Pois bem, eis que na busca para um assunto para este post, vejo que devo lhes indicar as coisas sobre as quais lerão em seguida. Como já enrolei demais neste primeiro parágrafo introdutório, desejo-lhes uma boa leitura e que a Força esteja convosco.
Primeiro vamos à indicação de podcast. Bem, dos poucos podcasts que me dou ao trabalho de escutar (aliás, alguém quer um post só sobre isso?), um que gosto muito é o NoobCast. Sim, o blog é bem bagunçado e esse novo layout (mudou tem uns meses só) é feio pra caralho, mas o que importa é o programa. O troço é bem editado, falam bem sobre os temas e tem um monte de merda (que, sejamos sinceros, é o que nos faz ouvir um podcast). Os temas são variados, desde sexo com cavalos (COF COF Lyan COF) até as quatro estações do ano… pena que não tem mais a despedida tosca e divertida e os tiros de 12.
Lyan, K2, Neto, Marcus e o Dante aprontam altas aventuras fazem um bom trabalho (mesmo com o Braian falando mais do que devia), sendo, com absoluta certeza, meu segundo podcast favorito (chorem perante a curiosidade). Eles participam também do Mesa Quadrada, mas como não gosto de futebol (é, pois é) não ouço: quem ouve diz aí nos comentários o que acha. Mas para resumir, ouçam o NoobCast, realmente vale à pena.
E a indicação de webcomic vai para o foda Oglaf. Em uma frase: se você não conhece Oglaf, você não conhece webcomic. Sério, Oglaf é o (ou seria “a”?) melhor webcomic já criada. Oglaf tem de tudo, mas voltado para a putaria total e completa. Das coisas mais bizarras até situações que todos já passamos (todas envolvendo algo sexual, é claro), montadas num universo totalmente sonho-de-pivete-problemático-de-12-anos. Todas as histórias (sim, histórias, de várias páginas) são coloridas e excelentemente desenhadas. Resumindo: Oglaf é a melhor coisa já criada em termos de narrativas sexuais… e por incrível que pareça, depois que você conhece a coisa, isso não soa tão repugnante quanto pode parecer.
Deixem aí nos comentários as suas indicações de webcomics e/ou de podcasts e o motivo pelo qual as lê/ouve. Se tudo der certo (lê-se “se vocês comentarem esta porra”) rola mais dois posts, um com os melhores podcasts e outro com as melhores webcomics (é, decidi que é feminino). Por enquanto fiquem com estes dois… ou não, vocês decidem.
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1 – Já notaram que “feminino” é masculino?
2 – Só saberão qual meu podcast favorito se comentarem. HÁ.
E depois que eu vi esses dois vídeos aí em baixo, eu vi o quanto a maioria das pessoas não tá nem aí para o que é falado, mas sim se a música é “boa” ou “não”.
Mulher é uma espécie deliciosamente estranha. Elas têm uma espécie de delicadeza rude, se é que se pode chamar assim, onde requerem a proteção e atenção dos homens quando ao mesmo tempo são capazes de chutá-los figurativamente no saco com toda força, sem dó nem piedade. Existem maravilhosas e práticas invenções no mundo das mulheres, como por exemplo a utilização da bolsa, que deixa seus bolsos livres e não atrapalha seus movimentos inferiores, além de servir como excelente mecanismo de defesa. Todo homem deveria poder usar bolsa sem ser chamado de veado. Dá pra levar até um vídeo game dentro daquele troço. De qualquer forma, juntando a bolsa e mais alguns inventos geniais, as mulheres são uma mistura de porralouquice com elementos estranhos e desconhecidos, inclusive delas mesmas. Mulheres são campos e campos afetando campos, anulando uns e invertendo outros. São o suprassumo da contradição. Não há excessão nem quebra de regras: tirando as diferenças de cada ser humano, toda mulher na sua essência tem essência de mulher. Pra começar, mulheres sempre dizem o contrário do que querem. Dê-me um homem que namora há mais de um ano e te mostrarei uma namorada que diz “sim amor, pode ir na festa sozinho, não tem problema” e no outro dia diz, aliás grita “como você teve coragem de ir na festa sozinho? Você não me conhece? Nem parece que a gente namora há 1 ano seu cafajeste!”