
Eu não canto enquanto dirijo, eu BERRO enquanto dirijo. E pago os micos mais sensacionais do mundo fazendo isso, afinal ninguém consegue deixar de olhar pra uma ruiva berrando “vai, dá tapinha na bundinha, vai”. Sim, eu adoro berrar músicas que eu tenho vergonha de admitir que escuto. Ou vão me dizer que não tem coisa melhor do que gritar um “e quem não gosta de inimigos, vai tomar no c*”? Liberta, sabe?
Quando eu tô tranqüila eu ouço minhas músicas, meu rocks favoritos. Quando eu tô agitada um samba me segura, mas quando to revoltada o nível baixa demais. E só coisa que eu jamais ouviria em casa (em respeito aos meus avós e vizinhos).
Claro que alucino com esse repertório culto, inteligente, emocionante, bonito, delicado, grandioso, trabalhado etc.
Só que eu penso assim: é tosqueira, mas não vou obrigar ninguém a ouvir comigo, até porque no trânsito é relativamente impossível que alguém passe uma música inteira do meu lado ouvindo minha sessão besteira. Santos não congestiona desse jeito pra obrigar um desconhecido a agüentar o pancadão da Nayão! E mesmo com congestionamento, ou eu troco de música ou fecho o vidro.
Se eu não gosto, não vou fazer o mesmo com os outros. E aí nós entramos na minha revolta do dia que eu venho acumulando a meses.
Já é ridículo ouvir “gaiola das popozudas agora fala pra vocês, se elas brincam com a x*n*nha eu faço um homem enlouquecer”, imagina ouvir isso dentro do ônibus/metrô/trem/ocaraleoaquatro. E mais, ouvir uma coisa dessas com o super som de um mp3 player do camelô! Ou pior…do celular da promoção de 30 minutos por R$ 10,00!
Não tem condições!
Eu odeio a popularização. Eu odeio a facilidade para compra de celulares com mp3 player. Eu odeio o comércio de Ipobre com caixinha de som embutida!
Em primeiro lugar: mp3 player tinha que ter apenas espaço para fone de ouvido. Se você ainda assim tiver a infelicidade de ouvir, tens a felicidade da certeza que o pobre coitado vai morrer surdo.
Ai me vão e inventam um filhote de caixa de som pra obrigar as pessoas ao redor a ouvir “Solta esse porra! Senta senta senta aqui essa é nova do copinho..”. E você lá no balanço do busão, na grande troca de calor humano, aquela interação, aquela amizade, um aroma delicioso no ar e o filho de uma boa mãe do teu lado ouvindo no radinho de pilha moderno “Passa passa esfrega nela. Vem que vem que vem com arrasta ela”.
É tão agradável passar alguns minutos/horas desejando ardentemente que o ônibus/metrô/trem freie bruscamente e a pessoa mais legal do mundo voe longe com o seu aparelhinho do inferno e o mesmo quebre em 20 pedacinhos com a queda. Ah, não custa nada sonhar!
É muito simples. Um pouco de bom senso e tudo se resolve. Se eu escuto isso dentro do meu carro, não vou obrigar ninguém a aturar uma viagem inteira. Se eu estou dentro de um veículo público, já saco meu fone de ouvido e não atrapalho ninguém. Oras, tão fácil.
–
1 – Se você tem essa mania de pendurar o celular/mp3 no pescoço e colocar no volume máximo pra todo mundo escutar, compre um fone de ouvido URGENTE.
2 – Saldo do carnaval: repertório de funk renovado, um roxo no ombro, bolhas nos pés, um roxo no pé, um tornozelo torcido, 2 dias com pés e mãos inchados (meu chinelo mais largo não entrava, e meu anel não saia), mas eu to feliz =D
3 – Eu só berro funk no carro quando eu to com as minhas amigas. Sozinha não tem graça. Eu berro sozinha sertanejo XD



Posted in
Tags: 























Aaah, eu ri pacas pq eu tb canto/danço funk quando tô sozinha! UAHUAHUAHAUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHAUHAU Geral fica de olho arregalado qd sabe q eu – a Jessiquinha meiguinha – curte o pancadão… Mas aê de fazer isso dentro de ônibus são outros 500… Eu respeito o ouvido alheio. UAHUAHAUAHAUAHUAHA
[Responder]
parabéns pelo blog
… mto bom msm rs!!
ri mto aqui (no trabalho) !! hahaha!
obs1: sertanejo só no carro e sozinho tb! hahaha
obs2: conhece o carnaval de são luis do paraitinga – sp? procura no youtube!
e bora pra lá ano que vem .. certeza que vc vai gostar!
E a Maricota co’a direita…
E a Maricota co’a canhota…
E a Maricota co’a direita…
E a Maricota co’a canhota…
Embodocou a minha vara Maricota veja que tamanho tá…
Embodocou a minha vara Maricota veja que tamanho tá…
Pra essa lagoa vou correndo pra pescar,
pra essa lagoa vou correndo pra pescar…
Vou dar banho na minhoca eu não sei que peixe dá…
Embodocou a minha vara Maricota veja que tamanho tá!…
Embodocou a minha vara Maricota veja que tamanho tá!…”
[Responder]
só um tapinha não dói http://tinyurl.com/dghlqv
Aí você tocou num ponto definitivo: Bom senso!
O bom senso é irmão da educação e esses dois deixaram, faz tempo, de aparecerem pelas bandas da maioria da população brasileira.
Os brasileiros, em sua maioria, vivem em bolhas individuais onde só eles têm o direito de sobreviver e de existir. O respeito ao próximo e a importância da pessoa que anda ao seu lado são, invariavelmente, esquecidos.
[Responder]
[...] semana sem dúvidas foi leve. Carnaval, descanso, praia, sol, a Naya curtindo as micaretas… mas parece que não foi tanto assim para a Folha de S. Paulo, um jornal [...]
Muito bom o seu texto, mas infelizmente bom senso é o que menos existe por aí e a popularização das mini caixas de som só vai piorar a situação. Prepare-se para disputas de quem tem o melhor gosto musical no ônibus. Outro dia um desgraçado colocou arrocha (não sei se esta maravilha da música mundial chegou aí) e pendurou seu celular no pescoço no meio da fila das Americanas (que já tem música ambiente!).
Não sei se em Santos vocês passam pela mesma situação, mas aqui em Salvador estão se popularizando os sons profissionais em malas de carros (verdadeiros trios elétricos). Isso está prejudicando a vida de quem quer ter um pouco de paz em casa nos fins de semana. Já tive problemas sérios (e bizarros) com vizinhos por causa disso.
Gostaria que as pessoas fossem mais como você, mas isso não é a “natureza humana”.
[Responder]