preconceito

Hoje eu cheguei em casa já sabendo que teria que ir ao supermercado comprar algumas coisas para a casa, principalmente produtos de limpeza. O que convenhamos é um saco comprar. Cheguei em casa e meu pai estava vendo – como sempre – Discovery Civilization [tenho que dizer, meu pai assiste esse canal quando acorda, quando almoça, quando chega do trabalho, quando come alguma coisa, antes de dormir e as vezes até para dormir]. Já cheguei falando para irmos mas meu pai tava vendo o negócio lá e queria esperar terminar. A contragosto sentei lá e o negócio tava tão interessante (era a história do Nostradamus) que ele que teve que insistir pra gente ir embora.

Fomos finalmente para o Carrefour da Av. Prudente de Morais, não sem antes eu esquecer a lista e ter que voltar em casa, mas isso é detalhe. Entramos, compramos o que tinhamos que comprar. Comigo, é claro, não deixando meu pai comprar um monte de coisa que ele queria [estranho né]. Bom, na hora em que nos dirigíamos ao caixa, começamos a ouvir uns gritos, uma balbúrdia, um trem acontecendo.

Fomos nos aproximando (logicamente eu fui para um caixa perto da confusão) e o que eu ouvi de uma senhora ruiva – fora de si – berrando foi “Isso é preconceito! Isso é discriminação racial!”. Pensei “Opa, o negócio é sério”, fiquei mais interessado e reparei que ao lado da senhora, timidamente colocando as compras no carrinho para levar embora, uma negra com uma cara que era um misto de sem graça + humilhação. Ok, deduzi que a senhora estava defendendo a negra que pelo visto havia sido descriminada.

Enquanto a senhora ruiva brigava, esperneava, todos na imediações olhavam intrigados, interessados e até indignados com a situação da moça que pelo que eu pude deduzir era empregada da senhora. Tirando uns metaleiros retardados que ficaram rindo e tirando sarro da senhora. Meu pai que mesmo tendo filhos que gostam da música e até vão a esses shows terríveis, detesta metaleiro… assim como eu. Ele logo soltou um “Tá rindo porque não é com você né?” e arrancou o sorriso dos cabeludos na mesma hora. Meu herói.

Fui colocando as compras na esteira e a mulher continuava com os gritos e berros, foi nessa hora que eu entendi o que havia acontecido. Explicarei da mesma forma que expliquei para um simpático casal que estava atrás de mim:

A moça negra, estava acompanhando a patroa nas compras, obviamente a patroa mandou ela ir para a fila e pagar enquanto ela comia alguma coisa na lanchonete ou pegava mais produtos. De qualquer forma, quando a empregada foi pagar a conta, a mocinha do caixa pediu para ela provar que era titular do cartão [explico mais a frente como soube disso]. A patroa chegou e quis saber o que estava acontecendo e.. assim começou a confusão toda.

Até aí podemos tirar duas conclusões: A moça do caixa, vendo o valor e a quantidade de compras e olhando no cartão o nome, sei lá, Elizabeth Santos Correa Bulhões (chute em, pelo amor de deus), e olhado para a moça, teve a impressão de que o cartão não era dela. O trabalho dela é perguntar e pedir a identidade. Antes que alguém me xingue eu completo a frase. DESDE QUE ELA FAÇA ISSO COM TODO MUNDO. Mas tanto você quanto eu, sabe que isso não acontece e não foi por isso que a moça pediu para a empregada provar que era titular do cartão. Tanto eu quanto você, sabemos que o pensamento que passou pela cabeça dela foi algo assim.

“Essa mulher não é dona deste cartão. Tenho certeza. Se ela for realmente empregada da mulher como ela disse, eu posso levar uns chingos. Mas se o cartão é roubado, e a dona souber que vendemos aqui e neste caixa eu perco meu emprego.”

Tanto a caixa (que é morena) quanto a loirinha que eram os alvos da ira da senhora, tenho certeza, não andam por aí espancando mulheres negras, e muito menos destratam os vizinhos negros ou os próprios colegas de trabalho. Mas neste caso em particular foram preconceituosas sim, e discriminaram a moça. Quer saber porque eu sei disso? Explico.

Porque no mesmo momento em que eu ouvia, deduzia e chegava a essa conclusão, também sabia que iria provar que estava certo. Eu iria pagar a conta com o cartão de crédito do meu irmão e tinha certeza que o caixa não iria me perguntar se eu era o titular do cartão. Dito e feito. Paguei com um cartão de uma conta da qual não sou titular, mas como sou branco, gordinho, fofinho bonitinho, jamais pensariam que eu roubei o cartão para comprar meia dúzia de produtos de limpeza.

Sacou o porque da minha certeza de que as moças foram preconceituosas? Eu sabia que o cara não iria me perguntar aquilo. Eu sabia o que havia acontecido porque quando a senhora ruiva pegou o cartão para passar, ela gritou bem alto e claro “Agora me pede para provar que eu sou titular desse cartão! Vai! Me fala! Pede uma prova! Me diz que eu não sou a titular!”. Quando questionada por outra mulher ela respondeu claramente “É lógico que vou processar!”. A mulher pediu o nome das moças, anotou e saiu soltando os cachorros.

Entendeu agora?

O melhor foi o medo que eu coloquei no caixa que me atendeu. Ele ironicamente e sarcasticamente comentava o fato, e quando o cara do casal de trás disse brincando “Eu não to pagando com meu cartão não em! e se você falar que não é meu eu subo aqui em cima e fico louco”, o caixa morreu de rir. Até que eu disse que o cartão que eu acabara de pagar não era meu. Disse isso rindo também, por isso ele achou que era brincadeira, até que eu fechei a cara e repeti “O cartão não é meu. Mesmo. Eu não me chamo Daniel.” Ele olhou para mim e viu que eu falava sério. Engoliu o riso e claramente ficou com medo. Eu apenas disse “A mulher tá certa. Certíssima em dizer que foi preconceito, porque foi.”, me despedi do casal – que olhava para mim com uma cara de júbilo – peguei as compras e fui embora.

