

Dica: Quando você tem uma rotina e uma hora “certa” que acorda todo dia, NÃO MUDE ESSE HORÁRIO.
Motivo: Você vai acordar mais cedo e vai descobrir que os motoristas de ônibus da sua cidade resolveram entrar em greve por tempo indeterminado.
Na boa, continue chegando atrasado.
***
1 – Como eu disse no Twitter, um Salve para os motoristas de ônibus em BH por me foderem hoje.
2 – Só pra constar, eu acordo normalmente às 7:10. Hoje acordei às 6:00.
3 – Foda-se se você acorda às 5. Imagine que você acordou às 4 por NADA.

Não, não. Eu não fiquei maluco, não vou indicar um rasta que toca aquelas músicas enjoadas com o ritmo igual. O Niltão não toca reggae. O Niltão – digo, Newton Faulkner – eu diria, toca um rock, pop, foda. É ele e um violão que valem por uma banda inteira.
Newton Faulkner é um músico inglês de 25 anos conhecido pelo estilo único com que toca. Eu tenho que agradecer por ter ouvido ele antes de vê-lo. Olhando assim parece um daqueles tantos que tocam nas esquinas de Nova York por uns cents no case do violão. Mas o cara é muito mais que isso. Vejam esse vídeo: ele, num elevador, tocando Teardrop, fazendo um cover do Massive Attack (que eu não faço a mínima quem seja).
Incrível né? O cara canta absurdamente bem, toca de um jeito que você não acredita que possa ser um cara só. Ninguém iria reclamar desse cara se ele pegasse um violão no meio da festinha e começasse a tocar. Primeiro que ele não iria tocar 3449 músicas com os mesmos três acordes, segundo que ia ficar realmente todo mundo babando, tentando entender como diabos ele faz isso.
Em 2007, ele lançou seu primeiro disco – sob o selo da Sony BMG – Handbuilt by Robots, que eu classificaria como um dos melhores álbuns pop`s que eu já ouvi. Como disse meu próprio irmão, Mateus – sempre ele – se você um dia achou Jack Johnson um cara foda, espere até ouvir Newton Faulkner. E realmente. O cara é muito, muito foda. Não sei se é porque eu não tô numa vibe muito heavy metal, ou se é porque eu estou sempre a procura de sons agradáveis aos ouvidos, mas só posso dizer que o som desse cara realmente me conquistou. Fiquei completamente viciado. O disco é uma obra-prima, daqueles que você ouve em loop e não se cansa por nada.
Além da música do elevador aí em cima, o disco é rechado de hits, que você – se gosta um pouco desse tipo de música – vai ficar cantarolando o dia todo. É gostoso cantar as músicas de Faulkner, é gostoso ir andando pela rua ouvindo Faulkner. O maior hit do disco, é sem dúvida Dream Catch Me.
Em Setembro do Ano passado, ele lançou seu segundo álbum – Rebuilt by Humans. Diria que não é tão foda quanto o primeiro. É bem mais… calmo que o primeiro e não tem tantos hits. Os grandes trunfos do segundo disco são as música If This is It e Over and Out.
De qualquer forma, é uma boa dica para quem procura novos sons para meter no mp3 e curtir boa música enquanto faz as coisas do dia-a-dia. Além do mais, eu sempre gosto de pegar bandas no início, para ir acompanhando a carreira. E podem ter certeza que eu irei acompanhar bem de perto a carreira do Sr. Faulkner.
Para terminar, uma vídeo que eu vi e não acreditei. Um cara sozinho tocando Bohemian Rhapsody.
***
1 – Site oficial do Niltão
2 – Canal do Youtube.
3 – Twitter do rapaz.

Então, aproveitando a cara nova do blog, aproveitando o ânimo da volta do Crepúsculo para o cenário blogosferístico brasileiro..rs, vou fazer o primeiro post de verdade dessa nova era, com polêmica. Que na verdade é o que você gosta aqui.
Fique avisado, esse post é simplesmente para demonstrar o meu ódio a um certo tipo de gente que povoa a internet brasileira. O pior tipo é de longe os blogueiros, porque blogueiro no Brasil – ao contrário da gringa – só se acha fodão enquanto na verdade é só mais um nerd que acha que pegar um cheque no AdSense é sinal de sucesso, lá fora alguns são de fato fodões. E antes que falem que é invejinha, eu digo que não tenho nada contra o cara ganhar dinheiro com blog. Alguns realmente fazem bons trabalhos e merecem ser recompensados por isso, desses alguns poucos conseguem crescer, são espertos.
