Geração Arco-Íris

Calma, calma… não é texto repetido.

É apenas o chamado direito de resposta, ou também conhecido como “web 2.0″. Apesar de não gostar nenhum pouco desse termo obsoleto, quando ele acontece na prática é simplesmente fantástico. (Sabe o coisinha que fica piscando esperando você escrever? Pois é, ele tinha sumido aqui. Incrível como é impossível escrever sem essa parada, sei lá, parece que falta alguma coisa. Papel e lapiseira, chorem. Vocês foram esquecidos) Quer saber como aconteceu? Explico.

No post Juventude TransViada, eu recebi um comentário da Hellen que dizia assim:

E a alma de Kurt jamais descansará em paz depois dessa versão(?) do clássico da geração grunge.

Mas o que será que falta? Hoje ninguém tem limite, uma barreira pra quebrar só de pirraça… A internet tá aí pra vc acessar todo e qualquer tipo de conteúdo e o que essa garotada quer fazer? Ficar o dia inteiro no orkut, miguxando, ‘tuitando’ frases de efeito (“meu bolinho de arroz queimou. #quemcurte). Bora, meninada! Vamos revolucionar! Nhé, to canxadinhu.

É imposto isso? Nada. Tenho 26 anos e uma filha de 9, que ama Pearl Jam e Audioslave, está descobrindo Led Zeppelin e queria que o aniversário de 5 anos fosse do Djavan(!). Toca Lady Gaga perto dela pra vc ver se ela vai gostar. É questão de mostrar diversidade, fazer a criança se interessar, contar a história de uma música, da banda…

Eu acredito que a comodidade dos pais também ajuda. O pai dá logo um mega computador com 20 terabytes de memória, uma conexão supersonica e deixa o moleque lá baixando Bonde da Stronda, NX Zero e Fresno enquanto vc vai tomar seu uísque. Depois não venha reclamar quando ele chegar em casa de lápis preto no olho, franjinha e falando miguxes

Eu concordei totalmente com a Hellen, e disse que o que tinha faltado no texto – a culpa dos pais, no caso – ela tinha completado muito bem.

Eis que surge uma das leitoras mais fiéis desse blog – a Bianca – e diz:

Hellen, isso é meio relativo.
Eu, por exemplo, nunca fui influenciada pelo gosto dos meus pais, na verdade eu sempre tive a liberdade de escolher o que eu gostaria de escutar. A mídia influência sim, mas todo mundo tem cabeça o suficiente pra perceber que uma música que fala “xxt, essa é minha senha” não é uma música que possa ser considerada boa (mas eles gostam né, fazer o que?).

Mais uma vez concordei. O que melhor então que a opinião de uma garota que está nessa geração?

Pedi a Bianca que escrevesse um texto sobre o assunto que eu postaria ele aqui. Ela fez, e fez bem. =D

***

Geração Arco-Íris por Bianca Antunes

Imagino que a maioria dos leitores do blog têm entre 25-35 anos, ou seja, pegaram uma época em que a música podia ser considerada realmente boa (lógico que lixos sonoros existem em todas as décadas). Bom, eu não. Nasci em 94, e a minha adolescência está sendo agora.

[Comentário do Pedro] – Impressão minha ou a Bianca nos chamou de velhos? Aahahahhahaha, poooooooxa, nem eu mesmo tenho 25 anos. Faço 23 na quinta, by the way.

E, ao contrário da adolescência de vocês, onde jovens revoltados com todos usavam camisas pretas com alguma banda estampada, a minha é, bem, diferente…

Legenda da foto: Vergonha

No lugar dos gritos, os jovens de hoje preferem passar chapinha, e no lugar de blusas de bandas, vemos um confusão de cores. Seria essa a geração arco íris? (com o duplo sentido da palavra)

Eu, particularmente não gosto de nada disso.

Mas não pensem “temos uma esperança”, porque não temos, sério, sem querer ser pessimista, mas essa é a verdade.
O mundo hoje em dia é fútil, muito fútil. A beleza é imposta como principal característica (talento é para os fracos).

