha que tem que ser o provedor universal do orgasmo feminino e se sente completamente responsável pelo prazer da parceira. Na parte de correr riscos é aquela hora que ele compra uma Harley Davidson e sai viajando, ou pula de para-quédas, ou larga o emprego para mudar de área (ou veste uma cinta-liga).

O homem hoje sonha em viver pequenas aventuras, pequenos desafios. E é isso que as mulheres não entendem. Elas tem um senso prático enorme das coisas. Vão ao super mercado fazer feira. Cuidam bem da casa. Trabalham. E levam isso na boa. Elas vivem. Enquanto isso o homem fica sem suas aventuras. Sem seus super-heróis. Para os homens, viver normalmente  é viver uma vida que não devia ser a sua. É ser obrigado a se acostumar com essa vidinha de merda. Vivemos entre o trabalho, o bar e a padaria. E a casa, é claro, onde a mulher nos espera com o rolo de macarrão na mão.

No fundo no fundo, o que o homem quer é um pouco de carinho, e um pouco mais de interesse pelas “aventuras” dele. Nem que a aventura seja comprar aquela TV de Plasma de 50 polegadas que é cara pra caralho e você não quer deixar ele comprar de jeito nenhum. Poxa, dê um pouco de carinho pro cara. Dê um pouco de incentivo nessas banalidades. Deixe ele ser o herói da mesa do boteco.

A essência do homem, no final das contas, é uma e sempre será essa uma. É se posicionar como homem e impressionar as mulheres. É igual a uma reportagem, que passou no Jornal Nacional há algum tempo (muito tempo) atrás. Matéria no garimpo de Serra Pelada, e o repórter entrevista um sujeito composto de lama e terra, junto de mais uns 1000 iguais a ele chafurdando atrás de ouro:

- Mas porque o senhor quer tanto achar ouro?

- Pracumemuié uai!

E esse foi o grande gênio que desvendou o sexo masculino. Tudo o que o homem faz no mundo ele o faz pela mulher. Pode ser a até a própria mulher.  Nem sempre precisam ser todas. do mundo, pode ser só uma e única mulher. Empresas, carros, doutorados, concursos públicos, acúmulo de riquezas, arte, etc. Tudo que é produzido pelo homem tem, no fundo no fundo, a única e clara intenção de cumemuié. E quando o homem deixa de ser absolutamente importante para a mulher, seu mundo desmorona. Acabou-se o sonho.

No mundo de hoje o sexo frágil e oprimido é o homem. Perdemos nossas referências e não sabemos quem somos. Mulheres, deixem-se impressionar. Nós gostamos. =)

P.S.: Texto baseado na entrevista do cabramacho psicólogo Contardo Calligaris na Veja edição 2115 – ano 42 – nº 22 e numa crônica legal do Mário Prata.

***

1 – Vocês deviam seguir a @lini no twitter. Vamos simplesmente dizer que amanhã ela vai participar beeem ativamente do #lingerieday.

2 – Pessoal, façam uma campanha aqui nos comentários para a @fouquet participar do #lingerieday no twitter também. \o/

3 – Comerciais japoneses são bizarros.

A Dinamarca é como uma pedra de gelo num copo de whisky, aquele monte de gelo rodeado por um líquido bem, mas bem quente mesmo. Fiz uma média. Uma pequena pesquisa rápida nas imediações: parei na esquina e perguntei pra toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A cada 10 mulheres que você chama pra transar em Copenhagen 2,5 aceitam na hora. E a cada 10 mulheres perguntadas se querem transar 0,8 te enchem de porrada. Vale a pena.

Passava meus dias na bodega, um pub ao lado do hotel. A dona era uma velha que vivia me enchendo a cara de schnapps, de graça. Queria que eu experimentasse as bebidas da Dinamarca, mas só me dava schnapps. Eu insistia na Tuborg. Os frequentadores eram os sempre frequentes e mesmos velhos de sempre. Por 40 dias eu via os mesmos velhos de sempre gritando e brigando em Dinamarquês. Claro que eu ficava no canto do balcão só observando. Dinamarquês não era minha praia.

