Acabo de decidir o que fazer com essa malfadada seção. Outro dia, eu e um amigo, estávamos falando sobre música e começamos a citar discos perfeitos. Existem discos bons, ótimos e tal. Mas existem os discos perfeitos. Sim, eles existem. E existem aos montes, posso garantir.

São tão perfeitos que viram até adjetivos. Sgt. Pepper’s do Beatles é o mais perfeito dos perfeitos, dizem, eu chego a concordar. Mas para mim (apesar de não ser fã de Rock Progressivo) o maior, melhor, mais foda, o disco mais filha da puta mesmo é sem dúvida o Dark Side of The Moon – Pink Floyd. Acho que ninguém irá discutir comigo em relação a isso.

Bom, voltando ao que eu decidi fazer com essa seção. Vou postar aqui (sempre que der) discos que eu considero perfeitos. Quem não concordar comigo, pode criticar a vontade. Como diriam os antigos, gosto é igual nariz (pra não falar outra coisa), cada um tem o seu. Bom, quem quiser também pode comentar sobre qual disco acha perfeito. Se eu concordar eu posto.

Ps.: em 99% dos casos, vou disponibilizar um link para download do disco em questão.

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Abrimos esta nova fase com um disco mais que perfeito. Esse disco é Essencial para qualquer pessoa que se ache um rockeiro.

Ten foi o primeiro álbum da banda de grunge norte-americana Pearl Jam, tendo sido lançado em 27 de Agosto de 1991, um mês antes de outro clássico do Grunge, o Nevermind dos Nirvana. É considerado por muitos o melhor álbum da banda e um dos melhores do movimento grunge.”

fonte: Wikipedia

Falar mais o quê de um disco que tem: Alive, Jeremy, Even Flow, Black. E não é só por essas, o disco é perfeito, você escuta, escuta, escuta e não se cansa.

Muita gente pode se perguntar porquê diabos eu comecei com Pearl Jam. Eu explico. Eu abominava Pearl Jam. Eu simplesmente não gostava da cara do Edie Veder e me recusava a escutar. Conhecia as mais famosas é claro. Mas ainda me recusava. Principalmente por Last Kiss. Que eu detestava. Até o belo dia em que eu ouvi Yellow Ledbetter. E cheguei a ‘Ten’. Aí, foi um abraço.

download Pearl Jam – Ten: http://rapidshare.com/files/108426025/_1991__Ten.rar

*fonte: Discografias

É isso aí.

Daqui a pouco vem mais.

Antes de qualquer coisa ou antes que alguém ache que eu me acho um belo escritor. Eu vos digo, eu escrevo bem, escrevo (odeio falsa modéstia). Mas estou longe, muuuuuito longe, de ser um escritor. Primeiro porque ninguém sabe de tudo, muito menos tudo sobre a nossa maravilhosa língua.

E outra, para escrever bem não precisa ser nenhum Pasquale Cipro Neto. Apenas duas coisas básicas. Leitura e Atenção.

Ler é o segredo. Atenção é só um ‘quê’ a mais.

Não vai pensando que é fácil por que não é. Isso não quer dizer que você vai ler um livro amanhã e já vai saber escrever. Não. O primeiro livro que eu me lembro de ter lido, eu tinha uns 10 anos. Hoje eu tenho 21, e leio muito. Não é de um dia pro outro. Você não precisa saber explicar que o objeto direto está não sei o que, ou que o advérbio tal não pode não-sei-o-que. Eu nem sei mais o que é um objeto direto. Mas eu sei, na maioria dos casos, se uma frase está correta ou incorreta. Se tem concordância ou não, se está na norma culta ou não. Não sei te explicar, apenas sei. E como eu sei? Aprendi lendo. E você não tem que começar lendo Machado de Assis, Guimarães Rosa, José Saramago.

Você pode e deve ler qualquer coisa. Livros, revistas, apostilas, receitas de bolo, bula de remédio, manual de instruções e, para mim, uma das mais importantes leituras hoje, Blogs. Mas por favor, Leia Blogs em que o dono do Blog saiba escrever pelo menos bem. E se o conteúdo for relevante para você, leia sempre. Ajuda muito.

