“Qual é o parasita mais resistente? Uma bactéria? Um vírus? Não. Uma idéia! Resistente e altamente contagiosa. Uma vez que uma idéia se apodera da mente, é quase impossível erradicá-la. Uma idéia que é totalmente formada e compreendida, permanece”
Eu já escrevi um texto uma vez, falando sobre a incapacidade de Hollywood produzir coisas novas, ou seja, sobre a completa falta de criatividade dos cineastas de hoje. Controlados pelos estúdios que por causa do lucro fácil, exploram cada vez mais franquias fracas, e o boom dos reboots e refilmagens.
Uma pena grandes criadores como o Coppola, Scorcese, Peter Bogdanovitch, Warren Beatty, Paul Schrader, Hal Ashby, Towne entre tantos outros tenham se enchido tanto de drogas, bebidas, ilusões e complexos de grandeza absurda. O cinema comercial veio com os tão queridos – muito mais pelos estúdios que pelos amantes do cinema – blockbusters e seus defensores ferrenhos.
Existe um meio termo? Um ponto entre o comercial e o cinema autoral que podem ao mesmo tempo render muita grana e te dar um nó no cérebro? Um cinema onde você não precisa pagar de Cult – filmes Franceses, Iranianos e etc – mas que te faça sentir maluco?
Se depender de Christopher Nolan, existe sim. Eu não preciso apresentar todas as credencias do Nolan, é só ver o que ele fez com o Batman. Sim, mais uma adaptação de quadrinhos, como estamos vendo aos montes. Nolan fez mais do que adaptações, Nolan fez dois ótimos filmes com um dos melhores personagens já criados. Sem contar, que ele nos presenteou com o Coringa mais fantástico que o mundo já viu, seja nos quadrinhos, no cinema ou na televisão.
Daqui pra frente, soltarei trocentos SPOILERS do filme, mas como acredito que você tenha assistido o filme, eu vou em frente. E se você não assistiu você é um maluco do caralho.
A trama de Inception é teoricamente simples, afinal, teoricamente é um filme sobre um “roubo”. Um cara, precisa montar uma equipe para fazer um grande “assalto”, salvar a sua vida e encontrar a sua redenção para poder voltar para casa e para seus filhos. A diferença dessa trama, é que na verdade não é um roubo… eles querem na verdade é entrar em 3 camadas do subconsciente de um empresário para implantar uma idéia. Essa, no caso, é apenas uma das duas ou três tramas do filme. A segunda, é um drama, que faz uma reflexão sobre o passado que cada um guarda no seu subconsciente e os fantasmas que nós mantemos dentro de nossas cabeças.
A terceira, na minha opinião, é saber se a PORRA do pião cai ou não. Se é que você me entende.
Antes de continuar, quero que tenham em mente que eu sou apenas um amante do cinema que depois de ver o filme e ler algumas teorias, formulei a minha opinião sobre o filme.
O filme, contando apenas como o plot de assalto é simplesmente genial. Perfeito até. Porra, entrar num sonho, dentro de um sonho, dentro de outro sonho para implantar uma idéia em um empresário (concorrente do contratante do roubo) para que ele divida a herança do pai é fantástica. E a forma como é conduzida deixa o espectador alucinado.
Isso porque o filme – assim como os sonhos – tem várias camadas. Cobb (Leonardo Di Caprio) tem que se livrar do seu fantasma, Mal (Marion Cotillard) que está presente na sua mente e tenta atrapalhar todos os seus planos.
Nesses dois casos, eu não vou me aprofundar muito. Se você viu o filme (e espero que tenha visto) esses dois plots são fáceis de entender. E eu não quero ficar apenas babando o ovo do Nolan dizendo como tal cena é genial.
É no terceiro plot, que nós definitivamente temos nossas cabeças dilaceradas: Era um sonho o tempo todo? Era um sonho de tal parte até o fim? Era real? Aliás, como é bom ver um filme em que você – e aparentemente a sala inteira – está tão imerso dentro da história que você simplesmente grita de loucura no fim do filme.
