Eu não canto enquanto dirijo, eu BERRO enquanto dirijo. E pago os micos mais sensacionais do mundo fazendo isso, afinal ninguém consegue deixar de olhar pra uma ruiva berrando “vai, dá tapinha na bundinha, vai”. Sim, eu adoro berrar músicas que eu tenho vergonha de admitir que escuto. Ou vão me dizer que não tem coisa melhor do que gritar um “e quem não gosta de inimigos, vai tomar no c*”? Liberta, sabe?
Quando eu tô tranqüila eu ouço minhas músicas, meu rocks favoritos. Quando eu tô agitada um samba me segura, mas quando to revoltada o nível baixa demais. E só coisa que eu jamais ouviria em casa (em respeito aos meus avós e vizinhos).
Claro que alucino com esse repertório culto, inteligente, emocionante, bonito, delicado, grandioso, trabalhado etc.
Só que eu penso assim: é tosqueira, mas não vou obrigar ninguém a ouvir comigo, até porque no trânsito é relativamente impossível que alguém passe uma música inteira do meu lado ouvindo minha sessão besteira. Santos não congestiona desse jeito pra obrigar um desconhecido a agüentar o pancadão da Nayão! E mesmo com congestionamento, ou eu troco de música ou fecho o vidro.
Se eu não gosto, não vou fazer o mesmo com os outros. E aí nós entramos na minha revolta do dia que eu venho acumulando a meses.
Já é ridículo ouvir “gaiola das popozudas agora fala pra vocês, se elas brincam com a x*n*nha eu faço um homem enlouquecer”, imagina ouvir isso dentro do ônibus/metrô/trem/ocaraleoaquatro. E mais, ouvir uma coisa dessas com o super som de um mp3 player do camelô! Ou pior…do celular da promoção de 30 minutos por R$ 10,00!
Não tem condições!
Eu odeio a popularização. Eu odeio a facilidade para compra de celulares com mp3 player. Eu odeio o comércio de Ipobre com caixinha de som embutida!
Em primeiro lugar: mp3 player tinha que ter apenas espaço para fone de ouvido. Se você ainda assim tiver a infelicidade de ouvir, tens a felicidade da certeza que o pobre coitado vai morrer surdo.
Ai me vão e inventam um filhote de caixa de som pra obrigar as pessoas ao redor a ouvir “Solta esse porra! Senta senta senta aqui essa é nova do copinho..”. E você lá no balanço do busão, na grande troca de calor humano, aquela interação, aquela amizade, um aroma delicioso no ar e o filho de uma boa mãe do teu lado ouvindo no radinho de pilha moderno “Passa passa esfrega nela. Vem que vem que vem com arrasta ela”.
É tão agradável passar alguns minutos/horas desejando ardentemente que o ônibus/metrô/trem freie bruscamente e a pessoa mais legal do mundo voe longe com o seu aparelhinho do inferno e o mesmo quebre em 20 pedacinhos com a queda. Ah, não custa nada sonhar!
É muito simples. Um pouco de bom senso e tudo se resolve. Se eu escuto isso dentro do meu carro, não vou obrigar ninguém a aturar uma viagem inteira. Se eu estou dentro de um veículo público, já saco meu fone de ouvido e não atrapalho ninguém. Oras, tão fácil.
–
1 – Se você tem essa mania de pendurar o celular/mp3 no pescoço e colocar no volume máximo pra todo mundo escutar, compre um fone de ouvido URGENTE.
2 – Saldo do carnaval: repertório de funk renovado, um roxo no ombro, bolhas nos pés, um roxo no pé, um tornozelo torcido, 2 dias com pés e mãos inchados (meu chinelo mais largo não entrava, e meu anel não saia), mas eu to feliz =D
3 – Eu só berro funk no carro quando eu to com as minhas amigas. Sozinha não tem graça. Eu berro sozinha sertanejo XD
Aproveitando o fim de feriado e a retomada da minha rotina de redator em agência, resolvi fazer um post para aqueles que, assim como eu, acham que viajar no carnaval é só uma maneira mais cara de se ler um livro.
Chega de tanta polêmica, posts bombásticos, discussão sobre religião, e assuntos eminentemente sérios. Vamos falar de carnaval sem festa. Carnaval em casa, com a namorada (ou namorado [ou sua mão, se preferir]). Enfim, aposto que tem gente por aí, como eu, que não gosta de correr atrás do trio, no meio daquela multidão suada se acotovelando. Não vê nenhum lucro aparente em beijar as bocas da cidade inteira (e acabar beijando alguns pintos, por tabela), enchendo a cara de cachaça e contribuindo para a própria surdês na velhice ficando bem ali, do lado dos autofalantes.
