Vocês devem ter percebido, pela falta de posts nos últimos tempos, que tem alguma coisa errada com o blog.
Cheguei inclusive a anunciar o fim do blog no twitter. O que de fato irá acontecer. O Crepúsculo voltará a ser nada mais que o meu blog, com eventuais posts do Neto, e do Higgor. É, o blog vai voltar a ser o meu “diarinho”. Até por isso o novo layout será algo bem simples, bem limpo.
Outra coisa, é que eu vou editar muitos dos 646 posts do blog, deletar vários, e trocar algumas palavras de alguns. Por isso, fiquem atentos aos arquivos do blog.
Faço isso por vários motivos. Não preciso falar todos eles aqui.
O mais importante, é que o blog foi perdendo sua identidade a cada mudança que eu fazia. Essa história de postar sobre tudo e não focar em nada estava me incomodando demais. O blog não terá mais os posts de quadrinhos, games, cinema, música, e aquele tanto de coisa. Na verdade, podem até acabar aparecendo por aqui. As seções divertidas e tudo mais serão abandonadas, neste blog. O Felipe, o Higgor e o Diego (se eles quiserem é claro) faram parte do outro.
Toda a parte de entretenimento do blog, migrará para um projeto um tanto audacioso, meu e do amigo de fé, irmão camarada Jhony. Esse projeto demorará mais um pouquinho pra sair. Estou ainda projetando o layout e o Jhony ainda vai transformá-lo em um site. Será um grande blog, aguardem.
Bom, o Crepúsculo volta a ser um blog de textos, e apenas isso. Contos, crônicas, dia-a-dia, e principalmente opinião. Ao mesmo tempo em que escreverei textos menores, mais rápidos e sem muita lenga-lenga.
Se você, leitor, quiser continuar a “ouvir” minhas opiniões sobre qualquer coisa, fique a vontade. Escreverei aqui quando tiver vontade, quando tiver com tempo e saco para criar textos que valham a pena. Aconselho você a assinar o feed ao invés de entrar sempre.
O novo layout sai junto com esse post. Por isso, está cheio de bugs, falhas, e com uns 10% completos. Ainda vou mexer muito no layout, mas será mais ou menos isso aí.
Um grande abraço!
Fiquem com as mensagens daqueles que entreteram você mais que eu.
“Bem, infelizes, acho que é isso. Foi legal passar esses meses com vocês… mesmo que eu fale isso só da boca para fora. Seja como for, obrigado à todos (e todas) que leram o blog nesse tempo e, obviamente à todos (e todas) que o escreveram. [Considere esta frase um discurso de despedida] e que a Força esteja com vocês.” – Higgor
“Obrigado a todos vocês que leram meus textos e mais ainda a quem comentou meus textos. Estou fazendo um projeto bacana de uma viagem para documentar o interior de Minas Gerais com câmeras fotográficas, filmadoras e muitos textos. Uma espécie de crônicas de viagem (o Pedrão aqui tá convidado até, e acho que ele vai). Um último obrigado e vou seguindo por aí dizendo que sou escritor, quem sabe um dia alguém acredita. =)” – Neto
faltam algumas mensagens, quando eles me mandaram eu coloco aqui.
***
1 – Bom, é isso. Até daqui a pouco.
2 – Obrigado Naya, Neto, Diego, Higgor, Felipe, Ingrid, Dorly e Natascha. =D
Iae infelizes, como estão? E eis que estou aqui para mais um post de fim de semana… sim, eu sei que estou atrasado, mas ninguém liga. Enfim, peguem aí papel, caneta, lapiseira, grafite, borracha, uns CDs de música, um PS2 (com jogos, claro) e uma revista Caras dos anos 90 e venham comigo.
- Porraa!!!!!!!!!!!!! Muito foda isso!!!!! Haha… genial…

Segundos depois o administrador do blog já está aberto, com a página para um novo post pronta. A introdução do post está pronta, junto com o gancho para colocar o HTML do motivo de sua inspiração alí. Por curiosidade e/ou necessidade é feita uma pesquisa sobre o assunto, para arranjar informações e ter mais ideias boas para o post.
- Ah… então tem 3 meses isso já…? Mas tem pouca coisa sobre o assunto e todas tão uma merda, vô fazê msm assim… Hm… vejamos: título, introdução, explicação… falta piada.
O início do fim.
- Pow… nem meia página dá isso… d’xeu vê as coisas que já tem… não, já peguei tudo que tem nelas… então nuns sites, vê se rola inspiração.
1.
2.
14 horas.
- O post!!!!!!!! Tá… parte da piada… JÁ SEnão… essa é ruim.
Alguns minutos de pensamentos até surgir uma ideia ou se lembrar de algum site/blog/etc. no qual não procurou inspiração. Mais umas horas depois vem a decisão de ir dormir e escrever o post no dia seguinte.
Desligar o computador, escovar os dentes, tomar banho, deitar na cama e não conseguir dormir. Em seguida em o “pensar na vida”, que termina num momento completo de ócio (exceto às funções corporais).
Ideia genial para o post!!!!!!!!!!!!!!
E outra! E mais uma!!
- Porra, eu sô foda uashuashuashuhsua… só pq eu desliguei o pc… mas a cama tá boa, amanhã eu escrevo… putz, como eu não pensei nisso antes?!
Manhã seguinte: acordar, ligar o computador, café da manhã, seguidos por entrar no adm do blog e na página de edição.
- Haha… é sempre assim: tem que desligar a mente pra ter as ideias fodas. Vamo lá: “e é por isso que”

Fase 1: Negação.
- NÃO, eu NÃO esqueci a porra da piada!!!!!
Fase 2: Raiva.
- PORRA, EU SÔ BURRO PRACARALHO PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fase 3: Negociação.
- Se eu lembrar daquela eu JURO que não completo com a piada do pavê…!
Fase 4: Depressão.
- A porra do *sniff* post… a pi-piada… *risadas histéricas* PURQUÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!
Fase 5: Aceitação.
- Ah que se foda mesmo, ninguém ia ler aqui… bora pra próxLEMBREI.