Às vezes pegava o metrô pra Copenhagen. Passava no museu do sexo e ficava observando aquele monte de pênis, bocetas, filmes pornôs e acessórios. Uma putaria só. Depois daquilo descobri que eu tinha vários fetiches bizarros e gostos não tão comuns: por exemplo: a posição papai-e-mamãe.

Lá o sol nascia nove da manhã e ia embora 2 da tarde. Quer dizer, a luz nascia 9 da manhã. Chamar aquilo de sol é falta de respeito com a estrela. Não fiquei minimamente surpreso quando soube que o país apresenta a maior taxa de suicídio do mundo.

Um dia fui para a festa de Reveillon. Mais especificamente no dia 31 de dezembro. Resolvi matar a saudade do Brasil, ou pelo menos da América Latina. Boate Mambo Bass ou algo do tipo, não vou me lembrar da merda do nome agora. Música latin. Uma boate digna. Quer dizer, pelo menos até começarem a chegar as pessoas. Um poquinho de música latina, algumas tuborgs e schnapps e pronto. Eu ia no banheiro e não podia usar porque as mulheres estavam usando os mictórios do banheiro masculino para urinar (sentadas em cima) ou estavam no espelho comparando os peitos umas com as outras. Eu achava aquilo ótimo pelo menos até umas quatro horas da manhã, quando já estava realmente apertado e tive que entrar na fila de mulheres pra usar o mictório. Mas antes disso passei algum tempo lá dentro, apreciando aquela cena.

Depois parti pra outro. Descobri que a boate era focado em um público, digamos, mais experiente. Gente de 30 a 50 anos. Eu, com 19, sobrava. Fiquei tomando cerveja até umas 2 da manhã, quando apareceu uma mulher lá querendo me pegar. Peguei. Ela tinha 54 e uma filha casada com brasileiro e acho que me pegou por causa disso. Me contentei com essa velha até umas 4 da manhã, quando descobri que tinha outra porcaria de ambiente na boate só para jovens, tocando hip hop (que não gosto, mas admito que atrai muita mulher boa) e dando cerveja de graça. Larguei a velha. Conheci um cara de Belo Horizonte e um outro do Camarões que tinha jogado na seleção do Camarões contra o Brasil na Copa de 94. Fomos para o ambiente jovem.

Não peguei esses dois capetas

Não peguei nada mas tomei muita cerveja. De graça até ônibus errado. Ficamos lá até umas 6. Me despedi do mineiro e o camaronense (que desapareceu no escuro quando apagaram as luzes), ficou lá com uma moça. Voltei para as velhas afinal, tinha obtido mais sucesso lá, sem falar na garçonete que era um ptelzinho.

A velha de 54 tinha ido embora mas apareceu uma de pelo menos 65 que queria a qualquer custo dançar tango comigo. Quem me conhece sabe: não danço porra nenhuma. Mas como a boate já não tinha mais muita gente, resolvi realizar o sonho da velha. Nem sabia nem sei o que é tango, mas lembrei de meus primos dançando forró e pensei “música latina é tudo igual. Você dá umas encoxadas e foda-se o resto”. Dei umas encoxadas nela e ela não demorou a falar pra mim “nossa! Você tem sangue latino correndo nas veias garoto” e eu disse “é claro, sou brasileiro”. Aquela velha devia ter o esfincter completamente destruído (só pra deixar bem claro, essa velha eu não peguei). Saí de lá com o apelido de TDA, o terror dos asilos.

Às 10 da manhã eu já não estava muito legal. Tava pra lá de marrakesh. Falei que ia embora e a velha falou que vinha junto. Eu disse que não e ela disse que sim. Fomos para um bar ao lado da estação central de metrô. Um pessoal mais novo me chamou pra sentar e eu sentei com a velha. Dois minutos e ela falou “vou ao banheiro” e no momento que ela saiu eu já falei pro pessoal “tô devendo quanto?” e eles “não tá devendo nada”. Joguei 50 kroner na mesa mesmo assim e parti para o metrô.