Se você é que nem eu, e prefere ficar em casa, ou ir para um lugar mais calmo, welcome to the club. Para os que pensam como eu, mas passam o feriado sem fazer nada, deixo a minha lista de top 10 coisas legais de se fazer em feriados prolongados.
Top 10 ultra mega blaster fucking motherfucka nice things to do and how to do in holidays
1. Vídeo game. Não iria deixar de fora nosso melhor aliado na conquista do entretenimento. Jogue qualquer jogo (de preferência com outras pessoas). Desde Mario até Final Fantasy VII (que é o melhor game já feito na face da terra). Se tiver um Nintendo Wii + uma namorada então, é diversão na certa.
2. Leia todos os feeds daqueles blogs que você assinou mas não teve tempo de ler. Dá pra aproveitar o feriado e tirar um pouco seu atraso informacional (neologismo?). Isso se aplica também à seriados, músicas, etc. Dá pra baixar e assistir à toda uma temporada daquele seriado que você adora e não teve tempo de ver.
3. Ande de bicicleta (o que?, tá brincando?). Tô falando sério. Arrume uma bike e vá andar. Nem que for no seu bairro mesmo. Dar uma volta no quarteirão. Se quiser chamar alguém, só melhora. Acho que andar de bicicleta é uma das coisas mais tranquilizantes que inventaram no mundo. Principalmente quando você anda sem rumo nem lugar pra ir.
4. Vá garimpar coisas legais na internet. Pelo menos pra mim, é uma das maiores fontes de entretenimento. Se você entrar no youtube, vai perceber que dá pra gastar horas só assistindo vídeos e depois clicando nos vídeos relacionados pra descobrir outros vídeos. Não consigo contar quantos vídeos interessantes ou engraçados eu já achei. Como esse e esse.
5. Vá ler. Desliga a TV um pouco. Quer indicações? Sem problemas. Leia, Franz Kafka, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, Tolkien ou Orwell. Existem livros que realmente valem a pena como experiência de vida, como Carta ao Pai, do Kafka ou O Grande Mentecapto, do Sabino.
6. Vá fazer sexo. Nem que seja com a mão. Vai dizer que não é bom?
7. Tá bom que a gente não gosta de festa, nem de multidão. Mas uma cachacinha de vez em quando (de vez em sempre) vai bem. Então, encha a cara. Em casa mesmo. É bom. Purifica a alma. Deite na cama com duas garrafas de *insira sua bebida forte/destilada favorita aqui* ao lado e ligue um som. Vá bebendo até dormir. Parece depressivo, e é. Mas é bom pra pensar na vida. =)
8. Vá observar gente. Um dos meus exercícios favoritos. Sentar num café/bar em algum lugar movimentado sozinho e observar as pessoas. Os cronistas antigos chamavam isso de flanar. Eu chamo isso de diversão. Observar as pessoas é sempre uma experiência no mínimo surpreendente.
9. Vá tocar aquele projeto pessoal que você nunca teve tempo de terminar ou começar. Aquele blog que você queria abrir mas não teve tempo de planejar o conteúdo. Aquele livro que você queria escrever. A sua estante de CD’s que você queria organizar em ordem alfabética, etc.
10. Leia O Crepúsculo sempre que possível.
***
1 – Meu carnaval foi bom. Deu pra descansar bastante. Conte aí como foi o seu, queria comparar o meu carnaval-em-casa com outros anti-trio-elétrico.
2 – Tô louco pra saber como foi o carnaval da Naya. Pelo que ela estava falando no msn, a coisa prometia. Hehehe.
3 – Achei um blog legal hoje. O Magra Emergente, escrito pela Tiane Brites. Ela fez uma operação de redução de estômago e resolveu dividir as suas experiências com o resto das pessoas. Agora tá rolando a Campanha Amigos do Peito. Pra ajudar ela a conseguir fazer uma cirurgia reparadora de mamas. Achei a idéia interessante e resolvi ajudar a divulgar. Quem quiser, dá um olhada. A campanha está quase no fim e ela conseguiu quase a grana toda. Achei legal a experiência dela com a internet. =)

(foto deste post aqui – quase o mesmo tema)
Prepare-se, você está prestes a entrar num mundo fantástico de bravura, medo, aflição e da eterna luta da Luz contra as Sombras. Tá, nem tanto. Esta é uma pequena história de um cara que tem medo de altura, uma preguiça imensa de trocar lâmpadas e de um maldito controle remoto sumido.
