Não sei bem como começar.  Talvez um “oi, tudo bom?” possa não ser a melhor solução.  Nem preciso explicar acontecimentos anteriores,  razões. Você vai entender, você espera isso. E você não sabe o peso que estou sentindo em entregar essa carta.

Não é medo de um fora e nem é cobrança por um futuro juntos. Na verdade eu tenho medo de perguntar o que acontece entre a gente e você entender isso como paixonite aguda minha. Eu realmente estou confusa, mas queria entender o que foi aquela noite. Uma pegação, um erro, um destino. Saber se nunca mais vai acontecer, se pode acontecer apenas em momentos de carência ou se pode envolver uma relação. Eu quero saber como me comportar quando te encontrar de novo. Se posso falar dos meus romances, se falo da gente ou se não falo nada.

Eu só tenho medo de não saber explicar essa confusão mental que estou passando e tornar isso um problema pra você; vai que era só uma pegação e você entende o meu desabafo como um pedido de namoro, você foge e o que eu mais temo acontece. Eu te perco.

Você é a última pessoa no mundo que eu gostaria de perder, de verdade. Não é por uma questão de paixão. Eu amo você, como sempre amei. Eu sempre gostei de estar do seu lado, de ficar abraçada sem dizer nada, de passar um tempão do seu lado e a gente se tratar como amigos e nada mais. Sempre gostei dessa cumplicidade e da maneira como nos tratamos quando nos encontramos ou reencontramos, afinal, chegamos a passar meses longe e ainda assim a volta é sempre tão íntima, como se nunca tivessemos nos afastado.

Eu tenho medo de te perder, ficar sem esse contato, essa confiança, esse carinho. Tenho medo de te afastar por um mar de pensamentos sobre a nossa relação, sobre você. E realmente admito que não sei o que eu estou sentindo, porque pensar em o você que sente, me fez parar pensar o que eu sinto por você. Eu sei que gosto de estar com você, gosto de você, mas prefiro não pensar exatamente como é esse gostar até descobrir o que você acha de mim. Sei do seu carinho, mas qual o ponto que isso chegou? Ou não?

Fiquei confusa com o pós-encontro. Ao mesmo tempo que senti um envolvimento seu, senti uma dificuldade sua em falar sobre isso. E não sei se é medo passar da amizade para o romance, ou se não foi bom e você não quer mais. São tantas dúvidas que eu não sei por onde começar, e mais, fica declarado o meu medo de te enlouquecer. Já disse, não é pelo fora, mas por você sair correndo me vendo como louca. Claro que imagino que o mesmo pode passar pela sua cabeça agora, você pode ter as mesmas dúvidas e deixar esse assunto todo de lado com medo de perder.

E não arriscamos por que? O possível romance vale o risco de perder a amizade? E se só eu acredito que isso pode ser uma paixão e você viu apenas como uma ficada. Como fica minha cara depois? E se você quer uma relação e acho que não o momento? Não sei o que pensar, não sei o que sinto e muito menos o que eu faço. Me vejo como uma adolescente de 12 anos apaixonada pelo professor. Quero me comportar como uma adulta séria e perfeita pra você, mas sei que não vê desse jeito (até porque você me conhece).

Se foi só um caso, posso arriscar aparecer com alguém na sua frente? Vamos levar isso de uma maneira natural? Vamos ter outros encontros? Vamos voltar apenas para a amizade?

Melhor não mandar isso e deixar como está. Eu na minha insegurança e, assim, talvez perca uma chance de ser feliz ao seu lado e com você!


  1. Não é a maneira como costumo escrever por aqui, mas gostei a experiência. Tenho alguns textos como um desabafo mesmo, em primeira pessoa, e acho o resultado sempre surpreendente. Se gostarem passo a fazer mais alguns…

Não há palavras para descrever tal emoção, para descrever tal desenvoltura, tal magnitude.

Com vocês, Ritual – A Melhor Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos

***

1 – Vi o link no Matando Robôs Gigantes, que aliás, é um dos melhores podcasts do Brasil. Vale muito a pena ouvir.

2 – Me mijei de rir vendo o vídeo.

