Antes que você fã nojento do Los Hermanos comece a fazer o meu boneco de vodu leia o texto e tente interpretá-lo. Sei que isso é difícil pra você, mas por favor, se esforce.
Antes de qualquer coisa temos que contextualizar a banda mais empolgante do momento dos últimos 15 anos e o maior fenômeno musical nacional em muitos, muitos anos.
Vamos começar por Michel Teló. Eu não vou falar aqui sobre Sertanejo Universitário (vou escrever um texto falando apenas sobre isso), vou falar sobre esse cantor que é o maior fenômeno musical do Brasil desde talvez, Tom Jobim e Vinícius. (Sinto o ódio do leitor crescendo mais e mais). Eu não estou fazendo nenhum, absolutamente nenhum juízo de valor – tal coisa é boa, tal coisa é ruim – estou apenas constatando um fato.
Não, Ivete Sangalo comprar a possibilidade de um show no Madison Square Garden para um público de brasileiro não constitui um fenômeno musical. Um dos maiores jogadores do mundo, o segundo maior tenista de todos os tempos e tantos outros dançando a sua música constituem um fenômeno musical. Você pode dizer que Cristiano Ronaldo só dançou porque o Marcelo (lateral do Real Madri) mostrou a música pra ele. Claro, mas se ele não tivesse gostado não teria dançado.
A reportagem de ontem no Fantástico me deixou chocado. Vejam aqui. No final, ele puxa a música e a boate inteira explode com o sotaque espanhol cantando Ai Se eu Te Pego. Michel Teló até hoje é assunto para os mais acalorados debates “É uma merda!”, “É sensacional!”. A grande polêmica foi a capa da Época dizendo que o cantor representa a música popular brasileira.
Os pseudo-comunistinhas/intelectuais largaram as anotações nas suas Moleskines e correram para seus macbooks reclamar em seus tumblrs. Depois de pedir um Macchiato para a garçonete do Starbucks. “Como é que pode falar que ISSO representa a música brasileira, é um ultraje, e o Chico? E as Ratazanas Perdidas em Criados Mudos de Mogno?”
Michel Teló representa como ninguém a música popular brasileira. Um ritmo dançante, uma letra simples e um refrão inacreditável de “fácil”. As pessoas gostam de cantar, as pessoas gostam de dançar e se divertem fazendo isso em qualquer lugar e qualquer ocasião. De churrascos a casamentos, de mega-shows a boates de luxo. Além de representar a nossa música e a nossa cultura – verão, corpos bonitos, pegação, sensualidade – Ai Se eu Te Pego representa a juventude fútil do nosso país. É um prato cheio para o sucesso.
Que jogue a primeira pedra aquele que viu uma gostosa e não pensou “Nossa, se eu pegasse essa mulher..”, a mulher em uma posição favorável “Ai… minha filha, assim você me mata”. Caso 50 reais no chão agora se 90% dos homens que estão lendo esse texto não tiveram esses pensamentos, literalmente esses pensamentos.
A música POPULAR, só é popular porque as pessoas se identificam. E elas só identificam se houver algo que ela reconhece como seu. Taí a fórmula do sucesso pessoal, ao trabalho.
E o Los Hermanos em?
Los Hermanos é o tipo de banda que as pessoas que tem “nojinho” de Michel Teló normalmente gostam. Descrevi o estereótipo ali em cima se você quiser. Nada, mas absolutamente nada define melhor a banda das barbas como esse texto aqui. Por favor, leia antes de continuar.
Pois bem. Fantástico o texto do não? Loser Manos criou essa horda de pessoas, na minha opinião, tão descerebradas quanto aqueles que a melhor música de todos os tempos é aquela que está fazendo sucesso. Eu particularmente acho a banda sensacional, em vários aspectos. As letras são poéticas, meio sem sentido nenhum, mas belas. Musicalmente eles são ótimos. Além de eles terem seus próprios conceitos e valores em relação à música que eles fazem.