O problema, é que essa galera bacana, fez surgir um trilhão de retardados que enchem o peito para discursar sobre a tão falada relevância, sobre gerar conteúdo e todo aquele blá blá blá. Temos aí a Twittess que não nos deixa mentir, ela porém foi mais do que esperta, conseguiu uma vaguinha no BBB e agora vai encher o rabo de grana com a Playboy. Falando nela, tem muita gente aí que enche a boca pra meter o pau, mas fez a mesma coisa que ela, fez até pior, mas a eterna hipocrisia inerente ao ser humano – principalmente ao brasileiro – o coloca muito abaixo de Tessália.
Eu não vou ficar aqui falando sobre toda a viadagem da umbigosfera/boiolosfera brasileira, o recém-falecido AOE e o Luke já fizeram muito bem isso. Eu só estou fazendo esse post por causa de um certo serzinho que gosta que batam nele, vem me fazendo muita, mas muita raiva.
Mentalize o seguinte perfil: Rapazinho jóia do nordeste (aliás, terra de grandes blogueiros), cursando uma faculdade qualquer de computação e/ou derivados, rapazinho inteligente, manja tudo da tal de internet/computadores/afins, gosta de tecnologia, assina ótimos sites de tecnologia no seu reader, e ouve dos colegas nerds na roda de coca-cola do sábado a noite que é um cara pra lá de supimpa! Um cara strogonoficamente engraçado e que tem ótimas tiradas.
Esse rapaz então tem a brilhante idéia de criar um blog para falar de tecnologia, afinal, ele assina ótimos sites gringos, ninguém não vai nem notar que ele só copia tudo e põe um “Bem bacana essa idéia…” no início ou no final do post, afinal brasileiro é tudo bobo (sou esperto, rç rç rç!).
Mas por onde começar? Uai, esse tal de twitter parece ser promissor, vamos começar lá. Bom, eu sou mais um nerd desconhecido, completamente irrelevante, e não tenho nada de novo a oferecer… o que eu devo fazer então para ter muitos seguidores? RÁ! Vou seguir milhares de pessoas, depois eu vou parando de seguir todo mundo! Caralho, sou muito foda! Mas isso não dará certo depois, o que fazer para manter os seguidores? Entonce, eu sou um cara batuta, um cara esperto, um cara engraçado. Vou twittar coisas bem pensadas, engraçadalhas, comentários ardilosos, esse bando de energúmeno que me segue vai retwittar e eu vou ser visto como um cara foda! Rçss, é muito fácil meo!
O rapaz sabe da premissa, se você vê o perfil de alguém, com milhares de seguidores e ele mesmo seguindo pouca gente, quer dizer que você deveria olhar mais de perto. Quando esse alguém aparece na sua timeline de uma forma ou de outra, você vai acabar seguindo. E por aí vai.
Realmente sagaz esse rapaz.
Voltemos ao blog.
Ele então percebe que se ele falar de tecnologia não vai render muito, as pessoas vão logo descobrir que ele é uma fraude. Ele quer ser relevante, precisa que pessoas relevantes falem bem dele. O que ele faz? Pessoas que gostam de blog de tecnologia já assinam os melhores blogs brazucas de tecnologia (Digital Drops, Tecnoblog, Etc) Eles não vão ter nada de diferente aqui, e ele realmente é péssimo para comentar qualquer merda além de colocar muito bem alguns adjetivos. Então esse rapaz tem a grande idéia de colocar um algo a mais, uma pitada de humor. Boa Robin! Genial!
Afinal, você sabe mais do que ninguém que para ter um blog de humor você precisa de boas fontes e de ser um atoa. Ou você acha a coisa mais difícil do mundo fazer um post com: Nome de Alguma Gostosa Nua Pelada Sem Roupa? Ou você também acha que pegar uma notícia do EGO (que aliás eu acho que eles só existem para dar conteúdo para o Kibe Loco e seus filhos) e fazer um comentário sagaz sobre qualquer sub-celebridade?
Eu faço isso no twitter, eu já fiz isso aqui mesmo neste blog – rendeu boas visitas – mas atraiu um público que eu não queria e eu estabeleci de vez como seria o conteúdo desse blog aqui. Não faça essa cara de espanto. Voltando, esse rapazinho então faz como eu fiz, muda o conteúdo do blog para colocar Humor. O problema, é que ele é tão previsível, tão ruim no que faz, que posta tudo com semanas de atraso (isso quer dizer, que você já viu determinado post um zilhão de vezes no mesmo dia, uma semana depois, nosso rapazinho sagaz vai lá e posta).
