* Essa é uma história de ficção, e todos os personagens aqui descritos são ficcionais. Mas com certeza essa história – ou bem parecida – já aconteceu com alguém.
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Revisitar a infância é algo realmente muito estranho. De vez em quando, tenho alguns insights que me fazem lembrar do quão pilantra eu fui na minha época de moleque. Todos os anos, eu e meus amigos do Ginásio nos reunímos para lembrar, comentar, rir e chorar de antigas histórias do saudoso Colégio Santo Agostinho.
O encontro do ano passado foi marcado para o dia 16 de outubro, no pátio e quadra do colégio. Lugar agradável, nostálgico e que, apesar das mudanças, tudo permanece igual. Boa sensação estranha em sobreviver ao tempo, mesmo que ele nos leve um pouco do corpo, nos traz muita sabedoria.
Porém, sabedoria me faltava na época de garoto, eu era arteiro, daqueles de sempre ser expulso da sala toda semana. O que fazer? Eu achava a escola um saco, um desperdício de energia decorar aquelas coisas. Chegava de manhã já pensando no recreio, e voltava do recreio já pensando na saída. Tem como aprender alguma coisa sem estar feliz? Já não basta na escola aprendermos a ter medo uns dos ouros, a nos compararmos e competirmos, ainda temos um ambiente frio, sem contato com a natureza e com a vida, onde a única salvação são os amigos que fizemos, e que tenho a sorte de revê-los até hoje, no auge dos meus 25 anos.
Contudo, caro leitor, vou deixá-lo por dentro desse dia tão maravilhoso, principalmente de uma lembrança que tive. Ao chegar no colégio, por volta das 8 da manhã, de cada encontrei Dig, grande amigo que não via há anos. Seu nome é Diego Hilário, e tivemos que reduzir para Dig pois seu nome é hilário, não dá pra levar a sério. Dig também era um dos arteiros que me acompanhava em todas as merdas que fazíamos no colégio, e fora dele também. Ele me mostrou que muita gente bacana já tinha chegado: Juninho, Bárbara, Cid, Cezão, Barba Azul (Pedro), Mocotó (Outro DIego), Mossoró (Alex) e muitos outros.
A frase que mais ouvíamos era “quanto teeeeeeeeeeeeempo!”. Principalmente da Bárbara, aquela amiga espalhafatosa que todos adoram, por seu jeito meigo e doce de ser. Dig fazia juz ao seu sobrenome, e logo tratava de lembrar de todas as mazelas da infância. Todos reunidos ali passamos bons momentos juntos, boa sensação estranha de voltar no tempo.
Papo vai, papo vem, e lembrei de um caso muito engraçado que tive com Dig, em sua casa, vou explicar: Eu e ele morávamos perto, algumas ruas de distância. Dig sempre dava um jeito, arranjava uma desculpa, de ir lá para casa depois do colégio. Era algum dever de casa que faríamos, ou jogávamos video-game e batíamos papo. Minha mãe, com seu bom coração, sempre oferecia: “Diego, quer almoçar aqui em casa?”. Ele respondia sem pestanejar: “Claro Tia, adoro sua comida!”. E assim seguia a vida.
Um dia reparei que nunca almocei na casa do Dig. Depois do colégio, dei um jeito de irmos até sua casa, provar os dotes culinários da mãe dele. Nitidamente ele não aprovou a ideia, mas Dig comeu tantas vezes lá em casa que ficou com vergonha de recusar.
Quando chegamos, Tia Sandra, mãe do Dig, já tinha feito a comida. Arroz, feijão, bife e purê de batata, “especialidade da casa”, disse Tia Sandra. Tratei de botar meu prato, e vi que Dig colocou apenas um bife no prato. Sentamos à mesa, esperamos a mãe do Dig se sentar e começamos a comer. Provei a primeira garfada, senti algo estranho. Um gosto diferente, peculiar, algum tempero fora do lugar. No alto dos meus 12 anos, eu era especialista em bife com purê. Idiota como sou, acabei dizendo: “Ahh! Dig! Agora está explicado porquê você come sempre lá em casa!”.
Tia Sandra me olhou atônita, não sabia como reagir. Nem eu sabia, só sabia que a merda que fiz era grande! Nunca vi Dig tão irritado, e não era pra menos. Ficamos em silêncio até o fim do almoço, me despedi e não sabia onde enfiar a cara.
Contei esse caso para os presentes na mesa. Bárbara deu aquela sua risada gostosa, Mocotó e Mossoró não acreditaram em mim, acho que só o Barba Azul me levou a sério. Não importa, Dig confirmou nossa história, e não aguentei e perguntei: “Dig, sua mãe aprendeu a cozinhar?”, ele respondeu: “Não sei cara, só volto pra almoçar em casa no Natal, e quando me certifico que foi minha vó que fez a comida!”.
Grande Dig, saudades dele.



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Boa sensação estranha de reencontrar amigos: http://bit.ly/bG5f5W
As vezes é meio louco mesmo e um tanto quanto constrangedor rever alguem .
Eu sigo a um tempão com meu outro blog, adoro aqui ^^ bjus
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KKKKK….bizarro. Mas realmente é muito bom e estranho relembrar.
Voltar ao passado é sempre surpreendente! E às vezes, perigoso….rsrsrsr
Bjos..
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http://migre.me/jBCO [Post do @dorlyneto] Sensação Estranha ao Reencontrar Amigos – bela crônica. =D
cara… esse eh o tipico bocao
hauhauhauhauhaua
conheço um cara assim (eu!)
hauhauhauahuahuaha
mas eh isso ae
o tempo passa e as coisas boas ficam neh
e nada como uns momentos assim pra poder trazer um pouco de sorriso nos rostos dps de um tempo
=]
abraços
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