Post completado e colocado no ar em questão de minutos: satisfação pessoal, afinal, quem se importa com outros 23 posts sobre o mesmo assunto que surgiram no meio tempo?
***
1 – Acredite, esse post segue exatamente esse cronograma (só não demorei 14 horas… foram umas 4).
2 – Se no meio da pesquisa você cai num site “para adultos”, aí toca o foda-se e esqueça do post.
3 – É, não achei imagem melhor para a terceira ilustração.

Eis que estou aqui para reviver outra coluna do blog, e caso você não conheça a coluna, veja os outros posts aqui. Enfim, não há muito o que falar neste parágrafo… mas e daí? Está um belo dia chuvoso lá fora, então temos que honrar as nuvens (sim, eu sei que não fez sentido nenhum).
O ser humano é naturalmente indeciso e esquisito, e como não poderia deixar de ser, a visão que meninos e meninas tem do sexo oposto muda várias vezes durante a vida, elas são divididas em três partes simples, podendo haver uma quarta (sobre a qual eu não falarei aqui porque pode ser meio perturbadora), então vamos por partes:
1ª Fase – É tudo igual

Apesar das crianças serem capetas incorporados com os adultos e adolescentes, entre elas mesmas o mundo é o lugar mais legal já existente e é totalmente democrático: meninos e meninas são bons amigos que brincam e se machucam juntos, prontos para gritar por causa do Merthiolate e segundos depois voltar a correr, pular e mais um monte de coisas que atualmente seriam vistas como politicamente incorretas e até mesmo sexuais (sim, trepa-trepa, estou falando com você).
Porra, a criançada de atualmente é muito “adultizada”, com aqueles concursos de beleza, pornografia em tudo que é lugar, a internet e os desenhos terrivelmente ruins na TV. Se eu não estourasse meus joelhos uma vez por semana eu não ficava feliz… aliás, destruir seu próprio joelho enquanto brinca é um dos grandes formadores de caráter: meninos serão homens melhores e as garotas terão pernas mais bonitas, podem acreditar.
Resumindo, crianças tão pouco se fodendo para a diferença de sexo: desde que dê para brincar junto tá valendo. Criança tem que brincar com criança não com adultos e acreditem, absolutamente TUDO que vocês virem como sexual está errado: criança não quer sexo, quer diversão… e sorvete.
2ª Fase – Ódio mortal

Meus caros, há uma fase na vida em que a única coisa que importa é destruir e aniquilar a oposição. Meninos e meninas viram inimigos declarados, odiando uns aos outros, afinal, meninos são bobos, feios e nojentos e meninas são frescas, chatas e dar ARGH beijos.
Essa é a época mais (usando aqui o vocabulário da Sessão da Tarde) radical e cheia de aventuras na vida de uma pessoa: todo o tipo de pegadinhas, provocações, xingamentos, brigas e difamações são aceitas. Nem sei quantas horas da minha vida perdi debatento o quão tosco é o gosto das garotas em relação à bandas-dançantes-com-playback-ruim-e-músicas-melosas, mas tenho certeza que foram muitas. Se você já assistiu A Turma do Bairro (Ou KND, no original), tem uma ideia ainda melhor sobre isso.
A questão é bem simples: você gasta no mínimo 5 anos nisso (tá, eu devo ter gasto uns 7 ou 9, mas isso não vem ao caso). E é legal! É um troço saudável, pois apesar de toda a guerra entre as facções, isso faz com que garotos e garotas conheçam uns aos outros e se redimam na próxima fase da vida. Já se perguntou porque tem tanta gente atualmente que sequer consegue falar com o sexo oposto? Pois é, eles nunca se engalfinharam com alguém do sexo oposto para defender seus ideiais e (de novo), não há segundas intenções nisso (até tem, mas são do tipo “vou me esmurrar com ela pra que as amigas dela caiam na nossa armadilha”)… na maioria dos casos (afinal, sempre tem dois filhos da puta traidores do movimento prontos para foderem com o esquema).
3ª Fase – Aceitação mútua (com ocasionais recaidas)

