Eu não sei bem nem por onde começar. Mas vou adiantando, esse não é um post normal, um opinião sobre algum assunto ou eu metendo pau em alguma coisa. Será mais ou menos no estilo deste aqui, que foi um verdadeiro delírio. Estou em um momento um tanto estranho e complicado da minha vida, que eu gostaria de compartilhar aqui. Este será um post meio desabafo, meio auto-reflexão. 8 pedaços por favor.

Como já expliquei tantas e tantas vezes, vim da grande metrópole de João Monlevade com o sonho de ser publicitário. Cheguei em Belo Horizonte com 19 anos, pensando que tinha alguma experiência de vida… cheguei aqui um garoto. Não sabia absolutamente nada sobre publicidade ou sobre o que é ser um publicitário, muito menos as chatices e as maravilhas da profissão. Lembro que já nessa época, botei na minha cabeça que queria ser Diretor de Arte. Achava foda saber mexer no Photoshop e no Corel.

Depois de um tempo e uma mudança drástica, eu finalmente era um Diretor de Arte, que mexia nos programas e que ‘sabia’ criar. No meio disso tudo, sempre fui um amante dos livros, das palavras e de histórias. Desde pequeno criei o hábito de contar e inventar história, seja para contar a quem fosse, na verdade gastava a maioria das histórias com meus pais, óbviamente para escapar de algum castigo. Veja bem, não eram mentiras… eu só fantasiava um pouco, adicionava um ponto de suspense aqui, outro ponto de drama ali e tudo corria bem.

Além de fazer o layout, éramos nós que fazíamos os textos das peças, ou seja eu era o que hoje eu chamo de Redator de Arte. Nessa época eu comecei a questionar se era isso mesmo que eu queria, se queria mesmo ficar aumentando logomarca de cliente ou explicando o porquê de verde e não vermelho. Eis que eu recebi uma demanda que me tirou o sono: fazer o convite de casamento da minha chefe. Hoje agradeço aos deuses por isso, pois foi ali sentado de frente para o computador que eu trabalhava, no meio dos milhares de rabiscos que eu escrevi a frase que era a alma do convite “O Amor servindo de base para a construção de uma vida” e foi ali que eu descobri o que eu queria fazer para o resto da vida. Eu queria quero escrever. O choro imediato da minha querida e amalucada ex-chefe me deu a certeza de que era isso que eu tinha tenho que fazer.

Faz mais de um ano que isso aconteceu, e até hoje eu estou na mesma. As vezes eu digo que saber fazer as coisas bem feitas (nem sempre é claro) nos programas não é nada mais que maldição. Parece pesado, e é. Até porque várias pessoas já me disseram que meu talento é esse, e que eu não posso jogar isso fora. Pois eu digo que não, não e não. Meu talento é escrever, eu sei disso. E não vou parar de correr atrás para ser reconhecido por esse talento, e não pelo de fazer layouts.

Por esse motivo, e por estar em um momento em que minha cabeça não está muito boa, eu pedi demissão da Agência Vibra. Lá eu sou um Redator de Arte também, mas não é isso que eu quero. Quero ser um Redator de letras mesmo, quero que o programa que eu saiba ‘mexer’ mais seja o Word. Quero que o Photoshop e o Corel não sejam mais do que diversão e dinheiro extra dos freelas.

Sobre o tempo que eu preciso, putamerda. Posso estar parecendo um fraco, quantas pessoas aí não ficam os 4 anos da faculdade trabalhando o dia todo e estudando sem problemas, quantas delas não tiram isso de letra. Eu sempre tirei, mas o problema não é cansaço físico… é cansaço mental. E quando você trabalha exatamente com sua mente, e ela está exausta, a beira de um colapso… você tem virar pro Capitão Nascimento e pedir pra sair. Não me acho fraco por isso, pelo contrário, já que são poucos que tem a coragem de jogar tudo pro alto e correr atrás do seus sonhos.

E é isso que eu vou fazer, dar um tempo, resolver minha vida. E isso não se remete apenas à vida profissional, grande parte disso é para resolver minha vida pessoal, principalmente dois probleminhas que daqui um tempo eu conto para você.

O que eu espero com isso é me tornar uma pessoa melhor, um profissional melhor. Estou buscando a minha felicidade… e posso te falar? Isso é foda para caralho. Se vai dar em alguma coisa, eu não sei. Agora, que eu vou dar tudo de mim eu vou.

***

Não, ainda não acabou. É lógico que eu não sou um maluco, óbvio que eu não fiz como Edward Norton fez no Clube da Luta – quebrando tudo na sala do chefe e saindo do emprego para fazer sabão. Eu tenho uma reserva e tenho meus clientes. Não estarei desempregado literalmente neste meio tempo, serei um freelancer. Talvez acabe ganhando até mais com isso, e isso… pelo contrário do que você pode achar, seria terrível. É claro, ou você acha que as pessoas me cotratam para escrever um artigo ou uma crônica para elas? em?

Para você ver que eu não irei virar um completo atoa que fica o dia todo no msn, lendo blogs e postando – ok, era o meu sonho – eu tenho vários projetos e várias coisas que quero começar a fazer assim que ficar ‘atoa’. A primeira delas e continuar acordando no mesmo horário e ir caminhar meus 5km na lagoa aqui perto de casa. Já passou da hora de eu resolver esse maismeioeu que ocupa meu corpo.

Voltando para casa pretendo dividir minhas horas entre acordar e a faculdade com os freelas, e depois me dedicar às minhas histórias. Me permita falar um pouco delas…

A primeira história – a que deu origem a isso tudo aqui – se chamava (se CHAMAVA ok?) O Crepúsculo, mas como eu já disse em algum lugar, aquela safada resolveu lançar um livro com esse nome e recheado de vampiros topetudos e que saem a luz do sol. Bem, a minha história não tem nada a ver com isso, mas mesmo assim não poderia continuar com o nome, então ao invés de chamar O Crepúsculo Volume tal, o nome dos 3 livros que irão compor a história terão apenas o nome do volume. O primeiro se chamaria Espírito de Fogo, seguido por Severas Verdades e terminando com Reconquista. Não vou nem tentar explicar essa história aqui porque nem eu mesmo sei muito bem, só sei que ela está se firmando cada vez mais, e se eu não voltar a escrevê-la, talvez nunca o faça.

