games

Bom, com esse post eu estou reavivando e abrindo oficialmente a seção de games do blog. Não é segredo para ninguém que eu sou um completo viciado em videogames, desde o Atari, Nintendo, passando pelo saudoso SNES, jogos clássicos para PC (Diablo, obviamente), Além de ter experimentado quase todos os consoles a partir do Atari além, é claro ter possuído toda a linha da Sony. Tenho orgulho em ter comprado eu mesmo o Play Station, Play Station 2, Play Station Portable e finalmente Play Station 3. Hoje no caso usufruo apenas dos últimos dois, PSP e recentemente PS3. O dois eu dei para meu irmão e meu pai.

Acho que com esse histórico e tendo grande parte da minha formação cultural apoiada em games e tudo que eles me ensinaram eu tenho boas credenciais para falar bem ou mal de qualquer jogo, joguinho ou joguete de qualquer plataforma que seja.

Desde que eu comprei o PSP venho querendo reviver essa seção, até hoje nada. Até que veio o PS3 e eu não me contive. É realmente uma máquina incrível. O problema todo, é o preço dos jogos, mas mesmo assim a gente dá um jeito. Um alternativa, por exemplo, é juntar 2 ou 3 amigos que também possuem o console e comprar jogos diferentes. Assim você terá uma boa coleção para jogar.

Chega de lenga lenga e vamos a pergunta que não quer calar e que é o tema central desse post.

Quem é melhor? Fifa Soccer 10 ou Pro Evolution Soccer 10

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Por incrível que pareça, a resposta é fácil. Muito fácil.

Fifa Soccer 10 é o melhor jogo de futebol de todos os tempos. Ganha em todos, veja bem, TODOS, os quesitos do PES10. Acredite, eu também fiquei incrédulo quando me disseram.

Tudo começou com o “advento” dos 360 bits. Comecei a ouvir um papo de que o Fifa tava arrebentando e que o ProEvolution ficou muito para trás, isso já nas edições 09. Logicamente pensei que todos estavam malucos. Porra, meu PES ou meu Winning Eleven perder pro FIFA?!?! Só podiam estar malucos. Nessa época eram boatos aqui e ali, mas eu não podia acreditar.

Veja bem, você que não gosta de jogos de futebol ou não gosta de jogos em geral, na era dos 128 bits (Xbox, PS2) comparar Fifa com PES era como comparar O Poderoso Chefão com Crepúsculo. Não, não to exagerando. Fifa era mais que ruim, era péssimo. Ai de quem falasse em Fifa numa rodinha de partidas de W11 (PES), o coitado era cortado em pedacinhos e jogado no lixo. Hoje digo que tudo isso mudou. Pro Evolution Soccer é pra mim hoje o que Alexi Lalas Soccer era no Play 1 comparado com os outros.

Você que como eu, é (era) fanboy de Winning Eleven, não se sinta traíra. Eu também jogava desde o saudoso 4 para PS. Comprei uns 800 dvd’s de W11 e PES para PS2. Mas quando eu joguei e vi o que era o Fifa 10 e quando joguei e vi o que era o PES 10… amigo, que decepção e que alegria. E precisei apenas jogar o demo do PES para saber as diferenças.

Vamos então falar do jogo em si.

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Fifa 10 reúne tudo aquilo que mais importa no jogo, para mim pelo menos. Os gráficos são absurdos. Ok, falar isso pra nova geração de games é pleonasmo, mas não importa. PES sempre ganhou de fifa nesse quesito. Perdeu.

Agora o ponto em que você sente de verdade a diferença, é a realidade do jogo.

Fifa é real. Real até demais. Muito, mas muito difícil por causa disso. Não adianta tentar, você não vai conseguir pegar o Messi ou C. Ronaldo, driblar todo mundo, correr igual um doido e fazer o gol. Você perde a bola facinho, o jogador cansa de verdade se correr muito, dribles são bem difíceis de fazer e muito mais difíceis de acertar – o que causa instantânea euforia quando é acertado – gol então amigo… aperta L2, não aperta, direciona, mede a força. E tudo isso depende de quem bate, da perna que bate, da posição do corpo…. é peculiaridade que não acaba mais.

No PES 10 ouse correr com o jogador. Aquilo não é correr, é tentar acertar o joelho na cabeça. Erraram FEIO.

Além é claro de outras coisas, como os juízes e os bandeirinhas. Falando nisso, tenho vontade de dar muita porrada no juíz quando a bola bate nele. O bandeira pulando nos carrinhos perto dele é demais. Os replays são fodas. A narração então.. porra, conseguiu superar a mítica narração em japonês do W11 (a minha preferida até então). Em inglês, porque você além de tudo pode baixar as narrações em trocentas línguas – pagando, é claro.

Outra coisa que me deixou maluco. OS TORCEDORES NÃO SÃO DE PAPEL! Claro que torcida é um negócio complicado, a do Fifa 10 é a melhor que eu já vi mas mesmo assim os amigos que fazem os jogos podem melhorar muito. Ponto negativo é que fotógrafos, repórteres, etc são de papel. Só no SNES eles conseguiram fazer aquilo. Mesmo assim isso são detalhes de fanáticos como eu.