Eis o momento em que garotos e garotas passam a achar o sexo oposto melhor coisa do mundo. É reconhecidamente a parte da vida em que as pessoas costumam abandonar família e amigos pela simples possibilidade de sexo. É a parte mais longa e provavelmente a que mais fode com sua vida.
Quando a guerra é posta de lado (por muitos motivos), ocorre o que eu chamo de “perda da dignidade elementar”: é quando você joga toda sua infância e boa parte de sua adolescência no lixo, juntamente com seus ideias e assassina toda a sua capacidade de guerrear por meios menos fisicamente violentos. Felizmente tudo isso é compensando pela relação que se ganha com o sexo oposto (ao menos em teoria), deixando de lado grande parte das ideias da 2ª fase.
Mas como nada é perfeito, a recaída é um combo entre a volta das ideias da fase anterior, aumentadas pelos ideiais feministas ou machistas: aquela velha história de “homem é tudo igual” e “mulher só fode a vida de um homem”… crianças tem razão, os adultos são realmente idiotas.
***
1 – Não ficou bem o jeito que eu queria…
2 – ROUGE?! SÉRIO MESMO?!
3 – Agora tá do jeito que eu queria.
Parafraseando o grande Maurício Saldanha (Cabine Celular), digo que Carlos Saldanha – sem parentesco com o Maurício, eu acho – deixou de ser frio com seu A Era do Gelo (que pra mim deveria ter ficado no primeiro) e colocou um pouco de calor no seu novo filme, Rio. Em todos os sentidos, seja nas cores, no clima, na paisagem, seja no amor, na paixão, na amizade e no calor de seus novos e queridos personagens. Rio se mostrou uma grande surpresa, e nada melhor que uma surpresa boa.
A trama pode até ser um pouco clichê se você analisar friamente, um animal é capturado em seu habitat, espécie em extinção… personagens secundários que permeiam todos os filmes desse tipo. Mas tudo acaba quando se trata de um diretor brasileiro – carioca – fazer tudo isso se passar no Brasil. Nunca tinha visto o Brasil ser mostrado de forma tão bonita e verdadeira no cinema, muito menos por Hollywood. Tá tudo lá. Como disse também o Maurício, eu me senti em casa, conhecia as referências, conhecia os lugares, a trilha sonora… tudo, tudo lembra o Brasil que eu conheço.
Obviamente, tudo isso num filme para crianças, mostrado de uma forma sutil de uma forma que nós entenderíamos. Para mim, o toque genial foi justamente o calor, uma palavra clichê, mas de maneira alguma de forma ruim ou é algum demérito para o filme. Você consegue ver o conflito do menino da favela, que não tem família, que sabe que fez uma coisa errada. Essa, aliás, é uma das melhores e mais emocionantes cenas do filme.
Só perde para quando Blu – o personagem principal – e você entendem o que Rafael – o tucano – diz com “você deve voar com o seu coração, e não com sua cabeça”. Esso é Brasil. Esse é o calor que eu disse lá em cima. Nós somos um povo muito mais passional do que racional, nós somos um povo que de certa forma é bom, ingênuo, mas bom. Estamos ali representados por Rafael, que ajuda o gringo sem pedir nada em troca, somos os dois passarinhos loucos Nico e Pedro, somos Fernando, o menino da favela e somos também – por que não? – os traficantes de aves, somos Nigel, somos no final das contas o Brasil.
Enfim, acho que Rio será a melhor animação do ano. Grandes chances de estarmos vendo aí o primeiro Oscar brasileiro, já que esse ano a Pixar vem com sua franquia mais fraquinha, Carros. Não vou dissertar sobre as qualidades técnicas do filme, é tudo simplesmente perfeito, e isso é um grande elogio, já que deve ser uma dificuldade tremenda renderizar e fazer penas e mais penas de aves com uma qualidade absurda.
Assisti em 3D – que é ótimo – e dublado. As ressalvas que faço aqui são Rodrigo Santoro (que dubla tanto a versão original, quanto a nossa aqui), essa ressalva eu faço apenas para criticar o quanto a dublagem estragou um filme que eu gostei muito (Enrolados). Luciano Hulk de dublador foi uma coisa horrenda. Dublagem não é algo simples, que basta um figurão qualquer, até porque todo dublador é antes um ator. E Guilherme Briggs, que faz maravilhosamente o vilão Nigel.
Bom, é isso. Não sei se consegui passar direito, mas assista Rio e leia o texto de novo. Você vai entender direitinho o que eu quis dizer.
Nota: 5
***
1 – Sei que disse no texto, que no fim das contas somos um povo bom. Somos sim, tenho que acreditar que somos. O que aconteceu na tragédia do Realengo no mesmo Rio de Janeiro, é uma triste e terrível fatalidade, que não discerne credo, cor, ou nacionalidade.