Enquanto O Crepúsculo (o livro) ficava esquecido, tive idéia para um outro livro… este bem mais simples e com a história bem clara na minha cabeça. A história se chama Cartas do Outro Lado que é a história de um garoto que é uma espécie de portavoz do mundo dos mortos com o nosso, o peculiar é a maneira com que Jonas ‘traz’ as mensagens do outro lado. No meio disso tudo, a irmã da melhor amiga de Jonas é assassinada brutalmente e ele irá tentar a todo custo descobrir quem é o assassino, lógicamente recebendo ‘dicas’ da irmã de sua amiga.

Basicamente a história é essa. Lógico que haverão mudanças, mas o livro irá se resumir nisso, posso dizer que é bem legal… eu pelo menos acredito muito mais nessa história do que na “pequena” triologia que me atormenta.

Além disso, é claro, vou me dedicar ao blog como nunca dediquei… postando mais, organizando essa bagunça, talvez uma revolução no layout. Só sei que tem muito o que fazer aqui, tudo para melhorar para você leitor (se é que você leu até aqui). Tem muitas falhas neste template e muitas coisas que eu tenho que corrigir, faltava tempo e conhecimento. Conhecimento ainda falta, mas amigos não.

***

Então, vai que você chegou até aqui… não sei, tem doido pra tudo… eu realmente gosto de escrever neste estilo, estilo contador de histórias, estilo eu não tenho que fazer trocentas pesquisas para não falar besteira, estilo não tenho que ficar linkando isso ou aquilo no texto, estilo sentar e escrever. Isso me dá muito prazer, sentar e conversar com você, que se chegou aqui, considero um leitor fiel deste blog, praticamente um amigo.

Poderia ficar mais horas e horas escrevendo, mas como eu já disse… tenho meus ‘clientes’ e tenho algumas peças para entregar amanhã, sem contar 8.439.399 trabalhos de faculdade que vai pro recorrente amanhã eu me viro.

Espero que você tenha gostado do tempo aqui comigo, espero que tenho gostado de conversar comigo.

Um grande abraço.

Minha vida se resumia ao Le Rouge, a Bibliothèque Nationale de France e minha casa. Era minha rotina há uns 20 anos. Quer dizer. Ainda é. Tenho que parar com essa mania de falar no pretérito. Pra quem não gosta de gente é sensacional. Se você gosta de gente seu lugar não é a França (péssimo humor, se é que você me entende). Uma típica rotina de vinho. Envelhecer em um canto sozinho sem muito rebuliço até o dia de morrer. Quer dizer, ser bebido. Pra mim a morte é como ser bebido. Um grande mergulho num buraco escuro para logo após ser reciclado nas profundezas de algum lugar. Era 1963 e isso era filosofia de boteco. Não o ano, a parte sobre a morte.

O Le Rouge era um bar de quinta categoria que ficava num beco perto da Rue San Martin cuja pronúncia é san martan (ainda paro de escrever para o Brasil). Engraçado que em 20 anos de visitas religiosamente diárias ao Le Rouge eu nunca tenha aprendido o nome do garçom que também era o dono. Para mim sempre foi serveur. Serveur, un sommelier s’il vous plaît. Garçom, um vinho por favor. E ele servia. E porra, sabe que no começo era uma merda porque ele sempre me enchia a paciência puxando conversa a ponto de eu quase desistir de frequentar o lugar. Isso foi no começo. O tempo e muitas tentativas infrutíferas fizeram ele parar. Voltou a ser o silencioso e prestativo serveur. Fazer o que. Algumas companhias a gente tem de aturar. O serveur era uma dessas companhias. Serveur, plus d’un sommelier. Vai arrumar uma mulher ele dizia. Vai à puta que o pariu eu respondia. E ele trazia mais vinho.

Um dia a porta do Le Rouge abriu e não era eu que estava entrando. Um sujeito. Livro debaixo do braço cigarro pendurado na boca bigode ridículo. Típico intelectual a procura de um bar de quinta para ler, se entupir de álcool e sentir-se um excêntrico recluso. Tá certo que eu também fazia exatamente a mesma coisa mas, eu sou eu, e esse cara… Bom. Esse cara era só um cara. O filho da puta sentou-se ao meu lado e pediu um vinho. Essa rotina dele durou umas duas semanas até ele falar comigo já leu esse livro? Tirei o cigarro da boca e soprei a fumaça, com pose blasé. Ele disse conhece o autor? É o Fulano de Tal. É claro que eu conhecia pois o autor era eu. Então o serveur disse mas o Fulano de Tal é esse aí do seu lado, revelando que sabia o meu nome (maldito cheque) e era mais esperto do que parecia. Fils de pute. Filho da puta.

O sujeito se levantou e colocou a taça na boca mas não bebeu. Mudou de idéia. Sei lá. Falou mas quem diria hein? Você… Apontei o cigarro para ele e falei olha aqui seu… Olha aqui nada. Quem diria. Logo você… E eu que achava que você já tinha morrido, apesar da sua editora lançar livros e mais livros de sua autoria dizendo que “o autor vive recluso e incomunicável na França para potencializar seu processo criativo“. Então era mesmo você o autor e não uma equipe que escrevia sob seu nome para continuar vendendo livros. Eu disse sim sou eu mesmo e daí? Ele disse o sonho acabou. O mistério não tem mais graça. Não tinha jogada nenhuma. Era você mesmo escrevendo. Terminou a taça de vinho de um gole só e saiu andando em direção à porta não sem antes dizer vous êtes une fraude. Você é uma farsa.

Perguntei ao serveur o seu nome.