O papel em branco…

Escrever é uma coisa estranha. Usar das palavras para comunicar exige uma grande concentração e foco nas letras; porém, também é preciso divagar em pensamentos para referenciar o que está sendo escrito. Nada surge do nada. E, antes da escrita, há a tortura do papel em branco, sem nada…

No meu caso, como nasci na era dos sedentários da internet, é a página do Word em branco. Palavras surgem e somem, contextos aparecem e desaparecem, referências nascem e findam, subitamente. Agora entendo porquê professores e mamãe dizem que estudar muito ajuda a organizar as ideias na hora de escrever, ajuda mesmo.

Volto-me a focar no texto. No Word, o cursor sobre a página branca me aponta que não escrevi nada. Pisca, pisca, pisca, pisca novamente. Cada vez que pisca, é uma lembrança de que não comecei.

Escrever é uma ânsia. Após começar as primeiras letras, mesmo que não sejam definitivas, sou tomado por uma vontade inexplicável de acabar de escrever. Não consigo começar um texto e terminar no dia seguinte, terminar horas depois já é uma tortura. Vá entender.

Todos vamos morrer. O mais religioso homem conformado com a ideia de uma vida eterna sabe que vai morrer, e fica, no mínimo, ressentido. Escrever é um jeito de tirar esse peso da morte, de criar algo que vá sobreviver ao tempo, um pedaço de você que não findará ao fim da vida.

Lutar contra esse papel em branco, essa caixa misteriosa, é um dever complicado. Por isso sustento que o escritor é deveras quixotesco. Nós sempre esperamos escrever algo bombástico, revolucionário, inquiridor, chocante ou, pelo menos, curioso. Nada problemático, visto que disse que a escrita é um jeito de sobreviver à morte, verdadeira religião.

Não satisfeito em achar uma tremenda dificuldade começar um texto, só quem se aventura pelo universo dos símbolos escritos entende o sofrimento para finalizar sua obra. Sempre fica aquela sensação irrisória, mas insistente, de que não está bom. Não encontro ser mais autocrítico do que o escritor. E autocrítico pessismista, pois sempre acha que seu texto não está bom.

Mas, afirmo que escrever é como um vírus. Podemos ver que traz todo esse sofrimento e ânsia, mas cada vez mais e mais queremos escrever, nos superar, superar as críticas, superar a morte. Escrever é a vida.

De acordo com Liam Gallagher, pode.

Olha, eu sinceramente sempre achei os irmãos Gallagher uns chatos do caramba… nojentos e tal. Não musicalmente é claro, já fui bem fã de Oasis[bb]. Mas odiava os caras. De qualquer forma, hoje o Liam – o irmão menos talentoso – deu uma declaração que fez soltar um PUTAQUEOPAREL! Finalmente alguém deu um tapa na cara da sociedade musical. Alguém de peso, diga-se de passagem.

Segue o que Liam disse:

“Para mim o download é a mesma coisa que eu costumava fazer quando gravava as músicas que tocavam nas rádios. Eu não me importo. Aliás, eu odeio essa reclamação toda que os artistas fazem em torno da pirataria.” – Veja a notícia aqui.

TOMAÍ!

Esse mesmo papinho, esse mesmo mimimi começou há mais ou menos 16 anos atrás, com o famigerado Napster – se você não sabe o que é isso, procure no Google. -, grandes artistas, músicos fodões, hadbangers badass ficaram louquinhas em suas roupas de couro e soltaram os cachorros. Já rolou muita água em baixo dessa ponte, muito nego já falou de tudo. O Napster foi só o início de uma revolução que passou por várias etapas; os famosos softwares P2P – KaZAa, eMule, Limeware, etc; BitTorrent; Venda de Mp3; Youtube e sites de armazenamento (Rapidshare, Megaupload, 4Share, etc.).

No meio disse tudo, muito processo, muita briga, muito nego dando pití, muito nego ganhando dinheiro – vide os caras do Pirate Bay -, mais processos, leis, campanhas contra pirataria, processos e… não deu em NADA! O iPod veio aí para ferrar ainda mais com as grandes corporações, gravadoras e tal. Eu adorava comprar CD`s, mesmo. Aquela sensação de entrar numa loja de “discos” comprar um CD de uma banda que você já ouviu falar, chegar em casa colocar no discman e sua cabeça explodir com a sua nova melhor banda do mundo, simplesmente não tem preço. Mas também não tem mais lugar. Talvez apenas na memória.