O problema é que eles são chatos demais. E quem fez eles e as músicas deles ficarem chatas demais foram os fãs. É intelectualismo demais. É blusa xadrez e all star demais. Saca? Precisa de um pouquinho de uma nega descendo na boca da garrafa. Politicamente e intelectualmente correto demais é chato. E por isso Los Hermanos se tornou uma banda chata.
Já gostei bastante, mas hoje não consigo escutar nenhuma música até o final.
Respondendo a pergunta do título. Não. São “merdas” diferentes.
Los Hermanos tem esses problemas que eu disse, e Michel Teló. Bem, só o tempo dirá se ele irá sobreviver a isso tudo. Mas acho que ele está tendo a sua Anna Julia, e que nunca mais fará tanto sucesso quanto está fazendo com Ai Se eu Te Pego. O problema para o mercado do Michel Teló (o de música pop), é que dura muito pouco se você não for realmente muito bom nisso. E ele não é muito bom nisso. Interpretar música de outros te dá um ou dois megassucessos e nada mais. Boa sorte aí Teló!
A salvação (momentânea) para Teló será uma nova música grudenta e divertida quando ninguém mais aguentar Ai Se eu Te Pego – o que ainda vai demorar um pouco.
Já o Los Hermanos… bem, essa é para terminar o texto e fazer os fãs espumarem de raiva de verdade. E pessoal, vocês me conhecem, se eu fizesse um texto todo irônico de verdade e parcial eu diria. Não é o caso. Fui imparcial do começo ao fim. E digo, sem sacanagem alguma, que a única música do Los Hermanos que eu consigo escutar até o fim – cantando e me sentindo bem inclusive – e a única música que não me faz achar eles um porre, é exatamente.. Anna Julia.
Durmam com essa.
Quem te ver passar assim por mim,
Não sabe o que é sofrer, ter que ver você assim…
***
1 – Não, o texto não é sacanagem, eu juro. É pura opinião crítica. Quis dizer cada palavra.
2 – Não fique com raiva vai.
3 – Xingue nos comentários e mostre o texto para a revolta de seus amiguinhos =D
O título do post não é brincadeira, por mais que pareça. Hoje, no primeiro dia útil do ano este blog volta oficialmente à ativa. É óbvio que o blog não volta hoje 100%, ainda falta muita, mas muita coisa pra ficar da forma que eu quero, mas estamos de volta. Ou melhor, eu estou de volta. O blog volta a ser meu, só meu e ninguém mais.
Você não faz ideia da quantidade absurda de coisas que eu tenho pra escrever e das ideias malucas que eu tenho pra implementar aqui, afinal tirando o post da Amy eu não posto nada desde o dia 10 de Abril. Muita coisa aconteceu desde que “tirei férias” do blog. E o que mais me incomodou esse tempo todo, não foi nem o fato de não escrever, foi o fato de não ter tornado esse blog um blog de sucesso. Pra mim um blog de sucesso não é trocentas mil visitas ou tantas dilmas no fim do mês, um blog de sucesso é uma referencia. São leitores que participam, posts que fazem as pessoas pensarem, relaxarem ou se divertir com conteúdo original.
E nunca ter conseguido isso de forma sólida sempre foi um incômodo pra minha cabeça. Então resolvi tratar o blog de uma forma profissional. Fiz um planejamento completo, com agenda, datas, metas e objetivos. Comecei a construir um layout do zero, estou fazendo o meu blog e tratando ele como faria com o trabalho de um cliente da agência.
Se 2012 vai ser realmente o fim do mundo (vou escrever sobre isso mais tarde), quero pelo menos morrer feliz sabendo que esse negócio do blog não me incomoda mais. Enquanto o novo layout não vem, vou usar esse aqui mesmo, e não vou me incomodar com o que ele não tem. Vou me importar em escrever e criar conteúdo. O layout novo ficará pronto assim que ficar. Ou seja, não tem prazo, mas garanto que vai valer a pena.