Ele disse meu nome é Serveur. Serveur Delacroix. Esperto pensei. Então Serveur, plus d’un sommelier s’il vous plaît. Mais um vinho por favor. Ele trouxe. Bebi. Pensei. Algumas companhias a gente tem de aturar. Rotina de vinho é uma merda.

***

1 – Apesar de saber que a maioria dos leitores do Crepúsculo tem um intelecto bastante avantajado (ler esses textos grandões do blog não é pra qualquer um), já deixo o aviso para alguém que porventura não perceba: o não cumprimento de algumas regras e a omissão de vírgulas e pontos na crônica foi proposital.

2 – Entrevista com Eduardo Azeredo sobre a azeda Lei Azeredo que os internautas tanto “adoram”.

3 – Primeiro clipe interativo que eu vejo. Simplesmente sensacional.

4 – Vou dar uma pausa nas crônicas e voltar às postagens normais no próximo post. Desliga a TV e vem ler o Crepúsculo. Já assinou nosso feed?

Hoje fui a faculdade para ver uma “boa” palestra. Tudo muito secreto, ninguém sabia quem era o convidado que viria falar algumas palavras para nós, tudo bastante misterioso, o bastante para eu pensar que o palestrante era tão famoso ruim, mas tão ruim, que se contassem quem era ou o que iria falar, todos iriam era para o bar tomar umas cervejas ao invés de ouvir o que ele tinha para contar.

Pois é… meus pesadelos se tornaram realidade.

O tema da palestra era Sustentabilidade. Sim sim, essa historinha para boi dormir de agir sustentavelmente e ter uma empresa totalmente sustentável, desde seus fornecedores até a conscientização dos clientes. Algo perfeito, porém utópico. É muito mais fácil parecer sustentável e bonzinho com a natureza do que ser, e como vivemos em um mundo de aparências, você não precisa muito para fingir ser sustentável. A Campus Party finge que planta umas árvores, a empresa de papel falsifica certificados de madeira da Amazônia e tudo continua uma maravilha. O público pensa que ela é boa para o meio ambiente, eles usam isso como propaganda e tudo continua bem…

O palestrante gastou metade do seu tempo mostrando como “criar” uma empresa sustentável, depois gastou a outra metade mostrando como o seu cliente, o Carrefour, é uma empresa que se preocupa com o “bem estar de seus clientes” e do mundo inteiro com a implementação de vários projetos de economia de energia na refrigeração, iluminação e nos fornos da padaria, além de todo um plano de Educação Ambiental.

Além de toda essa balela, pois todos sabemos que o Carrefour não é nem um pouco sustentável (desconheço qualquer rede de supermercado que seja em toda sua linha de produção sustentável, é impossível), veio a hora das perguntas. Mas claro, obviamente não deixaram ninguém mais inteligente que uma ameba fazer uma pergunta. Das cinco perguntas, três já haviam sido misteriosamente escritas e estavam na mão da professora responsável (???), provavelmente feitas em sala de aula de algum curso, depois pré-selecionadas de modo bem esperto pela responsável. No final, o cara vendeu sua cara de especialista, o Carrefour a sua de bonzinho e ainda saiu até pergunta sobre Hora do Planeta, a maior balela que eu já vi em toda minha vida.

Não liguem para a Hora do Planeta, ela é mais uma historinha para enganar vocês, pois quem é responsável e realmente sabe economizar no banho, com o ar condicionado ou a água para lavar o carro, sabe bem que está fazendo sua parte. Esta mobilização serve para aquele cara que, depois de desligar suas luzes por 1 hora, irá comemorar com um belo banho de 40 minutos e ainda bater no peito e dizer: “Eu fiz minha parte e ajudei o planeta, desliguei meia dúzia de lâmpadas por uma hora, sou um herói!”

Nesse caso, estou com o George Carlin: “O planeta está bem, as pessoas que estão ferradas!”

***

1- Quem quiser ler mais sobre sustentabilidade, vejam a última do Rafa Barbosa.

2- Sem revisão nem nada, e sem links também…

Faz algum tempo que não posto. O Pedro até falou que ia colocar uma teia de aranha por cima da minha foto ali na barra lateral (mentira isso). Bom. O importante é que voltei e vamos ao que interessa. O post.

O primeiro blog que tive foi um blog de contos. Desses blogs de contos que tem aí pela internet aos montes. Na época eu nem tinha essa visão blogueira cheia de pageranks, SEO, tags e WEB 2.0. Era só um blog comum de contos e tal. Eu gostava muito de escrever e tinha até alguns contos muito bons. Aí eu tive a idéia de publicar aqui no Crepúsculo alguns desses contos, de vez em quando. Aí eu lembrei que este blog não é um blog de contos e crônicas. Resolvi fazer o seguinte. Vou postar um conto aqui, e deixar o link deste blog antigo para quem quiser ler o resto dos contos.

- A Atriz -

Ela era assim. Marina tinha mania de atriz. E isso era só um detalhe em sua vida. Não fosse as mentiras que ela criava. E os papéis que inventava para a vida real. Afinal, o trabalho do ator é mentir convincentemente. E isso ela fazia muito bem. Se tornou uma mania. Uma obsessão. Conhecia outras meninas no playground ao lado de casa e inventava nomes diferentes para si mesma. Inventava outras famílias. Mudava até mesmo a idade. Se apresentava e se portava como uma pessoa da idade que dizia ter.

Uma vez fingiu para a família ter perdido a memória. A história durou 4 meses e só não se prolongou por mais tempo porque se cansou do papel. Começou a criar disfarces. E fazia com tanta perfeição que nunca a descobriam. Ai de quem a descobrisse. Isso para ela, não podia acontecer. Conseguia convencer até mesmo o diabo de que ele sim, ele era o bonzinho da história. Ser descoberta não. Nunca.

A mania chegou ao seu ápice quando ingressou na faculdade. Artes Cênicas. Resolveu criar um papel de moça perdidamente apaixonada. Na terceira semana, entrou na sala e se declarou para o colega.