. O homem moderno comum sente-se no estranho dilema de “estou sendo testado ou não”? “Será que ela quer isso mesmo que está falando ou não”? Quem nunca passou pela cena “mulher que começa a chorar ou fica chateada ou emburrada sem qualquer tipo de explicação” e fica perguntando “o que eu fiz? Foi alguma coisa que eu disse? O que aconteceu? Como? Quando? Onde”? e obtém a resposta”Não, não foi nada não”, quando na verdade sim, foi algo sim. São nesses momentos que você faz uma revisão mental de todas suas ações recentes procurando algo que possa ter causado o problema, para que só então a culpa possa cair sobre sua consciência e você possa perguntar “você está assim por causa disso”? E então, após a quinta repetição da pergunta ela mudar a resposta e falar “é, é por causa disso”. “Querido, vamos comigo ao cabeleireiro? Pra ficar lá comigo enquanto faço meu novo corte? Vai demorar só umas 3 horas”. Tensão total. Para e pensa: será que devo dizer sim ou não? Obviamente não tenho a mínima intenção de ir, mas vale a pena dizer não? O que respondo? Plin! Tempo acabado, qual sua resposta? “Claro que vou querida! Adoraria te acompanhar no salão”. “Tem certeza amor? Você quer mesmo ir? Se você não quiser, não precisa ir”. Para pra pensar: deve ser alguma espécie de teste. Ela quer me pegar dizendo um não, tenho certeza. Será que recuso? Será que posso realmente dizer não sem sofrer retaliações tolhedoras de sexo à noite? “Não querida, eu quero ir mesmo. Morro de vontade de te acompanhar no cabeleireiro pra ver como é”. E aí você fica sem saber se passou realmente num teste ou não, porque aquilo poderia não ser um teste também. Mulher pede sinceridade o tempo todo, mas experimenta dizer, perguntar ou ao menos sugerir numa discussão onde ela exagerou na raiva se ela está de TPM? Meu amigo, você nunca vai levar tanta porrada. Nem Mike Tyson pergunta à mulher dele se ela está de TPM. Nem Chuck Norris ou John Wayne perguntam isso. Nunca. Ever. Relacionamentos com mulheres deixam você com a sensação de ser um pirulito na boca de um banguelo.
E o cavalheirismo? O famigerado cavalheirismo: costume medieval onde a mulher finge ser incapaz de fazer as coisas e o homem finge ser capaz de fazer tudo por ela. Primeira pergunta que me vem à cabeça: sei que as mulheres não entendem nada de carros e coisas mecânicas, mas é tão difícil abrir uma porta? Não exige força, isso eu garanto. Primeiro que o cavalherismo nunca é altruísta. Acredite, quem está sendo cavalheiro tem a única intenção de conseguir sexo depois. “Se encaixe às regras e comerá mais moças” é o que meu avô sempre me ensinou (e eu não aprendi). “Ah, vou pagar só a primeira conta porque é convenção social. O resto a gente divide”. Só que antigamente, pagar todas as contas também era convensão social, e hoje não é mais. As coisas mudam. Ou mulher é igual ao homem ou não é. Se quer ser feminina independente sex and the city way of life, esperar cavalheirismo é contraditório. O pensamento do cavalheirismo é “bom, se vamos ter sexo é bom que ele me faça bastantes favores, antes de eu fazer este pequeno favor de fazer sexo ou ficar com ele” quando na verdade a mulher também gosta de sexo e beijos e ficar igual aos homens. Não há favor incluído em ambos lados.
Dizem que o cavalheirismo morreu, mas o que acontece quando ele volta dos mortos?
Desmistificando o cavalheirismo:
Não buzine na porta da moça. Se você buzina na porta de qualquer pessoa, mulher ou homem, você é retardado. Se você não buzina, você é normal ou educado. Não cavalheiro. Não confundamos cavalheirismo com educação.
Abra a porta do carro para a dama. Veadagem. Já discutido acima. Porra, é muito mais rápido ela mesmo abrir a porta.
Pague a conta na primeira saída. Não quero parecer pão-duro, meus amigos sabem que não sou, mas essa história já acabou. É claro que eu fico contentíssimo de pagar a conta pra uma pessoa que eu tenho vontade de estar junto e que gosto de estar junto, seja homem ou mulher, mas não faço isso por cavalheirismo. Mas confesso que me rendo à esse costume retrógrado e sem sentido por medo de causar a impressão de avarento, mesmo achando que cada um pagar sua parte não é avareza nenhuma.