Os modos do jogo são fantásticos. Tem o Manager Mode que é a nossa Master League melhorada em 1.000 vezes. Be a Pro que é o Fantasy do PES, ou aquele modo em que você é apenas um jogador. Falando nisso, você faz o seu jogador bem personalizado, uma vez que você entra no site da EA Sports, baixa um programinha que transporta uma foto sua para um rosto virtual e você baixa pelo próprio jogo. Ou seja, você pode ser você mesmo. Ou pode ser o Robert Pattinson, sei lá que gosto você tem.

Mais pontos positivos? Uniformes e chuteiras. Tem TODOS uniformes dos times que liberaram os direitos de imagem. E cada jogador usa a chuteira que usa na realidade. Sem aquela besteira de só ter adidas ou puma como no PES. Falando nisso, históricamente Fifa tem 9807896758 times no jogo. O que é ótimo, comparado ao PES que sempre teve aquele tanto lá.

Pontos negativos? Seleções. São poucas comparadas ao PES. Não dá pra fazer a copa do mundo e nem tem campeonatos de seleções. Isso é realmente chato. Toda vez que eu comprava um novo futebol a primeira coisa que eu ia lá disputar era uma Copa do Mundo. Tudo bem, atualizações podem vir por aí.

Isso tudo que eu falei, é só 1% do que o jogo realmente é. Para você entender de verdade, só jogando. Mas não uma vez só, jogue o tanto que puder e repita a dose. Eu demorei um pouco para gostar, achei difícil demais – ainda é – mas desci um nível e consegui ganhar algumas partidas, venho melhorando e posso falar com toda a certeza que Fifa 10 será por muito tempo o meu game preferido.

E se quiser bater um On Line, é só me falar. De qualquer modo, me adicione como amigo no PS3.

Ainda não sei bem como é, alguém pode me ensinar?

***UPDATE***

Gostaria de agradecer imensamente ao amigo Caio Kakko – que carinhosamente me lembrou nos comentários – que foi a boa alma que me mostrou todas as qualidades do Fifa.

***

1 – Espero que gostem da nova seção, não serão bem resenhas. Vou falar de tudo aqui, lançamentos, comparações como essa, e é claro jogos clássicos.

2 – Prometo que vou melhorar falando de jogos, é que eu me empolgo sabe?

3 – 2 posts em 2 dias. \o/

Céus… preciso contar tanta coisa, falar de tantas coisas bacanas que eu vi, li e ouvi… não sei nem por onde começo.

Vou pela Adriana, começo pelo final.

Dezembro é historicamente um mês diferente de todos os outros por motivos óbvios. É o último mês do ano, inclua aí o Natal, o Reveillon, e alguns dias de descanso do trabalho e muita… muita bebedeira. Além de tudo isso, o tempo em Dezembro passa diferente, percebe pra você ver. Isso fica muito claro na primeira metade do mês, o tempo não passa, voa. É uma sensação estranha de que não da tempo de fazer mais nada, você tem que terminar aquilo antes das seis e ainda entregar aquele trabalho final pro professor que deixou você entregar depois.

Dezembro é estranho, é uma sensação de puta merda o tempo todo. “Puta merda, esqueci do presente” “Puta merda, como assim é pra hoje?” “Puta merda tia, de novo não né?” “Puta merda em prima… tá gostosa demais” “Psahggyta nEgbgda… tiou, eesfesee huískejuis tá mei tragado”.

Porra, outro dia mesmo era dia primeiro de dezembro… já chegamos ao dia (pausa para olhar no celular) 29. Daqui há 3 dias é 2010. E lá vem o novo ano com tudo aquilo que já conhecemos. Resoluções, promessas, conversas, esperanças, falsas e verdadeiras, e ademais sempre aquele friozinho na barriga de “E então 2010, o que você me reserva?”

Se vocês perceberem bem, eu estou falando um tanto de besteira e não falando nada ao mesmo tempo. Vou tentar colocar as idéias certinhas. Apesar de gostar muito mais de escrever sem ter a mínima noção de como irá terminar o texto (fica mais pessoal saca?) do que seguir um roteiro. Mas vamos lá.

Já que estou falando disso, esse post será sobre o fim do ano… acho que ele já é. Sei lá, acho que desacostumei a escrever aqui. De qualquer forma, quem leu o meu post de natal do fim do ano (to com preguiça de linkar, estou escrevendo no Word) deve saber melhor do que eu – que não lembro absolutamente nada do que eu escrevi, mas que tenho certeza que escrevi isso –, por motivos bem claros eu odeio o natal. De modo geral eu detesto fim do ano e o amo ao mesmo tempo. Explico.

O Natal é fácil explicar. Apesar de ser a época mais rentável para o comércio (meus pais tem uma loja – linda – de decoração aqui em Monlevade) e isso ser bom para, digamos, os negócios da família, eu odeio o Natal. Com força. Não me lembro nunca de ter um natal normal, apesar também de não fazer a mínima idéia do que diabos seja um natal normal. Como disse a loja fica movimentada, então eu sempre ficava ajudando meus pais até tarde todos os dias. Árvore de Natal, minha mãe montava a mais linda de todas aqui em casa, mas sempre vendia a danada. Presentes, comprávamos depois por não ter tempo.