Como eu disse aqui, moro sozinho desde janeiro de 2007. Desde então tenho passado por privações incomuns à vida que eu levava antes. Coisas como lavar roupa, lavar vasilha, colocar o lixo para fora, varrer – VARRER – uma casa, fazer (tentar fazer) comida e é claro… trocar lâmpadas. Por escolha do destino – ou do meu irmão que escolheu este singelo apartamento para viver – eu moro em um prédio que pelas minhas contas foi construído em 1614. Portanto tudo no prédio é antigo, incluindo sua fiação.
Nada mais comum do que chegar em casa, acender a luz de qualquer cômodo e… TUPLOFT! A lâmpada queimar. Já devo ter comprado mais lâmpadas que uma pessoa já comprou a vida toda, não, não estou brincando. Juntando meu medo de altura – SIM, a altura de um tamborete para mim é altura – com a minha preguiça latente, eu jamais troco as lâmpadas aqui em casa. Tarefa para o meu irritado irmão que toda vez que ele tem que fazer isso, faz questão de declamar suas palavras nefastas contra mim.
Eis que um dia desses, eu cansado de ouvir a ladainha de sempre, resolvi trocar uma das malditas lâmpadas, acho que foi a do banheiro, que queima de 2 em 2 semanas. Neste dia, para minha felicidade extrema, descobri que não alcanço nenhuma das lâmpadas! Em júbilo completo, disse pomposamente para meu irmão que eu não alcançava as lâmpadas e que não poderia nunca trocá-las. Evitei ter que subir em tamboretes tremendo feito vara verde e ainda por cima me livrei dos sermões.
Até que… meu irmão viajou a trabalho. Ele sempre viaja, mas desta vez foi por muito tempo. O Puto está em Salvador, trabalhando… é trabalhando, mas você sabe: Salvador + Carnaval = trabalho + putaria + diversão + loucura + tudo mais. Eu sou meio azarado, logo Murphy me ama. Dois dias depois de ele viajar, já contabilizava 3 malditas lâmpadas queimadas e uma que voltou à vida – Graças a Deus. A lâmpada que voltou a vida milagrosamente é uma das mais importantes, a do banheiro. Em contrapartida perdi outra muito importante, a da sala de televisão.
Passaram-se mais dois dias até que eu perdi o controle da televisão. Procura, procura, procura, procura e nada. Sem luz na metade da casa, sozinho, carente, triste, cansado pra caralho e ainda por cima sem a merda do controle remoto.
Desde quarta vim observando a luz da sala, na esperança dela voltar à vida. Nada. Foi aí que percebi que a lâmpada ficava presa num negócio de lustre, pensei na hora “Acho que eu alcanço essa merda aí em!”. Cheguei da agência hoje decidido a fazer a troca. Como eu disse sou preguiçoso, e já fiquei meio sem vontade de ir até a padaria comprar uma lâmpada. Até que por ‘sorte’ encontrei uma lâmpada que funcionava no quarto do meu irmão, um pequeno abajur.
Fui tomar banho antes, e no meio do banho comecei a pensar “É só eu subir na mesa de centro, pisando no canto de madeira e trocar… é tranqüilo”, mas aí surge uma segunda voz:
“É sobe lá sim, a mesa pode quebrar junto com o vidro e você rasgar a perna”
“Deixa de ser paranóico… bem, pode acontecer, mas é só gritar para Dona Zéu chamar o SAMUR”
“Vai acontecer nada não seu maluco!”
“Aaaa, sei lá viu… não to afim de rasgar a perna estando sozinho”
“Seu idiota, desde quando alguém está afim de rasgar uma perna? De qualquer maneira, você ainda pode tomar um choque, cair e bater a cabeça”
“Putaquepariu!”
Saí do banho com a certeza que não ia trocar nunca aquela merda de lâmpada. Só que também estava cansado de comer no escuro – o que convenhamos é uma merda também, sempre imagino que posso comer um inseto, sei lá, sem ver – e queria achar o maldito controle remoto.
Como sou um homem e não um rato. Peguei a lâmpada e fui decidido, liguei a TV para dar uma luz, abri a janela caso precisasse gritar por ajuda e subir na mesa de centro. Na boa, quase me caguei de medo. Veja bem, a mesa deve ter um 40 centímetros de altura, mas eu não conseguia parar de ver as juntas se abrindo e pregos rasgando minha perna. Tremendo igual naturista no pólo norte, olhei pra cima e vi que além de tudo teria que me envergar para trás para conseguir trocar o negócio. Desisti aí.
Desisti da mesa, fui até o banheiro e peguei o tamborete onde ficam as ‘leituras’ de banheiro e fui para a sala. Subi rapidamente, troquei a merda da lâmpada, desci, bati no interruptor e voilà a luz acendeu. Incrível como a gente perde o medo quando está extremamente puto com alguma coisa.