Voltando – finalmente – à quase esquecida seção de HQ`s aqui do blog. Nas próximas semanas vou postar reviews das Marvel Knights que eu já li. Foram elas: Namor, Homem-Aranha, Magneto, e mais uma ou duas que eu esqueci e quando estiver em casa (estou em Monlevade agora) eu venho aqui e corrijo.
Já tinha falado antes que apesar de ser um grande fã do Batman, eu sou Team Marvel. Não falo tanto pela diferença básica entre as duas grandes editoras, minha coleção (breve um link com a foto) diz por si só. Tenho, em uma proporção de 10:1, muito mais “revistinhas” Marvel que DC, e tenho que dizer que a série Marvel Knights vem me encantando. A cada nova edição eu sou obrigado a comprar (isso me lembra de comprar a do Magneto, que eu li no iPad), e gosto muito a cada edição que compro.
Bons roteiros, boas histórias, bons “reboots”. Entre aspas, porque a ideia do Marvel Knights é meio que pegar seus personagens mais famosos e recontar sua origem. Basicamente é isso. E funcionou muito bem até onde eu li. Talvez seja por causa da onda de filmes (principalmente da Marvel Studios, é óbvio), eu pessoalmente tenho certeza que é. MK do Homem-Aranha, teremos um reboot do Aranha nos cinemas. MK do Magneto, X-Men First Class está aí, além de várias outras. As graphic novels estão ganhando destaque, justamente por recontar a origem desse povo todo, ajudando o pessoal que não é muito fã de quadrinhos a conhecer um pouco dos personagens antes de ir para a sala escura.
A primeira vez que ouvi falar no Namor, foi ouvindo o MRG especial sobre as revistas Marvels, depois disso, ouvi lá mesmo no MRG a resenha dessa graphic novel aqui. A nota do Roberto foi tão alta que eu realmente fiquei empolgado (e olha, eu digo uma coisa que você pode confirmar com todo ouvinte do podcast, se a nota do Roberto foi alta, dificilmente você vai achar ruim). Comprei, em mais uma visita na melhor lugar para se comprar quadrinhos em BH, a Leitura da Savassi.
Esqueça completamente tudo o que você sabe sobre uma história em quadrinhos. Namor – As Profundezas é diferente de tudo que eu já li. Eu posso resumir a revista naquelas frases chavões que geralmente vemos em contracapas de livros: “Um dos melhores thrillers do ano, em quadrinhos”.
Imagine um filme de terror/suspense incrível. Que te mete medo – mas medo de verdade – do início ao fim. Agora imagine que esse filme é ambientado em um submarino, que tem a missão de encontrar, ou melhor, desmistificar o mito de Atlântida e de seu temível príncipe. Imagine que o filme tenha um roteiro incrível, que te faz comprar a ideia logo no início e que te prende a cada cena. Imagine ainda, que esse filme tem um ótimo diretor, um diretor de arte fantástico e um diretor de fotografia melhor ainda.
Agora imagine que ao invés de sentar em uma sala de cinema para ver esse filme você obteve o storyboard finalizado.
Pronto, você tem Namor, As Profundezas.
Os autores Peter Milligan (roteiro) e Esad Ribic (arte) fizeram um trabalho realmente memorável. Nunca vi uma revista assim, e acho que vou demorar a ver. A história é no mínimo corajosa porque o personagem principal de certa forma praticamente não aparece. Mas ele está lá do primeiro quadrinho ao último. Para você entender como isso é possível, leia a revista e comente aqui.
Eu queria muito, mas muito mesmo ver isso transformado em um filme. Logo no início, lembrei de um joguinho de PC, estilo Alone in The Dark, que se passava num submarino também, e que tinha um roteiro ultra sinistro. Se não me engano, tinha a ver com o impronunciável monstro Cthulu. Se alguém aí lembrar, agradeço imensamente.
Vale ainda ressaltar a maravilhosa edição que a Panini fez e vem fazendo de todas as Marvel Kights.
Nota: 19
***
Entendendo o sistema de notas do Crepúsculo.
A partir de agora, eu darei notas em todos os reviews que fizer. As notas vão de 1 a 5, essa porém é a classificação normal. Nesse caso as notas 1 e 2 são desempenhos péssimos, 3 é uma nota para algo bom e só bom. 4 e 5 para coisas ótimas, fantásticas.
A classificação diferenciada está nas notas Sem Nota e 19. Sem Nota é quando algo é tão ruim, tão tenebroso que eu nem sei porque estaria fazendo um review de algo tão ruim ou quando eu realmente não entendi e preciso de mais algum tempo para degustar. 19 significa algo épico, significa que você deve comprar original, ou melhor que você deve comprar tudo que tenha aquilo.
***
1 – Eu tinha que começar com alguma coisa épica.
2 – Tem alguma coisa ruim na revista? Sim. Todos os personagens estão com o Rim ferrado.
3 – Não tenho nada para falar aqui, mas tenho que manter a tradição.

- Opa, entraê cara.
- Iae, beleza? Tá tudo pronto?
- Na boa. Quase tudo só falta terminar a torta… sentaí.
- Caralho, que sofá foda!
- Né? Comprei semana passada…
- Pow, e esses CDs aqui?
- Ah é… olhaí.
- The Who, Beatles, Guns…
- Tem a discografia completa do Elton John também…
- Foda… opa, a torta tá pronta?
- Aham, as garotas devem chegar daqui uns 15 minutos…
- He… CARALHO. Não acredito que cê tem esse CD!!!!!
- Ahh… é…
- Porra véi, como cê conseguiu isso?!?!
- … na loja…?
- Mas só tem 1000 cópias NO MUNDO e elas acabaram em questão de segundos…!!!
- É…
- Eu TENHO que por isso pra tocá!!
- Hm…
- Pow, a capa tá quebrada! Como cê OUSA deixar isso cair?!
- Não dexei.. é que me roubaram…

- E como cê conseguiu isso de volta?
- …
- Desembucha maluco!!!!
- Eu fui até o Inferno pegar esse CD.

Quinta-Feira: lançamento do álbum mais aguardado da história da música (e de todas as outras histórias também). Dezeseis horas na fila, só um exemplar na loja: a única do país que o tinha, e pela “bagatela” de “todos os meus salários dos próximos 30 anos + minha mesada pra faculdade”. Foda-se, eu tenho que comprar. Felizmente o dono da loja é um filho da puta e só vai abrir a porta lateral… ter que surrar toda essa gente da fila seria foda…
Três pras dez… Estou à menos de 3 minutos da minha felicidade eterna… e aquela mina alí na fila…? Até que é boa… daqui à cinco minutos eu mostro meu… É AGORA, ELE TÁ ABRINDO A FECHADURA!!!!!
Vuei.
É meu. A cara de decepção das outras setenta e seis dúzias de milhares de pessoas me fez soltar uma risada dígna de bandido de desenho animado… nem acredito que consegui ser o primeiro na fila. No caixa a preocupação com o empréstimo que ia comer meu cu sequer me passava pela cabeça: mandei até embrulhar o CD pra presente, só pra poder rasgar todo o papel, feito criança mesmo. Dalí do caixa vi a garota da fila (já tinham aberto as portas da loja agora, mesmo com 99% da galera já estando longe)… mas era um momento demais especial para perder com joguinhos: tinha a maior obra já produzida, e se não escutasse no talo nos próximos minutos, ficaria loco. Já tava saindo (passei do lado dela de propósito), mandei aquele olhar de canto: dois milhonésimos de segundo, mas ela pegou.
Não sei se ela demorou de propósito, mas só me alcançou alguns quarteirões mais pra frente… pra despistar acho, afinal, saí praticamente jurado de morte da loja. Ela tocou no meu ombro, meio que senti um calafrio (totalmente ocasional, é claro, eu levo jeito com as mulheres), mas nem liguei. Me virei e alí tava ela: morena, botas, peitos incríveis, ropa leve, naquele estilo “underground-cool”, aquelas meias listradas e meu sentido de aranha dizia que a bunda não deixaria à desejar.