Eu fico muito, mais muito PUTO mesmo, quando ouço alguém falando ou leio em algum lugar, uma coisa do tipo ‘No Brasil ninguém lê’ ‘São poucos leitores no Brasil’. Vão todos vocês que falam isso se Foder. É com ‘F’ maiúsculo. Você já incentivou (da maneira certa) alguém a ler? Você já deu um livro bacana para alguém? Deixe de ser um hipócrita maldito, e pare para pensar que comprar um livro no Brasil é praticamente um assalto. E nas escolas? Á, as escolas. Malditos professores de português, literatura e redação. Os de português te fazem sentir nojo da nossa maravilhosa língua. Os de literatura insistem em falar como se nós fossemos umas antas que deveriam ter cultura, lendo Dostoiévski escutando Chopin. E os de redação, que insistem em dar ótimos temas para ‘incentivar’ a escrita: ‘Desmatamento’, ‘Efeito Estufa’, ‘Racismo’. Porra. Ao inferno com essa merda de ensino no Brasil.

Tenho algumas dicas para esses ‘queridos’ profissionais. Aos de português, que tal ensinar como nossa língua é rica, que tal mostrar ao aluno que o segredo de se aprender é 60% leitura 39% de prática e 1% de regras. Aos de literatura, primeiro, vocês são apenas uns merdas de professores, vocês não são ‘cult’, vocês são burros de viseira, que insistem que um escritor pensa nas mazelas do mundo quando escreve que o “negrinho, roubou um pão na esquina para alimentar sua família”. Já parou para pensar que o cara simplesmente que dizer aquilo? e que ele não quer lutar contra a desigualdade social, protestando em toda a sua obra contra a injustiça? As vezes ele só escreveu aquilo por que acha importante para sua trama. Aos de redação, nem sei porque vocês existem, vocês ensinam (deveriam) a mesma coisa que o de português. E PELO AMOR DE DEUS! Deixem os pequenos escreverem o que quiserem, deixem que eles exerçam sua criatividade. Vocês vão se surpreender. Eu garanto. Quer a prova?

Eu tinha um professor de redação, que sempre passava os mesmos temas maravilhosos a que estamos habituados. Eu fazia. Mal e porcamente. Mas ele já havia lido um texto meu, e sempre insistia para que eu escrevesse daquela maneira. Eu disse “No dia em que você der um tema livre, ou um tema de verdade, aí eu escrevo a sério”. Ele deu o tal tema livre. No outro dia, eu levei uma redação manuscrita em 5 páginas de caderno. Não errei uma vírgula sequer (acho que foi a única vez por sinal). Ele ainda deu uma aula sobre minha redação. Mas não adiantou, ele voltou com seus temas esdrúxulos.

Bom, eu fugi ao tema principal, acabei me exaltando. Mas é que isso realmente me irrita. Bom, é isso galera. Ler muito, escrever mais ainda e ter um pouco de atenção. Só isso.

Pedro Américo.

Não…essa não vai ser com vídeo.

Mas são dicas muito importantes, que comprovam que o ser humano é um ser incrível. MUITO incrível.

Vamos lá!

Eu e um casal de amigos na Bienal do Livro aqui em BH, passando por um dos standes, uma garota pergunta para a outra:
- Ou! Quê cê tá fazeno aqui???
Juro que o meu sonho era intrometer e responder:
- OU! Vim comprá pão!!!

Duas em uma:
Na mesma Bienal, estávamos na praça de alimentação, mais precisamente num negócio de empadas. Eis que um sujeito pergunta:
- Tem empada?
(Não. Só acerola verde.)
Outro sujeito. Este apontando para a bandeja que estava com uma etiqueta bastante legível, NAPOLITANA.
- Esta aqui é a Napolitana?
(Não. Essa é de frango, colocamos a plaquinha de sacanagem!)

*de tolerância -230, são essas que eu me lembro agora…já já vem mais.

ps.: Rapidinha da Bienal.

No estacionamento, íamos em direção à entrada. Passamos por uma família feliz. Detalhe, um garotinho gritava a plenos pulmões “Meu pai peidô! HAHAHAHAHA Meu pai peidô! AHAHAHAHA”. Parecia a coisa mais extraodinária do mundo. Hahahahaha, que Deus abençoe as crianças.

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Tenho uma reclamação. Alguém aí já comeu no SUBWAY? Se sim, vocês vão me entender.
Os sanduíches são ótimos, é verdade. Mas uma coisa me incomoda muito quando eu vou lá. Para pedir um simples sanduba, você acaba sendo bombardeado por 3.487 perguntas. Putz, imagine uma pessoa passando por sérios problemas de depressão.

- Boa tarde! Vai pedir um sanduíche?
(só um segundo, eu juro…Olha o que o neguinho te pergunta. Isso porque é um lugar onde SÓ vendem sanduíches. Talvez você foi lá para comprar um vestido…ou uma prancha..quem sabe?