No dia do natal mesmo, vamos para a casa da minha avó e é aquela coisa de sempre. Tios, tias, primos, primas… muito não me toque, muita conversinha, muito amor velado, muuuuita hipocrisia. Mas acho que toda família é assim, eu ponho isso de lado, há sempre aqueles, que vale muito a pena ver e passar uma noite agradável, deixando toda essa baboseira de lado.

Reveillon eu já gosto mais. Bem mais. Primeiro porque a sensação do novo é sempre maravilhosa, é aquela sensação de desbravamento que sentimos toda vez que fazemos algo pela primeira vez. Há a parte chata é claro, as chatices de fim de ano. Um veado – designer provavelmente – decidiu que todo mundo tem que vestir branco ou amarelo. Outro puto inventou um monte de crendice boba que nossas mães insistem em fazer. Rituais de malucos que pulam não sei o que, recitam versos em línguas incompreensíveis, colocam sementinhas de não sei o que na carteira e o pior de todos foi o desgraçado, que contou pra nossa avó provavelmente que comer Lentilha traz dinheiro.

Amigo, comer lentilha traz vontade de vomitar, só isso.

De qualquer forma, eu vejo o fim do ano como um reboot. Dar um reset e começar tudo de novo não só é bom como faz bem pra saúde. É sério. Principalmente quando se tem a sensação de ter feito pelo menos 80% das coisas que você esperava – de verdade – que você fizesse e que os outros esperavam que você fizesse. Esse fim de ano para mim vai ser muito diferente, porque será o melhor que eu já passei.

Esse foi um ano fantástico. 2009 com certeza ficará na minha memória para sempre. Não começou bem, mas terminou de um modo que nem em meus sonhos mais otimistas iria terminar.

A partir de abril mais ou menos eu comecei a trabalhar em casa, o que foi fantástico. Nessa época pude me dedicar muito ao blog, me valeu muitas visitas e muito reconhecimento. No final de julho é que meu ano virou de pernas para o ar, voltei a trabalhar, e numa empresa grande. Comecei a criar e fortalecer um departamento de comunicação nessa empresa, o que você pode imaginar, deu – ainda está dando – muito trabalho. Mas é maravilhoso. Para mim de Julho até agora foi um estalo. Não tive mais tempo para nada. Em contrapartida, passei a receber um salário muito bom, pude comprar tudo que eu quis, me mudei para um bairro ótimo, num apartamento foda. Comprei um PSP, um PS3 (ele vai merecer um post especial), comprei livros ótimos, outros nem tanto, comprei milhares de DVD’s no submarino.

Não posso reclamar. Dezembro foi o mês em que eu mais trabalhei na minha vida, o nosso departamento fez duas campanhas gigantescas – isso só com 5 pessoas, sendo apenas eu e o Eduardo encarregados de criação – que culminou numa festa de fim de ano inesquecível. Postarei essa campanha aqui mais tarde e você vai entender o tamanho que foi. O resultado foi maravilhoso, atingimos nosso objetivo e no final – como quase sempre – tudo valeu muito a pena.

Ano que vem tem mais, muito mais. E eu quero mais é que venha.

No final só quero desejar a você, que não importa o que aconteça, sempre dá uma passada aqui para ver se finalmente esses putos postaram alguma coisa, que seu ano de 2010 tenha muito trabalho, muito esforço, que exija tudo o que você tem. Desejo que 2010 seja o ano em que você vai superar todos os seus limites, que você faça tudo o que quiser e o que deve ser feito. Desejo que você encontre o amor da sua vida – se já encontrou, que esse amor aumente e se fortaleça. Desejo que você se encontre mais com as pessoas que você ama. Desejo que você sorria mais um pouco. Desejo que você se apaixone por você mesmo. Desejo que você chore, de alegria, de emoção, e de tristeza – sim, porque haverão momentos tristes, poucos ou muitos, eles estarão lá – porque não é bom guardar choro. Desejo que você preste mais atenção às pequenas coisas, banais, que fazem toda a diferença.

Enfim, desejo um ano de 2010 cheio de tudo aquilo que faz a gente ser o que é. Uma pitadinha de sorte também não faz mal.

Um beijo e obrigado por não nos abandonar.

PS.: Devido a uma resolução de fim de ano, não faço mais resoluções de fim de ano, mas vou abrir uma exceção e dizer que vou me dedicar muito mais a isso aqui e as minhas histórias que comecei a escrever. É uma promessa que irei cumprir. Custe o que custar.

Esse texto não é recomendado para pessoas que não tem coração.

