Você já se olhou no espelho hoje? Não estou falando do espelho em que você se olha com a maior cara amassada do mundo enquanto escova os dentes de manhã. É de outro espelho que eu estou falando. Quem é você? Quais são suas verdades, seus princípios, seus orgulhos, seus medos, suas raivas, suas ternuras, suas piadas? As pessoas conhecem você? Não o você que se posiciona na frente do espelho de manhã para escovar os dentes, passar o rímel (para as calcinhas) ou só escovar os dentes mesmo (para os cuecas).

Esse você é você a olho nu. Esse você, você deixa ser revelado. Esse você, todo mundo pode conhecer. Porque é simples: de certo modo, você faz escolhas que não são passíveis de ser, digamos, escondidas. A calça que usa, se é de marca ou não, o tênis, o corte de cabelo, se usa batom, gloss, rímel e blush, somente um desses itens ou nenhum deles (para as minas-pá) se bota gel no cabelo ou não, se usa topete, moicano, dread, se é careca (para os manos-pô). Tudo isso diz alguma coisa sobre você, sobre seu estilo, sobre como você quer ser visto ou vista pelas pessoas com quem convive.

E é tudo muito natural. Ninguém se sente ofendido por você gostar de usar blusa roxa ou por pintar as unhas de amarelo. Você escolheu. Você ponderou. Você! Entre tantas outras opções, você escolheu a mais adequada para VOCÊ. As pessoas podem comentar algumas das suas “esquisitices” (entre aspas porque eu sou do lema do seja esquisito!), mas ninguém vai ficar magoado com você por essas escolhas superficiais mas importantes do dia a dia. Porque a escolha é sua e ela merece ser respeitada, e você tem o direito de ser quem você é. De se posicionar.

Mas eu quero falar sobre um outro tipo de posicionamento. Um posicionamento que vai além das roupas, do estilo, da aparência. Um posicionamento mais sutil, que, contraditório, causa tanta agressividade nas pessoas. O posicionamento das ideias, do subjetivo, de caráter, princípios e verdades individuais. Aquele que o espelho comum não pode nem nunca poderá refletir.

Hoje em dia, nós temos a possibilidade de espalhar nossos posicionamentos para além do nosso círculo físico de amizade. O Twitter está aí para provar. Os blogs estão aí para provar. E agora os vlogs. As mídias sociais são alimentadas por posicionamentos. De marcas e principalmente de pessoas. O conteúdo que rola nas mídias sociais é o espelho que reflete aquilo que o espelho do seu banheiro não pode refletir. Obviamente este conteúdo não revela tudo, mas pode revelar boa parte da nossa autoimagem e da imagem que queremos que tenham de nós.

Tem gente que escolhe não se posicionar. Não se posicionar garante passeio livre por todos os tipos de público, é fácil, não cansa, não causa atrito. Quem não se posiciona ideologicamente, não quer se olhar no espelho, porque tem medo de ser julgado.

Manter-se neutro, se é que existe neutralidade, não demanda trabalho, energia mental e emocional. O que é diferente de ter um pensamento dialético (ponderar prós e contras, botar tudo num liquidificador e se posicionar de maneira não-binária). Mas não se posicionar também não causa troca e tampouco permite aprendizados. Além do mais, pode ser perigoso. Falta de posicionamento me dá a impressão de descompromisso e apatia. Falta de paixão e envolvimento com alguma coisa. Quem não se posiciona, geralmente adora criticar quem se posiciona. Ironicamente, acaba tomando um posicionamento. E quer saber? Ponto pra quem causou esse posicionamento repentino. Ponto pra quem causou alguma coisa em quem tava lá, lendo sua timelinezinha, um blog ou assistindo a um vlog em estado letárgico. Acordar pessoas é sempre legal, mesmo quando você as acorda pra dar um sono no meio da sua cara.Se posicionar é difícil. É dar a cara a tapa. E que tapa! Quem se posiciona corre o risco de ser criticado, mal interpretado. As pessoas costumam confundir assertividade com arrogância.