Sirva o copo da garota. Eu sirvo o copo dos outros. Namorada, amigos, encontros, etc. Mas sempre pergunto antes se a pessoa quer o copo enchido. Odeio qualquer tipo de pessoa servindo meu copo, até o garçom. Não gosto mesmo. Me dê a garrafa e eu sirvo, principalmente quando é cerveja.
Seja educado com as amigas da gata também. Outra que é educação confundida com cavalheirismo. Ser educado com qualquer pessoa é obrigação de qualquer um, não cavalheirismo.
Seja pontual. Educação, não cavalheirismo. Obrigação de todos.
Ao caminhar em uma calçada o homem deve andar pelo lado do meio-fio, deixando o lado de dentro para a garotinha. Dessa eu não sabia. Descobri agora porque minha namorada gosta de andar do lado de dentro da calçada. Mas enfim, viadagem? Vou proteger ela de que? De um carro a 100 por hora dirigido por um bêbado? De uma bala na cabeça? Querida, homens não estão habilitados a proteger vocês de nada. No máximo, de uma barata.
E se você for fumante peça licença para acender seu cigarro. Educação, novamente.
Felizes são os gays masculinos. Conseguem manter um relacionamento sem qualquer tipo de veadagem.
2 – Atenção, este post tem intenção de ser humorístico. Leitores burros (provavelmente caiu aqui procurando vampiros no Google) provavelmente se ofenderão. Se não se ofenderem, leiam novamente até se sentirem ofendidos. Abs
3 – Não sei o que as mulheres pensam. O título do post é simplesmente voltado atrair paraquedistas do Google e clicar nos anúnciozinhos. =)
Iae infelizes, beleza? Não há muito o que falar neste primeiro parágrafo, então vamos logo à lista de itens: uma poltrona, um abajur, alguma bebida quente de sua preferência e um e-reader, porque quero que todos vocês pensem no que direi nesses próximos parágrafos. Simbora!
Cremos que tudo e todos tem um motuvo para existir e que são muito mais do que vemos: é o tal do julgar pela capa. Das muitas coisas que podemos afirmar, uma deles definitivamente não é o “porquê” de tudo no universo (incluindo o próprio universo).
Apesar de a filosofia se encarregar de tais questionamentos, um vem me fazendo pensar há algum tempo: tudo, absolutamente tudo vem me parecendo totalmente superficial. Quero dizer, nada vem me apresentando motivos (ou motivações) complexos e/ou profundos: tudo se apresenta com consequências simples e diretas, por exemplo, faz-se uma calçada para pessoas andarem nela… sim, eu sei que é um exemplo simplório, mas este é exatamente o ponto: tudo parece simplório, sem profundidade e motivo “real”.
Compra-se um carro para ir de um lugar ao outro, conversa-se com alguém para saber sua opinião, faz-se faculdades para ganhar mais dinheiro, ama-se alguém para não viver (ou morrer) sozinho, e só. Vejam bem, não quero diminuir nada, a questão é que nada é grande.
Não há grandes motivos e grandes consequências (sejam estas boas ou ruins), não há motivações, nem congratulações e nem esporros, há: há por haver, simples assim… é porque é. Citando Tolkien, é como Eä, O Mundo que É.
Fazemos coisas pelo fazer, deixamos de fazer coisas por deixar de fazer e seja como for, é raso, simples, é… pouco. “Simplório” e “pouco”… sei que vai parecer pretenção e clichê, mas, da forma mais sincera possível, quero mais. Não mais dinheiro, mais paz, mais amor, mais respeito e nem mais inteligência, quero “mais”, mas não simplesmente “mais”, só “mais”… simploriamente “mais”.
Não sei ao certo se quero motivos e consequências, mas seria extremamente bom ter uma amostra grátis, poder sentir o gostinho… é pedir muito? Ou é um desejo simplório…? Seria aquele tipo de ironia tão genial e filha da puta que seria incrivelmente (e irritantemente) engraçado… Deus é um cara extremamente sádico e cruel (acreditem, todas as religiões falam isso – e eu não estou falando só para sacanear)…
Das poucas muitas coisas que não sei, eis uma que me é prioridade atualmente… é incrível a capacidade do ser humano de acreditar e perseguir causas perdidas… mas e daí? A maioria se conforma com isso (até porque não a percebe), então para que estragar a felicidade delas?