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Enquanto tem gente que acumula rancores, eu coleciono alegrias. Porque no final do ano a gente vai chorar de emoção pelas coisas boas, pelos momentos deliciosos, pela nova ou renovada amizade.
Somente quem não tem o que comemorar é que critica a felicidade “estúpida” do final de ano. Se temos problemas o ano inteiro, qual o mal em querer sorrir e agradecer mais um ano que sobrevivemos ao caos? Isso não é hipocrisia, é não querer afundar cada minuto mais, evitando assim uma depressão.
Claro que aqueles que só procuram confusão, que criar discórdia e que acumulam inimigos, ou irão se isolar, ou viver um falso júbilo.

Não tive o melhor ano da minha vida, mas aproveitei ao máximo as razões que me fazem levantar todas as manhãs. Amigos, família, trabalho. “Pequenos” e importantes detalhes que tornam todas as más coisas/pessoas minúsculos problemas.

Conheci pessoas maravilhosas, me aproximei de outras que nem imaginava a possibilidade de uma amizade tão legal e também me decepcionei.

“Talvez os nossos erros escrevam nossos destinos. Se não, o que mais formaria nossas vidas? Talvez se nunca mudássemos de direção, jamais nos apaixonaríamos, ou teríamos bebês, ou seríamos quem somos. Afinal de contas as estações mudam. As cidades também.
As pessoas entram e saem da sua vida.
Mas é bom saber que quem se ama está sempre no seu coração, e se você tiver muita sorte, a um vôo de distância.”

(Carrie Bradshaw, Sex and The City)

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É o natural da vida, e o importante é o que fica, a lição que tiramos (mesmo daquilo que nos machucou). Aprendi muito nos meus poucos 23 anos, cada ano começo e termino diferente. O importante não é viver centenas de emoções, mas acrescentar algo na nossa vida, mesmo que o errado seja outro. Erros alheios também podem nos mostrar como não ser e isso é uma coisa que minha “curta vida” ensinou.

  • Deixei a vergonha de lado e aprendi que mostrar quem eu sou só atrai as pessoas.
  • Parei de gaguejar ao falar em público. Criei uma outra Naya que sobe no palco cada vez que eu tenho que falar.
  • Descobri que ser tímida não significa não falar o quanto gosta de alguém.
  • Mas também vi que falar que ama tudo e todos é babaquice
  • Deixei o ciúmes de lado ao ver o quanto é chato e ridículo alguém dar ataques sem razão.
  • Aprendi a pensar antes de soltar alguma piadinha e evitar constrangimentos.
  • Descobri que ser cara de pau não é pagar mico, e sim ter vantagem sem comprometer sua imagem ou outras pessoas.
  • Vi que sexto sentido funciona mesmo, dar chance a alguém depois de anos não é legal.
  • Percebi que não dar chance também não é legal. Cada caso é um caso, virar a cara é pior ainda.
  • Rearfimei que o tipo de pessoa que não se dá a oportunidade de conhecer de verdade alguém e que julga por aparências é o pior tipo de pessoa do planeta.
  • E esse tipo de pessoa não merece desprezo, merece pena, por não ser o tipo de pessoa que aprende e sim o tipo que vai morrer sozinha.
  • Também aprendi que engolir sapos só vale a pena se a pessoa for muito importante. Para o resto não vale o sacrifício.
  • Tive tempo de ver que amizades do passado, mesmo distantes e com pouco contato, ainda são tão importantes quanto respirar e esses nunca irão nos abandonar
  • Infelizmente notei que a vida pode acabar, ou mesmo passar muito perto disso, e que somos vulneráveis.
  • Aliás, quando esse tipo de coisa acontece, os mais fortes são os que mais sofrem, por ter que segurar os outros.
  • Com isso aprendi que não chorar não faz bem. Você desaba depois por qualquer besteira.
  • E o mais importante (e a razão do começo do meu post) – aprendi que pessoas que fazem questão de cutucar os outros não vivem, apenas estão por aí e quando sumirem não farão diferença no mundo.

Depois de um dos anos mais corridos da minha vida, em meio a confusões desnecessárias, perdas familiares (quase perdas tb), TCC, saída da agência…hoje eu posso agradecer por encontros lindos, amigos ao meu lado, apoio familiar, um novo e ótimo emprego…

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Mas também quero agraceder àqueles que me infernizaram, criticaram e me acusaram de coisas que eu nunca fiz. São pessoas que já atacam se defendendo ao melhor estilo “só fiz isso porque fizeram comigo primeiro…”. E a pergunta que fica é: fizeram mesmo ou você ACHA que fizeram?

Você passa uma vida sendo uma boa pessoa, até alguém chegar e começar a inventar besteiras sobre seu caráter. E o que machuca não é o que inventam, mas porque inventam. E quando você vê já caiu na teia do filhote de aranha. Uma pena. Só não resta mais nada a não ser se soltar e fingir que está tudo bem, pois uma vez aprendiz de vilão, sempre vilão. Essa pessoa não vai crescer, não vai aprender. Não tão cedo.

E acho até engraçado que pessoas que se dizem inteligentes caiam em cada historinha. Entretanto a gente enxerga o que quer ver.

Aliás, sempre que escrevo eu faço diversas pesquisas…referências, inspirações e até mesmo me corrigir…eis que me deparo com um texto da maravilhosa Fernanda Young que diz tudo…tudo…


Aos que não nos enxergam

Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.

Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.

Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?

Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.

Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.

Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.

Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outro lado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz…”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz…”*

Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.

* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque

Fernanda Young

Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV


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É esse é o tipo de lição que eu não tenho mais que aprender, mas que serve para tantas e tantas pessoas que não sabem viver, justamente por não se permitir conhecer, aprender e parar de cometer os mesmos erros.

Que em 2010 você viva cada segundo. Erre desejando acertar, acerte e peça perdão para você mesmo pelo seu erro. Cresça, apareça…se torne uma pessoa importante para o mundo e não apenas para uma única pessoa.
Percebemos vendo o passado que pessoas lembradas no futuro são aquelas que fizeram algo de bom para um grupo.

Hoje eu posso até falar de você que não me enxerga, mas justamente pra você aprender e quem sabe ser uma pessoa que poderá ser lembrada no futuro.

Feliz 2010 pra todos vocês!


  1. Queridíssima Brabul que tem um blog lindo Poucas Palavras. Vale a pena a visita!
  2. Esse ano eu conheci o Diego Camara e Neto Macedo. Agora minha meta pra 2010 é finalmente apertar as bochechas do Pedro Turambar
  3. Se eu sobreviver ao meu ano-novo eu conto como foi a virada =D

Ah, o natal… uma época de paz, amor, fraternidade, porrada, chute na testa e soco na cara. Bem, o natal é uma data que tem um tanto de falsidade e união, dependendo do lado que se olha.

Porém, independente da maneira que se veja a data, não podemos simplesmente ignorá-la ou deixá-la para lá. Não importa a sua religião, se você vive em um país cristão como o Brasil você terá que conviver com todos aqueles enfeites, árvores, compras, gorrinhos vermelhos e outras coisas ridículas que você só faz no natal, como comer uva passa (ARGH!).

Não vim falar de hábitos bizarros de natal (mas hein, daria um bom post, pensarei nisto), mas sim de grandes lançamentos deste ano que tem tudo a ver com esta data.

Um dos grandes problemas do natal é a chatice das músicas. Oh fuck… quem diabos ainda suporta músicas de natal? Dingle Bell… Dingle Bell… acabou o papel… Fala sério, essas músicas enchem o saco! São tocadas na TV, no rádio, nas casas dos parentes, vizinhos… diabos!

Por isso, trouxe aqui uma listinha básica com três lançamentos para você curtir um natal muito mais headbanger e rock and roll da sua casa.

Halford – Winter Songs

Halford 3 Winter Songs Cover ArtSe eu precisar dizer aqui quem é Rob Halford para um fã de heavy metal, então por favor deixe já este texto e não volte mais aqui! Você não é tru o bastante para partilhar do poder do Metal God.

Falando sério, quem esperaria que Rob Halford criaria um álbum com músicas de natal? Estranho mas ao mesmo tempo fantástico, só isso que posso dizer sobre o “Winter Songs”.

Músicas natalinas como “Oh Holy Night” e “Christmas for Everyone” ganham um tratamento especial com o super vocal de Halford e as guitarras e Roy Z (mais conhecido pelos álbuns que gravou com Bruce Dickinson) e “Metal” Mike Chlasciak. Tirando a calmaria daquelas músicas chatas de natal e trazendo um pouco de heavy metal para a data, esse álbum é um essencial de todos os amantes do estilo, em especial os fãs do Judas.

Trans-siberian Orchestra – Night Castle

wallpaper_night_castle_1280Eu sou fã do trabalho de Paul O’Neill. O cara é um mestre desde a época do Savatage, com músicas com conteúdo e também bastante fortes na melodia. Eu adoro o álbum “Beethoven’s Last Nightmare”e achei também ótimo este novo álbum, “Night Castle”.

Diretamente não tem nada a ver com o Natal, sem aquelas músicas e historinhas relacionadas à data. Mesmo assim é um álbum fantástico, e o fato do grupo tocar durante a época festiva somente reforça que ele deve estar aqui.

Destaco aqui as músicas “Night Enchanted”, “The Mountain” e “Nutrocker” com ótimas melodias e as músicas “The Safest Way Into Tomorrow” e “Believe” – uma homenagem ao Savatage, essa música é original do álbum “Streets” – pelas ótimas letras.

Austrian Death Machine – A Very Brutal Christmas (EP)

3653_01_24_2009_4_20_05_austriandeathmachine2Quando eu vi a capa do primeiro álbum do Austrian Death Machine, “Total Brutal”, achei que ela se parecia muito com alguém bastante conhecido…

Sim, isso mesmo! É o Arnold Schwarchsuahduas, Tio Arnie, Governator, que seja! A banda é uma paródia e tributo ao ator e governador da Califórnia. Projeto criado pelo vocalista do As I Lay Dying, as músicas do ADM – não confundir com Administração – são todas feitas baseadas em citações de Arnold em seus filmes.

No “A Very Brutal Christmas”, o grupo fez um cover da famosa música “Jingle Bells” de uma maneira um pouco… hum… diferente, ouçam aí.

***

1- No Pipoca de Bits: Quando o Photoshop é usado direito.