O que me irrita não é isso. Assim como ele, temos zilhões de outros blogs iniciantes que fazem a mesma coisa. A diferença é que esse cara não é um iniciante, mas se faz de fodão-megablogueiro-sol-o-cara quando na verdade é um grande dum merda. É isso que me irrita. Se você for um pouco observador, saberá de quem eu estou falando. Para você ter uma idéia, esse ser todo megafoda, já todo cheio de si, criou o famoso midiakit do blog [para quem não sabe, é um "arquivo" que reúne toda informação sobre o público de uma mídia qualquer, no caso de um blog, fala quantos acessos tem, pageviews, essas coisas], esse cara chamou o tal midiakit de PRESS KIT! Um cara tão fodão não poderia cometer um erro desses.
Imagino o desespero desse rapaz ao ser avisado do equívoco. Coitado.
Que fique claro, eu não tenho nada contra o cara ter um blog assim, assino vários. Cultura inútil é importante. Só não venha dar uma de fodão, de o tal. Porque o coitado do estagiário de mídias sociais daquela agência vai cair no seu papinho e vai indicar seu blog para uma campanha, que logicamente será um fracasso. Fazendo com que a tal Nova Meca da Publicidade, seja mais uma história da carochinha inventada para catar dinheiro do cliente.
É por essas e outras que quem faz um trabalho sério, bacana, perde toda a credibilidade. Por causa de uns babacas como esse. E isso, me tira do sério.
Só para terminar, mais uma peripécia do rapaz: Ele é todo fazedor de listinhas, fez uma sobre Stallone Cobra junto com outro do twitter. Na última ele diz que “Cobretti não assistiu Avatar, pois macho de verdade usa a própria foto;” Detalhe: O próprio rapazinho usa como avatar uma foto do Sheldon. Tirem suas próprias conclusões.
Se descobrirem que é – me recuso a dizer o nome, muito menos colocar um link – não percam a chance de trollar o cara, no blog ou no twitter. Se bem que não, se vocês baterem ele vai gostar…
***
1 – Bom, alguns consertos no blog estão demorando devido ao fato da minha avó estar no hospital, irá operar amanhã. Conto com o pensamento positivo de todos. =D
2 – Isso vai dar merda… tô vendo.
3 – Eu quero ver o circo pegando fogo e os bombeiros de férias.

OH MY GODNESS! ONOVOLAYOUTDOCREPÚSCULOSAIU!
Você não esperava isso, querido leitor. Seus amigos não esperavam isso. Neto, Naya, Diego, Dorly e Ingrid não esperavam isso, e o mais impressionante é que muito menos eu esperava isso. Não tão cedo. Há um bom tempo eu vinha falando sobre mudar o layout do blog e promessas, e conversinha e papinhos. Mas NADA, nunca mudava NADA. Outro dia, eu realmente comecei a desenhar mesmo o novo layout, mas ia demorar viu.
Até que ontem, pesquisando de bobeira, achei esse template. Minha cabeça explodiu. Era exatamente o que eu queria. Claro que mudei as cores, alterei milhões de coisas – deu trabalho pra caralho – e ontem às duas horas mais ou menos, ele estava pronto. Quer dizer, mais ou menos né. O grosso estava pronto, mesmo agora, com ele no domínio principal é preciso fazer mais 3 milhões de pequenos ajustes, mas é isso aí.
Vocês podem perceber que a sidebar não tem nada praticamente, não tem os autores, nada. Até o fim do dia vou incluir tudo que tem que incluir na sidebar, inclusive anúncios e propagandas. E pare de pensar em reclamar, quero ter a chance de talvez um dia pensar na possibilidade de fazer esse blog render pelo menos algo que pague o servidor. Que falando nisso, um salve para o Corto Cabelo e Pinto. Estou devendo os caras e eles não tiraram o blog do ar. Obrigado!
De qualquer forma, existem algumas mudanças na estrutura. Logicamente, o visual é completamente diferente do que era, cores brancas, uma coisa que Atendimento adora falar – o blog está mais clean – melhora a leitura e não tem aquele laranjão incomodando. Outra mudança – essa anunciada há muito tempo – é a mudança da logo do Crepúsculo, farei um post especial na seção de Design sobre o conceitual da nova marca e tudo mais.