Mas a história não acaba aqui. Ainda faltava o controle desprovido de graça – vulgo desgraçado. Resolvi lançar um desafio no two eater. Voltei para a sala, procurei embaixo das almofadas como disseram @rafaelpbc e @festerblog, olhei na geladeira embaixo da margarina como palpitou o @jottape, pedindo a São Brito – coisa do @rodrigobarba – procurei atrás do sofá e por conseguinte embaixo dele como havia dito o @justplay. Não dei os três gritos para São Brito, mas achei o danado. Embaixo do sofá.
Feliz da vida fui até a padaria comprar um mega sanduíche-íche, mas morrendo de medo de ouvir um TUPLOFT, quando voltasse.
***
1 – Ao ganhador do desafio eu prometi links a semana toda aqui no blog, apesar do que o RR diga, ninguém acertou em cheio. Mas argumentou que atrás do sofá é o mesmo que embaixo do sofá, então visitem o Justplay – que ganha link aqui de qualquer jeito.
2 – Além disso agradeço aos participantes, Rodrigo, Rafael PBC, Diego e Jotta.
3 – Mais mimimi sobre post pago, o post do RafaBarbosa diz tudo.
Pegando carona nessa semana de posts polêmicos no blog, resolvi falar de laicidade do estado e influência da religião nas nossas vidas. Pra quem não sabe (quem entrou no meu orkut viu escrito lá) sou ateu. O fato de eu não acreditar em divindades influi muito na percepção que tenho da nossa sociedade. Acho até que isso ajuda muito a perceber certas coisas com mais clareza. Enfim, eu gosto.
É possível encontrar na nossa constituição o seguinte artigo:
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Eu fiz Direito até o 3º período e deu pra aprender alguma coisa sobre as bases do nosso estado. Ele é um estado laico. Isso quer dizer que ele não apóia nem se envolve (ou pelo menos não deveria se envolver) com nenhum tipo de religião ou crença religiosa.
Mas, como sempre, no Brasil as coisas costumam funcionar de maneira diferente da lei. Basta ir a hospitais, fóruns e outros tipos de repartições públicas que você verá uma cruz pendurada na parede, ou um quadro com uma foto religiosa ou até mesmo um santo de barro.
No nosso país, coisas interessantíssimas acontecem. Crianças tem aulas de ensino religioso em escolas públicas; a igreja católica possui um lobby fortíssimo para coibir o estudo de células-tronco e a legalização do aborto no país; deputados aprovam leis para distribuir bíblias em escolas públicas. Juízas proferem em seus veredictos ordem para o réu “procurar uma igreja cristã”. Todas essas ações, é claro, inconstitucionais.
Não defendo a laicidade do nosso estado como um ateu defendendo seus interesses. Defendo como cidadão, justamente pelo fato de sermos um país de cristãos, muçulmanos, umbandistas, espíritas, descrentes, e tantos outros. O estado não deve nem pode favorecer nenhuma religião. É errado. Vai contra o conceito de democracia que tanto lutamos para conseguir. Sem falar que o próprio conceito de estado laico é o mais correto. Como poderíamos ter um estado que se deixa influenciar por doutrinas que não possuem a mínima evidência de sua veracidade.
Imagine se você fosse paraplégico ou tetraplégico e dependesse do estudo de células-tronco para curar alguma doença? E se você não for cristão? Você vai ter que seguir uma lei que proíbe a sua cura só porque os outros acreditam que é pecado estudar células embrionárias? O que você teria a ver com isso?
E se você fosse mulher e quisesse abortar uma gravidez? De acordo com a nossa constituição todos têm direito à vida, mas o grande problema é definir o que se pode considerar vida. Para você, um amontoado de células pode ser considerado vida (porque até o 3º mês a gravidez é só isso)? Então não tenha mais arranhões ou tire meleca do nariz, porque você mata um milhares e milhares de células ao fazer isso.
Recorro ao livre arbítrio pregado pelas religiões, principalmente o cristianismo, que é maioria dominante no Brasil. Não encham mais o saco do estado e, consequentemente, das pessoas. Assim como vocês podem estar certos quanto à Jeovah, os muçulmanos podem estar certos quanto a Allah. Coisas que não apresentam evidências não devem influenciar a vida de todas as pessoas. Devem influenciar a vida só das pessoas que acreditam nessas coisas.
A você, que acredita em alguma divindade que rege a sua vida, lembre-se que você é quase tão ateu quanto eu. A diferença é que você só acredita em um Deus a mais do que eu, mas continua sendo ateu em relação a outros Deuses, apesar de não terem encontrado nenhuma prova contra a existência de Thor, Afrodite, Zeus ou Baal.