-Arthur! Eu te amo loucamente! Nunca me senti assim durante toda a minha vida. Você é tudo pra mim! Foi amor a primeira vista! Entrego a ti meu corpo e a minha alma! Derrame em mim ou seu líquido sagrado do amor.

E o beijou como nunca tinha beijado ninguém antes. Foi um estouro. Tinha criado o disfarce da sua vida. O de namorada, e futuramente, esposa dedicada somente ao marido. Tinha que manter o disfarçe afinal, ser descoberta não. Nunca.

Transaram no primeiro mês de namoro. Tinha que levar o papel até o final. Mostrou ser a pessoa mais apaixonada e dedicada de todo o mundo. A mais servil. A mais amante. A mais esposa de todas. Se entregou de corpo e alma ao papel. Largou a faculdade. Iria se dedicar somente ao parceiro. Tinha de desempenhar bem o papel. Não poderia falhar. Ser descoberta? De jeito nenhum.

Logo que Arthur se formou, os dois se casaram. Viviam uma vida plena. Tiveram filhos. Ele era extremamente feliz com ela. Nunca conhecera mulher mais dedicada em todo o mundo. O que posso dizer? Viviam bem. Ficaram velhos. Os filhos cresceram. Se casaram. Foi a melhor sogra do mundo.

Como todo papel, o de Marina chegou ao fim. Ela morreu por uma doença qualquer. Casada ainda. Nunca amou o Arthur, nem um pouquinho que seja, mas manteve o papel até o fim. No seus sonhos, tinha sido a melhor atriz do mundo. Desempenhou o papel até o fim. E quando morreu, tinha a certeza. Não seria descoberta nunca. Ser descoberta? Só por cima do próprio cadáver.

No velório só se ouvia choro. O marido estava inconsolável. Os filhos ainda mais. Todos falavam sobre como tinha sido boa esposa, boa mãe, boa mulher. Que vida! Que ser humano ela era! No enterro todos choraram. Fazia sol. Na sua lápide, a família escreveu o epitáfio.

“Aqui jaz Marina. Nasceu atriz, mas abandonou seu sonho para ser a melhor mãe, esposa e mulher do mundo”.

Lá no além Marina resmungava. “Desgraçados! Mãe é o cacete! Eu sou atriz! E o Arthur é um filho da puta. Filho da puta!”. E Deus a acalmava. “Calma Marina. Nós sabemos que você foi uma boa atriz. Juro por mim mesmo que sempre te achei uma excelente atriz”. E ela resmungava cada vez mais.

***

Bem. Esse é um dos melhores contos que eu já escrevi (na minha opinião completamente parcial). Se você não gostou, nem se dê o trabalho de ler o resto.

***

1 – A você mulher bonita e respeitosa. Se estiver disponível, já tentou desencalhar o Wanderson?

2 – Você tem twitter e trabalha com propaganda? Siga o @pedroporto. O cara é foda. E digo por experiência própria. Já assisti a uma palestra dele.

3 – Você já viu o portfolio do Fernando Valente? Olha só esse manual de identidade visual que ele fez. Que primor de trabalho!

Se você não conhece, deve conhecer. Se você já conhece, continue ouvindo. Se você só ouviu o primeiro CD ou uma ou outra música, escute denovo – principalmente o segundo álbum. Hoje a seção “Para Gostar de:” traz uma das minhas bandas preferidas, o Stone Sour.

A banda é um projeto antigo do vocalista do Slipknot, Corey Taylor. A banda foi formada em Des Moines, no estado de Iwoa nos EUA, curiosamente essa era a principal banda de Corey que junto com um cara chamado Josh Rand, tentava arrumar os outros integrantes. Eis que Shawn – é, ele mesmo, que veste a máscara de palhaço no Slipknot – que na época tocava guitarra na banda, chamou Josh e James Root para ver algumas músicas de seu projeto paralelo, que era o que viria ser o Slipknot. Eis que em 1997 o próprio Corey Taylor foi para o tal projeto paralelo, assim como James Root no ano seguinte. Mesmo assim, Corey e James nunca esqueceram da velha banda, e em 2002 eles se juntaram com alguns dos antigos integrantes e lançaram o primeiro CD da Banda, auto intitulado Stone Sour.

Me lembro de ir na casa de um amigo que era o maior fã de Slipknot da cidade, e ele falar assim pra mim “Senta aí e assiste isso”. Foi então que ele deu play no media player – numa época em que ainda víamos clips no media player. Era o clipe de Get Inside, eu escutei atentamente e de cara já me apaixonei pelo som da banda, sem ter a mínima idéia do que era. Até ele me falar que essa era a banda do vocalista do Slipknot. Minha cabeça com certeza explodiu e eu fiquei ainda mais admirado com a banda. Além é claro de ficarmos todos boquiabertos com a beleza de Bother. Foi então que mais tarde vi o clipe de Inhale. (o maldito youtube sumiu com os vídeos…só tem aovivo, então me perdoem).

Deu pra sentir um pouco? Não? Bom, ouvindo essa música pude notar como a voz de Corey Taylor é incrível, tanto gritando, quanto cantando normalmente. Mas ele é foda mesmo em misturar os dois estilos. E aí entra o último cd lançado pela banda, o perfeito Come What (Ever) May. Perfeito sim, em todos os sentidos, nas músicas onde eles descem o braço como 30-30-150, Come What (Ever) May, Made Of Scars e Your God e nas maravilhosas baladas Sillyworld, Zzyzx Rd. e Through Glass.

Veja o clipe de duas músicas deste cd:

30-30-150:

e a bonitinha Through Glass:

Então… o que você me diz? Dá ou não dá para virar fã de Stone Sour?

***

1 – Se vocês gostaram, não perca o Corey Taylor tocando Wicked Game.

2 – No site da banda, SonteSour.com, tem como ouvir as músicas dos caras… vale a pena para conhecer um pouco mais. Tem os clipes lá também.

3 – Naya, você sabe que eu te amo né?

