Amadurecer

Essa semana eu senti uma coisa que eu não sentia há muito tempo: medo. Medo de diversas coisas, medo de estar perdido, medo de não ser nada, medo de ser algo, medo de sair e de voltar. Em suma, medo de tudo. Não, não é sÃndrome do pânico nem nada parecido, é apenas uma coisa que a juventude está muito acostumada, a tal da INSEGURANÇA. E junto com ela, várias perguntinhas irritantes que te dão vontade de jogar tudo para o alto e sumir do mapa.
Geralmente ela começa por um motivo bobo, mas que desencadeia uma série de pensamentos ruins que por sua vez trazem pensamentos piores ainda, até chegar no pior pensamento que um universitário que ama o que faz e nunca pensou em fazer outra coisa pode pensar, “Será que é isso mesmo?”. Essa é foda e sim, eu cheguei a me perguntar isso, coisa que eu nunca pensei na minha vida, principalmente porque eu já estou no caminho de ser o que eu sempre quis ser. Redator Publicitário. Agora, o que me levou a pensar isso? Banal, eu tinha um job para fazer e o prazo passou sem que eu conseguisse fazer. Não sei o motivo, simplesmente não consegui fazer. E isso para mim é a pior coisa que existe, eu não conseguir fazer o meu trabalho.
Sai da agência ontem sem entregar a peça e sai – pelo menos para mim – um derrotado, me sentindo um fraco. E veio a cabeça a maldita pergunta, junto com outros questionamentos. E uma coisa que vem martelando há muito voltou. Eu moro ‘sozinho’ há quase 2 anos, mudei para Belo Horizonte no domingo e na segunda comecei a trabalhar e não parei mais. Veja bem, eu saà de uma vida que se resumia em acordar meio dia, almoçar, ir ao banco para minha mãe, jogar sinuca e voltar pra casa. Nos últimos 6 meses da minha vida juvenil ociosa eu fiz cursinho, mas basicamente era aquilo ali. E caà logo numa vida adulta cheia de responsabilidades e tudo mais. Uma vida que eu busquei desde que me conheço por gente.
Amadurecer é difÃcil meu caro leitor, você já passou por isso ou está passando. Quando eu digo amadurecer digo desta forma aà e não ter cabeça para fazer ou deixar de fazer algumas coisa, não ter consciência de algumas coisa, ser imprudente ou ser prudente. Eu comecei a ralar para ganhar algum desde os 14 anos, e sempre tive uma cabeça muito boa. Mas assim é diferente. Amadurecer é complicado e não existe fórmula, só que para alguns é mais difÃcil do que para outros. Para mim foi fácil no inÃcio, mas não sei se consigo segurar a onda sozinho por muito mais tempo. Ultimamente tenho me afastado de meus amigos – os verdadeiros – (não faça isso) sem motivo algum para fazê-lo. Deixei meus projetos pessoais de lado, não estou cuidando de mim. Isso não é saudável, principalmente nesta fase.
Só digo que ontem foi foda. Mas hoje o job saiu tranquilo, eu passei em rádio e estou pronto para voltar com meus projetos literários. Vou colocar minhas contas em dia amanhã. E começar a relaxar, vários questionamentos já sumiram da minha cabeça, eles ainda estão lá, mas em uma parte profunda. Que eles fiquem lá até eu resolver enfrentá-los denovo.
Esse blá blá blá todo foi só para dizer uma coisa que eu poderia ter dito logo no inÃcio do post e que é um clichê dos maiores. O tempo cura os males, trazem outros que irão se resolver também. O segredo da parada é não ser inimigo do tempo, e sim saber caminhar e viver junto com ele. E vamo que vamo!
“Antes de cuidar de alguém, cuide de você”
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1 – Post chato do caramba
2 – Porque eu ainda entro em amigo-oculto?

Simplesmente o que posso te dizer rapaz?!
Digo que tudo é incerto, não adianta pensar que você fez uma boa ou má escolha em qualquer assunto. Tudo depende do momento. As vezes você odeia algo e em seguida já está amando isso.
Cabeça nas nuvens e ações inusitadas sempre…
Abraço..