A mensagem principal desse texto é: não faça a vida dos outros mais difícil do que já é. Deixe que as pessoas sejam felizes da maneira que lhes convém (contanto que não faça mal às outras pessoas). Seja uma pessoa justa e lute também para um estado laico pois ele é um dos pilares da minha, da sua, da nossa liberdade.
***
1 – Já jogou o jogo do Golfinho? O jogo mais besta e mais viciante que eu já vi.
2 – Você sabia que existe uma organização que apóia mulheres que querem fazer aborto em países que proíbem o ato? É a women on web. Eles vendem remédios abortivos pelo correio e fornecem apoio e conselhos para a mulher fazer o aborto sozinha e em casa, com o mínimo de risco (eles mesmo assumem que o melhor é fazer com um médico).
3 – Este site reúne inúmeras revistas em PDF sobre fotogragia, escrita, desenho, design, cultura, filmes, música, jogos, e outras dezenas de categorias. São revistas de vários países sobre inúmeros assuntos. É só filtrar por categoria e ter acesso a informação de qualidade sem ter que pagar nada.
Para o desespero dos meus garotos aqui no blog eu adoro carnaval.
O assunto já é motivo de pânico entre eles, e como eu sei o quanto se desesperam, aí que eu arrumo desculpa para falar sobre isso. E já que o feriado está próximo vou falar sobre isso, apesar do risco de desejos dos meninos que eu seja atropelada pelo trio.
Eu adoro carnaval de rua, de cidade de interior. Meu negócio é correr atrás do trio a mais de mil com Deus no coração e o Diabo no quadril, como diria Nizan Guanaes.
Quando eu era criança minha mãe me levava aos bailes da cidade. Ela trabalhava e me largava por ali para eu aprender a curtir as marchinhas. E todo ano eu esperava ansiosamente para saber qual fantasia minha mãe ia comprar. Eu me achava a rainha da bateria, nunca soube sambar, mas as plumas me tornavam especial, única e deslumbrante – talvez por isso hoje eu seja tão perua.
O tempo passou, virei uma adolescente sem graça, tímida, que fugia do carnaval como o diabo foge da cruz, no entanto eu tinha motivo pra isso. Os bailes na minha cidade haviam “acabado”. Não tinham mais graça e a “balada” do momento era passear no calçadão da praia enfrentando bexiga d’água e sprays de espuma. Aliás, a minha graça no carnaval essa época era comprar os mesmos sprays de espuma, confete, serpentina e chamar a familia para vir em casa. Os adultos ficavam na churrasqueira, tomavam cerveja e as crianças corriam pelo quintal para ver quem saia mais limpo no final da tarde, só que todos perdiam e iam direto para o chuveiro.
Era uma época boa, mas não a mais feliz da minha vida. Os carnavais eram todos iguais, divertidos, mas iguais. Eu não liberava toda minha energia e eu preciso disso.
Desde 2006 eu não tiro férias, não sei o que é descansar, e claro, vocês vão falar “aproveite o feriado”.
Meus carnavais passados eu ia para bares com meus amigos, e acabava pulando o carnaval. Era bom, mas aquilo que senti outrora na minha infância querida não voltava. O final do feriado era como qualquer feriado e eu não chegava relaxada na quarta.
Resolvi então mudar, ano passado aceitei um convite para curtir um carnaval de rua em uma cidade pequena do interior.
Deixei meus preconceitos de lado e cai na estrada. Não fui esperando muita coisa, apenas me divertir com as minhas amigas, mas por estar com elas, e não por estar pulando no carnaval.
Acabei descobrindo que eu relaxo mais gastando minha energia com axé do que dormindo. E tudo aquilo que eu gostava tanto quando era pequena renasceu, descobri o carnaval que não é a putaria, não é rebolar, não é aquilo que vemos nos grandes carnavais pela televisão, é muito mais, muito mais gostoso.
Minhas férias agora são pulando, dançando e me divertindo muito. E mesmo depois de tanto falar, é impossível explicar a sensação.
Mudei minha vida e já tenho planos para o carnaval deste ano, do ano que vem e do próximo. Todos naquela pequena cidade de interior, correndo atrás do trio, vestindo abadá e gastando toda minha energia.
—
1 – A primeiro foto sou eu pequena fantasiada, a segunda sou eu grande fantasiada. Nas duas eu tô de mascarada, acho que tenho uma pequena atração por elas.
2 – Quero agradecer a galera que me recebeu super bem no chat do blogzona, eu sei que ainda tem o trote, mas eu esqueci o arquivo com os blogs no serviço, e como eu sei que vocês também não gostam de carnaval é melhor não misturar.