Você pode facilmente perceber a nova moda em um show onde o público alvo são jovens, pois, aonde quer que você olhe, verá um monte de adolescentes iguais. Franjas cobrindo metade dos olhos, calças coloridas, alguns piercings e tênis que você provavelmente veria a distância de tão marca-texto que eles são.

O que seria responsável por isso? A mídia? Os pais? A pressão da sociedade? [Globo Repórter mode: off]
Acho que um pouco de tudo. Claro que a mídia influência, isso não temos como negar.
A TV e as revistas estão sempre em busca de novas ~tendências~, onde se é dado o  novo “modelo ideal” a ser seguido.

Já da parte dos pais, não acho que conte tanto assim. Meus pais sempre ligaram para os meus estudos e me instruíram bem, mas música nunca foi uma questão a ser discutida. Mas provavelmente, se eu escutasse funk, meus pais não iriam gostar nada disso e iriam falar comigo, ao contrário de certos casos (a maioria deles).

Mas a sociedade tem um grande peso.

Se você não usa uma pulseira fio de telefone (pulseiras do sexo é tão last week ), você é antiquado, e se usar o cabelo bagunçado no melhor estilo grunge, no mínimo vai ser considerado um drogado.

Adolescentes aderem à moda para terem com quem andar na hora do intervalo, ou pelo menos a maioria deles.

Bom, eu disse para vocês não terem esperanças, mas é melhor terem sim, afinal, ainda temos o Paulo Pokémon. (Se ele não for desclassificado do site da Capricho. De novo.)

***

1 – Fala sério. Essa tal de web 2.0 é demais né não?

2 – Parabéns pelo texto Bianca. Quando quiser escrever, pode mandar o texto que ele será postado. =D

3 – E você aí sentado lendo o ótimo texto da Bianca tem uma opinião sobre o assunto e quer falar sobre isso? Manda um e-mail para ocrepusculo@ocrepusculo.com e me avise pelo twitter.

Comments
30 Responses to “Geração Arco-Íris”
  1. Bernardo says:

    Nooossa, cara… sem esparanças nós não estamos, aposto com você ;D
    Nesse exato momento, eu to ouvindo Hell’s Bells, ACDC, e lá na minha escola, a maioria curte isso…
    Emos lá são tão zoados que a maioria se matou na 7ª série, ou acabaram se excluindo completamente da sala. Não adianta, pode dizer o que rock morreu, grunge é drogado, mas eu ainda acho que existem sim jovens que curtem rock, metal e hardcore. Se não existissem, eu mesmo seria um mito, junto com metade da minha sala.
    =D

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @Bernardo, sim, mas eu quis fazer um texto sobre a geração atual, lógico que exceções existem, mas temos que concordar que a maioria são emos~power pop
    (E sim, eu curto rock, portanto, sou uma ~esperança~, mas ainda assim a maioria acaba vencendo (espero que não nesse caso))

    [Responder]

    Bianca Reply:

    Aproveitando, eu não chamei os leitores de velhos, eu mesma tenho 15 e leio o blog! UDHSADUSHDSHUADHS
    Só não tenho ideia da média da idade dos leitores u.u

    [Responder]

    Bernardo Reply:

    @Bianca, isso ai, sempre existirão aqueles caras que vão levar adiante a tradição \,,/
    Mas o Paulo Pokemão é deus, sem dúvida. =D
    E, eu não sou velho, sou mais novo que você ai, inclusive!

    [Responder]

    eduarda Reply:

    @Bianca, você é muito chata minha filha ,alen de chata se acha nè.você è muito mintida ta vou te dar um comselho nãõ se acha muito viu sua piriqueti.

    [Responder]

    Leone Legender Reply:

    As brigas começam por pessoas como voce, que não conseguem deixar de rotular as pessoas e as excluem apenas por sua maneira de se vestir, não curto emocore, mas tambem prefiro coisas mais calmas que metal e hardcore, que para mim são apenas barulho.