Denovo.
- Boa tarde! Vai pedir um sanduíche? – pergunta animado o atendente. Primeira semana. Super animado com o novo emprego.
- Arram – responde tristemente a garota.
- Qual vai ser?
- Qualquer um.
- Escolhe aí, temos esses aqui, ó! – diz o rapaz apontando para o banner gigante com as fotos legendadas dos sanduíches.
- Ah tá. Á me dá esse aqui…italiano. – pede a garota.
- Beleza! Escolhe o pão aí.
A menina escolhe o pão e o atendente cada vez mais animado começa a perguntar.
- Quer que esquenta? Alface, tomate e cebola? Pimentão, picles, azeitona, pepino? Qual molho? Você vai beber alguma coisa? Dinheiro, cheque ou cartão? Vai querer azeite? Quer acrescentar bacon por 0,90 centavos? Quer um biscoito por 1 real?
No meio do bombardeio a menina grita desesperada ‘EU NÃO SEEEEEEEEEEEEEEIII, Eu só queria um sanduícheeee…aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa’ E sai correndo shopping afora, só vai parar quando um caminhão a atropela no meio da avenida movimentada………FIM.

ok! Eu exagerei um pouco…mas, porra! Porque você não simplesmente pede, e o cara pergunta tranquilamente, sem ficar te olhando tipo..’você tem 5 segundos pra responder..se não você perde o pedido’ sabe? É muito chato, os caras te fazem um milhão de perguntas e querem que você decida na velocidade da luz. Assim não dá.

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Vendedores.

Á…vendedores! Eles são ‘ótimos’.

Te enchem o saco de verdade e acham que estão fazendo o melhor trabalho do mundo. É como eu li em outro blog, acho que os caras fazem uma reunião para elaborar as melhores estratégias para te deixar puto.

Agora, os filhas-da-p* que vendem assinatura de revista. Esse ganham até daqueles muleques vestidos com cores berrantes querendo te ‘emprestar’ dinheiro. Vamos ao vendedor de assinatura de revista. Para você chegar perto dele, ele faz de tudo, bobear até te aponte uma arma. Como você tem um bom coração, você chega perto do maldito, afinal de contas, é o trabalho dele, coitado. Deve ter família, 5 bocas para alimentar. Bom. Ele começa com um brinde (um brinde de MERDA em 99,9% dos casos, mas um brinde é um brinde), depois ele começa a balangar beiço. Na hora em que você tem quase certeza que o cara é viado (se for mulher, você tem certeza que se você assinar ela vai dar para você) , você já esta de saco cheio e começa a inventar mil e uma situações que o impedem de ficar ali ouvindo aquele monte de besteira. O vendedor percebe, mas ele tem um trunfo. Ele te enche o saco ainda mais, te irrita ainda mais. Ele sabe que você só pode fazer duas coisas para ele parar. Ou assina. Ou comete um assassinato.
Aí, o final, você decide!

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Acho que chega por hoje né?

Ando devendo posts…mas minha vida está um caos. Á, LEMBREI!

Não posso deixar de falar disso em um post recheado de burrices.
Uma singela homenagem à minha querida Renata Perez.
Colega de sala. Atendimento na mesma agência. Burra. (é coincidência viu gente.)

Situação 1.
Outro dia ela quase bateu em um ex-colega de sala.
Motivo: Ele dizia algo sobre cogumelos, quando Renata simplesmente o atacou dizendo:
- Ai, odeio quem fala cogumelo, não é COgumelo o certo é GOgumelo!
oO (cara de espanto)
GOGUMELO?!?!?!

Situação 2.
Renata apresentando trabalho:
- Porque naquela época a AleMOnha…
(Alemonha. Deve ser lá o lugar onde se acha os tais gogumelos)

Situação 3.
- Faz um esboço aí – disse uma colega nossa.
Eis que Renata, num acesso de raiva:
- Ai, sua burra, é esBOUçar!
(Imagine querido leitor. Um esbouço das plantações de gogumelos na Alemonha)

Ai ai. O que seria da minha vida sem a criatividade da Renata. Valeu Rê!

Fico por aqui, se eu lembrar de mais algumas coisas eu conto.

Como estou próximo de completar 21 anos (terça-feira, dia 6 de maio) e como nesta quinta, vi dois momentos distintos da vida humana, o início e o fim, além de estar vivendo o meio de tudo, resolvi escrever esse artigo sobre a vida.