De qualquer forma, bem vindos de volta.
***
1 – Será que agora vai?
2 – Mostrem para os amigos, para as amigas, pra Deus e o mundo. Se isto aqui já foi um bom blog em algum momento, espalhem a notícia.
3 – Feliz ano novo! xD
Alguém acertou o bolão?
Aposto que muita gente apostou que o corpo iria desistir aos 27. Essa aposta pelo menos eu acredito que eu ganhei. Como eu sou dado a metáforas absurdamente estranhas vou tentar explicar o que eu sentia em relação a ela.
Amy despertava aquele sentimento que o torcedor fanático tem por aquele menino da base. Já vi outros bons, mas aquele… ahh.. aquele tinha um algo a mais. Não sei explicar, mas esse menino vai longe. Na próxima Copa ele vai conduzir a amarelinha. Os torcedores fanáticos vibram, e já ficam premeditando que logo logo a diretoria mercenária vai vendê-lo para algum gigante da Europa.
Após alguns anos de sucesso, aquele menino da base já era um grande jogador, brilhava nos maiores palcos do mundo. O problema foram as lesões no joelho. Duas seguidas. Tentou participar da última Copa, mas a gente percebia que tinha algo errado. Não era o mesmo. Até que veio outra lesão.
Muitos diziam que a carreira já era. Outros acreditavam, meio de longe, mas acreditavam.
Algumas notícias de melhora, e ele já era o centro das atenções novamente, mas logo viria mais uma lesão. A última.
Eu torcia muito, muito mesmo para que a Amy voltasse com pelo menos mais um pouco de Amy, quase como Ronaldo na Copa de 2002. Infelizmente não teve Copa de 2002 para ela. Não teve um último grande show, um último repertório de novidades.
Daqui uns anos vamos pensar nela e soltar aquele “Pois é…” e assim como daquele Menino da Base, vamos lembrar dos grandes lances e grandes jogadas de Amy.
A minha favorita é aquela que dá título ao post. Jogada de gênio.
***
1 – Eu não agüento mais não escrever. O Hiato continua de verdade até o layout ficar pronto. Até lá, vou postando algumas coisas.
Meu Deus, como tem teia de aranha aqui.
Quase três meses sem post.
Nesse meio tempo eu engordei, fiz 10 meses de namoro, comprei um microondas, o Brasil perdeu para o Paraguai, eu fiz 24 anos de idade, e esse blog “comemorou” (forever alone) seu quarto aniversário.
Por mais incrível que seja para mim, cerca de 750 pessoas continuam todos os dias acessando o blog. Isso significa duas coisas: que os posts que aqui residem aparecem em um lugar bacana no Google, e que eu não deveria apagar esses posts.
No post em que falei sobre a reformulação, disse que iria editar os posts antes de fazer um layout de verdade, e que tudo ia ficar supimpa. A verdade é que eu não tive saco para isso. É isso mesmo caro leitor. O problema não é, e acho que nunca foi tempo. Foi saco mesmo. E agora tem que ser saco ecologicamente correto, o que dificulta ainda mais.
De qualquer forma, estou projetando voltar de verdade.
Não vou dar um prazo, não vou prometer. Mas quando você escreve um “post” no facebook que contém quase 3.000 caracteres, você realmente percebe que escrever está fazendo uma falta real. Então decidi de fato voltar.
Mas… só volto com um layout novo, e com uma proposta bem elaborada para esse blog.
Isso aqui é só um pequeno adendo para aqueles que esperam algo desse blog… digamos que é uma pequena janela de esperança nesse hiato sem previsão de fim.
Abraços!
***
1 – Como é libertador apenas escrever! Sem imagens, sem links, sem headers….
2 – Eu volto…
Vocês devem ter percebido, pela falta de posts nos últimos tempos, que tem alguma coisa errada com o blog.