2- No Lista 10: Top 10 fotos sobre o Natal.

3- Um feliz natal a todos!

culináriaMuitos que leem (reforma maldita) esse blog talvez não saibam, mas temos uma seção de culinária para pessoas que não sabem nem fritar um ovo. Veja aqui e aqui. Assim como eu. Mesmo sendo um noob na cozinha, eu tenho que garantir minha sobrevivência e em momentos de extrema dificuldade (leia-se vontade de comer alguma coisa que não seja da Sadia e nem China In Box) eu tento inventar algo “novo” e bom para comer.

Como você sabe, ou não, eu moro sozinho. Apesar das orgias diárias, da vida que todo jovem sonha, com festas, bebidas, rock n`roll, copos de plásticos vermelhos (sim, a vida é igualzinha a um filme adolescente americano), tem lá o seu lado ruim. Coisas como lavar roupa, louça e o chão, coisas como trocar lençois, coisas como… (oh deus), colocar o lixo pra fora. De tudo que é ruim, talvez o pior seja se alimentar. Eu disse talvez? Não, isso é definitivamente a pior coisa quando você mora sozinho.

Primeiro porque é você que tem que ir lá e comprar coisas. Segundo porque essas coisas são caras para caralho.

Bom, como eu disse, eu gosto de criar coisas para comer e logicamente dar nome para essas coisas. Lembram do Negresquiel? Pois é.

Outro dia inventei, bom não inventei, mas elaborei um sanduíche e quis dar um nome pra ele. Na verdade eu dei o nome agora na hora de fazer o post. Sem conseguir pensar em nada legal e “criativo” como Negresquiel, simplesmente dei o nome que me veio a cabeça assim que o sanduíche ficou pronto: “Beleza em.. ficou pela ordi.” Para não ficar com um nome assim de gueto, manobrown good good, coloquei dois acentos e pronúncia de viado (leia-se francês) e consegui um nome. Então garotos e garotas, saibam como matar a fome numa noite depois de muito trabalho. No caso de alguns, depois de muito… er… seja lá o que vocês fazem.

Sanduíche Peláordê

sanduíche

É até simples de fazer, chato é comprar os ingredientes.

Você vai precisar de: (desculpem, mas só pensei em postar depois que ficou pronto, por isso não tem fotos dos ingredientes separados)

- Duas Mini-Baguetes (ou uma grandona)

- Spencer* fatias de mussarela (veja a validade, não fica tão bom quando o queijo está vencido)

- Spencer* fatias de presunto (Sadia, é claro, pra juntar a galera) (também não fica legal quando vencido)

- Um punhado de Salaminho Fatiado (fica ótimo – talvez até melhor – se for peperoni)

- Spencer* folhas de Alface Chanfrada-Na-Ponta (não me lembro o nome) (por favor, lave as folhas de alface**)

- Dois Tomates Swatsons (também não sei o nome, mas não é o redondo. É um meio pontudinho) (se não achar vá com o redondo normal mesmo) (por favor, lave também o tomate)

- Patê de Alho (se você não gosta, problema seu. Fica ruim com outro patê)

- Uma Coca-Cola 3 Litros (por favor, não misture a coca no pão) (por favor, não beba os 3 litros de uma vez)

- Um Heinz Tomato Ketchup

*SpencerO termo Spencer é utilizado toda vez que não se sabe ao certo uma quantidade estimada para o preparo. Isso quer dizer que você tenha que comprar um tanto, mas que não tenha que utilizar o todo, apenas alguns.

**Lavando folhas de Alface – Tive que ligar para minha mãe para saber esse. Você provavelmente irá comprar um alface inteiro, separe as folhas que irá usar – eu tirei umas 5 – passe água corrente nas duas faces do alface (eu sempre quis dizer isso) depois coloque todas em uma vasilha com água e Spencer quantidade de Vinagre. Deixe assim por Spencer minutos.

Modo de Fazer

Easy, boys and girls. Corte as duas baguetes e espalhe patê de alho generosamente nos dois lados de cada baguete. Coloque a quantidade que você quiser de folhas de alface até cobrir toda a camada de patê do lado direito do pão. Corte o tomate em rodelas e espalhe até de certo modo cobrir a camada de alface. Coloque spencer fatias de presunto – eu coloquei duas – cobrindo toda área das duas baguetes. Repita o processo com o queijo. Pegue as fatias de salaminho ou peperoni e cubra o lado direito da baguete com elas. Feche as baguetes, se conseguir. Aconselho dar uma empurradinha para caber tudo. Voilá!

Você acaba de fazer um Sanduíche Peláordê.

Use o Ketchup a cada camada da mordida ou como bem entender. Coloque a Coca-Cola em um copo grande, e coma escrevendo um comentário aqui dizendo o que achou do sanduíche.

***

1 – Na metade pro final da segunda baguete eu já estava lotado. Guardei a metade pra depois e ainda estava delicioso.

2 – Guarde e lave tudo depois.

3 – Com os ingredientes comprados, você ainda vai poder fazer mais depois. =D

Para quem perdeu, seguem os capítulos 1, 2 e 3.

