Talvez o título não seja o mais apropriado para esse texto, mas é como eu me sinto quando estou com o MP3 ligado na rua, e com fones de ouvido que me desligam da realidade à minha volta.

Sempre que saio de casa para ir ao trabalho, a música me acompanha. Rock, Heavy Metal, Hard Rock, Symphony Rock, Blus, whatever, o que importa é estar ouvindo. Mas, não consigo ouvir música sem ser ridículo: se estou com um guarda-chuva, no primeiro riff da música ele vira uma guitarra; qualquer caneta vira uma baqueta, meus assobios se tornam a gaita, e por aí vai.

Estava eu no ponto ouvindo Daddy, Brother, Lover, Little Boy, do Mr. Big. Um puta riff de guitarra e meu guarda-chuva ganhou cordas, trastes e comecei a destilar uma espécie de “umbrella guitar”. Na hora do solo, uma simpática senhora chegou ao ponto e ficou me encarando, como se eu tivesse me drogado até a alma. “Essa juventude de hoje…”, deve ter pensado, se decepcionando com o destino do mundo pós-guerra.

Nunca me droguei, nem bebidas alcoólicas eu aprecio; minto, consumo rock’n'roll, que vicia quase que instantaneamente. Quando reparei que a velhinha estava a um ponto de me perguntar se eu estava bem, dei uma pausa, mudei de música. Passei para While Your Lips are Still Red, Nightwish, uma super-balada. Foi o tempo do ônibus chegar e eu embarcar, e meu guarda-chuva se tornar um piano.

Fechei os olhos e toquei como se fosse Ray Charles, pra completar a cena ridícula eu balançava a cabeça. Algumas pessoas no ônibus me olhavam como se eu estivesse passando mal, ou com o Capeta no corpo.

Sim, imaginem essas cenas ridículas, e também imaginem que eu não dava a mínima. Ser feliz é não ligar para o que os outros pensam, e ter liberdade para fazer o que quiser, desde que sua liberdade não entre de encontro com a de outra pessoa.

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PS1: Estou montando um evento de Umbrella Guitar, quem está comigo?

PS2: O que falei acima é sério.

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Hoje desde cedo estou recebendo twitts sobre o flashmob de vingança ao restaurante Rancho Fundo. Para quem não conhece o Rancho Fundo é um restaurante de comida mineira especializado na culinaria mineira que faz bastante sucesso em Belo horizonte, eles costumam receber varias caravanas de pessoas de fora, o que fez com que ele ficasse famoso por pessoas de outras cidades.

Mesmo sendo bem conhecido na cidade ele faz intensa campanha para atrair público, não que ele fique vazio e a comida seja ruim (nunca fui mas dizem que é boa), é simplesmente uma campanha para atrair as pessoas para dentro do estabelecimento. Porém a abordagem tática que eles usam está causando revolta em muita gente, toda a campanha se baseia em SPAM’s. Por mais que a maioria das pessoas sintam calafrios quando é dito essa palavra, eles resolveram trabalhar assim. Vou exemplificar algumas campanhas para que vocês entendam melhor as campanhas deles.

Orkut

Deixam sempre um recado. “venha para o sertanejo” ou “venha para o carnaval”. Na verdade toda a vez que leio isso penso, meu Deus será que alguém mais leu? Que vergonha, vão achar que eu to freqüentando esse lugar. E eu que normalmente não tenho costume de apagar recado de Orkut corro para apagar.

SMS
Achando que é maior novidade do mundo eles compram nossos números e mandam mensagens todo o final de semana sobre o que? Carnaval e sertanejo.

Twitter

SPAM de twitter nem é necessário dizer como. Veja e note que não é o usuário direto que envia são contas de usuários que retuitam a mensagem que curiosamente não tem nenhuma foto.

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Legenda: Reparem minhas abas, mas não deixem de olhar os twitters

Pois então agora chegou a nossa vez e o primeiro flashmob contra uma empresa está chegando. O pessoal de BH está promovendo um flashmob contra o SPAM via twitter do Rancho fundo. Segundo o blog do Alex Bolt hoje a partir da 16h todos que quiserem ligar e mandar uma mensagem bem bacana e direta pra eles podem fazer no telefone 31 8422 2133. Isso vai ser uma espécie de SPAM contra SPAM.

Na verdade eu espero muito que dê certo e que os donos da conta do Rancho Fundo se toquem que essa não é a melhor maneira de atingir o público.

Em uma época de branding eles nadam contra a maré.

textos-cronicas-crepusculo

Olá Leitores. Au contraire do que estão achando, não morri (pelo menos eu acho). Aos novos colaboradores, olá. Nem fomos apresentados ainda. Prazer, Neto Macedo. Me afastei um pouco do blog (mas não abandonei minha cadeira aqui) porque estava abrindo uma agência. Quer dizer, ainda estou abrindo. É uma agência de publicidade e propaganda que fica em Montes Claros, no Norte de Minas (vem ni mim, pagerank). Se chama Elefantte e a história do nome é bem legal. Escolhemos o nome em homenagem ao Pedro. Pegamos o primeiro nome bizarro estranho que apareceu. Ficou Elefantte com dois tês porque com um só não estava disponível para registro de domínio.