Primeiro gostaria de dividir a vida em 3 momentos: do nascimento aos 21, dos 21 aos 60 e dos 60 até a morte. Infelizmente nem todo mundo consegue passar por todas as etapas. Infelizmente também, alguns conseguem. Eu estou no momento de transição, entre o início e o meio. Mas antes de falar nisso, vou dizer como classifico cada momento. O primeiro momento é aquele que define tudo o que você vai ser e o que vai fazer no segundo momento. O segundo é aquele que você começa a por em prática tudo o que aprendeu e tudo o que viveu, é aqui que começa a vida de verdade. No primeiro você tem apenas alguns vislumbres da vida. O terceiro e último é aquele em que você se recorda dos dois primeiros com carinho. É o momento em que você ensina mais que aprende, fala mais do que escuta e filosofa mais que produz. Pense como se fosse uma campanha publicitária. Primeiro o teaser, que deixa aquele gostinho na boca para ver como é o resto da campanha. Segundo o lançamento e a manutenção da campanha e por último, os resultados.

Queria falar um pouco sobre o maior medo da história da humanidade. O medo da morte. Morro de medo dela, muito mais para as pessoas que amo do que para mim mesmo. Não estou sendo nobre, nem nada, é que lidei poucas vezes com a morte de pessoas próximas, mas as raras vezes em que experimentei, achei doloroso por demais. Voltando à morte, uma das maiores sabedorias que adquiri lendo foi entender como J.R.R Tolkien tratava a morte. Em O Silmarillion, Tolkien explica de uma maneira muito simples a fragilidade humana frente à dor e à morte. Os humanos no épico do escritor, invejavam os elfos por sua imortalidade. Esses no entanto estavam cansados do fardo de viver para sempre e passaram a invejar os humanos pelo tempo que lhes era dado. E era aí que eu queria chegar. No tempo que nos é dado. Outra “pequena” lição aprendida com este maravilhoso escritor. Em O Senhor dos Anéis, Frodo pergunta a Gandalf por que ele, por que ele tinha que decidir de alguma forma o destino do mundo, por que aquilo teria acontecido logo com ele, um mero hobbit do condado. Eis que a resposta é um dos maiores segredos da vida. Onde Gandalf diz que a vida é assim, que temos que fazer o que tem de ser feito com o tempo que nos é dado. Sem perder tempo com pensamentos como “por que eu?” ou “Se isso tivesse acontecido de outro jeito…”. O que podemos tirar disso, é que às vezes damos valor a pequenas coisas que se tornam fardos gigantes e nos atrapalham imensamente viver a vida como ela deveria ser vivida. Eis aí o motivo de depressões, crises de estresses e livros de auto-ajuda.

Temos que assumir, o mais cedo possível, o que nascemos para ser e para fazer. Acontecem coisas que podem nos desviar do nosso caminho. Nunca é tarde para acordar. Nunca é tarde para pedir um perdão, arriscar e aprender. Arriscar, para mim, é o grande barato da vida. Arriscar em tudo. Desde as coisas mais bobas como “chutar de trivela ao invés de chutar de chapa” até coisas de suma importância como largar o emprego estável em um escritório de advocacia para cair na estrada com a banda de garagem e tentar a vida como músico. Sinto pena de quem tem que sobreviver e não viver. Mas sinto nojo de quem pode viver, mas apenas sobrevive.

A vida deveria ser mais divertida para alguns e mais séria para outros. Uns levam a vida na brincadeira o tempo todo, outros deveriam brincar mais, sorrir mais. Seria de uma chatice imensurável se a vida fosse: nascer, brincar, estudar, estudar, estudar, casar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, aposentar e morrer. Tenho certeza que esse não foi o modelo de vida que Deus imaginou para a humanidade. Por que tanta beleza e genialidade (Dele) se não podemos para nem dois minutinhos que seja para apreciar. Para um pouquinho, ver o pôr-do-sol, olhar para um sorriso inocente no rosto de uma criança, ver um olhar saudoso de um senhor ao contemplar a casa onde morou por 20 anos (era possível enxergar as lembranças nos seus olhos cheios d’água). Ver a pureza do rosto de um recém nascido, que coisa linda imaginar as experiências pelas quais aquele pequeno ser ainda vai passar.

Diga-me você leitor, que graça teria a vida sem as pequenas coisas do dia-a-dia? Que graça teria a vida sem a diversão, o frio no estômago, as surpresas e as ironias? Nenhuma, leitor. Nenhuma.

Pedro Américo

**** [PÓS-REBOOT] ****

Se eu não me engano, repeti esse post durante todos os meus aniversários. =D

Editado dia 5/10/2011