

Imagem: Chavez em uma capa da Folha disfarçado de Mickey Mouse ou vice-versa
Esta semana sem dúvidas foi leve. Carnaval, descanso, praia, sol, a Naya curtindo as micaretas… mas parece que não foi tanto assim para a Folha de S. Paulo, um jornal “conceituado” no Brasil, e alguns intelectuais de esquerda, todos canhotos, que travaram um confronto um tanto inusitado que passou dos jornais para os sites e foi parar nos Blogs.
O Idelber publicou um bom texto apoiando os professores, enquanto o Imprensa Marrom abordou de maneira diferente, não concordando com a Folha, mas ao mesmo tempo também discutindo a neutralidade dos doutores que encabeçam a ação.
Para os que não estão dentro do assunto, o jornal Folha de S. Paulo publicou um editorial que falava sobre os novos moldes da ditadura na América Latina, em especial a de Hugo Chávez. Dentro deste espaço, o autor do artigo classificou a Ditadura Militar brasileira como sendo uma “Ditabranda”. Isto, obviamente, causou a ira de vários leitores, que tanto em comentários na página do editorial na internet (somente disponível para assinantes) quanto em cartas mostraram o total descontentamento com o modo da Folha representar o período. Não bastasse isso, dois renomados doutores (tenha noção de que isso é tanto para o bem quanto para o mal), Fabio Konder Comparato e Maria Victoria de Mesquita Benevides, fizeram parte desta leva de leitores. A eles a resposta da Folha foi a seguinte:
“A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e mentirosa.” (slapt!)
Juntando tudo isso foi colocada a assinatura de uma Petição para fazer não sei o que, encabeçada pelo também doutor da USP, Emir Sader. Estes três citados são, realmente como declarou a Folha (mesmo de maneira deselegante), adeptos do regime de esquerda cubano, ponto final. Fatos a mesa, cada um tire suas conclusões sobre isto, não irei tomar partido algum, no meu ver todos os lados deste conflito estão mais que errados, cada um por seus motivos particulares.
Como declarou o Pedro Dória em seu blog, as palavras da Folha foram dadas na área de opinião do Jornal, não de noticiário. A área de Editorial de um jornal é totalmente opinativa, também conhecida como Página 2, onde também há a sessão de cartas do Jornal. Nesta área o jornal tem todo e qualquer direito de exprimir sua opinião, independente de qual seja. Um veículo de comunicação deve estar ciente do que sua opinião deve acarretar, afinal ninguém pode agradar gregos e troianos. A Folha, quando escreveu este artigo, realmente deu pano para a manga.
No meu ver o erro deste grupo de gênios que sabem de tudo e ninguém sabe nada intelectuais é achar que a Folha deve se desculpar por ter uma opinião contrária. Eu não acho a ditadura maravilhosa, nem acho que é certo ficar colocando a ditadura brasileira em textos onde o tema central é na verdade a nova “democracia” venezuelana. Mas o que posso fazer se a Folha acha que tivemos uma “ditabranda”? Posso não concordar, e não concordo! Mas posso privar deles o direito de achar isto?
E o padre maluco que acha que o holocausto não existiu… deixem ele! Ele tem o total direito de achar o que pensa, mesmo estando completamente maluco. Se não concorda, você pode discutir, dar sua opinião sobre o assunto ou simplesmente ignorar a questão.
Eu não entendo como opiniões contrárias podem gerir tanto “xiitismo” da parte das pessoas. Há os Metaleiros e Rockeiros Xiitas, como diz o Pedro, agora também temos os políticos e intelectuais xiitas, que já consideram opiniões contrárias a eles afrontas a democracia e aos que sofreram com a ditadura militar. Ninguém desrespeitou o passado nem as famílias daqueles que não voltaram para casa. Se eu disser que a Segunda Guerra Mundial foi mais branda do que a Guerra do Vietnã vão me dizer que estou “ferindo aqueles que perderam familiares na época ou os Judeus que morreram no Holocausto”? Façam-me o favor… e não amolem a todos com isto.
Parece que no Brasil as coisas são realmente estranhas neste ponto. Você luta, se esforça, combate um regime autoritário tentando trazer a liberdade da informação e do ir e vir, para depois ir contra ela. Me pergunto onde foi parar aquele senso tão comum dos intelectuais: “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. (frase do Voltaire, coisa chique, achei na internet)
Pois é, parece que talvez nem eles mesmos saibam…
***
1- Alguém aí acha que a Ditadura Militar era uma “Ditabranda?
2- O Joildo postou em seu blog a resposta de Maria Victória Benevides a revista Carta Capital, o poço de neutralidade em meio a imprensa, você pode vê-la aqui.