Comprar o álbum de alguma banda hoje em dia simplesmente não faz sentido nenhum. Primeiro que existem mp3 do tamanhos de dedos mindinhos, até menor. Andar com um Discman hoje é como andar com um Startak da Motorola, o famoso tijolão. Existem os saudosistas é claro, mas é uma questão de prática. Ainda tenho meu Discman – que toca mp3 aliás – mas só escuto em casa, e muito de vez em nunca.

Segundo que discos são caros demais. E nem adianta falar que na minha época era barato. Na verdade, era mais caro ainda, já que eu não trabalhava, não tinha mesada e conseguir 20, 25 reais era quase o mesmo que conseguir 500 reais hoje. As gravadoras, e muitas bandas simplesmente não aceitam o fato de que as coisas mudaram. As gravadoras eu até entendo, porra, morreu a galinha dos ovos de ouro. Agora as bandas amigo… sinto muito, mas vocês são um bando de idiotas.

Quer um exemplo? O Radiohead. Foi a primeira banda inteligente, os caras colocaram o cd para baixar no site e você pagava o preço que quisesse. Do ponto de vista publicitário, essa foi uma jogada genial. Fã que é fã, baixou e pagou. Pessoas que só queriam baixar o disco, baixaram e não pagaram nada. Ok. O fato é TODO mundo falou disso, virou um hype gigantesco e o Radiohead foi a banda que mais faturou no mundo naquele ano.

O que eu realmente não entendo, é que ESSES RETARDADOS, sabem que de tudo que eles ganham a MENOR parte vem da venda de CD`s. Porra.

“Pelo menos eles estão baixando suas músicas, preste atenção! Você já tem cinco mansões! Está reclamando do que? Cale a boca!” – Liam Gallagher

Ainda mais hoje que todo dia a maioria das pessoas tem uma banda preferida de todos os tempos, é muito melhor você ter todos seus clipes no Youtube, suas músicas sendo baixadas, seu nome falado em tudo que é rede social, do que ter seu CD colecionando poeira em algum armário, ou pior, na estante de uma loja fadada a falência.

“Se as pessoas estão dispostas a ter CDs nossos em sua coleção, bom para eles. Seria absolutamente ridículo que um rockstar exigisse que pessoas pagassem pelos álbuns. Os mais jovens por exemplo não têm muito dinheiro para pagar por um disco. Então, se ele pode encontrá-lo gratuitamente, vá em frente!” – Liam Gallagher

É a mesma coisa com a publicidade. A mesma coisa. Enquanto não perceberem que a coisa não tem mais jeito, vão continuar gastando milhões dos clientes e angariando cada vez menos resultados.

***
1 – Tenho certeza que o Diego tinha um post sobre isso.

2 – Vi a notícia do Gallagher no Geek.com.br

3 – Alguém ainda compra CD?

Finalmente! Eu estou prometendo essa seção há não sei quanto tempo… acho que desde o início do ano. Antes que você reclame, eu vou logo avisando que essa é uma seção que veio pra ficar, principalmente com a Copa do Mundo chegando. Eu amo futebol desde que me entendo por gente e amo escrever desde a mesma época, não juntar as duas coisas seria besteira. Além do mais, eu – assim como todo brasileiro – sou publicitário e claro, o melhor técnico de futebol do mundo.

Outra coisa que eu queria deixar bem claro é que essa não será uma coluna sobre o Atlético, sobre a Seleção ou sobre qualquer outro clube/seleção que eu goste. Essa coluna é sobre o esporte, sobre o futebol. Na verdade, sobre a minha visão do futebol. Quem gosta, tenho certeza que irá adorar, quem não gosta… bem, tem vários posts aí pra ler.

Espero que dê certo, já tenho vários posts engatilhados para a coluna, mas estava esperando o momento certo de entrar em campo. Aí eu vi que teria que ser hoje.

Hoje, meus amigos, venceu o Futebol e não o pragmatismo.

Essa foto retrata muita coisa que eu gostaria de falar.

Sim, eu vou falar sobre o Santos, sobre Neymar, sobre o futebol chato, o bom futebol e claro, mandar o Dunga convocar o Paulo Henrique Ganso.