O caixa se calou porque ele também teve a certeza de que as meninas haviam discriminado a empregada da mulher lá. O caixa se calou e ficou com medo, porque se eu quisesse poderia foder com a vida dele. Mas eu não quis. E nem quero. O cara não tem nada a ver com isso, nem eu. Mas tive que dar um cala boca nele porque ele estava tirando sarro da situação.

Isso prova, e prova muito bem a minha teoria de que todo mundo tem preconceito. Uns exageram, é claro. Mas que todo mundo tem, tem. Prova também que você jamais deve tirar sarro de uma situação dessas. Isso não é brincadeira.

***

1 – Já que falei do assunto no post, vou linkar um dos melhores blogs do brasil que fala muito sobre o assunto: Liberal, Libertário e Libertino.

2 – Um link para o Zanfa que fez um post número 2000 lindo no Capinaremos.

3 – E um link pro T.G do Ela Tá de Xico porque ele é pop.

Todos concordam com a importância de um bom estágio para alavancar seu curriculum, portifólio ou experiência na área atuante.

O que realmente incomoda é a pergunta: Por que as empresas cismam em confundir sua área de atuação?

Não é difícil para quem faz administração, ser chamado para um belíssimo estágio de “vendedor de porta a porta”… tudo a ver com sua área, não é mesmo? Até porque você fica durante 4 anos aprendendo como ser um administrador de vendas de presunto, mussarela, queijo minas da marca “Çadia”, e administrar, toda a semana, o humor do dono da padaria da esquina, além da administração voraz de seu estrondoso salário de R$ 200,00 pelo 6 primeiros meses…ou até quando você agüentar essa situação!

Pra quem faz Marketing, ser convidado por uma conceituadíssima empresa de “|telemarketing” olha só… Uma vaga que já tem o nome do seu curso, perfeito não? Pois você aprendeu a abordar clientes como ninguém, logo será capaz de gerar a necessidade de compra de um indispensável filtro de água, com 5 temperaturas diferentes, e que gera até 500 litros de água potável por dia…genial!!!

Já Pra quem faz publicidade não é muito diferente, você fica meses elaborando seu invejável portifólio, para ser aprovado em agências, e quando já está dentro de uma delas, descobrem-se incríveis semelhanças como: layout e boleto bancário, onde o briefing é passado pelo dono da agência, de uma forma clara e explicativa para você apresentar com toda certeza, segurança e altivez, à atendente do banco ou ao caixa eletrônico, sem falhas!

Direito é um pouco diferente, estagiários em direito costumam estar em perfeita sintonia com sua área, pois ficam a maior parte do tempo no fórum, show de bola né?… Muito perto dos juízes, promotores, advogados famosos, só que na “fila” dos bancos que existem lá dentro… Ou nos cartórios, utilizando todo o seu poder de persuasão, sendo implacável na autenticação, reconhecimento de firma e procuração, com uma pilha de processos que você não tem a mínima idéia do que tem dentro dele. Resumo da ópera: um Boy-burocrático.

O pior é que esses cursos que mencionei acima são cursos antigos e conhecidos, nessas horas eu juro que fico imaginando com deve ser os estágios pra quem faz nanotecnologia, robótica, meio ambiente, controle de poluição, genética, oceanografia. MEDO O_O

Não tem jeito, ainda nos dias de hoje, muitas empresas enxergam os estagiários como, secretário particular, vendedor amador, office boy, confundindo a não-responsabilidade de um estagiário, com funções que qualquer Zé Mané, sem o mínimo de instrução, faria com tanta eficiência como você.

A única dica que posso deixar é utilizar o estágio (se remunerado) como um dinheiro a ser utilizado em cursos de aperfeiçoamento da sua área, para que aconteça das duas uma: acabando o estágio você já terá bagagem e conhecimento suficiente para ser efetivado ou terá um curriculum muito melhor do que aquele que só faz cursos sem conhecimento de mercado nenhum.


  1. Agradecimentos ao @rickfelix que mandou esse texto pra gente…tá mandando bem, cara ;)
  2. Palavra Ácida ajudando no combate: Maneiras Inconvencionais de se Pegar Gripe Suína
  3. O blog do @t_aranha é ótimo…vale uma espiada.

Atualmente é interessante como a internet abre o baú. Este monte de memes, blogs, Twitter revelam sempre algumas pérolas antigas e fazem com que, num piscar de olhos, elas passem a ser novamente interessantes e legais. Com a música também não é nada diferente. Hoje um vídeo da década de 70 colocado no YouTube pode alcançar um novo sucesso quando cai nas mãos do público.

Beatles – “All My Loving”

Essa maravilha que você está ouvindo na voz – no caso, nas vozes – dessa loirinha de nome quase brasileiro, na verdade a origem é portuguesa, já foi vista por mais de 600 mil pessoas no YouTube. Julia Nunes, de 20 anos,  é uma cantora americana de Fairport, Nova York que faz um sucesso incrível no YT com vários vídeos em que ela faz covers de grandes clássicos – “You’re My Best Friend”, “It’s The End of The World as We Know”, e outros – além é claro de tocar músicas próprias que fazem ainda mais sucesso que seus covers. Para você ter uma ideia esse vídeo da música dos Beatles com ukulele (o cavaquinho havaiano) aparece antes do original no YouTube. Ela é loirinha, linda, talentosa e mostra que para fazer sucesso hoje talento de verdade basta. E quem ganha com isso sou eu, você, e um bando de gente que precisa, quer, e acaba descobrindo tesouros da história da música. Claro que os Beatles não precisam de publicidade nem de fama, mas sem dúvidas Julia Nunes mostrou para muitos jovens de hoje que a música do quarteto de Liverpool vale muito mais que qualquer bandinha atual.

Weezer – “Say It Ain’t So”

O Weezer ganhou um empurrão com o sucesso dos jogos Guitar Hero e Rock Band, onde as músicas do grupo foram consideradas algumas das preferidas pelos jogadores. Não que a música já não seja conhecida por si só, mas um single lançado há 16 anos não é comum nas playlists dos jovens por todo o mundo. A aliança YouTube e games fez muito bem para o grupo – o vídeo da música “Porks and Beans” teve mais de 18 milhões de exibições no site de vídeos – e trouxe de volta “Say It Ain’t So”, um clássico do início da década de 90.