Falando em seções, outra grande mudança! Nada mais de 2 milhões de seções na sidebar. As seções agora são fixas e estão em destaque na faixa cinza aí em cima. Claro que eu não vou deixar de criar 9 mil novas seções, mas todas elas serão separadas apenas pelas headers dos posts. Que também vão mudar um pouquinho o visual – daqui pra frente – mas nada demais, só vou tirar o símbolo da antiga marca.
Meu deus, é tanta coisa pra explicar que eu tô perdidinho…
Á, sim. Mudanças estruturais. Vocês vão perceber que tem um negócio super-ultra-mega-moderno-bacanudo que fica trocando imagens, eu chamo isso de posts em destaque. Deixa o blog um tanto pesadinho, sinto muito caro leitor de internet lenta. Mas eu não vou tirar isso, a menos que vários leitores reclamem. Á, antes que perguntem, a seção “Hein?” existe somente para colocar os posts em destaque. Ok?
É..é… deixa eu ver se tem mais uma coisa…
[Alguns minutos depois]
Bom, acho que não tem mais nada para avisar por enquanto, qualquer coisa eu falarei nos próximos posts, nos famosos números 1,2 e 3 depois do post.
Peço apenas que me ajudem, e digam o que encontrarem de errado e o que não gostaram no novo layout.
Elogios também são bem-vindos.
Ps.: Quanto aos posts antigos, sim, tenho que redimensionar as imagens, mas isso será com o tempo.
***
1 – Gostaria de agradecer imensamente a ajuda dos amigos Rafa, Jhony, Cleiton e WC. Sem eles esse blog não tinha nem ido pro WordPress, quanto mais ter um novo layout.
2 – Obrigado a todos os que torciam muito para que isso tudo mudasse. =D
3 – Novos ares vem aí para esse blog.
4 – E NÃO! ISSO NÃO É UM BLOG SOBRE “VAMPIROS”

Alô. Alô? Opa, é do Estado de Minas? Sim? Sim, boa tarde para o senhor também. Quem fala? Aqui é Neto Macedo, e gostaria de falar com o editor do jornal. Como? Ele não pode me atender? Tudo bem. Pode ser o senhor mesmo. O negócio e que eu preciso falar com alguém do jornal. Tenho certeza que o senhor poderá me atender. Bom, eu tenho algumas crônicas aqui, sabe como é, trabalho genial, coisa de primeira meu amigo. Acho que vocês ficariam interessadíssimos em publicá-las. São realmente geniais. Como? O senhor não acha que sejam geniais? Claro que são. Isso é indiscutível. Sem falar que eu cobro um preço ínfimo unitário de 1000 reais para que eu deixe que o senhor as publique. Ahn? É claro que o senhor quer as minhas crônicas, só não percebeu ainda. Pois fique sabendo que se fosse um Fernando Sabino da vida iria te sair muito mais caro uma crônica. Como? Fernando Sabino morreu? Nossa! Como ele morreu? Eu? É claro que eu sabia! Pois que seja então uma homenagem a memória dele. Não. O senhor vai ouvir sim. E vai publicar as minhas crônicas. É claro que já fui publicado em outros lugares. Onde? Onde… No meu blog na internet. E fique sabendo que… Como? O senhor acha que eu sou um idiota viciado em internet? Olhe, o senhor que não me ofenda. Tudo bem então. Eu diminuo o preço. Cobro só 50. Muito bem, o senhor não quer por preço nenhum. Percebo. Tudo bem. Já presumi isso. Sou um cara prevenido. Tá bom. Me diz quanto o senhor quer para publicar as crônicas? Pago o quanto quiser. Como? O senhor vai aceitar suborno sim senhor. E não me venha com chorumelas de honestidade e ética profissional. Eu acho… Mentecapto é a senhora sua mãe! Aquela porca! Olha lá, não me venha com ofensas! Eu vim aqui lhe oferecer o trabalho da mais alta qualidade por um preço justo o senhor me vem com insultos!? Pois eu vou desligar e pode falar aí para esse editor que eu não quero mais publicar porcaria nenhuma. Que ele passe bem e vá pro diabo que o carregue.
—
Morava sozinho no apartamento. Ao lado de seu prédio residia o seu inimigo mortal. Uma igreja evangélica. Já tinha se perdido em contas de quantas vezes chamara a polícia para interromper a algazarra dos pulos e gritos do pastor que eram amplificados potentemente por um sistema de microfones e alcançavam seu apartamento perfeitamente. Até já conhecia os discursos do homem de cor. Recitava salmos de olhos fechados. Podia ouví-los todos os dias a noite antes de dormir. O som chegava diretamente ao seu ouvido, nítido e claro.