3 – Semana que vem eu viajo pra Iguape – SP, que é a tal cidade do interior dos meus carnavais. Se eu sobreviver eu posto algo de lá mesmo.

Imagem: Revista Época
Parece que estou me especializando em temas polêmicos, e esse eu tenho certeza que vai dar o que falar. Passeando pela internet, me deparei com esta matéria da Época – Maconha: É hora de legalizar? Me parece que não é a matéria completa que está no ar, mas o que eu li me deixou satisfeito, a matéria é boa e principalmente, é imparcial. Como você pode imaginar, a matéria levanta a questão da legalização ou não da maconha na América Latina, mostrando quem é a favor, quem é contra e os pontos positivos e negativos da liberação da ‘erva’.
Quando li a matéria já pensei de cara, “Opa, já tenho sobre o que escrever hoje!”. Só estou postando agora por que estive atolado de trabalho, mas também por ficar pensando e argumentando comigo mesmo se valeria a pena falar sobre isso – óbvio que vale –, como eu iria escrever… e o mais importante é claro, como os leitores veriam um texto sobre o tema, tendo a mim como autor (Digo isso porque teve muita gente que não entendeu direito quando eu falei sobre racismo). Na verdade, fiquei mesmo pensando se valia a pensa ser chamado de maconheiro aqui.
Como eu não ligo, nem nunca liguei, para as coisas de quem sempre me chamam, resolvi escrever. E não, eu não sou maconheiro, mas tenho experiência o bastante para falar sobre o assunto. Por experiência entenda o fato de eu estar rodeado por pessoas que fumam e de conhecer pessoas que fumam absurdamente, na verdade você provavelmente está rodeado por pessoas assim, você só não sabe. Porque uma coisa é verdade, muita gente, mas muita gente mesmo fuma maconha. Gente que você nem imagina. Está aí o Michael Phelps que não me deixa mentir.
Tem gente de peso apoiando a ‘causa’: “Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos.” Citando a matéria, todos eles ex-professores universitários e todos ex-presidentes de seus respectivos países. E eles se apoiam em um argumento forte. São gastos bilhões e bilhões de dólares todo ano no combate ao tráfico, a riqueza que os traficantes acumulam com a venda de maconha – na matéria é dito que exista cerca de 160 milhões de consumidores ao redor do mundo (pode ter certeza que é muito mais) –, as cadeias estão lotadas de presos por envolvimento com drogas. Eles defendem que deve ser liberado de alguma forma, lógicamente controlada e com diversas campanhas de prevenção pelo governo.
A questão, é que se você parar para pensar você vai poder imaginar a quantidade de imposto que o governo pode recolher com a liberação da droga. Sem contar que vai tirar a galinha dos ovos de ouro de muitos chefes do tráfico. Até aí tudo bem, mas se você pensar que a qualquer hora do dia você pode encontrar um monte de malucos no meio da rua de olhos vermelhos. Maconha é menos nociva do que o cigarro, e há quem defende que é menos nocivo do que o álcool. Ok. Mas pense que o cigarro não deixa você ‘doidão’ e para você ficar bêbado você precisa de algumas horas. Já com um baseado, ou até meio baseado, você já consegue ficar ‘legal’.
Pode até funcionar em alguns países, mas nada que dá certo em tudo que é lugar da certo aqui no Brasil. Acho que existem mais pontos positivos do que negativos com a liberação, mas tenho medo do que pode virar isso aqui. Vai ter gente aí jogando tudo pro alto, ficando maluco o dia inteiro e em pouco tempo o que mais vai se vender no país será algum dispositivo para fazer você lembrar de qualquer coisa. O tráfico não vai acabar com isso, é claro, mas irá diminuir e irá abalar a ‘organização’. O dinheiro gasto na repressão pode ser investido em outro lugar – até mesmo no bolso sempre vazio de nossos políticos. Em contrapartida, muita gente que não fuma por medo – seja de gostar, seja da polícia – vai começar a fumar.
Se isso acontecer de verdade, terá que ser muito bem planejado e muito bem feito. E aos poucos, óbviamente. Meu medo é que no Brasil nada é feito assim, principalmente pelo governo.
Mais uma vez, o espaço está aberto para você comentar e deixar sua opinião.
***
1 – Conheçe o Cogumelo Louco?
2 – Já visitou o Insuportáveis hoje?
3 – E o Quarto Universitário?
Muitas vezes ouvi, de maneira informal vindo de alguns contatos da Blogosfera, a velha história dos descasos do Google para com os usuários de sua plataforma Blogger, o famoso Blogspot, ferramenta gratuita para a criação de blogs mantida pelo Grande Irmão.