Cheguei inclusive a anunciar o fim do blog no twitter. O que de fato irá acontecer. O Crepúsculo voltará a ser nada mais que o meu blog, com eventuais posts do Neto, e do Higgor. É, o blog vai voltar a ser o meu “diarinho”. Até por isso o novo layout será algo bem simples, bem limpo.
Outra coisa, é que eu vou editar muitos dos 646 posts do blog, deletar vários, e trocar algumas palavras de alguns. Por isso, fiquem atentos aos arquivos do blog.
Faço isso por vários motivos. Não preciso falar todos eles aqui.
O mais importante, é que o blog foi perdendo sua identidade a cada mudança que eu fazia. Essa história de postar sobre tudo e não focar em nada estava me incomodando demais. O blog não terá mais os posts de quadrinhos, games, cinema, música, e aquele tanto de coisa. Na verdade, podem até acabar aparecendo por aqui. As seções divertidas e tudo mais serão abandonadas, neste blog. O Felipe, o Higgor e o Diego (se eles quiserem é claro) faram parte do outro.
Toda a parte de entretenimento do blog, migrará para um projeto um tanto audacioso, meu e do amigo de fé, irmão camarada Jhony. Esse projeto demorará mais um pouquinho pra sair. Estou ainda projetando o layout e o Jhony ainda vai transformá-lo em um site. Será um grande blog, aguardem.
Bom, o Crepúsculo volta a ser um blog de textos, e apenas isso. Contos, crônicas, dia-a-dia, e principalmente opinião. Ao mesmo tempo em que escreverei textos menores, mais rápidos e sem muita lenga-lenga.
Se você, leitor, quiser continuar a “ouvir” minhas opiniões sobre qualquer coisa, fique a vontade. Escreverei aqui quando tiver vontade, quando tiver com tempo e saco para criar textos que valham a pena. Aconselho você a assinar o feed ao invés de entrar sempre.
O novo layout sai junto com esse post. Por isso, está cheio de bugs, falhas, e com uns 10% completos. Ainda vou mexer muito no layout, mas será mais ou menos isso aí.
Um grande abraço!
Fiquem com as mensagens daqueles que entreteram você mais que eu.
“Bem, infelizes, acho que é isso. Foi legal passar esses meses com vocês… mesmo que eu fale isso só da boca para fora. Seja como for, obrigado à todos (e todas) que leram o blog nesse tempo e, obviamente à todos (e todas) que o escreveram. [Considere esta frase um discurso de despedida] e que a Força esteja com vocês.” – Higgor
“Obrigado a todos vocês que leram meus textos e mais ainda a quem comentou meus textos. Estou fazendo um projeto bacana de uma viagem para documentar o interior de Minas Gerais com câmeras fotográficas, filmadoras e muitos textos. Uma espécie de crônicas de viagem (o Pedrão aqui tá convidado até, e acho que ele vai). Um último obrigado e vou seguindo por aí dizendo que sou escritor, quem sabe um dia alguém acredita. =)” – Neto
faltam algumas mensagens, quando eles me mandaram eu coloco aqui.
***
1 – Bom, é isso. Até daqui a pouco.
2 – Obrigado Naya, Neto, Diego, Higgor, Felipe, Ingrid, Dorly e Natascha. =D
Iae infelizes, como estão? E eis que estou aqui para mais um post de fim de semana… sim, eu sei que estou atrasado, mas ninguém liga. Enfim, peguem aí papel, caneta, lapiseira, grafite, borracha, uns CDs de música, um PS2 (com jogos, claro) e uma revista Caras dos anos 90 e venham comigo.
- Porraa!!!!!!!!!!!!! Muito foda isso!!!!! Haha… genial…

Segundos depois o administrador do blog já está aberto, com a página para um novo post pronta. A introdução do post está pronta, junto com o gancho para colocar o HTML do motivo de sua inspiração alí. Por curiosidade e/ou necessidade é feita uma pesquisa sobre o assunto, para arranjar informações e ter mais ideias boas para o post.
