Eu não acredito em príncipe encantado, nem em contos de fadas. Não acredito que alguém realmente pode se apaixonar e se entregar.

Conheço mais casos de frustrações do que finais felizes. Nunca vivi um happy end e acredito que isso nunca irá acontecer. Pessimismo da minha parte? Realidade! Caras fofos demais sufocam e te fazem querer correr, caras nem aí maltratam e te fazem desacreditar no amor.

Promessas não cumpridas, beijos que perdem o sabor…

Carinhos, romance e promessas viraram tática de conquista para levar alguém pra cama. Depois fingir que não disse nada disso é muito simples. Magoar faz parte do dia-a-dia, da mesma maneira como todos deveriam estar acostumados com a solidão.

Infidelidade, falta de compromisso e infantilidade. É…infantilidade. Só pode ser essa a razão de gostar de sempre “ganhar”, sair por cima, conquistar, pisar em cima. É o ego inchado ao falar que alguém está correndo atrás, por dizer que tem uma legião de fãs afoitos. Ridiculo.

Posso parecer injusta com os românticos e até mesmo ouvir que eu nunca amei ou fui amada, mas deixo claro que o “eterno enquanto dure” passou e acabou. Eu já vivi o que achei ser um amor para a vida toda, e descobri que depois de tanto tempo o meu sentimento por ele é bom, mas não é paixão, não é amor…é apenas algo que me manteria ao lado dessa pessoa, porém não me mataria caso terminasse.

Eu acredito em sintonia, em afinidades. Acredito que relacionamentos que dão certo são aqueles que vivemos como verdadeiros amigos, e acredito que muitos fogem disso por medo de “confundir as coisas”. Não é uma confusão, é o necessário para manter o carinho e o respeito.

Se você apenas ama, você tem medo de contar certas coisas por medo de ciúme, por mais que não signifique nada. Quer maior relação de confiança do que poder se abrir e dar risada junto? Você tem medo de perder e não de acrescentar, tem medo de sofrer, medo de mudar. Você até muda e se torna aquilo que você não quer apenas para agradar a outra pessoa.

Eu não acredito no romance que te prende, que mata e que morre. Eu acredito na relação saudável e em um, quem sabe, um final feliz.

Em março eu escrevi um texto com umas opiniões sobre o amor. O texto já perguntava no título (Love is overated?) se o amor era supervalorizado, pela quantidade de tempo que gastamos pensando nele, falando dele, lendo ele, vendo ele e escutando ele. O tempo que se gasta sentindo ele é infinitamente menor. Pelo menos é assim que apontam as pesquisas de “mercado”.

Na época eu ainda disse que o texto devia ser por causa da minha solidão exacerbada na época, o que me levava a desacreditar totalmente no que diziam os filmes de guerra, as canções de amor e os filmes que minha mãe aluga. Naquela época, era um ultraje pensar que sem que você soubesse, você poderia simplesmente um dia descobrir estar apaixonado por… sei lá, uma colega de trabalho em quem você não imaginava que poderia se apaixonar. Pior ainda, acreditar que uma pessoa que tem no máximo uma amizade ou simpatia por você também sinta a mesma coisa.

Impossível acreditar nisso não é?

É.

Até acontecer de verdade.

Está tudo ali. É como nos filmes que sua mãe aluga e que você assiste e dorme pensando em quando, ou se isso algum dia aconteceu de verdade com alguém e se remotamente um dia, vai saber, isso poderia acontecer com você. Por incrível que pareça e por mais que você não acredite em mim, essas coisas acontecem. Os olhares, o nervoso, o frio na barriga, o brilho nos olhos, os sorrisos, aquela dor insuportável de querer pelo menos tocar na mão de uma pessoa e não conseguir, os primeiros carinhos, as descobertas, os problemas, as dificuldades, as intermináveis noites sem dormir, as mensagens trocadas, as conversas – também intermináveis – com os amigos, as suposições, os medos, a vergonha, o pedido de namoro, o primeiro eu te amo, os sininhos, borboletas no estômago. Está tudo ali. Como nos filmes que sua mãe aluga.