3- Considerem este um início do curso de Jornalistas para não Jornalistas de Diego Camara, e não se esqueçam, Editoriais são lugares onde você pode falar o que quiser e deixar comunistas estressados e ainda ofender eles. Tem coisa mais legal?
4- Leiam o Pedro no Suspensa, se não o Bicho Comunista irá comer vocês: Crônicas de um Mineiro



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Não vou dar minha opinião sobre a nossa ditadura…servia o exercito naquela epoca…e muito menos do que ocorre na Venezuela…país onde morei e que aprendi a gostar…
Mas sobre o texto…só posso dizer…
10…nota 10….(ainda em clima de carnaval)…
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http://tinyurl.com/cuo67j mais um post sensacional do meu amigo e colaborador @dcamara
RT: @pedroturambar: http://tinyurl.com/cuo67j mais um post sensacional do meu amigo e colaborador @dcamara
E os que dizem que foi uma DITABOA!!!!!!!!!!!!!!!
Trata-se dos que foram nomeados sem concurso e/ou por concurso fajuta como docente das universidades públicas, na e pós didatura de 64. Um trecho da minha pesquisa é:
———— —-
Tanto é assim que, que ainda hoje é possível encontrar docente público federal que jura até pelo sagrado que o Regime de 64 era dotado de uma bondade tão extremada pelo nosso educacional, e tão extremada mesmo, ao ponto de o ter nomeado sem concurso apenas por ele ter convencido general avalizador de ficha dos ingressantes de ser o mais competente academicamente possível para o cargo.
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@ Antero
A Venezuela dizem que é um ótimo país, tem um bom povo e no fundo são muito próximos a nós. Assim pelo menos dizia uma professora minha de Radialismo que teve o prazer de morar por lá por algum tempo. Da manipulação popular nascem figuras como Chávez, mas se ele será maléfico ou benéfico ninguém pode realmente dizer, mesmo que as ações dele estejam fazendo seu país caminhar para uma ditadura sem igual.
Enquanto isso no desfile da Folha:
Folha… Inteligência: 4,5!
Intelectuais… Bom senso: 13! (quem leu o texto da doutora Benevides sabe bem o motivo desta nota…)
@João Batista
Pois é… eu outro dia estava discutindo com um colega e cheguei a conclusão: Um regime é bom para você se lhe trouxer benefícios.
Como a ditadura cubana traz benefícios aos nossos intelectuais citados no texto, é óbvio que vão achar ela boa, como também há duzias de russos que ainda morrem de saudades do regime soviético. Se o capitalismo acabasse no Brasil hoje, a maioria das pessoas não sentiria muita falta a curto prazo, porque quem ganha com ele é aquela velha meia duzia de ricos. Acho que faz parte do homem, é um egoísmo fincado no pensamento das pessoas.
Acho que haverá sempre esta ideia de benefício, infelizmente os seres humanos, em sua grande maioria, principalmente os que fazem parte de uma elite, sempre estão interessados no seu benefício próprio. Neste caso, tanto a Folha quanto os intelectuais da USP, estão é de olho nos benefícios que este confronto pode trazer. A população como sempre, vale nada e apenas serve para ser manipulada nisto tudo.
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Já foi divulgado, mas merece ser twittado de novo. Puta post do @dcamara http://migre.me/4A8
Falou-se um pouco sobre o revisionismo histórico em relação ao Holocausto, não é tão simples para dizer “deixa ele ter sua opinião”. Por exemplo, o caso que estavam produzindo livros (aqui no Brasil) que diziam que o Holocausto Judeu não existiu, quem fosse socializado lendo isso estaria em extrema confusão, vc estaria criando um grupo de pessoas que poderiam vir a pensar de uma forma que é conflituosa e problemática (no mínimo).
Por isso estas edições foram proibidas no Brasil e tbm tentativas parecidas foram proibidos em outros países como a França pelo que sei.
Liberdade de opinião não justifica algumas coisas. É muito complexo.
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Acho que todos esses letrados poderiam, ao invés de se digladiar e se exaurir em palavras para defender ou atacar idéias ou uma simples palavra usada em um editorial, poderiam usar seu poder bélico para combater a palhaçada no Congresso ou no Senado, onde os “Renan Calheiros” da vida ainda mandam depois de tanta falcatrua…
Enquanto discutem suas idéias, sentados em confortáveis cadeiras defronte ao seu Laptop, existem pessoas que passam a noite em uma fila num posto de saúde, para consguir uma consulta…
É louvável expor suas opiniões, só acho desnecessária tanta sinergia para nada…
As vezes engolimos os elefantes e nos engasgamos com os mosquitos!!!!
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