- Ah… então tem 3 meses isso já…? Mas tem pouca coisa sobre o assunto e todas tão uma merda, vô fazê msm assim… Hm… vejamos: título, introdução, explicação… falta piada.
O início do fim.
- Pow… nem meia página dá isso… d’xeu vê as coisas que já tem… não, já peguei tudo que tem nelas… então nuns sites, vê se rola inspiração.
1.
2.
14 horas.
- O post!!!!!!!! Tá… parte da piada… JÁ SEnão… essa é ruim.
Alguns minutos de pensamentos até surgir uma ideia ou se lembrar de algum site/blog/etc. no qual não procurou inspiração. Mais umas horas depois vem a decisão de ir dormir e escrever o post no dia seguinte.
Desligar o computador, escovar os dentes, tomar banho, deitar na cama e não conseguir dormir. Em seguida em o “pensar na vida”, que termina num momento completo de ócio (exceto às funções corporais).
Ideia genial para o post!!!!!!!!!!!!!!
E outra! E mais uma!!
- Porra, eu sô foda uashuashuashuhsua… só pq eu desliguei o pc… mas a cama tá boa, amanhã eu escrevo… putz, como eu não pensei nisso antes?!
Manhã seguinte: acordar, ligar o computador, café da manhã, seguidos por entrar no adm do blog e na página de edição.
- Haha… é sempre assim: tem que desligar a mente pra ter as ideias fodas. Vamo lá: “e é por isso que”

Fase 1: Negação.
- NÃO, eu NÃO esqueci a porra da piada!!!!!
Fase 2: Raiva.
- PORRA, EU SÔ BURRO PRACARALHO PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fase 3: Negociação.
- Se eu lembrar daquela eu JURO que não completo com a piada do pavê…!
Fase 4: Depressão.
- A porra do *sniff* post… a pi-piada… *risadas histéricas* PURQUÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!
Fase 5: Aceitação.
- Ah que se foda mesmo, ninguém ia ler aqui… bora pra próxLEMBREI.

Post completado e colocado no ar em questão de minutos: satisfação pessoal, afinal, quem se importa com outros 23 posts sobre o mesmo assunto que surgiram no meio tempo?
***
1 – Acredite, esse post segue exatamente esse cronograma (só não demorei 14 horas… foram umas 4).
2 – Se no meio da pesquisa você cai num site “para adultos”, aí toca o foda-se e esqueça do post.
3 – É, não achei imagem melhor para a terceira ilustração.

Eis que estou aqui para reviver outra coluna do blog, e caso você não conheça a coluna, veja os outros posts aqui. Enfim, não há muito o que falar neste parágrafo… mas e daí? Está um belo dia chuvoso lá fora, então temos que honrar as nuvens (sim, eu sei que não fez sentido nenhum).
O ser humano é naturalmente indeciso e esquisito, e como não poderia deixar de ser, a visão que meninos e meninas tem do sexo oposto muda várias vezes durante a vida, elas são divididas em três partes simples, podendo haver uma quarta (sobre a qual eu não falarei aqui porque pode ser meio perturbadora), então vamos por partes:
1ª Fase – É tudo igual

Apesar das crianças serem capetas incorporados com os adultos e adolescentes, entre elas mesmas o mundo é o lugar mais legal já existente e é totalmente democrático: meninos e meninas são bons amigos que brincam e se machucam juntos, prontos para gritar por causa do Merthiolate e segundos depois voltar a correr, pular e mais um monte de coisas que atualmente seriam vistas como politicamente incorretas e até mesmo sexuais (sim, trepa-trepa, estou falando com você).
Porra, a criançada de atualmente é muito “adultizada”, com aqueles concursos de beleza, pornografia em tudo que é lugar, a internet e os desenhos terrivelmente ruins na TV. Se eu não estourasse meus joelhos uma vez por semana eu não ficava feliz… aliás, destruir seu próprio joelho enquanto brinca é um dos grandes formadores de caráter: meninos serão homens melhores e as garotas terão pernas mais bonitas, podem acreditar.