Eu, depois de pensar bastante sobre o filme, acreditei mais que ele ainda estava sonhando. Por um motivo: os filhos. Os filhos estavam com a mesma idade, com a mesma roupa, e do mesmo jeito que na memória dele. Mas depois que eu li esse post absurdamente genial do blog Saindo da Matrix, eu tive certeza. Outros pontos, que me incomodaram, mas não ao ponto de não gostar do filme, se explicam com essa teoria.
Como Nolan sendo tão genial, tendo uma atriz fantástica (Ellen Page), cria uma personagem tão estranha, aparentemente sem motivação e que você estranha como ela está sempre peitando o Cobb que deveria ser fodão e tudo mais? Lembre que a personagem, Ariadhne, foi indicada por ninguém menos que Miles (Michael Caine) para ser a Arquiteta dos sonhos no grupo de Cobb.
A teoria é de que Miles é o grande manipulador. Ele irá colocar seu plano em prática juntamente com o plano da inserção na mente de Fischer (Cilian Murphy), repare que para a inserção ser feita é preciso de um estado mental que facilite a aceitação da idéia. Cobb diz a Miles que ele quer alguém para ser o arquiteto porque ele tem uma chance de limpar sua ficha e rever seus filhos, netos de Miles que é pai de Mal, ex-mulher de Cobb.
Repare, que além de Ariadne, coloborar tão facilmente, depois da viagem a África, você nunca mais vê o pião caindo, você o vê girando, mas nunca caindo. A teoria diz que além de Miles e Ariadne, Saito também faz parte do grande plano de Miles para a “cura” de Cobb. Ariadne é juntamente com Cobb a personagem mais importante do filme, é ela quem empurra Cobb o tempo todo. É ela quem o faz confrontar o seu pesadelo e se libertar, mesmo quando ele desiste, ela sempre tem a solução.
O pião, caindo ou não, na verdade não interessa. Cobb encontra sua redenção e retorna para os filhos. O sonho se concretiza. Eu me recuso a acreditar que Nolan tenha passado 10 anos escrevendo esse roteiro para que tivesse as falhas que muitos falam.
O que interessa na verdade, é o que disse um rapaz que comentou no Cabine Celular (isso está no post do Saindo na Matrix e tem tudo a ver com o que eu disse no início do post), “eu não sei qual é o final, mas dane-se, eu SENTI o filme! Eu não quero saber, eu quero sentir o filme. É assim que funciona nossa mente”.
Leiam o post sobre A Origem no Saindo da Matrix, explica de verdade a teoria que eu tentei resumir aqui.
Há muito tempo eu não via um filme tão original, tão genial e que mexesse tanto com a minha cabeça. Que história foda. Cinema é emoção, pura emoção, e nisso A Origem é um filme perfeito.
Além da direção e do roteiro sensacional, deve-se comentar as atuações brilhantes de Leonardo Di Caprio e Joseph Gordon-Levitt. E claro, a trilha sonora que te deixa arrepiado.
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1 – Só para lembrar que IN NOLAN WE TRUST!
2 – Ouçam episódios de A Origem dos podcasts Matando Robôs Gigantes e do Nerdcast. É bom ouvir outras opiniões também.
3 – Eu estou sonhando?

Como diabos eu tenho um iPad? To nadando no dinheiro? Pagando de nerd gostosão?
Não to pagando de nerd, to pagando conta. To nadando na falta dele. E eu tenho um iPad porque meu irmão tirou férias nos Sazunizos e trouxe para mim. Simples assim. Tenho um gadget extremamente útil para mim e devo muita grana pro meu irmão. Mas isso não impede que eu fale aqui no blog minhas impressões sobre o meu novo brinquedo.
Se você não quer pagar de nerd gostosão, antenado em tecnologia que usa o iPad para mostrar suas fotinhas e para todo mundo pagar pau, se você realmente quer comprar um porque precisa de um, compre. É um investimento fabuloso.