Toda vez que aparece um futebol como o do Santos de hoje em dia, milhares de projeções, pitacos, besteiras, aparecem na mídia. Os dois principais da foto retratam muito bem isso. Robinho também surgiu em um time incrível que colocou o Santos novamente entre os grandes, as viúvas de Pelé finalmente puderam sorrir. O problema é que Robinho não tem personalidade, virou marionete da Globo e refém de suas pedaladas. Daquele time, Diego foi, e é muito mais jogador que Róbson. O caráter duvidoso de Robinho lhe rendeu uma saída desconfortável do Santos, uma briga feia no Real Madrid e pirraçou tanto na Inglaterra que foi mandado de “castigo” pro Brasil.

Em pouco mais de um ano que acompanho o Neymar já reparei que ele tem muito mais personalidade que Robinho jamais terá. Ele e o time. Tomara que ele aprenda com Robinho e não faça nada do que ele fez. É provável que o Santos vá para a Libertadores no ano que vem, e se Neymar e Ganso ficaram até o final daquela competição tem tudo para entrarem para a história. Eu não estou simplesmente entrando para o Neymar Futebol Clube como todos no Brasil, eu estou apenas relatando os fatos. Espero de verdade que ele não cometa os mesmos erros de Robinho e Pato. Esse último tinha tudo para ser titular na copa do mundo, foi cedo demais para o Milan. Poderia ter brilhado e se agigantado aqui.

Santos e São Paulo travaram uma guerra que vem sendo “lutada” há anos; O que é melhor: o futebol bonito, ou o futebol feio, pragmático mas que ganha de 0,5 x 0? Antes de eu responder, faço outra pergunta: Futebol força, corajoso, bonito* ou Futebol temerário, retranqueiro, de bola parada?

Primeiro, Futebol força não é o futebol daquele bando de nego que acha lindo quando um zagueiro com porte de montanha quebra a perna de um jogador habilidoso. Futebol força, de coragem é aquele futebol sem medo. Que arrisca, que tenta, que briga 90 minutos com faca nos dentes. Pode até perder a batalha, mas sem nunca deixar de lutar. Esse aliás, é a escola sulamericana de futebol. Essa aliás, é a maneira do futebol brasileiro que somada à nossa genialidade, habilidade e inteligência nos fizeram o país do futebol. Mas que de uns tempos pra cá o pessoal meio que esqueceu.

Pode perder o jogo, pode perder a final, só não pode ter medo. Esse mesmo medo, tirou a final do São Paulo hoje. Que há muito tempo joga o futebol feio, mas de resultado. O Santos hoje sem ganhar nada, pra mim, é 10 vezes mais do que o São Paulo Tri Campeão. Falo isso sem medo. Talvez por torcer pro Atlético, eu aprendi que futebol não é só quem tem mais títulos. Graças aos Deuses do futebol, o São Paulo hoje perdeu para o futebol como deve ser. Ofensivo, bonito e inteligente. Esse futebol do Santos dá medo, futebol temerário não. Hoje infelizmente, a Seleção Brasileira não está colocando tanto medo assim. A camisa amarela da medo nos adversários, sem dúvida. Mas Josué, Julio Batista, Kaká machucado, Elano, Felipe Melo, não colocam medo em ninguém. Se a camisa estiver vazia, vai chegar a hora em que vão pisar nela.

Voltando a pergunta lá em cima, eu prefiro muito mais o Futebol Bonito. Eu e um monte de gente. É só perceber que a maioria das pessoas estão preferindo ver os jogos do Santos do que o do próprio clube. Quantas pessoas não estão loucas por não poderem acompanhar de “perto” Messi fazer chover pelos campos e cantos da Europa. Quando aparecerem times assim, jogadores assim, sempre tem aquele comentarista super foda que diz “Ganha de 10 x 0 do Tchubarubaiense, quero ver quando for jogo grande”. Meu caro amigo comentarista, o Santos venceu deus e o mundo, só perdeu um clássico, DESTRUIU o poderoso São Paulo. Tudo bem, é apenas o campeonato paulista. Engraçado como os estaduais são diminuídos e exaltados quando mais convém a alguns jornalistas.

O que mais me admira nesse time do Santos, é que não importa o placar, o negócio é ir pra frente e fazer gol. Estraçalhar times pequenos, ao contrário do que pensa a maioria dos jornalistas, significa sim MUITA coisa. Significa que o time joga futebol. Foda-se o adversário, queremos ir lá, jogar bem e fazer gol. Se fosse assim, toda vez que um time “grande” jogasse com um pequeno, devia ter goleada. Já que isso não significa nada.