Merda. Dormi no banco do trem. Acordei lá na puta que o pariu e só tinha árvore passando na janela. Neve e árvores. Pinheiros. Tudo igualzinho. Olhei pra frente e tinha um sujeito escornado ali. Tentei falar algo em inglês, pedir informação, mas o sujeito parecia morto. Isso era primeiro de janeiro às uma da tarde e as ruas eram só desertos. Pedi informação numa padaria e voltei. Dessa vez em pé pra não correr o risco de dormir., além de pegar o metrô sem bilhete porque não tinha mais um tostão. Maldita mania de brasileiro de deixar dinheiro em mesa mesmo o com as pessoas falando que não precisa. Cheguei em casa sem grana, cansado e com fome. Duas horas da tarde. Grande reveillon.

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1 – Já conhecem o blog de frases do Tenório Cavalcanti? Genial.

2 – A @lini está na Dinamarca e está fazendo uma cobertura interessantíssima de lá. Olhem o youtube dela também. Muita coisa legal lá.

3 – Tinha uma foto da velha até uns dias atrás. Hoje não tenho mais. Malditos computadores. =\

4 – Se você tem um twitter, você deveria entrar neste site e descobrir o quanto você é hétero. Eu sou 94% hetero. Bom, já é alguma coisa.

Olá caro leitor tor tor. Faz tempo que não escrevo aqui qui qui. Minha sala no escritório do Crepúsculo tá até com eco eco eco.

Brincadeiras à parte, volto a escrever hoje e trago um post que o Pedro vai adorar. Com certeza ele ficará muito feliz e contente porque este post, provavelmente, vai trazer para o blog todo e qualquer paraquedista do google que queira atuar no filme Crepúsculo. Prepare-se para aprovar os comentários Pedrão. Coloque o Ad Sense num lugar bem à vista. Caching!

Olhe a cara de drama deste bicho. Dá pra perceber que ele é um puta ator.

Na verdade, não é um post de dicas reais de como ser um bom ator. O fato é que vou contar a vocês como eu, o herege, fui parar em Canção Nova no carnaval, passando a me chamar Stanley Ipkiss, natural de Washington e intercambista recém-chegado ao Brasil.

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Tinha uns 16 ou 17 anos de idade e dava muito trabalho em casa. E isso era tanto que chegada a época do carnaval não consegui a tão sonhada viagem para o Carnaval de Diamantina. A resposta da minha mãe foi “só viaja este carnaval se for pra Canção Nova“. Nessa parte aprendi que o bom ator deve sempre se adaptar às situações, então pensei, se não vai o capeta, vai deus mesmo. E assim entrei naquele ônibus e fui parar naquele antro de santos e puros.

Fiquei lá uma semana e esse fato em si não importa. O que me tornou um grande ator foi o último dia, antes de vir embora. Ficava lá no acampamento tomando vinho e fumando enquanto o Carnaval rolava. Lembro da cantora gritando “viva o carnaval de Canção Nova, sem bebidas e sem depravação”! Adorava ouvir ela falando aquilo (risada maléfica). Por volta de duas da manhã o carnaval acabou (por mais incrível que isso possa parecer, duas da manhã) e eu resolvi que não aceitaria aquilo. Puxei mais dois amigos e fomos para o centro da cidade, pegar o carnaval pecaminoso da rua (por sinal, muito melhor).

Em 10 minutos presenciamos cinco brigas e percebemos que o carnaval pecaminoso é bom, mas só quando é de rico. Porque carnaval de rua pra pobre só tem cachaça e ladrão. Enfim, perguntamos ao policial “ô seu guarda! Onde é que tem um carnaval mais… selecionado aqui”? Seguimos a direção e chegamos ao local. Aqueles clubes sociais que toda cidade pequena tem. Descobrimos que a entrada era 50 reais e ao ver que nosso carnaval tinha acabado sentamos em um carrinho de cachorro-quente.