***

- Tava com saudade de você.

- …

-…

- É… eu.. eu também.

Como disse bem o Leoni, Pedro era só um garoto. Daquele que não resiste aos mistérios de uma mulher. E Pedro na verdade nunca resistiu aos mistérios daquela garota que sempre povoou seus sonhos mais íntimos. Aquela conversa por telefone acendeu todo aquele sentimento que começava a adormecer. Talvez se Pedro soubesse no resultado daquele telefonema, ele nunca o teria atendido, ou no mínimo desligaria logo que soube quem era. Pra dizer a verdade, nem aquele Pedro e nem esse aqui teriam feito o contrário.

Pouco a pouco a amizade foi refeita e novamente eles eram como unha e carne. Madrugadas, fins de semana, não ficavam muito tempo sem se falar. Não preciso nem contar que logo os sonhos de nosso garoto foram povoados por novos sonhos, novas vontades e é claro, novas esperanças. Porém dessa vez seria diferente.

Buscando conselhos dos mais sábios ignorantes da vida amorosa, Pedro viu que realmente o melhor era ficar na dele, esperar o tempo certo e que o tempo ditaria as regras. Ou seja, ele ligou o foda-se. Apesar de tudo ainda sentia por Bárbara, ele não deixaria que isso comandasse suas ações. Essa foi a primeira grande mudança de personalidade desse garoto. Foi ali, talvez, que Pedro tenha aprendido a ser tão fechado com seus sentimentos. É o princípio de todo animal que é exposto à dor. Aprendemos a não nos deixar tão expostos a ela. Falhamos, é claro, na maioria das vezes e cometemos os mesmos erros. O único alento é que como já passamos por isso algumas vezes, nos recuperamos mais rápido.

Pedro só não sabia que esconder seus sentimentos o faria perder outra garota que ele fora tão apaixonado ou mais, anos mais tarde. Mas essa garota não entra nessa história.

Aquela metade final do ano de 2003 fora fantástica em quase todos os sentidos. Como eu disse, Pedro era só um garoto. Cursava o segundo ano do colegial e não tinha preocupação com nada demais. Vivia a vida como a maioria dos jovens da sua idade de cidades do interior, é certo que já tinha suas responsabilidades, com a loja dos pais, as festas que na época eram o júbilo de seu dia-a-dia. Enquanto o irmão produzia as festas, Pedro e seus amigos eram como generais que encabeçavam e lotavam os mais famosos eventos da cidade. Era conhecido, tinha uma ótima turma e estava apaixonado de novo. Foi uma época feliz.

Mas (sempre tem um mas), com a chegada do fim do ano, várias coisas aconteceram ao mesmo tempo e a derradeira parte desta história chegaria a um “final” com cheiro de derrota para nosso guerreiro. Pedro foi mal em 4 matérias e tomara a malfadada recuperação final no Colégio CESP. Física, Química, Literatura e Geometria. Por causa disso, ele teria mais uma semana no colégio por causa das provas. O pai de Pedro não ficara nada feliz com o acontecido, nem tanto pelas notas, mas sim pelo absurdo valor de 200 reais a serem pagos pelas provas.

Nosso desventurado amigo só não sabia o quanto iria lhe custar essas recuperações.

Eis que um dia, uma semana e meia antes das provas, Pedro com o celular do irmão, recebe uma ligação de Bárbara. Nessa época ele atendia o aparelhinho que desejava tanto possuir. Mais uma das já famosas ligações da garota. O papo que foi estendido à rua, culminou na seguinte frase:

- Pedro, olha… eu sei de tudo que aconteceu, eu fiz uma idiotice com você, e queria tentar de novo. Quer ficar comigo?

Choque. Ele poderia esperar por tudo, menos aquilo. Afinal, os sábios ignorantes do amor estavam certos.

- Bárbara… é tudo que eu mais quero – foi a resposta de nosso destinado amigo.

Ainda conversaram por um tempo, trocaram carinhos verbais e uma promessa. Aquele dia era um dia de pura felicidade. Ou não. Pedro teria uma só oportunidade de ver sua amada, no próximo fim de semana. Ela iria viajar para a cidade em que os pais moravam, a Cidade do Biscoito, Aimorés. O problema, caro leitor, você pode desvendar sozinho, mas eu vou ajudar. Pedro não tinha nem dinheiro muito menos prestígio com o pai para viajar a Belo Horizonte. Além disso, soma-se o fato em que pai e mãe prometeram confinar o filho no fim de semana para que esse estudasse para as provas.

Como você pode imaginar, logicamente ele falhou em todas as tentativas de ir a Belo Horizonte, resolver de uma vez por todas aquele delicioso problema. Ele então ligou para ela e deu a notícia de que não poderiam se encontrar, mas que no fim das férias, ele pegaria um ônibus e iria de qualquer jeito a BH.

O fim do ano foi como tinha que ser, Pedro passou em todas as provas – não sem antes prometer terminar o terceiro ano sem tomar uma recuperação sequer -, trabalhou como um louco na loja da mãe, trabalhou na melhor festa que já tinham feito e mantinha contato sempre que podia com sua querida Bárbara.