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1 – Quem disse que nós, filhos da puta, somos cuzões o tempo todo?
2 – Como deu para notar, minha infelicidade dá posts fodas.
3 – Até começar a postar aqui no blog, nunca tinha notado como o número 2 é feio.
Pois é, este sou eu revivendo (mesmo que breviamente) algum tipo de post antigo por aqui (pow, Chefe, bora organizar essa parada aí, fica foda arranjar tema para post sem ter as possibilidades na barra lateral). Como sou um preguiçoso (e acabei de almoçar), todas as fotos nesse post não terão ligação alguma com o assunto. Sem mais delongas, vamos à culinária (ou quase isso).
Sanduíche Preto no Branco
Os ingredientes são muito simples:
- Pão (de qualquer tipo, mas indico o pão francês)
- Margarina (apenas margarina, com manteiga fica diferente)
- Nutella
Todos os ingredientes ficam à sua disposição para escolher a quantidade, pessoalmente, por porção (lê-se “1 pão”) coloco o dobro de Nutella em relação à quantidade de margarina.
Modo de preparo
Prestem atenção, pois é o preparo (que deve ser seguido à risca) que vai definir o gosto do lanche: cortem o pão em duas fatias. Com uma espátula (faca ou qualquer coisa que sirva para passar sólidos maleáveis num pão), coloque a quantidade que quiser de Nutella em ambas as fatias de pão, deixando uma camada homogênea. Com a mesma espátula (sem limpá-la ou lambê-la) passe a margarina em todo o pão, misturando a margarina com a Nutella (ou seria “o” Nutella?), formando uma camada heterogênea, ou seja o suficiente para misturar ambos os ingredientes, mas sem torná-los uma coisa só (fica parecido com Io-iô cream). Feche o pão e deliciem-se com esta obra divida.
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1 – Vocês sabem que fica bom pelo simples fato de que qualquer coisa com Nutella fica bom.
Esses dias peguei um CD velho (CD já seria velho o bastante) e coloquei no som do carro (isso, de CD) , amigos, escutei Legião Urbana amigos. Descobri de forma brusca que não sou mais adolescente. Eu escutava Música para Acampamento em uma roda, tomando Skol (quando não era apenas água). Se você não entendeu o que disse, sorria, ainda é bem jovem.
Bem, nos meus quase 30 anos (27) decorei todas as músicas dessa saudosa banda. Muitos vão dizer que era uma bosta, o que pode ser verdade, mas foda-se. Eu curti uma fossa escutando Vento no Litoral e valeu a pena.
Legião urbana é um caso intimo, não vinculei a banda a nenhuma mulher ou amigo, vinculei simplesmente a mim, a meus momentos e minhas reflexões. Renato Russo era pra mim o cara, o cara que escrevia as letras mais inteligentes, que me fazia pensar e que dizia fodas para o que pensam de mim.
O que penso hoje? Brega. Acho muito brega, mas é bom. Quando o Cd começou a rodar no meu carro, era o CD Descobrimento do Brasil, pra mim o melhor. A música Vinte e Nove soou como um elo perdido, quase chorei, mas minha masculinidade anos 90 não permitiu. Descobri que Legião Urbana não tem nada mais haver comigo, mas, mais uma vez, foda-se. As letras que antes me faziam “mais intelectual” hoje apenas me trazem diversão e saudades. Verdade é que gosto mais da minha vida hoje, é assim que deve ser.
Quando olhei para o lado pude ver pessoas usando o orelhão com fichas, na parte de fora estava escrito “Telemig”, eu dirigia o Monza Tubarão 94 do meu pai (isso é verdade). Por um breve instante fui aos anos 90 da minha adolescia e pude olhar para isso com a certeza de que fiz o que precisava para sentir saudades e não arrependimento. Muitos dizem que a geração de 90 foi perdida, muitos falam merda mesmo.
Foi na década de 90 que a música acabou pra mim. Também terminei com minha coleção de latinhas e de cartão telefônico (tinha um do Japão foda) e virei a década sem bagagens marcantes. Mas não foi perdida, só porque o mundo não viu nada muito interessante não quer dizer que foi a década perdida. Sei que os historiadores de plantão estão nesse momento pensado em vários acontecimentos importantes da década, mas não precisa me dizer, eu acesso Wikipédia daqui.