Esse post, pelo momento que eu estou vivendo, é de longe o mais polêmico de todos. O famigerado Baile de Formatura, o tão sonhado baile, a festa em que você estravasa 4 anos de muita luta e muito muito trabalho. Lindo. Só tem um porém… é realmente necessário gastar de 3 a 5 mil reais por uma balada? Porque meu caro leitor, o baile de formatura difere muito pouco de uma BALADA, e muito cara por sinal.

Eu estou no 5º período da faculdade Publicidade na UNA, aqui em Belo Horizonte. Bem, acredito que a turma começou atrasada, já que nem comissão de formatura temos, aliás, comissão de formatura para mim é só para aparecer e ter uma foto separada no convite. Fora isso a única coisa é muita dor de cabeça para fazer uma coisa que deveria ser simples. A é… já ia me esquecendo, a comissão prova os salgadinhos do buffê também.

Quando estávamos no segundo período e éramos muito mais loucos e felizes – até porque o Gustavo, o Marlon e o Salomão ainda estavam na turma – tivemos a discussão, ou o início das discussões, sobre a formatura. O Gustavo que sempre foi o cara que comandava as festinhas deu a melhor idéia da vida dele: Um Cruzeiro. Apesar de ser atleticano Achei a idéia genial e muito mas muito pertinente, eu já havia trabalhado em um cerimonial por 1 ano e a primeira coisa que eu tive certeza foi de jamais fazer uma festa de formatura, e se um dia fizesse, NUNCA contratar um cerimonial.

Eis que a coisa toda esfriou, mas voltamos a discutir isso em sala de aula, a maldita formatura. De um lado, uma garota querendo formar a comissão e partir pra grana (lembrando que ela trabalha em um cerimonial) e a maioria da turma com um argumento chinfrin - que vou comentar mais a frente – do outro lado, Eu e mais alguns que pensam da mesma forma, de sobra o povo que liga o foda-se para o que vier.

Sabe qual é o principal argumento que eles usam para defender a idéia de gastar 3 paus por uma baladinha? Que a festa é um presente para a família!! UÓT!? Na boa, é melhor me falarem de uma vez que querem fazer a festinha bacana para colocar um vestido/roupa bonita e tirar ondinha de “Minha festa foi foda”. Eu falo isso, porque na boa, meu pai ia ficar muito… mas muuuuuuuito puto comigo se eu gastasse esse dinheiro por causa disso. Eu acho um absurdo! Gastar um rio de dinheiro, enchendo o bolso principalmente do Cerimonial, que cobra um agradinho de seus fornecedores, apenas…APENAS para ficar bêbado!

Gente, peloamordedeus, eu consigo ficar bêbado com 50 reais e ainda sobra grana pro táxi – lá em Monlevade eu conseguia com 10 reais e ainda comprava um maço de cigarro. É sério, qual é a diferença entre pagar milhões por uma festa e fechar uma boate, todo mundo levar a família e amigos.. por sei lá, 200 reais por aluno. Sabe a diferença? NENHUMA. Você vai ouvir música alta do mesmo jeito, vai ficar bêbado do mesmo jeito, vai vomitar do mesmo jeito, vai fazer promessas de amizade eterna que você nunca vai cumprir do mesmo jeito. Então pra quê diabos eu vou gastar uma grana dessas se posso fazer outra coisa MUITO mais barata e que dará INFINITAMENTE menos dor de cabeça?

Não, não. Sinto muito mas não vou gastar com isso.

Sabe por quê? Porque eu tenho certeza que minha família, não vai ver diferença alguma entre uma puta festa de playba e uma boate fechada, porque minha família com certeza vai preferir que eu faça alguma coisa que some algo para minha vida, como uma viagem, um cruzeiro, um mochilão na América do Sul.

Ou você quer mesmo me convencer, que seus pais querem gastar essa grana toda para tomar Black Label e comer salgadinho de camarão?

***

1 – Só para completar, e para que vocês tenham noção… meu irmão Daniel, era dono de uma empresa de cerimonial na época em que formou. Sabe qual foi a festa de formatura? Uma boate, para os alunos e familiares, cada um paga o seu e ninguém pagava entrada. Quer saber? Foi FODA.

2 – Você ainda não conhece o melhor blog de tirinhas do Brasil? Conheça Um Sábado Qualquer

3 – Tem outra, o blog novo do meu amigo AJ, E Agora José? Vale a visita

Aviso: este artigo fala sobre o contrato entre a Telefonica e Marcelo Tas do CQC. Se você não sabe sobre o assunto, você pode ler esta notícia publicada na Folha de S. Paulo. A opinião neste texto reflete apenas o ponto de vista deste quem vos escreve, não tendo ligação alguma com OCrepusculo ou qualquer outro autor deste blog.

Nas mídias tradicionais o grande problema sempre foi aliar o Jornalismo e a Publicidade. Mesmo os dois fazendo parte da comunicação, unir criação (Publicidade) com o conteúdo (Jornalismo) sempre foi uma situação de saia justa para todos no ramo. Hoje no meio virtual vivemos um problema bastante parecido.

Não sou contra a propaganda, independente do lugar onde ela é divulgada. Enquanto jornalista sei da necessidade que os veículos de informação tem de divulgar produtos para obter renda e continuar existindo, já que há muito tempo os jornais e revistas já não conseguem viver das vendas e assinaturas, enquanto a TV e o rádio não cobram para que o público acesse seus conteúdos. Muitos diriam então: “A publicidade é um mal necessário”. Não concordo, no meu ver a publicidade existe e é inerente do ser humano, não podemos nos livrar dela.

Vale lembrar que é fácil sabermos a diferença entre uma notícia e uma propaganda. Qualquer pessoa hoje pode perceber a diferença quando lê um jornal ou uma revista, pois a publicidade possui um destaque diferenciado do design do jornal (mesmo publicidade em formato de texto vem formatada e diagramada de outro modo, evitando a comparação). Misturar um e outro é coisa para jornais amadores ou de bairro, não para os grandes veículos. Neste caso, fundir os dois é um risco à credibilidade do veículo.