Vide Felipe Neto. Quem é que entende que ele incorpora um personagem arrogante, irônico e agressivo para dar as próprias opinões?Ele chama na chincha, joga a merda no ventilador. Resultado? Assim ó, de gente criticando o que o Felipe Neto faz, sem primeiro fazer o mínimo esforço para entender a proposta dele. As críticas são importantes quando fundamentadas. Mas me incomodam muito quando elas só rolam porque, na cabeça da maioria, gente que se sente livre pra falar o que pensa, ofende. Não tanto pelas opiniões emitidas quanto pelo sentimento de liberdade e coragem com que a pessoa emitiu. Parece que não temos o direito de pensar de tal ou tal forma tanto quanto temos o direito de vestir tal ou tal roupa. Mas se pensarmos bem, enfrentar as críticas é o de menos. Porque quando uma pessoa se posiciona, ela ganha aliados também. Não para um combate lógico e racional, não para defender com unhas e dentes o posicionamento que os uniu. Mas para a vida. Quem se posiciona encontra pessoas valiosas, que não teria encontrado caso preferisse a neutralidade. Eu não acredito na neutralidade, não existe discurso neutro. Acredito na dialética, na ponderação de prós e contras. A neutralidade soa para mim como falsidade ou omissão. Já o posicionamento honesto nunca será impune. E a honestidade não é bonitinha, meiguinha, carinhosinha, fofinha. Ela só é cute quando assim ela deve ser, e ponto. A honestidade, meu amigo, às vezes é irônica. Às vezes é arrogante. Às vezes é chata. A honestidade às vezes é engraçada. A honestidade às vezes é depressiva. A honestidade é um monte de coisa, brodá. Só tem uma coisa que a honestidade não é: omissa.

Portanto, antes de criticar ou se sentir ofendido com o posicionamento alheio, tenho só uma perguntinha pra fazer pra você. E aí, você já se olhou no espelho hoje?

*

Ok, tudo bem que twitter não é mais nenhuma novidade. Mas vamos levar em consideração que algumas pessoas viciaram agora, outras já enjoaram e algumas estão por lá apenas para fazer volume.

Cada um utiliza a ferramente como quiser. De forma profissional, para promover blogs, para SE promover, para conversar, para namorar ou para dizer a hora que foi ao banheiro. Não vou julgar isso, mas sim o que você pode passar em 140 caracteres.

Você pode dizer que está ocupado a semana toda e tuitar fotos da balada. Os seus seguidores vão entender que você é um mentiroso que está evitando conhecidos só para não fazer programas de índios com eles. Se for isso mesmo, ótimo, cumpriu o objetivo. E se o que te ocupava acabou? E se “estar ocupado” significa “já combinei uma balada com outras pessoas.”?

Você pode ser o chato que critica tudo e todos, e dar RT em comentários que falam super bem de você. Afinal, você é chato ou legal? Ou você se faz de chato na internet e na vida real é legal, ou pagou para os alguns arrobas mudarem a sua imagem. E se você simplesmente acha divertido alimentar um personagem e ser você mesmo nas ruas?

Não importa a situação. O que você fala em 140 caracteres não expressa o contexto. Cada um interpreta da maneira que lhe parecer conveniente e não importa o que você vai pensar disso, você deveria ter explicado melhor a situação. No final a culpa é sempre sua.

Foi você que não aproveitou o espaço mínimo para dizer o que realmente queria dizer. Jogos de palavras não fazem parte desse mundo, omitir informações também não. Uma hora a verdade aparece, ou a pessoa acredita que a verdade está lá para quem quiser ver, mas é apenas fruto de outra interpretação errada.

Eu já disse que a culpa é sua? Se não disse preste atenção. A culpa é sua que resolveu criar uma conta no twitter e divulgar sua vidinha, a culpa é sua que criou um personagem, a culpa é sua que esqueceu que twitter não é diário, a culpa é sua que mostrou o peito…a culpa é sempre sua.

E se não era nada disso que você queria dizer, me desculpa, mas ninguém vai tentar te entender em um texto gigante em um blog qualquer. A culpa é sua que não sabe se fazer entender CLARAMENTE em 140 caracteres. E se preciso for magoar alguém, aproveite e faça no twitter para todos lerem, pois só assim a pessoa realmente irá te entender sem causar transtornos piores em conversas maiores fora do twitter.

Sim. Não preciso dizer que há uma febre de vlogs assolando a internet brasileira. Isso só corrobora uma coisa: nosso povo não lê e acaba se entretendo apelas pelo audiovisual. Não que isso seja tão ruim, sabemos que a leitura é essencial, o problema é a péssima qualidade do humor dos vlogs brasileiro.