Onde quero chegar? Simples, foi nos anos 90 que eu, e minha geração perdida, se construiu. Aí vem esses fdp e chama a gente de perdidos!? Bem, não queria comprar essa briga, mas minha geração gostava de pensar , nessa época homem não chorava e foi quando tinha 11 anos que o país fez alguma coisa coletiva, derrubaram o Collor (sim a Globo ajudou).
Para todas as gerações queria deixar uma mensagem. Gosto é, foi e será, igual bunda. Eu curti muito Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Raimundos, Paralamas do sucesso… Não gosta, foda-se.
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Falei muito fodas e derivamos nesse post. Fodas!
Gostaria que alguém comentasse esse post, assim ele pode ficar até bom;
A música decididamente morreu, no instante em que esse vídeo foi feito.
Não existe a MENOR desculpa que me faça aceitar isso. Justin Bieber parece uma dádiva divina perto dessa garota. Restart é digno de ser chamado o novo “Beatles” perto dessa menina.
Corram para as montanhas. O fim do mundo, feliz ou infelizmente chegou.
Se existe algum Deus, de alguma religião, ou de nenhuma, ele não aceitará isso. O ser humano não merece viver depois disso.
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1 – HOJE É SEXTA, AMANHÃ É SÁBADO E DOMINGO VEM DEPOIS!!!! PUTAQUEOPARILPUTAQUEOPARIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só pra explicar, essa é minha primeira tentativa de fazer uma matéria jornalística, só que aquele jornalismo estilo revista cruzeiro, anos 70, conhecem? Conte uma história, ao invés de dar a notícia. Espero que gostem. Fiz as fotos também, pra ver todas, clique aqui.
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Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais dos anos 70 e 80; escutam música ruim e bebem coca-cola. Estudantes na praça Dr. Carlos gritam palavras de ordem e usam apitos de festa infantil, fazendo um barulho ensurdecedor. Nas lojas e prédios do centro de Montes Claros curiosos olham pelas janelas e portas para saber o que está acontecendo. Também, o movimento só foi divulgado na internet, principalmente no twitter, site que a maioria das pessoas não têm acesso ou não conhecem.
Seu Genesco, nascido num tempo onde as pessoas sabiam fazer bagunça. Concorda com o movimento e não gosta do atual prefeito, mas hoje em dia prefere ver a banda passar.
O movimento #ForaTadeu iniciou na internet e teve sua segunda visita às ruas no dia 19 de março, um sábado qualquer. Até então solenemente ignorado pela imprensa local, mesmo tendo alcançando o Trending Topics Brasil semanas atrás, desta vez contou com a presença tímida de alguns jornais televisivos, como o Canal20 (Mastercabo) e InterTV (Globo). O maior lucro do evento foi para o seu Zé, ambulante vendedor de picolés, que aumentou em 100% as vendas no dia. “Hoje tem churrasco em casa”.
Por volta de oito horas e dez minutos da manhã já exisitia um tapete de cartazes contra a atual administração extendido no chão da praça. Pessoas seguindo para o trabalho paravam para ler e perguntar o que estava acontecendo logo que desciam do ônibus, mas não ficavam muito: passeata é divertido e cívico mas o que paga as contas é o trabalho e este não aceita atrasos.
Precavida, a manifestante tem escrito no rosto o objetivo de sua presença, caso perca a voz por causa do esforço gritando.
Enquanto o protesto se desenrolava, manifestantes se aproximavam de ônibus e carros parados no sinal vermelho pra mostrar cartazes aos motoristas e passageiros. Alguns buzinavam, alguns fechavam o vidro. Aparentemete, nenhum dos curiosos que ali assistiam ao protesto discordam dos manifestantes. Todos, quando perguntados, acham mesmo que o trabalho do governo não vem correspondendo às expectativas. Fabrício, lavador de carros na praça da Matriz, concorda com o protesto por ter sido demitido do antigo trabalho na prefeitura. Concorda com os manifestantes e dá um grito de “Fora Tadeu” enquanto responde à pergunta.
Num dado momento a massa de gente começa uma romaria pelas ruas do centro da cidade. Mais curiosos saem nas portas e janelas para se inteirar do que está acontecendo e assistir ao “apitaço” e o trânsito lento. Alguns olham pela fresta e ao terem a câmera apontada para seus rostos, entram rápidamente pra dentro de casa. Medo? Talvez timidez.