Agora sou Sócio-diretor redator de arte de criamento (mistura de criação e atendimento) da agência junto com o Samuel Reis. Um título pomposo pra quem passa o dia inteiro dentro de uma sala quente escrevendo e correndo atrás de Deuses do Olimpo clientes.

Enfim, agora eu devo postar menos por aqui. A quantidade diminui, mas a qualidade duvidosa continua a mesma. Lá vai mais uma crônica para os leitores e um abraço para os novos colaboradores.

***

Era pobre. Definitivamente. E sobre isso não há sombra de dúvidas. Não tinha dinheiro e ainda tinha que imprimir um currículo para pedir emprego. Era do tipo que trocava o almoço pela janta. Não sabia se ia de ônibus pois, se pegasse a condução, não almoçava, e se almoçasse, ia a pé de barriga meio cheia, pois a refeição era frugal e não lhe satisfazia.

Almoçou e foi a pé. Tinha de achar uma copiadora qualquer na área central da cidade para imprimir o seu curriculum vitae, documento que, supostamente, conteria informações sobre toda sua vida profissional, que não era muito extensa, e sobre suas habilidades e aptidões. Enfim, uma farsa. Iria trabalhar como assalariado, como a maioria da cidade, para o resto da vida.

Por incrível que pareça, tinha um nome, característica que é aparentemente o sinal máximo de individualidade do ser humano. Um nome que dizia que ele, era ele, apesar de se infundir no meio da massa de pessoas caminhando às ruas da cidade, como qualquer rosto, qualquer voz, qualquer olhar. Anônimo. Homônimo. O nome era Antônio.

O calor era insuportável, e o suor já lhe escorria na testa. O barulho de carros, de gente, do centro urbano já se misturava em sua cabeça num zumbido indefinível que lhe causava asco. Suas origens eram rurais, assim como seus costumes, e não se acostumava àquela loucura. Precisava trabalhar e ganhar dinheiro para comer, para morar, para viver  e assistir às matinês de sábado. De graça nessa vida, só a morte, dizia o pai. E à lista de serviços gratuitos da vida Antônio acrescentava mais um item. A indiferença.

Entrou no estabelecimento. O calor parecia ter aumentado, talvez devido ao tamanho minúsculo do lugar, e a quantidade de computadores enfileirados em mesas. Era um daqueles novos estabelecimentos dos tempos modernos: uma lan house. Não estava cheio. Havia uma moça num canto, compenetrada na tela da máquina, e um rapaz sentado na mesa da recepção, provavelmente olhando para a tela do seu computador só por automatismo, pois já não tinha mais onde olhar. O rapaz parou e o olhou nos olhos:

- O que o senhor deseja?

Perguntou o preço da impressão. O seu olhar era humilde e fitava o chão. Tinha 63 centavos e rezava para que o preço não passasse desse valor. O rapaz olhou o arquivo. Tinha três páginas.

- Olha moço, isso aqui fica a um e cinquenta.

Um e cinquenta. O preço do ingresso na concorrência de um emprego. Só que Antônio não conhecia uma coisa. Coisa que só foi compreender quando saiu da loja com o currículo em mãos. Seres humanos se compreendem. Um olhar diz muita coisa. E foi por causa dessa característica intrínsecamente humana que Antônio viu nos olhos do rapaz uma compaixão plena, um olhar de quem sabia o que se sofre para conseguir trabalhar. E o rapaz viu nos olhos de antônio a dor e o sentimento de impotência perante a vida, perante a incapacidade de alcançar dignidade. Num gesto de cumplicidade, o rapaz se aproximou de Antônio:

- Quanto você tem? – perguntou, adivinhando que Antônio não possuía a quantia.

- 63 centavos.

- Faz o seguinte. Eu te faço aqui a impressão, você me dá o dinheiro que você tem, e a gente deixa por isso mesmo.

Antônio entregou as moedas ao rapaz, recebeu o papel que supostamente continha sua vida impressa e agradeceu. Saiu pela porta, não sem antes levar discretamente a bolsa de uma das clientes. Nessa vida, nada é de graça. E a riqueza não passa incólume à pobreza.

***

1 – Saí da fase da violência e do sexo e fui para a fase das mazelas sociais. Esperem eu voltar a ler o Rubem Fonseca que eu arrumo um machado manchado de sangue e prostitutas pra enfiar nessa história.

2 – Eu tenho um formspring. Só não vale perguntar de propaganda. AQUI.

3 – Só pra ter certeza. Google, você pegou a URL da minha Agência de Propaganda e Produtora? Obrigado. ^^

Esse é um momento bem legal do ano, quando você reúne todas as tranqueiras que ouviu e resolve fazer as famigeradas listinhas que muitos amam e o resto do mundo odeia. Depois de ouvir quase 20 mil faixas este ano de acordo com meu contador da Last.fm, entre estas ouvi pelo menos uns 300 álbuns novos (não contei e nem pretendo contar, principalmente porque meu PC de casa está o pó).