Salvo exceções, que escapam pela boa edição, não sobra nada. Porém, há algumas pérolas escondidas que merecem relevância, o que é o caso do @chicorezende30, que faz vlogs sobre o cotidiano, bem ao estilo Cilada e, mesmo com edição caseira, fez um bom trabalho. Esse episódio que separei, o que mais gostei, por ter me identificado, fala sobre abstinência de internet. Take a look:

Hoje pela primeira vez eu acho, me dirijo a poucas pessoas. Aos meus amigos.

Apesar do título, não tenho estado sempre aqui. Pelo contrário aliás, tenho estado sempre lá. Só queria, amigos, dizer que apesar de nem todos vocês entenderem, eu – assim como vocês – tive que crescer e fazer algumas escolhas. Eu fiz as minhas e não me arrependo, mas sofro.

Sofro pela distância, sofro pelo contato perdido, sofro pelos litros de cerveja que deixamos de beber juntos. Sinto falta daquilo tudo, dos momentos bons, ruins e mais ou menos. Tento não admitir, mas sinto falta do Chefia, sinto falta de Monlevade e sinto falta de uma época em que éramos todos um só. Sinto falta do grude na mão.

Assim como entendo as escolhas de vocês, nunca deixei de estar presente nos momentos chave.

E principalmente, nunca deixo de pensar em vocês. Estamos seguindo com as nossas vidas, e temos que seguir em frente, mesmo que tenhamos que fazer alguns sacrifícios.

Amo vocês.

E vocês sabem quem vocês são.

Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)

O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

***

1 – Tenho direito a um post piegas, não?

Você sabe o que é um diamante?

Tá, eu sei que é aquela pedra valiosa e tudo mais, estou perguntando se você sabe do que é feito o diamante? Se sim, parabéns, você não matou aula de química no terceiro ano, se não, bem… eu digo.

Diamantes não são nada mais do que um amontoado de partículas de carbono. Assim, como nós, seres humanos. Um bando daquelas bolinhas de carbono ligadas umas nas outras fazendo toda aquela confusão. Outro fato interessante, é que (se eu me lembro bem da Rose [minha professora de química no terceiro ano. Beijo Rose!] falando, ela disse que a diferença do grafite para o diamante é meramente estrutural.

É sério. Pode pesquisar. Olhe para um grafite aí qualquer e imagine que por um pequeno acaso do destino ele não foi um diamante. Um C subiu pra lá ao invés de descer pra cá. E só isso.

Poderíamos tirar a conclusão então, que a diferença real entre o grafite e o diamante é apenas o layout.

Rolou o seguinte (eu acho): Deus demandou uma parada com carbonos, a galera do atendimento passou a demanda errada para a criação que fez o grafite. Deus então foi lá e esperneou com o pessoal e disse que queria uma refação para segunda na primeira hora. Galera da criação pediu uns pães sírios, queijo e vinho no delivery, ficou até tarde – reclamando que o cliente só queria meter a mão para levar o crédito – mexeu um carbonozinho aqui, trocou uma ligação de átomos lá e fizeram o diamante.

Layout. Apenas isso.

E agora que você chegou aqui, e está se perguntando que porra de papo de maluco é esse e o que diabos isso tem a ver com música. Eu te digo que toda essa introdução gigante é por causa de uma garota lá dos Estados Unidos.

Essa aí em cima, é a tal garota. O nome dela? Ariel Sabaj

Vendo assim, duvido que você dará alguma coisa por ela.

A imagem que me veio a cabeça, quando eu vi, foi de “oh céus, mais uma gordinha fazendo gordice no youtube e servindo de piada para milhões, e pela cara dela (beeem depressiva) isso acaba em tragédia”.

Isso foi porque eu vi. E não porque eu ouvi. Por favor, ouça:

Ghosts in my bed (original)

bullet proof (cover)

Impressionante não?

Está começando a entender o porque da introdução falar aquilo tudo? Isso que estamos vendo e ouvindo, meus amigos, é que é um verdadeiro diamante. Não é aquela historinha de “beleza por dentro”, “talento x aparência”, nem nada. Ariel pode ser mais uma que tem um talento incrível e que não fará sucesso algum por causa da estupidez coletiva que faz com que cada vez mais nos obrigue a virar os olhos para uma garota completamente fora dos padrões de beleza.

Eu torço para que isso não aconteça. Eu torço para que as coisas comecem a mudar, e que talvez percebamos que estamos aplaudindo de pé, admirando e idolatrando grafites, deixando de lado pedras muito mais preciosas.