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Como fui um puta ator

A partir daqui a história é realmente sobre como descobri meus dons atorísticos. Virei para meus amigos e disse “olha, o carnaval acabou no clube. Tá vendo aquelas meninas saindo? Vamos lá nelas e a partir de agora meu nome é Stanley (foi o primeiro que veio à cabeça por causa do Máskara) e eu sou um intercambista”. Eram umas 5 meninas. Meus amigos chamaram elas. Eu já cheguei, balançando os dedinhos indicadores pra cima como todo bom gringo e disse, em alto e bom som “carrnivall!!!”. Daí foi um pulo para elas se interessarem. Eu me sentia um extra-terrestre, só por ter nascido em outro país, e elas ficavam o tempo inteiro me fazendo perguntas em péssimo inglês. Isso foi no começo. Mais tarde chegou uma moça, cujo nome não lembro (acho que era Fabiana ou Aurelina), e disse para a amiga que tinha feito 8 anos de inglês e falava muito bem.

Fiquei paralizado. Certamente que a moça ia perceber que eu falava um inglês com sotaque totalmente mineiro puxado para o Baiano: algo como “Ai donti nôu iór neime bichinho”. Ela chegou e perguntou meu nome e de onde eu era. Respondi como o mais autêntico gangsta boy de Washington (ahn?). Convenci. Ela perguntou mais alguma coisa que não me lembro e depois se virou pra amiga “fulana, não tô sabendo nada do que esse cara tá falando não. Acho que vou beijar ele logo”. Eu não pude me conter de alegria. Quase esqueci de continuar fingindo que não entendia português. Aquela loira gostosa de nike shox vermelho, bermuda jeans apertada e trança no cabelo tinha acabado de dizer para a amiga, na minha frente, que iria me beijar, e a única coisa  que pude fazer foi esperar. Ela pulou em meus braços bradando “kiss me! Kiss meee!”. Beijei. Sou intercambista mas não sou bobo.

Me chamaram, eu e meus dois amigos, para ir para casa. Falaram que íamos comer canja de galinha que, para mim, àquela altura do campeonato, já significava outra coisa, disfarçada por alguma gíria de paulista. No caminho para a canja os amigos dela insistiam em me ensinar os cumprimentos utilizados no Brasil. Viemos andando na rua ao som de “felhi da putta”, não porra, é “FILHO DA PUTA”. Eu: “Fillhu dê putte”. “Tá bom, assim serve”. Chegamos na casa da tal menina e o pai dela nos recebeu. Eu, prontamente o cumprimentei, com o termo em português ensinado pelos “amigos”. “Hello!! Filhu dê putte!!!”, ao que a loira (Fabiana ou Aurelina) prontamente explicou que eu era de outro país e tinha “aprendido” algumas coisas erradas com os amigos delas. Senti dificuldades só na hora de pedir para ir ao banheiro (caramba, ninguém sabe o que é bathroom ou take a pee?)

Conversa pra lá, puxa-saquismo mais pagação-de-pau-pra-gringo pra cá, fiquei até 8:00 da manhã na casa da loira (era Fabiana mesmo). A canja de galinha era realmente só uma canja de galinha e não outras coisas que envolvem a galinha sem a canja mais alguns lençóis. Me despedi do pessoal, soltei mais um “carrnivall!” com os dedos indicadores apontados para cima e balançando, e fui embora com meus dois amigos. Naquela noite fui o intercambista mais intercambista que esse país já conheceu. Fui um gigolô do esterótipo. Um herói de duas nações.

Aprendam. Para ser um bom ator basta alguns copos de pinga no estômago, uma idéia na cabeça e uma cidade onde ninguém te conhece. E lembre-se, nunca desista. Vá até o final e nunca desminta. Uma hora vão ter que acreditar em você. Pode ser o personagem que quiser, inclusive aquele tipo meio galã cafajeste.

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1 – Já te apresentei a Ovelha do Capeta?

2 -Aproveitando o post onde subverti Canção Nova e indico um dos vídeos mais engraçados que já vi: o acidente na igreja.

3 -Já ouviu a banda Maria Scombona? Devia.

4 – A página de “quem sou eu” deste cara é genial!