Na televisão é a mesma coisa. A única diferença, algo que não concordo, é a veiculação das publicidades dentro de novelas e seriados, onde o conteúdo se mistura a propaganda criando uma relação escusa e fora dos padrões éticos, os quais devem – ou deveriam – ser seguidos pelos comunicadores. Até a Sônia Abrão avisa antes de fazer a propaganda daqueles produtos estranhos no programa dela. Mesmo assim, neste ponto concordo com o Cardoso: para a propaganda ser boa no conteúdo ela deve passar despercebida na informação, como acontece nos episódios dos seriados norte-americanos. Este tipo de propaganda nos EUA se inevitável pelo grande uso de produtos eletrônicos nos programas (e claro, vale muito mais divulgar um produto se alguém estiver interessado a pagar do que colocar uma tarjinha preta na marca), porém a exposição dos produtos é tão superficial que muitas vezes passa despercebida (visualmente, mas este tipo de propaganda mexe muito no subconsciente dos espectadores).

O problema não é a propaganda nos blogs, portais ou até mesmo no Twitter, mas sim a forma como fazemos esta propaganda ou como ela repercute em nosso público (e não nos blogueiros aguados que podem reclamar do fato). O problema não é a divulgação, mas sim a forma de divulgar e construir a publicidade dentro de preceitos éticos que não destruam a confiança dos leitores e a nossa própria dignidade enquanto “veículos de mídia independente”.

Já foi comprovado que os banners, conforme foi dito a mim pelo Inagaki em uma oportunidade, não são o caminho para a publicidade na internet (neste caso são apenas uma transferência da publicidade impressa para o virtual). A única coisa que não pode ser tirada, e neste momento discordo do Cardoso, é a escolha do público em ler ou não a publicidade, isso deve estar explicito no início do texto ou até colocado no título. A publicidade deve ser diferenciado do resto ou anexado de maneira singela dentro do conteúdo. Diferente do que ele declarou, muitas pessoas mudam de canal na TV por causa da propaganda, porém isso não diminui de maneira alguma o valor que os anunciantes devem pagar por ela.

Sobre o caso Tas/Telefonica, faço as seguintes perguntas ao invés de dizer que isso é feio ou bobo:

  • Uma #hashtag é o bastante para diferenciar uma propaganda de um tweet normal?
  • Muitos seguidores já sabem disso… mas e os seguidores que não sabem dessa situação ou virão depois?
  • Como eles irão diferenciar a propaganda do conteúdo?
  • Onde fica a credibilidade e a ética neste ponto?

Qualquer publicitário, e meus colegas de blog acho que poderão confirmar isso, sabem que não adianta só fazer propaganda, mas ser ao máximo possível correto com seu público (afinal, falhar com o público pode acabar com uma marca). Em uma época onde até propaganda de Doritos tem que ser politicamente correta e propaganda de cigarro e de cerveja com mulher de biquíni na praia não pode porque é feio, para onde caminha a publicidade na internet e nos blogs? Como podemos quebrar a relação escusa entre criação e conteúdo e impedir que ela se torne prática na internet?

A falha desta discussão, no meu ver, é tentar relacionar a publicidade da Telefonica no Twitter do Marcelo Tas apenas a velha disputa entre sim e não. Ao invés disso, a perguntas que deveriam ser feitas são:

  • Como fazer a publicidade no Twitter e blogs dar certo para os autores, divulgadores e o público?
  • De que maneira nosso conteúdo pode coexistir e não ser estragado ou diminuído pelos anúncios publicitários?

Acho que neste caso houve uma desvirtualização do que é necessário para nós. O Tas só estará errado ou certo pelo modo como ele fizer suas propagandas, e não por simplesmente fazê-las.

***

1- Como foi dito, só segue o @marcelotas quem quiser. Particularmente nunca segui ele e não é por propagandas que vou deixar de seguir alguém, mas sim pela falta de conteúdo. Quem quiser seguir a gente adicione aí: Eu (@dcamara), Pedro (@pedroturambar), Naya (@fouquet) e o Neto (@netomacedo). Somos gente do bem que não machuca araras azuis e tamanduás bandeira.

2-Marcelo Tas explicou a iniciativa com a Telefonica em seu blog

3- O Rafa Barbosa colocou sua ideia no seu blog, uma das mais inteligentes que foge do #mimimi do certo e errado, e eu apoio.

4- O Nick Ellis colocou um texto sobre este tema no Yahoo! Posts apoiando a iniciativa de Marcelo Tas.

5- Rafael Ziggy, do SimViral, também deixou sua opinião sobre o assunto, e a discussão nos comentários vale tanto quanto o ótimo texto.

6- O Brainstorm #9 também não poderia ficar de fora disto, o artigo deles sobre o assunto está aqui.

7- Fabrício Zuardi comentou a iniciativa de modo negativo no I do My Own Stunts, veja aqui.

8- Fernando Gouveia, o Gravatai Merengue, também comentou sobre o assunto no seu blog com um texto bastante inteligente como sempre, leia.

9- O Alex Luna, do blog Tarrask (que eu particularmente não conhecia, mas recomendo a partir de agora), escreveu um texto muito bom e bastante completo, colocando o tema na mesa, atualizando devidamente e colocando também seu ponto de vista. Vale a pena.

10- Eric Messa também publicou um texto sobre isto no seu blog, o E-Code.

UPDATE:

11- Hospedado no novo portal de blogs Dialética, o blog Maldita Cultura Pop de Adilson Fuzo tem um texto  sobre o caso, mostrando sua posição contra Marcelo Tas.

12- Bruno Vox colocou em seu blog, o BalburdiaSA, sua opinião sobre o caso, você pode vê-la aqui

Eu já estava pensando em falar desse assunto, mas como o Pedro se adiantou falando da polêmica do Doritos então eu vou aproveitar toda discussão do preconceito com gays e chegar chegando.

Adoro gays, se fosse homem seria uma besha luxuosa, chique, poderosa. Mas sou um gay que deu certo: nasci mulher! Toda mulher nasce sabendo o quanto é bom ter um amigo gay, e todo homem deveria entender isso.