Simples e puramente pela imagem que vemos.

Ariel além de ter uma voz digna de Norah Jones, ainda tem um humor nato que todos nós gordinhos temos. O bg do twitter dela é uma embalagem do sabão Ariel. Um rapaz comentou em um dos vídeos dela, algo como “Talvez você faria um enorme sucesso sem essas coisas na boca e uma aparência melhor, você não acha isso um elogio?” ela simplesmente respondeu “Talvez seja melhor da próxima vez eu colocar um saco de pão na cabeça”. Acho que isso ilustra um pouco o que eu quero dizer.

De qualquer forma, torço para que ela faça sucesso. Acho que não demora para isso sair em um monte de blogs, sites de jornais, portais e o escambau.

***

1 – Quem me passou o vídeo dela foi o @dougcastanheira que viu no Chongas.

2 – Canal do Youtube da Ariel Sabaj

3 – Aqui nesse site você pode baixar as músicas dela. São 6 ao todo. E digo que as melhores são as que ela mesmo escreveu e não os covers.

4 – Gostaram da nova header de música?

- Como você sabe que Deus não existe? Que tipo de prova você possui?

-  Como você sabe que não existe Coelho da Páscoa? Como você sabe que não existe Papai Noel? Você achou provas que provam a inexistência de Thor e Osiris?

- Tá brincando?! Estes são só mitos produzidos pelos homens. Eu estou falando sobre Deus!

- Na verdade, oobrigação de provar algo recai sobre que afirma a existência deste algo. Eu não tenho que provar uma negativa universal. O ônus da prova recai sempre naquela pessoa que alega a existência de alguma coisa.

- Não vou cair nessa. Você tem que provar que meu Deus não existe.

- Seu Deus? Singular? Como você sabe que não há vários Deuses? Você provou a não-existência de Deusas?

- Não seja ridículo! Eu estou falando da existência de Deus, o criador do universo.

- Ah! Agora estamos chegando ao ponto! Você está falando sobre mim!

- Desde quando você é Deus?

- Há um pouco mais que uma quantidade infinita de tempo. E Claro, eu criei você três minutos atrás.

- O que?! Whatafuck?! Isso é loucura! Eu tenho 57 anos de idade!

- É claro que você tem: eu criei essas memórias em você, e também alterei a memória de todas as pessoas, para fazer parecer que você estava andando por aí antes de três minutos atrás.

- Eu suponho que você tenha criado minha certidão de nascimento também! Que evidência você tem para sustentar tamanho absurdo?

- Ah! Então você está começando a entender que o ônus da prova é de quem alega a existência de algo. Você não acha que deveria tentar “desprovar” a alegação de que eu sou Deus?

- Bom, talvez, se você é Deus, porque não realiza um milagre?

- Boa pergunta. Infelizmente, eu não faço milagres mais. Eu poderia se quisesse, mas eu decido que de agora em diante, as pessoas tem de acreditar em mim através da fé. Sendo um Deus, eu acabei de ler a sua mente e eu vejo que você está pensando que pode ser capaz de me torturar e me forçar a confessar que não sou Deus. Bom, execute esta idéia! Eu posso muito bem decidir fingir estar com dor e “confessar” todo tipo de bobagens. Mas acredite em mim, eu puniria você pela eternidade depois que você morrer!

- Isto não é argumentação válida. Não haverá nada que eu possa fazer para sua alegação de divindade. Você sempre poderá se desviar dela alegando que só vai me mostrar a verdade depois que eu morrer!

- Exato! Você está aprendendo o quão difícil é provar uma negativa universal. Mas você está aprendendo uma lição ainda mais importante.

- E qual é?

- Você está aprendendo que é burrice argumentar sobre proposições que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação. Para cada teste que você puder imaginar fazer, eu poderia vir com uma maneira de me desviar de seu argumento – da mesma maneira que todos os pregadores me falam que seu Deus não quer se envolver em meus testes. Minha alegação de ser uma divindade não pode ser testada. Sua alegação da divindade de Jeová, ou Jesus não pode ser testada também. Se eu pedir a seu Deus para me acertar com um raio na cabeça se eu estiver errado, posso garantir que nada vai acontecer. Seu Deus não se interferirá mais da mesma maneira que eu não interferiria. Hipóteses que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação são inúteis, sem significado. Elas não podem nem mesmo ser falsas. Não precisamos perder nosso tempo tentando “desprovar” elas. Você não irá perder seu tempo tentando provar que eu não sou um deus, e nenhuma pessoa em sã consciência irá tentar perder tempo tentando provar a não-existência do seu Deus não testável e improvável. E é claro, quando você fazer uma afirmação sobre seu Deus escolhido, e que for testável, pessoas sãs podem tirar tempo para mostrar como os resultados do teste se mostram negativos. Mas no geral, ninguém irá perder tempo tentando provar que Jeová e eu não somos Deus.