Ela nem se apresentou, foi logo falando do CD, de quanto queria ter comprado e que faria qualquer coisa pra conseguir ouvir. QUALQUER COISA: a frase do sonho de todos os homens do universo e lá estava eu, com o CD mais foda do universo e com uma gostosa implorando pra ouví-lo, porra, tinha a desculpa perfeita pra levar ela pra minha casa.
Durante o caminho a gente mal se falou, tirando alguns comentários sobre a produção do CD e a narração de como eu tinha conseguido comprá-lo. Mesmo com ela falando poco eu notei que ela tava… molhada, pra ouvir as 16 músicas inéditas que eu carrega na sacola como se fosse um galão cheio de nitroglicerina, olhando pros lados pra ver se ninguém tentava praticar um 157.
Depois de 10 minutos chegamos em casa. Foi só quando eu botei a chave na fechadura que lembrei da zona que tava o lugar, abri a porta com medo e só não agradeci de joelhos pela visita da faxineira pra não perder a pose na frente da garota. Falei pra ela sentar no sofá novo (e que felizmente teve todas as migalhas de Ruffles tiradas) enquanto ia no quarto pegar o controle do som. Voltei já fazendo a maior encenação pra tirar o CD do papel de presente e botar pra tocar, tirando alguns sorrisos tímidos dela (pra minha total felicidade e com um toque de perplexidade).
Assim que apertei o “play” só não gozei pra não fazer feio com ela. Foi só os primeiros acordes da “Faixa 01″ tocarem que eu e ela já távamos pulando e cantando junto sem sequer saber a letra. Porra, música foda pra caralho, num tinha nem 30 segundos de música e eu já sabia que vender minha alma pro banco tinha valido à pena. Assim que a primeira música terminou nós dois nos abraçamos no mais puro e simples êxtase, jurando que era a melhor coisa que a gente já tinha ouvido… até começar a “Faixa 02″. A Faixa 2 definitivamente é uma das melhores do CD, e logo no refrão eu e ela já nos considerávamos conhecidos de longa data. Meu sofá já tava virado, vários livros no chão e eu tinha certeza que se eu saísse de casa, todos os vizinhos se ajoelhariam perante mim.
Eis que veio a “Faixa 3″. Foi só o vocalista gritar “NOW EVERYBODY’S GONNA HAVE SEX” que nós dois nos agarramos. Nem existia mais sala, sofá, vizinho, só a música e nós dois. E devo dizer que eu acertei, a bunda também era boa pra caralho, os peitos cabiam certinho nas minhas mãos e putaquepariu, aquela boca… foram os melhores 7 minutos da minha vida: o tempo até começar a “Faixa 4″. Os próximos 30 minutos cê pode até imaginar… quando a gente acabou (na Faixa 15) eu tinha certeza que eu morria se ficasse sem ela e a música. Pra falar da última música só tem uma palavra: PERFEITA. Cara, fazer sexo sem ouvir essa música devia dar pena de morte. Olhei pro lado e lá tava ela: olhando pra mim com um sorriso de canto de boca… só lembro dela me dando mais um beijo e de pegar no sono.

Acordei umas 3 horas depois. Olhei pro lado e ela não tava lá, não tinha nehuma música tocando. Pensei logo de cara que ela tinha me abandonado, mas ouvi o barulho de descarga. Olhei pro aparelho de som e vi o “STOP” piscando pra mim. A sensação de calma foi quase tão boa quan… não, tudo tinha sido muito melhor. Resolvi me juntar à ela prum “banho”… o banheiro tava vazio. Chequei todos os cômodos da casa: nada. Corri pro som, já apertando “Eject”, na bandeja só um bilhete: “Desculpa”.
Desolado… completamente arrasado: perdi a minha coisa mais preciosa e a mulher da minha vida numa tacada só… foi aí que bateu o desespero, corri pela casa toda gritando à plenos pulmões e, admito, chorando feito uma garotinha… aquelas poucas horas que passamos juntos já pareciam uma vida distante… eu tinha decido deixar o mundo pra trás… só até eu ver a enorme entrada de um túnel bem na minha sala.
***
1 – Parte 1 de 3, a parte dois vem só daqui a 15 dias (tá, 14).
2 – Eu sei que vocês gostaram.
3 – O número 3 é importante…