A-ha – “Take on Me”

Um single de 1985 que teve grande sucesso. A banda norueguesa A-ha nunca imaginaria que seu single voltaria à tona graças a um viral promovido na internet. Comediantes resolveram colocar no ar o clipe do grupo de uma forma um tanto inusitada, ao mudar as letras da música para que elas se encaixassem perfeitamente no vídeo. Assim, “Take on Me: Literal Version” foi criada. Aqui no Brasil o clipe não atingiu o público, mas vale a pena ser visto, principalmente para aqueles que entendem o inglês.

The Knife – “Heartbeats”

Essa é outra que não ficou famosa por aqui no Brasil, mas merece ser citada. The Knife é uma banda sueca de música eletrônica que está na ativa desde o final da década de 90, e nunca teve chance de fazer parte do mainstream. Isso antes de 2006, quando o músico José González resolveu fazer um cover acústico da música “Heartbeats” para seu álbum “Veneer” – o álbum foi lançado em 2003 na Suécia, mas só alcançou o resto da Europa e EUA no final de 2005. A música de González foi para um comercial da Sony que nunca passou nos EUA, mas fez sucesso com o vídeo no YouTube e em vários outros sites. A fama do The Knife cresceu e músicas do grupo são usadas atualmente em séries como CSI: Nova Iorque e Entourage.

Rush – “YYZ”

Francamente eu acho que eu não preciso falar muito do Rush. Quem conhece sabe que esta é uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos, e o som deles inspirou grandes bandas do metal progressivo como o Dream Theater. “YYZ”, música instrumental do álbum “Moving Pictures” de 1981, é uma das mais difíceis de se tocar no Guitar Hero e no Rock Band. A música ainda ganhou mais notoriedade da ala nerd quando um rapaz chamado Freddie colocou no YouTube um vídeo dele detonando com a música no modo “Expert” sem nenhum erro. O vídeo já tem mais de 6 milhões de visualizações, e coloca o Rush novamente na cabeça dos jovens.

Europe – “Final Countdown”

O Europe é uma das bandas mais famosas da Suécia. Reconhecidos em todo o mundo, “Final Countdown” é, sem sombra de dúvidas, a música mais importante do grupo, um hino internacional do hard rock. A notoriedade da web veio com um cover horroroso que começou a circular no YouTube, feito por uma banda chamada Deep Sunshine. O vídeo alcançou mais de 1 milhão de visualizações e tirou do Deep Sunshine qualquer possibilidade de fazer um show que tenha publico maior que a família dos integrantes.

Daryl Hall & John Oates – “You Make My Dreams”

Essa música eu não conhecia, nunca vi mais gordos Daryl Hall e John Oates, nem nada disso. Mas a presença do ilustre Keyboard Cat me fez ver este vídeo. No YouTube a gravadora idiota Warner Music Group retirou o som do vídeo porque eles são frescos, mas aqui você pode ver ele com som. Mesmo com a incompetência da gravadora ao impedir que a música de Hall e Oates seja conhecida pelos jovens do mundo inteiro, o vídeo foi um sucesso e merece destaque.

Rick Astley – “Never Gonna Give You Up”

Esse sem dúvidas não poderia faltar. Falar de fenômenos da música na internet sem citar Rick Astley é a mesma coisa que falar dos maiores craques do futebol e não citar o Pelé. A música é melequenta, o vídeo é tosco, mas quem nunca sofreu um belo Rickroll que atire a primeira pedra! Sempre presente nas comunidades do Orkut e no Twitter com mensagens fantásticas como: “Veja agora fotos da Gisele Bundchen pelada, nua, sem roupa” ou outras coisas impossíveis de se ver na vida. Eu sei que você não vai querer ver esse vídeo nem a pau, mas ele está aqui para decoração.

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1- O texto acima foi escrito por mim e adaptado de um artigo da CNET News.

2-Agradecimentos ao mestre Pedro Turambar que cedeu suas palavras para o trecho da Julia Nunes.

3- Já visitou o Wiiarenerds?

4- Outras super músicas você pode conhecer aqui, no Crepúsculo, e também no Sanfonas do Tinhoso.

Esses dias eu vi um post antigo do Pedro, aqui no Crepúsculo sobre como entender os homens. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem).

O único problema é que eu acho que o Pedro tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho que ninguém é igual desse jeito e sei lá. O buraco é mais embaixo (calma porra, eu sou macho). Acho que o Pedro foi despretensioso. E o meu post pretende ser o tratado final da natureza masculina. Isso quer dizer que eu quero chegar ao cerne da questão, o ponto crucial que define o comportamento de 99% dos homens, seja o comportamento que for.

O papel do homem na sociedade sempre foi o de provedor (o speedy mesmo é naturalmente um homem. Até na incompetência). O homem sempre foi o desbravador, o bandeirante, o sexo que tinha que ter a coragem, sair de casa, matar uma porrada de bicho e trazer pro pessoal comer. Ele sempre foi o herói, o protetor, o fodão macho e forte  matador (nossa, acabei me descrevendo).

Tudo bem. A vida até então era tranquila. Tudo na santa paz e tal. Isso era o século XIX. Aí veio o século XX. O maldito séculozinho safado XX. E as mulheres começaram primeiro a estudar. Depois começaram a trabalhar. Mais uma década e elas já estava saindo de casa, indo na rua. Nos anos 60 houve a liberação feminina [quem nunca assistiu Chaves?]. Elas começaram a ficar independentes. Ocupar cargos de chefia. O homem foi ficando meio de lado na história. Hoje elas chegam ao absurdo de ter e criar filhos sozinhas, sendo provedoras e tudo mais. Uma perversão só.

O papel de provedor e aventureiro era o que o homem tinha para criar sua própria identidade de viril, de macho. Hoje o homem não tem papel (e não é só soltar um grito do banheiro pra ter). O homem não sabe mais como ser homem. Ele não é mais porra nenhuma e tem somente duas coisas para provar sua masculinidade: o sexo ou correr riscos. No sexo ele acha que tem que ser o provedor universal do orgasmo feminino e se sente completamente responsável pelo prazer da parceira. Na parte de correr riscos é aquela hora que ele compra uma Harley Davidson e sai viajando, ou pula de para-quédas, ou larga o emprego para mudar de área (ou veste uma cinta-liga).

