Os Bastidores do Natal

E aà caros infelizes, como vão? Pois bem, é véspera de Natal e esse ano sobrou para mim parabenizá-los neste fim de ano, mas antes disso vamos ao meu terceiro post aqui: o post no qual farei vocês me odiarem. Apertem seus cintos, coloquem os óculos de proteção e botem os gorros para proteger as orelhas, pois o post está para começar de verdade.
O Natal é uma comemoração anual criada pelos publicitários (sempre os publicitários, né não, chefe?) da Coca-Cola, mesmo antes dos ursos polares. Com o sucesso que o Natal teve, os comerciantes das lojas de 1,99 (que não vendem mais nada por esse preço) resolveram se juntar a Coca-Cola e adotaram o vermelho e o branco como o visual do bom velinho. Com o passar dos anos, a história ganhou o mundo (coincidentemente a tal de “internet” havia sido criada alguns meses antes), o que deu a Coca-Cola Company o posto de sÃmbolo do capitalismo e o tÃtulo de bebida mais consumida do mundo, ao lado da Guinness.

Nos anos 80 (sempre nos anos 80), a Coca-Cola resolveu vender sua ideia para as demais empresas do setor terciário (e começar a cobrar por isso, claro) o que gerou o famoso processo, no qual a Coca-Cola Company acusou as lojas de 1,99 de plágio, história que terminou com a chegada do Max Gehringer, com um acordo entre os dois lados. Desde então o Papai Noel (apelido carinhoso que a amante do dono da Coca-Cola deu para ele) ganhou de vez o posto de sÃmbolo do Natal, passando então a distribuir presentes (culpa das lojas de 1,99 e da crescente indústria de brinquedos) para as crianças que foram boazinhas durante o ano.
Deixando de lado o senhor Nicolau (nome verdadeiro do Noel), o Natal adotou, em meados do século 19, costumes tão conhecidos dos dias de hoje: a árvore enfeitada, representando a fartura de presentes, as guirlandas, representando o número zero (pois faltavam 0 dias para a promoção de caminhões da Coca-Cola terminar) e as luzes piscantes, simbolizando onde o Papai Noel já havia passado.

Indo para a parte que realmente importa na tradição (depois dos presentes, é claro), o Natal é um sÃmbolo de boa comida e de comida em quantidade: temos perus, pernis, bacalhau, tortas recheadas e panetones, costumes esses “roubados” do islamismo, do judaismo, do budismo e em parte da cultura pós-guerra chinesa. O chocotone e o panetone com sorvete vieram somente nos anos 90, quando os sanduÃches ganhavam um grande espaço na mÃdia, graças aos tais “fat foots” como o McDonald’s, o Habbibs, o Burger King e o Montana Grill.
Nos últimos 16 ou 17 anos o Natal ganhou o cargo definitivo de maior comemoração pagã do mundo, ao entrar para o Hall da Fama do Hard Rock Cafe, por ser responsável pelo jingle mais conhecido (ganhando do Big Mac) do mundo: o Jingle Bell Rock.
Mas foi somente em 2008 que o Natal se consolidou universalmente: durante as 24 horas do dia de Natal, a Nasa transmitiu para o espaço a vida de uma tÃpica famÃlia america, fato que ficou conhecido como “Especial de Natal do Cartoon Network”, devido à colaboração do canal infantil na edição das imagens. De lá para cá o Natal vem crescendo cada vez mais, sendo o responsável por levar a felicidade para milhões de crianças ao redor do mundo, principalmente no lugar com maior IDH do mundo: a Faixa de Gaza. E pensar que tudo isso começou numa agência de publicidade… mas fazer o que? Eles tinham um lema: keep walking.
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1 – Pois é, só eu para lhes contar as verdades dos bastidores.
2 – Nunca teve peru na ceia de Natal aqui em casa.
3 – Feliz Natal!
4 – Saiam da frente do computador e vão comemorar porra!

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