Se você quer fazer tudo isso que eu disse, compre e enfie o iPad na bunda.
É sério. Apesar de toda pagação, e hype em cima do aparelho, ele é extremamente útil. Depende só do que você quer fazer com ele, as dicas aqui vão ser para aqueles que precisam de um computador portátil, para digitar textos, apresentar peças, fazer planilhas, e que gostam de entretenimento.
O iPad tem a função de me ajudar no trabalho e de me divertir. Atenção você reclama que ele não tem isso ou aquilo, e que não roda flash. Compre outra tablet e pare de me encher o saco. Eu comprei o iPad sabendo de tudo que ele tem de ponto negativo, só que os positivos superavam e ponto final.
Com o iPad em mãos descobri três coisas: o iTunes pode ser legal e que maneira de ganhar grana em Seu Jobs? E também descobri que não existe nenhum lugar com boas dicas para aplicativos ou como diabos usar o iPad de forma clara.
Você simplesmente fica louco e sai comprando aplicativos feito retardado. Claro que tem a dificuldade de comprar os mais bacanas que só vendem nas apps lá fora, mas com uma conta no Brasil eu consegui comprar (quase) todos os aplicativos que queria.
Ainda falta descobrir muita coisa e baixar muitos aplicativos e achar tempo para ver filmes. Mas que pra mim, só por me lembrar das minhas tarefas, baixar meus podcasts favoritos, ser leve e eu poder escrever em qualquer lugar e claro, poder ler qualquer quadrinho e livro que eu quiser apenas baixando-o para o aparelho, já é demais.
No próximo post, eu darei algumas dicas de aplicativos e sites para baixar quadrinhos.
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1 – Se eu tivesse isso durante toda a faculdade, eu não teria nenhum problema em nenhuma matéria
2 – Sim, eu ando com ele na mochila, pego ônibus e o caralho. Morro de medo, mas não faz o menor sentido ter o negócio e deixar em casa.
3 – Eu prometo e eu cumpro. As vezes..

Não, ainda não é um post sobre o filme A Origem, que certamente merece alguma discussão aqui. E você também não está ficando louco, esse é um post novo e escrito por mim que não posta nada há mais ou menos um mês. E como acontecem coisas em um mês…
Vou tentar resumir antes de começar a falar o que interessa. Em um mês eu: gastei mais do que ganhei, viajei de avião 4 vezes em menos de uma semana, conheci Brasília, trabalhei o equivalente a um semestre, estou oficialmente fazendo monografia, comprei um iPad, roupas novas e jogos, tirei a chave da porta, comprei uma mesa de centro, conheci pessoas novas, reencontrei antigos amigos, o departamento virou uma agência, produzi muito e em um nível bom, fui no cinema uma porrada de vez e escolhi viver um pouco mais.
Nuh… já cansei de novo.
Sobre o último item, estou fazendo um novo regime. A diferença desse para último, é que eu sou uma pessoa completamente diferente, e apesar que a maioria vai pensar que eu vou relaxar de novo, dessa vez eu tenho certeza que vou conseguir. Bem, eu devo gastar o equivalente a uma moto fazendo esse tratamento e dinheiro é uma coisa que eu não vou jogar fora. Darei detalhes quando a coisa tiver avançado.
Tudo que aconteceu nesse mês que passou, na verdade tem a ver com o título deste post. Sonhos. Meu irmão mais velho sempre me disse “Cuidado com o que você deseja.” No sentido de “sonhos se realizam, basta você querer e estar preparado para realizá-los”, ta bom que ele não falou tão bonito assim, mas a idéia é essa.
Não vou falar aqui que você pode sonhar o que você quiser que você um dia irá realizar. Isso é mentira, hipócrita e coisa de livro de auto-ajuda. Estou dizendo que sonhos “tangíveis” são possíveis, mas não estou dizendo para você ter sonhos medíocres. Conheci um cara que era carvoeiro quando criança e que se tornou um dos grandes empresários desse país.