    Eu tenho o orgulho de dizer que minha tribo é tribo nenhuma, e assim posso me dar bem com quase todos, exceto alguns preconceituosos cabeças dura como voce…

    Cresça meu amigo, engula o nojo, o ódio, o desprezo e o orgulho, pois são estas coisas que dividem a humanidade a impede de seguir evoluindo…

    [Responder]

  2. Ruan says:

    Eu acho que o problema não são as músicas que as pessoas ouvem. Eu tenho Coldplay (muitos acham ruim, mas pra mim é o ápice da produção musical humana, por isso o primeiro exemplo), Chico Buarque, Funks, Calypso e System of a Down no meu iPod (entre outras ecleticidades em geral). Mesmo assim eu não me visto de roqueiro, de emo, de funkeiro, de alternativo. Me visto “normal” (se é que é possível estabelecer um conceito de normalidade que sirva pra todos). As músicas não influenciam o que eu faço no dia a dia. Não é só porque escuto Calypso que virei o rei do tecnobrega, não é porque escuto funk (nem tanto, só numa festa ou de vez em quando, em casa) que chamo as mulheres de “cachorras” no meio da aula.

    A culpa, se é que podemos chamar assim, é dos pais. Que pai vê um filho emo/gangsta/colorido entrando em casa e acha que é normal?

    Maaas, sei lá. Não gostei muito desse meu comentário. 1000 coisas vieram à minha cabeça e não conseguir organizá-las direito. Se alguem achar importante responder posso desenvolver mais :D

    [Responder]

  3. @popysp says:

    Fala aí, Pedro!!!!!!! Tudo bom???
    Como andam as Gerais???
    Depois de um longo e largo inverno, tô eu aqui de volta e voilà: gostei muito o texto da Bianca… Essa coisa de ‘moda’ é um pé… Fazer o quê???? Não dá para mudar de planeta… eheheheh A solução é cada um ter a liberdade para ouvir o que gosta, sem preconceitos….
    Entretanto vale aqui dizer: esta liberdade deveria implicar também na gente ter o direito de não ser bombardeado 24 horas por dia com algumas coisas que tocam por aí..

    Em tempo: Do alto dos meus 37, quase 38 anos, acabo de me sentir dinossáurica aqui, depois dos comentários sobre a idade … ahahaha

    [Responder]

  4. ingrid says:

    Já faz um tempo que essas discussões de grupos, melhor tribos urbanas, misturadas a cores e miguxes me vem perturbando a cabeça (bem, isso num bom sentido). Na verdade acho que a questão é muito mais profunda e daria chumaços de análises antropológicas que interessaria muito, mas pra maioria das pessoas não passaria de algo chato.
    Primeiro, Bianca parabéns pelo seu texto no blog, e por mais que o Pedro se acha velho, sinto informá-lo que a maior parte dos blogueiros e dos leitores de blog estão na faixa dos 25-30 anos, e Bianca eu tb tenho 23…não me chame de velha por favor.
    Sobre o comportamento colorido, marcar texto, como denominado, eu tenho uma tese sobre isso, a nossa geração, camisas pretas como você chama foi criada de uma forma com mais atenção que dos camisas coloridas e acho que tudo isso não passa de uma forma de chamar atenção. Acho que estou sendo confusa d+ vou explicar melhor. Acho que o grande problema que eu, particularmente, vejo hoje é que esse grupo quer aparecer de alguma forma como um chamariz eles usam esse tipo de identificação, colorido blábláblá, e por querer chamar atenção causa conflito com os que não ligam ou que abominam esse tipo de atitude.
    Na verdade eu defendo essa tese muitas vezes pelas letras das musicas que é a parte onde fica mais clara pra gente que não estão in, as letras falam de amor, mas eles sempre são as vitimas de algo que aconteceu, muito deprê, nem mesmo sertanejo conseguiu fazer isso.
    Sobre a sociedade ser tão fútil, acredite minha visão mudou quando uma amiga mexicana veio me contar em um português bem enrolado o que ela achava do Brasil, naquele momento uma ficha do tamanho do Cristo caiu na minha cabeça. Vivemos no país com a 3° maior mercado consumidor de cosmético do mundo, nós somos fúteis e quantos outros países não são, ou seja, estamos muito fechados a nossa realidade.
    Bem, sobre os culpados, vamos esquecê-los, não existe um culpado e achá-lo não adianta nada. Na verdade a única coisa que aconteceu é que a nossa geração só tinha referencia de séculos atrás, a gente recebia um informação depois de um bom tempo dela ter acontecido, mas hoje vc tem um mundo de oportunidades mil, assim acho que a influencia cultural é muito maior que as do nosso grupo, ai virou um confusão…mais ou menos como esse comentário bem confuso.