Enquanto alguns defendem com fervor os serviços do Google, como o Usuário Compulsivo, muitos reconhecem a importância de ter um host próprio, como o blog Fique-Rico e Alessandro Martins do Quero Ter um Blog, entre outros dos nossos mais renomados metablogs.
Não vou entrar neste assunto diretamente, acredito que, se você quiser montar um blog, deve escolher sua plataforma conforme suas possibilidades e o seu gosto particular, sem mais discussões, mas o que vou dizer aqui pode mudar muito sua opinião em como você vê o Google e a idoneidade do seu serviço de blogs.
O Google, em uma espécie de saga pela moral e pelos bons costumes, produziu nos EUA uma das maiores barbáries contra a individualidade cultural dos usuários do Blogger, apagando sem aviso prévio conteúdos que ele considerava ilegais.

Os afetados por este conflito são conhecidos como a nova geração dos blogs de música, que se utilizam de MP3 gratuitas para a divulgação das bandas de música, em especial as independentes. A maioria das músicas hoje são cedidas pelas próprias gravadoras, como um sinal de boa vontade a favor da divulgação do trabalho de seus artistas e de uma tentativa de controle da pirataria, com um método saudável de distribuição musical e de troca de conteúdo e opinião. O blog 17seconds (em inglês), postou sua indignação por ter uma entrevista completa com a banda Glasvegas apagada sem nenhum motivo aparente. A entrevista completa e exclusiva trazia junto, de acordo com o próprio dono do blog, algumas demos que foram dadas pela própria banda para que fossem colocadas juntamente com a entrevista. Tanto a entrevista quanto as músicas foram completamente apagadas do servidor, sem aviso prévio e nem uma explicação do motivo pelo Google, que aparentemente não existe.
O que me deixa intrigado é o motivo do Google, uma empresa tão renomada e conhecida pelo seu serviço transparente, pisar em cima de seus clientes e das Políticas de Privacidade e Conteúdo. Em uma área específica sobre Direitos Autorais, o Google explica detalhadamente o processo de como um item deve ser denunciado e que medidas devem ser tomadas. Mas a questão é: o Google apagar um texto de um autor do blog não seria uma destruição dos Direitos Autorais do blogueiro?
Há dúzias de blogs oferecendo downloads ilegais de álbuns de música, discografias completas, programas, keygens, filmes que acabaram de ser lançados. Onde está a lógica de impedir uma divulgação publicitária de conteúdo musical? O Google não tem nada melhor que se preocupar do que nesta caça as bruxas ao conteúdo legalizado na web? Falta investigação do Google quanto as denúncias feitas ao Blogger, mais prudência seria também necessário ao invés de colocar todos os blogs de música no mesmo balaio, como disse Heather Browne em sua explicação da saída de seu blog, o I Am Fuel, you are Friends da plataforma Blogger para o WordPress.org, caminho este feito por dúzias de outros blogs, que se sentiram ameaçados a ter seu conteúdo todo apagado do dia para a noite. Outra coisa interessante é que os alvos estão todos no Blogger, e nenhum dos grandes blogs de música internacional, como o Stereogum, um dos 100 maiores blogs de acordo com o ranking do Technorati, tenham sido alvos desta iniciativa, que foi promovida por uma instituição ainda desconhecida.
Sei que esta notícia não parece ser de grande importância para muitos, pois nossa blogosfera musical ainda não tem força. Mas, o que impedirá o Google de agir desta mesma maneira com outros dos seus clientes no Blogspot? Parece que o serviço da plataforma não é tão seguro assim, e o Google surge como uma alusão a Skynet (em inglês) em sua vontade de controlar aquilo que não deve (e não pode) ser controlado. Os blogueiros tem o direito de utilizar músicas para a divulgação de seus artistas favoritos, desde que não coloquem elas para download. Há uma grande diferença entre ferir os Direitos Autorais e ferir a Liberdade de Expressão, e isto o Google e o famoso Web Sheriff parecem não entender.
Fonte: LA Weekly
***
1- A blogosfera musical no Brasil não existe, mas quem quiser conhecer boas músicas de mp3 gratuitamente sem infringir Direitos Autorais, pode acessar, além do Stereogum e do FuelFriends, recomendo também o ótimo I Guess I’m Floating que ainda sobrevive heroicamente na plataforma Blogger (vale aposta para saber por quanto tempo).
2- Já passou da hora das grandes gravadoras internacionais mudarem as posturas de Marketing e pensar em divulgação ao invés de podar a pirataria e não querer se integrar a internet. Se quiserem, temos aqui no site uma boa equipe de comunicadores que estão prontos para trabalhar e aceitam negociações.