O homem hoje sonha em viver pequenas aventuras, pequenos desafios. E é isso que as mulheres não entendem. Elas tem um senso prático enorme das coisas. Vão ao super mercado fazer feira. Cuidam bem da casa. Trabalham. E levam isso na boa. Elas vivem. Enquanto isso o homem fica sem suas aventuras. Sem seus super-heróis. Para os homens, viver normalmente  é viver uma vida que não devia ser a sua. É ser obrigado a se acostumar com essa vidinha de merda. Vivemos entre o trabalho, o bar e a padaria. E a casa, é claro, onde a mulher nos espera com o rolo de macarrão na mão.

No fundo no fundo, o que o homem quer é um pouco de carinho, e um pouco mais de interesse pelas “aventuras” dele. Nem que a aventura seja comprar aquela TV de Plasma de 50 polegadas que é cara pra caralho e você não quer deixar ele comprar de jeito nenhum. Poxa, dê um pouco de carinho pro cara. Dê um pouco de incentivo nessas banalidades. Deixe ele ser o herói da mesa do boteco.

A essência do homem, no final das contas, é uma e sempre será essa uma. É se posicionar como homem e impressionar as mulheres. É igual a uma reportagem, que passou no Jornal Nacional há algum tempo (muito tempo) atrás. Matéria no garimpo de Serra Pelada, e o repórter entrevista um sujeito composto de lama e terra, junto de mais uns 1000 iguais a ele chafurdando atrás de ouro:

- Mas porque o senhor quer tanto achar ouro?

- Pracumemuié uai!

E esse foi o grande gênio que desvendou o sexo masculino. Tudo o que o homem faz no mundo ele o faz pela mulher. Pode ser a até a própria mulher.  Nem sempre precisam ser todas. do mundo, pode ser só uma e única mulher. Empresas, carros, doutorados, concursos públicos, acúmulo de riquezas, arte, etc. Tudo que é produzido pelo homem tem, no fundo no fundo, a única e clara intenção de cumemuié. E quando o homem deixa de ser absolutamente importante para a mulher, seu mundo desmorona. Acabou-se o sonho.

No mundo de hoje o sexo frágil e oprimido é o homem. Perdemos nossas referências e não sabemos quem somos. Mulheres, deixem-se impressionar. Nós gostamos. =)

P.S.: Texto baseado na entrevista do cabramacho psicólogo Contardo Calligaris na Veja edição 2115 – ano 42 – nº 22 e numa crônica legal do Mário Prata.

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1 – Vocês deviam seguir a @lini no twitter. Vamos simplesmente dizer que amanhã ela vai participar beeem ativamente do #lingerieday.

2 – Pessoal, façam uma campanha aqui nos comentários para a @fouquet participar do #lingerieday no twitter também. \o/

3 – Comerciais japoneses são bizarros.

revolta

A vontade de matar é grande. Gigante. Mas eu vou tentar controlar os ânimos enquanto escrevo. Será difícil, mas vamo lá.

Negóssiguinte. Outro dia, eu estava na pequena metrópole de Monlevade. Quando estou lá é fato que sinto falta de algumas coisas básicas a um pequeno – nem tão pequeno assim – nerd, coisas como: internet rápida, tv a cabo, videogame (que eu esqueci de levar)… coisas normais. Até então, meu irmão que mora lá usava a internet discada (sooo stone age), mas eis que ele colocou velox rapá! 100k. 100 é melhor que 56 né? E sem a chatisse da minha mãe de “Sai da internet aí que eu preciso ligar para…”

Eu até tava conseguindo fazer as coisas – bem poucas – que eu faço normalmente, twitter, MSN, Feeds, e até pra postar era mais tranquilo. Fotos +18 do e-mail e porns, nem fudendo. Literalmente e com trocadilho. Bom, até que um dia, o MSN resolveu não entrar mais. Ok, tranquilo, fui ver o que era. Falou lá que o Proxy tava de conchavo com o Firewall e os dois não queriam dividir os brinquedinhos com o resto da turma. Eu soltei meu sonoro “Que Porra é ESSA?!”

Meu irmão – coitado – usa o AVG como antivírus. Quem já instalou essa titica no pc, sabe que grande caralho é essa porra (merda já ultrapassei a cota de palavrões deste parágrafo). Eu achei que o AVG resolveu soltar a franga e não deixar eu conversar no msn. Ele sabia que eu queria deletar ele. Tudo bem. Eu iria para BH em poucos dias, ficaria sem msn, qualquer contato urgente eu faria pelo Gtalk.

Chego em BH ontem, de ressaca, cansado, puto pelas ‘férias’ de uma semana, mas por outro lado feliz por voltar a usar minha internet rapidinha, poder ver os porns ler os blogs, abrir vídeos e fotos e é claro, jogar conversa fora no MSN. #MEGAFAIL. O MSN não entrou… pelo mesmo motivo. Outro QPE bem alto. Fiquei encucado, mas estava sem saco para resolver aquilo.

Hoje, fui trabalhar na parte da tarde no meu cliente. Chegando lá, os MSN de todo mundo funcionando normalmente. Eu fiquei seriamente encucado e prometi que quando chegasse em casa resolveria esta merda de uma vez por todas. Chego em casa, faço as coisas que toda criança deve fazer antes de brincar, e fui abrir o MSN. Nada.

Como eu sou curioso, e agora eu não deixo mais as coisas pra depois – postergação 15, pq Zero é complicado – fui xafurdar nesta merda para resolver o problema. Fui clicando num tanto de trem, procurando outros trens no Santo Pai…. eis que eu descubro o problema. VOCÊ ACREDITA QUE O PROBLEMA ERA NO INTERNET EXPLORER? Sabe por que eu fico puto? PORQUE EU NÃO USO A MERRRRRRRRRRDA DO INTERNET EXPLORER HÁ NÃO SEI QUANTOS ANOS.

[Mais calmo agora] Ok, vamos enfrentar o monstro. Entro no IE (me perdoem), fucei, fucei, marquei caixinha, desmarquei caixinha, rezei pra Ilúvatar, pedi pra mãe do guarda e nada. Por curiosidade, resolvi olhar a versão do IE que eu tinha instalado aqui na máquina. Veja você:

ie6 fail

Sim. Eu tenho o Internet Explorer 6 instalado aqui.