    [Responder]

  5. Bon Scott says:

    Bacana o texto da Bianca.

    Queria pontuar a questão dos pais,olha,eu tehno 16 anos gosto de rock N Roll,Metal e qualquer subgenero,meus pais nunca me influenciaram em gosto musical,minha mãe é apaixonada só com MPB e meu pai curte muita pouca musica,mais MPB e poucos rocks da geração dele,eu nunca conversei com meu pai sobre música,fiquei sabendo que ele gostava de Led e AC/DC depois que eu comecei a gostar,mas enfim,eu acho engraçado falar que se um pai visse o filho vestido emo/gangster/whatever ele iria falar com o filho,eu duvido muito,nos anos 60 quando os filhos se vestiram com jeans descoloridos,camisetas floridas e sandálias os pais proibiram?Não.
    A junventude/adolescência sempre quis ser diferente,é normal da idade,os adultos entendem,afinal,eles já passaram por isso,tem um pai de um amigo meu que foi preso na ditadura e cuspiu no reitor da UFMG,o problema é que chegou num extremo ridículo,ninguem mais protesta,as pessoas preferem usar nike old scholl e ouvir os irmãos virgens na globo enquanto lêem capricho.O porquê disso são razões variadas que envolvem até técnologia no meio.

    Eu comentei com minha mãe isso outro dia,ela respondeu que em todas as gerações sempre existem os cabeças e os alienados,nos própios anos 80,por exemplo,vc tinha bandas como Poison e glam rock em geral que não passavam mensagem nenhuma,mas essa nova geração é completamente estúpiuda,não existem ”Cabeças” nessa geração,como o Pedro disse no post anterior,quem é a voz dessa geração?Justin Biba?Um rapper randon qualquer aí?Pelo jeito são eles sim,porque quem agente escuta quando liga a televisão?

    É claro,existem exeções,como eu,a Bianca e milhares por aí,mas como o própio nome diz,são EXEÇÕES.
    Pessoas estúídas e alienadas sempre existiram,mas atualmente elas são a maioria.

    Por fim vou deixar um vídeo que sintetiza isso,de um vlogger:

    PS:Não sou eu no vídeo,então não em falem que to fazendo propaganda,só to botando um material que achei interessante e que tem a ver com o assunto.

    Abraços.

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @Bon Scott, esse vídeo é do Felipe, do blog Controle Remoto.
    Sim, o que ele disse sobre adolescentes sempre quererem ser diferentes, é verdade.

    E, sobre o que você disse de “o problema é que chegou num extremo ridículo,ninguem mais protesta”, exemplo disso é o #forasarney, que, bem, era uma tag no twitter, grande revolução .-.

    [Responder]