Ah! A faculdade. Os estudos. Empolgação. Todo o trabalho e a luta. TCC e monografia. E depois a formatura, e é claro! Festas! Bebida! Uhu! Porra, comemore! Afinal de contas, você agora é uma pessoa com curso superior. Se for preso fica em cela separada. Está quase no topo da educação num país de iletrados. Uma grande conquista, afinal. E então o desemprego.
É verdade, realmente é apavorante a perspectiva de se formar e não achar o seu espaço no mercado de trabalho. Acredite, as pessoas passam cola nas cadeiras. E não saem de lá.
Como não faço parte da mesma ralé que você e tenho um grande tino empresarial, vou abrir, assim que puder, um curso para mendigos.  A demanda para esse tipo de curso é grande aqui no Brasil e ninguém abriu um ainda. Vou me formar e virar empresário. Magnata mano.
Oferecerei o melhor curso de qualificação para mendigos. assim, pelo menos, você poderá ser um mendigo qualificado quando se formar e não arrumar seu empreguinho. Um curso totalmente indispensável a qualquer currículo de qualquer universitário hoje em dia.
Seriam ministradas disciplinas como:
  • mendicância piedosa, onde você aprende a atuar e fazer expressões de sofrimento;
  • simulação de enfermidades, para saber como simular a falta de um membro, simular uma ferida na perna, produção de maquiagem purulenta, etc;
  • aula de moda fashion street gueto, onde é possível aprender a se vestir como um mendigo de verdade, com direito a sapato furado e garrafa de cachaça enrolada em sacola de padaria;
  • aulas de marketing mendicatório, asssim, se tornará fácil para o futuro pedinte se comunicar e usar de estratégias de mendicância marketeira para obter uma esmola maior;
  • aula de narração em prosa sobre temas confusos, se no caso, o aprendiz de mendigo, quiser se passar por louco, ganhando assim a simpatia do ouvinte.
  • aulas sobre todas religiões para aprender os direitos do mendigo em todas as religiões e se aproveitar da misericórdia do fiel.

Como você pode ver, um curso de total relevância e utilidade para qualquer universitário que se preocupa com o seu futuro. Principalmente se esse universitário faz um curso que não seja direito ou medicina (ou pelo menos assim nos falam nossos pais). Uma iniciativa digna de aplausos, que merece total respaldo do governo do estado (estou pensando até em pedir incentivos).

Graças a isso, hoje não me preocupo mais com o pós-faculdade. Se nada der certo, eu me torno um mendigo, talvez com uma pós-graduação em “vida hippie“, que obtém um salário um pouco melhor (vendas de badulaques, sabe como é).

Mas chega de planos. Enquanto não vem a formatura e o desemprego, vou fazendo a minha faculdade mesmo. Vai que depois eu apareço em algum desses programas de domingo, com a chamada: cidadão diplomado vira mendigo na capital” e ganhe uma passagem de volta para casa com um caminhão de prêmios.

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1 – Sabe que não tenho nada pra linkar?

2 – Sério.

3 – Tá bom, vai. Demorei meia hora até achar isso aqui só pra não deixar a parte de links vazia.

4 – Ah! Tem o Portal Meira, com um texto interessante destruindo sobre a COPASA (pega fogo cabaré!).

Oi. Tudo bem? Posso começar? Vocês não vão me bater? Tudo bem. Quem viu meu último post sabe que ele foi bem sério (se você não leu, leia antes de ler este). Falei de um assunto muito delicado: morte. Não só falei como confidenciei que estava com uma doença terminal, o que é uma inverdade (calma, leia o post inteiro para entender tudo). Estou muito bem, obrigado. Com saúde e em perfeito estado (eu acho).

Olhem para a cara deste cão. É a minha cara de malandro para fazer o post anterior.

O post onde eu contava estar com um tumor não foi totalmente uma peça que resolvi pregar em todo mundo (é, eu não fiz na intenção de brincar com você nem rir da sua cara). Fiz isso para coletar experiências pessoais de como as pessoas lidam com a morte. Porque saber que ninguém sabe lidar bem com a morte, isso todo mundo sabe. O que eu queria eram experiências reais para deixar meu post mais embasado.