Sem mais delongas, dividi a lista em duas partes: Rock e Metal, só pra não misturar as coisas. Vamos aos melhores álbuns de rock de 2009:

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1. Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

Esse é o tipo de álbum que quando você ouve logo pensa: que gostoso! Puts, é um som fantástico, cheio de emoção do início ao fim, as músicas são ótimas, não cansam e tem a cara do bom e velho grupo de roqueiros (metaleiros?) durante a década de 90. William DuVall, novo vocalista do grupo, é ótimo. Layne Staley morreu, mas o seu espírito e sua música ainda vivem no Alice in Chains. Destaque para as fantásticas “Check my Brain” e “A Looking in View”, duas super músicas de um álbum genial do início ao fim e por isso fica com a posição número 1 desta lista.

Check my Brain

A Looking in View

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2. Guilt Machine – On This Perfect Day

Mais um trabalho genial do grande compositor Arjen Lucassen (Ayreon, Ambeon, Stream of Passion, Star One, só essa frase já caracteriza todo o potencial presente em “On This Perfect Day”. É um álbum sombrio, bastante intenso, com um vocalista fantástico e com letras marcantes, além da cara do progressivo, possuindo apenas 6 músicas (4 delas com mais de 10 minutos de duração). Não sei se estou exagerando muito, mas depois de “The Human Equation” esse pode ser considerado o trabalho mais arrojado do mestre holandês, que desta vez saiu um pouco das variáveis do Ayreon e pisou em um novo solo, garantindo assim a segunda posição.

Over

Perfection?

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3. Europe – Last Look At Eden

Outra obra fantástica de um grande grupo que fez sucesso no passado. O Europe será eternamente conhecido pelo sucesso “The Final Countdown” do álbum de 1986, mas “Last Look At Eden ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira e fazer os fãs do hard rock verem que ainda podem sair músicas de sucesso deste grupo de suecos. Um dos pontos positivos deste álbum é que ele é muito completo, passando pela sinfônica e cheia de poder “Last Look at Eden”, pelo som leve da balada “New Love in Town” e cheio do puro hard rock em músicas como “U Devil U” e “Mojito Girl”.

New Love in Town

U Devil U

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4. Ace Frehley – Anomaly

Muitos já tinham até mesmo esquecido de Ace Frehley, não da história no Kiss, mas sim de sua capacidade em compor álbuns. O novo álbum do Space Ace, “Anomaly”, é algo bastante diferente que não lembra em quase nada as músicas do Kiss. Em um som cheio de variantes, Ace compôs uma obra fantástica cheia de músicas que lembram o bom e velho rock dos anos 70. Músicas como “Fox on The Run”, “Outer Space” e “Foxy & Free” tem todo um toque especial. Se você não ouviu, vale a pena conferir!

Fox on the Run

Foxy & Free

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5. Anneke van Giersbergen & Agua de Annique – In Your Room

Muitas pessoas pensaram que a talentosa vocalista Anneke van Giersbergen nunca faria sucesso fora do The Gathering, mas desde que ela entrou no Agua de Annique até agora não decepcionou nem um pouco. Primeiro foi com “Air” (2007) e neste ano que passou ela trouxe três ótimos trabalhos: o álbum acústico “Pure Air”, o álbum “In Parallel” em parceria com o vocalista Danny Cavanagh do Anathema e “In Your Room”, acima citado.
O álbum é uma bela peça do rock independente, com músicas que são totalmente a cara da meiga vocalista, como “Hey Okay”, “I Want” e “Pearly”.

Hey Okay!

Wonder

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6. Pearl Jam – Backspacer

É Pearl Jam! Preciso dizer algo? O álbum é muito bom, ao começar por esta capa cheia de desenhos. As músicas estão bastante interessantes com a boa e velha marca registrada do grupo. Como sou fã de algumas músicas do Pearl Jam e considero eles uma das melhores bandas de rock ainda atuante, “Backspacer” não poderia mesmo ficar de fora. Confira por si mesmo.

The Fixer

Just Breathe

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7. Wolfmother – Cosmic Egg

Wolfmother! Cosmic Egg! Uma arte de capa bem doida e uma música de ótima qualidade. Este eu não vou comentar, deixarei o Pedrão explicar para vocês o segundo álbum do Wolfmother.

California Queen

New Moon Rising

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8. Trans-siberian Orchestra – Night Castle

Álbuns como o “Night Castle” sempre me enchem de orgulho. Adoro sinfonias, orquestrações e óperas, se unidas ao rock ou metal conseguem ficar melhores ainda! Este álbum não é uma obra prima, muito menos está perto dos melhores álbuns do Trans-siberian Orchestra, mas algumas músicas no meio das 26 que formam este álbum duplo. Nele você encontra todas as boas e velhas características deste tipo de álbuns: músicas orquestrais fantásticas como “Night Enchanted”, o bom e velho hard rock em músicas como “Sparks”, ótimos remakes de músicas clássicas como “The Mountain” e tantas outras.