Resumindo, crianças tão pouco se fodendo para a diferença de sexo: desde que dê para brincar junto tá valendo. Criança tem que brincar com criança não com adultos e acreditem, absolutamente TUDO que vocês virem como sexual está errado: criança não quer sexo, quer diversão… e sorvete.
2ª Fase – Ódio mortal

Meus caros, há uma fase na vida em que a única coisa que importa é destruir e aniquilar a oposição. Meninos e meninas viram inimigos declarados, odiando uns aos outros, afinal, meninos são bobos, feios e nojentos e meninas são frescas, chatas e dar ARGH beijos.
Essa é a época mais (usando aqui o vocabulário da Sessão da Tarde) radical e cheia de aventuras na vida de uma pessoa: todo o tipo de pegadinhas, provocações, xingamentos, brigas e difamações são aceitas. Nem sei quantas horas da minha vida perdi debatento o quão tosco é o gosto das garotas em relação à bandas-dançantes-com-playback-ruim-e-músicas-melosas, mas tenho certeza que foram muitas. Se você já assistiu A Turma do Bairro (Ou KND, no original), tem uma ideia ainda melhor sobre isso.
A questão é bem simples: você gasta no mínimo 5 anos nisso (tá, eu devo ter gasto uns 7 ou 9, mas isso não vem ao caso). E é legal! É um troço saudável, pois apesar de toda a guerra entre as facções, isso faz com que garotos e garotas conheçam uns aos outros e se redimam na próxima fase da vida. Já se perguntou porque tem tanta gente atualmente que sequer consegue falar com o sexo oposto? Pois é, eles nunca se engalfinharam com alguém do sexo oposto para defender seus ideiais e (de novo), não há segundas intenções nisso (até tem, mas são do tipo “vou me esmurrar com ela pra que as amigas dela caiam na nossa armadilha”)… na maioria dos casos (afinal, sempre tem dois filhos da puta traidores do movimento prontos para foderem com o esquema).
3ª Fase – Aceitação mútua (com ocasionais recaidas)

Eis o momento em que garotos e garotas passam a achar o sexo oposto melhor coisa do mundo. É reconhecidamente a parte da vida em que as pessoas costumam abandonar família e amigos pela simples possibilidade de sexo. É a parte mais longa e provavelmente a que mais fode com sua vida.
Quando a guerra é posta de lado (por muitos motivos), ocorre o que eu chamo de “perda da dignidade elementar”: é quando você joga toda sua infância e boa parte de sua adolescência no lixo, juntamente com seus ideias e assassina toda a sua capacidade de guerrear por meios menos fisicamente violentos. Felizmente tudo isso é compensando pela relação que se ganha com o sexo oposto (ao menos em teoria), deixando de lado grande parte das ideias da 2ª fase.
Mas como nada é perfeito, a recaída é um combo entre a volta das ideias da fase anterior, aumentadas pelos ideiais feministas ou machistas: aquela velha história de “homem é tudo igual” e “mulher só fode a vida de um homem”… crianças tem razão, os adultos são realmente idiotas.
***
1 – Não ficou bem o jeito que eu queria…
2 – ROUGE?! SÉRIO MESMO?!
3 – Agora tá do jeito que eu queria.
Parafraseando o grande Maurício Saldanha (Cabine Celular), digo que Carlos Saldanha – sem parentesco com o Maurício, eu acho – deixou de ser frio com seu A Era do Gelo (que pra mim deveria ter ficado no primeiro) e colocou um pouco de calor no seu novo filme, Rio. Em todos os sentidos, seja nas cores, no clima, na paisagem, seja no amor, na paixão, na amizade e no calor de seus novos e queridos personagens. Rio se mostrou uma grande surpresa, e nada melhor que uma surpresa boa.
