
Estreando mais um seção deste blog Bombril (1001 utilidades), vou falar sobre Games. Outra paixão além das outras que trato neste blog, então…por que logo esta ficaria de fora?
Após 8 anos de Diablo II, a nossa querida Blizzard, lança o esperado-incrÃvel- extraordinário-puta-que-o-pariu-meu-Deus-do-céu-caralho….
DIABLO III – AND THE HEAVENS SHALL TREMBLE
COMUNIDADE DO JOGO NO ORKUT:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=59222593
Bom, primeiro vou falar sobre a maravilhosa ação de marketing que a Blizzard promoveu, minha nossa, foi só colocar na página oficial uma foto dum gelo, que a massiva horda de fãs das franquias da empresa ficou agitada, durante toda a semana milhões de pessoas comentavam na internet sobre o novo lançamento. Confira aqui ( http://www.wowinsider.com/photos/june-2008-splash-screen-speculation/879399/) os teaser’s e as teorias dos gringos sobre eles.
Então, uma bela campanha que terminou hoje a sua primeira parte. É só acessar o site da Blizzard para ver.
Quando eu vi hoje o site, senti um turbilhão de emoções (se você que está lendo não gosta de games, ou nunca jogou Diablo na vida não vai entender) me lembrei da primeira vez em que joguei Diablo. O medo, a felicidade de uma criança jogando um jogo memorável. Quando chega na parte final então? Enfrentar o último chefão! O Diablo em pessoa! Putz, dava um medo do caramba… Quem nunca cagou de medo do The Butcher na segunda dangeon que atire a primeira pedra. Quem nunca morreu de raiva daquelas magas filhas-da-puta do hell? Quem nunca fez a manhazinha de multiplicar dinheiro? Quem nunca se vangloriou dos itens únicos que tinha? Quem nunca ficou horas e horas em uma roda de amigos descrevendo seus personagens e de como tinha matado tal chefão? Era lindo.
Aà veio Diablo II. Alvoroço! No grupo de amigos, apenas um deles tinha o jogo, e só o pc da casa da avó dele rodava. Imagine!!!
Um bando de (quase) marmanjos, indo todos os dias na casa da avó do amigo, apenas para vê-lo jogar.
Lembro bem de um dia, LÃvio o nome do abençoado que jogava o jogo (os outros 3, eu, Thaylon e Rafael corrÃamos atrás para poder jogar), ligou para os 3 e disse “Véi, voo matar o Mephisto agora”. Debandada. Todos correram. Só quem viveu essas coisas entende. Era igual a um jogo de futebol. Quando ele matou o primeiro grande chefão foi o mesmo que o Brasil ganhando a copa, gritos, abraços e comemoração.
Depois de um tempo saiu a expansão e todos já jogavamos o jogo. Eu demorei um pouco mais, mas tudo bem. Mais uma vez, horas e horas descrevendo personagens cada vez mais complexos e itens cada vez mais únicos. Os tais itens verdes, as armaduras completas que todos querÃamos ter. Eramos garotos, fazendo o ensino médio, nenhuma preocupação. Momentos maravilhosos que não voltam mais…ou voltam?
Agora, com o lançamento de Diablo 3, e as novas tecnologias e vÃcio mundial de jogos online, vejo essas discussões também online, dentro do próprio jogo. Mas assim eu não gosto, prefiro as antigas. Sou um saudoso, eu sei.
Mas que vem muuuuuuuuuuuuuuuuita conversa para se jogar fora..aaa isso pode ter certeza!
Que venha o jogo e todas as diversões e alegrias que ele vai nos trazer.
E que venha a conta da loja de informática. Porque eu vou ter que “bombar” o meu pc para jogar…foda-se, nem que eu junte o troco do pão. Esse jogo eu irei jogar.
Um abraço.
Pedro Américo
Ps.: Não é papo de nerd. Até porque eu prefiro jogos antigos onde se tinha o hoje esquecido sistema de SINGLE PLAYER, fase 1, 2, 3…último chefão, créditos. Agora é tudo pela internet. Você nem junta os amigos mais pra tomar umas e falar bobagem.
Eduardo era um rapaz normal. Brincou quando era criança, estudou a vida toda, ajudou o pai na serraria da famÃlia. Mas foi exatamente nesta época que Eduardo deixou de ser normal. Como ia muito ao banco para o pai, Eduardo ficou viciado em filas. Isso mesmo, viciado em filas! Vê se pode! O rapaz não podia ver uma fila que, ‘zupt’, corria para o último lugar. E não pense que ele gostava de filas por que ele conhecia um monte de gente, não não, nada disso. Ele até preferia não conversar com ninguém. Gostava mesmo de ficar em filas. Teve uma vez que ficou 4 dias em uma fila, quanto mais o tempo passava mais feliz ficava Eduardo, “isso sim é uma fila” pensava ele. Isso atrapalhava um pouco a vida de Eduardo. Sempre se atrasava para algum compromisso, ele sempre passava por alguma fila. Não agüentava, nem se fosse uma fila formada por 3 pessoas. Passar em frente banco então. Putz! Eduardo fazia o seu caminho pensando nos bancos. Abundância em fila! Uma vez viajou para o exterior. Não gostou. Lá eles não faziam filas como aqui. Aqui sim, temos Filas com ‘f’ maiúsculo. Jogo da seleção. Eduardo amava, não o futebol é claro, que isso ele detestava. Mas as filas, homéricas. Quando alguma grande empresa anunciava vagas de emprego, ele quase que dava pulos de alegria.
Mas como eu disse, isso começou a atrapalhar a vida dele. A famÃlia achava muito estranho os sumiços. O pai disse, ‘esse menino tá metido com droga’. A mãe era só pranto. Gritava ‘aonde foi que erramos?’. O pai chamou o filho para uma conversa.
- Nós sabemos – disse o pai.
- Sabem do quê? – retrucou Eduardo.
- Do seu vÃcio.
Eduardo ficou surpreso, esperava tudo menos isso. Ninguém poderia descobrir. Viciado em filas! Isso iria acabar com a reputação da famÃlia.
- Como ficaram sabendo?
- Então é verdade? – perguntou o pai em total desespero – Meu Deus muleque! Mecher com droga, o que sua avó vai pensar? Seu tio Márcio então, aquele falastrão! Eu devia bater em você!
Uma saÃda! Então eles pensavam que eram drogas. Menos mal. Ele tinha que confirmar, melhor drogado que maluco. Maluco não. A famÃlia podia suportar um drogado, um maluco, jamais! Tinha até um primo de terceiro gral que fora internado uma vez. Ele ainda ia aos encontros da famÃlia. Era isso! Não podia deixar que soubessem…
- Desculpa pai! Não sei onde estava com a cabeça…
O pai ficou feliz. “Pelo menos o pivete confessou”.
Eduardo foi internado, disseram para a famÃlia que ele estava sob forte stresse por causa do Vestibular. Mandaram ele de férias para uma fazenda.
Pedro Américo

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