3- Desculpem pelo número de textos em inglês. Infelizmente não há textos no Brasil de qualidade sobre esta notícia e nem sobre o Web Sheriff por exemplo. Parece ser uma coisa muito distante do nosso país ainda isto tudo… somente parece…
4- Este post do Rafa Barbosa no seu blog repercutiu enormemente. Tanto que foi preciso até um outro post para repecutir o publieditorial fajuto, logo aqui.
Meu primeiro post e estou com muita vontade de usar um velho clichê: “estou nervoso”. Ainda mais que escolhi falar sobre coisas do coração, espero sinceramente que gostem do texto que escrevi para meu filho. Vamos lá:
Uma das melhores coisas da minha vida foi ser PAI, é uma emoção sem igual. Só quem é pai sabe do que falo, gosto de dizer que ser pai é começar uma linda história de amor e companheirismo da melhor maneira possível: GOZANDO.
Desde que me tornei pai algumas situações me perturbam, uma dessas é a curiosidade das pessoas em saber como foi a primeira vez que vi meu filho. Não tem nada mais óbvio: EU CHOREI MUITO, muito mesmo! Só parei de chorar quando fechei os olhos e parei de olhar aquela cara de joelho chupado. Era FEIO demais o bichinho.
Sinceramente não entendo isso, sei que principalmente as mulheres não vão gostar, instinto materno, essas coisas, mas sinceramente 85 % dos recém nascidos são feios demais. Então temos 15% bonitos – e lógico que o seu rebento está nesse número. Mas mesmo assim 85% continuam feios. E o pior que além de feio baba e caga em qualquer lugar. Se eu quisesse um bicho que BABA, FEIO e CAGÃO comprava uma VACA.
Mas por favor, antes de começarem a me escarnecer quero deixar claro: ADORO CRIANÇA. Eu não gosto mesmo é de vomito, cocô e outras sujeiras de criança. Às vezes tem umas tias que dizem: mas ele é seu filho, como é possível você não gostar de trocar as fraldas dele? Aí eu, pedindo os poderes de thandera, respondo com a maior educação: ah ta, só porque ele é meu filho eu tenho que gostar da bosta dele. Fico imaginando um pai baiano que teve quadrigêmeos. Quatro meninos cagando, chorando e mamando. E ele todo orgulhoso dizendo: Esse cocô aqui e do Teófilo, esse aqui e do Teobaldo, esse outro lindo montinho de merda…faça-me o favor. Filho e filho, merda é merda.
Outra coisa intrigante em filho é a capacidade de tomar tudo o que é seu, da maneira mais cruel possível: com o seu consentimento. Quer um exemplo? A primeira coisa que filho faz ao nascer é tomar posse de algo que você gastou muito papo, dinheiro e transpiração para conseguir: OS PEITOS DA SUA MULHER.
A partir do momento que ele chega, acabou aquelas MAMADAS DELICIOSAS. Aquelas que você fecha o olho e finge que está enfiando a cara em bacia cheia de chocolate derretido. Agora não, conforme a hora que você meter a boca nos peitos de sua digníssima o cheiro será de BABA, GOLFADAS E VÔMITOS de neném. Um horror!
Hoje em dia acho que estou na fase boa. Meu filho está com três anos muito esperto, pergunta de tudo quer saber tudo, uma gracinha como diz a avô. O ruim dessa fase é que parece que toda a energia do mundo está alocada no corpo moleque. Ele acorda cedo e dorme tarde, para você conseguir dar uma zinha até o final é preciso colocar o DVD do Patati e Patatá e colocar o pimpolho na frente da TV no volume máximo, depois você corre para o banheiro e começar o serviço, a princípio sozinho no cinco contra um. Quando estiver quase você sabe o que, você grita a esposa – que está assistindo o DVD junto com o pimpolho - ELA VEM CORRENDO JÁ TIRANDO A CALCINHA.
É importante a mãe não esquecer de dizer para o filho que vai fazer xixi.
Mesmo assim ainda acontece de no máximo do prazer, de olhos fechados, êxtase, ai, ai… ai yes… yes…escutar aquela vozinha chorosa: papai para de fazer isso com a mamãe…Nada é mais broxante.
Mas afinal é por essas coisas que não se explica o amor, afinal a partir do momento que você é pai, ou mãe, você se ferrou, você nunca mais terá sossego, acabou sua liberdade, mas mesmo assim você e louco e apaixonado por essa pessoinha e fará tudo para vê-lo feliz e chega até ao cúmulo de pedir pra morrer primeiro que o bendito pimpolho. AMO VOCÊ FILHO.
Até mais.







Leave A Comment