O Papel Sintético Reciclado da UFSCar não é tão milagroso assim
Hoje, na minha estréia neste blog, vou bancar uma de cientista e falar sobre Preservação Ambiental. Obviamente eu, um mero projeto de jornalista, não sou nenhum componente do Lablogatórios, muito menos a Paula, a mais respeitada blogueira quando o quesito é Meio Ambiente.
A história toda começa quando estava eu passando pela sala e o Jornal Nacional anunciava: “papel sintético reciclado pode ser uma solução ambiental”. Ok, até aí tudo bem. Mas solução ambiental para que cara pálida? Aquecimento Global? Desmatamento da Amazônia? O papel irá mesmo salvar o mundo das cáries?
Infelizmente a matéria não está no Youtube, mas há algumas coisas bizarras sobre isto também em outros sites. No Portal Terra, está escrito isto:
“Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos conseguiram criar o papel sintético, que usa o plástico como matéria prima em vez da celulose. O produto é resistente à água e poderia aumentar a vida útil de livros e cadernos. A informação foi divulgada pela Globo News.”

Este papel é de celulose mesmo. Fonte da Imagem: Loty
Só esqueceram de dizer que eles não criaram o papel sintético, mas sim uma versão reciclada dele. O papel sintético foi criado em 1960 pela Union Carbide Co., de acordo com um artigo publicado no Scielo e desenvolvido pela própria UFSCar. O item é corrigido com o termo “reciclado” mais abaixo, mas deveria estar explicito no título, grave erro.
Mas o fato é que o papel sintético não faz milagres, por que o papel sintético reciclado faria? “Ele é indicado para painéis de propaganda, embalagens, mapas, rótulos, documentos pessoais e outros. No Brasil, ele é usado nas notas de dez Reais brasileiras, mas ainda custa o dobro do preço e sua impressão é mais demorada.”, diz um artigo do site Comciência datado de 2004.
O novo papel reciclado seria muito útil também para livros, e isto seria louvável. Os jovens adolescentes cheios de hormônios costumam destruir os livros escolares e dar prejuízo aos pais. Porém, não acredito que o papel sintético sirva para muita coisa além desta pequena faixa de produtos citada acima.
A vantagem do papel tradicional é ser facilmente destruído, rasgado, incinerado, triturado e amassado. Tão facilmente você escreve nele, da mesma maneira você o aniquila. Isso é muito útil para aquelas empresas que tem caixa dois, aos políticos que ainda mantém arquivos de papel e aquelas cartinhas apaixonadas para sua namorada, sem dizer daquelas provas com nota vermelha no colégio. É uma praticidade adquirida que ninguém gostaria de perder. Eu jamais teria cadernos ou anotações em um papel sintético.

Trinta árvores salvas pelo papel sintético reciclado? FAIL Fonte da Imagem: Emze
A questão ambiental é o de menos. O papel sintético reciclado tende a apenas substituir o papel sintético que já existe no mercado mais os livros. O desmatamento no Brasil não é para fabricação de papel, mas sim para o crescimento de lavouras e uma mudança destas, digo da implementação do papel sintético reciclado, mesmo que seja mundial, seria apenas uma leve cócega no aquecimento global.
Teremos alguns benefícios extras, como diminuição do lixo plástico, que por si só já seria útil, mas ninguém disse quanto irá custar um papel destes no comércio, e qual o custo extra que teremos que arcar nos produtos para implementá-lo em livros por exemplo. Se o preço não for acessível não adianta criar o produto, a população continuará optando pelo livro de papel, e uma bela idéia para salvar o mundo virará apenas mais um rascunho mal sucedido.
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Sabe q no dia q vc publicou isso, meu tio veio me falar a mesma coisa – meu primo é da usfcar, então tá tudo em casa
até perguntei pra ele se o preço de venda, mas ele até pensou q poderia não custar tão caro
mas ai eu pensei em papeis reciclados…se comparar com isso, pra gente comprar é caro =/
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Bem sua materia é bem interessante se for pensada bem, ir ao fundo de onde querem chegar com o novo “papel”.
Mas creio que para que o meio ambiente possa ter melhoras, cada cidadão tenha de fazer sua parte, de maneira como ja sabemos: separer o lixo, não jogá – lo nas ruas economizar água etc.
o novo “papel” auxilia bem estes aspectos como economiza água e energia, já que para ser produzido este papel deixa livres 30 árvores que seriam cortadas para fabricar 1 tonelada de papel normal.Você imagina o quantos anos iriam levar para que essas 30 árvores crescessem, até atingir a idade madura??
Pense bem antes de dizer que o novo “papel” não serve muito, na altura do campeonato em que estamos!
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@Luana Almeida
Pensei muito antes de escrever este artigo, tanto que ele demorou algum tempo para ser totalmente escrito.
De maneira alguma eu coloquei que o papel é um erro e totalmente inútil, porém ele não é milagroso e realmente isso é visível.
Seria uma ideia perfeita se tivesse aplicação, o que não tem. O retorno que ele criaria se fosse aplicado não seria grande o bastante para considerarmos ele o salvador da pátria e detentor do poder de salvar a Mata Atlântica e a Amazônia e diminuir o aquecimento global.
Não tem aplicação pois não é tão viável quanto aparenta. O custo de produção, aplicação e os valores de uso dele seriam colocados na população, e você, enquanto pessoa inteligente dentro do meio, deve saber melhor que eu que as pessoas não estão interessadas no benefício do meio ambiente se isto requerer um aumento no custo de seus produtos. Infelizmente é assim…
O papel teria grandes chances de ajudar o meio ambiente, mas ele não pode, infelizmente.
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Mesmo assim, acredito que a iniciativa é muito louvavel, e se vamos ficar pensando em que pouco ou nada vamos ajudar ao meio ambiente numca iniciaremos á colocar nosso grão de areia da sua preservação.
Até agora só o unico porém que não consigo elucidar é sobre custos. Ouví falar (no estrangero) que era até 70% mais barato que o papel natural, embora não consigo encontrar na web artigo algúm com estudos claro e convincentes ao respeito.
Gostaria de saber se alguém pode me informar sobre isto.
Meu e-mail:ecarva2000@yahoo.com.br
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Boa iniciativa dos pesquisadores, mas a venda deste papel acaba sendo totalmente inviavel devido ao preço. Acabei de conversar com um vendedor da empresa que fabrica este papel sintetico, a Vitopel, e o preço foi de assustar. Simplesmente 4 vezes mais caro do que o papel comum.
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Por mais que o volume de papel sintético seja reciclável, o reaproveitamento não atinge 100%. Ja no caso do papel de celulose o que vai para a terra vira humus. No caso do sintético não pode ser impresso a laser ou reprografia, que usa o cilindro em alta temperatura para as cópias com toner.
Imagino papeis sintéticos sendo jogados na rua durante uma eleição, e vem uma chuva… Tudo vai para os rios. Um desastre total.
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Pesquisei o preço desse papel – 125 folhas 66×96 (não mee lembro a gramatura) valor R$ 510,00, ou seja tres vezes mais caro que os normais. Vicente M.Latterza
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