E eu estou falando de gays, não de bichas deslumbradas. Nem gay gosta tanto assim de bichona, mas aí é meu lado preconceituoso falando. A purpurina tem hora pra ser jogada, o grito de Vera Verão tem hora pra ser dado. Questão de respeito, sabe? Do mesmo jeito que incomoda ver um casal hetero se comendo no meio do shopping, incomoda uma besha dando piti no meio da rua. Mas o papo aqui é outro:

Por que ter um amigo gay?

  • Eles são divertidos, fato! Todo mundo nessa vida já conversou pelo menos uma vez com um gay. E por mais homofóbico que você seja, eu aposto que deu pelo menos uma risada com “aquela bicha esquisita, credo”. Bicha adora uma piada, bicha adora destilar um veneno, bicha é mulher fazendo piada (que você acha ridículo, mas você ri) só que com um pinto no meio das pernas.
  • Mulheres adoram gays porque sabemos que podemos tirar dúvidas sexuais sem que eles queiram nos levar para a cama. É ótimo perguntar como mexer (corpo, boca, mãos..) e ele instruir direitinho, pura e simplesmente porque ele tem aquilo que você quer ver subir e claro que vai saber como fazer isso com perfeição. Portanto meninos, aproveitem gurias que tem amigos gays, ela com certeza vai perguntar pra ele o que fazer pra TE agradar!
  • Eles são sinceros, mas só com quem é amigo deles. Amigo gay fala se a roupa ta feia ou se você ta fedendo. Ele é vaidoso, ele se cuida, e o mínimo que espera é um amigo/amiga que esteja sempre tão impecável quanto ele.
  • Amigo gay zoa gay, imita gay e não irrita com piadinha saudável! Atenção..piada saudável! Eu já vi amigo gay meu falar “ai que bichona” pra atitude de um hetero. É ótimo!
  • Quer ir balada e não tem com quem ir? Tem show hoje e não quer ir sozinho? Morrendo de vontade de ver um filme e quer dividir a pipoca? Chama a bicha que a bicha vai. Gay adora festa, adora sair pra comer fora, adora tanto programas pra extravasar quanto pra relaxar. E não vai ser um marasmo, diversão garantida!
  • E o mais importante. Opção sexual torna uma pessoa mais ou menos humana? Mais ou menos propícia para amizade? Todos somos feitos de carne, osso e sentimentos.

    1. Homens: não é porque ele é gay que ele vai dar em cima de você, se ele for seu amigo mesmo ele vai te respeitar e vai exigir a mesma coisa, portanto relaxe!
    2. Eu fiquei na dúvida se postava isso aqui, mas não são só mulheres que gostam de gays, conheço homens heteros que se dão super bem com gays, então acho que não tem problema esse não ser um blog feminino pra poder falar desse assunto.
    3. Um minuto de silêncio para o gay mais corajoso e mais polêmico: Clodovil. Tem que ser muito homem pra assumir publicamente qual é a fruta que ele gosta e não ter papas na língua.

    Depois de todo o rebuliço que aconteceu com os fãs do Iron Maiden na Colômbia, e da resposta oficial da banda, a revista britânica Metal Hammer parece ter tido a sorte de estar junto com o Iron Maiden na turnê sul-americana, onde eles realizaram a primeira entrevista exclusiva com a banda. O guitarrista Adrian Smith falou sobre o próximo álbum do Iron Maiden e disputas entre os membros na hora da criação das músicas, além de discutir sobre a declaração de que a banda não faria mais de 15 álbuns em sua carreira.

    Falando com todo mundo, a atenção já parece estar se direcionando para um novo álbum…
    Adrian Smith: Sim, estavamos falando brevemente sobre isto outro dia e eu estive pensando nisso todos os dias desde então, pois há tantos caminhos que podemos seguir neste novo álbum. Seria legal se tivéssemos as músicas agora e pudéssemos sair da turnê e ir diretamente para o estúdio. Habitualmente temos sempre algum tempo de folga, e a maneira como tocamos no estúdio é como se fosse ao vivo, por causa disso é sempre um pouco tenso no início pois nós não tocamos juntos há seis meses. Eu gostaria de ir (mais cedo). De novo, é uma coisa de dia-a-dia, você entra, pega o que você conseguiu achar, tenta e faz o melhor que trabalho que você pode.

    Temos notado uma coisa diferente. Há 12 meses, quando entrevistamos Steve (Harris) ele disse: “nós sempre dissemos que ‘nós apenas iremos fazer 15 álbuns, estamos chegando neste número, haverá um ponto final’”. Todos estão vendo as coisas de maneira diferente agora?
    Adrian Smith: Olhe, nós escrevemos música, nós somos músicos, nós iremos continuar. A coisa mais importante é que claramente temos uma grande audiência lá fora esperando para escutar o que iremos fazer agora, e no mundo real isso não é tão comum, então você tem que apreciar isto. Nunca é fácil fazer um álbum, você tem seis caras e cada um suas ideias, e focar tudo isso em um único trabalho é muito difícil.

    Não seria o caso de vocês utilizarem todas as ideias para cada um dos álbuns? Com isso nunca se deixaria alguma ideia para trás.
    Adrian Smith: Eu conheço um monte de bandas que gravam demos de 30 músicas ou algo do tipo e então se desmancham quando vão selecionar 10 por causa do ego, cada cara quer colocar suas ideias no álbum. Então nós preferimos tentar escrever 10 ou 12 músicas e deixar entrar as melhores ideias de todos. Você sabe na hora quando começar a tocar se a música irá voar ou não. Você somente tem de fazer o melhor que você pode. É difícil para todos nós ficarmos felizes com o álbum, há sempre os acordos, mas conforme você consegue passar por isso e chegar do outro lado ainda sendo uma banda, é tudo o que importa. Muitas vezes os conflitos de criatividade são bons na composição das músicas, isso traz o melhor de todos.