Viva o futebol moleque, o futebol de várzea, o futebol que de tempos em tempos o Santos mostra para o mundo.

Só falta uma coisa para que Neymar entre de vez para os livros, que ele faça como Edílson, o Capetinha. Futebol ficou chato demais, o Santos mostra o quanto estamos carentes do futebol que sempre quisemos ver.

***PITACO***

Só para explicar: Toda vez que eu postar a coluna vou dar alguns pitacos, vale qualquer coisa.

Pitaco 1: FINALMENTE EM, Botafogo?!

Pitaco 2: Santos campeão paulista. (genial esse em?)

Pitaco 3: Atlético campeão mineiro.

Pitaco 4: Tomara que eu esteja errado, mas na itália vai dar Inter, de novo.

Pitaco 5: Se existe alguém para tirar o título de Bicampeão Europeu do Barcelona, esse alguém é o Bayern

Pitaco 6: Vai dar Grêmio no gauchão.

Pitaco Polêmico: Dunga leva Ganso pra copa, mas não leva o Neymar.

***

1 – Viu? Quase não falei do Galo.

2 – Como aqui é só comentário, o texto já foi, queria dar “parabéns” ao Cruzeiro por achar que tudo já estava ganho mais uma vez. Tá, tá, eu sei que tavam cansados da viagem pro Chile e tudo mais, mas isso não é desculpa. Nem de longe.

3 – E aí, o que acharam?

Vejam:

Um dos melhores episódios de animação/desenho animado, que eu já vi na minha vida. Passei mal de rir. E ainda ganhei um bordão.

“- Meus pratos! Meus pratos de porcelana!

- Susseeeega, menina maravilha…

- DO QUE FOI QUE VOCÊ ME CHAMOU?!

- …

- Eusoudanoite!”

Obrigado mais uma vez, Batman.

***

1 – Em homenagem ao amigo @caioabbath

O nome do post é sim com trocadalho do carilho, e não tem nada a ver com James Dean[bb] e… bem, na verdade tem a ver sim com ele, já que Dean era homossexual. Esse post é para falar da geração assexuada que veio depois da minha. Acho que posso dizer com orgulho que provavelmente a minha geração foi a última com alguns lampejos de macheza. E antes que você venha me chamar de homofóbico, “macheza” não quer dizer chapéu, botas, bigode e um Hollywood na boca. Macheza quer dizer personalidade.

Isso, meus caros, acabou. Quer um exemplo? Na minha época, esse cara aí em baixo era um ídolo. Era um exemplo a ser seguido, TODOS queriam ser igual a ele. Kurt Cobain[bb] era o retrato de uma geração, a geração junk. O último suspiro do rock.

Hoje, esse “garoto” aqui é o retrato da nova geração.

Não que minha geração tenha mudado o mundo ou coisa do tipo, como eu disse, foi o último suspiro de um movimento que está morto e enterrado, já estávamos perdendo as esperanças e deixando de acreditar na humanidade. O que eu quero dizer é que minha geração, precocemente, já havia se dado conta de que era tudo uma grande piada. Assim como sabia Edward Blake – a.k.a O Comediante -, sabíamos como o mundo era, mas não tínhamos mais forças para mudar alguma coisa, e ter consciência disso não significa uma boa coisa.

Mas a maioria de nós tem personalidade. Ou tinha. Hoje, são raríssimas exceções. Hoje nas salas de colégio temos câmeras digitais ao invés da clássica bolinha de papel. Hoje temos o cabelo chapinha (para homens) ao invés do desgrenhado grunge da minha época. Hoje temos óculos Wayfarer ao invés dos raybans míticos de nossos pais. Hoje temos camisas verdes marca-texto ao invés do preto, calça jeans surrada e allstar velho.

Se quiser entender de verdade, leia esse post genial do Luke sobre os Colírios da Capricho.

Hoje temos crianças de 21 anos ao invés de adultos com 16.

Espero ansiosamente pelo próximo reboot. Que isso saia rápido de moda. Eu não quero ser um pai Ditador e dar um tabefe no meu filho quando vir ele com franja.

Mas há esperanças, a guerra está instaurada. Conheça Paulo Pokemón aqui e aqui.

***UPDATE 2***

Não… desistam… não há mais esperança alguma…
Vejam… ou melhor, não vejam isso…

Corrão para as montanhas.

Não me culpem, foi o @gustavomafia que passou o vídeo.