  6. Poxa!!!! CARALHOPORRAPOTAQUEOPARIU!!! (Me desculpem pelo linguajar, mas a postagem mereceu… no mínimo.)
    Eu fico feliz que existam pessoas da minha idade que pensem assim, e que melhor! – escrevam assim – afinal o vocabulário das crianças de 15 anos de hoje, não ultrapassa da nova forma totalmente revolucionária e complexa de “miguxos, brinks, e seus ‘x’ e ‘iks’” realmente inteligentes.
    É meio difícil para nós “deslocados” desses grupinhos da modinha, montados pelo modelo jovem da Malhação/ Capricho/ Todas as porras do gênero, estar e tentar viver na sociedade atual. O nosso refúgio é estar com pessoas mais velhas (Pedro, você não é velho, apenas tem alguns anos há mais que nós – ponderando as paranóias), que pensem, ou, que no mínimo viveram numa época onde ser jovem era pensar, e que ser adolescente era ser o oposto. Não que os adolescentes de hoje pensem, pelo contrário, mas pelo menos naquela época eles não fingiam que tinha alguma porra de luz dentro de suas mentes brilhantes, que cintilam como os “clássicos” vampiros da Era ‘ELE É TÃO BONITINHO’ tão importante em nossa História.
    - A culpa é de quem…?
    Da Mídia, dos Pais e da Sociedade, principalmente da SOCIEDADE.
    Ao contrário da Bruna, eu nunca tive liberdade de escolha com relação a gêneros de música que ouço. Eu gosto de Rock, METAL, Jazz, Blues, MPB e Música Clássica. Minha mãe sempre brigou comigo, pois Beethoven é do capeta e o Pastor da Igreja onde fui criada não aprova que eu toque piano, se não for pra Deus/ Jesus.
    A Mídia é algo que pode ser proibido pelos pais até determinado ponto – pra mim foi. Já a Sociedade… é aí onde o bicho pega.
    Quando você começa a freqüentar a escola, quando você começa a conhecer pessoas que não são da sua família e derivados, sua mente pula e dá um salto grande, e é aí também onde o papel dos Pais e da Mídia aparecem com seus resultados. Não tem como controlar. Essa geração a cada vez mais se tornará colorida, berrante e chamativa – é o que eles tentam fazer.
    Agora chega de comentar – já ficou muito extenso isso. E parabéns a você Bruna. Ainda tenho orgulho por ser o que sou.

    [Responder]

    Bon Scott Reply:

    Ah,não sabia que era o mesmo autor do Controle Remoto,que bacana.

    @Nathalia Picelli,

    Realmente,a situação tende só a piorar,ia ter que rolar uma contra-cultura imensa comparável a dos anos 60 pra mudar alguma coisa.

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @Nathalia Picelli, siim, como eu disse, a sociedade influência muito, e quem não segue as “regras”, sofre um certo preconceito (ou exclusão) dos outros.

    [Responder]

  7. Oh meu Deus – O NOME DA GAROTA NÃO É BRUNAAA!! É BIAAAANCAAAA!!!
    Me desculpe Bianca! E parabéns de novo!

    [Responder]

  8. gustavo says:

    olooco , minha namorada escreve bem , rçrç *—*

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @gustavo, tô aprendendo u.u
    UDHSAUADSHDSH

    [Responder]

  9. Ana Paula says:

    Gente!!!
    Que bom ver estes comentários a respeito do texto da Bianca. Na verdade eu dificilmente comento posts de algum blog mais esse foi demais!! Além do texto, os comentários fazem uma reflexão de como os jovens querem se mostrar hoje. Trabalho em uma escola de Contagem com jovens de 15 a 18 anos e percebo uma certa “falta de orientação” por parte dos pais, não sobre música e sim sobre cultura! A falta de cultura de uma população freia o desenvolvimento de um país!! Parece um papo meio chato, mais eu acredito que deveria existir uma ponte entre diversão e conhecimento, unindo os dois e fazendo com que os jovens tenham uma sede maior de conhecimento, não acreditando somente naquilo que ele vê na tv. Não sei se consegui ser clara, más tentei!!Amo esse blog…bjuss a todos!!

    [Responder]

  10. Laura says:

    Bom, eu também dificilmente comento em posts, mas vamos lá.
    Eu também nasci em 94, tenho 15 e às vezes me surpreendo com a maioria dos outros adolescentes de hoje. A coisa aqui nem é a música que eles ouvem, eu me sinto tranquila e feliz no meu canto ouvindo rock clássico, metal e afins, mesmo sabendo que há gente por aí ouvindo Cine. Eu simplesmente não me importo.
    Agora, tudo começa a ficar complicado quando você fala alguma coisa em uma conversa e eles chegam “aaaah, mas você NÃO OUVE ISSO?” “como pode?” “por que você não gosta?” e coisas do gênero, sendo que se você perguntar pra eles porque ELES gostam dessa porcaria, eles simplesmente dizem que “é bom e toca na rádio”, ou “você tem que ouvir as bandas que estão na moda”.
    Desculpa, não tenho não.
    E pelo menos eu tenho amigos que também curtem rock e uma mãe que, apesar de não ter dado pitaco algum na minha escolha musical, pega meu iPod emprestado pra ouvir Queen.