Pedro confiou a poucos amigos o que ocorrera, e o que estava acontecendo entre os dois. Acontece em que em uma festa de despedida dos amigos que completaram o terceiro ano em 2003, ele bêbado acabou falando demais e várias pessoas escutaram a sua história com sua garota. Pelo que ficou sabendo tempos depois, aquele talvez tenha sido um grande erro.

Perto do réveillon, vendo seus e-mails no UOL, Pedro vê uma mensagem de Bárbara. Feliz abriu logo para ver o conteúdo e ali perdeu seu chão. Para resumir, Bárbara colocou um fim em tudo, com palavras um tanto severas. Sem entender absolutamente nada, nosso azarado amigo, tentou de todas as formas conversar com ela, mas falhou. Cheio de ódio, rancor, mágoa e porque não, amor. Pedro escreveu outro e-mail em resposta e colocou de vez fim àquela tão dolorosa amizade. Terminou com um “eu te amo”, eu acho que foi errado, ele também. Mas ambos, hoje e na época, estávamos pouco nos fodendo. Nada poderia piorar.

É claro que poderia.

No e-mail, Pedro levara toda a culpa por ter jogado fora tudo que poderia ter resultado daquele relacionamento. Ele concordara e não se perdoava por isso. Até que uma noite, Pedro e Bárbara conversaram mais uma vez no mIRC. Em inglês, conversaram até altas horas, e Bárbara por fim disse mais uma vez que tudo fora um grande erro, e que ela não conseguiria suportar o que tinha feito. Ela disse que Pedro devia parar de se sentir culpado. Ela declarou que fora egoísta e que sem motivo aparente, colocara a culpa toda nele. Ela, sentindo ainda uma culpa maior pediu desculpas, Pedro disse:

- Espera aí, você primeiro recusa tudo o que eu sentia por você, depois pede para ficar comigo, ficamos, um dia depois você me chuta como um qualquer sem se importar. Depois disso, diz que sente saudades e pede para ficar comigo de novo. Me faz sentir tudo o que sentia ainda mais intensamente, depois me dispensa de novo, colocando a culpa toda em mim e ainda quer que eu te perdoe?

Sim, era isso. Acredito que ambos realmente choraram naquele dia. Foi o que disseram. Pedro, apesar de tudo, apesar da mágoa que sentia, perdoou. De tudo que tinha feito até então, esse momento, o último, foi o que Pedro teve a certeza de que aquela não era uma paixonite adolescente, muito menos um sentimento menor. Era amor. Pedro enfim provara de todas as agruras desse sentimento que tanto instiga os seres humanos.

O gosto, bem, você sabe tanto quanto eu, tanto quanto o Pedro daquela época, que o sabor é doce e amargo. Impossível de esquecer. Principalmente quando o experimenta pela primeira vez.

O Pedro daquela época, cresceu, amadureceu, e se tornou este aqui que vos escreve. Amei de novo – acredito nisso -, sofri de novo, vivi, aprendi. Mas nunca deixei de ser aquele garoto que ama amar, que gosta do frio na barriga ao conversar com a pessoa que gosta, aquele jogo que envolve as relações entre um homem e uma mulher. Apesar de ter mudado tanto, em algum lugar aqui ainda existe um garoto que sonha e que acreditará sempre no amor.

***

UFA!

Finalmente querido leitor, cheguei ao fim da história. Essa história fala muito do que eu fui e do que eu sou hoje. A minha sina em ser azarento e tudo mais. Porque afinal, você acha que eu escolhi para mim a alcunha de Turambar? Não foi a toa, Túrin foi de fato um personagem incrível, mas eu escolhi Turambar – que significa em élfico “Senhor do Destino” – pela ironia do que se segue ao nome.

Túrin Turambar a Turun AmbartanemTúrin, Senhor do Destino e pelo Destino, Destinado. Sou sim senhor do meu destino, mas estou sempre ligado às desventuras que ele me traz. Não é uma coisa que eu consiga controlar. Aprendi muito com isso. Aprendi a esperar, aprendi a não ficar me culpando pelo meu “azar” que você que lê este blog tanto conhece.

Foi ótimo e horrível ao mesmo tempo voltar a essa história. Me vi adolescente de novo, senti várias coisas que sentia na época, o medo, a felicidade, a tranqüilidade e os sonhos. Não sei por que, mas desde o início achei bacana dividir isso com vocês. Como eu disse lá em cima, essa história está diretamente ligada a outra Desventura Amorosa que tive.

Mas não vou prometer contá-la aqui. Se alguém que lê o blog me encontrar, posso contar pessoalmente.

Resta falar que feliz ou infelizmente esse é o capítulo final dessa história, mas que talvez ainda possa ter mais um capítulo. Acredito realmente que não voltarei a tocar nesse assunto aqui. Nos últimos tempos, até por causa dessa história, vários sentimentos até então esquecidos voltaram, mas acho que tudo aconteceu só para me provar que essa história teve sim um fim, e foi naquele dezembro de 2003.

Um abraço e obrigado por agüentar toda essa lamúria adolescente.