***
1 – Assine o feed do Que Diabos?

2 – Eu falei da minha geração, mas infelizmente temos uns ovelhas negras. Rafael Barbosa insiste em ser da geração Colírio da Capricho.

3 – Sim, post pequeno. Acostumem-se.

4 – ***UPDATE*** - O leitor “Eu”, indicou esse post do Controle Remoto em que o Felipe Neto fala basicamente o mesmo que eu.

Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, me formei #porra

E ontem foi a minha colação – F.I.N.A.L.M.E.N.T.E

E como pessoa aparecida que sou, fiz a homenagem aos pais. Na verdade juntaram alguns cursos na mesma colação (turmas pequenas…), logo seria uma homenagem para todos os cursos (tanto que na hora eu mudei algumas palavras do texto original como “4 anos” para “vários anos/alguns anos/por anos”…) e a titia aqui fez!

Primeiro quero falar sobre a formatura. Entramos de pantufas, foi lindo! E o mais legal é que na hora de vestir a beca eu tava com um salto de 12 cm e o moço me deu uma beca compridona, na hora que coloquei a pantufa eu pisava na beca de tão arrastando no chão que ficou.

Fizemos alguns cartazes do tipo “Você ainda verá esse rostinho na globo”, “Já peguei”, “Só passou porque colou”, “Procura-se emprego, tratar aqui”, “Luiz Gustavo gostoso e Nassir delícia” (professores nossos, #brinks), “Já deu, né?”, “Zzzzzz”…tudo aquilo que a gente podia zoar. Na verdade estavamos tão frenéticos que não lembro de metade da colação.

No entanto eu vim aqui pra fazer você chorar. Ou melhor, para mostrar o texto do momento que vi muita gente chorando. A homenagem aos pais.

“Sinceramente não sei qual o momento mais difícil da noite. Quando me chamaram para fazer a homenagem aos pais eu pensei que seria relativamente fácil, depois comecei a achar uma missão impossível. Conversei com tantas pessoas sobre o assunto e todos só diziam “relaxa”. Depois vi que a missão do orador também não é simples. Falar de sentimento não é fácil, sentir é muito mais eficaz. Outro dia ouvi que não se explica amor, você faz determinadas coisas que representam o sentimento.

E é justamente esse amor que nos fez terminar a faculdade. Amor dos pais, avós, tios, primos, irmãos, filhos, marido, mulher. Enfim, amor daquelas pessoas são parte da nossa vida, pessoas que nos tornaram o que somos hoje, pessoas por quem fariamos tudo. E o tudo de hoje é apenas um singelo agradecimento por tantos anos de amor, pela confiança depositada, pela paciência exercida, pelo carinho quando mais precisavamos.

Foram 4 anos que não percorremos sozinhos. Mesmo que a distância física fosse enorme, a base já fora construída, chegamos na vida universitária prontos e ao mesmo tempo necessitados, pois tantos foram os momentos de pedido de colo pelo cansaço desses 4 anos. Adultos que precisavam de carinho daqueles que mais representam a nossa própria vida, nossa família. Adultos tão frágeis e vulneráveis que procuravam e continuam procurando o amor destas pessoas tão importantes.

Um vida inteira em 4 anos. O reflexo de tudo aquilo que aprendemos antes da faculdade e o fortalecimento que tivemos durante o curso. Crescemos, hoje podemos dizer com orgulho que estamos formados, e não seriamos o que somos sem a ajuda de cada um vocês, sem o apoio, o conforto e até mesmo as broncas. E sabemos o quanto cada um de vocês se orgulha em ser parte essencial dessa história e dessa formatura.

Hoje não é só o nosso dia, é dia de agradecer cada um que participou da nossa formação. Dia de lembrar quantas dificuldades cada um teve, mas acima de tudo lembrar a superação e saber que terminamos essa fase juntos e ainda mais unidos.

Falo em nome de todos os formandos presentes. Obrigada por me tornar uma pessoa melhor, amadurecida e preparada para também transmitir esse amor um dia aos meus filhos. Obrigada por cada bronca necessaria, cada abraço caloroso, por me mostrar o caminho a seguir, por me deixar livre para seguir o meu próprio caminho. Se pudesse escolher minha família, escolheria vocês. Obrigada por tudo…mesmo.”