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @Laura, mas também é mt bom ouvir as vezes: “sério que você não gosta disso? pelo menos ALGUÉM pensa como eu!” UHDASUDSH
    Falta de personalidade gostar das coisas simplesmente por serem famosas.

    [Responder]

  11. PedrO Bernardo says:

    Achei incrível o jeito com que você escreve, Bianca. Isso tendo apenas seus 15~16 anos. Apesar de eu também não ser tão velho e meus 17.

    Bom, no recente tempo de escola, no 2º e 3º ano do Ensino Médio tínhamos um grupo com um gosto bem eclético, porém mais voltado pro rock clássico. Quase todos dominavam pelo menos um pouco de violão. Conhecer um mínimo de instrumentação ja te da uma boa base pra discernir o que é uma música boa ou ruim. Creio que isso vale pra qualquer gosto musical.

    Não era preciso se vestir de preto ou ter roupas típicas de um estilo. Nos vestíamos normalmente (realmente é difícil conceituar o normal atualmente, mas consideremos normal aqueles que não tem motivo pra sofrer preconceito em meio a tantas tribos). Não necessariamente éramos taxados de excluídos.

    Éramos os poucos que se diferenciavam em meio a massa. Não tínhamos gosto de acordo com o que tocava nas rádios. Parece clichê, mas o que se vê hoje é reflexo do que a mídia impõe. Infinitos grupos de pagode, sertanejo universitário, bandas emo e agora, a mais nova moda colorida a qual eu não sei se ja existe um nome para o ‘movimento’.

    Não sei se também é assim com você Bianca, mas dentro de sala de aula, os que tinham gosto musical mais apurado, eram os que mais se destacavam nos estudos. Vejo isso como um sinal de que toda geração tem as suas exceções

    [Responder]

    Bianca Reply:

    @PedrO Bernardo, realmente, na minha sala as pessoas que só seguem as modas impostas não parecem ligar muito para os estudos, mas sim para o novo babado da Disney.
    E eu tbm posso ser considerada normal, não uso roupas marca texto, nem roupas pretas, simplesmente me visto como eu gosto .-.

    E sobre os instrumentos, eu tenho uma guitarra mas não sei tocar (ainda) UHDSAUHUDHUDHS
    Só que o pessoal que eu ando, a maioria deles sabe tocar violão~guitarra, talvez isso influencie um pouco sim.

    p.s: sim, o “movimento” colorido já tem um nome: power pop

    [Responder]

  12. Bianca… vc é um sucesso!

    Parabéns!

    [Responder]

  13. Guilherme_sam@hotmail.com says:

    Concordo plenamente com o texto, a cultura de massa é ridícula, padronizando a mente dos pobres jovens que nao tem intereçe em expadir seu conhecimento cultural e musical e se limita em viver nesse “mundinho” que a midia nos empurra porque assim você é “popular”, mas na verdade você é apenas uma ser fútil,vazio, incapaz de formar opiniões próprias. Outro ponto que eu gostaria de citar também é que essas modinhas sao extremamente passageiras logo amanha a mídia te empurra outro lixo que é um “fenômeno”.
    Bom…sinto pena dessas crianças só isso que posso dizer…
    tenho 21 anos e sinto orgulho em escutar desde country/rockabilliy (Johnny Cash), Folk (Bob Dylan, Bruce springsteen, Eagles), blues e varias vertentes de rock e do metal que nao caberia nesta textbox…, ou seja, gente que fez história na musica, mas busquei sozinho, nao tive inflencias familiares. Conhecimento você que busca basta querer.

    [Responder]

  14. Hellen says:

    Ei, Bianca! Como assim não há salvação? E vc é o que?

    Tenho certeza também que o que falta a esses adolescentes é o que voce tem de sobra: personalidade. Parabéns!

    E Pedro, obrigada!