Havia chegado a um momento da sua vida em que já sentia pena do diabo, de tanto o coitado ser ofendido e enxotado todos os dias, pela voz do pastor tão determinado em acabar com seu legado de tentações. O importante é que os planos para a tarde já estavam prontos. Estava tudo certo. Tudo sistematicamente pensado. Conferiu tudo para que nada saísse errado.
Às três da tarde, desceu as escadas do prédio e parou em frente a porta da igreja. Jogou a bomba e saiu correndo. Depois parou na padaria da esquina. Comprou quatro pães e um picolé de côco. Enquanto pagava a compra no caixa ainda pode ouvir o barulho da explosão. Saiu da padaria calmamente, entrou no prédio onde morava e foi tomar o seu café, na sua calma e tranquila tarde de domingo.
***
1 – Resolvi postar duas crônicas mais curtas de uma vez só. Qual delas é a melhor?
2 – Tô sem links.


Você aí, garoto brasileiro, moleque, travesso, detentor da famosa “ginga brasileira”, cheio de malemolência deve pensar o mesmo que eu pensava sobre Futebol Americano. Que porra é essa? COMO ISSO PODE CHAMAR FUTEBOL MANO? Fica um monte de brutamontes segurando uma “bola” – QUE É OVAL PORRA! – e correndo desvairado tomando encontrão. Pois é, você meu caro e minha cara – é, mulheres também – que pensam isso sobre o futebol americano estão certíssimos, mas tenho um adendo: o nosso futebol, ou o querido soccer, não é também um bando de homens correndo atrás de uma bola tentando colocar ela dentro de três aros?
Olhando cruamente, qualquer esporte pode ser indagado dessa forma. O Tênis por exemplo – que pra mim é aquilo que eu coloco nos pés todos os dias – dois idiotas batendo numa bolinha fluorescente com uma raquete tentando fazer com que o outro não rebata a rebatida dele. Meio louco não? Natação: um bando de nego de sunguinha ou maiô – que já é mó viadagem – batendo com a mão na água pra ver quem chega primeiro ou quem dá voltas mais rápido. Isso sem contar os esportes medonhos que geralmente algum europeu sem nada pra fazer inventa, tipo aqueles caras que ficam esfregando o gelo pra um bloco redondo de mármore bater no outro pra ver quem fica dentro do círculo vermelho.
Se você for ver, qualquer esporte é meio maluco e sem sentido. Tem uns que são mais, como eu disse. Então o que diabos é bacana no esporte? Porque isso dá tanto dinheiro? E porque diabos esse blogueiro maldito tá dando tanta volta pra falar da porra do futebol americano?
Bacana no esporte, emoção, competição, superação, valores, vitórias e histórias. Dá dinheiro porquê emoção vende. E eu dou esse tanto de volta porque eu sou prolixo e estou com saudades de escrever =D.
Tô falando isso tudo porque você acha um esporte estranho e sem graça alguma – ficando até puto por não entender bulhufas como um tanto de gente pode gostar daquilo – simplesmente porque não descobriu aonde é que fica a emoção do jogo. Eu achava tudo isso do futebol americano, achava um ultraje aquilo se chamar futebol – ok, ainda estou me acostumando com isso - até ver o tal do SuperBowl no ano passado.
Para quem não sabe, o SuperBowl é o maior evento esportivo dos Estados Unidos e um dos mais importantes do mundo, só não bate a Copa do Mundo e as Olimpíadas. SuperBowl é a final do futebol americano, jogam o jogo especial o campeão da American Football League e o campeão da National Football Conference – que são as duas conferências. Algo como na NBA eles dividem por Costa Leste e Costa Oeste. Não me perguntem, eu não descobri ainda como eles dividem isso no futebol americano, de qualquer forma, as duas conferências juntas são a famosa NFL ou National Football League. Então, os campeões das conferências jogam a final nacional, o SuperBowl.
Eu sempre fiquei encucado com o SuperBowl simplesmente por serem os 30 segundos – enteda por isso o comercial do intervalo – mais caros da televisão no mundo. Um comercial no intervalo do jogo chega – ou chegou – a custar 3 milhões de dólares. Vendo o SuperBowl XLIII (43) eu comecei a entender. Vendo os playoffs (mata-mata) esse ano eu finalmente entendi.

*Só pra avisar, eu ia fazer dois posts, um sobre futebol americano e um sobre o SuperBowl XLIV, como não fiz isso, resolvi juntar tudo em um só.