Começando aqui. O que você faz quando um parente próximo de uma criança morre? Você fala que ele morreu e virou pó (purpurina, se gostar de dar marcha ré no kibe). Fala que não vai voltar mais? Fala que ele acabou e agora só vai existir na memória de quem vive? Na grande maioria das vezes, não. O que acontece? Temos crianças que se tornam adultos incapazes de enfrentar a morte, vêem-na como uma coisa ruim, não conseguem lidar bem com a morte de amigos, vivem como se fossem highlanders (imortais) e crêem com a maior certeza do mundo na possibilidade da existência de consciência sem a existência de um cérebro (algumas pessoas aparentemente vivem sem cérebro). Resumindo, uma fuga.

Fuga da morte? É. Quando contei a verdade para meus colegas de blog e mais algumas outras pessoas, eles ficaram imediatamente horrorizados sobre como eu poderia brincar com uma coisa dessas. E se acontecesse de verdade, como castigo (o que não faz o menor sentido)? O que todos ignoram é que a morte faz parte da vida. A partir do momento que se nasce, já se está morrendo. Não tem como interromper esse processo (se você conseguir, ganha o Nobel, se não te assassinarem antes para roubar a tecnologia).

O que mais me assustou foram pessoas falando “agora vá curtir a sua vida com as pessoas que você ama”. E eu pensava :”porra poxa, você não deveria fazer isso o tempo inteiro, já que você sabe que pode morrer a qualquer dia?”. Quer dizer que é só quando se sabe que vai morrer é que se deve amar plenamente e fazer as coisas que tem vontade de fazer? E quando você não tem a oportunidade de saber que está perto de morrer?

Outros disseram (com uma ponta de resignação), que fariam tudo que tivessem vontade, dariam um pé-na-bunda do chefe, sairiam correndo na rua pelado, gastariam todo seu dinheiro em coisas que gostam enfim, liberariam o louco que existe dentro de si. Aí eu me pergunto: mas que surto de porra-louquice é essa? E porque não fazem isso agora? Tem que esperar morrer? Quer dizer que a vida tem de ser uma merda enquanto não se sabe o dia da morte? Já dizia o Bill Bernbach: “a vida é muito curta para vivê-la ao lado de um filho da puta”. E eu acrescento, não seja você mesmo esse filho da puta descendente de uma meretriz.

O que eu queria dizer mesmo é: amigo, você vai morrer. Vai mesmo. Sem sombra de dúvidas. Tá esperando o que pra viver a sua vida plenamente, fazendo o que gosta e curtindo as pessoas? Tá, a gente fala que curte, mas não curte. E não é virar um porra-louca irresponsável. É só curtir a sua vida (eu falo muito palavrão mesmo, mas sou super educado). Seja feliz e faça os outros feliz. É gratificante. O que proponho não é pensar na morte 24 horas por dia. É aceitar ela com naturalidade

O resto dos colaboradores do blog não estavam sabendo de nada. A idéia foi minha e eu postei sem avisar ou pedir opinião. Se forem punir alguém, que seja eu.

Quero deixar bem claro claro que não quis ferir os sentimentos de ninguém que tem ou teve parentes com câncer. Minha avó morreu de câncer e eu sei o quanto é doloroso para a família ver a pessoa ali, prostrada. Escolhi a doença, como dizem, “na doida”.

Espero que vocês achem o objetivo do post legal, depois que a vontade de me explodir com uma dinamite a raiva passar. Se me encontrarem na rua, não me esfaqueiem nem passem cocô de cachorro na minha cara. E quanto ao pessoal que comentou no primeiro post, vou responder pessoalmente por email pedindo desculpas pela “brincadeira”. Acreditem, fiquei tentado à contar logo por causa da emoção que algumas pessoas colocaram em seus comentários.

Descobri que ganhei um novo apelido no msn por parte dos meus coleguinhas de blog: Morto. “O morto vai postar hoje?”. “Pergunta pro Morto se ele pretende desmentir o post logo?”.

Sacrifiquei minha vida social na faculadade (meus colegas também leram o post). Eles me acham retardado agora.

***

1 – Convido o Diego, o Pedro e a Naya a postarem aqui dizendo a sua opinião sobre isso, e o que sentiram na hora, assim como você também, leitor.