Então pare de se preocupar com Deuses e outros conceitos impossíveis de ser testados. Foque-se no mundo real. Diferentemente de deuses e mulas-sem-cabeça, o mundo real pode afetar a sua vida para o bem ou para o mal. Somente o ideal de deuses pode afetar você. Se deuses, eles mesmos, pudessem afetar nosso mundo, nós não precisaríamos debater a sua existência.

***

1 – Garoto americano dizendo à mãe que não acredita mais em Deus. Pense numa mulher que pegou ar.

2 – Sinfonia da Ciência. Lindo, quase chorei.

3 – Criação de Identidade visual em promoção.

Pois é, semana do rock, post repetido no dia e eu precisava realmente fazer algo novo e que prestasse de certa forma uma homenagem ao dia do rock. Você que gosta do estilo está cansado de saber quais são as maiores músicas de todos os tempos e tudo mais, então resolvi pular esse parte e fazer uma lista um pouco diferente para as comemorações. Depois do Coisas que marcaram minha infância (calma calma, a seção ainda tem muito post) eu apresento a vocês as Coisas que Marcaram Minha Adolescência. [Olha, eu sinceramente acho que já fiz um post nessa nova seção, mas eu esqueci, então estou fazendo de novo. Se eu não fiz, e estou maluco mesmo, me perdoe e esqueça esse comentário].

E o episódio de hoje são as músicas/clipes que marcaram a minha adolescência, e como eu presumo que você tenha mais ou menos a minha idade, acredito que esses clipes/músicas também marcaram a sua.

São épicos. Épicos. Muito mais pelos clipes do que pelas músicas e até pelas bandas. Víamos um zilhão de vezes, seja na MTV, seja naquele programa da Fernanda Lima, seja naquele da band que não me lembro – mas a apresentadora era gatinha -, seja pelos sensacionais dowloads super rápidos a 3kbytes por minuto. Baixar um clipe naquela época era o equivalente a parir uma criança. Mas nós amávamos isso.

Mesmo que não gostemos mais dessa ou daquela banda, mesmo que pensemos “caralho, como eu posso ter gostado disso?”, tenho certeza que você vai voltar uns 8, 10 ou 12 anos no tempo ao rever os clipes aí em baixo.

Aproveitem. E feliz semana/dia do rock. \m/

Antes que você reclame, tem muito clipe/música que não entrou porque OSFILHASDUMAPUTA das gravadoras não deixam embedar o vídeo, então eu troquei.

Blink 182 – Stay Together for the kids

Papa Rock – Between Angels and Insects

Linkin Park – In The End

SOAD – Aerial

Slipknot – Left Behind / Millencolin – Penguins and Polar Bears

Creed – My Sacrifice

Blink – All the Small Things

Nickelback – How You Remind me

Foo Fighters – Learning to Fly / Rage Against The Machine – Killing in the name of

Silverchair – Ana`s Song

Offspring – Pretty fly

Three Doors Down – Be Like That

Red Hot Chili Peppers – Californication

Bônus / Box Car Racer – There is Essa quem me conhece vai entender

***

1 – Eu defino essa “época” como aquela época em que lançaram American Pie.

2 – E foi foda demais.

3 – Fico com uma saudade da porra dessa época. A vida definitivamente era mais fácil.

*Sim, estou trabalhando feito um filhadamãe de um mineiro na China, mas esse não é o único motivo de eu estar repetindo o post do ano passado. Não faz sentido escrever algo novo, já que nada mudou. Um abraço!
Long live Rock N’ Roll

Hoje é o dia mundial do Rock e blá blá blá blá blá.

Falar de rock hoje em dia é sempre uma mega junção de adjetivos, nostalgia e muito amor e dedicação não a um estilo de música. E sim a uma filosofia.