Nada e mais retardado do que festa de aniversário. Acho que só porque a gente esta ficando mais velho tem que fazer coisas de criança. Sempre rolam as mesmas e idiotas brincadeiras:
1. Com quem será!? Até em aniversario de 80 anos cantam isso, até nesses;
2. A vela de poucos anos ou de interrogação. Passou dos trinta começam com essa maravilhosa brincadeira;
3. Repetir varias vezes o parabéns. Pra terror dos esfomeados (eu), que estão loucos para comer os doces, tem sempre um engraçadalho que começa a bendita musica novamente;
4. O primeiro pedaço de bolo. Pra acabar com as famílias alguém inventou isso, se o cara não tem filhos ele fica entre a mãe e a esposa, pelamordedeus, isso é filhadaputagem.
5. Discurso. Pra merda com discurso! Nem o cara, nem os convidados querem discurso, querem mesmo é comer e beber.
6. Lembranças da infância: Junta a tia, a mãe e a vizinha e começam a falar coisas constrangedoras do seu passado. É bem comum citarem antigas namoradas e o dia que pegaram os dois no sofá fazendo sexo, na frente da sua atual.
Bem a lista seria enorme se me preocupasse de fato com a completude dos meus posts, mas não, estou me limitando a isso. Mas amigo, pense nisso, ser idiota não nos faz mais novos.
…………………………………….
1. Bem, na semana passada furei pela primeira vez meu post…. A, você nem percebeu!? Ok;
2. Acho que se você pertence a classe A não achará os 6 itens acima familiares;
3. Conta pra gente o que você mais odeia em aniversario.