Sparks

Nutrocker

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9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Neste ano tivemos a criação de dois novos supergrupos. Enquanto considero o álbum do Chickenfoot um fracasso – não necessariamente pelo som do álbum, mas sim pelas expectativas que foram criadas em torno de um grupo que prometeu revoluções e maravilhas mas trouxe mais do mesmo – tivemos o Them Crooked Vultures, que veio com mais calma, não vendeu milagres e trouxe um som bem característico do rock. Formado por Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters) e o lendário baixista John Paul Jones (Led Zeppelin), o grupo não decepcionou e trouxe alguns bons sucessos como “New Fang” e “Dead End Friends”. Só pelos nomes citados este álbum já merece fazer parte da sua playlist, nada mais a dizer.

New Fang

Dead End Friends

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10. Kiss – Sonic Boom

Acredito que boa parte de vocês pensou que eles nunca mais lançariam alguma coisa nova e viveriam de passado – bem, muitas bandas famosas andam fazendo isto e tendo ótimo sucesso, cof cof… Rolling Stones… cof cof…
Bem, “Sonic Boom” foi lançado e se mostrou um álbum legal e com a marca registrada do Kiss. Algumas músicas como “Modern Day Delilah” são muito boas, outras infelizmente acabaram deixando a deseja, mas ele vale apena ser ouvido e experimentado.

Modern Day Delilah

Russian Roulette

***

1- Parabéns aos novos integrantes desta bagaça, espero que vocês sobrevivam a primeira semana de torturas.

2- Como sou fã do Blind Guardian, confira as verdades sobre Hansi Kürsch.

3- Em breve a outra lista.

1. Alice in Chains – Black Gives Way To Blue (EUA) (???) – 9

2. Guilt Machine – On This Perfect Day (Holanda) (Prog) – 9

3. Europe – Last Look At Eden (Suécia) (Hard) – 9

4. Ace Frehley – Anomaly (EUA) (Rock) – 9

5. Trans-siberian Orchestra – Night Castle (EUA) (Sym) – 9

6. Kiss – Sonic Boom (EUA) (Hard) – 9

7. Anneke van Giersbergen and Agua de Annique – In Your Room (Holanda) (Indie) – 9

8. Pearl Jam – Backspacer – 8

9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures – 8

10. Wolfmother – Cosmic Egg – 8

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Esse assunto é polemico, antigo e chato, mas pelo que parece não estamos nem perto de um acordo entre os produtores e consumidores.

Para quem fez algum curso da área de comunicação, artes, música e direito deve estar bem a par do funcionamento dessas leis, mas se alguém tivesse aulas com meu professor Frank da Matta (gracinha, como dizia a Hebe, opa diz) teria um posicionamento sobre o tema. Para ele o artista não ganha dinheiro com a obra em si, mas com  que se fazia com ela. Exemplo um músico ganha com os shows, um cineasta ganha com os produtos vendidos e assim cada um tem o seu fundo de lucro. Mas, como ganhar dinheiro não é o ponto que eu quero chegar aqui.

Na verdade as certezas que temos hoje é que o artista se sente roubado por não ganhar com a venda de produtos e o consumidor se sente assaltado com os preços, principalmente se for de países com altas taxas de imposto como a nossa.

Porém hoje a minha maior preocupação é nas mãos de quem está à decisão do futuro das leis de direitos autorais e da internet. É de conhecimento que o deputado mineiro, Eduardo Azeredo, está colocando a cabeça em risco com seu projeto de lei, para quem não conhece entre no link. Esse projeto restringe muito a rede e não compensa o sacrifício da liberdade que temos hoje para modelos fechados. Vide China que estourou a paciência do Google com ataques diretos ao Gmail, fazendo o Google se rebelar e tirar todos os filtros. Mas o caso da China é ainda diferente. Na verdade eu quero chegar na competência da pessoa em fazer uma lei assim, eu não conheço o deputado tão bem, mas não votaria nele para criar leis sobre a internet. Polemizei? Bem, é a verdade, ainda mais com o histórico dos políticos mineiros e a censura. Esse site pode sair do ar a qualquer momento. Vou parar.

Depois de toda essa volta quero dar uma boa noticia sobre uma vitória dos direitos autorais. Comemorem, é um grande passo para o Brasil. Em São Paulo, na cidade de Itu, uma boate conseguiu habeas corpus (por mais estranho que parece para os não advogados o habeas corpus para um estabelecimento comercial) afirmando que as músicas tocadas no interior da boate sem pagamento não era crime. Nunca antes na história do Brasil alguém conseguiu tal feito e na verdade, isso já é uma amostra do enfraquecimento do direito autoral e da indústria da música, principalmente no ECAD (o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de direitos autorais), que tem esse tipo de pagamento como a maior fonte de renda.

Agora é esperar pra ver onde vamos chegar. Como disse Bôscoli dono da Trama Records:”… já sabíamos que uma empresa de música teria futuro, mas uma gravadora, não.” E olha que ele foi pioneiro no Brasil em ver que a musica vende tudo, mochila, caderno, pen drive, notebook, roupa, vídeo game, tênis, etc. é dele também o projeto onde disponibiliza tudo na rede, quem se interessar olha no site da Trama, ele disponibiliza desde o áudio até o encarte e quem paga é a publicidade.