E ela é nostálgica, porque foi esquecida há um bom tempo. Eu não vou ficar falando aqui, sobre como o rock não existe mais, como nós – fãs verdadeiros – vivemos no passado, esperando sentados – ouvindo os mestres – uma nova revolução surgir. Eu não acredito nela.

Boas bandas podem surgir. Mas as revoluções para mim acabaram. Não vão inventar outro Heavy Metal, não vao inventar outro punk, Lennon e Presley morreram. O sonho acabou. O que resta hoje é o lixo, a velha guarda que ainda está por aí, e aqueles que imitam o som consagrado, ou pelo menos o fazem perdurar.

Roqueiro bom é roqueiro chapado, de cabelo grande, que grita, balança a cabeça e manda todo mundo se foder e que no final do show destrói o palco. O resto é poser.

Roqueiro bom morre aos 27 de overdose.

Hoje em dia eles são virgens. Isso é que é vergonha.

Para vocês nao dizerem que não rolou uma musiquinha sequer, toma na cara aí o vídeo que mostra o rock de corpo e alma em 4:31 minutos.

E como diz a letra

Hope i die before i get old.

***

1 – Baseado em um post do Fred

2 – Falando nele, leiam o post dele sobre o dia do rock. Muito melhor que esse.

3 – Sem mais.

Então… eu prometi aquele tanto de post sobre a copa, comentando as rodadas, o mata-mata e o escambau. Acabou que eu não comentei nada e nem falei o que eu quis sobre a maior e mais emocionante disputa esportiva do mundo. Não fiz nada disso em parte por preguiça, em parte porque passei – neste último mês – gastando todo o meu tempo livre ouvindo outras pessoas falando sobre a copa do mundo.

De certo modo, foi bom não ter falado nada. Porque assim como grande parte dos “especialistas” em futebol, eu iria falar uma quantidade imensurável de besteiras. Uma das coisas que falei, e que meu caro amigo @dougcastanheira fez toda questão de me lembrar foi essa aí em baixo:

Pelo visto, Andrés Iniesta não concorda comigo.

Eu poderia fazer esse texto de várias formas; comentar tecnicamente o mundial, falar sobre a emoção da primeira copa no continente africano, sobre a jaaaaaaabulaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnni, as malditas vuvuzelas, as imagens maravilhosas, os fatos marcantes, a emoção das finais, e é claro falar da grande final.

Poderia falar das decepções: Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Kaká, Eto’o… França e Itália, entre tantos outros. Poderia é claro, falar das maravilhosas surpresas: A seleção da Alemanha, A seleção do Uruguai, Diego Fórlan, Thomas Muller, Mesut Ozil, Luis Suaréz, Wesley Sjneider, A seleção de Gana, Larissa Riquelme, entre tantas outras boas surpresas.

Sobre tudo isso, quero levantar apenas dois pontos cruciais que se cruzam.

Graças aos deuses do futebol o Brasil não foi campeão. Venceu aquela seleção que joga o futebol mais bonito do mundo há pelo menos 2 anos. O que eu quero dizer com isso? Vamos começar pela seleção brasileira.

Dunga e seus anões foram ganhando confiança e arrogância na mesma medida em que fazia jogos patéticos mas ganhava. De fato, ganhou tudo aquilo que não vale nada: Amistosos, Copa América e Copa das Confederações. Olimpíadas (o único título que não temos) e a Copa do Mundo, não ganhamos. Dunga e seus anões se sentiam tão cheios de si, tão certos da vitória e tão nojentos que a maioria ficou chocada, como se perder fosse impossível. Assim como aconteceu com a Holanda hoje, que só parou a Espanha na porrada.

A Holanda tinha mais futebol e mais cabeça que o Brasil. E a Espanha teve mais tudo isso que todas as outras. Bom para o futebol, bom para nossa seleção Dunga ter fracassado. Eu não queria ver a cara de satisfação dele ao ser campeão. O título mundial só iria dar razão a toda insensatez de seu trabalho.

E para terminar o papo sobre a nossa seleção, queria mandar vocês, que beijaram o saco do Dunga no episódio Cagão, à merda. Você que aplaudiu o Dunga, foi o primeiro a chingá-lo poucos dias depois. De fato, foi a única coisa boa que ele fez, não dar prioridade para a Globo. Mas lamber o saco do cara por isso, já é demais.