E agora  um momento rápido de  homenagem aos alunos…não conseguimos passar esse vídeo ontem, infelizmente. O @rickfelix fez correndo, mas ficou tão lindo!
Para os meus amigos:

“Entre trabalhos, restou o conhecimento. Entre discussões, restou a amizade. Entre bebedeiras, restou a risada. Entre tantas emoções, restou pra esse momento a maior de todas, a nossa colação! Rimos, choramos, batalhamos. O esforço de cada um para se formar é nítido; bastam 5 minutos de conversa para conhecer a luta pessoal de cada aluno para chegar onde estamos hoje, formados! Cada um com sua particularidade transformou essa turma na mais esforçada, a que com certeza marcou a vida dos professores.
A união de um grupo pequeno em quantidade, grande em coração. Pessoas que serão lembradas pra sempre, e que já sinto saudade, e aposto que todos sentem.

Se pudesse lembrar cada situação, cada palavra dita, cada risada ouvida, cada lágrima derramada, ficariamos aqui por mais 4 anos, mas não seria demorado, pois são memórias são gostosas de relembrar que seriam outros 4 anos mais rápidos da nossa vida. Como esses que passaram. Durante as épocas de entrega de trabalho viamos o mundo girar tão rápido que nunca ninguém entendeu como conseguimos deixar tudo pronto. Já outros momentos passavam tão devagar que torciamos para acabar logo. Fases que passamos juntos e daqui 20 anos teremos as mesmas lembranças, e em cada rosto as lágrimas terão o mesmo significado. Saudade!

Alguns serão nossos amigos para sempre, outros serão conhecidos e alguns nunca mais veremos. Mas isso não significa que cada uma dessas pessoas não foi parte importante de cada vida. A diferença é que nos identificamos ou tivemos mais contato com um certo grupo, no entanto todos fomos tocados e influenciados por cada um.

Agradeço cada momento, cada riso, cada choro. Agradeço poder ter feito parte da vida de cada um de vocês, e ter partes de todos comigo também. Agradeço ter tido a oportunidade de aprender que faculdade não é só conhecimento técnico para a vida profissional, é um amadurecimento pessoal extremo e compartilhado com outras pessoas que tem o mesmo objetivo. Agradeço crescer e ter lembranças especiais que vou contar para os meus netos um dia. Agradeço viver esse e tantos momentos, acima de tudo.”

Eu sei, tinha que ser “Da Leitora”, mas o nome da seção é no masculino então vai ficar assim.

Bom, Camila foi daquelas prazerosas “descobertas” que tive no e-mail do Crepúsculo, em meio aos milhões de spams. Claro que tive que ter a ajuda dela – ela avisou que tinha mandado e-mail. Aliás, caro leitor, ou cara leitora (olha, vamo combinar uma coisa… quando eu escrever caro leitor entendam caro leitor, ou cara leitora. De jeito nenhum vou escrever caro (a) leitor (a)) quando você mandar um e-mail para o crepusculo@ocrepusculo.com, avise. A chance deu ler seu e-mail aumenta 99%. Se for por twitter, melhor ainda.

Bom, voltando à Camila, ela me mandou os links dos textos dela e eu adorei. Ela tem um estilo próprio e escreve de um jeito que te prende ao texto e faz a imaginação voar.

Aproveitem os dois textos que eu separei do Tumblr dela.

***

Texto 01

E seu salto agulha espeta o chão, como se fosse seu pior inimigo. Pretos, de couro, brilhantes. Vorazes. Não sou só eu quem está bobo com a vista da bela mulher que invade a porta do bar, roubando a cena. Metade dele está. A outra metade só está bêbada demais para vê-la. Sentou-se sobre o balcão e não olhou para ninguém.

Ver uma mulher de vestido sentar-se, é colírio para os olhos. Um único movimento e os coxões morenos estão de fora. Eu sentado a poucos metros dela, a devoro com os olhos, enquanto seu perfil se mostra uma das coisas mais lindas que já vi.

Tão logo, o barman coloca o primeiro drink de graça sobre o balcão, de frente para ela. Cortesia de um otário de meia idade, do outro lado do bar. Ela mal olhou para o drink à sua frente, tampouco para o mané que tentava a cortejar.