Então, eu vi o tal do SuperBowl, o final pelo menos. Sem entender nada, NADA, do jogo… eu fiquei com os olhos cheios de lágrima e gritei enlouquecido. Nem sabia quem tava jogando, nem sabia o que tava acontecendo só sei que foi DUCARALHO DEMAIS! Meus queridos amigos @caioabbath, @A_t_u_r e @rogeriocostaa ficavam me enchendo o saco falando que o futebol americano era isso e aquilo e eu nem queria ouvir. Me arrependi amargamente.
Esse ano eu infelizmente perdi a temporada regular, até porque a emoção do jogo já havia passado e eu tinha esquecido do tal american football. Até que Artur e Caio me convidaram para ver dois jogos de playoffs agora em janeiro. No fim do primeiro jogo eu já entendia as regras principais, quem era quem, e quem fazia o quê. Comecei a saber um pouco da história e um pouco dos jogadores lendários. No fim do outro jogo, já bêbado, o futebol americano havia me conquistado. Esporte legal esse.
No outro fim de semana, eu assisti o jogo que iria mudar completamente minha cabeça: New Orleans Saints x Arizona Cardinals. Fiquei louco. O Cardinals era o time que tinha perdido o superbowl que eu havia assistido, ou seja, um mega time. O Saints, como soube pela transmissão, era um ex-saco de pancadas que vinha crescendo nas últimas temporadas. O tal Cardinals começou ganhando com um belíssimo touchdown. Vi que seria de lavada.
Ledo engano, os Saints liderados pelo quarterback – o cara bonitão que fica zoando os nerds nos filmes de adolescente americanos – Drew Brees viraram, ESMAGARAM o Cardinals do experiente e candidato ao Hall da Fama Kurt Warner. As jogadas aéreas – quando o cara (quarterback) lança a bola lá longe para o neguinho que corre igual louco pegar – são as que eu mais gosto, e Drew Brees usa e abusa desse tipo de jogada. Ou seja, fiquei alucinado.
O Futebol Americano não só tinha me conquistado como havia me viciado. Não aguentava esperar outra semana para ver mais um jogo. Vi o outro jogo do Saints, contra o Vikings do lendário Brett Favre. Saints virou mais uma vez lindamente, ganhando na prorrogação com um field goal – no chute mesmo, bola dentro do aro. olha o foot entrando aí – de 40 e tantas jardas.

Além de ver os jogos eu fui pesquisando e sabendo mais um pouco dos times que estavam jogando para irem ao SuperBowl desse ano. O time de New Orleans – o Saints – sofreu muito nos últimos anos por causa do furacão Katrina, que devastou a cidade, eles perderam o estádio – que virou abrigo para os que perderam tudo – nunca haviam chegado ao SuperBowl, eram o saco de pancadas da liga. Até que esse ano eles chegaram ao SuperBowl. Até que esse ano eles ganharam o SuperBowl.
Contra a maioria dos prognósticos, contra o talvez futuro maior quarterback de todos os tempos – Payton Manning – o time de New Orleans que perdia por 10 a 0 virou mais uma vez e ganhou o jogo mais importante da vida do time. Não vou especificar aqui como aconteceu, até porque a maioria – acredito eu – não iria entender nada. E quem entende, viu o jogo, e quem viu sabe do que eu estou falando.
Torci para o Saints na final – era até então o time que eu havia mais gostado de ver – depois da final digo com certeza que eu sou um torcedor pra vida toda do New Orleans Saints. É impressionante como é hollywoodiana a final de um superbowl. Essa então foi a mais hollywoodiana de todas. Teve virada, teve técnico maluco arriscando tudo para ganhar, teve passes geniais, teve corridas de 70 jardas, teve gênio errado e gênio se firmando como gênio, teve sofrimento, teve tristeza, teve alegria e teve festa. Saints ganhou o título e deu ânimo para toda uma cidade que ainda está sendo reconstruída, Saints entrou pra história e provou para milhões de pessoas que com garra, vontade, ousadia e um toque de talento pode-se conquistar qualquer coisa.

Valeu Saints, valeu amigos, valeu futebol americano. Me sinto uma criança novamente, torçendo, vibrando e me emocionanto com esse esporte fantástico.
***
1 – Eita post grande em?
2 – Então, vocês querem mais posts sobre o futebol americano? Querem entender as regras, ver algumas jogadas históricas? Falem aí nos comentários que falarei mais sobre o assunto
3 – E esse post também serve para avisar que sim, esse ano teremos uma coluna de futebol. E não reclamem. Aos cruzeirenses, relaxem… falarei de futebol imparcialmente. Ou quase.