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Unhh pedrovisk… Fica assim não. Isso acontece com todo mundo. Tem acontecido comigo numa frequencia maior do que eu gostaria. Mas eu paro pra pensar e vejo que, graças a Deus, eu tenho a minha familia, saude, tenho alguns poucos e bons amigos, tenho meu namorado fofo e um trabalho que eu gosto.
Então, no final das contas, eu sou uma pessoa mt sortuda por ter isso tudo e que as coisas menores que me irritam, que minimizam e ficam me perturbando na cabeça, acabam sendo muito menores do que tudo o que eu ja tenho.
beijos
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Já passei por isso também cara. E te digo mais: no inÃcio do oitavo perÃodo. Desanimei com o rumo que a faculdade tomou, com a “tradicionalidade” dos meus amigos, com os conceitos defasados e tal. Mas, com calma, tudo foi voltando ao normal.
Abraço!
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Gostei bastante de seu blogger, mto inteligente e interessante…
E fiquei ainda mais feliz ao saber q é mineiro ^^
Bem Pedro, insegurança é o que venho passando tb nesse últimos dias, principalmente em relação a minha faculdade de direito. Não tive dúvidas em relação ao curso quando tive que optar, o problema veio com a prática no estágio. Nossa como dói…
Como machuca quando temos que tomar decisões sobre nossas vidas e sobre a vida das outras pessoas.
O problema (como vc disse) é em amadurecer, enfim, acredito que o medo q sentimos é em relação as consequências de nossos atos, aquela coisa da responsabilidade msmo, logo quem não é responsável, talvez, não se importe mto com as decisões que toma e logo não se importa tb com suas consequências. Talvez amadurecer seja tomar as rédeas da própria vida e assumir uq faz sem precisar de mto auxÃlio, pq de ajuda todo ser humano necessita, vejo q amadurecer é tomar para si responsabilidades.
Assim, antes que fique pensando em como essa menina aq é folgada em entrar no seu blogger e dizer tudo aquilo q vc já está cansado de saber, digo que esse recado é para mim tb, aq pude expor e colocar algumas coisas que estavam em minha cabeça, mas que ainda não estavam mto bem definidas, e somente ao ler sua matéria parei para pensar e pude focar uq me deixava aflita. Obrigada!
Nossa, o que era para ser um recadinho, acabou ficando maior do que imaginei..rsrsrsrs…
Abraços e sucesso.
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É complicado as vezes me pergunto se eu tenho idade pra estar passando por tudo isso, tenho 24 anos, tenho uma filha de 5, sou separada do meu marido a 2 anos por estar me sentindo ”presa” em um mundinho que na verdade era feliz, des dos meus 14 anos vivi sozinha meu pai faleceu aos meus 9 anos, minha mãe abandonou minhas 2 irmãs e eu aos meus 11 anos dai fiquei com minha avó ” foi um inferno” decidi me virar aos 15 namorei, casei, tive minha filha, separei e continuo vivendo sozinha.
Minha vida é iagual a uma roda gigante uma hora ta lem cima, outra lem baixo, outra meio termo e assim vai, mas o que me deixa aguniada é o fato de eu saber que se eu não ralar não terei onde dormir, o que comer, o que vestir o simples fato de eu pensar que si eu ficar desempregada, terei que morar em baixo de uma ”ponte” me deixa louca…acho que é muita coisa pra minha cabeça, gosto muito, mas muito mesmo de sair, beber, zuar com meus amigos mas vivo em um mundo diferente do deles, o deles é solido o meu é so a fantasia de que tudo vai mudar pra melhor… mas quando.
estou sempre rodeada de amigos mas me sinto só, apezar de não transpassar isso pois todos me vêêm muito alegre, descontraÃda,mas o meu eu chora e muito.
estou sempre pensando tem gente que esta pior ”deus me livre” mas o que devo fazer pra mudar essa historia? estou muito confusa entre ”certo e errado” amadurecer ou deixar rolar, quero viver a vida como se fosse meu ultimo dia, mas e meu amanhã ai.
não tenho compromisso com ninguem, mas ao mesmo tempo, estou casada com meus principios… e que as vezes também brigo com eles e faço a festa, no outro dia sinto um vazio como se tudo não tivesse passado de um sonho… muito bom.