Manifestante puxa o coro "putaquepariu, é o pior prefeito do Brasil" mesmo sem meios de mensurar o valor qualitativo da eficiência da administração
Ao chegar à Praça de Esportes, famoso reduto de prostitutas e malandros durante a noite e camelôs e trabalhadores durante o dia, mais pessoas se juntam à massa e acompanham o coro. Palavras de ordem são ditas e o negócio todo estava realmente muito ordenado. Não houveram incidentes com a polícia e a manifestação seguiu calma. De acordo com algumas placas o movimento #ForaTadeu é apartidário e apolítico. Apartidário talvez, apolítico nunca. O ser humano é político em todas as suas relações.
O tão esperado Programa CQC (Custe o que custar) da Band não deu as caras no evento. Provavelmente porque custaria muito. Mesmo assim, era grande a presença de fotógrafos amadores, prontos para levar suas imagens para o twitter e blogs para mostrar como foi aos que não puderam comparecer, e claro, enviar algumas fotos para o queridinho dos jovens com consciência política, Marcelo Tas.
Já pelo fim, o calor e o cansaço é evidente, e comprar um refrigerante pra matar a sede já não parece tão capitalista.
Tereza trabalha como atendente de balcão numa pastelaria qualquer ali nas imediações da Praça. Acha que o pessoal exagerou e estão lutando por uma causa natimorta. Perderam o foco, assim como algumas fotografias apresentadas com este texto. O certo seria #AcordaTadeu, um movimento voltado para a cobrança, e não expulsão. Na prática o protesto mudaria de emprego, ao invés de leão-de-chácara enxotando pessoas pra fora de estabelecimentos, seria firma de cobrança, que liga todos os dias azucrinando a vida do camarada, mas não coloca ninguém na rua. “Mas de qualquer forma, eu não sei de nada não, eu sou uma moça besta, eu nasci foi na roça, não é?”. É Tereza, é verdade. Tirar prefeito é meio complicado.
Fotos ligeiramente fora de foco, assim como o protesto
Como manifestante também cansa, a passeata chega ao fim na mesma praça de inicio, a praça Dr. Carlos. Discursos são feitos e cidadãos falam no púpito para trabalhadores, agora já esperando o ônibus para voltar pra casa. Salva de palmas e o movimento se encerra. Pego meu rumo. Fotógrafo também cansa.
Seu Genesco talvez esteja certo sobre a situação da cidade. Seus dois filhos, formados em economia e letras pela Unimontes, não seguiram carreira pois não acharam emprego. Trabalham hoje como pintores, como o pai trabalhou um dia. Não viram a passeata porque não pegam onibus pra trabalhar. Os tempos estão mudando.
Os fotógrafos lambe-lambe da praça não registraram o evento.
2. Se você está em alguma foto e não gostou, é só enviar um email ou comentário que retiro a foto imediatamente. =)
3. Não estou nem a favor nem contra o protesto, nem a favor nem contra o prefeito. Fui só como visitante para registrar minhas próprias impressões do evento.
Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!
Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR
Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!
The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric
Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.
Pain of Salvation – Road Salt One
Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.
Finntroll – Nifelvind
Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.
Accept – Blood of the Nations
Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.
Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon
Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.
Serj Tankian – Imperfect Harmonies
O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.
Overkill – Ironbound
O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!
Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear
Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.
Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)
Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.
Borknagar – Universal
Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.
Rotting Christ – Aealo
O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.
Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants
Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.
Twinpine(s) – Niagara Falls
Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:
Arcade Fire – Suburbs
O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante intimistas.
Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man
Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:
Belle and Sebastian – Write About Love
Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.
Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time
Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.
Kiuas – Lustdriven
E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.
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1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @((!*@#&(#&@@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?
O ser humano tem o maior complexo de inferioridade já existente na Terra: gostamos de coisas grandes porque coisas grandes são melhores e mais legais. E isso se aplica à praticamente tudo, sério, pense em alguma coisa, qualquer coisa, e verá que se fosse grande (ou maior do que já é) seria mais legal.
Tão fácil de provar.
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1 – Se você está reclamando do tamanho do post, sua inteligência que é muito pequena para entender a genialidade nele.
2 – Pensem aí… querem tudo de mão beijada?!
3 – Se algum comentário for realmente foda, faço um post grande sobre o assunto.
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