Isso prova duas coisas. Uma que eu não uso esta merda de verdade. Outra que o Internet Explorer 6 é tão maldito, tão filha da puta, tão merda que mesmo eu não usando ele, ele me fode de algum jeito. Agora eu pergunto. PODE UMA COISA DESSA!?

Tentei resolver de toda forma, mas não deu. A solução óbvia então seria baixar a mais nova versão do IE. E aqui começa outra novela. Fui no Santo Pai denovo, e cai no site Baixaki. Até aí tudo normal, cliquei para fazer o download e… 4,3 kbytes. EM!? Minha internet é de 3 megas. Como diabos eu poderia estar baixando algo a 4 k? Maldição do Internet Explorer 6 meu caro leitor. Ele sabe que eu não dou a mínima para ele. Ele sabe que por mim eu varria ele da face da terra. Ele sabe. Aí ele resolveu me ferrar.

Cancelei o download e fui na fonte. O Site da Microsoft. Para fazer um download lá, você tem que escolher a conexão. Que aliás é uma coisa que eu nunca entendi a serventia. Então, fui lá, escolhi a conexão compatível com a minha e.. merda. 14 k. Resolvi testar a velocidade e ver quanto tava, eis que vem a revelação:

velocidade fail

Viu só? Maldição do IE. Não ria, é sério isso.

Se você reparar, é a segunda vez ali que eu tentei baixar o IE8. Essa aí deu biziu e eu tive que baixar denovo, vamo que vamo e beleza. Dessa vez foi mais rápido e eu consegui baixar e instalar o IE8. Só lembrando e reiterando que eu odeio programas que me obrigam a reiniciar o pc logo depois de instalá-lo. Reiniciei.

Abri o IE8 e…NADA. Deu na mesma merda. O IE não abre nenhum site, o MSN não entra e eu não sei mais que merda eu posso fazer para isso tudo funcionar e eu esconder o ícone do IE e ficar em paz. Eu só sei que o tal do proxy continua fazendo suas tripulias com o firewall (que está disativado – o do windows). Eu acho que os dois estão fazendo troca-troca e resolveram assumir e tão de viadagem comigo.

Agora eu pergunto, alguma alma pode me ajudar?

[UPDATE] – Eu descobri que a culpa é do RETARDADO do meu irmão Mateus que ficou brincando de utilizar proxy dos EUA aqui para ver LOST. Maheuvodaunstapasnele. E não, ainda não consegui resolver.

[UPDATE] – Só para você ter idéia de como eu sou cagado. Eu não precisava ter passado por nada disso. Era só desabilitar uma merdinha no IE que tudo voltava a funcionar. Agora, que meu irmão vai tomar porrada ele vai. E Mateus, se você estiver lendo isso antes de nos encontrarmos denovo. Prepare-se.

***

1 – Você conhece o Blog de Brinquedo?

2 – Você já viu o novo layout do Triplo Sentido?

3 – E o novo layout do Manicômio S/A? Você já viu?

Não?! Que vergonha em…

Bom, primeiro eu tenho que dizer certas coisas sobre os posts do Mudança de Hábito. Primeiro, está sendo muito mais difícil do que parecia no início (como sempre). Segundo, as mudanças não são apenas acordar cedo e ir caminhar ou coisas relacionadas a eu perder meio “eu”.  A mudança é geral. E uma das coisas que eu já coloquei em prática é a minha campanha contra a postergação, ou a arte do “deixar para depois”.

Eu continuo indo rigorosamente toda semana ao terapeuta, uma coisa que eu já não consigo mais deixar de ir. Faz bem pra caramba e está me ajudando demais. O melhor de tudo é que eu não recebi nenhum atestado de maluco ou coisa do tipo, mas graças a Ilúvatar eu não sou normal. Sou meio compulsivo aqui, obssessivo ali, neurótico cá. Nada de mais. Não sou nenhum perigo para a sociedade.

Falando no meu terapeuta, ele disse que ia entrar no blog, eu passei o nome… mas ele não deu nenhum sinal até hoje, ou seja, ele deve ter caído em algum site/blog sobre o livro crepúsculo e agora pensa que eu me dedico a venerar Edward Cullen e que sou fã de vampiros que brilham no sol, uma fag. Na próxima consulta eu levo o endereço certo.

Voltando às mudanças, eu posso dizer que já mudei muita coisa, e muitas mais precisam de um tapa. Coisas que eu sempre deixei para depois estou fazendo e me sentindo cada ver melhor por fazer logo de uma vez. Há 3 anos eu havia tido a idéia de fazer uma HQ com meu irmão, começamos os esboços na última quinta-feira – já já postarei alguma coisa sobre isso. Há não sei quanto tempo, eu prometia para mim e para o pessoal do blog que eu iria atualizar o wordpress, ontem atualizei para última versão.

Estava trabalhando em casa já há 3 meses, durante todo esse tempo, recebi várias propostas de vários lugares, mas segurei a onda e esperei a hora certa para aceitar o trabalho certo, do jeito que eu precisava e queria. Trabalharei apenas na parte da tarde – claro que com várias intervenções nos outros horários – o que me deixará tempo de sobra para cuidar de mim, do blog, e é claro, da faculdade. A grana é boa, o trabalho é bom e eu continuo a fazer os meus freelas.

E falando sobre o blog, ele também vai mudar. Vou trocar tudo aqui, menos é claro, o mais importante, quem escreve e o quê escreve. Ou seja, o conteúdo só poderá melhorar. Mas o visual ficará mais bonitinho.

De qualquer forma, eu já emagreci um pouco, nada demais.. mas para vocês saberem, hoje uma calça 6 números abaixo da que eu vestia serve belezinha. Então assim, apesar de ainda não caminhar todo dia como eu mesmo me propus, estou regulando várias coisas e comendo melhor. Além disso, hoje eu compro uma agenda e me obrigo a segui-la rigorosamente. (Da últma vez em que tive uma agenda, eu escrevi tudo que eu tinha que fazer – atrasado, claro – bom, a lista cobriu uns dois dias e meio – escrevendo com letra pequena – fechei a agenda e não quis mais saber disso).