“Porra Pedro, o cara era carvoeiro e em alguns anos se tornou um mega empresário? Como isso não é um sonho impossível?” Não, não é. Vou tentar explicar. Você é um prodígio em física, matemática, e coisas do tipo. Seu sonho é ir pra Marte um dia. Esse é um sonho tangível. Você é odeia biologia e desmaia ao ver sangue. Você quer ser médico. Esse é um sonho impossível. E se por ventura você se tornar médico, me informe para que eu nunca caia em suas mãos.
Entende?
Partindo desse princípio, sim, entram todos os clichês. As duas coisas mais importantes são as duas mais difíceis: Paciência e Vontade. Paciência porque o mundo parece conspirar (na maioria das vezes, principalmente aquelas em que você não conta com a sorte), mas não a seu favor. As dificuldades que vão aparecer no seu caminho chegam a ser tão inacreditáveis que você pensa que alguém está de sacanagem com você e só com você.
Paciência porque vai chegar uma hora em que você vai querer ser Michael Douglas em Um Dia de Fúria. Paciência porque vai demorar. E paciência porque você vai pensar em desistir duzentas vezes.
Vontade porque você vai precisar querer muito conquistar seu sonho para que nenhuma dificuldade – por maior que ela seja – te faça desistir.
Somando isso tudo, com uma dose de sorte e apoio, você pode sim conseguir coisas que você imagina impossível. Lembre-se que apesar de tudo, sempre o maior inimigo que encontrará no caminho será você mesmo. E que o medo de não conseguir, muitas vezes é confundido com o medo de conseguir e não saber o que fazer, ou de achar que você não mereceu ter conseguido.
Fácil né?
***
1 – Pessoal, eu queria dizer que eu estou no momento mais feliz da minha vida. E que por mais vezes que eu tenha pensado em desistir disso aqui, eu quero mais do que nunca voltar a escrever, postar e tentar trazer de volta o que vocês mais gostam daqui: o conteúdo.
2 – A semana será recheada de posts, e eu só estou prometendo porque eles já estão prontos e agendados.
3 – Como é bom estar de volta.

Enfim, mudei! Para todos que achavam que eu ia sair de casa antes de terminar a faculdade, para todos que acreditaram na história de mudar logo após o TCC, para todos que ainda confiaram no papo de esperar até a formatura e mudar…eis que eu finalmente cumpri o prometido.
Para desespero dos meus avôs, alegria da minha mãe e pânico dos meus familiares eu sai de casa e mudei para a China! Sim, é assim que todos encararam minha nova empreitada. O alvoroço foi tamanho que eu realmente me senti mudando para um lugar tão tão distante que ninguém nunca poderia me visitar.
Mas muita hora nessa calma, eu apenas subi a serra e agora sou mais um nariz inspirando poluição. E vou dizer que fora o nariz seco, também estou me sentindo a super mulher! Santos não tem ladeira, não tem corredor de ônibus (até tentaram, mas uma avenida só…aham, campeão), não tem tantos caras gatos (me apaixono a cada esquina, desculpem caiçaras, mas maresia corroe e eu não curto muito estilinho sossegado de ser), não tem tantas opções para sair e muito menos tantas alternativas de transporte.
Enfim cheguei e estou na crise do “onde estou”. Sei o caminho do abrigo até o trabalho e do trabalho até o abrigo (eu não me mudei ainda, vivo de adoção; se alguém tiver interesse eu sou organizada, sei fazer bolo e sou ‘moh legal’). Na verdade eu até sei andar em SP, mas ou de metrô ou de carro, mas trabalho longe de metrô e não estou de carro, ou seja, fu***.
Fora a moradia e a falta total de senso de direção estou bem e feliz. Sim, faz pouco tempo, mas o suficiente para pensar “enfim, cresci…”
Esse é um texto para avisar os amigos que eu não morri, não fui seqüestrada e vocês podem sobreviver sem mim durante a semana – final de semana ‘é nois, mano’! (Y)





Nunca fui fã do
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