Eu tenho certeza que você deve estar fazendo uma cara de “Ahhh, tá!”. Não tiro o seu direito. Lá no fundo você acredita que essas coisas acontecem, ou você quer acreditar. Se você for uma garota, você tem certeza que os homens são uns canalhas, que você nunca vai achar um cara bacana, um cara que te entenda, que seja romântico mas que tenha pegada, que seja inteligente mas que aceite o fútil, que seja bem-humaro mas sem ser bobo. Se você for um cara, sei lá, gordo, careca, mal-humorado… bem, até pra você existe salvação.

Não existe fórmula, ou regra. Com cada um acontece de um jeito. Você só tem que estar aberto para que isso aconteça com você, você tem que se dar a chance. E contar um pouquinho com a sorte. A mulher, ou o homem da sua vida pode estar ali, do seu lado. Você só não percebeu isso ainda, ou ela/ele ainda não apareceu. Mas um dia vai.

Meu irmão me disse uma vez, que a primeira coisa que uma pessoa tem que sentir por outra antes de se apaixonar é admiração. Essa é a minha deixa, para que você acredite em mim. Não existe maior verdade que essa. Você faz algo ou tem características que uma outra pessoa possa te admirar? Todo mundo tem. Todo mundo é, de certa forma, único. Exclui-se aqui, se você é um babaca, ou se você não quer nada com o tal do amor.

Faça as pessoas te admirarem, por uma coisa pelo menos. Amor de verdade não vê e não precisa de certas coisas. Como eu disse uma vez, amor é um misto de paixão, convivência, confiança, amizade, segurança, química, valores, caráter, história, dedicação. Amor é poesia e prosa. Amor são pequenos atos, moviventos que denunciam, atitudes e fatos, olhares que reverenciam. Amor, caro leitor, ou cara leitora, é simples assim.

Dê-se a chance. E acredite em um cara que chegou a desacreditar. Que achou que não merecia, que jamais teria.

Não é quem você é ou sua imagem que importa. São suas atitudes. Elas definem quem você é. É por suas atitudes e por atos e conquistas que as pessoas te admiram e te amam.

Acredite nos filmes, nas canções e nos textos.

Mas duvide sempre dos desfiles e editoriais de moda. Duvide do photoshop. Duvide dos comerciais e das revistas. Duvide do padrão.

Espero de verdade que você encontre o que quer que esteja buscando.

***

1 – Não seria diferente se eu não dedicasse esse texto a pessoa que o inspirou e que me faz ser um dos caras mais felizes do mundo.

2 – Tempo né?

3 – Seguinte, eu estou trabalhando feito um Mineiro Chileno. E ainda tenho TCC pra fazer. Ou seja, esse blog só terá postagens regulares a partir de janeiro.

4 – Assine o feed, qualquer dia aparece um texto aqui e você vê lá.

5 – Estava com saudade.

Cansei da falta de compromisso, da casualidade, do sexo sem amor, do beijo pelo beijo. Cansei de ser só mais aquela pessoa que passou pela vida de uma outra pessoa. Cansei ainda mais de ser só mais aquela pessoa que passou pela vida de uma outra pessoa que eu ainda tenho e manterei contato.

Passou do nível de conhecido ou amigo para o nível nenhum, justamente por ter acontecido algo íntimo demais, mas que não significou absolutamente nada.

No dia seguinte você nem sabe se deve ou não chamar no msn ou mandar uma sms, coisa que era natural antes, por acreditar que a pessoa pode entender como cobrança. E os dois lados ficam com medo de se falar e passamos do nível nenhum para o nível abaixo de zero.

A casualidade cria esse clima tenso e talvez vocês até deixem de se falar por não saber como se comportar. O que pode, por um lado, ser bom para evitar momentos de silêncio na conversa. Mas também podem manter o contato e não falar nada com nada, fingindo que aquilo nunca aconteceu.

Claro que pode acontecer novamente, mais uma vez e de novo. E entramos em uma relação sem cobrança, mas sem conversa sobre o assunto. Convidar para o cinema ou isso seria um encontro? Falar de outras pessoas ou é chato? O que fazer naquele dia entediante onde queremos apenas ficar assistindo televisão com alguém? É cobrança? É demais?

Cansei desse clima de “descontração” e da falta de relacionamento profundo. Cansei de amizade com benefício e correr o risco de perder a pessoa para o “não saber como me comportar”. Cansei dessa falta de sentimento, da procura incessante de satisfação dos prazeres e falta de certeza do amanhã.