Além disso, estou procurando algumas academias de luta aqui em BH. Se é para emagrecer, que seja aprendendo alguma habilidade. E porra, lutar é foda. *Se alguém souber de alguma bacana, indica nos comentários aí. Além disso, eu também retomei minhas esparsas aulas de violão com meu irmão, que de quebra me ensinou algumas técnicas para cantar – descobri até que canto legal, só treinar um pouco.

Eu queria aqui agradecer ao Eduardo Paes Filho do blog Papo de Gordo que não só comentou no último post como me deixou totalmente sem graça e com vergonha de mim mesmo por não ter postado mais sobre as mudanças. Valeu pela força Eduardo. O segundo post está aqui e com ele mais promessas.

As coisas estão andando gente, e eu estou cada dia mais feliz e mais cheio de vontade. Esse post será semanal, i fucking promisse.

***

1 – Neto, não quero saber. Atualizei o WordPress, faça seus 4 posts seguidos. Rá!

2 – E você? Já está participando da promoção de 2 anos do blog?

3 – Sem mais links.

Depois de tantas reuniões secretas a portas fechadas no porão escuro e úmido da Sede das Empresas Crepúsculo S/A, eu, Diego, Naya e Neto decidimos o que fazer com o tão – ou não – esperado aniversário de 2 Anos do Blog.

Como é de praxe, não fizemos nem um postzinho no dia 18, apesar de todas as promessas. Eu que prometi mais de uma vez postar no dia, estava me embriagando como um filho que a casa torna. Como me embriaguei de verdade, não postei nem sábado (dia 18) nem domingo. De qualquer maneira, as comemorações (sic) não poderiam ficar restringidas a apenas um dia. Não é?

Então. As comemorações já começaram né, com a reedição e a linkagem de vários posts antigos pro pessoal que chegou há pouco tempo no blog. Além de vocês conhecerem um pouco mais, fica mais fácil divulgar o blog.

Antes de comentar sobre a nossa incrível idéia. Tenho primeiro que fazer alguns agradecimentos, tá.. eu sei que é chato, mas esse blog não seria nada sem essas pessoas. Primeiramente é claro, quero agradecer à Naya, Diego e Neto. Sem vocês esse blog não seria nem metade disso aqui, e hoje o blog é tão meu quanto seus. Ao pessoal da SkypeZona: Jhonny, L.F, Fefê, Igaum, Luquinhas, Loch, Volkmer, Diego, T.G, Rafa, Kakah, Vaneh, Kel. Aos amigos da BlogZona: AJ, Leles, Zanfa, Talita, Dan, RafaBarbosa, Jottape, Márcio, Wall, Will, e tantos outros. Agradeço de verdade.

UPDATE DO AGRADECIMENTO. O Cleiton merece uma linha só pra ele. De tão importante, eu até esqueci dele, que junto com o L.F, são os únicos blogueiros que eu conheci.

Mas esses não são os agradecimentos principais. Eu agradeço a você leitor fiel, que lê, comenta, xinga, reclama, e que por algum motivo gosta do que a gente escreve aqui. Você é a principal causa disso aqui existir. E para mostrar isso, nós 4 aqui decidimos presentear vocês.

Mas é um presente diferente. Ou melhor são presentes diferentes. Não vamos sortear nada comprado, nem vamos dar algo novo. CADA autor aqui do blog, dará algo dos acervos pessoais para os quatro primeiros colocados. Não precisa ficar com medo, não será nenhuma roupa de baixo usada,  o que é uma pena por causa da Naya, podem ser livros, com anotações, alguns textos escritos a mão, um filme, qualquer coisa. Garanto que serão coisas legais. E os presentes serão únicos e originais.
Para participar e ganhar é bem simples. Queremos saber por que você é fã do Crepúsculo – do blog em, por favor – ou seja, faça um vídeo, uma foto, ou um texto demonstrando todo o seu amor pelo blog. Quem fizer vídeo, texto E foto, tem ainda mais chance. Cada autor vai escolher um para dar o prêmio. Ou seja, são 4 ganhadores. Mande a sua declaração para o e-mail promoceta@ocrepusculo.com

Seja criativo, faça diferente. Não há muitas regras. Garanto que você não irá se arrepender dos prêmios.

A promoção vai até a meia noite do dia 9 de Agosto e o resultado sai no dia 18 de Agosto (1 mês após o blog completar dois anos). É isso, peguem as câmeras, abra o word e mãos a obra!
PS IMPORTANTE: pode ser que exista uma surpresa muito grande no meio dessa promoção!

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1 – PARTICIPE!!!

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Os textos sobre música geralmente são escritos pelo Pedro e pelo Diego, mas hoje eu resolvi inovar e falar um pouco do que eu gosto, ou melhor, o que eu aprendi a gostar desde pequena.

Bom, pra quem não sabe eu fui criada pelos meus avós. Minha mãe morou com a gente até os meus 18 anos (?), mas como ela mal parava em casa, então boa parte do que eu sou é resultado de vovó e vovô.

Claro que muita coisa eu aprendi com a minha mãe, nós nos comportamos igual, temos até mesmo o mesmo jeito de falar e rir. Alguns dizem, inclusive, que nós somos irmãs. O papo é mais aberto, então meu jeito “liberal” deve-se a ela.

Vovô me ensinou a ser moleque. Jogar pião, empinar pipa, subir em árvore e andar de rolimã. Meu lado menino é todo dele. As besteiras, as piadas, o fazer arte é dele…ele é o criativo da casa, o MacGyver. Dizem que se eu não for boa de dar “jeitinhos” e inventar coisas, eu não sou neta dele.

Já minha vó me ensinou a ser dona de casa, a ser religiosa e ensinou o que é música pra mim. Estranho isso para uma família que quem toca é o homem (meu avô é tecladista, eu aprendi isso também).
O gosto musical do meu avô é restrito. Ele gosta de música clássica e pronto! Não perde uma apresentação das variadas orquestras sinfônicas do país, e sempre que posso eu vou com ele. Ele delira nesses momentos, em compensação ODEIA o tipo de música que eu gosto de ouvir em casa, o que por ironia do destino foi encaminhado pela mulher dele.

Minha vó é fã assumida de Queen e Elvis Presley. Ela também tem uma queda pelos cantores da Jovem Guarda, mas gostava do Roberto Carlos quando ele ainda era da turminha do ie ie ie.