Desde que mudei para São Paulo tenho participado de muito evento sobre internet e publicidade. Na verdade desde que me mudei pra cá tô em um ritmo bem rápido, talvez é uma característica da própria cidade, mas infelizmente isso acabou me fazendo sacrificar uns post, na verdade minha vida na net inteira.
Porém, se por um lado estava desligada do mundo virtual, se é que existe a divisão real-virtual, no mundo real minha participação aumentou, conheci varias pessoas e conversei com bastante gente o que me fez abrir bastante a cabeça para novas idéias e confirmar algumas como a do mundo Beta.
No ano passado fui a uma palestra sobre tendências e uma das tendências para o futuro será o mundo Beta e conversando esses dias em um grupo no The Hub estávamos comprovando que o mundo Beta já está a nossa porta.
Por isso “Bem vindo ao mundo Beta” onde o ser humano está mais humilde e assume que ele erra e por isso tudo estará em constante melhora, um mundo mais rápido e dinâmico, onde a opinião do consumidor tem grande importância para o produto que será entregue.
A internet é uma plataforma onde esse mundo já está se instalando, não é de hoje que vários produtos estão como beta e assim ficam anos, como o caso do Orkut ou do Yahoo!Mail que hoje já saíu da versão beta e hoje ganhou a versão definitiva, ou simplesmente sem beta no nome. Mas no futuro essas ferramentas tenderão a ser betas para sempre, sempre em teste sendo sempre melhoradas e com preferência na opinião do cliente.
É possível ir além do meio online e mostrar que a atitude do beta já está sendo usada por grandes cabeças, como na campanha do Obama, que segundo o marketeiro da campanha, Scott Goodstein, todas as mídias não tradicionais usadas foram testes, se desse certo continuavam e se não estava fora.
Todavia, se por um lado alguns estão no mundo beta, outros ainda estão longe de aceitar uma realidade onde tudo será teste, onde o homem se assume como um ser imperfeito e que busca sempre melhorar ouvindo o que os outros têm a dizer ai sim você irá perceber que está no mundo Beta.
Desde que mudei para São Paulo tenho participado de muito evento sobre internet e publicidade. Na verdade desde que me mudei pra cá tô em um ritmo bem rápido, talvez é uma característica da própria cidade, mas infelizmente isso acabou me fazendo sacrificar uns post, na verdade minha vida na net inteira.
Porém, se por um lado estava desligada do mundo virtual, se é que existe a divisão real-virtual, no mundo real minha participação aumentou, conheci varias pessoas e conversei com bastante gente o que me fez abrir bastante a cabeça para novas idéias e confirmar algumas como a do mundo Beta.
No ano passado fui a uma palestra sobre tendências e uma das tendências para o futuro será o mundo Beta e conversando esses dias em um grupo no The Hub estávamos comprovando que o mundo Beta já está a nossa porta.
Por isso “Bem vindo ao mundo Beta” onde o ser humano está mais humilde e assume que ele erra e por isso tudo estará em constante melhora, um mundo mais rápido e dinâmico, onde a opinião do consumidor tem grande importância para o produto que será entregue.
A internet é uma plataforma onde esse mundo já está se instalando, não é de hoje que vários produtos estão como beta e assim ficam anos, como o caso do Orkut ou do Yahoo!Mail que hoje já saíram das versões betas e hoje ganharam a versão definitiva, ou simplesmente sem beta no nome. Mas no futuro essas ferramentas tenderão a ser betas para sempre, sempre em teste sendo sempre melhoradas e com preferência na opinião do cliente.
É possível ir além do meio online e mostrar que a atitude do beta já está sendo usada por grandes cabeças, como na campanha do Obama, que segundo o marketeiro da campanha, Scott Goodstein, todas as mídias não tradicionais usadas foram testes, se desse certo continuavam e se não estava fora.
Todavia, se por um lado alguns estão no mundo beta, outros ainda estão longe de aceitar uma realidade onde tudo será teste, onde o homem se assume como um ser imperfeito e que busca sempre melhorar ouvindo o que os outros têm a dizer ai sim você irá perceber que está no mundo Beta.
* Essa é uma história de ficção, e todos os personagens aqui descritos são ficcionais. Mas com certeza essa história – ou bem parecida – já aconteceu com alguém.
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Revisitar a infância é algo realmente muito estranho. De vez em quando, tenho alguns insights que me fazem lembrar do quão pilantra eu fui na minha época de moleque. Todos os anos, eu e meus amigos do Ginásio nos reunímos para lembrar, comentar, rir e chorar de antigas histórias do saudoso Colégio Santo Agostinho.