Tem dia que acordo querendo lutar com todas as armas, e outro me integro a propria sorte, é como se eu quizesse sair do meu proprio corpo criar asas e voar, conhecer lugares, pessoas, viver outra vida.
sabe o que me deixa mais triste e estranha é que eu sempre fui feliz, apezar de tudo e mais ou menos aos meus 20, 21 anos me pegavam chorando do nada, sem saber explicar o porque so sabia chorar, e assim venho passando os meus dias, só me sinto feliz sentada em uma mesa de bar, entre amigos e ou paqueras bebendo, nessas horas estou sempre feliz não sei mais o que fazer me sinto uma pessoa com duas personalidades…ufa se eu continuar não paro mas o que faço ser mãe assumir responsábilidades ou ser eu.
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Eu sempre fui muito indeciso,quando criança morava no RJ num bairro pobre,aos 12 fui
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ótimo post
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Existem momentos em que sentimos nossos corpos sendo jogados contra as rochas. Tentamos levantar com muita dificuldade e repentinamente surgem ondas furiosas que nos arrastam para o sofrimento. Sensação de que estamos afogados é a primeira coisa que vem em mente. Sabe aquela voz lá dentro que te sufoca dizendo que sua vida não tem sentido? Aquela que te faz sentir um vazio na alma? A mesma que te faz perder o sono? Você tenta fazer de tudo para ficar livre dela, não é? Mesmo quando voce faz o que faz o maldito pensamento retona. Isso ocorre principalmente quando você não espera. Ele te pega de surpresa. Somos presas fáceis. Sabe por que isso acontece? Porque você está fugindo! Suas pegadas foram deixadas pelo medo. Você não percebe? Ele não tem pressa de te achar. Sabe que é uma questão de tempo e você logo estará fatigado, cansado de tanto fugir e precisará descansar. O que fazer? Não conceder vantagens ao inimigo. Pare de fugir. Enfrente-o. Sua liberdade e felicidade precisam ser retomadas. Somente quando ele for derrotado você será capaz de perceber que o combate te amadureceu. A mesma coisa acontece com a largata que enfrenta as dores do casulo. Um processo doloroso e ao mesmo tempo capaz de torná-la uma nova criatura.
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Pedro Turambar Reply:
June 4th, 2011 at 8:30 pm
Olha, tive que reler o post pra entender seu comentário cara. Muitas coisas aconteceram desde a época em que escrevi esse texto. Muita coisa mesmo. Esses questionamentos, o medo e a insegurança sempre batem, mas eu amadureci e cada vez mais rápido consigo afastar tais pensamentos.
De qualquer forma, fico feliz por ter comentado.
Grande abraço!
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Opa! Não é largata. É LARGATA.
kkkkkkkkkkkk…
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Vicio de linguagem tambem vira vício de escrita. É mesmo?! Eu não sabia…
LAGARTA, LAGARTA, LAGARTA!
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Pedro Reply:
June 4th, 2011 at 8:31 pm
ahhuauhauhauha pelo visto sim.
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Me identifiquei com muita coisa que você postou, Pedro.
Primeiramente, aquela condição de “acordar meio dia, ir ao banco para a mãe, fazer um cursinho, etc” e do nada se ver no meio de um mar de responsabilidades (as quais fomos nós mesmos que buscamos).
Percebo que no seu caso e no de muita gente aqui, esses questionamentos “existenciais” estão mais ligados à faculdade. Mas, no meu caso, é ao trabalho, visto que o meu estudo na época do ócio foi direcionado para passar em Concursos Públicos.
DaÃ, então, aos 21 anos de idade, saà da condição de vagabundo total para chefe de um dos Setores mais importantes de um Órgão Público Federal. E esses questionamentos que vieram para você e nossos colegas que postaram acima povoam minha cabeça ainda hoje, aos 23…
É bom saber que existem outras pessoas passando por situações semelhantes. Melhor ainda é saber de suas opiniões e meios para enfrentar tais dificuldades.
Gostei muito dos posts da Anna e do Guga. Acho que é por aà mesmo como vocês colocaram.
Abraço.
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