Em contrapartida ela também adora um sambinha (com uma puxada para mpb, bossa nova, bolero). Toda vez que eu coloco Demônios da Garoa, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Dorival e Nana Caymmi, entre outros…ela pira, começa a cantar toda bonitinha. Claro que como boa vó ela odeia versões que mudem um poooouco o ritmo da música.

Com isso eu aprendi a ouvir clássicos desde a infância, aprendi a gostar de rock primeiro e até mesmo tive a minha fase “não ouço samba/pagode”. Hoje eu ouço de tudo…mas no meu carro só tem rock e samba/mpb.

E eu a-do-ro música antiga, a-do-ro esses rocks dos anos 50/60, sambas e mpb dos anos 50/60/70…e quando alguém regrava eu praticamente gozo. Acho delicioso. Ao contrário da minha vó eu gosto de novas ‘roupagens’ (desde que fiquem decentes, claro)

Tanto que as bandas atuais que eu gosto lembram esses anos, e isso me faz a estranha da tribo, mas tudo bem…um dia eu ainda convenço alguém a gostar do que eu gosto.

E claro, para animar o dia de vocês duas músicas que eu curto por demais =D


Orquestra Imperial – Fita Amarela

Queen – Under Pressure


  1. Um texto da @Babiarruda…bem legal, me identifiquei. Prólogo da mulher mal amada – um paraleo com a (in)competência masculina
  2. O @cavariani é velho conhecido meu…e vou te falar, o menino leva jeito pra DA. Ele tá mandando muito bem, vejam aqui. Super legal
  3. Quer pensar um pouco? Leia esse texto que a fofa da @debbieoliveira recomendou.

Conforme notícia publicada no Whiplash por este aqui que vos fala, a banda de metal progressivo Dream Theater está dominando as paradas no mundo inteiro com o novo álbum, “Black Clouds & Silver Linings”. Dentre as principais posições, se destaca a liderança no top100 de vendas ne Europa. Além disso, a banda já registrou a venda de 10 milhões de cópias.

Certo, e o que tem isso? Nada, além do fato do álbum do Dream Theater ter escapado na internet mais de um mês antes do seu lançamento oficial. Ele foi lançado oficialmente no dia 23 de junho. Em uma pesquisa rápida, encontrei em um blog a data 22 de maio com um link para download – foi lançado bem antes disso.

Como a indústria fonográfica explica uma ação como esta? Um álbum lançado na internet com tanta antecedência, de acordo com eles, acabaria por destruir o lançamento e derrubar as vendas. Foi com este mesmo argumento que o álbum do Yeah Yeah Yeahs, que iria ser lançado dia 16 de abril, foi adiantado quando escapou na internet.

Está na hora de deixar claro algo simples, e que o caso do Dream Theater somente realça ainda mais: os downloads “ilegais” não fazem mal a música. Pelo contrário, eles colocam os álbuns na sua devida proporção e capacidade, além de mostrar que os fãs estão dispostos à pagar para comprar apenas as músicas e álbuns que valem a pena. Mesmo com a diminuição mundial de vendas de CDs, alguns grupos ainda conseguem ter resultados acima da média. Destaco dois pontos:

  1. Os fãs consideram válido ajudar as bandas que gostam e/ou mostrar seu apoio;
  2. Os fãs acham que a qualidade das músicas do álbum é boa, e vale a pena gastar para ter o original completo ao invés de comprar apenas singles.

Além disso tudo, grandes bandas já deixaram claro que não ganham mais dinheiro com lançamentos de álbuns, como o Queensrÿche e o Def Leppard. As vendas de álbuns diminuíram, a venda de singles via internet aumentou. A disponibilidade de álbuns e de música também aumentou consideravelmente. Em uma notícia que li em um site estrangeiro que fala sobre negócios na área da música (me desculpe, mas não consegui achar o link original, ainda…) foram lançados, somente no Reino Unido em 2008, em torno de 30 mil álbuns. São muitos gêneros, muitos estilos, mas 30 mil é muita coisa. É uma grande competição pelo nosso dinheiro, e os álbuns ainda concorrem com DVDs, games, shows, teatro, cinema, etc. Unindo isto aos problemas da crise, à população que gastou menos este ano e cortou principalmente no lazer, você já sabe o resultado…

Há muitos lados nesta questão. Não é simplesmente baixar ilegalmente as músicas que acaba com o lucro da poderosa indústria fonográfica ou dos artistas. A competição aumentou, a indústria fonográfica não se preocupou em oferecer produtos mais interessantes com preços menores, a indústria do entretenimento cresceu de maneira gigantesca nos últimos anos e também pegou uma parte do bolo. Os downloads diminuem as vendas? Será que cada download ilegal se tornaria uma venda não concretizada? Se eu não pudesse baixar arquivos e/ou conhecer novas bandas, eu nunca gastaria meu dinheiro com elas. Não compraria um disco de 30, 40 reais de um grupo desconhecido. Nunca gastaria 100 reais em um show de uma banda da qual eu não ouvi as músicas. O jogo da indústria é apenas para os grandes.

Para a maioria arrebatadora dos artistas, entre eles se encaixam 99% de todas as bandas nacionais de rock e metal, esse não é um bom jogo. Os artistas deveriam aprender com pessoas como Trent Reznor do Nine Inch Nails. Ofereçam suas músicas gratuitamente ou por custos muito baixos, ofereçam produtos alternativos, criem álbuns de maneira rápida e com baixo custo, criem uma base de fãs.

Eu mostro: conversei com Paulo Melo, vocalista da banda Rising Cross, uma pequena banda de metal de Goiás. O grupo gastou menos de 5 mil reais para produzir um álbum. As gravações de todas as músicas, incluíndo produção e mixagem, saiu por 3 mil reais e estão, na minha humilde opinião, em nível altamente profissional. É um custo baixíssimo, são 500 CDs por 10 reais cada… um showzinho, você toca a música, oferece o CD, faz um marketing pela internet, anuncia novidades do grupo por sites como o Whiplash e o Zona Punk, blogs de música bons como o Digital Alternativa ou o Hit na Rede (o autor deste artigo também está sempre disposto à divulgar bandas que ele gosta).