    [Responder]

  15. yasmin viana says:

    Orro, assim como a Bianca, tbm nasci em uma época onde a musica ja estava em decadencia.
    Vejo esse texto como quase perfeição, porem devo fazer alguns comentarios.
    A culpa é dos pais tbm, mas nao só deles. A personalidade de cada um influencia.
    Eu tenho mais 2 irmaos, meu pai é rockeiro, guitarrista e tem otimo gosto. Eu sou exatamente isso… minha irma é uma colorida e meu irmao pagodeiro. Ambos tiveram a mesma criação, ambos ouviram led zeppelin quando eram crianças com meu pai tocando no violao. Ambos cantavam cassia eller e chico buarque.
    Triste? Para caramba. Muito mesmo, terque ouvir essa merda é triste.

    Outra, sim, a geração ta futil. Sendo cada vez mais imposta a paradigmas ridiculos.A culpa, sinceramente acho que é da sociedade como um todo, ganhando um gas pela midea e sendo sustentada pela internet.

    Mas temosque pensar, jovens são por sua natureza rebeldes. Essa geração cresceu em uma pós revolução musical. Sim, pq foi logo depois que todos os meus herois morreram ou foram tirados da midia.
    Cresceram com a evolução da tecnologia e de pensamentos nao mto mais liberais, porem modificados.
    Jovens que nao sabem mais pensar, nao tem mais o porque pensar, se acomodaram aessa politica de merda. Não tem mais nenhum gas para se rebelar, a nao ser a moda passada.
    Sim, pq a maioria delesnao gosta.:S

    Isso tudo é uma grande merda, pq surge seres sem criatividade, inteligencia e dom. Sao só rostinhos COLORIDOS, pq nem bonito é.

    Porem falar que nao temos esperança ja nao vejo exatamente algo assim. Se olharmos no cenario um pouco alternativo, e até na midea que ta trazendo as musicas antigas para novela, veremos coisas MUITO fodas.
    Mas tem que procurar.

    enfim, é isso … falei demais.

    Eu nao lia esse blog pq achava que fazia alusao a serie crepusculo:| vá entender.
    Gostei dele … parabéns \o.

    [Responder]

  16. yasmin viana says:

    Orro, assim como a Bianca, tbm nasci em uma época onde a musica ja estava em decadencia.
    Vejo esse texto como quase perfeição, porem devo fazer alguns comentarios.
    A culpa é dos pais tbm, mas nao só deles. A personalidade de cada um influencia.
    Eu tenho mais 2 irmaos, meu pai é rockeiro, guitarrista e tem otimo gosto. Eu sou exatamente isso… minha irma é uma colorida e meu irmao pagodeiro. Ambos tiveram a mesma criação, ambos ouviram led zeppelin quando eram crianças com meu pai tocando no violao. Ambos cantavam cassia eller e chico buarque.
    Triste? Para caramba. Muito mesmo, terque ouvir essa merda é triste.

    Outra, sim, a geração ta futil. Sendo cada vez mais imposta a paradigmas ridiculos.A culpa, sinceramente acho que é da sociedade como um todo, ganhando um gas pela midea e sendo sustentada pela internet.

    Mas temosque pensar, jovens são por sua natureza rebeldes. Essa geração cresceu em uma pós revolução musical. Sim, pq foi logo depois que todos os meus herois morreram ou foram tirados da midia.
    Cresceram com a evolução da tecnologia e de pensamentos nao mto mais liberais, porem modificados.
    Jovens que nao sabem mais pensar, nao tem mais o porque pensar, se acomodaram aessa politica de merda. Não tem mais nenhum gas para se rebelar, a nao ser a moda passada.
    Sim, pq a maioria delesnao gosta.:S

    Isso tudo é uma grande merda, pq surge seres sem criatividade, inteligencia e dom. Sao só rostinhos COLORIDOS, pq nem bonito é.

    Porem falar que nao temos esperança ja nao vejo exatamente algo assim. Se olharmos no cenario um pouco alternativo, e até na midia que ta trazendo as musicas antigas para novela, veremos coisas MUITO fodas.
    Mas tem que procurar.

    enfim, é isso … falei demais.

    Eu nao lia esse blog pq achava que fazia alusao a serie crepusculo:| vá entender.
    Gostei dele … parabéns \o.

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