2 – Este é o post da morte. Se você não repassar esse post para 50 pessoas uma terrível doença irá cair sobre você. Um homem não repassou e morreu de esquitossomose. Uma mulher ficou com preguiça de repassar e caiu de cima da cama. (via @Samara).

3 – Três grandes mestres da ciência em um debate na TV. Stephen Hawkins, Carl Sagan e Arthur C. Clarke.

4 – Pra quem não conhece, o Coletivo Retomada é um pessoal que divulga bandas independentes com trabalho autoral do Norte de Minas. Vale a pena dar uma olhada no canal de vídeo do youtube deles.

5 – Os ateus são mais inteligentes (não, não é minha declaração, acredito só que eles são mais críticos).

6 – Este post foi tipo a brincadeira do pai de um amigo meu.

7 – Muitos links hoje pra descontrair. =)

São 4:54 da manhã e eu resolvi postar. O Pedro, a Naya e o Diego não foram avisados, o que me leva a crer que eles terão uma grande surpresa ao ler este post.

Vou ser bem direto. Há duas semanas eu fiz alguns exames e o resultado foi o seguinte: estou com um tumor de aproximadamente 2,5 centímetros de diâmetro no centro do meu cérebro. Não esperava que fosse isso mas, já vinha sentindo algumas dores fortes de cabeça havia alguns meses. Não vou entrar em detalhes mas, por ser no centro do cérebro, o tumor é inoperável. Vou fazer tratamento (não sei ainda se vai ser radio ou quimioterapia, nem lembrei de perguntar) mas conversei francamente com o médico e ele já me avisou de antemão que não há muitas chances de cura (praticamente nenhuma). O tumor cresce rápido e não pode ser retirado sem me deixar totalmente retardado.

A maior ironia de todas é o fato de eu escrever há alguns meses para um (grande) blog chamado O Crepúsculo.

cre.pús.cu.lo
sm (lat crepusculu) 1 Claridade frouxa, que precede o nascer do Sol ou persiste algum tempo depois de ele se pôr. 2 fig Decadência, ocaso. C. da vida: a velhice.

Acho que é justamente assim que eu me sinto agora. Uma luz fraca, de pôr-do-sol mesmo, sem forças para continuar e que vai aos poucos se apagando.

Enfim. Resolvi filtrar disso tudo alguma experiência bacana para deixar para as outras pessoas afinal, todo mundo vai passar por isso e, garanto, é um caminho que se percorre sozinho. Vou abrir uma seção aqui no blog chamada Meu Crepúsculo, onde eu vou descrever, de vez em quando, quais são as sensações (acredite, são muitas) que vão se acumulando na cabeça de uma pessoa prestes a enfrentar o seu crepúsculo final (tá bom, chega de metáforas porra).

Mesmo quando o tumor estiver um pouco maior, e começar a atrapalhar as minhas habilidades cognitivas e motoras, tentarei continuar postando, ou pedirei para alguém próximo postar ou, no caso de eu não poder conversar ou escrever mais (me comunicar), escrever como eu estou.

Agora no momento eu sinto um pouco de dor de cabeça mas deve passar logo porque tomei um analgésico. Sentimentos são de: fraqueza, impotência diante das coisas, tristeza, saudade antecipada de qualquer coisa e um turbilhão de sensações que eu nem consigo definir ainda.

Fiz uma música sobre saudades e postei no youtube. Se chama Sertão:

Espero que tenham gostado dela. É um pouco de mim que eu vou deixando para trás. Minha marca neste mundo.

***

1 – Pelo menos descobri uma coisa. Todos dizem que não existe ateu na hora do desespero. Aqui estou eu.

2 – Não sei se esse tipo de postagem acabaria com o blog mas, gostaria muito de compartilhar tudo que estou sentindo e que vou sentir nos meses para frente.

3 – Tem a letra da música no youtube, na descrição do vídeo.

UPDATE:

Pra quem ainda não leu o post que vem depois desse: este post é uma mentira. Pode parar de chorar e fique sabendo da história toda aqui.