*****

Como o Pedro disse vou me abrindo com o tempo, aguardem….
Frio na barriga pelo primeiro post…ui!

Até então eu nunca tinha bebido. Mas sei lá, precisava impressioná-la. Mas porra, quem disse que beber era a solução? Não sei, todos dizem que a bebida liberta as pessoas da timidez; até libertou, mas me deixou sem limites.

Cheguei na festa por volta de 21:30, apesar de tudo começar 22 horas. “Não esquece de me ligar na hora de sair que eu venho te buscar tá?” – Disse minha mãe, me dando um beijo na testa e me desejando uma boa festa. Eu realmente desejava que fosse uma boa festa, pois estou há exatos 17 anos sem dar um beijo na boca (tenho 17 anos de vida).

- Falae Caio! Chegou cedo hein? – Disse o Humberto para mim, com um ar sarcástico. Ele é um negro alto, forte, estava vestindo uma camiseta amarela, bermudas azuis com umas estampas esquisitas e um chinelo que também é abridor de garrafas. “Custou 120 reais!”, ele diz com orgulho, uma pessoa vazia por dentro de vangloria pelo que consome, como se isso representasse alguma coisa realmente.

Ser feio em uma sociedade que sempre visa o padrão estético para estabelecer suas relações é complicado. De nada adiantou ser inteligente, as pessoas só falam com você na hora de pedir as respostas das provas, e sequer agradecem por isso. Eu queria ser como o Humberto, desejado pelas meninas, ou até como o Antônio, que estava chegando por ali.

- Caio, será que hoje tu dscola alguma coisa ou vai ficar só na saudade? – gritou Antônio, de longe. Ele vestia uma daquelas calças jeans com vários pedaços rasgados, uma blusa rosa dessas de surfista, cordão de prata e um cabelo liso jogado para o lado, em forma de franja. Dei um sorriso sem graça, sentindo muita vontade de ter uma arma naquela hora, nem que seja para dar um tirinho no pé do infeliz.

Passada a raiva, fui andando pela festa. Muita gente desconhecida pra mim, apenas os “amigos” do colégio (entre aspas porquê eles não são meus amigos, só na hora de pedir as respostas das provas). Além da bebida liberada, a pegação rolava solta, o que me deixava mais puto ainda. Por que nenhuma garota se interessava por mim? Eu sempre achei que fosse uma pessoa legal, mas ninguém quer me conhecer, todos travam na barreira da minha falta de beleza, mundo ingrato…

Cansei, fui para o fundo da festa. Me sentei ao lado dos casais que praticavam encenações de sexo ao ar livre, sem ao menos tirarem as roupas. É quando de longe avisto Norminha, a minha única e verdadeira amiga, grito para chamá-la e para pedir que se aproxime. Norminha não é das garotas mais bonitas, porém, com certeza é a mais legal.

- O que você faz por aqui, Caio? – Ela me pergunta. Penso comigo: “Eu não posso frequentar festas?”. Sempre que vou em uma, as pessoas perguntam com espanto o que faço lá, como se eu fosse um nazista discursando em uma Conferência contra o Preconceito Racial. Respirei fundo e fui bem educado:

– Não sei.

Vi que ela também não sabia muito bem o que fazer e se aproximava de mim.

- Sabe Caio, estou tão sozinha aqui… -  Ela falou para mim, com um olhar caído e triste.

Sem saber o que fazer, fiquei vermelho e sem-graça. Senti meu sangue fervilhando em minhas veias, minha cabeça ficar tonta. Droga, por que eu sempre me apaixono por qualquer mulher que fala um pouco mais carinhosamente comigo? Eu me odeio. Quando me toquei, tinha me afastado e deixado Norminha sozinha, estava sozinho no balcão de bebidas, esperando minha Coca-Cola chegar.

Ao meu lado, sentou-se Humberto, ligeiramente chapado, parecia não saber onde estava?

- Que dia é hoje? – Ele me perguntou. Caguei para a pergunta dele, e num momento de desepero, fiz outra pergunta por cima.

- Humberto, seja bem sincero: Por que as garotas não gostam de mim? – Ele ouviu a pergunta atentamente, e ficou confabulando uma resposta.

- Cara, você bebe? Devia beber umas pra se soltar, toma aqui. – Ele me ofereceu seu copo de alguma bebida verde que não sei o nome. Era absinto.

- Toma cara, é a bebida dos deuses!

Pensei comigo: já estou na merda, não pode piorar. Bebi em uma golada só, e me arrependi amargamente. Aquilo queimou minha garganta até não querer mais, e bastou apenas mais um copo para eu me libertar! Sim, fiquei livre! Até demais…

Não me lembro bem, acho que depois virei mais uns cinco copos de cerveja. Comecei a dançar, e mal me lembro das músicas, só sei que o som entrava pelos meus ouvidos e balançava todo meu corpo, era involuntário. Cheguei em todas as garotas possíveis, inclusive na Norminha, e tenho a vaga lembrança de ter tomado um tapa na cara, o que será que eu disse pra ela?