Essa é a história do Homem mais Homem do Mundo. Existe uma brecha na Lei do Homem de Verdade (já comentada nesse texto aqui), que pula todas as etapas e concede ao Mancebo Desprovido de Hombridade o título não só de Homem de Verdade, mas o título de Homem mais Homem do Mundo.
A brecha fica escondida, muitos homens nem sabem que são mais Homens do Mundo, isso faz com que eles não recebam o título, uma vez que não conhecem o tal. De qualquer forma, a comissão julgadora internacional acha melhor dessa forma, poderia ocorrer uma fissura irreparável no tecido da realidade se muitos homens fizessem o que nosso personagem fez.
Quero deixar claro, aqui, que essa é uma história de ficção, qualquer semelhança com a realidade ou com pessoas de verdade, é mera coincidência.
***
Gustavo estava deitado em sua cama pensando pela milésima vez naquela semana, como sua vida era uma merda. Os pais não o entendiam, os irmãos – o mais velho e o mais novo – também não entendiam nada, seus amigos igualmente. Foi quando pela primeira vez, ele pensou que quem estaria não entendendo nada fosse ele.
Apesar de ter apenas 17 anos, Gustavo se imaginava pronto para a vida. Era um rapaz médio, de classe média, com notas médias e sem nenhuma conquista que valesse alguma menção. Não era popular, mas não era nenhum desconhecido ou um Dalton da vida – sorriu pensando que se a vida dele era uma merda, ele não queria nem imaginar como seria a vida de Dalton, ou Shrek, como era carinhosamente chamado por todo mundo.
Gustavo era médio em tudo, até nas garotas. E olha que nem pegava tantas assim, já que também era de médio para ruim na beleza. Era magro, muito magro. De um jeito feio. Era esquisito também, já que preferia Redação e Português ao invés de Física e Matemática como a maioria dos amigos. Gustavo sentia as vezes que a vida estava passando e ele estava no ponto a vendo passar sem dar o sinal para subir também. Às vezes sentia que todas as pessoas no mundo estavam se divertindo enquanto ele estava lá no quarto relendo Watchmen.
Enquanto sentava no computador, ele pensava em como estaria daí a cinco anos. Provavelmente terminando a faculdade, tentando o primeiro emprego, ganhando pouco, morando sozinho em outra cidade, num quarto e sala que ele mal conseguirá pagar e provavelmente conhecerá uma garota – média, como ele – irá namorar, casar, ter dois filhos e viver pra sempre pensando e imaginando como seria ter uma vida diferente. Todos esses pensamentos maduros, duros e por várias vezes um retrato difícil de uma realidade talvez quase certa foram varridos da mente de Gustavo quando viu a janelinha com o nome “Carol” piscando em laranja no MSN. Adolescentes têm o incrível poder de ter a compreensão clara do mundo em que vivem e de deixarem essa compreensão evaporar por qualquer coisa. Se isso não acontecesse, o mundo poderia ser um lugar completamente diferente, não sei de que forma, mas os adolescentes seriam as pessoas mais chatas do mundo.
Ele gostava de conversar com Carol. Ela era uma menina da cidade dele, de um bairro um pouco longe, uma garota legal, que entendia e até gostava de Gustavo – coisa rara, como ele mesmo gostava de repetir para seu consciente. Eles estavam “dando uma ideia” há um bom tempo, nunca conseguiram se encontrar. Em partes por Gustavo não ter muita certeza de como Carol era, já que os ângulos das fotos favoreciam apenas o rosto dela, ele não tinha muito material para trabalhar. Mas ele sentiu, pelo “oiii” com três is que algo iria ocorrer naquela conversa…
- oiii
- eii..
- td bom?
- jóia e vc?
- td bem tb.
- =)
- …
- o que?
- vc ta meio distante, o q q pega?
- acho que é isso, não pego nada…
- como assim?
- nada não
- gu, me fala.. anda.. o que ta acontecendo? vc sabe q eu te adoro, q vc pode me contar td…
- eu tb te adoro
- ownn
- eu tava pensando aqui, chegando a conclusão que minha vida é uma merda, que eu não vou ser nada demais na vida, que não tenho nenhuma conquista que valha alguma menção.
- o gu… n pensa assim n… vc eh lindo.. vc eh tão inteligente, tenho certeza que vai se dar bem..
- vc só tá falando isso pq é minha amiga…
- sou só sua amiga?
- como assim?
- ai gustavo… nada n…
- vc queria ser mais que minha amiga?
Toda vez que Gustavo “chegava” em alguém assim pelo MSN, não agüentava ficar olhando. Fingia que nada estava acontecendo e ficava olhando outras janelas, mas por dentro ele não se agüentava de ansiedade. Viu a janelinha piscando e tentou fingir mais um pouco que não era nada. Até não agüentar mais.
- vc sabe que eu queria ser muito mais que só sua amiga…
Não sabia o que falar. Foram raras vezes que Gustavo tinha recebido uma resposta assim.
- sério?
- sério seu bobo…
- olha, acho que fica estranho continuarmos essa conversa aqui, quando podemos nos encontrar?
- qd vc quiser…
- hoje?
- pode ser
- onde?
- ummm… na porta do teatro, aqui perto de casa, as oito… não posso me demorar muito mais…
- tudo bem, eu vou.
- ain… (L)
- (L)
- bom, vou tomar um banhinho então
- eu também
- como vc vai estar?
- de blusa rosa..
- ok. Beijos então.
- bjuuuus
Gustavo foi pegar a toalha no varal radiante. Iria tomar banho para se encontrar com uma garota que havia conseguido por seus próprios méritos, apenas seu charme e sua beleza. Foi uma punheta memorável – tanto que ele lembra até hoje. Incrível como a masturbação misturada a felicidade e a enorme excitação de um encontro se torna em um momento único. Sabores da adolescência que Gustavo lembrou que se esvaia aos poucos de dentro dele. Já estava quase na hora – Deus me livre – dele virar um adulto.
Disse para a mãe que ia sair com os amigos e foi em direção ao Teatro. O Teatro antigamente ficava lotado todos os dias, tanto dentro quanto fora. Jovens, velhos, crianças, famílias inteiras iam para lá se divertir durante a noite. Era chamado de Teatro, mas era um bingo que duas vezes por ano apresentava uma peça. Hoje em dia o bingo comporta dois ou três gatos pingados que vão lá a noite jogar os torneios de dama, xadrez e gamão.
Chegando lá, Gustavo foi andando devagar. Queria ver de longe sua ficante antes de qualquer coisa. Olhando de longe ele viu os porteiros, uma mulher gigante vestindo rosa, um ou outro transeunte entrando e saindo do bingo, um carro arrancando. Ele olhou de novo para o celular onde via a mensagem de Carol, dizendo que estava na porta do bingo. Estranhou. Olhou de novo: Porteiros, mulher gigante, traunseuntes… até que a cor da blusa da mulher chamou a atenção de Gustavo.
Ficou estático. Paralisado.
Não era possível. Ele sabia que Carol era uma gordinha, ele gostava e muito de gordinhas. Pegara uma magrela – como ele – uma vez. Pelas fotos ele imaginava mais ou menos como ela era. Gustavo nem tinha tantos preconceitos assim, havia pegado umas que é melhor nem comentar, se não esse conto vira um conto de horror barato. Ela era enorme. Foi nessa hora que várias coisas mudaram dentro de Gustavo.
Em frações de segundo seguiu-se o seguinte pensamento: “Eu ainda posso ir embora. Ela não me viu, está de costas. Eu posso simplesmente me virar e fingir que nunca estive aqui. Digo pra ela que caí descendo o morro e que havia machucado e o encontro poderia ficar pra depois… tipo depois que ela perder uns 300 quilos.” Assim que terminou esse pensamento, Gustavo teve nojo dele mesmo. Ele estava sendo tudo aquilo que não gostava nas pessoas. Estava prestes a pisar em um pobre coração que talvez, assim como ele, tivesse uma vida amorosa complicada, provavelmente muito pior. As vistas da sociedade, melhor e mais fácil ser um magrelo que uma gorda.
Gustavo percebeu ali, naquele momento que ele jamais conseguiria suportar sua consciência se não se portasse como um homem de verdade. Não um garoto, mas um homem. Ele não poderia se tornar um tipo de pessoa que odiava, mesmo que ninguém nunca soubesse daquele dia, ele sempre seria superior à maioria dos mortais.
Deu um passo a frente, e foi.
Chegou por trás de Carol e disse com o sorriso mais galanteador que poderia colocar:
- Oi
O sorriso que recebeu de volta e o abraço mais “fofo” do mundo, fizeram todos os questionamentos saírem da sua cabeça.
Duas horas depois, durante todo o longo caminho até sua casa, Gustavo pensava em como nunca tinha tido tanto orgulho de si mesmo. Foi o melhor homem do mundo durante aquelas duas horas. Mesmo que agora alguns pontos de preconceito e incredulidade aparecessem na sua mente – coisas como “sem dúvida alguma eu tenho meu lugar no céu” e “MEEEEEUUUU DEEEEUUSS” – ele se sentia diferente. Sentia-se mais maduro, mais homem. Pronto para toda a vida que tinha pela frente.
Mal sabia ele, que de fato havia conquistado um lugar no céu, e que agora era considerado pelo Clube, o Homem mais Homem do Mundo, e que mais do que isso, foi o mais jovem a conseguir tal honraria.
***
1 – Espero, de verdade que tenham entendido o texto.
2 – Pessoal, algumas pessoas fazem um pouco de confusão sobre quem escreveu qual texto. Como temos algumas pessoas escrevendo, as vezes fica complicado. Lembrem sempre de conferir em baixo do título o nome do autor do post.
3 – =D

Eu prometo o próximo post será de novo um Top 5.
Mas eu não poderia continuar sem antes mostrar isso aqui pra vocês. Por favor, assista até o final.
Sabe o que me dá mais ódio?
É que essa música ficou boa, ficou foda, ficou SENSACIONAL!
Estranho né?
***
1 – E agora?