    Existe alguma espécie de competição?
    Adrian Smith: Eu estou pensando no álbum agora, então sim, há um pouco de competição, é claro que há. Você quer ver suas ideias incluídas no álbum, mas isso não é mau caráter. Significa muito para mim quando alguém vem e diz: “Eu realmente gostei dessa música” ou “Que ótimo riff!”. Você toca a música que você criou, todos tocam ela e eles se instigam e isso é sensacional para mim. É claro que todos querem suas músicas lá e aqueles tapinhas nas costas. É como qualquer trabalho, ganha-se um pouco de satisfação, há a motivação. Uma coisa que você não pode fazer é virar-se com um monte de ideias mal elaboradas para ensaiar, você tem que aparecer com algo que seja realmente muito bom.

    Eu posso imaginar que seus “colegas” devem ser um pouco brutais com ideias mal elaboradas…
    Adrian Smith: Eu nunca ousaria levar alguma delas! Mostrar as pessoas suas novas músicas é quando você ganha seu dinheiro de verdade, pois dá um grande nervosismo quando você senta e diz “Eu tenho uma ideia rapazes”. Eu engano um pouco, normalmente faço demos que soam muito bem (risos). Mas eu cresci em uma época antes que você podia fazer isto, então eu já passei por todas essas coisas de se sentar e mostrar sua alma para outro alguém, e é por isso que é sempre um grande tumulto quando você faz isso e dá certo. É como se fosse um alívio.

    A entrevista original pode ser vista no site oficial da Revista Metal Hammer, aqui.

    ***

    1- Ando meio sumido… mas não será desta vez que irão se livrar de mim BWAHAHAHAHAHAHA (#risadamaligna)

    2-Fiz meu primeiro projeto de Review no Whiplash sobre o novo cd do Hammerfall, “No Sacrifice, No Victory”, você pode ver meu texto aqui. Em breve teremos algo mais aprofundado sobre este álbum aqui no OCrepusculo.

    3- Você conhece o Bola da Foca? É um blog colaborativo criado por alunos de Jornalismo da Cásper Líbero, dentre eles meu amigo Pedro Zambarda de Araújo, também colaborador do Whiplash.

    Bom, eu não queria abrir essa nova seção, falando de polêmica… mas não teve jeito – aliás, já to pensando em mudar de O Crepúsculo para Polêmica S/A.

    Você já deve ter visto em vários blogs e lido a opinião de muitos sobre o assunto. Que foi tratado de forma sensacional pelo Cardoso, que ainda deu um belo tapa na cara no post seguinte. Bem, é a mesma ladainha que eu já falei no post em que falei de preconceito, esses malditos xiitas que ficam olhando tudo que o povo faz e fala e atribuindo mil sentidos. Sem contar que estão querendo tirar o melhor da propaganda, que é o humor, já que você não pode brincar com mais nada… pois é tudo maldade, tudo preconceito. Ô coisa chata esse tipo de gente.

    Bem, veja os dois polêmicos comerciais antes de continuarmos.

    Fala sério, você viu algo demais? Eu sinceramente não, os comerciais são legais – mas não são nada além disso – e não vi nenhum preconceito, homofobia ou mensagem subliminar condenando todos gays a morte. Me responde uma coisa, só porque um cara é gay ninguém pode brincar com ele? Ou falar com ele? Estou falando de zuar mesmo, tirar sarro, como você faz com seus amigos, com seus irmãos. Mas que porra de hipocrisia é essa? Olha, eu trabalhei em uma agência 7 meses ao lado de um cara que namorava há dois anos com outro barbudo. Isso não me impedia de nem de conversar com ele normalmente nem de falar “Isso é coisa de viado”.

    Um pouco de bom senso vai bem né, por favor. Vai me dizer que se seu amigo, gay ou não, começar a dançar YMCA no carro – de olhos fechadinhos – você não vai achar a coisa mais absurda do mundo? E vai me dizer que você não vai tirar sarro dele pro resto da vida? (Vale o mesmo pro cara cantando Like a Virgin).

    Já no post do Brainstorm #9, o Carlos Merigo colocou lá um comunicado da PepsiCo. falando em nome da empresa e da agência que criou a campanha, a AlmapBBDO. No comunicado a parte que eu achei crucial foi essa: “Nunca aceitaríamos o risco de veicular qualquer mensagem discriminatória, muito menos ofensiva a qualquer público, e desrespeitar os homossexuais seria inaceitável tanto para a Pepsico quanto para sua agência de propaganda. Especificamente no caso do YMCA, a dancinha é tratada, de forma irreverente, como algo fora de moda e não faz nenhuma menção ao homossexualismo. É uma coreografia antiga, engraçada e ultrapassada.”.

    Arram, sei.

    Falando com um pouco de conhecimento de causa já que trabalho com isso, os caras que criaram a campanha, com toda a certeza do mundo, pensaram na coisa toda com o significado que todos estão reclamando. É lógico, óbvio, que eles pensaram desse modo, e tem que ser assim. Ou você por algum acaso sai contando para todo mundo que ouve NxZero? Se você, homem heterossexual, do nada começa a se empolgar e cantar A Thowsand Miles no carro cheio de amigos, eles não vão te olhar torto? Se você, mulher heterossexual, do nada solta no banheiro feminino que acha The L World a série mais foda do mundo, suas amigas não vão te olhar torto?

    Sabe o que eu acho que a Almap devia fazer para acabar com isso? Colocar um Renault Clio cheio de gays e um deles solta “Nofffa, ou… sério o melhor filme do mundÔ é Rambo IV, achei mara!”. Aí eles fecham com o slogan “Quer dividir alguma coisa com os amigos? Divide um Doritos”. Acabava com essa palhaçada.

    ***

    1 – Você não acessa o Corto Cabelo e Pinto? Não sabe o que está perdendo.

    2 – Se gosta de publicidade, não deixe de acessar o Comunicadores, um blog tão bom quanto o Brainstorm9

    3 – Veja também o Puta Sacada, sempre os melhores anúncios.