Pensei na possível aproximação. Tá, era uma idéia idiota. Uma mulher gostosa e sozinha intimida qualquer macho predador nesse mundo. Inclusive a mim. Nos iguala a crianças de frente para o maior ídolo. Por momento algum, desgrudei os olhos. Minha cerveja poderia esquentar, eu pediria outra. Mas ela poderia sair por aquela porta a qualquer momento e eu não teria a chance de comê-la.

A porta de madeira do bar se escancara novamente. Olhando aquela mulher à minha frente, esqueci-me que estava esperando alguém. Uma qualquer. Qual era o nome dela mesmo? Já não fazia muita diferença. Eu só sei que a minha companhia para aquela noite exalava um perfume forte, terrivelmente doce, a saia curtinha, as pernas finas. Olhei-a de relance e depois me levantei para cumprimentá-la, com um galante beijo na bochecha. Tão ruim conhecer o paraíso e ter de se conformar com o purgatório!

Por educação, dei mais atenção à mulher que estava comigo, do que aquela que eu definitivamente queria. A magricela era chata, ciumenta, não falava nada mais do que “Aiiinnnn Amorrr!”. Quem foi o maldito que criou essa mulher? Onde fui arranjar aquilo? Conteite-me com a escolha que fiz. Não era o suficiente para mim, mas aguentei firme. Só sei que voltaria naquele bar mais vezes. E uma dessas vezes, eu teria vergonha na cara e tentaria falar com aquele fascínio.

Qualquer dia, Hoje não. Hoje ei de me contentar com a escolha.

[/comentário] Esse é o meu preferido, é fantástico. Foda.

***

Texto 02

Ela me puxa para baixo quando goza. Dá pra sentir cada parte do ser dela cravando-se em mim. As unhas nas minhas costas, as mãos suadas, espalmadas, trêmulas, sedentas.

E a brisa passa nos olhos dela. Ganham brilho. Um brilho que não estou acostumado a ver. Linda. A cabeça reclinada ligeiramente para trás, enquanto a boca entreaberta, quase me pedindo um beijo. Enlouqueço. Fácil. Seguro-me para não gozar junto. E é relativamente fácil amá-la assim. De boca fechada. Sem cuspir os rotineiros palavrões contra mim. Os cabelos roçando em minhas mãos enquanto em suas costas, quase como um abraço.

Deixo escapar um gemido e ela sorri. Odeio gemer perto dela. Ela volta para o incrível pedestal de mandona de sempre. Os olhos me desafiam, a boca se abre em um sorriso cafageste que homem nenhum nesse mundo consegue resistir. Um misto de amor e ódio se encontram no meu peito, enquanto os seios dela roçam em mim. Está de volta a mandona de sempre. O ódio se esvai, conforme as sensações se intensificam. Sobram só o amor e o sentimento de como sou sortudo. Se ela não me botar nos eixos, ninguém botará.

E eu deixo. Não tem como dizer não àquela carinha. Brisa nos olhos dela de novo. E um sorriso limpo, dessa vez. Meu controle e meus instintos em suas mãos. Dói ter o ego confrontado. Doerá mais ficar sem ela.

Outro gemido me escapa. Agora já era. Ela sabe que me tem de todas as maneiras possíveis. Dói saber disso. Mas não consigo dizer não.

***

1 – Mais uma vez, o Tumblr da Camila. Nem preciso dizer para vocês assinarem o feed né?

2 – Mais uma vez, o e-mail para contribuições é o ocrepusculo@ocrepusculo.com; Coloque “Contribuição do Leitor” no assunto do e-mail. =D

3 – Só uma dica: pode ser texto de qualquer tipo, pode ser pra divulgar seu blog (Textos, ok?), pode ser resenha de filme, jogo ou banda. Enfim, qualquer coisa.

E se eu quiser colocar só o vídeo de uma música aqui sem falar nada?

Quem me segue no twitter, talvez tenha percebido no último mês, minha fixação por Estranged. Essa, é uma das músicas mais lindas que eu já ouvi. Letra, arranjo e performance. Tudo perfeito.

Abaixo o vídeo, e no final uma estrofe, que vai te dizer o que faz dessa música uma música perfeita.

“I’ll never find anyone to replace you
Guess I’ll have to make it through
This time, oh this time, without you
I knew the storm was getting closer
And all my friends said I was high
But everything we’ve ever known’s here
I never wanted it to die”

***

1 – O coração partido escreve as melhores canções, os melhores textos, os melhores poemas e os melhores roteiros.

2 – Obrigado Axl Rose.