A Copa do Mundo sempre deixa legados, e não estou falando de estádios. Até porque, veremos daqui há uns 2 anos reportagens mostrando como estarão abandonados os estádios da Copa Africana. Estou falando de tecnologia e é claro, de futebol. Tecnologia… bem, você viu as transmissões dos jogos? Aquela câmera slow é demais, além da Spider-Cam. Tecnologias até antigas, mas que pegaram mesmo nessa copa. Todo mundo vai fazer igual.

E no futebol, bem… acho que todo mundo reparou que não falaram à toa da Espanha. A seleção joga como o melhor time do mundo, o Barcelona que cede sua espinha dorsal à fúria. A crítica que faço a Espanha é a objetividade. Como disse o Mauro Cézar da ESPN, parece que os espanhóis precisam de um documento autenticado em 3 vias liberando-os para chutar para o gol. Iniesta fez isso 2 vezes na final. Como a terceira é a que vale, ele finalmente chutou e fez o bendito gol do título.

Como seria bom se os times jogassem como a Espanha (apenas chutando um pouco mais para o gol). Por favor, copiem o estilo caros técnicos. Façam do futebol aquele jogo que vence de fato o que melhor trata a bola e não o que melhor se defende e vence pelo cansaço.

Agora, senhora Fúria. CHUTA PRO GOL PORRA!

E parabéns pelo título.

***

1 – Ótimo post do Fred Fagundes: 6 Máximas que a Copa da África deixa para o Mundo

2 – Ei Dunga, você viu aquele número 18 da seleção da Espanha. É, aquele tal de Pedro. Aquele garoto de 22 anos que nunca havia sido convocado para a seleção, aquele ali mesmo, dando o toque na bola, como titular na FINAL DA COPA. VIU? SEU MERDA, SEU CAGÃO!

3 – É isso.

Hoje, como quem não quer nada, abri o Outlook para pegar umas coisas de um e-mail antigo que recebi para dar uma ajudinha para o meu irmão. Eis que vejo um e-mail – no meio de 9384945 spams – de Juliana Vieira, aparentemente uma designer de alguma agência em algum lugar, que perguntava se nós realmente postamos os textos enviados pelos leitores. Fui ler o texto e… bem, tive uma grata surpresa.

O texto é bem a cara desse blog.

Confira aí:

Nem você sabia que tinha tanta utilidade

por Juliana Vieira

Estudos (muito úteis) revelaram que o orgasmo feminino é capaz de liberar 250 mil micro volts. Isso significa que 10 mulheres em êxtase são capazes de dar a partida em um Fusca com a bateria arriada.
Portanto, se acabar a bateria do seu carro perto de um motel, não chame o mecânico!

Também descobriram que a dita cuja libera um ‘calor’ facilmente captado por câmeras com sensores infravermelho – mas para isso os japoneses já inventaram uma calcinha que impede a ‘visão de super-homem’, bloqueando os raios (e, imagino eu, resfriando a pobrezinha).

Bem, se liberamos energia e somos capazes de nos comunicarmos com sensores infravermelhos, penso quanto tempo até inventarem um dispositivo para que paguemos nossas contas sem enfrentar filas no banco, afinal, podemos “ler” códigos de barras. Também não precisamos mais passar pelo constrangimento das máquinas sem sinal, nas lojas e restaurantes… basta ir até o toilette, passar o cartão e um dispositivo (a ser inventado: atenção inventores!) libera o ticket de confirmação (por onde ele vai sair fica por sua imaginação).

É, nós mulheres somos realmente incríveis. Nossa ‘cúpula do trovão’ é a solução para o apagão; carregamos baterias de celulares e recarregamos pilhas. Podemos até conseguir desconto na conta de luz!

Foi-se o tempo em que sexo era sinônimo de procriação e prazer (para alguns, obrigação!). Hoje, fazer sexo é uma questão de evolução tecnológica, com mulheres “plugs” prontas para novos testes e pesquisas, afinal, não vivemos sem tecnologia… pensando bem, faz tempo que não vivemos.

***

1 – Vaginas conduzindo eletricidade. Durmão com essa.

2 – Dá até pra criar uma história em quadrinhos com uma super-heroína com esse poder

3 – Você que também escreve seus textos, sejam eles sobre o que for, mande para o e-mail ocrepusculo@ocrepusculo.com que se for bacana a gente posta aqui. Depois que mandar o e-mail, eu realmente aconselho você me avisar pelo twitter – @pedroturambar – assim não vai demorar tanto para eu ver o seu e-mail. =D