Iae infeliz, como vão? Pois é, eis que estou aqui para alegrar o final de semana de vocês. Antes de tudo, devo avisá-los que este post pode acabar com casamentos e destruir sonhos, então leiam por sua própria conta e risco. Peguem aí um computador, um roteador, umas camisinhas, um keygen e um cartão de crédito e se preparem para conhecer à fundo a Internet.
Desde o início longínquo da conexão discada, a Internet recebeu muitos nomes e foi alvo de muitas críticas. Mas de todas as funcionalidades da Internet (na época, ainda limitada), a que mais agradou ao público foi (e ainda é) a pornografia. Não, meus caros, nem sempre a Internet não foi dedicada para o pornô. Mas na época em que surgiu, a Internet ainda era limitada à poucos usuários, o que contribuiu muito para que milhares, ou até mesmo milhões de mitos surgissem. Hoje, desbravaremos a Internet, do mesmo modo que muitos nerds solitários já fizeram antes.
Todo adolescente sempre tem uma visão mágica da Internet. Não negue, eu sei que você também teve. A Internet é praticamente El Dorado do campo virtual. Como tudo que não se tem acesso (e por consequência, conhecimento), a Internet é idealizada como a terra prometida: tudo que você puder imaginar está ao seu alcance, pronto para que todas as suas vontades sejam satisfeitas.
Meus caros, no início é assim. No início, a Internet é “a coisa mais foda já criada caralhoooo!!!!!!11″. Mas obviamente não tudo são flores. Na minha época (que provavelmente é a época de muitos de vocês), a Internet tinha apenas uma única função: joguinhos online. Porra, não sei quanto tempo meu telefone ficou mudo para eu poder jogar Xiao Xiao no Fliperama, mas sei que tal experiência me tornou mestre naquele jogo… tempos nostálgicos aqueles.

A Internet é muito menos espetacular do que os adolescentes pensam. Lembre-se de sua adolescência e verá que tenho razão: a Internet não é o local mágico que te dá toda a informação do mundo, não é o que te ensina a “dar 3 bimbadas numa só”, não é o te que faz conhecer milhões de pessoas e também não te torna mais legal (ou menos merda).
Claro que tem de tudo no campo da pornografia, mas acredite, cedo ou tarde você trocará o sexo num caiaque ao som de “OHH YES!!!” por… você sabe, sexo. A Internet é extremamente útil para MUITAS coisas mas, não é a maravilha que todo adolescente pensa. Que atire a primeira pedra quem não se decepcionou ao saber que tinha coisas como isso na Internet:

Acreditem, caros adolescentes espinhentos, tem MUITA coisa ruim, chata e tosca na Internet. Sabem quando tem uma quase infinidade de coisas e você não lembra nenhuma? É, é exatamente assim com a Internet. Dos 12 anos que acesso a Internet (sendo os 2 primeiros para Xiao Xiao, Sonic e um outro que eu acho que chama de Stan Skate), já perdi, há muito tempo, a noção de quanta porcaria já vi. Porra, só do ano passado dá um especial de 10 posts… com 10 coisas em cada um… no mínimo.
Mas de todas as fantasias com a Internet, creio que a principal seja “a Internet de madrugada“. Toda criança e muitos adolescentes são obrigados a irem dormir, o que cria a fantasia de que a madrugada é uma das coisas mais fodas do universo. O que pode ser mais perfeito que passar a madrugada toda acordado? Passar a madrugada todo acordado NA INTERNET!!!!!!

Vou lhes contar uma coisa: a Internet de madrugada é um saco. “ELE É UM DELES!!! ELE QUER NOS ENGANAR!!!!”. Não, não quero… não sobre isso: a Internet é realmente chata e sem graça de madrugada por dois motivos bem simples: quem não está dormindo está vendo pornografia e ver pronografia enquanto fala com outras pessoas (seja por MSN, Twitter ou qualquer outra coisa) é totalmente problemático… sem falar que te faz parecer tarado… ou vagabunda.
Para ser totalmente sincero, o custo/benefício da Internet é uma merda. De verdade, a quantidade de coisas chatas e idiotas, de gente burra e imbecil e principalmente o tempo e a energia que você gasta na Internet é totalmente absurdo: sei lá quantos bilhões de terabytes são trocados por segundo na internet, mas aposto minhas pernas de 70% é totalmente inútil, 20% é minimamente relevante e apenas 5% são coisas realmente úteis, com as quais vale à pena se preocupar (os outros 5% são indecisos e nulos).

Mas como todo adolescente só aprende na base da porrada experiência, todos vocês devem sim passar madrugadas acordados na Internet, ver a quantidade estúpida de pornografia ruim, ler blogs horríveis e se perguntar por que tem tanta coisa ruim no mundo. Enfim, aprendam vendo que nem tudo que seus professores, pais e demais adultos falam são mentiras… gostem vocês ou não, vocês também falarão o mesmo para os adolescentes das próximas gerações.
***
1 – Boa sorte… vocês vão precisar.
2 – É realmente incrível como os adultos estão certos sobre as coisas que foderam a vida dos adolescentes.
3 – Tá, eu entedi, vocês não querem saber qual meu podcast favorito.





Leave A Comment