Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu
Para o desespero dos meus garotos aqui no blog eu adoro carnaval.
O assunto já é motivo de pânico entre eles, e como eu sei o quanto se desesperam, aí que eu arrumo desculpa para falar sobre isso. E já que o feriado está próximo vou falar sobre isso, apesar do risco de desejos dos meninos que eu seja atropelada pelo trio.
Eu adoro carnaval de rua, de cidade de interior. Meu negócio é correr atrás do trio a mais de mil com Deus no coração e o Diabo no quadril, como diria Nizan Guanaes.
Quando eu era criança minha mãe me levava aos bailes da cidade. Ela trabalhava e me largava por ali para eu aprender a curtir as marchinhas. E todo ano eu esperava ansiosamente para saber qual fantasia minha mãe ia comprar. Eu me achava a rainha da bateria, nunca soube sambar, mas as plumas me tornavam especial, única e deslumbrante – talvez por isso hoje eu seja tão perua.
O tempo passou, virei uma adolescente sem graça, tímida, que fugia do carnaval como o diabo foge da cruz, no entanto eu tinha motivo pra isso. Os bailes na minha cidade haviam “acabado”. Não tinham mais graça e a “balada” do momento era passear no calçadão da praia enfrentando bexiga d’água e sprays de espuma. Aliás, a minha graça no carnaval essa época era comprar os mesmos sprays de espuma, confete, serpentina e chamar a familia para vir em casa. Os adultos ficavam na churrasqueira, tomavam cerveja e as crianças corriam pelo quintal para ver quem saia mais limpo no final da tarde, só que todos perdiam e iam direto para o chuveiro.
Era uma época boa, mas não a mais feliz da minha vida. Os carnavais eram todos iguais, divertidos, mas iguais. Eu não liberava toda minha energia e eu preciso disso.
Desde 2006 eu não tiro férias, não sei o que é descansar, e claro, vocês vão falar “aproveite o feriado”.
Meus carnavais passados eu ia para bares com meus amigos, e acabava pulando o carnaval. Era bom, mas aquilo que senti outrora na minha infância querida não voltava. O final do feriado era como qualquer feriado e eu não chegava relaxada na quarta.
Resolvi então mudar, ano passado aceitei um convite para curtir um carnaval de rua em uma cidade pequena do interior.
Deixei meus preconceitos de lado e cai na estrada. Não fui esperando muita coisa, apenas me divertir com as minhas amigas, mas por estar com elas, e não por estar pulando no carnaval.
Acabei descobrindo que eu relaxo mais gastando minha energia com axé do que dormindo. E tudo aquilo que eu gostava tanto quando era pequena renasceu, descobri o carnaval que não é a putaria, não é rebolar, não é aquilo que vemos nos grandes carnavais pela televisão, é muito mais, muito mais gostoso.
Minhas férias agora são pulando, dançando e me divertindo muito. E mesmo depois de tanto falar, é impossível explicar a sensação.
Mudei minha vida e já tenho planos para o carnaval deste ano, do ano que vem e do próximo. Todos naquela pequena cidade de interior, correndo atrás do trio, vestindo abadá e gastando toda minha energia.
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1 – A primeiro foto sou eu pequena fantasiada, a segunda sou eu grande fantasiada. Nas duas eu tô de mascarada, acho que tenho uma pequena atração por elas.
2 – Quero agradecer a galera que me recebeu super bem no chat do blogzona, eu sei que ainda tem o trote, mas eu esqueci o arquivo com os blogs no serviço, e como eu sei que vocês também não gostam de carnaval é melhor não misturar.
3 – Semana que vem eu viajo pra Iguape – SP, que é a tal cidade do interior dos meus carnavais. Se eu sobreviver eu posto algo de lá mesmo.



Bacana, mas na foto da grandinha.. qual das mascaradas é você?
=)
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ih, mals……sou a loira do canto esquerdo…embaixo
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