Mas uma coisa eu me lembro muito bem, da Alessandra. Ela é uma morena de respeito, daquelas de parar a Uniban. Se eu estivesse em sã consciência, eu nunca ia chegar pra ela e dizer: – E aí gata, rola um sentimento? – Ainda mais sabendo que ela está com um Janjão, o lutador de jiu-jitsu do colégio, pitboy que bate até na mãe, sem sentir pena. Talvez meu olho roxo agora tenha sido de algum soco dele.

Talvez o pior de encher a cara seja isso, de não lembrar o que se fez. Então qual é a graça? Percebi que nessa festa que meu ambiente não é esse, meus amigos não são esses, não é isso que tenho que beber. Ninguém me respeita lá, pra que eu preciso me enquadrar nesse padrão?

Hoje estou feliz, mas isso me custou um olho roxo, um tapa na cara e sabe lá Deus mais o que, tenho até medo de descobrir, pelo menos eu acordei em casa, eu acho.

————————–

* Essa é uma história de ficção, e todos os personagens aqui descritos são ficcionais. Mas com certeza essa história – ou bem parecida – já aconteceu com alguém.

Querido leitor, (Rosana Herman feelings) sem mais delongas quero que você conheça os mais novos escravos recrutas do Crepúsculo. Mas antes (aqui sempre tem um mas antes.. já reparou?) quero explicar o porque das novas contratações. E porque diabos são duas.

Primeiro motivo eu não preciso explicar. Só Illuvatar sabe o quanto esse blog anda precisando de um up, mais postangens, divulgação e tal. Segundo, porque o amigo Neto – nosso mais novo empreendedor – estará bastante ocupado pelos próximos meses com as coisas dele, acredito que ele vá fazer um post para explicar a parada toda então eu não vou dar spoiler aqui.

Terceiro, porque… bem, eu gostaria de ter mais escritores aqui. O Crepúsculo continuará sendo o que sempre foi, um blog pessoal, de opinião, dicas e textos polêmicos e revoltosos. Sim, ele continua pessoal, mas é de cada um que aqui se encontra, inclusive dos novos companheiros. Saibam que como da outra vez, eu não escolhi levianamente, escolhi pessoas que vão com toda certeza contribuir e muito para que vocês não fiquem desamparados ante a minha preguiça e ocupação infinita.

Vamos às apresentações:

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Textinho em terceira pessoa como manda a regra:

Ingrid Sybele escolheu a publicidade como profissão e foi escolhida como planejamento pela própria publicidade.  Viu na internet um mundo mágico e se encantou pelas redes sociais, provavelmente pela admiração que tem pelo comportamento humano. A vontade de escrever vem do amor pelo cinema e o poder envolvente da história contada. Nascida no interior em uma rua sem saída teve uma infância com muito vídeo game o que vez despertar uma paixão pela tecnologia. Mudou para a cidade grande para fazer faculdade e agora está de mudança para São Paulo a procura de novos desafios.

*Comentário: Bom, já viu que gostamos de publicitários aqui, da querida Ingrid vocês podem esperar ótimos posts informativos e dicas preciosas. Isso até ela se soltar de verdade, aí estamos perdidos. =D Seja bem vinda!

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Dorly Neto, 18, é um jornalista, radialista, cronista, contista, novelista, altruísta, ativista, mesatenista e um grande mentiroso. Pretende salvar o mundo através da conscientização coletiva de que somos apenas macacos, que raspam os pelos para enganar a Mãe Natureza. Seu sonho era ser Campeão Mundial de Tênis-de-mesa, mas teve que se contentar em seguir o Jornalismo.

*Comentário: Outro jornalista coitado. Bom, esse já é bem conhecido na umbigosfera brasileira, figurinha carimbada nos mais badalados eventos blogosferísticos (ele vai me matar quando ler isso). Tinha o blog Capetalismo, grande escritor, de opinião forte. Pode esperar bem mais ódio que nos meus textos, mas coisas bem melhores. Garanto. Além daqui ele tem o blog dele – DorlyNeto.com. Vale a visita.

Bom folks, é isso. Eles estão mais do que ansiosos para começar. Bons textos, boas dicas e boa diversão vem por aí. Enquanto a mim e a Naya, continuamos firmes e fortes. Dieguito sumiu, nem no msn vejo aquele puto. Mas ele aparece de vez em quando, Neto estará sumido mas dará as caras de vez em quando.

Ânimos renovados, vamo que vamo!

***

1 – Ingrid no Twitter.

2 – Dorly no Twitter.

3 – Eu no Twitter. Rá! HAhaha. Naya no Twitter, Neto no Twitter, Diego no Twitter.

Depois reclamam por eu ter falado mal dos brasileiros, eu até fiquei pensando se me exaltei demais, até lembrar dessa notícia. Então eu vi que peguei foi leve meu amigo. Leve.

Eu já fico horrorizado pela manchete, “Humorista da mãe do guarda é preso por porte de arma e blá blá blá”. Minha primeira reação foi uma cara de wuatáfok?!??!!? HUMORISTA!? Puta que pariu. Os caras, me pegam um drogado, torcedor do curíntia que falou Ronaldo – não sei como um bando de descerebrados achou aquilo engraçado – e TRANSFORMARAM O CARA EM HUMORISTA!?