Será que é tão difícil para a indústria ver o cenário como um todo ao invés de olhar apenas para um pequeno pedaço dele? É tão difícil para os artistas independentes empreenderem novas visões de mercado e buscar novas alternativas de lucro? A internet veio para ajudar, não dificultar.

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1- Se você é fã de metal, baixe o EP do Rising Cross, “Trumpets of Victory”. Ele foi disponibilizado pela própria banda, vale a pena. Clique aqui.

2- As melhores notícias sobre os movimentos da indústria fonográfica você encontra no Remixtures. Destaque especial para a notícia sobre o futuro do Pirate Bay.

3- Já que estamos falando em música e inovação, o jogo Rock Band resolveu criar uma plataforma para que artistas coloquem suas próprias músicas no jogo e vendam em uma loja. Matéria aqui.

O título – do post – não é apenas um trocadalho do carilho, é sério. E antes de começar a dizer o que eu quero dizer vamos rever alguns pontos:

- Cruzeirense, não perca seu tempo me chamando de invejoso, não perca seu tempo nos comentários com #mimimi de “Eu tenho duas libertadores”, “só perde quem chega”, “gozar com pau dos outros é fácil”. Isso não é argumento. Leia o texto antes de vir atirando pedras.

- LEIA o texto antes de comentar, por favor. (só para reforçar)

- Escreveria o texto praticamente da mesma maneira se não fosse atleticano. É sério. Se você ler o texto, antes de vir me enxer o saco pelos títulos que meu time não tem, veja o que eu tenho a dizer. Você irá concordar.

Vamos ao dito cujo então.

Primeiro, quero dizer que respeito o Cruzeiro. Respeito a história vitoriosa. Respeito sim, sou torcedor de futebol, a rivalidade é intensa, mas eu pelo menos respeito. (Só não respeito o hino e a torcida). É fato que o Cruzeiro tem mais títulos e blá blá blá. Mas eu estou aqui para falar da final não é? Ok.

Só eu lembrei da Copa de 2006 essa semana? Exatamente a mesma coisa. Circo da imprensa. Galvão falando bobagem. Já ganhou. Festa armada. Reportagens especiais de como o time foi campeão outras vezes. Mais circo. Galvão falando mais bobagem. Clima de já ganou crescendo. Antigos craques rindo, falando como o time era fantástico antigamente e como era fantástico hoje. A mesma coisa da Copa de 2006.

E o que aconteceu no Mineirão hoje? A mesma coisa da Copa de 2006. Mas o Cruzeiro parece que não fez o dever de casa. Não revisou todas as matérias.

Ao contrário do que falavam os jogadores do time azul, e sua comissão técnica, dirigentes, líderes de torcida com pom pom, e afins. O time estava nervoso. Nervoso demais. Ramires perdeu a cabeça com as faltas de Verón. O time não foi nem sombra do que vinha mostrando. E jogou muito pior do que na Argentina.

Vale a ressalva do único jogador – que eu admiro – que jogou como sempre. Kléber. Brigou, lutou, mas levou a alcunha de Gladiador ao pé da letra. Ele lutou sozinho no seu coliseu. O Mineirão. Que estava tomado de azul. Sim estava. Mas, mais uma vez, a torcida do celeste decepcionou.

[Aqui entra a parte Atleticana do autor] Torcida MEDÍOCRE. Só apoiou o time de verdade antes do jogo e depois do gol. Ao todo 10 minutos. O tão sonhado tri da libertadores ali no campo e um bando de panaca vendo o jogo calado. Vi 3 mil argentinos fazendo muito mais arruaça do que 60 mil cruzeirenses. Por isso todo mundo respeita a torcida atleticana. 10 mil atleticanos fariam mais festa.

Voltando ao jogo.

Mais uma vez, falta de estudo dos smurfs azuis. Time argentino, velho de guerra, tri campeão da Libertadores NÃO pode ser desrespeitado. É assim que eles gostam, é assim que eles jogam. E o melhor pior, é assim que eles ganham.

Verón foi fantástico. Um autêntico leão no meio-campo. Roubou bola como ninguém e deu um passe de trivela primoroso que resultou no gol de empate. Os Argentinos vieram calados, só ouvindo toda a festa e vendo o circo da imprensa brasileira. Eles é que foram os mineirinhos da final. Eles comeram pelas beiradas, vieram como quem não quer nada e ficou com a taça.

Na minha opinião, faltou o Cruzeiro estudar um pouco de história.

Os dois times mereceram a taça… até o último jogo.

Vale lembrar, que o Cruzeiro sempre foi um time arrogante, prepotente, e muitas vezes entrou de salto alto em campo (com trocadilho, por favor). E sinceramente, nada mais merecido do que tomar de virada, na final, com a casa cheia. (Alguém lembrou das quartas-de-final do brasileiro de 99?). Talvez assim o Cruzeiro aprenda a respeitar mais os seus adversários.

O Cruzeiro só deve tomar cuidado com a DPL – Depressão pós-Libertadores, mais conhecida como Síndome do Fluminense. Porque se recuperar no Brasileiro agora vai ser muito complicado. Ainda mais pela queda imensa que foi a perda do título.

No mais, caros rivais. Relaxem e aceitem as brincadeiras de forma educada. Eu como atleticano tenho que admitir, que preferia mesmo chegar a uma final de libertadores e perder, do que não chegar. Mas isso não me impede nem um pouco de tripudiar.

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1 – Mais uma vez eu peço. Não perca seu tempo me xingando, fiz o post com o máximo de imparcialidade que eu consegui. Tirando é claro, as partes em itálico e cortadas. Não tenho sangue de barata né?

2 – Só para tripudiar mais um pouco. Vejam esse meu Twitt. Galvão disse na transmissão “A torcida do Cruzeiro é diferenciada, muitas meninas, muita família”. Sabe tudo o Galvão. Tipo uns 98% de meninas na torcida celeste.

3 – Um abraço muito especial aos meus amigos: Hudson, Artur Silva, Thaylon, Kavalinho, Igor, Artuzinho, Charles, Popô, Sthéfane, Sarah, Ignus, Titó… bom, são os mais chatos. =D

4 – Especial para o Frank Martins também.