O encontro do ano passado foi marcado para o dia 16 de outubro, no pátio e quadra do colégio. Lugar agradável, nostálgico e que, apesar das mudanças, tudo permanece igual. Boa sensação estranha em sobreviver ao tempo, mesmo que ele nos leve um pouco do corpo, nos traz muita sabedoria.
Porém, sabedoria me faltava na época de garoto, eu era arteiro, daqueles de sempre ser expulso da sala toda semana. O que fazer? Eu achava a escola um saco, um desperdício de energia decorar aquelas coisas. Chegava de manhã já pensando no recreio, e voltava do recreio já pensando na saída. Tem como aprender alguma coisa sem estar feliz? Já não basta na escola aprendermos a ter medo uns dos ouros, a nos compararmos e competirmos, ainda temos um ambiente frio, sem contato com a natureza e com a vida, onde a única salvação são os amigos que fizemos, e que tenho a sorte de revê-los até hoje, no auge dos meus 25 anos.
Contudo, caro leitor, vou deixá-lo por dentro desse dia tão maravilhoso, principalmente de uma lembrança que tive. Ao chegar no colégio, por volta das 8 da manhã, de cada encontrei Dig, grande amigo que não via há anos. Seu nome é Diego Hilário, e tivemos que reduzir para Dig pois seu nome é hilário, não dá pra levar a sério. Dig também era um dos arteiros que me acompanhava em todas as merdas que fazíamos no colégio, e fora dele também. Ele me mostrou que muita gente bacana já tinha chegado: Juninho, Bárbara, Cid, Cezão, Barba Azul (Pedro), Mocotó (Outro DIego), Mossoró (Alex) e muitos outros.
A frase que mais ouvíamos era “quanto teeeeeeeeeeeeempo!”. Principalmente da Bárbara, aquela amiga espalhafatosa que todos adoram, por seu jeito meigo e doce de ser. Dig fazia juz ao seu sobrenome, e logo tratava de lembrar de todas as mazelas da infância. Todos reunidos ali passamos bons momentos juntos, boa sensação estranha de voltar no tempo.
Papo vai, papo vem, e lembrei de um caso muito engraçado que tive com Dig, em sua casa, vou explicar: Eu e ele morávamos perto, algumas ruas de distância. Dig sempre dava um jeito, arranjava uma desculpa, de ir lá para casa depois do colégio. Era algum dever de casa que faríamos, ou jogávamos video-game e batíamos papo. Minha mãe, com seu bom coração, sempre oferecia: “Diego, quer almoçar aqui em casa?”. Ele respondia sem pestanejar: “Claro Tia, adoro sua comida!”. E assim seguia a vida.
Um dia reparei que nunca almocei na casa do Dig. Depois do colégio, dei um jeito de irmos até sua casa, provar os dotes culinários da mãe dele. Nitidamente ele não aprovou a ideia, mas Dig comeu tantas vezes lá em casa que ficou com vergonha de recusar.
Quando chegamos, Tia Sandra, mãe do Dig, já tinha feito a comida. Arroz, feijão, bife e purê de batata, “especialidade da casa”, disse Tia Sandra. Tratei de botar meu prato, e vi que Dig colocou apenas um bife no prato. Sentamos à mesa, esperamos a mãe do Dig se sentar e começamos a comer. Provei a primeira garfada, senti algo estranho. Um gosto diferente, peculiar, algum tempero fora do lugar. No alto dos meus 12 anos, eu era especialista em bife com purê. Idiota como sou, acabei dizendo: “Ahh! Dig! Agora está explicado porquê você come sempre lá em casa!”.
Tia Sandra me olhou atônita, não sabia como reagir. Nem eu sabia, só sabia que a merda que fiz era grande! Nunca vi Dig tão irritado, e não era pra menos. Ficamos em silêncio até o fim do almoço, me despedi e não sabia onde enfiar a cara.
Contei esse caso para os presentes na mesa. Bárbara deu aquela sua risada gostosa, Mocotó e Mossoró não acreditaram em mim, acho que só o Barba Azul me levou a sério. Não importa, Dig confirmou nossa história, e não aguentei e perguntei: “Dig, sua mãe aprendeu a cozinhar?”, ele respondeu: “Não sei cara, só volto pra almoçar em casa no Natal, e quando me certifico que foi minha vó que fez a comida!”.
Grande Dig, saudades dele.

















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