A trama pode até ser um pouco clichê se você analisar friamente, um animal é capturado em seu habitat, espécie em extinção… personagens secundários que permeiam todos os filmes desse tipo. Mas tudo acaba quando se trata de um diretor brasileiro – carioca – fazer tudo isso se passar no Brasil. Nunca tinha visto o Brasil ser mostrado de forma tão bonita e verdadeira no cinema, muito menos por Hollywood. Tá tudo lá. Como disse também o Maurício, eu me senti em casa, conhecia as referências, conhecia os lugares, a trilha sonora… tudo, tudo lembra o Brasil que eu conheço.
Obviamente, tudo isso num filme para crianças, mostrado de uma forma sutil de uma forma que nós entenderíamos. Para mim, o toque genial foi justamente o calor, uma palavra clichê, mas de maneira alguma de forma ruim ou é algum demérito para o filme. Você consegue ver o conflito do menino da favela, que não tem família, que sabe que fez uma coisa errada. Essa, aliás, é uma das melhores e mais emocionantes cenas do filme.
Só perde para quando Blu – o personagem principal – e você entendem o que Rafael – o tucano – diz com “você deve voar com o seu coração, e não com sua cabeça”. Esso é Brasil. Esse é o calor que eu disse lá em cima. Nós somos um povo muito mais passional do que racional, nós somos um povo que de certa forma é bom, ingênuo, mas bom. Estamos ali representados por Rafael, que ajuda o gringo sem pedir nada em troca, somos os dois passarinhos loucos Nico e Pedro, somos Fernando, o menino da favela e somos também – por que não? – os traficantes de aves, somos Nigel, somos no final das contas o Brasil.
Enfim, acho que Rio será a melhor animação do ano. Grandes chances de estarmos vendo aí o primeiro Oscar brasileiro, já que esse ano a Pixar vem com sua franquia mais fraquinha, Carros. Não vou dissertar sobre as qualidades técnicas do filme, é tudo simplesmente perfeito, e isso é um grande elogio, já que deve ser uma dificuldade tremenda renderizar e fazer penas e mais penas de aves com uma qualidade absurda.
Assisti em 3D – que é ótimo – e dublado. As ressalvas que faço aqui são Rodrigo Santoro (que dubla tanto a versão original, quanto a nossa aqui), essa ressalva eu faço apenas para criticar o quanto a dublagem estragou um filme que eu gostei muito (Enrolados). Luciano Hulk de dublador foi uma coisa horrenda. Dublagem não é algo simples, que basta um figurão qualquer, até porque todo dublador é antes um ator. E Guilherme Briggs, que faz maravilhosamente o vilão Nigel.
Bom, é isso. Não sei se consegui passar direito, mas assista Rio e leia o texto de novo. Você vai entender direitinho o que eu quis dizer.
Nota: 5
***
1 – Sei que disse no texto, que no fim das contas somos um povo bom. Somos sim, tenho que acreditar que somos. O que aconteceu na tragédia do Realengo no mesmo Rio de Janeiro, é uma triste e terrível fatalidade, que não discerne credo, cor, ou nacionalidade.

Voltando – finalmente – à quase esquecida seção de HQ`s aqui do blog. Nas próximas semanas vou postar reviews das Marvel Knights que eu já li. Foram elas: Namor, Homem-Aranha, Magneto, e mais uma ou duas que eu esqueci e quando estiver em casa (estou em Monlevade agora) eu venho aqui e corrijo.
Já tinha falado antes que apesar de ser um grande fã do Batman, eu sou Team Marvel. Não falo tanto pela diferença básica entre as duas grandes editoras, minha coleção (breve um link com a foto) diz por si só. Tenho, em uma proporção de 10:1, muito mais “revistinhas” Marvel que DC, e tenho que dizer que a série Marvel Knights vem me encantando. A cada nova edição eu sou obrigado a comprar (isso me lembra de comprar a do Magneto, que eu li no iPad), e gosto muito a cada edição que compro.