Me desculpem que não tem nada a ver, mas PUTAQUEPARIL. Depois reclamam que eu reclamo.

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Olha a que ponto chegamos, para ser “humorista” na televisão hoje basta ser viciado em drogas pesadas e falar como um retardado. Pronto. Você vai fazer outros milhões de panacas rirem enquanto uns poucos ganham dinheiro com essa bobeirada toda. O Rogério [O post na verdade foi feito pelo Thiago Caetano] falou muito bem no post dele, um programa – assistido por crianças – que acha lindo e maravilhoso colocar esse projeto de ser humano super engraçado como uma das atrações principais. Lindo não é?

E o pior de tudo, é que ainda pintam o cara como um coitado. A vá pra casa do carvalho!

Eu queria ver, a cara do Sr. Emílio Zurita, se a brincadeirinha desse marginal acabasse pior. Se alguém tivesse se ferido ou pior, morto. E a Rede TV?

O Brasil, por mais merdas que tenha, tem muita gente bacana para se espelhar, mas que não tem espaço nenhum. Ou só aparece em especiais que ninguém acha graça, ou depois que morrem – vide a maravilhosa Zilda Arns. São esses caras aí, que comandam a tal “caixinha mágica”, que continuam formando gerações e gerações de Homers Simpsons – oi Bonner! – nos sofás brasileiros.

Ou você acha, que aquele tanto de retardado ia ficar gritando Ronaldo em cinemas, teatros, salas de aula, ia fazer isso se tivesse um pouquinho mais de massa cinzenta? Volto no meu último post, dizendo que a mudança tem que partir de baixo. Fique repetindo não sei o quê da Xuripita para você ver onde vamos parar.

Quer humor de verdade? Procure por George Carlin, Jerry Seinfeld, Chris Rock, Chico Anysio, Trapalhões no YouTube e dê boas gargalhadas com humor de verdade.

***

1 – Sim, este é um blog polêmico. Aahhahahahah.

2 – Vejam meu post em um dos meus blogs preferidos.

3 – Eu fiz um Formspring pra mim. Pergunte o que quiser.

Venho percebendo que esse blog tá muito humorístico nesses últimos tempos, o que é compreensível se levarmos em conta os últimos meses que nós tivemos. Ser crítico, nervoso e reclamar cansa e eu já era assim na vida off-line. Então na online eu precisava de um escape.

Já aviso que isso acabou. E eu to aqui com pedras na mão. Eu fiquei pensando esses dias, no que eu poderia reclamar aqui, podia reclamar do Dunga, podia reclamar do Galo, podia reclamar do Lula, podia reclamar do BBB… enfim, resolvi reclamar do brasileiro médio. Isso provavelmente inclui você que está lendo, a mim com certeza.

Brasileiro reclama de tudo já percebeu? Aí eu já não sei se é o Brasileiro ou o ser humano em geral. Sei que pelo menos brasileiros reclamam o tempo todo. Reclamam do Dunga, reclamam do Galo, do Lula e do BBB. Até aí tudo bem, reclamar tem lá seu sentido… a gente paga* imposto pra caramba, sofremos com a corrupção e no dia-a-dia tem sempre alguém tentando passar a gente pra trás.

Mas espera aí. Pensa um pouquinho, você não é nem um pouco culpado por isso? – Não to falando do Dunga não – Quantas vezes, você já não deu o famoso “jeitinho” em alguma coisa? Eu já, um monte. Brasileiro se acha muito esperto, mas é por se achar esperto é que a maioria se fome.

Eu nunca fui para fora do país – tirando quando fui ao Paraguai, mas aí não conta – mas tenho conhecimento o bastante para ter nojo do brasileiro médio. Por querer sempre se dar bem, somos desconfiados – partimos do princípio que todo mundo é da mesma estirpe – ou seja, não confiamos nas pessoas. Não respeitamos nada nem ninguém. E no final do dia, reclamamos que um puto qualquer colocou dinheiro na meia.

Tá achando que eu tô pegando pesado? Dá uma olhadinha nessa lista que eu recebi por e-mail.

- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

- Fala no celular enquanto dirige.

- Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

- Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas e faixas de pedestres.

- Viola a lei do silêncio.

- Dirige após consumir bebida alcoólica.

- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

- Espalha mesas, churrasqueira, cadeiras nas calçadas.

- Joga lixo na via publica.

- Não recicla o lixo ou faz tudo errado.

- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

- Pede para não assinarem a carteira de trabalho para não perder o auxilio desemprego.

- Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.

- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20.

- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

- Não dá passagem para outro veiculo entrar no transito.

- Não obedece aos sinais e ás placas de sinalização.

- Ocupa assentos destinados a idosos, gestantes e necessitados especiais.

- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

- Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.

- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. como se isso não fosse roubo.

- Comercializa os vales transporte e vales refeição que recebe das empresas onde trabalha.

- Falsifica tudo, tudo mesmo.. só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado…

- Quando volta do exterior, nunca fala a verdade quando o policial pergunta o que traz na bagagem…

- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

É verdade ou não? Quantos são os casos de pessoas próximas a você que fizeram a maioria das coisas dessa lista? Quantas coisas você mesmo não fez?

Eu fiz, várias. É óbvio que não vou dizer que todo mundo é assim, e nem que todo mundo faz por mal mesmo. Não é sua culpa, ou não é nossa culpa de todo. Aprendemos assim, aprendemos com a vida a sermos assim. Vale lembrar também que existe uma diferença em dar “jeitinho” e cometer crimes pesados, não é isso que quero dizer.

Ver isso assim de forma tão clara me fez repensar algumas coisas. Principalmente pensando sobre corrupção. Tolkien disse que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. Se fosse você lá no topo, o que faria? Ater-se-ia a seus valores ou acabaria também se corrompendo?

De certa forma, é provado que em diferentes graus, no decorrer do tempo nos corrompemos. Estão aí os nossos “jeitinhos” do dia-a-dia. Poder em menor escala, corrupção em menor escala.

Eu sei que dependendo do ponto de vista, fazer um gato de luz é diferente de desviar milhões do contribuinte, receber propina, etc. Espera um pouco… é diferente mesmo? Sinceramente? Não, não é diferente. Não estou dizendo que se você comprou um filme pirata e for um grande empresário você vá sonegar impostos. Até porque o cagaço é muito maior quando se tem mais a perder. É ou não é?

Você pode até não fazer, mas se tivesse um pouco de segurança de não ser pego, a maioria faria, não tenho dúvida. E esses são os mesmo que reclamam do país, das taxas, dos impostos, dos juros, dos políticos que eles financiam e dão presentinhos.

É como eu costumo dizer, o brasileiro é o ser mais hipócrita do mundo, mas ainda há salvação.

A mudança, não tem que começar lá em cima, a mudança tem que começar aqui em baixo mesmo. A mudança tem que começar em nossos atos e em nossas cabeças. A nossa geração já é bem mais atinada para essas coisas, e que a próxima seja ainda melhor nesse quesito. Cabe a você, eu, todo mundo, passar um pouco disso e quem sabe, nos livrarmos dessa culpa que eu acabei de colocar em todos nós.

Talvez poderíamos nos espelhar em povos um pouco mais civilizados do que a gente.

***

1 – Gente, esse semana ainda vamos estrear mais dois colaboradores. Fiquem atentos. Farei um post para explicar e tudo mais.

2 – Estou replanejando o blog, e isso tá levando um bom tempo.

3 – Não, eu não esqueci do novo layout.


“Glicose anal é f*d*.” (@Babiarruda, 2009)

Não sou, nunca fui e nunca serei fresca. Sei me comportar entre 10 talheres e um espetinho com farofa. Lógico, a graça da vida está em ser versátil. Chique é saber se adaptar a diversos ambientes, conviver com todo tipo de pessoa, viver de verdade! E uma coisa que me irrita é justamente quem anda com o rei na barriga. Humildade pra que nessa vida, né?
Deixar de frequentar determinado lugar porque só tem farofeiro é desculpa.


Tem coisa mais gostosa do que ir para o boteco e se divertir com os amigos? Claro que também é delicioso ir no barzinho da moda, mas o clássico “ficou super baratinho pra cada um” não vai existir. É saboroso um restaurante luxuoso, uma comida bem preparada, mas ninguém morreu comendo a porção oleosa de isca de frango do bar do zé!

Obviamente eu não frequento lugares denominados “copo sujo”. Uma coisa é se juntar ao povo, outra é confraternizar com ratos.

Mas existem aquelas pessoas que encontram problema em todo lugar. Parece que nada está a altura do Sr./Sra. Eu Sou Demais. Aí quando você se empolga para ir em determinado lugar, lá vem o estraga prazeres e solta um “credo, aquele lugar é nojento”, e estranhamente quem fica sem graça é você! Agora me explica a razão. O idiota foi criado no tapete e você fica sem graça? Eu já logo falo “tô nem aí…sobrevivi a todos os botecos…”

O problema é que depois eu me pego pensando se sou tão maloqueira assim a ponto de não me importar com o local e sim com as pessoas. É tão errado preferir boas gargalhadas onde eu sei que posso aprontar, ao invés de risos discretos em um lugar onde todo mundo se comporta?

E se alguém argumentar que é por causa do nível das pessoas, podem reparar que o mesmo educadinho do lugar fino, é o que mais grita com a galera no posto. É uma contrariedade sem fim. Eu convivo com os dois lados, tenho amigos que não se preocupam com dinheiro e outros que descem até o chão. No fundo todos são iguais, todos querem se divertir, querem beber, querem dançar, mas “cada um no seu quadrado”.

Só que no final da noite todos estão bêbados, gritando e correndo pelas ruas. Então pra que a frescura idiota se no fim todos se comportam da mesma maneira? As piadas são iguais, a tonteira é igual e se alguém passar mal vomitam do mesmo jeito. E no meio da rua, se bobear.

Lógico que cada ambiente pede um comportamento, mas negar uma ida ao bar da esquina por causa do nível do pessoal é demais…