Bons roteiros, boas histórias, bons “reboots”. Entre aspas, porque a ideia do Marvel Knights é meio que pegar seus personagens mais famosos e recontar sua origem. Basicamente é isso. E funcionou muito bem até onde eu li. Talvez seja por causa da onda de filmes (principalmente da Marvel Studios, é óbvio), eu pessoalmente tenho certeza que é. MK do Homem-Aranha, teremos um reboot do Aranha nos cinemas. MK do Magneto, X-Men First Class está aí, além de várias outras. As graphic novels estão ganhando destaque, justamente por recontar a origem desse povo todo, ajudando o pessoal que não é muito fã de quadrinhos a conhecer um pouco dos personagens antes de ir para a sala escura.
A primeira vez que ouvi falar no Namor, foi ouvindo o MRG especial sobre as revistas Marvels, depois disso, ouvi lá mesmo no MRG a resenha dessa graphic novel aqui. A nota do Roberto foi tão alta que eu realmente fiquei empolgado (e olha, eu digo uma coisa que você pode confirmar com todo ouvinte do podcast, se a nota do Roberto foi alta, dificilmente você vai achar ruim). Comprei, em mais uma visita na melhor lugar para se comprar quadrinhos em BH, a Leitura da Savassi.
Esqueça completamente tudo o que você sabe sobre uma história em quadrinhos. Namor – As Profundezas é diferente de tudo que eu já li. Eu posso resumir a revista naquelas frases chavões que geralmente vemos em contracapas de livros: “Um dos melhores thrillers do ano, em quadrinhos”.
Imagine um filme de terror/suspense incrível. Que te mete medo – mas medo de verdade – do início ao fim. Agora imagine que esse filme é ambientado em um submarino, que tem a missão de encontrar, ou melhor, desmistificar o mito de Atlântida e de seu temível príncipe. Imagine que o filme tenha um roteiro incrível, que te faz comprar a ideia logo no início e que te prende a cada cena. Imagine ainda, que esse filme tem um ótimo diretor, um diretor de arte fantástico e um diretor de fotografia melhor ainda.
Agora imagine que ao invés de sentar em uma sala de cinema para ver esse filme você obteve o storyboard finalizado.
Pronto, você tem Namor, As Profundezas.
Os autores Peter Milligan (roteiro) e Esad Ribic (arte) fizeram um trabalho realmente memorável. Nunca vi uma revista assim, e acho que vou demorar a ver. A história é no mínimo corajosa porque o personagem principal de certa forma praticamente não aparece. Mas ele está lá do primeiro quadrinho ao último. Para você entender como isso é possível, leia a revista e comente aqui.
Eu queria muito, mas muito mesmo ver isso transformado em um filme. Logo no início, lembrei de um joguinho de PC, estilo Alone in The Dark, que se passava num submarino também, e que tinha um roteiro ultra sinistro. Se não me engano, tinha a ver com o impronunciável monstro Cthulu. Se alguém aí lembrar, agradeço imensamente.
Vale ainda ressaltar a maravilhosa edição que a Panini fez e vem fazendo de todas as Marvel Kights.
Nota: 19
***
Entendendo o sistema de notas do Crepúsculo.
A partir de agora, eu darei notas em todos os reviews que fizer. As notas vão de 1 a 5, essa porém é a classificação normal. Nesse caso as notas 1 e 2 são desempenhos péssimos, 3 é uma nota para algo bom e só bom. 4 e 5 para coisas ótimas, fantásticas.
A classificação diferenciada está nas notas Sem Nota e 19. Sem Nota é quando algo é tão ruim, tão tenebroso que eu nem sei porque estaria fazendo um review de algo tão ruim ou quando eu realmente não entendi e preciso de mais algum tempo para degustar. 19 significa algo épico, significa que você deve comprar original, ou melhor que você deve comprar tudo que tenha aquilo.
***
1 – Eu tinha que começar com alguma coisa épica.
2 – Tem alguma coisa ruim na revista? Sim. Todos os personagens estão com o Rim ferrado.
3 – Não tenho nada para falar aqui, mas tenho que manter a tradição.












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